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Tag: politica

Lula demite Márcio Macêdo e anuncia Guilherme Boulos na Secretaria-Geral da Presidência

É a 11ª saída do governo; mudança foca eleição de 2026, porque petista quer se reaproximar da base e de movimentos sociais O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitiu nesta segunda-feira (20) o ministro da Secretaria-Geral, Márcio Macêdo. No lugar, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) vai assumir a pasta, responsável pela articulação do governo com movimentos sociais. A troca foi confirmada em reunião de Lula na tarde desta segunda (20), com Macêdo e Boulos. Segundo o Planalto, a nomeação do deputado federal será publicada no Diário Oficial da União desta terça (21). Os ministros Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social) também participaram do encontro. Mais cedo nesta segunda, Boulos participou de evento no Palácio do Planalto na primeira fila. Macêdo não esteve na cerimônia em que Lula lançou linha de crédito para reforma de casas. De olho em 2026 O R7 apurou que a mudança mira as eleições do próximo ano. Lula quer reaproximar o governo da militância para estreitar os laços entre a gestão e a “base”, em meio ao que aliados veem como um cenário de afastamento. Outro objetivo do presidente com a alteração é aproximar o governo da juventude. A decisão do petista sela um movimento iniciado ainda no ano passado. Lula criticou publicamente a gestão de Macêdo em algumas ocasiões, o que levantou a suspeita de uma eventual demissão. No início deste ano, a saída do ministro voltou a ser veiculada, em meio a mudanças de Lula na Esplanada dos Ministérios. Macêdo será o 11º a deixar o governo petista e representa a 13ª troca entre titulares de pastas. A contagem é diferente devido a alterações internas feitas por Lula (leia mais abaixo). Pelas redes sociais, o presidente agradeceu Macêdo. “Ele vai substituir o companheiro Márcio Macêdo na função, a quem agradeço por todo o trabalho realizado para a ampliação e o fortalecimento da participação social em nosso governo”, escreveu. Perfil Boulos foi da coordenação nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) por mais de 10 anos e mantém estreita relação com os movimentos até hoje. Em 2022, foi o deputado federal mais votado em São Paulo, com pouco mais de 1 milhão de votos. Em 2024 e 2020, chegou ao segundo turno da disputa pela Prefeitura de São Paulo, mas perdeu nas duas vezes. No ano passado, com apoio de Lula, foi derrotado pelo atual prefeito Ricardo Nunes (MDB). Boulos teve 40,65% (2.323.901 votos), contra 59,35% do oponente (3.393.110 votos). Há cinco anos, o psolista perdeu para Bruno Covas (PSDB), morto em 2021. Boulos conquistou 40,62% do eleitorado paulistano (2.168.109 votos), e Covas, 59,38% (3.169.121 votos). Críticas A gestão de Macêdo no ministério é criticada por aliados e pelo próprio presidente. O presidente reivindica publicamente melhor atuação do ministro desde o primeiro ano de governo. As críticas ocorreram em, ao menos, três ocasiões. Em dezembro de 2023, no Natal dos Catadores, Lula pediu “menos discurso e mais entrega” a Macêdo e cobrou dele a organização dos pedidos do grupo. No 1º de Maio do ano passado, em meio a um evento esvaziado, o presidente chegou a dar uma bronca pública no ministro. “Não pensem que vai ficar assim. Vocês sabem que ontem eu conversei com ele sobre esse ato e disse ‘Márcio, esse ato está mal convocado’. Nós não fizemos o esforço necessário para levar a quantidade de gente que era preciso levar”, reclamou na oasião. Neste ano, Lula não compareceu a eventos do 1º de Maio. Para não arriscar ir a uma cerimônia com pouco público, como ocorreu no ano passado, o petista optou por um pronunciamento em rede nacional de televisão e rádio. Em julho de 2024, durante reunião do CIISC (Comitê Interministerial para Inclusão Socioeconômica de Catadoras e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis), Lula cobrou maior participação de ministros em eventos do governo e pediu que Macêdo acompanhasse a presença dos colegas. “Eu tenho muita preocupação porque a gente cria muita reunião interministerial. Eu sou informado das reuniões e nem todos os ministros participam. Às vezes, participa da primeira. Na segunda, já manda um segundo colocado [do ministério]. Na terceira, manda um terceiro colocado. Na quarta, manda um quarto colocado. Primeiro, é preciso que, quando houver reuniões, todos os ministros que fazem parte têm que participar. E você [Márcio Macêdo] tem a responsabilidade de pegar o telefone e ligar para cada ministro”, criticou. Apesar das reclamações públicas, Lula elogiou a realização do G20 Social, organizado por Macêdo. O evento antecedeu a Cúpula do G20 no Rio de Janeiro (RJ), em novembro do ano passado. A iniciativa, inédita, discutiu temas prioritários, com ampla participação da sociedade civil organizada. O modelo será replicado pela África do Sul, presidente neste ano do G20 — grupo que reúne as maiores economias globais, além da União Europeia e da União Africana. Mudanças na Esplanada Macêdo será o 11º titular a sair da gestão petista. O primeiro nome a deixar o governo foi Gonçalves Dias, em abril de 2023. Ele chefiava o GSI e pediu demissão após imagens do circuito de segurança do Palácio do Planalto mostrarem que ele estava no prédio quando a sede do Executivo foi palco de atos de vandalismo em 8 de janeiro daquele ano. Em julho de 2023, a então ministra do Turismo, Daniela Carneiro, entregou o cargo, após disputas internas no partido do qual faz parte, o União Brasil. Deputada federal, ela retornou à Câmara e atualmente é vice-líder do governo no Congresso. Dois meses depois, foi a vez de Lula demitir Ana Moser, que comandava o Ministério do Esporte. A decisão do presidente fez parte de um movimento para aumentar o espaço do centrão no governo federal. A pasta do Esporte foi entregue ao PP. Na mesma tacada, o petista deu o Ministério dos Portos e Aeroportos ao Republicanos e criou mais uma pasta federal na Esplanada, o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, para acomodar Márcio França, que estava à frente de Portos e Aeroportos. Em fevereiro de 2024, Flávio Dino deixou o Ministério da Justiça

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Oposição na Câmara busca emplacar subcomissão para investigar os Correios

Governo busca empréstimo de R$ 20 bilhões para socorrer a estatal O líder da oposição na Câmara dos Deputados, deputado Luciano Zucco (PL-RS), apresentou um requerimento para criar uma subcomissão que investigue os Correios na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. O colegiado, que será composto por 11 membros, pretende fiscalizar de forma minuciosa a gestão contábil, financeira e patrimonial da estatal. Para ser instalado, contudo, o colegiado precisa do aval do presidente da comissão, deputado Bacelar (PV-BA). Zucco pretende reforçar a atuação já realizada no Senado, que tem uma comissão destinada a investigar os Correios, sob relatoria do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O governo do presidente Lula busca um empréstimo de R$ 20 bilhões do Banco do Brasil, da Caixa e de instituições privadas para socorrer os Correios. O empréstimo deve ter garantias da União e estar condicionado a medidas para sanear a gestão da estatal para recompor as perdas dos últimos três exercícios e dos dois primeiros trimestres deste ano. Só entre abril e junho, o prejuízo foi de R$ 2,6 bilhões. Zucco classificou a ação do governo como “resgate irregular” de uma estatal que apresentava lucros até 2022 e “mergulhou em sucessivos déficits após o retorno do PT ao poder”. “O que está sendo revelado nos Correios é tão grave quanto o escândalo do INSS — e pode até superá-lo em valor e impacto. Não se trata de simples má gestão, mas de um esquema que destruiu uma empresa pública lucrativa e agora tenta empurrar a conta para o contribuinte”, afirmou o líder.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Governo avalia corte de despesas e busca acordo com o Congresso para fechar o Orçamento de 2026

Planalto prevê alternativas que compensem R$ 35 bi; há possibilidade de apoio a projeto do PT para dobrar a taxação de bets Corte de despesas, retomada parcial da medida que previa aumentos de impostos para a área financeira e elevação de valores pagos a apostas esportivas fazem parte das alternativas avaliadas pelo governo para aumentar a arrecadação de 2026. A tentativa — discutida desde que a chamada MP da arrecadação perdeu a validade — pode chegar a um desfecho nesta semana. O objetivo, segundo apurou o R7, é evitar novos atrasos à LDO (Lei das Diretrizes Orçamentárias), que está na pauta da Comissão Mista de Orçamento de terça-feira (21). O movimento do governo visa recompor R$ 35 bilhões no Orçamento do próximo ano. O montante seria arrecadado se a Medida Provisória 1.303, criada para substituir o aumento do IOF, não tivesse sido retirada da pauta na Câmara no último dia 8 de outubro. A ação dos deputados, naquela ocasião, fez a MP caducar. Agora governistas se apressam para fazer ajustes antes de votações relacionadas ao Orçamento. Uma das tentativas será ampliar cobranças de empresas ligadas a apostas esportivas, com a possibilidade de apoio a um projeto que propõe dobrar a taxação das bets. O projeto foi apresentado pelo líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), e, na prática, elevaria de 12% para 14% a atual tributação sobre apostas. A antiga MP previa que o tributo alcançaria 18%. A ampliação deve enfrentar resistência entre parlamentares. O Planalto ainda avalia qual será o caminho para defender uma arrecadação maior a partir das bets, mas confirma a possibilidade de apoio ao projeto, segundo indicou o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP). “É um caminho, mas o Ministério da Fazenda vai ver as alternativas. Decreto, se houver constitucionalidade, pode ser o caminho. O governo não desistiu de aumentar a tributação sobre os mais ricos”, afirmou Randolfe. Outros deputados do partido consideram que a versão apresentada está na linha do defendido pelo governo e preparam ações para tentar acelerar a tramitação da proposta. “O governo continua com a sua agenda de que, neste país, bancos, bilionários e bets têm que ser tributados a mais para que eles possam contribuir um pouco mais com a ampla maioria da população”, afirmou o líder. Outras ações O governo também trabalha com a possibilidade de cortes de despesas e a redução linear de desonerações tributárias. Em outra frente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sustenta que pontos da Medida provisória 1.303 devem ser aproveitados nas propostas a serem levadas ao Congresso. “Uma grande parte da MP 1.303 era incontroversa e tinha o acordo de todo mundo. Toda a parte de controle de cadastro e disciplinamento de compensação estava pacificada”, frisou o ministro após reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na última quarta-feira (15).   Fonte: R7 Foto: Ettore Chiereguini/AGIF/Estadão Conteúdo

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Moraes acata pedido da PGR e arquiva processo contra Tarcísio de Freitas

Apresentada pelo deputado federal Rui Falcão (PT-SP), ação acusava o governador de SP de obstrução de justiça O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu arquivar o processo contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por suposta obstrução de Justiça. O pedido havia sido apresentado pelo deputado federal Rui Falcão (PT-SP). Falcão foi motivado por uma declaração do governador Tarcísio de Freitas contra o ministro Alexandre de Moraes. Tarcísio afirmou: “Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como o [Alexandre de] Moraes”. Para o deputado petista, a fala configuraria um “ato antidemocrático inserido em um contexto de golpe continuado”. O deputado também questionava a articulação de Tarcísio por uma anistia aos presos do 8 de Janeiro. Apesar disso, Moraes seguiu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que já havia solicitado o arquivamento do caso. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que “articulação política não constitui ilícito penal, tampouco extrapola os limites da liberdade de expressão”. Após a decisão de arquivamento, nem Rui Falcão, nem o governador Tarcísio de Freitas se manifestaram publicamente.   Fonte: R7 Foto: João Valério/Governo do Estado SP

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Câmara aprova projeto que iguala piso salarial de professores e outras propostas voltadas à educação

Sessão foi dedicada ao Dia das Crianças e ao Dia do Professor O plenário da Câmara aprovou nesta terça-feira (14) o projeto de lei 672/25, que assegura o direito ao piso salarial para todos os professores, da educação básica aos temporários. O texto agora vai ao Senado. A proposta, de autoria do deputado Rafael Brito (MDB-AL) e relatada por Carol Dartora (PT-PR), altera o termo “professores temporários” por “professores contratados por tempo determinado”. “O PL não implica criação de nova despesa ou transferência indevida de encargos aos entes federativos. A previsão de recursos para o cumprimento do piso salário aos professores do magistério contratados por tempo determinado encontra respaldo legal e orçamentário, especialmente no âmbito do Fundeb, conforme estabelecido na lei 14.113/2020″, defendeu a relatora. Outros projetos na área da educação também foram apreciados nesta terça, devido ao Dia das Crianças no último domingo (12) e ao Dia do Professor, comemorado nesta quarta (15). Segundo Motta, o conjunto de projetos tem como objetivo fortalecer a educação e ampliar a proteção de crianças e adolescentes em diferentes contextos. Os deputados aprovaram a proposta que visa criar um amparo legal para que estados e municípios possam transportar, principalmente nas áreas rurais, alunos e professores de casa para as unidades de ensino. O texto será analisado pelo Senado. Já o PL 3096/2024, que inclui escolas profissionalizantes da rede federal no Pnate (Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar) e Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar), foi aprovado e vai à sanção presidencial. O projeto garante que estudantes de educação básica em áreas rurais recebam recursos específicos para o transporte escolar e autoriza a terceirização da gestão dos serviços de alimentação escolar. A medida foi questionada por organizações e entidades que indicam riscos para a garantia da alimentação adequada e saudável. Relatado por Rubens Pereira Júnior (PT-MA), a Câmara também aprovou o PL 6234/2023, proposto pelo governo, que trata da prioridade na tramitação dos procedimentos penais que envolvam mortes violentas intencionais contra crianças e adolescentes. Foram aprovados ainda o projeto que institui o “Selo Compromisso com a Primeiríssima Infância” e a proposta que incentiva a formação de professores para a educação básica. PNE Nesta terça também foi apresentado o relatório para o novo PNE (Plano Nacional de Educação) na comissão especial da Câmara. A proposta é atualizar a avaliação do ensino brasileiro e superar as desigualdades regionais. A previsão do novo plano é de investimentos à área da Educação correspondente a 11% do PIB (Produto Interno Bruto). A meta é para o período de dez anos, com 7,5% indicados por investimento público e 3,5% da iniciativa privada. O PNE apresenta as diretrizes para a área em todo país, durante um período de dez anos. A versão em debate no Congresso precisa ser concluída até dezembro, para contemplar o período de planejamento 2025 – 2035.   Fonte: R7 Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados/Arquivo

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STF começa a julgar réus do Núcleo 4 da trama golpista nesta terça

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (14) o julgamento da ação penal contra o Núcleo 4 da trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os integrantes do colegiado vão se decidir se condenam sete réus acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de organizar ações de desinformação para propagar notícias falsas sobre o processo eleitoral e promover ataques virtuais a instituições e autoridades, em 2022. Fazem parte deste núcleo Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército); Ângelo Martins Denicoli (major da reserva do Exército); Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente do Exército); Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército); Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército); Marcelo Araújo Bormevet (policial federal) e Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal).  Eles respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Sessão A sessão de julgamento está prevista para começar às 9h. O primeiro dia será destinado às sustentações das defesas e da acusação, que será feita pela PGR. A votação ocorrerá nas sessões seguintes. Foram reservadas mais três sessões para a finalização do julgamento, a serem realizadas nos dias 15, 21 e 22 deste mês. O colegiado é formado por Alexandre de Moraes, relator do caso, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Prisão Os acusados que forem condenados pelo STF não serão presos automaticamente. As defesas poderão recorrer da eventual condenação. Outros núcleos Até o momento, somente o núcleo 1, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus, foi condenado. Além do núcleo 4, serão julgados ainda neste ano os núcleos 2 e 3. O julgamento do núcleo 3 está marcado para 11 de novembro. O grupo 2 será julgado em dezembro. O núcleo 5 é formado pelo empresário Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura João Figueiredo. Ele mora dos Estados Unidos e não apresentou defesa no processo.  Ainda não há previsão para o julgamento.   Fonte: Agência Brasil Foto: Gustavo Moreno/STF/03.05.2024

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Moraes citou risco de fuga como principal motivo para manter prisão domiciliar de Bolsonaro

Ministro do STF negou pedido da defesa para revogar medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para revogar a prisão domiciliar e as demais medidas cautelares impostas ao ex-presidente. Na decisão, Moraes afirmou que há risco concreto de fuga e citou o descumprimento reiterado de determinações judiciais como motivos centrais para manter as restrições. Segundo o ministro, a manutenção da prisão domiciliar e do uso de tornozeleira eletrônica é “necessária e adequada para cessar o acentuado periculum libertatis” — expressão jurídica usada para indicar perigo à ordem pública ou à aplicação da lei penal caso o investigado permaneça em liberdade plena. Moraes destacou que o ex-presidente foi condenado pela trama golpista a 27 anos e três meses de prisão, em regime fechado, e que, portanto, há necessidade de garantir a efetividade da execução da pena. O ministro também ressaltou que as medidas cautelares permanecem válidas para “assegurar a aplicação da lei penal e evitar a evasão do distrito da culpa”, citando manifestações da PGR (Procuradoria-Geral da República). “As providências mantidas pela Suprema Corte são imprescindíveis para evitar a fuga do distrito da culpa […], bem como para assegurar a execução da pena recentemente imposta ao réu pela Primeira Turma”, escreveu Moraes, reproduzindo parecer da PGR. O ministro ainda observou que Bolsonaro descumpriu reiteradamente restrições impostas anteriormente, como a proibição de uso de redes sociais — inclusive anunciando publicamente que pretendia desobedecer às determinações do Supremo. Para Moraes, essa postura configurou ato deliberado de afronta à autoridade judicial. A defesa do ex-presidente havia solicitado a revogação da prisão domiciliar alegando falta de fundamentos jurídicos e a ausência de indícios de autoria que justificassem a manutenção das medidas. Os advogados sustentaram que Bolsonaro não foi denunciado no inquérito que apurou a participação dele junto ao filho Eduardo Bolsonaro para atrapalhar a ação penal do golpe. Dessa forma, a defensa entendeu que não haveria base mínima para manter a prisão domiciliar e as demais medidas. A argumentação, contudo, não convenceu o ministro. Moraes afirmou que não há novos elementos capazes de invalidar as cautelares já impostas. Segundo ele, as medidas continuam sendo razoáveis, proporcionais e adequadas, uma vez que equilibram o direito de liberdade com a necessidade de preservar a ordem pública e a integridade da jurisdição penal do STF.   Fonte: R7 Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

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Barroso assina oficialmente aposentadoria e deixa o STF após 12 anos na Corte

Aposentadoria do ministro começa a valer nesta sexta (18); entre os nomes cotados para substituí-lo, está o do senador Rodrigo Pacheco O ainda ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso assinou, nesta segunda-feira (13), o documento que oficializa sua aposentadoria antecipada. De acordo com o requerimento, a aposentadoria passa a valer a partir de sexta-feira (18), encerrando um ciclo de 12 anos do ministro na mais alta Corte do país. O anúncio da saída de Barroso foi feito na semana passada. Aos 67 anos, ele ainda poderia permanecer no STF até completar 75 anos, idade-limite prevista pela Constituição. No final de setembro, Barroso passou a presidência do Supremo ao ministro Edson Fachin. Ao se despedir do tribunal, o ministro declarou que sentiu “que agora é hora de seguir outros rumos. Nem sequer os tenho bem definidos, mas não tenho qualquer apego ao poder”, ressaltou. Com o fim precoce da magistratura de Barroso, abre-se espaço para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faça sua terceira indicação ao STF. Anteriormente, já haviam sido indicados por ele, neste terceiro mandato, os ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino. Até o momento, um dos nomes cogitados é o do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Ele mantém uma boa relação com Lula e é visto como figura conciliadora. Além disso, agrada ao centrão e a setores moderados do Congresso, o que pode pesar na escolha do presidente. Além de Pacheco, figuras como o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Bruno Dantas, são aventados. No entanto, entidades da sociedade civil têm pressionado o presidente Lula a indicar uma mulher para a Corte.   Fonte: R7 Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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‘É o fim de uma era de terror e morte’, diz Trump sobre acordo para encerrar guerra

Para presidente dos EUA, entrega dos reféns representa um “amanhecer histórico de um novo Oriente Médio” O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, em discurso no parlamento de Israel, que a libertação de reféns israelenses feita nesta segunda-feira (13) pelos terroristas do Hamas e o acordo para encerrar o conflito é não só “o fim de uma guerra, é o fim de uma era de terror e morte”. Nesta segunda-feira, 20 reféns israelenses vivos que estavam raptados pelo grupo terrorista Hamas foram libertados, após mais de dois anos de cativeiro, em uma ação que faz parte do acordo de cessar-fogo assinado entre Israel e os extremistas. Segundo Trump, a libertação dos reféns representa um “amanhecer histórico de um novo Oriente Médio”, e, com isso, a “terra sagrada está finalmente em paz”. “Nos reunimos hoje em momento de profunda alegria, esperança e fé renovada”, afirmou Trump. “Após dois anos terríveis de escuridão e prisão, 20 reféns corajosos estão voltando para o abraço glorioso de suas famílias.” Ovacionado ao chegar ao parlamento, Trump foi bastante elogiado pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que o chamou de o “maior amigo que Israel já teve”. Durante seu discurso, porém, o presidente americano foi interrompido pelo protesto de parlamentares de oposição ao governo Netanyahu, que acabaram expulsos. Poderio dos EUA Em seu discurso, Trump exaltou o poderio militar dos Estados Unidos. Segundo o presidente americano, a mudança do Departamento de Defesa para Departamento de Guerra marca a reconstrução da força do exército do país. “Nós agora temos a força militar mais forte do mundo, porque reconstruímos as forças militares. Em oito meses conseguimos acabar com oito guerras”, afirmou Trump. O presidente americano afirma ter acabado, além da guerra entre Israel e Hamas, com outros sete conflitos: Israel e Irã, Paquistão e Índia, Ruanda e República Democrática do Congo, Tailândia e Camboja, Armênia e Azerbaijão, Egito e Etiópia, Sérvia e Kosovo. Trump afirmou também que sua personalidade “é de acabar com as guerras”, e que os Estados Unidos não irão causar nenhum conflito, mas disse que, “se entrarmos em um, vamos vencê-lo como sempre”. “Não queremos ser politicamente corretos. É paz através da força”, disse”. “Nem os Estados Unidos, nem Israel, nem o povo do Irã podem aguentar essas hostilidades. Nós queremos viver em paz. Nós não queremos mais ameaças sobre nossas cabeças” (Donald Trump, presidente dos Estados Unidos) Futuro da região De acordo com Trump, com o acordo e a libertação dos reféns, os terroristas do Hamas serão desarmados, e “a segurança de Israel não será mais ameaçada de nenhuma forma”. O presidente americano também afirmou que países árabes ricos devem injetar recursos para a reconstrução de Gaza. “Os palestinos têm a chance de sair para sempre de um caminho de terror e violência e tirar as forças do mal e do ódio que estavam entre eles.” Libertação dos reféns Os terroristas do Hamas concluíram a libertação de todos os 20 reféns israelenses vivos como parte do acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. Em um primeiro momento, sete sequestrados foram entregues à Cruz Vermelha, intermediária entre os extremistas e o governo de Benjamin Netanyahu. Posteriormente, os outros 13 foram transferidos ao Comitê Internacional. Todos os reféns já estão sob a guarda do Exército israelense, confirmou a força de segurança. Eles passaram por uma avaliação médica inicial antes de se reunirem com os familiares. A projeção é de que os terroristas do Hamas ainda entreguem 28 corpos de reféns mortos. Em contrapartida, cerca de 2.000 prisioneiros e detidos palestinos em Israel serão libertados. Dois anos de guerra A guerra começou quando terroristas liderados pelo Hamas lançaram um ataque surpresa ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 250 feitas reféns. Na ofensiva israelense que se seguiu, mais de 67 mil palestinos foram mortos em Gaza, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, que não diferencia entre civis e combatentes, mas afirma que cerca de metade das mortes foram de mulheres e crianças. A guerra destruiu grandes áreas de Gaza e deslocou cerca de 90% dos seus 2 milhões de residentes. Também desencadeou outros conflitos na região, provocou protestos em todo o mundo e levou a alegações de genocídio que Israel nega. Embora tanto os israelenses quanto os palestinos em Gaza tenham acolhido com satisfação a suspensão inicial dos combates e os planos para libertar os reféns e prisioneiros, o destino a longo prazo do cessar-fogo permanece incerto. Perguntas e Respostas Qual foi a declaração de Donald Trump sobre o acordo para encerrar a guerra? Donald Trump afirmou que a libertação de reféns israelenses pelo Hamas e o acordo para encerrar o conflito representam “o fim de uma guerra” e “o fim de uma era de terror e morte”. Quantos reféns foram libertados e qual foi o contexto dessa libertação? Na segunda-feira, 20 reféns israelenses que estavam em cativeiro pelo Hamas foram libertados após mais de dois anos, como parte de um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. O que Trump disse sobre a libertação dos reféns? Trump descreveu a libertação como um “amanhecer histórico de um novo Oriente Médio” e expressou alegria pela volta dos reféns ao convívio de suas famílias após dois anos de cativeiro. Como foi a recepção de Trump no parlamento de Israel? Trump foi ovacionado ao chegar ao parlamento e recebeu elogios do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que o chamou de “o maior amigo que Israel já teve”. O que aconteceu durante o discurso de Trump? Durante seu discurso, Trump foi interrompido por protestos de parlamentares da oposição ao governo Netanyahu, que foram expulsos. Qual foi a posição de Trump sobre o poderio militar dos Estados Unidos? Trump destacou que os Estados Unidos possuem a “força militar mais forte do mundo” e mencionou a mudança do Departamento de Defesa para Departamento de Guerra como parte da reconstrução do exército americano. O que Trump afirmou sobre a política de guerra dos Estados Unidos? Trump disse que sua personalidade é de “acabar com as guerras” e que os

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Audiência pública na Câmara discute reforma administrativa nesta terça-feira (14)

Pacote inclui novas regras para concursos públicos, cargos comissionados e ‘supersalários’ Uma audiência pública conjunta para discutir a reforma administrativa será realizada pela Comissão de Administração e Serviço Público e a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, nesta terça-feira (14), a partir das 10h. A audiência foi solicitada pelos deputados Professora Luciene Cavalcante (Psol-SP), Ana Pimentel (PT-MG) e Rogério Correia (PT-MG) e deve contar com a participação do MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos) e de entidades como a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e o Fórum Nacional da Advocacia Pública Federal. A proposta de reforma administrativa foi elaborada por grupo de trabalho formado por 18 deputados, sob a coordenação do relator Pedro Paulo (PSD-RJ). O pacote reúne um projeto de lei, um projeto de lei complementar e uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) — essa última ainda está na fase de coleta de assinaturas para iniciar a tramitação. Mudanças Entre as medidas debatidas estão mudanças na organização dos concursos públicos, nas regras para contratação de trabalhadores temporários e cargos comissionados — que devem ser limitados a 5% das vagas de determinada área, no caso da União, e 10%, para estados e municípios. A reforma, que ainda não tem data para ser votada, inclui ações para coibir os “supersalários”. A ideia é que haja avaliações periódicas como condição para progressão nas carreiras e pagamento de gratificações. As propostas, sujeitas a modificações ao longo dos processos legislativos, estabelecem ainda que a estabilidade dos servidores será mantida. Contudo, há a previsão de regras rigorosas, referentes, por exemplo, ao do trabalho remoto — a modalidade estaria limitada a um dia por semana. O texto ainda contempla adequações para cartórios, um teto de gastos para o funcionalismo e regras voltadas a estatais. Um dos destaques ligados a essas empresas é a previsão de uma quarentena, de um a três anos, para o funcionário que deixar o cargo.   Fonte: R7 Foto: Pedro França/Agência Senado/Arquivo

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