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Categoria: Política

Moraes autoriza a visita dos filhos de Bolsonaro na PF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes permitiu que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro o visitem na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, onde ele está preso preventivamente desde sábado (22). Conforme decisão publicada neste domingo (23), o vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Renan Bolsonaro devem fazer as visitas separamente, com a duração máxima de 30 minutos cada. Carlos e Flávio Bolsonaro poderão visitar o pai na próxima terça-feira (25), entre 9h e 11h. Já Renan Bolsonaro, na quinta-feira (27), também entre 9h e 11h.  O ministro manteve lieradas as visitas dos advogados e da equipe médica e deu orientações de conduta da PF para caso haja alguma intercorrência médica. Entre as orientações está o acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), apontado como opção mais ágil e segura. Neste domingo, Bolsonaro recebeu a visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Prisão preventiva Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF), neste sábado, após determinação de Moraes. Na decisão, o ministro do STF citou eventual risco de fuga diante da tentativa de Bolsonaro de violar a tornozeleira eletrônica e da vigília convocada pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, nas proximidades da casa onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar, o que poderia facilitar que ele deixasse o local. Na sexta-feira (21), véspera da prisão, o ex-presidente usou uma solda para tentar abrir a tornozeleira eletrônica, o que gerou alerta para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seap), responsável pelo monitoramento do equipamento. A defesa argumenta que, por interação de remédios, Bolsonaro apresentou confusão e paranoia. E acrescenta que ele colaborou com a troca do equipamento, não havendo tentativa de fuga. Condenação Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas. Na semana passada, a Primeira Turma da Corte rejeitou os chamados embargos de declaração do ex-presidente e de mais seis acusados para reverter as condenações e evitar a execução das penas em regime fechado.   Fonte: Agência Brasil Foto: Fellipe Sampaio/STF

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Dino segue Moraes, e placar para manter Bolsonaro preso chega a 2 a 0 no STF

Bolsonaro foi preso na manhã de sábado; decisão ainda não marca o início do cumprimento da pena de reclusão A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) julga nesta segunda-feira (24) se mantém ou não a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada neste sábado (22). O primeiro a votar foi o ministro Alexandre de Moraes, que se manifestou pela manutenção da medida. Segundo ele, o tumulto causado pela reunião de apoiadores poderia “criar um ambiente propício para sua fuga, frustrando a aplicação da lei penal”. Já Flávio Dino, que acompanhou Moraes, afirmou que o plano de fuga seria um “risco evidente à ordem pública”, expondo moradores e propriedades privadas a potenciais danos e situações de perigo iminente. “É pertinente lembrar que, entre os moradores em risco, estariam inclusive idosos e crianças, o que sublinha a insuportável ameaça em curso.” Dino também afirma que a “experiência recente” demonstra que grupos mobilizados em torno de Bolsonaro, “frequentemente atuando de forma descontrolada”, podem repetir condutas similares às ocorridas em 8 de janeiro. “Há risco concreto, portanto, de que tais indivíduos tentem adentrar o condomínio, violando patrimônio privado, ou se desloquem a prédios públicos situados nas proximidades.” A análise é feita em sessão extraordinária no plenário virtual, com votos dos ministros Dino, Moraes, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Entenda Jair Bolsonaro foi preso em agosto por descumprimento das medidas cautelares impostas por Alexandre de Moraes. No despacho deste sábado, o ministro informa que o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal verificou a violação da tornozeleira eletrônica às 00h08 deste sábado, o que configuraria uma tentativa de fuga “facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”. O senador Flávio Bolsonaro convocou na noite dessa sexta-feira uma vigília na porta do condomínio de Jair Bolsonaro. “Vigília pela saúde e liberdade do Brasil”, mas que, segundo Alexandre de Moraes, seria para gerar movimentação de pessoas no local e criar um ambiente de fuga. Audiência de Custódia Durante a audiência de custódia, realizada nesse domingo (23), Bolsonaro não apontou “qualquer abuso ou irregularidade por parte das autoridades policiais” responsáveis pelo cumprimento do mandado de prisão.” Apesar de ter admitido que mexeu na tornozeleira, o ex-presidente pontuou que “não tinha qualquer intenção de fuga e que não houve rompimento da cinta [da tornozeleira].” Segundo Bolsonaro, ele estava com uma “alucinação” de que tinha alguma escuta na tornozeleira, e por isso tentava abrir a tampa “com um ferro de soldar.” Ele também afirmou que começou a mexer com a tornozeleira tarde da noite e “parou por volta de meia-noite.” A prisão O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso na manhã desse sábado (22) em Brasília. A decisão ainda não marca o início do cumprimento da pena de reclusão. Segundo uma fonte da PF, a prisão de Bolsonaro é preventiva e não tem relação direta com a condenação a 27 anos e 3 meses de prisão que o STF impôs em setembro a ele de prisão em regime fechado por liderar uma organização criminosa em uma tentativa de golpe de Estado para se perpetuar no governo. Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde ficará em uma sala de Estado, espaço reservado para autoridades como presidentes da República e outras altas figuras públicas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Michel Temer também ficaram detidos em salas da PF. Tornozeleira Um vídeo divulgado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) mostra o estado da tornozeleira eletrônica de Jair Bolsonaro. Segundo relatório feito pela Polícia Federal, o dispositivo possuía sinais de avaria e marcas de queimadura: “havia marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local do encaixe/fechamento do case”. Em resposta, o ex-presidente informou que recorreu a ferro de solda para tentar abrir o equipamento. Julgamento ocorreu em setembro No julgamento concluído no dia 11 de setembro deste ano, quatro dos cinco ministros da Primeira Turma consideraram Bolsonaro culpado dos crimes de organização criminosa, golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. O único a divergir da condenação de Bolsonaro foi o ministro Luiz Fux, que, no início de novembro, solicitou transferência para a Segunda Turma do STF. Desde então, as decisões do colegiado tem sido tomadas pelos ministros Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, devido ao pedido de aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Bolsonaro cumpria prisão preventiva em casa desde o dia 4 de agosto deste ano por descumprir medidas cautelares impostas por Moraes. O ex-presidente participou por meio de ligação das manifestações bolsonaristas realizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, e a interação foi transmitida nas redes sociais, o que estava proibido. Caso Eduardo Antes disso, o ex-presidente passou 17 dias, entre 18 de julho e 4 de agosto, monitorado por tornozeleira eletrônica por determinação de Moraes. O ministrou avaliou que ele e o filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), tentavam coagir a Justiça no curso da ação penal do golpe por meio de sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos. Foram identificadas transferências financeiras de Bolsonaro para Eduardo nos Estados Unidos, onde o parlamentar vive desde o início do ano em busca de influenciar a gestão Donald Trump a pressionar o STF pelo arquivamento da ação contra seu pai. A atuação de pai e filho com ao governo americano se desdobrou em um inquérito conduzido pela PF para apurar obstrução de justiça e tentativa de interferência no processo em julgamento no STF. No último sábado (15) a Primeira turma decidiu, por unanimidade, tornar Eduardo réu pelo crime de coação. O tema da prisão acompanha Bolsonaro há anos. O ex-presidente já declarou em mais de uma oportunidade que não aceitaria ser preso. “Mais da metade do meu tempo, eu me viro contra processos. E até já falam que serei preso. Por Deus que tá no céu, eu nunca serei preso”, diz Bolsonaro num discurso para empresários em maio de 2022. Em agosto de 2021, o líder da direita foi ainda mais enfático ao dizer que teria somente três

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Bolsonaro preso: Moraes rejeita pedido de prisão domiciliar

Em decisão publicada neste sábado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes rejeitou o pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro da concessão de prisão domiciliar humanitária ao réu e a autorização de novas visitas.  Os pedidos haviam sido apresentados nesta sexta-feira (21). Segundo os advogados, Bolsonaro tem doenças permanentes, que demandam “acompanhamento médico intenso” e, por esse motivo, o ex-presidente deve continuar em prisão domiciliar. O pedido da defesa pretende evitar que Bolsonaro seja levado para o presídio da Papuda, em Brasília. Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas. Neste sábado, no entanto, Moraes decretou a prisão preventiva do ex-presidente e estipulou que as visitas devem ser previamente autorizadas pelo STF, com exceção da dos advogados e da equipe médica que acompanha o tratamento de saúde do réu. Com isso, Moraes considerou prejudicados os pedidos feitos anteriormente de prisão domiciliar humanitária ao réu e a autorização de novas visitas.  Está agendada para amanhã a audiência de custódia do ex-presidente. A defesa de Bolsonaro afirmou que irá recorrer da decisão. Tentativa de fuga A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro foi realizada em cumprimento a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, por conta da convocação de vigília, neste sábado (22), nas proximidades da residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. Segundo Moraes, a reunião poderia causar tumulto e até mesmo facilitar “eventual tentativa de fuga do réu”. O ministro do STF afirma ainda que o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico de Bolsonaro na madrugada deste sábado.   Fonte: Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Remédios são levados para Bolsonaro, preso preventivamente em Brasília

Os remédios do ex-presidente Jair Bolsonaro foram levados para a Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília, onde ele está preso preventivamente. Equipe médica esteve no local, mas saiu sem dar declarações. Segundo os advogados do réu, ele apresenta saúde debilitada e quadro diário de soluço gastroesofágico e falta de ar e faz uso de medicamentos com ação no sistema nervoso central. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes (foto), determinou a prisão preventiva do ex-presidente após a convocação de vigília para este sábado (22) nas proximidades da residência onde ele cumpria prisão domiciliar. O ministro também foi informado de tentativa do réu de romper a tornozeleira eletrônica. Na decisão em que Moraes determina a prisão, ele garante a disponibilização de atendimento médico em tempo integral a Bolsonaro.  Condenação Em Brasília, a Superintendência da Polícia Federal fica perto do Setor Hospitalar Sul, onde está localizado o hospital DF Star onde Bolsonaro costuma realizar  tratamento. Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, determinada após o descumprimento de medidas cautelares fixadas pelo Supremo Tribunal Federal. Ele estava usando tornozeleira eletrônica e proibido de acessar embaixadas e consulados, de manter contato com embaixadores e autoridades estrangeiras e de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, inclusive por intermédio de terceiros.   Fonte: Agência Brasil Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Em decisão, Moraes cita “eventual tentativa de fuga” de Bolsonaro

A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro foi realizada em cumprimento a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, por conta da convocação de vigília, neste sábado (22), nas proximidades da residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. Segundo Moraes, a reunião poderia causar tumulto e até mesmo facilitar “eventual tentativa de fuga do réu”. O ministro do STF afirma ainda que o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico de Bolsonaro na madrugada deste sábado:  “A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”. Na decisão, Moraes também determina que seja realizada, neste domingo (23), audiência de custódia, por videoconferência, na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, além da disponibilização de atendimento médico em tempo integral ao réu. A decisão diz ainda que todas as visitas deverão ser previamente autorizadas pelo STF, com exceção da dos advogados e da equipe médica que acompanha o tratamento de saúde do réu. O documento cita ainda como argumento de possibilidade de tentativa de fuga de Bolsonaro, “informações que o condenado na mesma ação penal, Alexandre Rodrigues Ramagem, evadiu-se do país com a finalidade de se furtar a aplicação da lei penal, estando atualmente na cidade de Miami, nos Estados Unidos”. Também é citada da decisão que nesta sexta-feira (21) o senador Flávio Bolsonaro (PL) convocou, pelas redes sociais uma vigília de orações próxima à casa onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto. Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, determinada após o descumprimento de medidas cautelares já fixadas pelo STF. Ele estava usando tornozeleira eletrônica e proibido de acessar embaixadas e consulados, de manter contato com embaixadores e autoridades estrangeiras e de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, inclusive por intermédio de terceiros.   Fonte: Agência Brasil Foto: Gustavo Moreno/STF

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Com possível nomeação de Messias, PT terá indicado sete dos 11 ministros do STF

Na formação atual, apenas Gilmar Mendes, Moraes, Nunes Marques e Mendonça não foram indicados pelo partido O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou a indicação do atual AGU (Advogado-Geral da União), Jorge Messias, para assumir a vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) deixada pelo ministro aposentado Luís Roberto Barroso. Caso a nomeação aconteça, Messias será o sétimo ministro indicado pelo PT (Partido dos Trabalhadores) a compor a Corte desde a redemocratização. Integram a lista, por exemplo, a ministra Cármen Lúcia, única mulher, e o atual presidente do tribunal, Edson Fachin. A indicação de Messias, porém, não agradou senadores, encabeçados pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que apoiava o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco para a vaga. Por isso, Messias deve intensificar a articulação política no Senado, com o famoso “beija-mão”, que consiste em conversar com os parlamentares para garantir o voto. Ministros e indicações Atualmente, os únicos ministros que não foram indicados pelo PT são Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Nunes Marques e André Mendonça. Veja os nomes e os presidentes que os indicaram: Gilmar Mendes Indicado por Fernando Henrique Cardoso Entrou em 2022 e se aposenta em dezembro de 2030 Luiz Fux* Indicado por Dilma Rousseff Entrou em 2011 e se aposenta em abril de 2028 Cármen Lúcia* Indicado por Luiz Inácio Lula da Silva Entrou em 2006 e se aposenta em abril de 2029 Dias Toffoli* Indicado por Luiz Inácio Lula da Silva Entrou em 2009 e se aposenta em novembro de 2042 Edson Fachin* Indicado por Luiz Inácio Lula da Silva Entrou em 2015 e se aposenta em fevereiro de 2033 Alexandre de Moraes Indicado por Michel Temer Entrou em 2017 e se aposenta em dezembro de 2043 Nunes Marques Indicado por Jair Bolsonaro Entrou em 2020 e se aposenta em maio de 2047 André Mendonça Indicado por Jair Bolsonaro Entrou em 2021 e se aposenta em dezembro de 2047 Cristiano Zanin* Indicado por Luiz Inácio Lula da Silva Entrou em 2023 e se aposenta em novembro de 2050 Flávio Dino* Indicado por Luiz Inácio Lula da Silva Entrou em 2023 e se aposenta em novembro de 2050 Indicado: Jorge Messias* Indicado por Luiz Inácio Lula da Silva Caso aprovado no Senado, se aposenta em novembro de 2055 * Indicados pelo PT   Fonte: R7 Foto: Ricardo Stuckert /Presidência

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Ex-presidente Jair Bolsonaro é preso em Brasília

Polícia Federal cumpriu mandado de prisão na manhã deste sábado (22) O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso na manhã deste sábado (22) em Brasília. De acordo com nota divulgada pela Polícia Federal, o mandado de prisão é preventivo em cumprimento a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). O ministro Alexandre de Moraes expediu hoje a ordem de prisão preventiva do ex-presidente. O pedido foi feito pela Polícia Federal. A decisão ainda não marca o início do cumprimento da pena de reclusão. Segundo uma fonte da PF, a prisão de Bolsonaro é preventiva e não tem relação direta com a condenação a 27 anos e 3 meses de prisão que o STF impôs em setembro a ele de prisão em regime fechado por liderar uma organização criminosa em uma tentativa de golpe de Estado para se perpetuar no governo.   Ver essa foto no Instagram   Uma publicação compartilhada por Portal Veloz (@portalvelozoficial) Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde ficará em uma sala de Estado, espaço reservado para autoridades como presidentes da República e outras altas figuras públicas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Michel Temer também ficaram detidos em salas da PF. O advogado Celso Vilardi, da defesa de Bolsonaro, disse à Reuters que não tinha no momento comentários adicionais a fazer sobre a detenção do ex-presidente. A assessoria de comunicação da Diretoria Técnico-Científica da PF confirmou que Bolsonaro estava passando por exames na Superintendência da PF em Brasília nesta manhã. “O ex-presidente Bolsonaro está fazendo o exame ad cautelum no INC Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, neste momento”, informou o órgão à Reuters. Em nota oficial, a Polícia Federal informou que cumpriu um mandado de prisão preventiva expedido pelo STF. Ainda não se esgotarem os recursos disponíveis para a defesa do ex-presidente tentar reduzir a pena ou rever eventuais incongruências na decisão tomada pelos ministros da Primeira Turma. Os advogados do ex-presidente recorreram da decisão do colegiado sob o argumento de a condenação ter sido baseada em provas frágeis e contradições no acórdão, e que o ex-presidente não teve participação direta nos atos apontados pela acusação. Os criminalistas Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno defenderam no recurso que a decisão da Corte provocou “profundas injustiças” por, dentre outros motivos, ter cerceado o direito à defensa e condenado o ex-presidente mesmo ele tendo feito a “desistência voluntária” do golpe – ou seja, mesmo que se admitisse o início de uma ação golpista, Bolsonaro teria interrompido a execução por vontade própria. A defesa de Bolsonaro apresentou embargos de declaração contra a decisão da Primeira Turma. Esse tipo de recurso não permitia reverter o resultado do julgamento, pois seu objetivo é esclarecer eventuais contradições, omissões ou obscuridades no acórdão. Os embargos poderiam apenas reduzir a pena do ex-presidente. Porém, em decisão unânime, o colegiado rejeitou as alegações dos advogados. No julgamento concluído no dia 11 de setembro deste ano, quatro dos cinco ministros da Primeira Turma consideraram Bolsonaro culpado dos crimes de organização criminosa, golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. O único a divergir da condenação de Bolsonaro foi o ministro Luiz Fux, que, no início de novembro, pediu transferência para a Segunda Turma do STF. Desde então, as decisões do colegiado tem sido tomadas pelos ministros Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, por causa do pedido de aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Bolsonaro cumpria prisão preventiva em casa desde o dia 4 de agosto deste ano por ter descumprido medidas cautelares impostas por Moraes. O ex-presidente participou por meio de ligação das manifestações bolsonaristas realizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, e a interação foi transmitida nas redes sociais, o que estava proibido. Antes disso, o ex-presidente passou 17 dias, entre 18 de julho e 4 de agosto, sendo monitorado por tornozeleira eletrônica por determinação de Moraes. O ministrou avaliou que ele e o filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), tentavam coagir a Justiça no curso da ação penal do golpe por meio de sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos. Foram identificadas transferências financeiras de Bolsonaro para Eduardo nos Estados Unidos, onde o parlamentar vive desde o início do ano em busca de influenciar a gestão Donald Trump a pressionar o STF pelo arquivamento da ação contra seu pai. A atuação de pai e filho com ao governo americano se desdobrou em um inquérito conduzido pela Polícia Federal (PF) para apurar obstrução de justiça e tentativa de interferência no processo em julgamento no STF. No último sábado, 15, a Primeira turma decidiu, por unanimidade, tornar Eduardo réu pelo crime de coação. O tema da prisão acompanha Bolsonaro há anos. O ex-presidente já declarou em mais de uma oportunidade que não aceitaria ser preso . “Mais da metade do meu tempo, eu me viro contra processos. E até já falam que eu serei preso. Por Deus que tá no céu, eu nunca serei preso”, diz Bolsonaro num discurso para empresários em maio de 2022. Em agosto de 2021, o líder da direita foi ainda mais enfático ao dizer que teria apenas três alternativas de futuro: ser preso, morrer ou vencer. “Pode ter certeza que a primeira alternativa não existe”, emendou ao discursar a apoiadores em Goiânia no auge da crise com o STF. Mais recentemente, Bolsonaro mudou de discurso e disse estar preparado para ser preso a qualquer momento pela Polícia Federal. “Durmo bem, mas já estou preparado para ouvir a campainha tocar às seis da manhã: ‘É a Polícia Federal!’”, afirmou o ex-presidente em entrevista à revista americana Bloomberg. A PF cumpriu a ordem de prisão por volta das 6h da manhã em sua residência no condomínio Solar de Brasília, no bairro Jardim Botânico da capital federal. Fonte: R7 Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

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Fogo na COP30: Ministério da Saúde diz que 21 pessoas tiveram de ser atendidas

Pasta informou que ninguém sofreu queimaduras; 12 pacientes já foram liberados após avaliação médica O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (20) que 21 pessoas precisaram ser atendidas após o incêndio que atingiu as instalações da COP30, em Belém (PA). Dessas, 19 receberam auxílio após inalação de fumaça e dois indivíduos tiveram crise de ansiedade em decorrência do incidente. Do total, 12 pacientes foram liberados após avaliação médica. “Os demais estão recebendo assistência adequada nos serviços de saúde de Belém e em uma unidade de referência para esses casos”, informou a pasta em nota, sem detalhar quais diagnósticos seguem sob observação. Ainda segundo o Ministério da Saúde, ninguém sofreu ferimentos por queimadura. A atualização é das 18h e foi feita pelo Ciocs (Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde), coordenado pela pasta federal e com atuação de equipes estaduais e municipais. Os grupos “seguem acompanhando e monitorando a assistência e o estado de saúde dos atendidos”, completou a nota. Mais cedo, a presidência da COP30 informou que tinha auxiliado 13 pessoas no local por inalação de fumaça. Incêndio Os participantes tiveram de deixar a Zona Azul — principal área da conferência, onde ocorrem as negociações — às pressas, devido ao fogo. Segundo os organizadores do evento, todas as pessoas que estavam no local foram “evacuadas com segurança”. A Zona Verde, aberta ao público, segue em funcionamento normalmente. Oficialmente, a conferência das Nações Unidas que discute as mudanças climáticas termina nesta sexta-feira (21). Após o incidente, a ONU informou, por meio de comunicado, que as atividades estariam suspensas ao menos até as 20h desta quinta. O Cobom do Pará (Corpo de Bombeiros Militar) informou que as chamas foram contidas em seis minutos, com 244 extintores e mangueiras. Segundo a corporação, 56 militares trabalharam na ação e viaturas dos bombeiros de fora da Zona Azul auxiliaram no combate. “As causas do incêndio são investigadas, mas provavelmente foi algum equipamento eletrônico. Deve ter sido um micro-ondas”, destacou o Cobom, em nota.   Fonte: R7 Foto: OSWALDO DE FREITAS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

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Lava Jato, Previdência e operações em favelas: veja processos que Messias herda de Barroso no STF

Caso seja aprovado pelo Senado, indicado pelo presidente Lula vai ser o relator de ao menos 755 ações O trabalho que espera o novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) é grande. Se aprovado pelo Senado, Jorge Messias vai herdar 755 processos do ministro aposentado Luís Roberto Barroso. Grande parte das ações está relacionada ao direito administrativo e ao direito público, mas também há no acervo matérias da área trabalhista, penal e da saúde. O atual advogado-geral da União também deve receber processos de maior repercussão e interesse público. Uma delas é a ADPF das Favelas, que ganhou ainda mais visibilidade após a megaoperação no Rio de Janeiro realizada no fim de outubro, além das ações remanescentes da extinta operação Lava Jato. ADPF das Favelas A ação que questiona a letalidade nas operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro foi herdada por Barroso após a troca de presidência com Edson Fachin, antes do anúncio de sua aposentadoria. A ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 635 está temporariamente sob os cuidados do ministro Alexandre de Moraes, pela ausência de um novo membro. Até a posse do ministro, Moraes fica responsável por decidir em questões urgentes no caso. Lava Jato Com a mudança de presidência, a condução da maior parte do que restou dos casos relacionados à operação Lava Jato no tribunal também foi para Barroso. São cerca de 100 processos que tratam de bloqueio de bens e pagamentos de multas de investigados que firmaram acordos de delação premiada. Agora esses processos serão relatados por Messias, caso ele seja aprovado pelos senadores. As ações relacionadas à Lava Jato que começaram a ser analisadas pela Segunda Turma seguirão sob relatoria do presidente Edson Fachin. Previdência O STF analisa 13 ADIs (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) contestando as mudanças na reforma da Previdência de 2019. A emenda constitucional instituiu idade mínima na aposentadoria, mudou o cálculo do benefício, alterou alíquotas de contribuição e criou regras de transição para quem já tinha uma contribuição significativa na carteira de trabalho. No início do julgamento, o relator, Luís Roberto Barroso, votou a favor da manutenção da reforma, e Fachin divergiu. O julgamento foi paralisado após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes e aguarda ser pautado. A análise dos três ações está marcada para o dia 3 de dezembro. Saúde A ADI 7265 questiona a validade de uma regra que alterou a Lei dos Planos de Saúde em 2022 para que as operadoras de planos de saúde sejam obrigadas a cobrir tratamentos fora do rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Pela norma, a lista da ANS é a referência básica para os contratos de planos de saúde. No entanto, por 7 a 4, o STF decidiu que os planos devem autorizar tratamentos não previstos no rol, desde que sigam os cinco critérios técnicos definidos pelo tribunal. A decisão ainda cabe recurso. A Unidas (União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde), autora da ação, argumenta que a obrigação de cobrir procedimentos além do que está previsto na lista da ANS é inconstitucional e prejudica o equilíbrio econômico dos planos de saúde. O STF também discute a ADI 7222, que analisa a constitucionalidade da lei que instituiu o piso salarial nacional de enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem e parteiras, especialmente quanto à indicação de fonte de custeio adequada. Outros temas Ainda está na lista uma ação do PSDB que pede que a perda do mandato por infidelidade partidária — prevista no artigo 22 da Lei dos Partidos Políticos — se aplique também aos detentores de mandato eletivo majoritário que se desfiliem do partido sem justa causa. A gratuidade do procedimento de retificação de nome e gênero a pessoas trans em situação de vulnerabilidade socioeconômica e a constitucionalidade do homescooling, que é a possibilidade do ensino domiciliar ministrado pela família, também entrarão no acervo do novo ministro. Após a indicação nessa quinta-feira (20), ainda não há data marcada para a sabatina de Jorge Messias na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. Depois disso, o indicado ainda precisa ter aprovação maioria absoluta no plenário da Casa, com pelo menos 41 votos.   Fonte: R7 Foto: Emanuelle Sena/Ascom AGU

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Presidente da Câmara participa de cerimônia do Dia da Bandeira na Prefeitura de Limeira

Atividade contou com a presença de autoridades civis e militares, além de alunos da rede municipal  O presidente da Câmara Municipal de Limeira, vereador Everton Ferreira (PSD), participou na manhã desta quarta-feira (19) da cerimônia em comemoração ao Dia da Bandeira, realizada no Paço Municipal. O evento reuniu a tropa do Tiro de Guerra 02-020, integrantes da Guarda Civil Municipal e estudantes da Escola Meu Cantinho e do Ceief Professora Flora de Castro Rodrigues.  Durante a solenidade, as bandeiras consideradas inservíveis foram incineradas conforme determina a Lei Federal nº 5.700/1971, que regulamenta o uso e a conservação dos símbolos nacionais. “Participar deste ato reforça nossa responsabilidade com os valores que nos unem como país e como comunidade”, afirmou o vereador Everton Ferreira. “Preservar os símbolos nacionais é reconhecer a história que compartilhamos e o compromisso que temos com as próximas gerações”, completou.  A cerimônia também destacou a importância da educação cívica entre crianças e adolescentes. Para o vereador, envolver os estudantes em atos simbólicos como o Dia da Bandeira contribui para fortalecer o senso de pertencimento e a compreensão sobre os valores que estruturam a identidade nacional.  Criada em 19 de novembro de 1889, logo após a Proclamação da República, a Bandeira Nacional foi idealizada por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho executado por Décio Vilares. Seu conceito se inspira na antiga bandeira do Império, mantendo o losango amarelo e o fundo verde, mas incorporando o círculo azul estrelado, junto ao lema “Ordem e Progresso”.  A única modificação desde sua criação ocorreu em 1992, com a promulgação da Lei nº 8.421, que atualizou a representação das estrelas no estandarte, incluindo os novos estados brasileiros e o Distrito Federal, além de retirar os estados extintos. Foto: Assessoria do vereador

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