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Tag: politica

Saiba como será o julgamento no STF de denunciados do Núcleo 2 por tentativa de golpe de Estado

O STF (Supremo Tribunal Federal) julga nos dias 22 e 23 de abril o Núcleo 2 dos denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O julgamento será na Primeira Turma. O colegiado examinará se a denúncia atende aos requisitos legais e avaliará se a acusação apresenta elementos suficientes para a abertura de uma ação penal contra os acusados. Se a denúncia for aceita, os denunciados viram réus. No dia 22, serão realizadas duas sessões: a primeira começará às 9h30, e a segunda, às 14h. Na quarta-feira (23), o caso será retomado, se necessário, entre 8h e 10h. No Núcleo 2, são seis denunciados: Fernando de Sousa Oliveira (delegado da Polícia Federal); Filipe Garcia Martins Pereira (ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República); Marcelo Costa Câmara (coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência da República); Marília Ferreira de Alencar (delegada da Polícia Federal); Mário Fernandes (general da reserva do Exército) e Silvinei Vasques (ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal). Após a fala da Procuradoria-Geral da República, as defesas dos acusados poderão se manifestar na seguinte ordem: Danilo Ribeiro por Fernando Oliveira, Sebastião Coelho por Filipe Martins, Eduardo Kuntz por Marcelo Câmara, Eugênio Aragão por Marília Alencar, Marcos Vinícius Figueiredo por Mário Fernandes e Eduardo Simão por Silvinei Vasques. Assim como ocorreu no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, o STF deve aumentar o policiamento e vai restringir os acessos às dependências do local nos dias das sessões. Aqui no Brasil, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado no Rio Grande do Norte depois de passar mal durante uma visita ao interior do estado. Outros núcleos Ao todo, 34 pessoas foram denunciadas pela PGR, mas o STF dividiu o julgamento em quatro núcleos. Outros sete denunciados, que fazem parte do chamado Núcleo 4, terão a denúncia analisada em 6 e 7 de maio. Segundo a PGR, eles são acusados de organizar ações de desinformação para propagar notícias falsas sobre o processo eleitoral e ataques virtuais a instituições e autoridades. Estão no grupo: Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército); Ângelo Martins Denicoli (major da reserva); Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente); Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel); Reginaldo Vieira de Abreu (coronel), Marcelo Araújo Bormevet (policial federal); Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal). Já nos dias 20 e 21 de maio, o colegiado analisa a denúncia oferecida contra 12 acusados, integrantes do chamado Núcleo 3. Esse núcleo é composto por militares da ativa e da reserva do Exército e por um policial federal. São eles: Bernardo Romão Correa Netto (coronel); Cleverson Ney Magalhães (coronel da reserva); Estevam Cals Theophilo Gaspar De Oliveira (general da reserva); Fabrício Moreira de Bastos (coronel); Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel); Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel); Nilton Diniz Rodrigues (general); Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel); Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel); Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel); Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel) e Wladimir Matos Soares (agente da Polícia Federal). Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, neto do ex-presidente João Figueiredo, foi o último denunciado pela PGR e ainda não teve seu julgamento marcado pelo STF. Ele é o único, entre os 34 denunciados, que não apresentou defesa prévia. Como está nos EUA em local desconhecido, foi notificado por edital e teve a DPU (Defensoria Pública da União) designada para defendê-lo. No entanto, a DPU informou ao ministro Alexandre de Moraes que não pode apresentar defesa, já que Paulo Renato não compareceu ao processo. Julgamento dos denunciados Nos julgamentos de denúncias da PGR, assim que a discussão começa, há a leitura de relatório pelo relator. Depois, a Procuradoria-Geral da República se manifesta por 30 minutos, sendo seguida pelas defesas dos acusados, que têm 15 minutos cada para se manifestar. Costumeiramente, quando há mais de um réu, se concede um prazo maior para a PGR, no sentido de igualar as condições. Entretanto, isso não está no regimento, é uma deliberação do presidente do colegiado. O relator é o primeiro a votar, e o julgamento segue com os votos dos ministros mais novos para os mais velhos. O presidente da Turma é o último a se manifestar. Por isso, a sequência será: Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Eventual ação penal Se as denúncias forem recebidas, serão abertas ações penais. Com isso, os réus serão informados para apresentarem defesa prévia no prazo de cinco dias. Então, começa a fase de instrução criminal, quando serão ouvidas as testemunhas de acusação e da defesa, produzidas provas periciais e eventuais diligências complementares para esclarecer algum fato. A partir daí, o relator marca a data para o interrogatório dos réus. Se algum acusado tiver firmado acordo de colaboração premiada, o prazo para os demais réus começa a contar após a defesa do colaborador. Finalizada essa fase processual, o relator da ação penal preparará o relatório (resumo do caso) e o voto. Não há prazo para o ministro concluir sua análise. Quando a ação penal estiver pronta para julgamento, o relator liberará o processo para inclusão na pauta do colegiado.   Fonte: R7 Foto: Gustavo Moreno/ STF

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Líder do PL diz que Bolsonaro dará aval a novo texto da anistia mesmo do hospital

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que Jair Bolsonaro (PL) vai dar aval ao novo texto do projeto de lei que anistia presos do 8 de janeiro mesmo do hospital. O ex-presidente está internado desde a semana passada, após realizar cirurgia no abdômen. De acordo com o boletim divulgado pelo hospital DF Star nesta quarta-feira (16), ele tem boa evolução clínica, mas continua sem previsão de alta da UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). Sóstenes disse que o quadro de saúde do ex-presidente não afeta em nada as articulações pelo projeto na Câmara e que Bolsonaro já está até mesmo disparando mensagens de WhatsApp da UTI. “Ele já deixou tudo pavimentado. A palavra final é dele do texto, mas quando estiver pronto, bato com ele. Se não puder visitar no hospital, posso mandar por WhatsApp ou pela Michelle [Bolsonaro]”, disse o líder. A equipe médica mantém a interdição de visitas a Bolsonaro, até o momento. Ele publicou uma foto nas suas redes sociais nesta quarta em que aparece lendo um documento, mas não é possível identificar qual. Bolsonaro deverá ficar internado pelo menos mais duas semanas e enfrentar restrições no pós-operatório por um período de dois a três meses. No domingo (13), ele passou por uma cirurgia de 12 horas para desobstrução intestinal, procedimento que correu bem, segundo seus médicos, e foi o mais longo dos já realizados desde que o ex-presidente levou a facada, na campanha eleitoral de 2018. Como mostrou a Folha de S.Paulo, Bolsonaro mandou o PL estudar alternativas para tornar o texto do projeto de lei da anistia a presos no 8 de janeiro mais enxuto. Técnicos estão ainda trabalhando na nova proposta, que deve ser finalizada na próxima semana. Essa seria uma forma de diminuir resistências ao projeto na Casa, segundo interlocutores. Uma avaliação geral dos deputados é de que as penas impostas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) teriam sido duras, mas que é preciso punir quem tenha depredado as sedes dos três Poderes. O pedido ocorreu após conversa de Bolsonaro com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), no último dia 9. O encontro ocorreu fora da agenda, apenas entre os dois, e foi cercado de sigilo. Além dos condenados do 8 de janeiro, o relatório atual do projeto prevê também anistia aos responsáveis por atos pretéritos e futuros relacionados aos ataques à sede dos três Poderes, o que é visto como brecha para beneficiar o ex-presidente. Não está claro como o projeto seria alterado, nem se Bolsonaro e réus acusados de liderar a trama golpista estariam inclusos. Mas aliados do ex-presidente avaliam que, caso ele não seja contemplado desta vez, a aprovação da proposta de alguma forma ajudará seu caso no STF. O PL protocolou o requerimento de urgência com 262 assinaturas na última segunda (14). Com isso, o partido pode pleitear que a análise do texto seja feita diretamente no plenário. Mas a palavra final cabe a Motta. O presidente da Câmara falou sobre o tema pela primeira vez na terça (15). Em uma publicação no X (ex-Twitter), disse que não decidirá sozinho sobre o projeto de lei. Ele indicou levar a proposta para discussão no colégio de líderes. Com a declaração, o presidente da Casa busca dividir com os líderes a responsabilidade de pautar ou não o requerimento de urgência do projeto, que tem apoio de bolsonaristas e a resistência do STF e do governo Lula (PT). Aliados de Motta esperam que o Palácio do Planalto intensifique sua atuação pela retirada de apoio de congressistas da base governista à proposta. O objetivo do presidente da Câmara, nesse sentido, seria cobrar também do governo a responsabilidade para impedir que o projeto avance na Casa. “Democracia é discutir com o Colégio de Líderes as pautas que devem avançar. Em uma democracia, ninguém tem o direito de decidir nada sozinho. É preciso também ter responsabilidade com o cargo que ocupamos, pensando no que cada pauta significa para as instituições e para toda a população brasileira”, afirmou em rede social.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Redes sociais

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Lula lança ‘RG animal’ gratuito para cães e gatos nesta quinta (17); entenda programas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança nesta quinta-feira (17) dois programas voltados à proteção de cães e gatos domésticos. As iniciativas incluem um “RG animal”, com registro nacional para facilitar acesso a vacinas e microchipagem, e ações de castração pelo país para controle da reprodução dos animais. Os projetos serão administrados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A titular da pasta, Marina Silva, também vai participar dos lançamentos, que serão na área externa do Palácio do Planalto, em Brasília (DF). O SinPatinhas (Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos) — que faz parte do ProPatinhas (Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos) — vai disponibilizar o registro nacional gratuito de cães e gatos. Segundo o ministério, não serão cobradas taxas nem dos tutores, nem dos estados, municípios e Distrito Federal. A ferramenta vai criar um banco de dados válido em todo o país. O número do “RG animal”, além de intransferível e único, será o mesmo durante toda a vida do pet. O cadastro vai facilitar o acesso aos serviços públicos de cuidado e bem-estar dos bichos. Os tutores vão saber a localização do animal em caso de perda, receber informações sobre vacinas, castração e microchipagem. Controle populacional O ProPatinhas vai incluir outras iniciativas voltadas aos animais domésticos. Uma das principais frentes, além do SinPatinhas, é o controle populacional. “Hoje, temos mais lares com cães e gatos do que com crianças de até 14 anos”, aponta o ministério. A ideia é capacitar os municípios para as ações de castração, por meio de emendas parlamentares e dotação orçamentária própria. As cidades vão indicar os gestores responsáveis pela pauta animal, que vão receber a capacitação necessária para elaborar o planejamento local de manejo populacional ético. Os municípios terão de priorizar tutores de baixa renda; instalar um setor de proteção, defesa e direitos animais, para administrar as ações; apresentar o plano da cidade para a área; apresentar legislações para a proteção animal; aderir ao Sistema Nacional de Identificação e Controle de Animais Domésticos; entre outras funções. Questão de saúde pública Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil tinha 54 milhões de cães e 24 milhões de gatos em 2019. A FGV (Fundação Getulio Vargas) projeta que, até 2030, haverá aumento de 26%. “O Brasil enfrenta um desafio significativo no controle populacional de cães e gatos, cujo crescimento exponencial tem impactos negativos para o bem-estar animal, na fauna silvestre, meio ambiente e saúde pública”, argumenta o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.   Fonte: R7 Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

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PL mantém ofensiva política no Nordeste durante internação de Bolsonaro

Mesmo com o ex-presidente Jair Bolsonaro internado em recuperação após cirurgia, o PL (Partido Liberal) manteve a agenda de compromissos que estavam previstos no Nordeste para este mês. As ações fazem parte do programa “Rota 22″, voltada para ampliar o apoio político ao partido em cidades da região em que Bolsonaro tem maior rejeição. O ex-presidente participaria das ações em cidades do Rio Grande do Norte, mas a necessidade de cirurgia em razão de uma obstrução intestinal fez com que a agenda do PL continuasse sem ele. Os nove estados do Nordeste foram decisivos para a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022. Na região, ele teve 69,34% dos votos, contra 30,66% de Bolsonaro, segundo apuração do segundo turno pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). De acordo com o cronograma do PL, cinco cidades do Rio Grande do Norte serão visitadas em abril sem Bolsonaro. Além de Portalegre e Patu, que já receberam ações do partido, o roteiro inclui as cidades Apodi, Caraúbas e Baraúna. O partido ainda pretende realocar os compromissos que estavam previstos para Bom Jesus e foram afetados no fim de semana em que Bolsonaro passou mal. Saúde de Bolsonaro O ex-presidente passou nesta semana pela sexta cirurgia desde a facada sofrida na campanha eleitoral de 2018. O procedimento aconteceu em Brasília, onde ele está internado sem previsão de alta. Após sentir um desconforto, o ex-presidente foi internado às pressas em Natal, mas depois foi transferido para Brasília em uma UTI aérea. Segundo boletim médico emitido na quarta-feira (16), Bolsonaro apresenta “boa evolução clínica”, sem dor, sangramentos ou outras intercorrências. Ele continua com as sessões de fisioterapia motora e respiratória e segue sem previsão de alta hospitalar.   Fonte: R7 Foto: José Aldenir/The News2/Estadão Conteúdo

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Bolsonaro tem ‘boa evolução clínica’ e segue com sessões de fisioterapia, diz boletim

No terceiro dia de internação, o ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta “boa evolução clínica”, sem dor, sangramentos ou outras intercorrências. De acordo com boletim médico, divulgado nesta quarta-feira (16) pelo hospital particular de Brasília, o ex-chefe do Executivo continua com as sessões de fisioterapia motora e respiratória e segue sem previsão de alta hospitalar. “O Hospital DF Star informa que o ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em acompanhamento pós-operatório. Encontra-se com boa evolução clínica, sem dor, sangramentos ou outras intercorrências. Mantém programação de fisioterapia motora (caminhada fora do leito) e respiratória. Persiste a recomendação de não receber visitas e não há previsão de alta da UTI”, diz o boletim médico. No último domingo (13), Bolsonaro fez uma cirurgia de mais de 11 horas, em um hospital particular da capital federal. O problema no intestino do ex-presidente é consequência do ataque sofrido durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora (MG), quando foi esfaqueado na barriga. Trata-se da sétima cirurgia desde o incidente. Segundo médicos, o procedimento mais recente feito por Bolsonaro foi bem-sucedido, mas o ex-presidente precisa ainda dos cuidados da UTI. De acordo com o cardiologista Leandro Echenique, quando se faz uma operação deste porte, o corpo do paciente fica mais inflamado, e isso pode levar a uma série de intercorrências, exigindo monitoramento da pressão arterial e ações para possíveis infecções. Ainda segundo os médicos, Bolsonaro continua se alimentando por via venosa e, até o momento, não há previsão para que a alimentação oral seja retomada. “Não esperamos uma evolução rápida, porque o intestino precisa descansar e desinflamar para podermos retomar a alimentação oral”, disse o chefe da equipe cirúrgica, Cláudio Birolini.   Fonte: R7 Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Em duas décadas, pedidos de anistia política por perseguição na ditadura somam 80,3 mil

Em 24 anos, a Comissão de Anistia, ligada ao Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, recebeu em média 3.493 requerimentos de anistia política por ano. Entre 2001 e 2024, a pasta recebeu 80.357 solicitações feitas por pessoas que pedem reparação do Estado brasileiro alegando terem sido perseguidas por razões exclusivamente políticas. A Comissão de Anistia analisa pedidos relacionados a episódios ocorridos entre 1946 e 1988, ano da promulgação da Constituição atualmente em vigor no país. Esse período abrange tanto os atos de exceção cometidos durante a ditadura militar (1964–1985) e na transição até a Constituição de 1988, quanto aqueles registrados entre 1946 e 1963, quando, apesar das eleições diretas para presidente, a democracia ainda era frágil e marcada por sucessivas tentativas de golpe. No caso da ditadura militar, por exemplo, vítimas perseguidas por questões políticas, vítimas de tortura, exílio, estupro e outros, também estão incluídas no grupo. A Comissão de Anistia foi criada em 2001. Desde então, 2003 aparece como o ano com maior número de pedidos de reparação protocolados: 22.919. Requerimentos de anistia no Brasil – Arte/R7 Até dezembro de 2024, o ministério aceitou 39.984 pedidos e negou outros 31.669. Além disso, 5.336 foram arquivados, enquanto 2.393 aguardavam uma decisão final. Em relação aos recursos indeferidos, a Comissão informou que pode ter negado os pedidos por falta de documentação e comprovação de motivação política no ato de afastamento ou demissão. Além disso, algumas pessoas não conseguiram o status de anistiado político por terem informado um período diferente ao que está previsto na legislação. Entretanto, ainda existe a possibilidade de recorrer às decisões, adicionando novos fatos e documentos comprobatórios. Dos pedidos em aberto, a maior parte está relacionada a reanálise ou estão sob procedimento de revisão. Entre os casos que aguardam conclusão da Comissão está o do jornalista Vladimir Herzog, torturado e morto pelo regime, e de seus dois filhos. Clarice Herzog, esposa do jornalista, teve o pedido de anistia deferido. A família solicitou anistia em 2023. Perfil Do total de requerentes de anistia política, o maior percentual era de vereadores (32%), membros das Forças Armadas (31%) e ex-membros de empresas públicas e sociedade de economia mista (10%). Em um valor semelhante, o grupo de pessoas anistiadas é maior para vereadores (55%), membros das Forças Armadas (11%) e ex-membros de empresas públicas e sociedade de economia mista (11%). Direitos da pessoa anistiada Ao receber uma declaração da condição de anistiado político, o cidadão poderá receber uma indenização referente ao período em que esteve impedido de trabalhar por questões políticas, podendo, ainda, ser readmitido ao posto de trabalho. Para estudantes, o anistiado poderá concluir o curso que estava matriculado ou receber um diploma equivalente, caso a graduação ou pós tenha ocorrido fora do país. Atualmente, a indenização pode ser concedida por meio de Prestação Mensal Permanente Continuada, no valor de R$ 2.000 por mês, ou Prestação Única (PU), que pode chegar a R$ 100 mil em um só pagamento.   Fonte: R7 Foto: Ennco Beanns/Arquivo Público do Estado de São Paulo

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Governo de SP destaca transição energética para o desenvolvimento do estado no CTC Day em Piracicaba

O Governo de São Paulo participou, nesta terça-feira (15), em Piracicaba, do CTC Day, promovido pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). Durante o evento, que reuniu investidores, clientes e acionistas do setor sucroenergético, o governador Tarcísio de Freitas destacou a importância do ciclo da cana-de-açúcar, a primeira fonte de energia renovável no país, para a descarbonização da economia. Tarcísio também apontou o papel fundamental da energia limpa, considerada o “pré-sal caipira”, para a expansão do estado. “Temos debatido quais são os pilares para o desenvolvimento, como vamos superar a pobreza e nos aproximarmos daqueles países mais desenvolvidos. O segredo está na biotecnologia, na economia do conhecimento e na transição energética. Temos que investir muito na cana-de-açúcar. Dessa lavoura, nada se perde. Esse é nosso maior exemplo de economia circular. Produzimos etanol de primeira geração, de segunda geração, biogás, fertilizantes e biometano e vamos tirar combustível sustentável da aviação e o hidrogênio a partir da reforma do etanol”, afirmou o governador. Durante o CTC Day o público conheceu uma série inovações nas áreas de melhoramento genético e biotecnologia, além do Projeto Sementes e de um estudo da Fundação Getúlio Vargas sobre o potencial de descarbonização com base na adoção de novas tecnologias desenvolvidas pelo CTC. A meta do Centro é dobrar a produtividade do setor até 2040. O complexo sucroalcooleiro corresponde a 27% de participação nas exportações do agronegócio paulista, arrecadando US$ 1,09 bilhão, dos quais 91,6% referentes a açúcar e 8,4% a etanol. São Paulo tem cerca de 180 usinas registradas, a maioria no interior do estado. Dessas, 70 estão a 20 quilômetros de gasodutos existentes. Dos 10 milhões de hectares de cana-de-açúcar plantados no Brasil, mais de 5,5 milhões estão em São Paulo. O produto é responsável por 15,4% da matriz nacional ou 32% de toda a energia renovável ofertada dentro do Brasil. Os números já posicionam o Brasil acima da média mundial, que é de 14,1%, e da média dos países desenvolvidos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que registram 11,5% no uso de energias limpas e renováveis. Descarbonização no estado O estado de São Paulo estruturou incentivos em diversas áreas para impulsionar a transição energética. Uma das iniciativas é a primeira estação experimental do mundo dedicada à produção de hidrogênio renovável a partir do etanol, que realiza testes na Universidade de São Paulo (USP). O projeto, conduzido pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI) da Universidade, representa um marco na busca por soluções energéticas limpas e na transição para uma economia de baixo carbono. A planta-piloto tem capacidade para produzir 100 quilos de hidrogênio por dia. Por meio da Coordenadoria de Transição Energética, as Secretarias de Agricultura e Abastecimento e de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, junto com a Cetesb, trabalham na regulamentação do licenciamento ambiental para a implantação de biodigestores com o objetivo de gerar biogás/biometano e bioinsumo. Já Instituto Agronômico (IAC), por meio do Programa Cana IAC,lançou 35 variedades de cana nos últimos 20 anos, representando 23% do total de variedades registradas, e implementou pacotes tecnológicos que aumentaram a produtividade média de 70 para 100 toneladas de colmos por hectare. Recentemente, o IAC também introduziu cinco novas cultivares com superioridade de 12 a 27% em produtividade e longevidade, adequadas para diferentes tipos de solo e clima, e com alto teor de sacarose.   Foto: Governo de SP

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Bolsonaro vai fazer fisioterapias motora e respiratória, mas segue sem previsão de alta da UTI

O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), em um hospital particular de Brasília, após cirurgia de mais de 11 horas. Agora, vai começar a fazer fisioterapias motora e respiratória. De acordo com boletim médico, divulgado nesta terça-feira (15), o quadro clínico é de estabilidade, sem dor, sangramentos ou outras intercorrências. Não há, ainda, previsão de alta hospitalar. “O Hospital DF Star informa que o ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em acompanhamento pós-operatório. Mantém estabilidade clínica, sem dor, sangramentos ou outras intercorrências. Tem previsão de fisioterapias motora (com deambulação) e respiratória. Persiste a recomendação de não receber visitas e não há previsão de alta da UTI”, diz o boletim. No último domingo (13), Bolsonaro fez uma cirurgia de mais de 11 horas, em um hospital particular da capital federal. O problema no intestino do ex-presidente é consequência do ataque sofrido durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora (MG), quando foi esfaqueado na barriga. Trata-se da sétima cirurgia desde o incidente. Segundo médicos, o procedimento mais recente feito por Bolsonaro foi bem-sucedido, mas que o ex-presidente precisa ainda dos cuidados da UTI (Unidade Terapia Intensiva). Não há, ainda, previsão de alta do hospital. De acordo com o cardiologista Leandro Echenique, quando se faz uma operação deste porte, o corpo do paciente fica mais inflamado, e isso pode levar a uma série de intercorrências, exigindo monitoramento da pressão arterial e ações para possíveis infecções. Ainda segundo os médicos, Bolsonaro continua se alimentando por via venosa e, até o momento, não há previsão para que a alimentação oral seja retomada. “Não esperamos uma evolução rápida, porque o intestino precisa descansar e desinflamar para podermos retomar a alimentação oral”, disse o chefe da equipe cirúrgica, Cláudio Birolini. Vontade de andar e trabalhar O ex-presidente usou as redes sociais nesta terça-feira (15) para comentar a cirurgia de laparotomia exploradora feita recentemente em um hospital de Brasília. Na publicação, o ex-chefe do Executivo destacou ter feito o “procedimento mais invasivo” até então, comentou a “enorme vontade de voltar a andar e trabalhar” e relatou que, neste momento, foi aconselhado a receber visitas apenas de familiares. Na publicação, Bolsonaro destaca que, neste momento, por orientação médica, apenas familiares e profissionais de saúde estão autorizados a acompanhar o ex-presidente no pós-operatório. “Isso é essencial para evitar conversas e estímulos que possam causar dilatação e até mesmo descolamento da parede abdominal — riscos que precisam ser evitados com máxima cautela frente ao enfrentado na sala de cirurgia”, diz. Bolsonaro afirma estar concentrado no processo de recuperação daquele “procedimento mais invasivo que aconteceu”. Na sequência, o ex-presidente agradeceu a Deus por “mais um milagre”, ao povo brasileiro “pela fé e pelas orações” e aos familiares. “Tenho certeza de que, sem todos esses pilares, eu não teria a chance de me sentir como me sinto agora: com disposição e enorme vontade de voltar a andar e trabalhar, sempre ouvindo de perto o sentimento do povo brasileiro.”   Fonte: R7 Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Semana curta por feriado impacta votações da Câmara e do Senado

O feriado prolongado desta semana impactou votações e o calendário do Congresso Nacional, que não deve analisar propostas polêmicas nos próximos dias. A Câmara dos Deputados autorizou presença remota, o que reduziu a presença de deputados no plenário. Por outro lado, o Senado não tem sessões agendadas para o plenário até o fim da semana. A segunda-feira (14) foi marcada pela apresentação do requerimento de urgência para acelerar a votação da anistia aos condenados pelos atos do 8 de Janeiro. O pedido foi protocolado pelo líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), com apoio válido de 262 deputados — maior do que o mínimo necessário de 257. Apesar disso, a análise do pedido não é automática e depende de decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A intenção do requerimento de urgência é fazer com que a votação do mérito da proposta vá direto a plenário, sem passar por comissões. O pedido foi criticado pelo líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), pela avaliação de que a proposta “garante a impunidade”. O deputado também utilizou redes sociais para lembrar que não significa que o projeto será analisado e que o texto é voltado para anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “A oposição deixa de esclarecer que o projeto de lei visa, preferencialmente, anistiar Jair Bolsonaro e os 6 generais idealizadores, planejadores e comandantes da intentona de golpe de Estado, como apurou as investigações da Polícia Federal. Outro aspecto importante, é que o projeto de lei não condiz com o que os parlamentares da oposição estão dizendo. Não se trata de dosimetrias das penas, como foi dito”, disse Guimarães. A oposição nega que a proposta vise beneficiar Bolsonaro. A maior parte das assinaturas ao requerimento de urgência veio de deputados que estão em partidos que têm ao menos algum ministério no governo Lula — como PSD, União Brasil, PP e MDB. A adesão desses partidos ao pedido para acelerar o projeto provocou desconforto no Executivo. Próximos dias de votação Até o fim da semana, deputados estão autorizados a participar das sessões do plenário de forma remota, sem a necessidade de registrar presença física para poder votar. Na segunda-feira, a Câmara aprovou um projeto de lei que cria um sistema de certificação voluntária para o lítio verde no Brasil, que é um mineral essencial para a produção de baterias de celulares, carros, ligas metálicas e fármacos, entre outras aplicações. O lítio verde é o produzido com a menor emissão de carbono ou rejeitos na natureza. O texto segue para análise do Senado. Na mesma sessão, o plenário aprovou um projeto que cria a Medalha Prefeitos Pela Alfabetização das Crianças, a ser concedida anualmente. O prêmio será concedido a prefeitos e prefeitas que tenham se destacado no combate ao analfabetismo escolar. Serão entregues anualmente três medalhas por Estado. O critério que deve ser usado para a concessão será o ICA (Indicador Criança Alfabetizada), a ser divulgado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). O Senado não prevê nenhuma sessão em plenário ao longo da semana, e só uma comissão divulgou pauta: a de Segurança Pública, que mantém a previsão de reunir senadores na manhã desta terça-feira (15). Entre os projetos previstos pelo colegiado, estão projetos ligados à segurança em escolas, como a presença obrigatória de profissionais de segurança e a possibilidade de segurança armada em instituições de ensino.   Fonte: R7 Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

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Governo envia LDO 2026 nesta terça (15) ao Congresso; salário mínimo deve ser de R$ 1.627

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva envia a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2026 ao Congresso Nacional nesta terça-feira (15), data limite para apresentação da proposta. O texto, que define as metas e prioridades da gestão para o próximo ano, deve prever aumento de R$ 109 no salário mínimo — assim, o valor pode chegar a R$ 1.627 em 2026. O número, no entanto, pode sofrer alterações ao longo da tramitação do projeto, já que o reajuste do salário mínimo deve ter crescimento real, ou seja, acima da inflação e proporcional ao crescimento do PIB (produto interno bruto) em 2025. A proposta do governo vai destacar a meta fiscal de superávit de 0,25% para o ano, como afirmou na semana passada o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “Não tem previsão de mudança daquilo que estava projetado na LDO do ano passado, a não ser o fato de que tem um ano a mais agora de projeção”, destacou a jornalistas. Lula tem tido como uma das principais bandeiras a política de valorização real do piso salarial do país. No fim de março, o Banco Central revisou a projeção de crescimento do PIB do Brasil neste ano e reduziu a expectativa, de 2,1% para 1,9%. Em 2024, o aumento foi de 3,4%, maior resultado desde 2021, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A LDO determina quais normas deverão ser seguidas na construção do Orçamento do próximo ano, a ser votado no segundo semestre, e guia a distribuição dos recursos para cada área. O projeto precisa ser analisado pelos deputados e senadores até 17 de julho, quando começa o recesso parlamentar. Previsões deste ano Lula sancionou o Orçamento de 2025 na última quinta (10), com dois vetos. O texto, que prevê as despesas e receitas da União para este ano, deveria ter sido aprovado pelo Congresso Nacional no fim do ano passado, mas impasses sobre emendas parlamentares atrasaram a votação, concluída no mês passado. Os vetos ao texto foram sugeridos pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, “por contrariedade ao interesse público”. Segundo o Executivo, as vedações, que somam R$ 3,010 bilhões, foram “pontuais”. Pelo prazo regimental, Lula tinha até esta terça-feira (15) para sancionar a peça orçamentária — mesmo limite para o envio da LDO de 2026. Sem o texto nos primeiros meses deste ano, o governo federal foi obrigado a trabalhar com recursos limitados, suficientes apenas para manter a máquina pública.   Fonte: R7 Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

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