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Categoria: Política

Parlamentares pedem prorrogação da CPI do INSS por mais quatro meses

Parlamentares citam volume de provas e oitivas pendentes para estender investigações sobre fraudes no sistema previdenciário Um grupo de 204 parlamentares protocolou um requerimento para prorrogar por mais 120 dias o funcionamento da Comissão Parlamentar de Inquérito do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que investiga um esquema de fraudes bilionárias no sistema previdenciário. O pedido é liderado pelo deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) e pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE). O requerimento reúne o apoio de 175 deputados federais e 29 senadores, número suficiente para atender aos critérios previstos no regimento do Senado. Pela regra, a prorrogação do prazo de uma CPI é automática quando solicitada por ao menos um terço dos senadores, desde que a Mesa seja formalmente comunicada. Na justificativa, os parlamentares afirmam que a comissão ainda analisa um grande volume de material probatório. Segundo a assessoria do Novo, estão em curso mais de 1.500 quebras de sigilo bancário e fiscal, além de centenas de requerimentos de oitivas que ainda não foram realizados. Prazo insuficiente A avaliação dos signatários é que o atual prazo é insuficiente para concluir a análise das provas reunidas até agora. “Diante do volume de evidências reunidas, da necessidade de conclusão de oitivas e análise documental pendentes, da complexidade técnica da matéria e da relevância institucional de se exaurir a investigação com profundidade, a prorrogação do prazo de funcionamento da CPI do INSS se impõe como medida indispensável para assegurar a elaboração de um relatório final consistente”, diz trecho do pedido. A CPI do INSS tem prazo previsto para encerrar os trabalhos em 28 de março de 2026. Caso a prorrogação seja confirmada, a comissão poderá seguir com investigações, oitivas e análise documental até o fim de julho do mesmo ano. Os autores do pedido argumentam que a continuidade dos trabalhos é necessária para a elaboração de um relatório final consistente capaz de apontar responsabilidades e embasar eventuais encaminhamentos ao Congresso, ao Judiciário e a órgãos de controle.   Fonte: R7 Foto: Carlos Moura/Agência Senado

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Moraes autoriza cirurgia de Bolsonaro, mas nega prisão domiciliar

Ministro acatou laudo da Polícia Federal que indicou necessidade do procedimento cirúrgico O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou, nesta sexta-feira (19), que o ex-presidente Jair Bolsonaro passe por um procedimento cirúrgico. Na mesma decisão, o ministro negou o pedido da defesa para prisão domiciliar. No documento, Moraes cita que o laudo da Polícia Federal, após Bolsonaro passar por perícia, indicou a necessidade da cirurgia. O ministro afirma que a defesa deverá marcar a data para o procedimento, depois, o processo será enviado à PGR (Procuradoria-Geral da República) para parecer. A cirurgia é para corrigir uma hérnia inguinal bilateral. Segundo a perícia da Polícia Federal, “apesar de existir uma possibilidade segura de tratamento não operatório (conservador/ “espera vigilante”), a maioria dos cirurgiões recomenda a intervenção cirúrgica quando da descoberta de uma hérnia inguinal”. Também na decisão, Moraes negou o pedido da defesa para mudar o horário autorizado para Bolsonaro fazer sessões de fisioterapia. A defesa tinha pedido para que as sessões fossem feitas após às 18h. Prisão domiciliar Na decisão, Moraes afirma que Bolsonaro não tem direito a prisão domiciliar por ter sido condenado a pena privativa de liberdade em regime fechado. O ministro também cita que Bolsonaro não cumpriu medidas cautelares impostas a ele durante o curso do processo, inclusive a suposta tentativa de fuga, quando estava em prisão domiciliar. No documento, Moraes elenca o resultado da perícia da tornozeleira eletrônica de Bolsonaro, que indica que ela foi violada, e um documento que sinalizava a intenção do ex-presidente de fugir para a Argentina. “Portanto, além da total ausência dos requisitos legais para a concessão da prisão domiciliar, os reiterados descumprimentos das medidas cautelares diversas da prisão e os diversos atos concretos visando a fuga indicam a necessidade do cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado, conforme decisão transitada em julgado do supremo tribunal federal”, conclui Moraes. Segundo o ministro, os argumentos da defesa para pedir a prisão domiciliar não se comprovam. De acordo com ele, a Superintendência Regional da Polícia Federal oferece “condições absolutamente similares àquelas que possuía no cumprimento da prisão domiciliar”. Ele cita que o local é próximo de hospitais, tem médicos de plantão e os próprios médicos de Bolsonaro tem acesso irrestrito ao ex-presidente.   Fonte: R7 Foto:

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EUA ampliam checagem de redes sociais para vistos: entenda os critérios e o que é analisado

Trump já havia anunciado a revogação de vistos de cidadãos que celebraram, nas redes sociais, a morte do ativista Charlie Kirk Os Estados Unidos avançaram no monitoramento do comportamento digital de estrangeiros ao propor a exigência do histórico de até cinco anos de atividades em redes sociais para entrada no país. A proposta tomou força após o assassinato de Charlie Kirk em setembro. A morte do ativista americano foi comemorada por alguns internautas ao redor do mundo, o que levou o governo norte-americano a endurecer o discurso e as políticas migratórias ligadas à conduta online. O presidente norte-americano Donald Trump já havia anunciado a revogação de vistos de cidadãos da Argentina, África do Sul, México, Brasil, Alemanha e Paraguai que celebraram, nas redes sociais, a morte de Kirk. Em nota publicada no X (antigo Twitter), o Departamento de Estado afirmou que o país “não tem obrigação de hospedar estrangeiros que desejam a morte de americanos”. A proposta foi publicada no Federal Register, o diário oficial americano, pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA. O texto estabelece um período de consulta pública de 60 dias antes de eventual entrada em vigor. Se confirmada, a medida afetará turistas de 42 países que fazem parte do ESTA (Programa de Isenção de Visto), como Alemanha, França, Reino Unido e Japão. Pelo novo modelo, os turistas poderão ter que informar às autoridades americanas os identificadores de redes sociais usados nos últimos cinco anos, além de números de telefone e endereços de e-mail utilizados no período. Especialistas ouvidos pelo R7 explicam como o processo funciona e dão dicas para os cidadãos brasileiros que planejam tirar o visto americano. O que é analisado? Bruna Nesjo, CMO na HAYMAN-WOODWARD, empresa referência em vistos, explica que não é uma “investigação moral”, mas uma verificação de coerência, veracidade e segurança. “Muitas recusas não acontecem por um único post, mas pela soma de sinais que fragilizam a narrativa do solicitante.” Ela afirma que o maior risco para recusa do visto está em omitir fatos através das redes sociais. “Mentir, esconder perfis relevantes ou afirmar que não possui redes quando elas existem pode ser interpretado como deturpação. Nesses casos, não estamos falando só de uma negativa simples, mas de inelegibilidade, que pode gerar consequências muito mais duras e duradouras”, analisa. Já sobre conteúdos deletados, Hugo Serri, advogado especialista em imigração alerta: “Mesmo que o usuário delete, ele pode continuar existindo em prints, reposts, caches ou em registros de terceiros. O maior risco neste caso é o conteúdo reaparecer e entrar em choque com o que foi informado ao consulado”, comenta. Publicações consideradas extremistas Em setembro, um médico brasileiro teve o visto negado depois de comemorar, em redes sociais, a morte de Kirk. O episódio foi citado por autoridades americanas como exemplo de comportamento digital incompatível com os critérios de elegibilidade migratória. Segundo Bruna, postagens que envolvam violência, extremismo, atividades ilegais e discursos de ódio podem contribuir para a situação. “Esse tipo de conteúdo pode levar a investigações administrativas mais profundas e, dependendo do caso, fundamentar uma negativa por motivos de segurança”, diz. Hugo complementa explicando até que ponto o candidato pode ser responsabilizado por curtidas, comentários, compartilhamentos ou conteúdos apagados no passado: “Na prática, o que é público pode ser avaliado como parte da presença online. E, em geral, postagens próprias tendem a ter mais peso do que interações, como curtidas, compartilhamentos e comentários. Porém, interações repetidas com determinados conteúdos podem ser interpretadas como endosso, afinidade ou coerência (ou incoerência) com o que foi declarado.” Para os especialistas, a principal recomendação é consistência e transparência. “Em vez de ‘limpar’ redes sociais, o mais prudente é garantir que tudo o que será declarado no formulário e na entrevista esteja coerente com a presença pública”, finaliza Serri.   Fonte: R7 Foto: CLAYTON DE SOUZA/ESTADÃO CONTEÚDO

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STF confirma benefício para mulheres vítimas de violência

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu garantir que mulheres vítimas de violência doméstica podem receber benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) se precisaram de afastamento do trabalho. A Corte publicou nesta terça-feira (16) a decisão final na qual foram validadas as regras da Lei Maria da Penha que asseguram os benefícios. A lei definiu que a Justiça deve assegurar à mulher em situação de violência doméstica a manutenção do vínculo empregatício por seis meses enquanto se recupera dos danos causados pelos agressores. Por unanimidade, os ministros reconheceram que a mulher em situação de violência tem direito a um benefício previdenciário ou assistencial, conforme o vínculo com a seguridade social. Segurada do INSS No caso de mulheres que são seguradas do Regime Geral de Previdência Social, como empregada, contribuinte individual, facultativa ou segurada especial, o STF entendeu que os primeiros 15 dias de remuneração pelo afastamento será de responsabilidade do empregador. O período restante fica sob a responsabilidade do INSS. Para quem não tem relação de emprego, mas contribui para o INSS, o benefício deverá ser pago integralmente pelo órgão. Não segurada – O STF entendeu que as mulheres que não são seguradas do INSS deverão receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Nesse caso, a Justiça deverá comprovar que a mulher não tem outros meios para manter a renda. Conforme a decisão, a requisição do benefício deverá ser feita pelo juiz criminal responsável pela análise das medidas protetivas, que já também estão previstas na Lei Maria da Penha. A Corte também definiu a competência da Justiça Federal para julgar ações regressivas para cobrar dos agressores os gastos do INSS com o pagamento dos benefícios.   Fonte: Agência Brasil

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Senado aprova redução da pena de condenados pelo 8/1 e trama golpista

O Senado aprovou nesta quarta-feira (17), em votação nominal, o projeto de Lei (PL) 2162/2023, o chamado PL da Dosimetria que prevê a redução de penas de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado. Foram 48 votos favoráveis e 25 votos contra. O texto segue agora para a sanção presidencial. Os senadores aprovaram o parecer do senador Esperidião Amin (PP-SC), que reduz as penas dos condenados por atos golpistas. Entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mais cedo, o projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Amin, que é favorável à anistia, defende que a redução das penas visa “pacificar o país”. “Somos da posição de que a anistia para os condenados pelos eventos de 8 de janeiro deveria ser analisada à luz do princípio da unidade nacional e da função integradora do direito constitucional. A manutenção de centenas de cidadãos em regime fechado por atos que, embora ilícitos, não configuraram insurgência armada ou ameaça real à soberania, pode agravar divisões e comprometer a legitimidade das instituições”, argumentou. “O perdão apresentar-se-ia como solução juridicamente possível e politicamente adequada para encerrar um ciclo de tensão e reafirmar o compromisso do Estado brasileiro com a democracia e a pacificação social”, concluiu. O relator acatou uma emenda que determina que a redução será aplicada apenas aos condenados pelos atos golpistas. O senador considerou a emenda como apenas um ajuste de redação e não de mérito, para que o projeto não tenha que retornar à Casa de origem – no caso, a Câmara dos Deputados, que aprovou a matéria na noite do dia 9 de dezembro. Um grupo de senadores se manifestou contra o projeto por não representar o anseio do país. “Foi urdida uma trama, foi planejado um golpe de Estado no Brasil e foi tudo coordenado, financiado para que o golpe se concretizasse. Felizmente, não se concretizou por vários fatores”, disse o senador Marcelo Castro (MDB-PI). “Há uma semana, nós votamos aqui a Lei Antifacção, endurecendo as penas, dificultando a progressão. E, hoje, senhoras e senhores, nós estamos aqui, incoerentemente, fazendo exatamente o contrário”, finalizou. Para o senador Humberto Costa (PT-PE), o projeto foi construído para beneficiar um grupo político que atentou contra o Estado Democrático de Direito. “Essa é uma proposta casuística, uma norma jurídica que está sendo criada para beneficiar um grupo, para dar privilégio para um grupo, um grupo que atentou contra a própria Constituição”, afirmou. “Nós temos que dar ao Brasil um recado importante de que golpe de Estado tem que se tratar com dureza, especialmente num processo que foi totalmente baseado na legalidade, que deu direito de defesa. Um julgamento que o Brasil inteiro acompanhou, um processo em que provas que foram produzidas provas materiais e a maior parte delas, produzidas pelos próprios criminosos”, reiterou. Senadores do PL defenderam a proposta. O senador Izalci Lucas (PL-DF) disse que a proposta serve para diminuir penas de pessoas que não estavam diretamente envolvidas na trama e que receberam duras condenações. “Nós precisamos votar essa matéria para virar essa página e tirar essas pessoas: o pipoqueiro, o vendedor de bala, que foi condenado há oito anos, 14 anos”, disse. “Eu sou a favor da anistia, mas vamos aprovar a redução de pena para tirar os manifestantes da cadeia. Isso é o mais importante”, afirmou o senador Sergio Moro (União-PR). O que é o PL da Dosimetria? O PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa contra o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas. O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas, reduzindo também o tempo para progressão do regime de prisão fechado para semiaberto ou aberto. Tais mudanças poderão beneficiar réus como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Repercussão No dia 10 de dezembro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou o PL da Dosimetria à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), tendo, como relator, o senador Esperidião Amim (PP-SC) – apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro. No dia seguinte, ao ser perguntado sobre o projeto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que só decidirá se vai sancionar quando o texto chegar ao Poder Executivo. Manifestantes foram às ruas de diversas cidades no último domingo (14) contra a aprovação do PL da Dosimetria. Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliaram que o PL da Dosimetria poderá diminuir o tempo de progressão de pena para outros condenados por crimes comuns.   Fonte: Agência Brasil Foto: Carlos Moura

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Em presídio de Brasília, TH Joias cumpre regime diferenciado

O ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, já está no presídio de segurança máxima da Papuda, em Brasília, para onde foi transferido na noite desta terça-feira (16). Ele embarcou, na Base Aérea do Galeão, em um avião da Polícia Federal para cumprir o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A transferência foi solicitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República e determinada pelo Supremo na mesma ação que prendeu o desembargador Macário Ramos Júdice Neto, e que ocorre na sequência da prisão do ex-presidente da Assembléia Legislativa Rodrigo Bacelar. A PF afirmou em sua representação que outros investigados presos na mesma ação já foram enviados para presídios federais, e que “há uma evidente contradição”, já que não houve a inclusão de Th Joias, classificado como “um dos líderes do grupo e parte integrante de seu núcleo político”. Sanção disciplinar O RDD  é uma sanção disciplinar aplicada a presos que cometem faltas graves ou representam alto risco. Embora o preso mantenha seu regime original (geralmente o fechado), as regras do RDD impõem um isolamento mais severo. Pelo regime diferenciado, o preso fica em cela individual por um período máximo de 2 anos, que pode ser renovado em caso de nova falta grave. As visitas são quinzenais, com apenas duas pessoas por vez, duração de 2 horas e sem contato físico. O banho de sol é limitado a 2 horas diárias. Além disso, todas as visitas e comunicações são gravadas e fiscalizadas.  O regime pode ser aplicado tanto a presos condenados quanto presos provisórios (que ainda não foram julgados) que pratiquem crimes dolosos que subvertam a ordem ou disciplina interna, ou quando há indícios de liderança em organizações criminosas. TH Joias estava detido na Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro desde setembro deste ano, quando foi preso na Operação Zargun. Operação No dia 3 de setembro deste ano, TH Joias e outras 14 pessoas foram presas durante a Operação Zargun, realizada pela PF e Ministério Público do Rio (MPRJ). O ex-deputado estadual foi preso num condomínio de luxo, na Barra da Tijuca, zona sudoeste da cidade. No mesmo dia, o parlamentar foi destituído do cargo na Alerj. TH Joias era joalheiro e, antes de ingressar na política, fabricava peças de ouro cravejada de diamantes para jogadores de futebol e artistas. Ele foi indiciado pelos crimes de organização criminosa, tráfico interestadual de armas e drogas, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, contrabando, exploração clandestina de telecomunicações, evasão de divisas, violação de sigilo profissional e embaraço à investigação de organização criminosa. Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Briga em Cordeirópolis termina com homem ferido; bastão de beisebol e canivete foram apreendidos

Confusão entre duas pessoas mobiliza polícia e SAMU Na noite desta segunda-feira (16), um homem ficou gravemente ferido durante uma briga em Cordeirópolis (SP). Segundo informações da Polícia Militar, a equipe foi acionada por um transeunte que informou sobre um confronto envolvendo várias pessoas. Ao chegar ao local, os policiais encontraram a vítima caída no chão, com perfuração na região abdominal causada por uma arma branca. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado imediatamente e socorreu o homem até a UPA de Cordeirópolis. Devido à gravidade do ferimento, ele precisou ser transferido para a Santa Casa de Limeira, onde permanece em observação. Durante as diligências, a polícia identificou dois suspeitos, que informaram ter usado um bastão de beisebol e um canivete na briga. Os objetos foram apreendidos e os envolvidos foram encaminhados para atendimento médico antes de serem apresentados ao Plantão Policial de Limeira. A autoridade policial registrou o caso como lesão corporal dolosa grave, ameaça e dano. Após os procedimentos legais, os indiciados foram liberados.

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Bolsonaro passa por perícia médica para avaliar necessidade de cirurgia

Defesa do ex-presidente argumenta que ele precisa passar por procedimento devido a uma hérnia inguinal Preso na sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. o ex-presidente Jair Bolsonaro passará nesta quarta-feira (17) por uma perícia médica para determinar se há necessidade de cirurgia para tratar uma hérnia inguinal. Segundo a defesa de Bolsonaro, exames realizados no último domingo indicaram que o procedimento é necessário. A decisão sobre a realização da perícia veio após pedidos dos advogados do ex-presidente, que argumentam pela urgência do tratamento médico devido aos resultados dos exames prévios.   Fonte: R7 Foto: Tânia Rêgo/Arquivo Agência Brasil

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Câmara aprova redução de benefícios fiscais e aumento de impostos para bets e fintechs

Texto aprovado determina que os cortes serão viabilizados de acordo com o tipo de mecanismo utilizado na concessão A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quarta-feira (17), um projeto que reduz em 10% os benefícios fiscais federais concedidos a diversos setores da economia. O projeto também estabelece aumento na tributação de bets e fintechs. No caso das apostas on-line, as alíquotas passarão dos atuais 12% para 13% em 2026, 14% em 2027 e chegarão a 15% em 2028. O texto aprovado determina que os cortes serão viabilizados de acordo com o tipo de mecanismo utilizado na concessão dos benefícios. Se sancionada, a proposta inclui novas regras de transparência e controle de resultados na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). Segundo o relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), a concessão “indiscriminada” de benefícios fiscais corrói o sistema tributário, tornando-o desigual, injusto e ineficiente. “Não somos contrários a políticas de estímulo a setores estratégicos da economia. No entanto, o uso de benefícios fiscais para esse fim costuma ser a ferramenta mais dispendiosa, menos eficaz e menos transparente e, em muitos casos, serve apenas para beneficiar interesses privados sem gerar retorno social”, afirmou Ribeiro. Redução de incentivos A redução incidirá sobre incentivos relacionados aos seguintes tributos: PIS/Pasep e PIS/Pasep-Importação; Cofins e Cofins-Importação; IPI, IRPJ e CSLL; Imposto de Importação; contribuição previdenciária do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada. Indústria química A proposta inclui a redução de benefícios do Regime Especial da Indústria Química (Reiq), do crédito presumido de IPI para empresas exportadoras na compra de embalagens e matérias-primas no mercado interno e do crédito presumido de PIS/Cofins, inclusive na importação, nos seguintes casos: produtos farmacêuticos; mercadorias de origem animal ou vegetal; mercadorias de origem animal destinadas à exportação; farinhas e óleos vegetais; exportação de café; exportação de cítricos; receitas de transporte rodoviário regular intermunicipal e interestadual de passageiros. Fertilizantes e nafta Além dos créditos presumidos, poderão sofrer redução as alíquotas zero de PIS/Cofins concedidas a importadores de agrotóxicos, fertilizantes e de nafta petroquímica. Ficam de fora A redução não alcança imunidades constitucionais — como entidades religiosas, partidos políticos e livros — nem os seguintes casos, a maioria prevista na Emenda Constitucional 109/2021: benefícios concedidos a empresas da Zona Franca de Manaus (ZFM) e áreas de livre comércio (ALC); produtos da cesta básica nacional definida pela reforma tributária; benefícios concedidos a entidades filantrópicas sem fins lucrativos; Simples Nacional; benefícios tributários limitados a teto quantitativo global, como os da Lei Aldir Blanc; Programa Minha Casa, Minha Vida; Programa Universidade para Todos (Prouni); compensações fiscais pela cessão de horário eleitoral gratuito; desoneração da folha de pagamentos (CPRB); benefícios da política industrial para os setores de tecnologia da informação, comunicação e semicondutores. Também não serão reduzidos os benefícios concedidos por prazo determinado a contribuintes que já tenham cumprido condições onerosas, como metas previstas em programas específicos, desde que aprovados pelo Executivo até 31 de dezembro de 2025. Por dificuldades operacionais e de controle, a redução não se aplica a produtos com incentivos vinculados a alíquotas expressas em valores fixos por unidade de medida (ad rem). Caberá ao Executivo regulamentar as exceções e orientar os contribuintes sobre cada incentivo e benefício reduzidos. Proporção do PIB O substitutivo determina ainda que, caso o total de incentivos e benefícios tributários ultrapasse 2% do Produto Interno Bruto (PIB), ficará proibida a concessão, ampliação ou prorrogação desses benefícios. Para o cálculo, será utilizada a estimativa do PIB divulgada pelo Ministério da Fazenda no ano anterior ao da Lei Orçamentária Anual (LOA). O limite não se aplica se houver medidas de compensação para todo o período de vigência do incentivo. Crime tributário O texto altera a Lei de Crimes Tributários (Lei 8.137/90), incluindo como agravante o fato de o crime envolver bens contemplados por imunidades tributárias constitucionais. Apostas on-line A pedido do governo, para auxiliar no fechamento do Orçamento de 2026, o relator incluiu aumento de tributos sobre apostas de quota fixa (bets), com alíquotas progressivas até 2028. Metade da arrecadação adicional será destinada à seguridade social e metade a ações de saúde. Responsabilidade solidária O projeto prevê responsabilidade solidária para quem divulgar publicidade de bets não autorizadas ou para instituições que continuarem operando com essas plataformas após comunicação formal. Juros sobre capital próprio O texto eleva de 15% para 17,5% o Imposto de Renda retido na fonte sobre juros sobre capital próprio distribuídos por empresas aos sócios. Fintechs A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) também será aumentada para determinadas instituições financeiras. Fintechs e sociedades de capitalização passarão de 15% para 17,5% até 31 de dezembro de 2027 e para 20% a partir de 2028. Já a alíquota de 9% sobe para 12% até 2027 e para 15% a partir de 2028 para: administradores de mercado de balcão organizado; bolsas de valores e de mercadorias; entidades de liquidação e compensação; outras sociedades consideradas instituições financeiras. Restos a pagar Aguinaldo Ribeiro também incluiu dispositivo que revalida restos a pagar não liquidados e cancelados a partir de 2023, permitindo a liquidação até o fim de 2026. Restos a pagar são despesas empenhadas em um exercício financeiro e não quitadas até o fim do período, podendo ser processadas — quando o serviço já foi prestado — ou não processadas, quando ainda não houve liquidação.   Fonte: R7 Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

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PF prende desembargador em operação que apura vazamento de informações no caso TH Joias

Agentes cumpriram dez mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (16) o desembargador do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) Macário Ramos Júdice Neto na 2ª fase da Operação Unha e Carne, a mesma que prendeu Rodrigo Bacellar, então presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). Além disso, os agentes cumpriram dez mandados de busca e apreensão, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Eles foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O R7 tenta contato com os advogados de Júdice Neto, e o espaço permanece aberto para manifestação. A operação investiga o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, quando o então deputado TH Joias foi preso. “A ação se insere no contexto da decisão do STF no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas) que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos“, afirmou a PF. Prisão de Bacellar Na última quarta-feira (3), Bacellar foi preso pela PF pela suspeita de que ele tenha repassado ao deputado estadual TH Joias Segundo a investigação, Bacellar não apenas alertou o aliado político como também o orientou sobre como agir para escapar da ação policial. Na segunda-feira passada (8), o plenário da Alerj aprovou a soltura de Bacellar durante votação em sessão extraordinária. Foram 42 votos a favor e 21 contra. Houve duas abstenções. Bacellar foi solto, mas o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), impôs medidas cautelares ao deputado, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Pela decisão, Bacellar deverá cumprir recolhimento domiciliar noturno das 19h às 6h de segunda a sexta-feira, e permanecer em casa aos finais de semana, feriados e dias de folga. Sessões e votações da Alerj permitem exceções, desde que justificadas em até 24 horas. Na ocasião, Moraes também determinou: Afastamento do cargo de presidente da Alerj, enquanto durar a investigação; Entrega de todos os passaportes em 24 horas; Proibição de contato com os demais investigados; Suspensão imediata de qualquer documento que autorize o porte de arma de fogo, além de registros de colecionamento, tiro esportivo ou caça. Na decisão, Moraes afirma que o descumprimento de qualquer medida cautelar implica revogação imediata da liberdade provisória, com nova decretação de prisão, além de multa diária de R$ 50 mil.   Fonte: R7 Foto: Divulgação/UFES/Arquivo

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