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Tag: politica

Moraes autoriza nova visita de Michelle a Bolsonaro; encontro será nesta quinta (27)

Encontro deve acontecer entre 9h e 11h, com duração de 30 minutos, e separado de Jair Renan O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a segunda visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Superintendência da Polícia Federal desde sábado (22). De acordo com a decisão, o encontro deverá ocorrer nesta quinta-feira (27), entre 9h e 11h, com duração de 30 minutos. A visita deve ocorrer separadamente da do filho Jair Renan Bolsonaro, que já havia sido autorizado pelo ministro a ver o pai no mesmo dia. Um dia após a prisão do ex-presidente, Michelle visitou o marido na PF. Ela chegou às 15 horas no local. Ela não estava em casa quando Bolsonaro foi detido pela polícia. O ex-presidente estava acompanhado da filha, do irmão mais velho e de um assessor no momento da prisão. Filhos Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) visitaram Bolsonaro ontem, antes do ministro Alexandre de Moraes decretar o trânsito em julgado do processo da trama golpista. Os dois usaram as redes sociais para criticar a prisão do pai e reafirmar sua inocência, além de citar a saúde dele. À jornalistas, Carlos Bolsonaro disse que vê o caso como “perseguição política” e “tortura”. Na fala, o político comentou que acredita em uma possível absolvição do pai, principalmente, por influência de questões externas. O filho do ex-presidente comentou, ainda, sobre a tentativa de violação da tornozeleira usada por Jair Bolsonaro. “Vocês mesmos da imprensa falaram que visivelmente o presidente Bolsonaro estava sob efeito de algo que parecia não estar em uma situação normal. Se ele quisesse realmente fugir, ele iria na correia, não iria na caixa”, disse. O senador Flávio Bolsonaro também se pronunciou e disse que o pai merece “um tratamento digno“. ”Desde que um ex-militante do PSOL tentou matar ele, a saúde de Bolsonaro nunca mais foi a mesma“, escreveu, em referência a facada que o ex-presidente sofreu em 2018. Sem citar o ministro Alexandre de Moraes, Flávio voltou a comentar que caso algo acontecesse com seu pai, a culpa seria de apenas uma pessoa. Em live transmitida no último dia 22, o senador disse que caso Bolsonaro morresse, a culpa seria do magistrado.   Fonte: R7 Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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STF derruba revisão da vida toda, e aposentados podem ter redução no benefício

Cálculo permitia que fossem incluídas na aposentadoria contribuições feitas antes do Plano Real Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) derrubaram, na noite desta terça-feira (25), a chamada “revisão da vida toda” para aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A revisão é uma ação proposta por aposentados para que, no cálculo do benefício, fossem consideradas contribuições feitas em outras moedas, antes da criação do Plano Real, em 1994. Com a decisão, segurados que tiveram o valor da aposentadoria aumentado após obterem a revisão não precisarão devolver o que já receberam. No entanto, o INSS poderá reduzir o valor do benefício a partir de agora. Segundo o governo, a adoção da revisão causaria um gasto adicional de R$ 480 bilhões. Essa estimativa considera não apenas os beneficiários que obtiveram decisões favoráveis, mas também a possibilidade de ampliação do cálculo para todos os segurados. Os beneficiados não deverão pagar custas processuais nem despesas com perícias judiciais até 5 de abril de 2024, data da publicação da ata que formalizou a derrubada da decisão anterior. Placar Contrários à revisão Alexandre de Moraes, relator da ação Cristiano Zanin Gilmar Mendes Luís Roberto Barroso Cármen Lúcia Kassio Nunes Marques Luiz Fux Dias Toffoli A favor da revisão André Mendonça Rosa Weber (que votou antes de se aposentar) Edson Fachin Entenda o histórico O Supremo havia se posicionado a favor da revisão da vida toda em dezembro de 2022. No entanto, em abril de 2024, ao julgar outra ação, a Corte afastou a aplicação da tese ao entender que a regra que considera apenas salários a partir de 1994 é obrigatória, não permitindo ao aposentado escolher o cálculo mais vantajoso. Como a decisão que anulou a “revisão da vida toda” foi tomada em outro processo, o STF analisava um recurso na ação original para adequar o entendimento ao novo posicionamento da Corte. Como ficam as decisões favoráveis a aposentados Em abril, o Supremo decidiu que aposentados que receberam valores maiores em razão de decisões favoráveis à “revisão da vida toda” até 5 de abril de 2024 não precisarão devolver os recursos ao INSS. Honorários advocatícios e custas judiciais referentes a ações até essa data também não poderão ser cobrados dos beneficiários. Até 2024, muitos aposentados obtiveram decisões favoráveis para revisar o benefício. O STF entendeu que eles não podem ser prejudicados, já que recorreram à Justiça com base em entendimento que vigorava à época. Segundo dados citados no julgamento, cerca de 140 mil ações sobre o tema ainda tramitam no Judiciário. O caso é considerado de grande impacto para a União, que estimou um efeito de até R$ 480 bilhões nas contas públicas caso a revisão fosse mantida.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Veja detalhes das audiências de custódia de Bolsonaro e aliados presos por tentativa de golpe

A medida é uma etapa obrigatória no início da execução penal A Justiça realiza nesta quarta-feira (26) as audiências de custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro e cinco aliados presos por tentativa de golpe (veja datas e horários abaixo). Cada condenado deve ser apresentado a um juiz para análise da legalidade da prisão, das condições de custódia e da necessidade de medidas cautelares. Participam também representantes do Ministério Público e da defesa. As audiências, realizadas no dia seguinte à decisão, são etapas obrigatórias no início da execução penal. Veja horários e locais das audiências de custódia: Almir Garnier Santos 13h — Estação Rádio da Marinha, Brasília Anderson Gustavo Torres 13h30 — 19º Batalhão de Polícia Militar da PMDF, Complexo da Papuda, Brasília Augusto Heleno Ribeiro Pereira 14h — Comando Militar do Planalto, Brasília Jair Messias Bolsonaro 14h30 — Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira 15h — Comando Militar do Planalto, Brasília Walter Souza Braga Netto 15h30 — 1ª Divisão do Exército, Vila Militar, Rio de Janeiro O que ocorre em uma audiência de custódia A apresentação imediata ao Judiciário permite examinar a legalidade da prisão, a necessidade de manter a custódia e eventuais relatos de maus-tratos ou irregularidades. Também permite avaliar alternativas ao encarceramento, quando cabíveis. O prazo para novos embargos terminou na segunda-feira (24). Bolsonaro, Anderson Torres e Alexandre Ramagem não apresentaram novas contestações. Outros quatro condenados, Almir Garnier, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto,enviaram recursos adicionais, ainda pendentes de análise. No núcleo 1, o único a não recorrer foi Mauro Cid, sentenciado a dois anos em regime aberto. Ele já cumpre a pena. Prisões Pela primeira vez na história do Brasil, um ex-presidente da República e oficiais-generais estão presos para cumprir penas que lhes foram impostas por tentativa de golpe de Estado. Agora, um novo processo será aberto na Justiça Militar para decidir se eles poderão manter as patentes conquistadas nas Forças Armadas. A condenação, a prisão e a possível expulsão de altos oficiais marcam um rompimento no histórico de investidas militares em governos e na política nacional desde a Proclamação da República em 1889. O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), encerrou nesta terça-feira (25), a ação penal que condenou o chamado núcleo crucial da trama golpista. Horas depois, a Primeira Turma do STF abriu uma sessão extraordinária remota para referendar o fim do processo. Com total discrição, todas as prisões foram realizadas poucas horas após a canetada de Moraes. A PF não foi ostensivamente às ruas recolher os condenados. Apesar de inconformados com a decisão, os advogados acordaram a apresentação deles aos locais designados para o início dos cumprimentos das penas. Uma vez presos, os militares condenados pela tentativa de golpe de Estado vão enfrentar outro processo. O ministro Alexandre de Moraes determinou que o STM (Superior Tribunal Militar) analise a perda das patentes. Caso o tribunal militar decida que eles não devem continuar como integrantes das Forças, os condenados também perdem as prerrogativas militares. O cenário poderá interferir até no local onde cumprem as penas. Onde cada condenado ficará O ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, permanecerá na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, onde estava preso desde sábado (22) por descumprimento de medidas cautelares de agosto — ele violou a tornozeleira eletrônica e ofereceu risco de fuga. Os ex-ministros Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, generais da reserva, cumprirão as penas nas dependências do Comando Militar do Planalto, em Brasília. Eles foram condenados a 21 e 19 anos de prisão, respectivamente. O almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, começou a cumprir pena de 24 anos na Estação Rádio da Marinha. A cerca de 25 quilômetros do centro de Brasília, a instalação é uma base militar voltada a atividades de comunicação. Já o ex-ministro Anderson Torres, delegado da Polícia Federal, foi enviado ao 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, para cumprir a pena de 24 anos de prisão. O espaço é conhecido como Papudinha. Ao todo, o núcleo crucial da trama golpista tem oito integrantes. Além de Bolsonaro e dos quatro presos nesta terça, fazem parte o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), que está foragido nos Estados Unidos. O STF determinou que a Câmara inicie a cassação do mandato dele, condenado a 16 anos. O general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e vice na chapa derrotada de Bolsonaro em 2022, já estava preso na 1ª Divisão do Exército, na Vila Militar, no Rio de Janeiro, e permanecerá no local. O último é o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid. Ele fez acordo de colaboração premiada e pegou condenação de dois anos em regime aberto. A declaração de encerramento do processo era prevista para esta terça, mas advogados dos condenados se disseram surpresos com o que entenderam como supressão do prazo para recursos finais. Nos cálculos deles, teriam até a próxima semana para apresentá-los. Pela jurisprudência atual, o STF entende que esse tipo de recurso só é possível no caso de divergência de dois dos cinco votos no julgamento realizado na Primeira Turma. No caso da trama golpista, só o ministro Luiz Fux votou pela absolvição, no julgamento realizado em setembro. As defesas, porém, entendem que o voto contrário de Fux dá a elas o direito a mais um recurso. ‘Decisão surpreendente’ A movimentação processual pegou as defesas de surpresa, segundo apurou a reportagem. Os advogados pretendiam apresentar os chamados embargos infringentes, e contavam que teriam até o dia 3 de dezembro para isso. O objetivo era elaborar o processo passar por um novo julgamento, no plenário do Supremo Tribunal Federal. Advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno avaliou o trânsito em julgado como decisão “surpreendente” e disse que os embargos infringentes não dependem de condicionantes. Cunha Bueno afirmou que entrará com o último recurso ao plenário do STF, apesar do desfecho do caso na Primeira Turma, a qual coube o julgamento da tentativa de golpe.   Fonte: R7 Foto: Ton Molina/STF

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Bolsonaro e Ramagem não recorrem dentro do prazo e se aproximam do início da pena

Quatro militares do chamado núcleo crucial quatro protocolaram novos recursos Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do deputado federal Alexandre Ramagem, considerado fugitivo pela Justiça após fugir para os EUA (Estados Unidos da América), não protocolaram nenhum documento. Com isso, a ação se aproxima do trânsito e julgado e, com isso, do cumprimento da pena. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por ter liderado uma tentativa de golpe de Estado. O ex-chefe do Executivo já está preso na sede da PF, em Brasília, por tentar violar a tornozeleira eletrônica. Segundo Guilherme Barcelos, doutor em direito constitucional e sócio do Barcelos Alarcon Advogados, o tempo de detenção pode se estender. “Uma vez decretada a prisão preventiva, decisão que foi referendada agora pela primeira turma, a prisão cautelar permanecerá enquanto durarem as razões da sua decretação, devendo ser reavaliada a situação no prazo de 90 dias, conforme disposto no Código de Processo Penal”. Enquanto Ramagem foi condenado a 16 anos e 1 mês de reclusão por participação na trama golpista, e estava proibido de sair do país. Já a defesa de Anderson Torres afirma que apresentará outro recurso, desta vez um embargo infringente, dentro do prazo de 15 dias, ou seja, no início de dezembro, que, segundo eles, seria permitido. Além disso, os advogados entraram com um pedido para que, caso a pena comece a ser cumprida antecipadamente, o ex-ministro de Bolsonaro fique na Superintendência da Polícia Federal ou no Batalhão de Aviação Operacional. Segundo a defesa, a medida seria necessária porque Torres é delegado da PF. Os representantes de Torres afirmam que ele já ocupou o cargos ligados à segurança pública, o que “o insere em um quadro concreto de risco no sistema prisional comum, inclusive pela atuação direta no enfrentamento à criminalidade organizada”. Outras defesas A maioria dos recursos é composta por embargos de declaração, utilizados para esclarecer contradições, omissões ou corrigir erros materiais nas decisões. Em regra, esse tipo de recurso não altera o mérito, ou seja, a essência do julgamento. Já duas defesas apresentaram embargos infringentes, que podem reverter a condenação com base em votos pela absolvição que tenham ficado vencidos no julgamento. No entanto, segundo a jurisprudência do Supremo, para que esse recurso seja aceito é necessário haver ao menos dois votos pela absolvição, o que não ocorreu. Apenas o ministro Luiz Fux votou pela inocência do ex-presidente. Paulo Sérgio A defesa do ex-ministro da Defesa voltou a pedir a absolvição do cliente e questionou o cálculo da pena, alegando que a conta final do STF estaria incorreta. Segundo os advogados, o próprio relator, ministro Alexandre de Moraes, havia apontado pena de 16 anos e 4 meses, mas a decisão final registrou 19 anos. Assim, a defesa questiona os ministros sobre os 2 anos e 6 meses a mais ou, alternativamente, pede que a pena seja corrigida para o valor indicado pelo relator. Esses mesmos argumentos já haviam sido apresentados no mês passado e foram rejeitados pelo colegiado. Augusto Heleno A defesa do ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) argumenta que o ministro Alexandre de Moraes causou “evidente prejuízo à defesa” ao assumir um “protagonismo” na condução dos interrogatórios. “Configurando quebra da imparcialidade necessária ao julgamento da presente demanda”, registra o texto. A defesa apresenta dados comparativos, alegando que o relator fez cerca de 330 perguntas aos réus, enquanto o procurador-geral da República teria feito apenas 61. No interrogatório do próprio general Heleno, que exerceu o direito ao silêncio parcial, o relator ainda fez constar em ata “ao menos 15 perguntas que lhe seriam dirigidas”. A defesa também afirma que o colegiado não apontou nenhuma ação concreta praticada por Heleno. Os advogados pedem que esses pontos sejam esclarecidos e que, com efeitos infringentes (mudança no resultado), Heleno seja absolvido. Braga Netto O general Walter Braga Netto protocolou embargos de declaração e infringentes nesta segunda. Ele foi condenado a 26 anos de prisão por quatro ministros da Primeira Turma. Apenas Luiz Fux votou para absolvê-lo. Os advogados do general apontam erro material na somatória das penas e pedem a anulação do processo. Eles questionam a competência não só da Primeira Turma do STF, mas da Corte na totalidade, para julgar a ação. E pedem para o caso ir à primeira instância. A defesa requer também que, caso a nulidade do processo não seja aceita, o réu seja julgado pelo plenário do Supremo. Outro argumento é de que houve um cerceamento da defesa decorrente do que os defensores classificam como “document dump”, quando a quantidade de documentos anexados é tão extensa que fica difícil uma análise minuciosa da peça. “A restrição de acesso às provas tempestivamente impediu a análise crítica do acervo probatório que embasou a acusação e a adoção de todas as estratégias defensivas possíveis, implicando em violação ao princípio de paridade de armas”, afirma o documento. Almir Garnier Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, protocolou embargos infringentes com o objetivo de anular a condenação. Os advogados declararam a incompetência do STF para julgar o caso e pediram que ele fosse remetido a um juiz de primeira instância. Também usaram como argumento o voto dissidente do ministro Luiz Fux, que absolveu Garnier de todas as acusações. Ele foi condenado a 24 anos de prisão.   Fonte: R7 Foto: Tânia Rêgo/Arquivo Agência Brasil

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Por unanimidade, Primeira Turma do STF decide manter Jair Bolsonaro preso

Segundo Bolsonaro, na audiência de custódia, ele estava com uma ‘alucinação’ de que tinha alguma escuta na tornozeleira A 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, por unanimidade, manter o ex-presidente Jair Bolsonaro preso. A decisão confirma a medida, expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, que avaliou que o ex-chefe do Executivo apresentava “alto risco de fuga”, após avisos de que a tornozeleira eletrônica foi violada. O julgamento ocorreu em sessão extraordinária do plenário virtual, na qual os ministros apenas inserem os votos no sistema. Acompanharam o relator os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Entenda Jair Bolsonaro foi preso em agosto por descumprimento das medidas cautelares impostas por Alexandre de Moraes. Ele teve que cumprir prisão domiciliar. No despacho de sábado (22), o ministro informou que o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal verificou a violação da tornozeleira eletrônica às 00h08 deste sábado, o que configuraria uma tentativa de fuga “facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”. O senador Flávio Bolsonaro convocou na noite de sexta-feira (21) uma vigília na porta do condomínio de Jair Bolsonaro. Chamada de “Vigília pela saúde e liberdade do Brasil”, segundo Alexandre de Moraes, seria para gerar movimentação de pessoas no local e criar um ambiente de fuga. Audiência de Custódia Durante a audiência de custódia, realizada nesse domingo (23), Bolsonaro não apontou “qualquer abuso ou irregularidade por parte das autoridades policiais” responsáveis pelo cumprimento do mandado de prisão.” Apesar de ter admitido que mexeu na tornozeleira, o ex-presidente pontuou que “não tinha qualquer intenção de fuga e que não houve rompimento da cinta [da tornozeleira].” Segundo Bolsonaro, ele estava com uma “alucinação” de que tinha alguma escuta na tornozeleira, e por isso tentava abrir a tampa “com um ferro de soldar.” Ele também afirmou que começou a mexer com a tornozeleira tarde da noite e “parou por volta de meia-noite.” A prisão O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso na manhã desse sábado (22) em Brasília. A decisão ainda não marca o início do cumprimento da pena de reclusão. Segundo uma fonte da PF, a prisão de Bolsonaro é preventiva e não tem relação direta com a condenação a 27 anos e 3 meses de prisão que o STF impôs em setembro a ele de prisão em regime fechado por liderar uma organização criminosa em uma tentativa de golpe de Estado para se perpetuar no governo. Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde ficará em uma sala de Estado, espaço reservado para autoridades como presidentes da República e outras altas figuras públicas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Michel Temer também ficaram detidos em salas da PF. Tornozeleira Um vídeo divulgado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seape) mostra o estado da tornozeleira eletrônica de Jair Bolsonaro. Segundo relatório feito pela Polícia Federal, o dispositivo possuía sinais de avaria e marcas de queimadura: “havia marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local do encaixe/fechamento do case”. Em resposta, o ex-presidente informou que recorreu a ferro de solda para tentar abrir o equipamento. Julgamento ocorreu em setembro No julgamento concluído no dia 11 de setembro deste ano, quatro dos cinco ministros da Primeira Turma consideraram Bolsonaro culpado dos crimes de organização criminosa, golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. O único a divergir da condenação de Bolsonaro foi o ministro Luiz Fux, que, no início de novembro, solicitou transferência para a Segunda Turma do STF. Desde então, as decisões do colegiado tem sido tomadas pelos ministros Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, devido ao pedido de aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Bolsonaro cumpria prisão preventiva em casa desde o dia 4 de agosto deste ano por descumprir medidas cautelares impostas por Moraes. O ex-presidente participou por meio de ligação das manifestações bolsonaristas realizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, e a interação foi transmitida nas redes sociais, o que estava proibido. Caso Eduardo Antes disso, o ex-presidente passou 17 dias, entre 18 de julho e 4 de agosto, monitorado por tornozeleira eletrônica por determinação de Moraes. O ministrou avaliou que ele e o filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), tentavam coagir a Justiça no curso da ação penal do golpe por meio de sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos. Foram identificadas transferências financeiras de Bolsonaro para Eduardo nos Estados Unidos, onde o parlamentar vive desde o início do ano em busca de influenciar a gestão Donald Trump a pressionar o STF pelo arquivamento da ação contra seu pai. A atuação de pai e filho com ao governo americano se desdobrou em um inquérito conduzido pela PF para apurar obstrução de justiça e tentativa de interferência no processo em julgamento no STF. No último sábado (15) a Primeira turma decidiu, por unanimidade, tornar Eduardo réu pelo crime de coação. O tema da prisão acompanha Bolsonaro há anos. O ex-presidente já declarou em mais de uma oportunidade que não aceitaria ser preso. “Mais da metade do meu tempo, eu me viro contra processos. E até já falam que serei preso. Por Deus que tá no céu, eu nunca serei preso”, diz Bolsonaro num discurso para empresários em maio de 2022. Em agosto de 2021, o líder da direita foi ainda mais enfático ao dizer que teria somente três alternativas de futuro: ser preso, morrer ou vencer. “Pode ter certeza que a primeira alternativa não existe”, emendou ao discursar a apoiadores em Goiânia no auge da crise com o STF. Mais recentemente, Bolsonaro mudou de discurso e disse estar preparado para ser preso a qualquer momento pela Polícia Federal. “Durmo bem, mas já estou preparado para ouvir a campainha tocar às seis da manhã: ‘É a Polícia Federal!’”, afirmou o ex-presidente em entrevista à revista americana Bloomberg. A PF cumpriu a ordem de prisão por volta das 6h da manhã em sua residência no condomínio Solar de Brasília, no bairro Jardim Botânico da capital federal.   Fonte:

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Moraes autoriza a visita dos filhos de Bolsonaro na PF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes permitiu que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro o visitem na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, onde ele está preso preventivamente desde sábado (22). Conforme decisão publicada neste domingo (23), o vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Renan Bolsonaro devem fazer as visitas separamente, com a duração máxima de 30 minutos cada. Carlos e Flávio Bolsonaro poderão visitar o pai na próxima terça-feira (25), entre 9h e 11h. Já Renan Bolsonaro, na quinta-feira (27), também entre 9h e 11h.  O ministro manteve lieradas as visitas dos advogados e da equipe médica e deu orientações de conduta da PF para caso haja alguma intercorrência médica. Entre as orientações está o acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), apontado como opção mais ágil e segura. Neste domingo, Bolsonaro recebeu a visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Prisão preventiva Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF), neste sábado, após determinação de Moraes. Na decisão, o ministro do STF citou eventual risco de fuga diante da tentativa de Bolsonaro de violar a tornozeleira eletrônica e da vigília convocada pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, nas proximidades da casa onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar, o que poderia facilitar que ele deixasse o local. Na sexta-feira (21), véspera da prisão, o ex-presidente usou uma solda para tentar abrir a tornozeleira eletrônica, o que gerou alerta para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seap), responsável pelo monitoramento do equipamento. A defesa argumenta que, por interação de remédios, Bolsonaro apresentou confusão e paranoia. E acrescenta que ele colaborou com a troca do equipamento, não havendo tentativa de fuga. Condenação Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas. Na semana passada, a Primeira Turma da Corte rejeitou os chamados embargos de declaração do ex-presidente e de mais seis acusados para reverter as condenações e evitar a execução das penas em regime fechado.   Fonte: Agência Brasil Foto: Fellipe Sampaio/STF

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Dino segue Moraes, e placar para manter Bolsonaro preso chega a 2 a 0 no STF

Bolsonaro foi preso na manhã de sábado; decisão ainda não marca o início do cumprimento da pena de reclusão A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) julga nesta segunda-feira (24) se mantém ou não a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada neste sábado (22). O primeiro a votar foi o ministro Alexandre de Moraes, que se manifestou pela manutenção da medida. Segundo ele, o tumulto causado pela reunião de apoiadores poderia “criar um ambiente propício para sua fuga, frustrando a aplicação da lei penal”. Já Flávio Dino, que acompanhou Moraes, afirmou que o plano de fuga seria um “risco evidente à ordem pública”, expondo moradores e propriedades privadas a potenciais danos e situações de perigo iminente. “É pertinente lembrar que, entre os moradores em risco, estariam inclusive idosos e crianças, o que sublinha a insuportável ameaça em curso.” Dino também afirma que a “experiência recente” demonstra que grupos mobilizados em torno de Bolsonaro, “frequentemente atuando de forma descontrolada”, podem repetir condutas similares às ocorridas em 8 de janeiro. “Há risco concreto, portanto, de que tais indivíduos tentem adentrar o condomínio, violando patrimônio privado, ou se desloquem a prédios públicos situados nas proximidades.” A análise é feita em sessão extraordinária no plenário virtual, com votos dos ministros Dino, Moraes, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Entenda Jair Bolsonaro foi preso em agosto por descumprimento das medidas cautelares impostas por Alexandre de Moraes. No despacho deste sábado, o ministro informa que o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal verificou a violação da tornozeleira eletrônica às 00h08 deste sábado, o que configuraria uma tentativa de fuga “facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”. O senador Flávio Bolsonaro convocou na noite dessa sexta-feira uma vigília na porta do condomínio de Jair Bolsonaro. “Vigília pela saúde e liberdade do Brasil”, mas que, segundo Alexandre de Moraes, seria para gerar movimentação de pessoas no local e criar um ambiente de fuga. Audiência de Custódia Durante a audiência de custódia, realizada nesse domingo (23), Bolsonaro não apontou “qualquer abuso ou irregularidade por parte das autoridades policiais” responsáveis pelo cumprimento do mandado de prisão.” Apesar de ter admitido que mexeu na tornozeleira, o ex-presidente pontuou que “não tinha qualquer intenção de fuga e que não houve rompimento da cinta [da tornozeleira].” Segundo Bolsonaro, ele estava com uma “alucinação” de que tinha alguma escuta na tornozeleira, e por isso tentava abrir a tampa “com um ferro de soldar.” Ele também afirmou que começou a mexer com a tornozeleira tarde da noite e “parou por volta de meia-noite.” A prisão O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso na manhã desse sábado (22) em Brasília. A decisão ainda não marca o início do cumprimento da pena de reclusão. Segundo uma fonte da PF, a prisão de Bolsonaro é preventiva e não tem relação direta com a condenação a 27 anos e 3 meses de prisão que o STF impôs em setembro a ele de prisão em regime fechado por liderar uma organização criminosa em uma tentativa de golpe de Estado para se perpetuar no governo. Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde ficará em uma sala de Estado, espaço reservado para autoridades como presidentes da República e outras altas figuras públicas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Michel Temer também ficaram detidos em salas da PF. Tornozeleira Um vídeo divulgado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) mostra o estado da tornozeleira eletrônica de Jair Bolsonaro. Segundo relatório feito pela Polícia Federal, o dispositivo possuía sinais de avaria e marcas de queimadura: “havia marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local do encaixe/fechamento do case”. Em resposta, o ex-presidente informou que recorreu a ferro de solda para tentar abrir o equipamento. Julgamento ocorreu em setembro No julgamento concluído no dia 11 de setembro deste ano, quatro dos cinco ministros da Primeira Turma consideraram Bolsonaro culpado dos crimes de organização criminosa, golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. O único a divergir da condenação de Bolsonaro foi o ministro Luiz Fux, que, no início de novembro, solicitou transferência para a Segunda Turma do STF. Desde então, as decisões do colegiado tem sido tomadas pelos ministros Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, devido ao pedido de aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Bolsonaro cumpria prisão preventiva em casa desde o dia 4 de agosto deste ano por descumprir medidas cautelares impostas por Moraes. O ex-presidente participou por meio de ligação das manifestações bolsonaristas realizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, e a interação foi transmitida nas redes sociais, o que estava proibido. Caso Eduardo Antes disso, o ex-presidente passou 17 dias, entre 18 de julho e 4 de agosto, monitorado por tornozeleira eletrônica por determinação de Moraes. O ministrou avaliou que ele e o filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), tentavam coagir a Justiça no curso da ação penal do golpe por meio de sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos. Foram identificadas transferências financeiras de Bolsonaro para Eduardo nos Estados Unidos, onde o parlamentar vive desde o início do ano em busca de influenciar a gestão Donald Trump a pressionar o STF pelo arquivamento da ação contra seu pai. A atuação de pai e filho com ao governo americano se desdobrou em um inquérito conduzido pela PF para apurar obstrução de justiça e tentativa de interferência no processo em julgamento no STF. No último sábado (15) a Primeira turma decidiu, por unanimidade, tornar Eduardo réu pelo crime de coação. O tema da prisão acompanha Bolsonaro há anos. O ex-presidente já declarou em mais de uma oportunidade que não aceitaria ser preso. “Mais da metade do meu tempo, eu me viro contra processos. E até já falam que serei preso. Por Deus que tá no céu, eu nunca serei preso”, diz Bolsonaro num discurso para empresários em maio de 2022. Em agosto de 2021, o líder da direita foi ainda mais enfático ao dizer que teria somente três

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Bolsonaro preso: Moraes rejeita pedido de prisão domiciliar

Em decisão publicada neste sábado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes rejeitou o pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro da concessão de prisão domiciliar humanitária ao réu e a autorização de novas visitas.  Os pedidos haviam sido apresentados nesta sexta-feira (21). Segundo os advogados, Bolsonaro tem doenças permanentes, que demandam “acompanhamento médico intenso” e, por esse motivo, o ex-presidente deve continuar em prisão domiciliar. O pedido da defesa pretende evitar que Bolsonaro seja levado para o presídio da Papuda, em Brasília. Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas. Neste sábado, no entanto, Moraes decretou a prisão preventiva do ex-presidente e estipulou que as visitas devem ser previamente autorizadas pelo STF, com exceção da dos advogados e da equipe médica que acompanha o tratamento de saúde do réu. Com isso, Moraes considerou prejudicados os pedidos feitos anteriormente de prisão domiciliar humanitária ao réu e a autorização de novas visitas.  Está agendada para amanhã a audiência de custódia do ex-presidente. A defesa de Bolsonaro afirmou que irá recorrer da decisão. Tentativa de fuga A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro foi realizada em cumprimento a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, por conta da convocação de vigília, neste sábado (22), nas proximidades da residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. Segundo Moraes, a reunião poderia causar tumulto e até mesmo facilitar “eventual tentativa de fuga do réu”. O ministro do STF afirma ainda que o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico de Bolsonaro na madrugada deste sábado.   Fonte: Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Remédios são levados para Bolsonaro, preso preventivamente em Brasília

Os remédios do ex-presidente Jair Bolsonaro foram levados para a Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília, onde ele está preso preventivamente. Equipe médica esteve no local, mas saiu sem dar declarações. Segundo os advogados do réu, ele apresenta saúde debilitada e quadro diário de soluço gastroesofágico e falta de ar e faz uso de medicamentos com ação no sistema nervoso central. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes (foto), determinou a prisão preventiva do ex-presidente após a convocação de vigília para este sábado (22) nas proximidades da residência onde ele cumpria prisão domiciliar. O ministro também foi informado de tentativa do réu de romper a tornozeleira eletrônica. Na decisão em que Moraes determina a prisão, ele garante a disponibilização de atendimento médico em tempo integral a Bolsonaro.  Condenação Em Brasília, a Superintendência da Polícia Federal fica perto do Setor Hospitalar Sul, onde está localizado o hospital DF Star onde Bolsonaro costuma realizar  tratamento. Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, determinada após o descumprimento de medidas cautelares fixadas pelo Supremo Tribunal Federal. Ele estava usando tornozeleira eletrônica e proibido de acessar embaixadas e consulados, de manter contato com embaixadores e autoridades estrangeiras e de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, inclusive por intermédio de terceiros.   Fonte: Agência Brasil Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Em decisão, Moraes cita “eventual tentativa de fuga” de Bolsonaro

A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro foi realizada em cumprimento a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, por conta da convocação de vigília, neste sábado (22), nas proximidades da residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. Segundo Moraes, a reunião poderia causar tumulto e até mesmo facilitar “eventual tentativa de fuga do réu”. O ministro do STF afirma ainda que o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico de Bolsonaro na madrugada deste sábado:  “A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”. Na decisão, Moraes também determina que seja realizada, neste domingo (23), audiência de custódia, por videoconferência, na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, além da disponibilização de atendimento médico em tempo integral ao réu. A decisão diz ainda que todas as visitas deverão ser previamente autorizadas pelo STF, com exceção da dos advogados e da equipe médica que acompanha o tratamento de saúde do réu. O documento cita ainda como argumento de possibilidade de tentativa de fuga de Bolsonaro, “informações que o condenado na mesma ação penal, Alexandre Rodrigues Ramagem, evadiu-se do país com a finalidade de se furtar a aplicação da lei penal, estando atualmente na cidade de Miami, nos Estados Unidos”. Também é citada da decisão que nesta sexta-feira (21) o senador Flávio Bolsonaro (PL) convocou, pelas redes sociais uma vigília de orações próxima à casa onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto. Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, determinada após o descumprimento de medidas cautelares já fixadas pelo STF. Ele estava usando tornozeleira eletrônica e proibido de acessar embaixadas e consulados, de manter contato com embaixadores e autoridades estrangeiras e de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, inclusive por intermédio de terceiros.   Fonte: Agência Brasil Foto: Gustavo Moreno/STF

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