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Invasão chinesa acelera no Brasil: mais de 10 marcas chegam, investem bilhões e ampliam disputa no setor automotivo

Com fábricas, carros elétricos e planos ambiciosos, montadoras chinesas intensificam presença no país; novas estreias já estão confirmadas para 2026

O mercado automotivo brasileiro vive uma transformação acelerada com a chegada em massa de montadoras chinesas. Apenas em 2025, seis novas marcas iniciaram operações no país, consolidando um movimento que começou há cerca de quatro anos e que agora ganha força com investimentos bilionários, produção local e uma ofensiva pesada no segmento de veículos eletrificados.

Entre os principais destaques está a BYD, que já deu início à montagem do Dolphin Mini em Camaçari (BA), e também lançou oficialmente sua submarca de luxo Denza no Brasil durante o Salão do Automóvel de São Paulo. A nova divisão estreia com o SUV híbrido B5, já em pré-venda, e prepara ainda a chegada de modelos como a perua elétrica Z9 GT e a minivan de luxo D9 ao longo de 2026.

Outra marca que marcou retorno foi a MG, agora com uma estratégia totalmente reformulada. A fabricante sino-britânica desembarcou com três modelos elétricos e já anunciou planos de produção nacional a partir do fim de 2026, em Horizonte (CE), por meio de parceria com a Comexport.

A GAC também entrou forte no mercado brasileiro, lançando cinco modelos de uma só vez e prometendo expandir sua linha com novos veículos em 2026. A empresa já confirmou que pretende produzir carros no Brasil em parceria com a HPE, responsável pelas operações da Mitsubishi e Suzuki no país.

Com apoio da Stellantis, a Leapmotor iniciou suas atividades com o SUV C10 e já prepara novos lançamentos, além de produção nacional na fábrica de Goiana (PE). No mesmo ritmo, a Omoda Jaecoo ampliou rapidamente seu portfólio e anunciou investimentos para desenvolver motores flex eletrificados, mirando o mercado brasileiro a longo prazo.

Outro grupo que avança é o da Chery, que além da Omoda Jaecoo, confirmou a chegada da marca Jetour, focada em SUVs robustos e com início das operações previsto para 2026. Já o grupo Geely reforça sua presença com novos modelos e marcas, incluindo a Lynk & Co, ampliando ainda mais a concorrência.

Entre os novos modelos que chegam ao país estão opções como o Geely EX5 e o EX2, além de diversos SUVs híbridos e elétricos que prometem disputar espaço diretamente com carros já consolidados no mercado.

Apesar do avanço, nem todas conseguiram se manter. A Seres encerrou suas operações no Brasil após vendas muito abaixo do esperado, tornando-se a única marca chinesa a deixar o país em 2025.

Já a Neta enfrenta dificuldades, mas segue operando de forma limitada enquanto busca reestruturação. A marca promete novos lançamentos, mas ainda precisa resolver questões internas para consolidar sua presença.

Para 2026, o cenário indica ainda mais paciência. A Caoa, por exemplo, prepara a chegada da Changan com produção nacional em Anápolis (GO), mirando alta participação de mercado e ampliando a presença industrial chinesa no país.

Com uma combinação de preços competitivos, tecnologia avançada e foco em eletrificação, as montadoras chinesas estão mudando o jogo no Brasil — e a tendência é que essa disputa fique ainda mais intensa nos próximos anos. (Renan Isaltino)

Foto: divulgação marca Jaencoo

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