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Tag: internacional

Trump deve anunciar nesta quarta (2) novas tarifas comerciais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve anunciar nesta quarta-feira (2) um novo pacote de tarifas comerciais recíprocas que afetará diversos países, incluindo o Brasil. A data, batizada pelo republicano como o “Dia da Libertação”, marca o início de medidas que, segundo ele, terão impacto global e entrarão em vigor imediatamente. Embora ainda não tenha detalhado quais nações e produtos serão atingidos, Trump tem sinalizado que a iniciativa representará uma escalada nas restrições já impostas por seu governo ao comércio internacional. Na segunda-feira (31), o presidente afirmou que a nova política tarifária abrangerá todos os países, enquanto a Casa Branca reforçou nesta terça-feira (1º) que as taxas começarão a valer sem demora. Contexto das medidas protecionistas As novas tarifas fazem parte de uma estratégia que Trump tem defendido desde o início de sua campanha para retornar à Casa Branca. Ele argumenta que os Estados Unidos são tratados de forma injusta por seus parceiros comerciais, que impõem barreiras tarifárias elevadas à entrada de produtos norte-americanos. O republicano sustenta que esse cenário prejudica a indústria local, desestimula investimentos internos e favorece a saída de capital do país. Em resposta, ele assinou uma ordem executiva em 13 de fevereiro determinando que sua equipe econômica estudasse a implementação de tarifas para equilibrar as relações comerciais. O grupo liderado por Howard Lutnick, secretário de Comércio, teve um prazo para analisar os principais parceiros comerciais dos EUA e estruturar o plano tarifário. Esse período terminou na terça-feira (1º), e a expectativa é que Trump anuncie as medidas às 17h (horário de Brasília) desta quarta-feira. Possibilidade de negociação Na semana passada, Trump indicou que pode adotar uma abordagem mais flexível em relação a determinados parceiros. Em uma conversa com jornalistas no Salão Oval, ele afirmou que poderia ser “gentil” e “menos agressivo do que totalmente recíproco”, pois, segundo ele, um modelo estritamente recíproco poderia ser “duro demais para algumas nações”. Ainda assim, o republicano reforçou que qualquer negociação para suavizar as tarifas só ocorrerá após o anúncio oficial das medidas nesta quarta-feira. Diante do cenário incerto, governos e setores empresariais ao redor do mundo aguardam com apreensão os detalhes do pacote tarifário e seus impactos nas relações comerciais internacionais. Autorização para governo reagir a tarifaços A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado aprovou, nesta terça-feira (1º), um projeto de lei que autoriza o governo brasileiro a adotar medidas de reciprocidade contra barreiras comerciais impostas por outros países. O objetivo é proteger setores estratégicos da economia nacional, como o agronegócio e a indústria, de restrições que comprometam sua competitividade no mercado internacional. O texto foi aprovado por unanimidade (16 votos a 0) e seguirá direto para a Câmara dos Deputados, a menos que haja um pedido para que seja analisado pelo plenário do Senado nos próximos cinco dias. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), pode acelerar essa tramitação. A relatora do projeto, senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, já articula com a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) e outras lideranças para garantir que a proposta avance rapidamente na Câmara. O presidente da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL), também defendeu que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), dê prioridade à votação da matéria. Principais medidas do projeto A proposta permite que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) adote contramedidas contra países ou blocos econômicos que: Desrespeitem acordos comerciais assinados pelo Brasil; Imponham barreiras ambientais mais rígidas do que as exigidas no próprio Brasil; Interfiram na soberania nacional em questões comerciais. As respostas podem incluir restrições comerciais, suspensão de concessões, medidas sobre investimentos e até limitações a direitos de propriedade intelectual. Qualquer sanção imposta deve ser proporcional ao impacto econômico causado ao Brasil. Além disso, o projeto determina que o governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, realize negociações diplomáticas para tentar reduzir os efeitos das barreiras impostas. A Camex será responsável por monitorar constantemente os impactos dessas contramedidas e o andamento das negociações.   Fonte: R7 Foto: Divulgação/White House

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O que é o ‘Dia da Libertação’ prometido por Trump que pode mudar a economia global

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que esta quarta-feira (2) será o “Dia da Libertação”, uma data marcada pelo início de uma nova rodada de taxações sobre produtos importados. A medida prevê tarifas de 25% sobre uma ampla gama de mercadorias estrangeiras, incluindo aço, alumínio, automóveis e petróleo, como parte da estratégia de Trump para fortalecer a indústria americana e reduzir o déficit comercial do país. Embora os detalhes exatos das tarifas ainda sejam imprecisos, o plano de taxação tem sido um dos pilares da política econômica do republicano, que defende a necessidade de proteger os Estados Unidos contra o que considera práticas comerciais desleais de outras nações. A decisão, no entanto, gera preocupações sobre uma escalada na guerra comercial global e possíveis aumentos nos preços para os consumidores americanos. A lógica por trás do “Dia da Libertação” Trump sustenta que os Estados Unidos foram prejudicados por anos de importações em larga escala e déficits comerciais, argumentando que a nova política ajudará a reverter esse cenário. “Este é o início do Dia da Libertação nos Estados Unidos”, afirmou o presidente. “Vamos cobrar dos países que estão fazendo negócios em nosso país e tirando nossos empregos, nossa riqueza e muitas outras coisas ao longo dos anos.” A medida também se insere no discurso nacionalista de Trump, alinhado ao slogan “Make America Great Again” (Faça a América grande de novo), ao buscar incentivar o consumo de produtos fabricados no país. Durante uma entrevista à NBC News, ele afirmou que não se incomodaria se os preços dos veículos aumentassem, por exemplo, pois isso tornaria os automóveis produzidos nos EUA mais competitivos. “Espero que eles aumentem seus preços, porque se isso acontecer, as pessoas comprarão carros fabricados nos EUA”, disse. Quais países serão afetados? Ao contrário de algumas análises iniciais que sugeriam que as tarifas poderiam se concentrar em um grupo de 10 a 15 países, Trump esclareceu que a medida será abrangente e afetará “essencialmente todos os países dos quais estamos falando”. Na prática, isso inclui parceiros comerciais dos EUA como China, União Europeia, Coreia do Sul, Brasil, Índia, Canadá e México. A China, que já enfrenta tarifas adicionais de 20% devido à suposta produção de fentanil, está entre os principais alvos. Além disso, Trump propôs uma tarifa de 25% sobre qualquer país que importar petróleo da Venezuela, apesar de os próprios EUA também comprarem o recurso venezuelano. Canadá e México, por sua vez, também serão afetados por taxas sobre aço e alumínio, justificadas por Trump como parte dos esforços para combater o contrabando de drogas e a imigração ilegal. Riscos de retaliação Economistas alertam que as tarifas podem ter um impacto significativo sobre os consumidores americanos, que devem absorver os custos na forma de preços mais altos e salários menores. Além disso, diversos países já prometeram retaliar as medidas, com a possibilidade de uma escalada na guerra comercial global. União Europeia, Canadá e China anunciaram que responderão com tarifas sobre produtos americanos, o que pode desencadear um ciclo de sanções. Dentro do governo dos EUA, as justificativas para as tarifas variam. Alguns assessores defendem que a taxação é uma ferramenta de negociação para acordos comerciais e segurança nas fronteiras. Outros argumentam que a arrecadação com os impostos ajudará a reduzir o déficit orçamentário federal. O secretário de Comércio, Howard Lutnick, afirmou que as tarifas forçarão outras nações a demonstrar “respeito” por Trump. Trump pode negociar mudanças? Apesar do tom agressivo, Trump também sugere que pode ser flexível em relação às tarifas, dependendo da postura de outros países. “Certamente estou aberto a isso, se pudermos fazer algo”, disse o presidente, sinalizando a possibilidade de negociações futuras. Ele já indicou que, em alguns casos, pode impor tarifas menores do que as cobradas por outros países sobre produtos americanos. O presidente dos EUA já voltou atrás na imposição de tarifas contra Canadá e México. No início de março, a suspensão das tarifas de 25% sobre os países vizinhos foi estendida até o dia 2 de abril.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Record News

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Drones com IA de Kim Jong-un são treinados para atacar alvos sul-coreanos e dos EUA

Os drones “suicidas” com inteligência artificial (IA) da Coreia do Norte podem estar sendo treinados para identificar e atacar autonomamente equipamentos sul-coreanos e dos Estados Unidos. A informação foi divulgada por um legislador da Coreia do Sul à agência de notícias Yonhap na sexta-feira (28), um dia depois de a mídia estatal norte-coreana dizer que o líder Kim Jong-un supervisionou testes de novos drones “suicidas” que demonstraram “eficácia”. Fotos divulgadas pela KCNA, a Agência Central de Notícias da Coreia do Norte, mostraram os drones do país atingindo alvos visualmente semelhantes aos equipamentos militares da Coreia do Sul e dos EUA. Nas imagens, é possível ver um equipamento parecido com o sistema móvel de mísseis terra-ar de longo alcance usado pela Coreia do Sul e um veículo similar ao Stryker, um blindado de combate dos Estados Unidos. Imagem mostra drone da Coreia do Norte voando em direção a um alvo parecido com o veículo de combate Stryker, do Exército dos EUA – Divulgação/KCNA (Agência Central de Notícias Coreana) Testes e aeronave de alerta Durante os testes, realizados no Complexo de Tecnologia Não Tripulada, Kim Jong-un acompanhou o desempenho de drones “assassinos”, projetados para missões de ataque, e de drones de reconhecimento estratégico, capazes de rastrear alvos táticos e monitorar atividades inimigas em terra e mar. A KCNA disse que os aparelhos demonstraram eficácia ao atingir alvos e que Kim elogiou o “valor estratégico” da tecnologia de IA incorporada aos artefatos. “O campo de equipamentos não tripulados e inteligência artificial deve ser priorizado na modernização das forças armadas”, disse o líder norte-coreano, de acordo com a agência estatal. A Coreia do Norte também exibiu pela primeira vez uma aeronave de alerta aéreo antecipado (AEW, na sigla em inglês), veículo equipado com um domo de radar que detecta aeronaves e embarcações a longa distância. Fotos divulgadas pela mídia estatal mostram Kim inspecionando o avião, que sobrevoou a área em baixa altitude durante os testes. À Reuters, o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, que monitora o país vizinho, disse que a Rússia pode ter contribuído para o desenvolvimento da aeronave. Kim Jong-un supervisiona interior de aeronave de alerta aéreo antecipado, a primeira da Coreia do Norte – Divulgação/KCNA (Agência Central de Notícias Coreana) O desenvolvimento armamentista norte-coreano ocorre em meio à colaboração militar com Moscou. O Exército da Coreia do Sul disse na quinta-feira (27) que, entre janeiro e fevereiro deste ano, Pyongyang enviou mais 3 mil soldados à Rússia para apoiá-la na guerra contra a Ucrânia. Esta é a segunda onda significativa de mobilização de soldados norte-coreanos para a guerra. Eles se juntam aos outros 11 mil combatentes destacados desde outubro do ano passado. O exército sul-coreano estima que cerca de 4.000 desses soldados já foram mortos ou feridos em combate, a maioria na região russa de Kursk, na fronteira com a Ucrânia, onde muitos deles foram alocados. O Serviço Nacional de Inteligência (NIS) da Coreia do Sul atribui as pesadas baixas norte-coreanas à falta de experiência das forças de Kim Jong-un em ataques de drones, que marcam o conflito. Ainda assim, o NIS reconhece que as tropas da Coreia do Norte têm adquirido experiência em táticas e operações com drones. Há indícios de que o país pode estar recebendo tecnologia da Rússia como contrapartida ao envio de soldados. Investimento em drones A divulgação dos drones e da aeronave AEW condiz com a ambição de Kim de fortalecer as capacidades de reconhecimento e ataque do país, que ainda larga atrás de rivais do regime, como a Coreia do Sul e os Estados Unidos. Em agosto e novembro do ano passado, o líder já havia supervisionado testes de drones suicidas, movimento visto como inspirado pelo uso intensivo dessas armas no conflito Rússia-Ucrânia. “É importante moldar um plano de longo prazo para o rápido desenvolvimento dessas tecnologias, seguindo a tendência da guerra moderna”, disse Kim durante os testes, segundo a KCNA. Embora a aeronave de alerta tenha impressionado visualmente, os militares sul-coreanos questionam sua capacidade operacional, descrevendo-a como “grande, pesada e suscetível à interceptação”, segundo a agência de notícias Yonhap. Kim Jong-un supervisiona testes de drones ‘suicidas’ com IA e revela aeronave de alerta da Coreia do Norte – Divulgação/KCNA (Agência Central de Notícias Coreana) Analistas do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos de Londres apontam que, apesar de ampliar a vigilância aérea, uma única unidade não seria suficiente, e converter mais cargueiros em novas AEW poderia comprometer a frota norte-coreana. Kim também aprovou planos para expandir a produção dos drones e expressou satisfação com os “novos sistemas de armas de ataque e interferência eletrônica” em desenvolvimento, sinalizando uma transformação “qualitativa e quantitativa” no arsenal do país.   fonte: R7 Foto de capa:

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Navio da BYD chega ao Brasil com novos modelos e mais de 5 mil carros importados

Um imenso navio da BYD chegou ao porto de Aracruz, no Espírito Santo, trazendo uma carga de aproximadamente 5.500 carros da marca chinesa. Com 38 metros de largura e 200 metros de comprimento, o navio tem capacidade para transportar até 7 mil veículos. Esses carros foram importados devido ao fato de que a fábrica da BYD, localizada em Camaçari, na Bahia, ainda não iniciou suas operações. Entre os modelos trazidos, além dos mais conhecidos pelos brasileiros, destaca-se o BYD Denza B5, um veículo de luxo com estilo de jipe, motor de 686 cavalos de potência (CV) e autonomia de 1.200 quilômetros, que promete chamar a atenção no mercado nacional.

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Teste de foguete é considerado ‘sucesso’ mesmo com explosão na Noruega

Neste domingo (30), um foguete de teste da startup alemã Isar Aerospace caiu e explodiu apenas 40 segundos após sua decolagem de um porto espacial na Noruega. A empresa, responsável pelo projétil, afirmou que este foi um lançamento inicial e, apesar do ocorrido, considerou o teste um “sucesso”. O foguete não tripulado Spectrum foi lançado com o objetivo de realizar a primeira tentativa de voo orbital da Europa, uma iniciativa que envolve nações como Suécia e Reino Unido, com planos de explorar o mercado em expansão de missões espaciais comerciais. Apesar da falha, a Isar Aerospace destacou que o evento gerou dados valiosos, que serão essenciais para o aprimoramento dos próximos testes, reforçando a importância de aprender com os desafios enfrentados durante o processo. Fotos: Isar Aerospace e NASASpaceflight.com via Reuters

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Lula defende participação de Putin em negociações e critica postura de Zelensky sobre a paz

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva relatou, neste sábado (29), que vai conversar nesta semana com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a fim de encontrar uma solução para a guerra, iniciada em 2022. O brasileiro disse esperar que o ucraniano “esteja preocupado com a paz” e defendeu a participação de Vladimir Putin nas negociações. Além disso, citou uma viagem que vai fazer ainda neste ano para a Rússia. “Eu pretendo ir a Rússia em 9 de maio para as comemorações dos 80 anos da vitória da Segunda Guerra Mundial. Depois vou na China para reunião da Celac. E em todos esses fóruns eu vou tentar discutir a questão da paz. Porque o Brasil é um exemplo no mundo de um país que não tem contencioso. O último que tivemos foi na Guerra do Paraguai, e não foi o Brasil que começou”, disse Lula. “Essa semana tenho telefonema do Zelensky. Eu vou conversar. Eu espero que agora ele esteja preocupado com a paz, porque até então ele não estava. Até então ele achava que o Putin tinha que aceitar o acordo do jeito que ele queria. E não é assim. Ninguém é o senhor da razão, que pode impor sua vontade”, completou. As declarações foram dadas pelo presidente durante coletiva de imprensa, em Hanói, capital do Vietnã. Lula cumpriu agenda nos últimos dias no continente asiático e a previsão é de desembarque em Brasília neste domingo (29). “A conversa para ter paz é colocar Putin e Zelensky em torno de uma mesa, com quem eles convidarem, pararem de atirar, começar a plantar comida e discutir paz. É esse o nosso desejo.”   Fonte: R7 Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Europa pede que população estoque suprimentos para 72 horas em caso de emergências

A Comissão Europeia pediu nesta quarta-feira (26) para que a população da União Europeia (UE) mantenha estoques de suprimentos essenciais, como água, comida e medicamentos, suficientes para pelo menos 72 horas em caso de emergências. A recomendação faz parte da nova Estratégia de Preparação da União Europeia, uma iniciativa que busca fortalecer a resiliência do bloco diante de ameaças como guerras, desastres naturais, ataques cibernéticos e crises geopolíticas. A medida ocorre em meio a crescente preocupação com a segurança no continente, impulsionada especialmente pela guerra entre a Ucrânia e a Rússia, que perdura por mais de três anos. “Há três anos, na Ucrânia, temos visto um campo de batalha com bombas, drones e trincheiras. Nossa segurança europeia está diretamente ameaçada por isso”, disse em comunicado Hadja Lahbib, comissária europeia responsável pela preparação e gestão de crises. Além disso, a abordagem de confronto da administração de Donald Trump em relação à Europa, especialmente sobre contribuições para a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), tem levado o continente a reforçar sua própria prontidão militar. Lahbib também disse que outros “campos de batalha” modernos, como celulares, computadores e usinas de energia, estão sendo usados como armas contra as democracias europeias. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reforçou a importância da preparação. “Famílias em zonas de inundação devem saber o que fazer quando as águas sobem. Sistemas de alerta precoce podem salvar vidas em regiões atingidas por incêndios florestais”, disse. Von der Leyen também defendeu que a Europa precisa de “um novo nível de preparação” para prevenir crises e reagir rapidamente a desastres. Cultura de preparação Em um vídeo bem-humorado divulgado nas redes sociais, Lahbib listou itens indispensáveis para sobreviver às primeiras 72 horas de uma crise: água, comida não perecível, medicamentos, dinheiro em espécie, carregadores portáteis, lanterna e um rádio pequeno. “Pronta para qualquer coisa. Esse deve ser nosso novo estilo de vida europeu”, escreveu ela em uma postagem no X. A estratégia, detalhada em um documento de 18 páginas, inclui 30 ações-chave e um plano para criar uma “cultura de preparação” no bloco. Entre as prioridades, estão o aprimoramento de sistemas de alerta precoce, a garantia de serviços essenciais, como saúde e água potável, e o incentivo à autossuficiência da população. A Comissão planeja desenvolver diretrizes específicas para alcançar essa meta de 72 horas de autonomia e até incluir aulas de preparação nos currículos escolares, com foco em habilidades como combater a desinformação.   Fonte: R7 Foto: Divulgação/Comissão Europeia

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Itália restrige regras de cidadania por descendência; entenda

A Itália anunciou mudanças importantes nas normas para obtenção de cidadania por descendência, tornando mais restritivo o processo que anteriormente era considerado um dos mais acessíveis na Europa. De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, as novas regras limitam a concessão de cidadania italiana apenas a pessoas com pais ou avós italianos. Até o momento, qualquer indivíduo com um ancestral italiano vivo após 1861 tinha a possibilidade de solicitar a cidadania, independentemente do grau de parentesco. Essa alteração afeta diretamente milhares de brasileiros que estavam em busca do reconhecimento da sua herança italiana. Especialistas em cidadania italiana afirmam que as pessoas que já haviam iniciado o processo de reconhecimento não serão impactadas pela nova legislação. A implementação das novas regras será gradual, com a criação de uma nova instituição em Roma, a partir de 2026, que ficará responsável por julgar os processos administrativos, centralizando as decisões que antes eram feitas pelos consulados e pelas administrações locais italianas. A mudança levanta questões sobre as razões políticas por trás dessa decisão. Alguns analistas fazem comparações com políticas de imigração mais restritivas, como as adotadas pelos Estados Unidos durante o governo de Donald Trump. Além disso, o método utilizado para implementar a nova lei, por meio de um decreto, tem gerado discussões. Esse procedimento evita um debate mais amplo no Parlamento e na sociedade, gerando preocupações sobre a falta de transparência no processo legislativo. Essas modificações nas regras de cidadania representam um desafio considerável para muitos descendentes de italianos ao redor do mundo, especialmente no Brasil, que conta com uma das maiores comunidades de origem italiana fora da Itália. Essa nova política reflete uma tendência global de endurecimento nas legislações de imigração e cidadania, o que pode ter consequências duradouras nas relações internacionais e nos fluxos migratórios.

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Bill Gates prevê que a inteligência artificial substituirá médicos e professores em uma década

Bill Gates, ex-diretor executivo da Microsoft, compartilhou sua visão sobre o futuro da inteligência artificial (IA) durante uma entrevista com Jimmy Fallon, apresentador da NBC. O bilionário acredita que, em uma década, a IA será capaz de fornecer serviços médicos e educacionais com a mesma qualidade de um profissional altamente qualificado, e que essas assistências serão acessíveis a todos. Segundo Gates, a IA tornará possível oferecer aconselhamentos médicos de qualidade e aulas personalizadas a qualquer pessoa, sem custos, tornando esses serviços amplamente disponíveis. Ele destacou que, em breve, será comum ter acesso a bons conselhos médicos e aulas ministradas por IA. Ao refletir sobre os impactos dessa tecnologia, Gates comentou que a IA pode ajudar a solucionar questões trabalhistas atuais, como a escassez de médicos e profissionais de saúde mental, mas também levanta questionamentos sobre o futuro do trabalho. Ele questionou como será a dinâmica dos empregos e se as jornadas de trabalho poderão ser reduzidas para apenas dois ou três dias por semana. Quando perguntado sobre a necessidade de humanos no futuro, Gates foi direto: “Não para a maioria das tarefas”. No entanto, ele destacou que certas atividades, como assistir esportes, continuarão sendo de interesse humano. “Por exemplo, no baseball, as pessoas não vão querer ver computadores jogando. Algumas coisas ainda serão feitas por nós. Mas tarefas como mover objetos ou cozinhar comida, com o tempo, serão basicamente resolvidas pela IA”, concluiu.   Foto: Reprodução/Bill Gates/Facebook

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Terremoto de 7,7 graus de magnitude abala Mianmar e Tailândia

Um terremoto de 7,7 graus de magnitude sacudiu nesta sexta-feira (28) Mianmar e os efeitos do fenômeno foram sentidos na China e na Tailândia, onde as autoridades decretaram estado de emergência e mais de 40 operários estavam presos após o desabamento de um prédio em construção. O epicentro do tremor foi localizado a 16 quilômetros da cidade de Sagaing, em Mianmar, a uma profundidade de 10 quilômetros, por volta das 12h50min locais (3h20min de Brasília), informou o Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS). O terremoto foi seguido por um tremor secundário de 6,4 graus de magnitude na mesma região poucos minutos depois, também a uma profundidade superficial de 10 quilômetros. O sismo atingiu com força o norte da Tailândia e também a capital Bangcoc, a quase 1 mil quilômetros de distância do epicentro.   As autoridades tailandesas decretaram estado de emergência na capital, onde o terremoto provocou muitos danos e o balanço de vítimas ainda é desconhecido. Em Bangcoc, um edifício em construção de mais de 30 andares desabou e pelo menos 43 operários ficaram presos nos escombros, segundo as autoridades. “Quando cheguei para inspecionar o local, ouvi pessoas pedindo ajuda”, declarou à AFP Worapat Sukthai, vice-comandante da polícia do distrito de Bang Sue.   Equipes de resgate procuram por vítimas em prédio que desabou | Foto: Lilian Suwanrupha / AFP / CP   O policial disse que acredita que há “centenas de feridos”, mas que as autoridades ainda estão determinando o número de vítimas. Em Mianmar, a junta militar que governa o país decretou estado de emergência em seis regiões. O comandante da junta, Min Aung Hlaing, visitou um hospital na capital Naypyidaw. Um funcionário de um hospital da capital relatou um “grande número de vítimas”. Em outro centro médico, vários feridos recebiam atendimento no chão, segundo imagens da AFP. Uma equipe de jornalistas estava no Museu Nacional da capital birmanesa quando o edifício começou a tremer. Algumas partes do teto cederam e as paredes sofreram rachaduras. O tremor durou meio minuto, segundo testemunhas. Terremoto sentido na China Na capital tailandesa, prédios de escritórios e estabelecimentos comerciais foram rapidamente evacuados diante da potência do terremoto e algumas linhas de trem e metrôs suspenderam as viagens. A onda sísmica também foi sentida em Chiang Mai. “Eu estava dormindo em casa. Corri para o mais longe que consegui do prédio, ainda de pijama”, disse à AFP Duangjai, morador da cidade turística no norte da Tailândia. Sai, outro residente de 76 anos, saiu correndo da loja onde trabalha. “É o tremor mais forte que já senti em minha vida”, afirmou. O terremoto também foi sentido na província chinesa de Yunnan, na fronteira com Mianmar, de acordo com o Centro de Redes Sísmicas da China (CENC), que calculou a magnitude em 7,9. Os terremotos em Mianmar são relativamente frequentes. Entre 1930 e 1956, seis tremores com magnitude 7 ou superior foram registrados na falha de Sagaing, que percorre o centro do país, segundo o USGS. O ritmo vertiginoso de desenvolvimento das cidades birmanesas, combinado com infraestruturas precárias e um planejamento urbanístico deficiente, tornam o país vulnerável a terremotos e outros desastres. O sistema de saúde está saturado, em particular nas zonas rurais do país do sudeste asiático. Além disso, Mianmar é cenário de grande instabilidade desde o golpe militar de fevereiro de 2021, que desencadeou uma repressão violenta e combates entre o Exército e grupos étnicos armados e dissidentes.   Fonte: R7 Foto de capa: Lilian Suwanrumpha / AFP / CP

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