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Explosão no Jaguaré mobiliza governo de SP; famílias terão indenização e apoio habitacional

Estado cria gerência emergencial para coordenar ações na zona oeste da capital, enquanto concessionárias prometem ressarcimento aos moradores atingidos

Após a explosão registrada no bairro do Jaguaré, na zona oeste da capital paulista, o Governo de São Paulo intensificou as ações de atendimento às famílias afetadas e anunciou medidas emergenciais de assistência, habitação e fiscalização. O trabalho é realizado em conjunto com as concessionárias Sabesp e Comgás, além de órgãos estaduais como Defesa Civil, CDHU, Arsesp e Fundo Social de São Paulo.

Nesta quarta-feira (13), o governador Tarcísio de Freitas visitou a região e afirmou que os moradores prejudicados serão indenizados pelas concessionárias pelos danos materiais causados pela explosão. Segundo ele, o Estado também oferecerá suporte habitacional às famílias atingidas.

Como parte da resposta emergencial, o governo criou a chamada Gerência de Apoio do Jaguaré, estrutura que ficará responsável por coordenar as ações de acolhimento, recuperação da área e articulação entre os órgãos públicos envolvidos. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (14). A coordenação ficará sob responsabilidade do coronel da Polícia Militar Elço Moreira da Silva Júnior.

Entre as atribuições da nova gerência estão o levantamento das necessidades das famílias afetadas, a interlocução com instituições públicas e privadas e o acompanhamento das medidas de reconstrução da região atingida.

Além das ações de assistência social, o governo estadual disponibilizará uma carreta do Poupatempo no bairro a partir desta quarta-feira (13). A unidade móvel oferecerá serviços emergenciais, incluindo emissão gratuita da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), atestado de antecedentes criminais e apoio aos serviços digitais da plataforma.

Na área habitacional, famílias que perderam suas casas poderão optar por alternativas oferecidas pela CDHU, como transferência para apartamentos mobiliados, carta de crédito para aquisição de imóveis ou auxílio-aluguel. Segundo o governo, os custos dessas medidas serão arcados pela Sabesp e pela Comgás.

As equipes técnicas seguem realizando vistorias nos imóveis da região. Até a noite de quarta-feira, 112 imóveis haviam sido avaliados. Desses, 86 foram liberados para retorno dos moradores, enquanto 27 permanecem interditados por apresentarem danos estruturais mais graves. Uma nova avaliação técnica está prevista para esta quinta-feira (14).

O atendimento às vítimas também inclui distribuição de ajuda humanitária. De acordo com as concessionárias, 232 pessoas já receberam auxílio emergencial, ampliado para R$ 5 mil. Famílias desabrigadas estão sendo acomodadas em hotéis e recebem acompanhamento social.

O Fundo Social de São Paulo informou ainda a entrega de cestas básicas, kits de higiene, água, roupas, colchões, brinquedos e ração para animais domésticos.

Paralelamente, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo instaurou procedimento fiscalizatório para apurar as causas da explosão. Sabesp e Comgás foram notificadas e deverão apresentar esclarecimentos à agência reguladora até esta quinta-feira (14).

 

Foto: João Valério/Governo Estado SP

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