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SP faz parte da história da pizza no país; veja curiosidades sobre o prato que é homenageado nesta sexta (10)

O estado de SP tem a maior porcentagem de pizzarias do país: 32,04% do total de 40.332; São Paulo é a cidade que mais consome pizza no Brasil e a segunda colocada no mundo

A pizza ganhou uma data para ser homenageada no Brasil por meio da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo em 1985. Assim, nasceu o Dia da Pizza em 10 de julho, durante o encerramento de um concurso estadual que elegeu as melhores receitas de muçarela e margherita.

O estado de São Paulo tem a maior porcentagem de pizzarias do país: 32,04% do total de 40.332, segundo levantamento realizado até dezembro de 2025. Pesquisas apontam ainda que São Paulo é a cidade que mais consome pizza no Brasil e a segunda colocada no mundo inteiro, perdendo apenas para Nova Iorque.

De acordo com estimativas da Associação de Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra), o Brasil consome cerca de 3,8 milhões de pizzas por dia, sendo 870 mil apenas na cidade de São Paulo. Isso equivale a 27 pizzas por habitante ao ano, aproximadamente duas por mês, um número que confirma o status da pizza como um dos alimentos mais icônicos da vida paulistana.

Além disso, o Brasil é o 2º maior consumidor mundial de pizza. O mercado não para de crescer, pois em 2025 foram abertas 4.109 pizzarias, um crescimento de 6,26% em comparação a 2024.

Primeira pizzaria foi em SP

A primeira pizzaria brasileira foi aberta em 1910, no bairro do Brás, na capital paulista. Administrada por imigrantes italianos que trouxeram a receita, a pizza, de início, não fez muito sucesso. Anos depois, em 1950, ela se tornou um prato muito popular no Brasil, tendo fama até hoje e fazendo parte da cultura do país.

A pizza chegou ao estado trazida pelos imigrantes italianos, que chegaram à capital paulista devido ao trabalho com o cultivo de café. Gradualmente, as pizzarias se espalharam por todas as localidades, com variações de recheios de acordo com os costumes locais e ingredientes disponíveis.

Em relação ao turismo gastronômico em São Paulo, vale destacar que a melhor pizza da América Latina fica na capital paulista: a Leggera Pizza Napoletana, eleita pelo ranking “50 Top Pizza Latin America 2026”. Inaugurada em 2013 na capital paulista, atualmente conta com uma unidade nos Jardins e outra em Perdizes. São Paulo ainda conquistou duas outras posições entre as dez mais bem colocadas do ranking: a QT Pizza Bar, que ficou em 3º lugar, e A Pizza da Mooca, que ficou em sétimo.

Além disso, foi inaugurada recentemente em São Paulo a Pizzaria Da Michele, do filme ‘Comer, Rezar, Amar’, estrelado pela atriz Julia Roberts. A pizzaria, que é a primeira unidade na América Latina da rede italiana de Nápoles, está localizada em Pinheiros.

De acordo com o Sindbares/Abrasel, mesmo com a expansão de hambúrgueres, bowls e culinária oriental, a pizza continua sendo o prato mais pedido no delivery no Brasil. O setor se mantém como um dos mais sólidos do foodservice, impulsionado pela alta frequência de consumo, forte apelo para grupos, percepção de bom custo-benefício e facilidade logística. Pesquisas indicam que há cinco sabores que, juntos, representam 80% dos pedidos no país. Eles são: Calabresa, Portuguesa, Marguerita, Frango com catupiry e Muçarela.

O mercado global de pizzas movimenta hoje cerca de US$ 215 a 235 bilhões, com projeções indicando que o setor deve chegar a US$ 340 bilhões nos próximos anos.

Origem

A palavra “pizza” tem origem incerta, mas acredita-se que venha do latim picea, que significa “objeto torrado pelo fogo”, ou do grego pitta, que se refere a um “bolo” ou “torta”. Outra teoria sugere a origem do termo do alemão antigo bizzo, que significa “pedaço” ou “mordida”. O primeiro registro escrito da palavra “pizza” data do ano 997 d.C., em um documento latino manuscrito encontrado na cidade de Gaeta, na Itália.

As primeiras pizzarias foram abertas em Nápoles, na Itália. Só que com o passar dos anos, a receita se espalhou pelo resto do país e depois pelo mundo. De acordo com a sociedade napolitana, após a Segunda Guerra Mundial e com o “boom” industrial, muitas pessoas imigraram para outras cidades e países e levaram consigo suas tradições gastronômicas.

 

Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

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