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Sindicato de Atletas SP alerta para atrasos salariais na Ponte Preta

Entidade diz acompanhar com preocupação a situação dos jogadores e afirma que inadimplência recorrente expõe fragilidade das relações de trabalho no esporte nacional e falhas nos mecanismos de fiscalização e punição

O Sindicato de Atletas de São Paulo (SINDICATO DE ATLETAS SP) informou que acompanha com preocupação os atrasos salariais enfrentados pelos jogadores da Associação Atlética Ponte Preta. Para a entidade, o caso reforça um problema recorrente no futebol brasileiro: a instabilidade nas relações de trabalho e a falta de garantias efetivas de pagamento aos atletas.

Segundo o sindicato, a situação não é isolada e reflete um cenário mais amplo no país, no qual até clubes da Série A convivem com atrasos de salários e direitos de imagem. A entidade afirma que a realidade decorre de um ambiente de fragilidade financeira estrutural, agravado por mecanismos legais e interpretações que, ao longo dos anos, teriam reduzido a responsabilização dos clubes por inadimplência.

O sindicato lembra que, desde 2012, defende medidas mais rígidas contra clubes inadimplentes, como perda de pontos, mas afirma que a falta de aplicação efetiva dessas propostas agravou a insegurança no futebol. Também destaca que, em 2018, acionou FPF e CBF por questões ligadas ao Profut, criticando decisões que teriam permitido o alongamento de dívidas sem garantir o pagamento regular de salários e direitos trabalhistas.

Sobre a situação específica da Ponte Preta, o sindicato informou que realizou reuniões com atletas e dirigentes, atuando como intermediador nas negociações e prestando orientação jurídica aos jogadores. A entidade também aponta que parte dos atletas do time de Campinas (SP) enfrenta dificuldades para romper contratos diante da insegurança profissional e da limitação de oportunidades no mercado.

De acordo com o sindicato, a diretoria do clube havia apresentado prazos para regularização dos débitos, mas eles não foram cumpridos integralmente.

Por fim, a entidade defende que a Federação Paulista de Futebol (FPF) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) assumam papel mais ativo na discussão sobre sustentabilidade financeira e proteção trabalhista no futebol. Para o sindicato, a ausência de mecanismos efetivos de fiscalização e punição contribui para o aumento da instabilidade no setor.

“O futebol brasileiro precisa discutir esse tema com seriedade e responsabilidade. Quem vive sem receber salários são os atletas — e não as entidades que comandam o esporte”, conclui a entidade.

 

Foto: Reprodução/Ponte Preta

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