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Chuvas de setembro elevam nível de reservatórios de São Paulo e Cantareira tem 2º setembro mais chuvoso da história

Chuvas já representam 321% da média de setembro no Cantareira; recuperação dos reservatórios é positiva, mas uso consciente da água continua essencial

As chuvas registradas nas primeiras duas semanas de setembro já provocaram uma resposta expressiva nos principais sistemas produtores da Região Metropolitana de São Paulo. No Sistema Cantareira, o acumulado chegou a 253,1 milímetros, equivalente a 321% da média climatológica para o mês e o segundo maior volume registrado para setembro em toda a série histórica, atrás apenas de 1983.
O aumento das chuvas também se refletiu nas vazões naturais. No Cantareira, a média de setembro até o dia 14 alcançou 62,8 m³/s, mais de duas vezes e meia a média histórica para o período. No Sistema Integrado Metropolitano (SIM), a vazão média chegou a 238,8 m³/s, equivalente a 336,5% da média de longo termo (MLT). No Alto Tietê, foram registrados 46,1 m³/s, correspondente a 520,4% da MLT.
Na última terça-feira (15), o SIM apresentou volume útil de 53,2%, enquanto o Cantareira estava com 39,04% e o Alto Tietê em 51%. Na comparação com o mesmo dia de 2025, os volumes representam ganhos de 8 pontos percentuais no Cantareira, 24,4 pontos no Alto Tietê e 19,7 pontos no SIM.
“As chuvas de setembro trouxeram uma resposta importante para os sistemas produtores, com aumento das vazões naturais e dos volumes armazenados. É um cenário positivo, mas que precisa ser acompanhado com cautela. A gestão da água considera não apenas o volume de chuva, mas sua distribuição ao longo do tempo e das bacias. Por isso, mesmo diante dessa melhora, é fundamental manter o uso consciente dos recursos hídricos e o monitoramento permanente das condições dos reservatórios”, afirma Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).
Além dos sistemas Cantareira e Alto Tietê, os demais mananciais que integram o abastecimento da Região Metropolitana também apresentam volumes elevados após as chuvas recentes.
Em 15 de setembro, o Guarapiranga estava com 91,9% de seu volume útil, o Cotia com 76,13%, o Rio Grande com 91,04%, o Rio Claro com 52,82% e o São Lourenço com 96,54%. No mesmo período, esses sistemas registraram acumulados de chuva expressivos em setembro: 286,8 mm no Guarapiranga, 295,6 mm em Cotia, 306,8 mm no Rio Grande, 324,4 mm no Rio Claro e 324,0 mm no São Lourenço, todos acima das respectivas médias históricas para o mês.
A perspectiva para os próximos meses é favorável à ocorrência de chuvas acima da média em grande parte do estado de São Paulo no período de setembro a novembro. Além do volume total precipitado, a evolução dos reservatórios dependerá também da regularidade e da distribuição espacial e temporal das chuvas nas bacias que contribuem para os sistemas produtores.
Mesmo com a recuperação observada, é essencial o uso responsável da água. A ocorrência de chuvas acima da média em determinados períodos não elimina a necessidade de planejamento e gestão dos recursos hídricos, especialmente diante da variabilidade climática e da possibilidade de períodos de menor precipitação.
A SP Águas, órgão vinculado à Semil, informou que acompanha diariamente os níveis dos reservatórios, as vazões naturais e as condições meteorológicas para subsidiar a tomada de decisões relacionadas à segurança hídrica.
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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