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Pisos SPC avançam no mundo e no Brasil, e consumo nacional cresce 250% em três anos

Vendas globais de pisos rígidos crescem 26,64% em um ano e abrem espaço para fabricantes brasileiros de revestimentos vinílicos

As vendas de pisos SPC dos associados da MMFA chegaram a 85,74 milhões de m² em 2025, um crescimento de 26,64% em relação a 2024, segundo dado divulgado pela entidade em março de 2026. O resultado mostra a força de um segmento que vem redesenhando o mercado internacional de revestimentos e que, no Brasil, ganha escala com a produção nacional.

Para José Nilson Junior, CEO e fundador da Vexa, a explicação está na combinação de praticidade, resistência, estética e economia. “Este crescimento é impulsionado pela busca por soluções que combinem praticidade, resistência, estética e redução dos custos e prazos das obras”, afirma. Na construção civil, a instalação por encaixe favorece reformas mais rápidas e reduz etapas de execução. Na arquitetura, a evolução das tecnologias de impressão e texturização permite reproduzir com mais realismo a aparência da madeira e da pedra, o que atende à preferência por ambientes integrados.

O Brasil segue o movimento internacional, com crescimento expressivo nas vendas de SPC. Segundo José Nilson, o consumo nacional do produto cresceu 250% em três anos, em um mercado em que o SPC tinha participação pequena e preço elevado e, em dois anos, ficou mais acessível.

Para o executivo, o cenário representa uma oportunidade para a indústria nacional, que historicamente fabricava apenas LVT. “Um produto nacional com qualidade superior e garantia, e isso se refletiu nos resultados, não só da Vexa, mas do mercado brasileiro como um todo, que passou a usar mais SPC, com um crescimento muito acelerado”, afirma.

Os desafios para ampliar o uso dos pisos vinílicos no país, segundo ele, são o conhecimento do produto e a mão de obra para instalação. “Mesmo sendo um produto com boa presença de mercado, ainda é pouco conhecido pela maioria da população. Mas isso vem mudando ano a ano”, avalia.

A principal diferença entre o SPC (Stone Plastic Composite) e o LVT (Luxury Vinyl Tile) está na composição e na rigidez do núcleo. O SPC tem núcleo rígido, composto principalmente por PVC e cargas minerais. O LVT tradicional é mais flexível.

Segundo José Nilson, a rigidez permite que o SPC seja usinado para formar os encaixes das placas e instalado sobre pisos com alguma irregularidade. “Isso traz uma grande vantagem em agilidade, praticidade e redução de materiais como autonivelante e adesivo”, diz. O LVT, por sua vez, exige uma regularização bem-feita do contrapiso e é instalado com cola. Ambos podem ser usados em ambientes residenciais, corporativos e comerciais, desde que com a especificação adequada.

Entre os profissionais de arquitetura, pesam principalmente a estética e o desempenho técnico. “Se, além disso, for fácil de instalar e couber no orçamento determinado pelo cliente, melhor ainda, e este é exatamente o caso do SPC”, afirma o executivo.

Nesse contexto, a Vexa se posiciona como referência. Criada em 2024, a empresa nasceu após quase um ano de pesquisa da família Crispim. José Nilson e seus filhos eram acionistas proprietários do Grupo Elizabeth, do qual se desfizeram em 2023. A partir de janeiro de 2024, passaram a estudar novas possibilidades no mercado de revestimentos e chegaram à decisão de montar no Brasil uma fábrica de pisos vinílicos rígidos SPC, a primeira da América Latina.

“Após uma pesquisa complexa, constatamos a oportunidade do desenvolvimento de um SPC nacional para construção a seco no mercado brasileiro. Isso, aliado ao DNA de indústria da família, nos fez tomar a decisão”, conta o fundador.

Após a inauguração, em 2024, da linha de pisos vinílicos clicados, a Vexa passou também a produzir pisos vinílicos colados, categoria com maior demanda no mercado brasileiro. Hoje, a empresa está presente em todas as regiões do país e em mercados da América Latina, como Bolívia, Argentina, Paraguai e Uruguai. “Nosso crescimento em vendas é sólido e contínuo, bem como os investimentos em capacidade produtiva e inovação”, diz José Nilson.

Em 2025, já consolidada no fornecimento de pisos colados e clicados, a Vexa passou a buscar novos horizontes. No primeiro trimestre de 2026, lançou o revestimento de parede em placas de SPC, que reproduz a naturalidade da madeira com uma obra mais rápida e limpa. Em agosto de 2026, completou a linha com o teto vinílico. Surgiu assim a coleção Do Chão ao Teto, com seis cores, que reúne piso, parede e teto com o mesmo visual.

Para os arquitetos, a proposta responde a uma lacuna. “Arquitetos gostam de inovação. Hoje não há muitos materiais com os quais seja possível combinar piso, teto e parede com o mesmo visual; o que se faz é adaptar produtos, como colar piso no teto e na parede”, diz o executivo. “Nossa proposta é ter produtos específicos para cada uso, com características técnicas diferentes, porém com o mesmo visual. Com isso, ganhamos facilidade de instalação e custo, com um visual incrível.”

Os pisos da Vexa utilizam o sistema Uniclic, patenteado e produzido sob licença da Unilin Technologies, com o dispositivo ClickControl, que assegura a precisão do encaixe. A linha inclui microvinco, manta acústica Vexa para redução de ruído, verniz de ultraproteção e PVC virgem. Os produtos são à prova d’água, têm proteção contra vírus e bactérias e atendem a uso residencial intenso e comercial geral.

Na categoria LVT, a empresa oferece as linhas Versa, com oito padrões inspirados na madeira e indicada para uso residencial, e Quadra, com quatro padrões de estética minimalista, para uso residencial intenso e comercial moderado.

Apesar do bom momento, o setor enfrenta obstáculos. “A indústria brasileira como um todo sofre muito com custos de produção, tributação e, principalmente, com concorrência internacional muitas vezes desleal”, afirma José Nilson.

Para 2027, a expectativa é otimista. “As perspectivas são as melhores possíveis. Assim como 2026 está sendo um grande ano em termos de expansão comercial e lançamentos disruptivos, 2027 não poderá ser diferente. Não podemos decepcionar nossos clientes. Os lançamentos ainda são sigilosos, só posso adiantar que muita coisa boa vem pela frente.”

 

Foto: Divulgação

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