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Arsesp nega que água em Hortolândia e região seja imprópria para consumo, mas confirma alteração no gosto e odor

Agência reguladora esclarece que água atende padrões de segurança, apesar de gosto e odor alterados; nova fiscalização presencial está agendada para a próxima semana em Hortolândia

Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (11), a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) negou que a água distribuída em Hortolândia, Paulínia e Monte Mor (SP) esteja imprópria para consumo. Segundo o órgão, os laudos técnicos atuais não indicam descumprimento dos padrões de potabilidade exigidos por lei.

A nota da agência foi uma resposta à repercussão de um despacho técnico anterior, fruto de uma fiscalização emergencial realizada no dia 24 de abril motivada por reclamações de moradores. No documento, a Arsesp detalha que, embora as análises visuais (cor e turbidez) estivessem normais, a água apresentava gosto e odor incompatíveis com os padrões adequados ao consumo humano, o que é classificado como “alteração sensorial”. Ou seja, apesar de apresentar tal alteração, a água ainda seria potável, de acordo com a agência reguladora.

Contudo, o relatório da fiscalização apontou que, no momento da inspeção, não foram apresentados laudos laboratoriais que explicassem a origem do problema. A agência também criticou a demora da Sabesp em adotar medidas emergenciais e a falta de um plano de contingência.

Em sua defesa, a Sabesp informou que já está utilizando carvão ativado no tratamento para corrigir o sabor da água e acionou a Cetesb para monitorar o Rio Jaguari, onde é feita a coleta da água bruta.

A Arsesp informou ainda que acompanha as ações e mantém a fiscalização do sistema de abastecimento na região. Inclusive, já está programada uma fiscalização periódica no município entre os dias 18 e 22 de maio (de segunda a sexta-feira da semana que vem). Na ocasião, os técnicos da agência devem verificar os impactos reais das medidas adotadas pela Sabesp e se as ações para reduzir o problema (mitigadoras) estão surtindo efeito no sistema de abastecimento.

Diante do caso, o Portal Veloz, parceiro do R7, procurou a Prefeitura de Hortolândia, que confirmou as informações anteriormente divulgadas com base no despacho técnico da própria Arsesp e compartilhou o documento do órgão. A administração municipal também destacou que a responsabilidade pela realização e divulgação de laudos laboratoriais é da Sabesp, e afirmou que ainda não recebeu documentos conclusivos sobre a origem do gosto e odor relatados na água da cidade.

 

Foto: Divulgação/Prefeitura de Hortolândia

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