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Tag: economia

Clubes de futebol se posicionam de forma contrária à reforma tributária

Aumento em tributação para SAFs de 5% para 8,5% pode ameaçar investimentos e futuro financeiro das agremiações, dizem times   Por meio de um comunicado emitido nesta terça-feira (17) nas redes sociais, os clubes brasileiros se posicionaram de forma contrária aos impactos da reforma tributária. O receio dos dirigentes é que as mudanças possam ameaçar os investimentos e o futuro financeiro das agremiações. O texto foi divulgado pela Liga Forte União do Futebol Brasileiro e pela Liga do Futebol Brasileiro, que representam ao menos 40 clubes no país, antes de a Câmara dos Deputados aprovar o projeto que regulamenta a reforma. Atualmente, a Lei da SAF estabelece o Regime de Tributação Específica do Futebol, no qual 5% das receitas de uma SAF devem ser recolhidos mensalmente. A redação final da proposta que regulamenta a reforma tributária aprovada pela Câmara ampliou esse tributo para 8,5%, mudando a proposta do Senado, que era de manter a taxa em 5%. No comunicado, as entidades dizem que “a aprovação desta alteração, caso se confirme, poderá impedir a criação, como já se anuncia dentro e fora do País, do futuro maior mercado do planeta; e, pior: afastar investimentos futuros, com enormes impactos esportivos, sociais e econômicos; e desincentivar projetos em andamento — inclusive aqueles que já se revelam exitosos”. Alguns clubes replicaram a nota, entre eles o Botafogo. A mudança tributária, segundo os clubes, pode afetar as várias fases de um planejamento esportivo como investimentos nas categorias de base, criação e melhorias de estádios e Centros de Treinamentos e afetar na contratação de atletas e na captação de patrocínios. A elevação dos custos seria um perigo ainda maior para as equipes de menor porte, que buscam um horizonte no cenário esportivo por meio de apoio de investidores. A nota informa que a criação da SAF facultou aos clubes a adoção de um modelo empresarial destinado especificamente à administração do futebol. Em menos de três anos, de acordo com o comunicado, “95 clubes ao redor do Brasil se transformaram ou nasceram enquanto SAFs”. O texto ressalta que, “das agremiações que disputaram a Série A do Campeonato Brasileiro, 40% utilizam esse formato de administração”.   Imagem: Rafael Ribeiro/CBF

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Congresso Nacional vota lei de diretrizes orçamentárias e pacote fiscal nesta quarta

Câmara já aprovou o primeiro projeto do pacote, que estabelece gatilhos fiscais e autoriza o bloqueio de emendas   O Congresso Nacional se reúne nesta quarta-feira (18) para uma série de votações importantes, incluindo a análise da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025, que estabelece as bases para o Orçamento do próximo ano. O texto, já aprovado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) na terça-feira (17), será votado em sessão conjunta de deputados e senadores. A LDO não apresenta valores específicos para cada rubrica, mas define as diretrizes para a elaboração do Orçamento. Além da LDO, os deputados retomam hoje a análise das propostas que compõem o pacote de contenção de gastos enviado pelo governo federal. Na terça-feira (17), a Câmara aprovou o primeiro projeto do pacote, que estabelece gatilhos fiscais e autoriza o bloqueio de emendas parlamentares para assegurar o cumprimento das metas do arcabouço fiscal. A medida foi aprovada por 318 votos a favor e 149 contrários. Entre os destaques que serão votados hoje estão as propostas que alteram: Regras de acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC): A proposta prevê um pente-fino em benefícios sociais e altera a fórmula de reajuste do salário mínimo. Mudanças no abono salarial: Ajustes que limitam as concessões de benefícios em linha com o teto fiscal. O relator do texto sobre o BPC, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), indicou que deve manter as regras de valorização do salário mínimo propostas pelo governo, com um crescimento real limitado ao intervalo do arcabouço fiscal (0,6% a 2,5% ao ano). Para 2025, o limite será de 2,5%, gerando uma economia de cerca de R$ 7 bilhões no próximo ano. Alterações no projeto aprovado O texto-base aprovado ontem passou por alterações importantes: Trava para emendas parlamentares: Foi mantida a autorização para o governo contingenciar até 15% das emendas parlamentares, caso necessário. Uso de superávit de fundos públicos: Saldo positivo de fundos como o Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD) e o Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (Funset) poderá ser utilizado exclusivamente para amortização da dívida pública, não mais de forma livre. Exclusão de mudanças tributárias: Foi retirado o trecho que autorizava o governo a limitar a concessão de créditos tributários para compensar déficits fiscais. Senado em espera Após aprovação na Câmara, os projetos do pacote fiscal seguem para análise do Senado. Apesar do calendário apertado — o Congresso encerra os trabalhos na sexta-feira (20) — o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), declarou otimismo: ”Estamos mantendo o otimismo de que somos capazes de fazer essa apreciação a tempo.” Orçamento de 2025 ainda em discussão A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025 também está no radar. Pacheco não descartou que a votação do Orçamento possa se estender até sábado (21), caso seja necessário aguardar a aprovação completa do pacote fiscal para ajustar as metas e projeções financeiras. Com prazos curtos e matérias complexas em debate, o Congresso concentra esforços para encerrar o ano com as diretrizes fiscais e orçamentárias definidas. As decisões tomadas nesta semana serão cruciais para o planejamento econômico do governo em 2025.   Imagem: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

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Dólar avança a R$ 6,16 com remessas e espera da conclusão das votações do pacote fiscal

Governo fez leilão do dólar, mas os efeitos foram muito aquém do esperado   O dólar não dá trégua e volta a subir até R$ 6,16 (+0,74%) no mercado à vista na manhã desta quarta-feira (18) após abertura perto da estabilidade. Além da espera pela conclusão das votações do pacote fiscal na Câmara, prevista para esta quarta, o mercado sustenta demanda cambial, em especial por empresas e fundos, para remessas de dividendos ao exterior ainda nesta semana, antes das festas de fim de ano. O secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, demonstra preocupação com o dólar acima de R$ 6 apontando os impactos diretos nos preços e na inflação, em entrevista ao Valor Econômico. “É evidente que uma taxa acima de R$ 6 nos preocupa, com os impactos em preços. Temos que trabalhar, aprovando as medidas que enviamos para o Congresso, demonstrando sempre que possível o nosso compromisso com equilíbrio fiscal e com a retomada dos superávits primários”, afirmou. Os juros futuros curtos sobem e os longos aliviam após anúncio das condições das ofertas dos leilões de compra e venda de títulos, que serão realizadas pelo Tesouro nesta quarta. Outros leilões, de compra e venda de títulos, serão realizados também nesta quinta e sexta-feira. Leilão para segurar o dólar É a primeira vez desde maio de 2020, durante a pandemia de Covid-19, que o órgão cancela um leilão tradicional de títulos públicos de quinta-feira e anuncia intervenção na tentativa de acalmar o estresse no mercado com o pacote fiscal. Os investidores não relaxam enquanto a Câmara e o Congresso não concluírem as votações do pacote fiscal e leis orçamentárias. Na terça (17), a Câmara aprovou o primeiro dos três projetos do pacote fiscal e agora faltam outras duas propostas que devem ser votadas nesta quarta: a que impõe teto de 2,5% de valorização real do salário mínimo e endurece regras do BPC, além de PEC com medidas complementares. O Congresso ainda deve analisar a LDO. A expectativa pela decisão de juros do Fed (16H) e pelos sinais do seu presidente, Jerome Powell, sobre os possíveis próximos passos do BC americano também deixa o investidor na defensiva. O mercado espera corte de 25 PB hoje, para o intervalo de 4,25% a 4,50% ao ano, e possíveis sinais sobre mudança de rumo diante do novo governo de Donald Trump a partir de janeiro, que promete impor tarifas, inclusive ao Brasil, o que é visto como potencialmente inflacionário. Por enquanto, não há leilão cambial programado para esta quarta. Em 4 dias úteis, desde a última quinta, o Banco Central vendeu US$ 12,7 bilhões em leilões cambiais, maior volume desde a pandemia, em março de 2021. Ainda assim, ontem, o dólar voltou a fechar em alta, renovando a máxima histórica em relação ao real, cotado a R$ 6,0961. Às 9h54, o dólar à vista ganhava 0,62%, a R$ 6,1327. O dólar para janeiro subia 0,41%, a R$ 6,1365.

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IPTU em Limeira terá reajuste de 4,87% em 2025

Imposto terá desconto de 5% no pagamento à vista, afirma Prefeitura de Limeira   A Prefeitura de Limeira divulgou que o Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) terá em 2025 uma correção do imposto a ser aplicada em 2025 será de 4,87% (que corresponde à variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo — IPCA-IBGE de dezembro de 2023 a novembro de 2024). O decreto publicado no Jornal Oficial do Município do último sábado (14). Segundo o decreto, de autoria do prefeito Mario Botion, estabelece um percentual de desconto na ordem de 5% para o contribuinte que optar pelo pagamento do tributo em cota única (à vista). Com isso, a opção por esta forma de pagamento será mais vantajosa para o contribuinte do que a parcelada.   Matéria: Anna Beatriz Viganó Imagem: Wagner Morente

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Dólar fecha o dia a R$ 6,09 e renova recorde apesar de leilões do Banco Central

Autoridade monetária fez dois leilões durante o dia e vendeu US$ 4,6 bilhões, o que não foi suficiente para conter alta   O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (16) vendido a R$ 6,0934, em alta de 1,03%, e renovou o recorde em mais de 30 anos do real. O resultado aconteceu apesar de o Banco Central ter feito dois leilões ao longo do dia para segurar a moeda. Um leilão logo após a abertura do mercado, tendo comercializado US$ 1,6 bilhão — o lote foi todo vendido, a R$ 6,04. Mais tarde, foi feito um novo leilão, de US$ 3 bilhões, com compromisso de recompra (o chamado leilão de linha). Esse lote também foi todo vendido. As ofertas de liquidez feitas nessa segunda-feira visavam suprir a demanda maior de empresas para remessas de dividendos de fim de ano ao exterior, mas não desviaram o dólar do sinal de alta, o que reflete uma enorme cautela do mercado financeiro com o cenário fiscal. A apresentação de um pacote de contenção de gastos pelo governo teve efeito contrário ao esperado: ampliou as desconfianças do mercado em relação à capacidade do Executivo de melhorar as contas públicas, o que teve efeito direto no câmbio. Por causa disso, na última semana o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu endurecer a política monetária, elevando a taxa de juros em um ponto porcentual (de 11,25% para 12,25%), e sinalizando mais duas altas de mesma magnitude nas reuniões seguintes.

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Em ata, Banco Central projeta taxa de juros em 14,25% ao ano em março de 2025

Diretores defenderam ‘firme compromisso’ de convergência da inflação à meta   O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central divulgou nesta terça-feira (17) a ata da reunião da semana passada em que aumentou em 1 ponto percentual a taxa de juros. No documento, os diretores da autoridade monetária defenderam o “firme compromisso” de convergência da inflação à meta e projetaram mais duas altas similares da taxa Selic nas reuniões de janeiro e março. Caso as decisões sejam confirmadas, os juros chegarão a 14,25% ao ano em março do ano que vem. “O comitê então decidiu, unanimemente, pela elevação de 1 ponto percentual na taxa Selic e pela comunicação de que, em se confirmando o cenário esperado, antevê ajuste de mesma magnitude nas próximas duas reuniões”, informou o documento. A alta é a terceira consecutiva desde setembro, e a maior desde maio de 2022, quando o comitê também tinha aumentado a Selic em 1 ponto percentual. A decisão veio alinhada às expectativas do mercado financeiro, que projetava a elevação dos juros. A nova taxa valerá ao menos pelos próximos 45 dias, quando os diretores do BC voltam a se encontrar para discutir novamente a conjuntura econômica nacional. No comunicado, o Copom afirmou que vê o cenário de inflação “mais desafiador em diversas dimensões”. Os diretores citaram um cenário de “atividade resiliente” com dinamismo maior do que esperado, como evidenciado na divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre, e o aquecimento do mercado de trabalho, com aumento da população ocupada e queda da taxa de desemprego. “O ritmo de crescimento do consumo das famílias e da formação bruta de capital fixo indica uma demanda interna crescendo em ritmo bastante intenso, apesar da política monetária contracionista”, diz o texto. O Banco Central também relata que o cenário de inflação de curto prazo “se deteriorou”. A avaliação decorre da alta “significativa” dos preços dos alimentos, em função da inflação das carnes. “Esse aumento tende a se propagar para o médio prazo em virtude da presença de importantes mecanismos inerciais da economia brasileira.”   Imagem: Divulgação/Banco Central

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Isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil pode dobrar número de beneficiados, aponta estudo

Proposta está incluída no pacote fiscal apresentado pelo governo Lula e que se encontra à espera de votação no Congresso Nacional   Incluída no pacote fiscal apresentado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva e à espera de votação no Congresso Nacional, a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil pode dobrar o número de beneficiados no país. Atualmente, 10 milhões de pessoas são isentas do pagamento. Com a medida, o número pode totalizar 20 milhões de trabalhadores, de acordo com dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). A expectativa é de que a Câmara dos Deputados possa votar a proposta nesta semana, antes do recesso parlamentar que começa dia 20 de dezembro. O presidente Arthur Lira (PP-AL) cancelou o funcionamento das comissões para dar especial atenção ao pacote de revisão de gastos. Com a medida, os próximos dias serão destinados exclusivamente à votação de propostas no plenário da Casa. Não há, ainda, data da votação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo para que as medidas fiscais não sejam desidratadas pelos congressistas, informou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na última segunda-feira (16). O pacote fiscal inclui, além da isenção do imposto de renda, medidas como alteração nas regras do salário mínimo, abono salarial, benefício de prestação continuada e Bolsa Família. “O apelo que ele [Lula] está fazendo é para que as medidas não sejam desidratadas. Nós temos aí um conjunto de medidas que garante a robustez do arcabouço fiscal. Nós estamos muito convencidos de que vamos continuar cumprindo as metas fiscais nos próximos anos. E, para a surpresa de alguns, nós não só alteramos como vamos cumprir as metas em 2024″, disse Haddad na ocasião. O que mais diz o estudo De acordo com o Dieese, a proposta traria impactos positivos também para a faixa de renda situada entre R$ 5 mil e R$ 7,5 mil. Os trabalhadores nessa parcela não seriam isentos, mas pagariam um imposto menor do que o pago atualmente. Esse segmento, por sua vez, representa pouco mais de 16 milhões de brasileiros. A medida é compensada, então, pelo aumento do tributo para aqueles que ganham mais de R$ 50 mil, número que giraria em torno de 100 mil pessoas. Atualmente, a alíquota efetiva do imposto de renda para o 1% mais rico no Brasil é de 4,2%, enquanto o 0,01% mais rico é de 1,75%. A ideia, então, é criar um imposto progressivo de até 10% para os super-ricos. A taxação dos milionários no país, inclusive, é plenamente financiada com a isenção do tributo para aqueles que ganham até R$ 5 mil, apontou estudo da USP (Universidade de São Paulo). Aumento de renda disponível O estudo do Dieese indica ainda o aumento de renda disponível, caso avance a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil. Hoje em dia, quem ganha esse valor paga R$ 335,15/mês de tributo. “A isenção para esse segmento da população garantiria a ela anualmente R$ 4.467,55 adicionais, ou seja, praticamente um salário a mais por ano”, argumenta o levantamento. O documento chama a atenção de que os parlamentares devem se preocupar com a aprovação de medidas que possam beneficiar os trabalhadores. E deixar de lado estratégias de poder e manutenção das bases eleitorais. Na análise, as prioridades do Congresso Nacional podem dificultar a construção de um ambiente favorável com as iniciativas. “Isso significa que a luta para garantir que sejam aprovadas medidas que realmente beneficiem a população e reduzam a concentração de renda no país pode enfrentar longo e árduo caminho em um cenário legislativo fragmentado e repleto de interesses conflitantes”, diz. “A mobilização de diferentes setores da sociedade, o empenho do governo e dos parlamentares serão essenciais nesse processo, assim como a transparência e o diálogo aberto com a população”, defende o Dieese.   Imagem: Joédson Alves/Agência Brasil

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Votação do Orçamento de 2025 pode começar a partir desta terça em comissão do Congresso

Comissão Mista tem na pauta definição das regras gerais para elaboração do Orçamento e detalhes da utilização dos recursos   A Comissão Mista de Orçamento (CMO) inicia nesta terça-feira (17) uma semana decisiva com a votação de dois projetos fundamentais: a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2025 e a LOA (Lei Orçamentária Anual) de 2025. Ambos os textos estão na pauta da comissão e são essenciais para o planejamento financeiro do próximo ano. A LDO, que define as regras gerais para a elaboração da LOA, precisa ser analisada antes do Orçamento propriamente dito. Após a aprovação na comissão, os dois textos serão encaminhados para votação em sessão conjunta de deputados e senadores, prevista para quarta-feira (18) e quinta-feira (19). Prazos apertados Os congressistas têm pressa em concluir as votações antes do recesso parlamentar, que começa oficialmente em 23 de dezembro. O último dia útil para os trabalhos legislativos é sexta-feira (20). Conforme previsto na Constituição, a LDO deveria ter sido votada até julho, antes do recesso do meio do ano. No entanto, impasses relacionados às regras e ao pagamento de emendas parlamentares atrasaram a tramitação do texto. O relator da LDO, senador Confúcio Moura (MDB-RO), explicou, em conversa com jornalistas, que parte dos atrasos foi devido às decisões do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), sobre emendas parlamentares. Em agosto, Dino suspendeu o pagamento das emendas por falta de transparência e, no início de dezembro, autorizou a retomada com novas regras, o que gerou insatisfação entre os parlamentares. O relatório preliminar da LDO foi aprovado em 4 de dezembro, etapa protocolar que abriu caminho para a apresentação de emendas pelos deputados e senadores. Agora, a votação do relatório final será decisiva para avançar com o planejamento orçamentário de 2025. A LDO estabelece as diretrizes para o Orçamento, determinando metas e prioridades da administração pública federal, além de regras para a gestão fiscal. Já a LOA detalha os gastos e receitas do governo para o próximo ano, incluindo as dotações para programas, investimentos e despesas obrigatórias. Imagem: Geraldo Magela/Agência Senado

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Brasil terá maior alíquota do mundo após reforma tributária no Senado

Futuro IVA terá alíquota de 28,55%, superando a Hungria As concessões de última hora no projeto de lei complementar que regulamenta a reforma tributária farão o Brasil ter a maior alíquota de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) do planeta. O futuro IVA será de 28,55%, superando a Hungria, país que atualmente cobra 27% e lidera a cobrança desse tipo de tributo. Aprovada pelo Senado na quinta-feira (12), a proposta voltará a Câmara dos Deputados. Apenas a inclusão do setor de saneamento na alíquota reduzida em 60% elevará a alíquota em 0,38 ponto percentual. Apresentado pelo relator da reforma tributária no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), o cálculo de 28,55% é preliminar. O número poderá subir após o secretário extraordinário da Reforma Tributária no Ministério da Fazenda, Bernard Appy, apresentar os cálculos definitivos. “O governo está satisfeito com a aprovação do PLP 68, mas sempre ressaltando que o governo preferiria que houvesse menos exceções, mas isso faz parte da construção política”, afirmou Appy após o fim da votação no Senado. O texto aprovado pela Câmara dos Deputados previa alíquota padrão de 27,97%, que superava a da Hungria. A tramitação no Senado elevou a alíquota em 0,58 ponto. Isso ocorre porque, ao dar tratamentos especiais para determinados setores da economia, os demais segmentos deverão pagar alíquotas mais altas para que o governo arrecade o mesmo. Os cálculos foram realizados com base na premissa da reforma de não elevar a carga tributária (peso dos tributos sobre a economia). Para que a arrecadação dos tributos sobre o consumo continue em 12,45% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos), a soma das alíquotas da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) deverá ficar na faixa estipulada pelo estudo. Além do setor de água e esgoto, o Senado incluiu serviços funerários, medicamentos oncológicos e de doenças raras, remédios de manipulação e fraldas nas alíquotas reduzidas em 60%. Outros benefícios foram a ampliação do cashback, devolução parcial de tributos para a população mais pobre, para serviços de telecomunicações, a ampliação de descontos para o setor imobiliário e a criação de uma faixa de isenção de IVA para aluguéis. Sonegação O relator da reforma tributária no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), argumenta que a alíquota efetiva pode não chegar a esse valor. Isso porque o novo sistema tributário reduzirá “brutalmente” a sonegação de impostos e as contestações na Justiça. Caso a evasão fiscal diminua e o governo recupere parte da arrecadação perdida por décadas, o impacto das exceções incluídas pelos parlamentares será diluído, abrindo espaço para uma alíquota mais baixa. “Eu estou convencido de que as alíquotas provarão que nós teremos uma alíquota-padrão menor do que nós estamos imaginando”, disse o senador após o fim da votação. Braga argumenta que a tecnologia das notas fiscais eletrônicas, que reduzem fraudes, e a queda da informalidade após um sistema tributário mais funcional movimentarão a economia, elevando a arrecadação do governo e diminuindo a alíquota padrão. Trava Em tese, a alíquota padrão vigorará até 2031, devendo cair para 26,5% a partir de 2032. O texto aprovado pelo Senado definiu um prazo de 90 dias a partir de dezembro de 2030 para que o governo envie ao Congresso um projeto de lei complementar que reduza incentivos fiscais, caso a alíquota padrão de referência do Imposto sobre Valor Adicionado fique superior a 26,5%. Dessa forma, o texto terá de ser enviado até o fim de março de 2031. A versão anterior, aprovada pela Câmara, não estabelecia prazo para o envio. O governo poderia mandar o texto ao Congresso a qualquer momento de 2031, para que as mudanças entrassem em vigor em 2032, seguindo o princípio da anualidade, segundo o qual aumentos de impostos só podem valer no ano seguinte à sanção da lei. Segundo a emenda constitucional da reforma tributária sobre o consumo, haverá uma trava sobre a carga tributária (peso dos impostos sobre a economia). Em troca, a cada cinco anos, o governo avaliará os efeitos dos incentivos fiscais, podendo reverter as medidas que não trouxerem resultados concretos sobre a economia. Durante a tramitação final do projeto de lei complementar, a Câmara enrijeceu a trava, estabelecendo a alíquota máxima de 26,5% para o IVA. A ideia de limitar a carga tributária em troca da revisão dos incentivos fiscais foi estabelecida por Braga durante a tramitação da emenda constitucional da reforma tributária no Senado, também relatada por ele. “Esta não é a reforma definitiva. Como foi dito aqui antes, na Emenda Constitucional 132, nós estabelecemos a obrigatoriedade das revisões dos regimes específicos, dos benefícios fiscais. Nós teremos, periodicamente, revisão sobre esse texto para que possamos ir aperfeiçoando, melhorando”, disse o Senador nesta semana, durante a leitura do relatório. A primeira avaliação quinquenal será feita em 2031, com base nos dados de 2030. A partir daí, as demais avaliações deverão ocorrer a cada cinco anos. Nas últimas semanas, Braga e o Ministério da Fazenda discutiram medidas para tornar a trava mais efetiva, mas a principal mudança do relator foi a inclusão do prazo para envio do projeto de lei ao Congresso.   Fonte: Agência Brasil Imagem:  José Cruz/Agência Brasil

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Bets: AGU diz que há dificuldades para impedir uso do Bolsa Família

O governo federal apontou que há dificuldades para identificar nas contas os recursos provenientes dos benefícios e o dinheiro de outras fontes de renda   A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou nesta sexta-feira (13) ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, um pedido de esclarecimento sobre a decisão que determinou ao governo federal a adoção de medidas imediatas para proibir o uso de programas sociais para realização de apostas eletrônicas, conhecidas como bets. No documento, a AGU informa que há dificuldades operacionais para cumprir a decisão do ministro Luiz Fux, do STF, proferida no mês passado, para impedir gastos dos beneficiários com as apostas. O governo federal apontou que há dificuldades para identificar nas contas os recursos provenientes dos benefícios e o dinheiro de outras fontes de renda. Dessa forma, não é possível impedir que a conta seja utilizada para apostas. Outro esclarecimento feito pela AGU trata da abrangência da restrição das apostas. O objetivo é esclarecer se a determinação vale também para apostas de bets estaduais. Barreiras “A adoção de medidas imediatas encontra barreiras de ordem prática de difícil superação, razão pela qual faz-se imprescindível o aclaramento do acórdão recorrido”, afirmou a AGU. Não há prazo para o julgamento do pedido de esclarecimento. No dia 14 de novembro, o plenário do Supremo ratificou a liminar proferida por Luiz Fux. Na decisão, o ministro também determinou que as regras previstas na Portaria nº 1.231/2024, do Ministério da Fazenda, sobre a proibição de ações de comunicação, de publicidade e propaganda e de marketing dirigidas a crianças e adolescentes tenham aplicação imediata. O processo que motivou o debate foi protocolado no STF pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade questiona a Lei 14.790/2023, que regulamentou as apostas online de quota fixa. Na ação direta de inconstitucionalidade (ADI), a CNC diz que a legislação, ao promover a prática de jogos de azar, causa impactos negativos nas classes sociais menos favorecidas.   Fonte: Agência Brasil  

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