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Categoria: Política

Prisão de Maduro pelos EUA vira motivo de embate entre esquerda e direita no Brasil

Enquanto alguns políticos celebram ação norte-americana, outros falam em desrespeito à soberania da Venezuela A operação que resultou na captura e prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por forças norte-americanas sob comando do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou atritos e debates entre políticos e influenciadores de direita e esquerda no Brasil, em especial nas redes sociais. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT) criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em entrevista no último sábado (3), Tarcísio afirmou que “existe um sentimento de que o regime de Maduro era insustentável. Fazia mal para a região, prejudicava os países vizinhos e tinha consequências para os demais países. Um regime ruim para a América do Sul em todos os sentidos”, declarou. Questionado sobre o rechaço, por parte do governo Lula, à operação norte-americana, Tarcísio falou em “omissão” do Brasil. “Essa operação ocorre pela omissão dos países que não lideraram o processo. O Brasil poderia ter ajudado a Venezuela. Nunca houve, por parte do Brasil, a liderança nesses últimos anos para conduzir esse processo de transição, para que a Venezuela pudesse de fato migrar para uma democracia”, opinou. Gleisi reagiu às declarações no X. “Tarcísio Freitas, que vestiu boné do Trump, comemorou o tarifaço que ele impôs contra o Brasil, apoiou a traição de Eduardo Bolsonaro à pátria, defendeu a anistia aos golpistas condenados, agora tem o desplante de responsabilizar Lula pela invasão dos EUA à Venezuela. É muito cinismo para um bolsonarista só”, escreveu a ministra. Já o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) trocou insultos com o influenciador Jones Manoel, também na rede social X. Jones foi candidato ao governo de Pernambuco pelo PCB em 2022, quando teve 0,7% dos votos. Atualmente, ele cogita se filiar ao PSOL para tentar uma eleição a deputado federal. O político é conhecido por defender ideias mais radicais à esquerda no YouTube e em outras redes. Em 2020, seu nome ganhou projeção quando foi citado por Caetano Veloso como inspiração em entrevista a Pedro Bial. Posteriormente, participou de diversos debates, que tiveram repercussão na internet. Ferreira postou uma montagem com a imagem do rosto de Lula sendo escoltado por militares dos Estados Unidos, de forma semelhante ao que teria ocorrido com Maduro. “Você está desejando que uma potência estrangeira invada o ‘teu País’ e sequestre o presidente eleito, mas fica de choro e ‘mimimi’ porque o banido do Bolsonaro foi preso com direito a julgamento e ampla defesa. É um verme completo, um imbecil”, respondeu Jones. Nikolas ironizou a crítica: “tão tá, qualquer coisa vai avisando a gente”. Posição de partidos O PT divulgou nota em que “condena veementemente a agressão militar dos Estados Unidos da América contra a República Bolivariana da Venezuela e seu povo”. “O bombardeio em Caracas e o sequestro do presidente configuram a mais grave agressão internacional registrada na América do Sul no século 21”, diz o comunicado. O PSOL fala em “ação criminosa dos Estados Unidos, que ferem a autodeterminação da Venezuela e da América Latina” e que “gerou pânico entre a população civil”, classificando como “desaparecimento forçado” a prisão de Nicolás Maduro. Também em nota, o PCdoB considerou as ações norte-americanas como “terrorismo internacional”. Já o Novo, em rede social, celebrou a prisão como “a melhor notícia que os venezuelanos receberam em décadas”, atrelando Maduro a “censura, prisões arbitrárias, tortura, execuções, narcoestado e miséria”. O Agir considerou o ex-presidente venezuelano como “um tirano autoritário e criminoso, responsável por submeter, oprimir e empobrecer o povo” e pela “destruição das instituições democráticas e de graves violações dos direitos humanos”. O PSDB, por sua vez, “repudia a invasão norte-americana à Venezuela por se tratar de “violação da soberania de um país”, mas considerou “o regime autoritário de Nicolás Maduro” como “uma ditadura que suprimiu liberdades, destruiu instituições, empobreceu sua população e provocou uma grave crise humanitária”.   Fonte: R7 Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Maduro vai à Justiça dos EUA após operação militar e prisão em Nova York

Acusado de liderar esquema internacional de narcotráfico, presidente venezuelano está detido em prisão federal no Brooklyn O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deve comparecer nesta segunda-feira (5) a uma audiência perante a Justiça dos Estados Unidos, no tribunal federal de Manhattan, em Nova York. A sessão ocorre dois dias após a prisão do líder venezuelano, capturado no sábado (3) em território venezuelano durante uma ação militar conduzida pelas Forças Armadas dos Estados Unidos e transferido para solo americano. Esta será a primeira oportunidade para Maduro se defender das acusações feitas contra ele. O presidente venezuelano havia sido indiciado originalmente em 2020 pelo Ministério Público americano. Maduro responde por crimes de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados ao uso e à posse de metralhadoras e dispositivos explosivos. O presidente da Venezuela está detido no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, unidade prisional federal conhecida pelas más condições de funcionamento e por abrigar presos de alta notoriedade internacional. A audiência marca o primeiro passo formal do novo estágio do processo criminal que tramita contra ele no Distrito Sul de Nova York. Maduro é suspeito de liderar esquema de tráfico internacional de drogas De acordo com o indiciamento, Nicolás Maduro é acusado de liderar, desde aproximadamente 1999, uma ampla conspiração criminosa que teria utilizado instituições do Estado venezuelano para facilitar o tráfico internacional de drogas e apoiar organizações classificadas como terroristas. Entre os grupos citados estão as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o ELN (Exército de Libertação Nacional), o Cartel de Sinaloa, os Zetas (ou Cartel del Noreste) e a organização criminosa transnacional Tren de Aragua. Segundo os documentos judiciais, Maduro teria conspirado para distribuir 5 kg ou mais de cocaína, com o conhecimento de que os lucros beneficiariam essas organizações. Ele também é acusado de conspirar para importar a droga ilegalmente para os Estados Unidos, além de fabricar e distribuir cocaína com a consciência de que o entorpecente seria introduzido em território americano. Outras acusações apontam o uso, a posse e a conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos como forma de proteger e viabilizar as operações de tráfico. Como Maduro teria agido, segundo a acusação? As investigações detalham métodos que teriam sido utilizados para sustentar o esquema. Entre eles, o uso do aparato diplomático venezuelano para facilitar o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro. Enquanto ocupava o cargo de ministro das Relações Exteriores, entre 2006 e 2013, Maduro é acusado de vender passaportes diplomáticos a traficantes, permitindo a circulação de pessoas e recursos sob a proteção da imunidade diplomática. O indiciamento também descreve o uso de aviões privados classificados como “missões diplomáticas” para transportar dinheiro do narcotráfico do México para a Venezuela sem fiscalização. A acusação afirma ainda que o regime oferecia proteção policial e militar para o transporte de grandes cargas de cocaína, autorizando o uso de pistas clandestinas e aeroportos comerciais. O documento cita episódios de violência, incluindo sequestros, espancamentos e assassinatos de rivais ou devedores, supostamente executados por grupos armados conhecidos como “colectivos”, que teriam atuado para garantir a segurança das operações criminosas. Primeira-dama também será julgada Além de Maduro, a primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores, é ré no processo e deverá ser julgada pela Justiça americana. Ela também foi presa no último sábado. Segundo o indiciamento, ela é acusada de utilizar sua influência política e vínculos familiares para enriquecer por meio do tráfico de drogas em larga escala. As acusações contra Flores incluem conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos, posse e uso de metralhadoras e dispositivos destrutivos, além de conspiração para posse desse tipo de armamento. Os documentos judiciais apontam que Flores teria participado de esquemas de suborno, intermediado encontros entre grandes traficantes e autoridades venezuelanas e recebido pagamentos por voos de cocaína que obtinham passagem segura. As acusações também indicam que ela e Maduro teriam traficado drogas previamente apreendidas pelas autoridades do próprio país, utilizando escoltas militares armadas para o transporte. Parentes próximos de Flores já foram condenados nos Estados Unidos por crimes ligados ao narcotráfico. Em comunicado divulgado no sábado, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, afirmou que Nicolás Maduro e Cilia Flores enfrentarão “toda a severidade da justiça americana” em tribunais dos EUA. Ela agradeceu ao presidente Donald Trump e às Forças Armadas pela operação de captura dos dois, que classificou como “supostos narcotraficantes internacionais”. Fonte: R7 Foto: Divulgação/Gobierno Bolivariano de Venezuela

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Brasil condena ação dos EUA em nota conjunta e participa de reunião emergencial

Posicionamento foi dado em conjunto com México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha Os governos de Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha publicaram uma nota conjunta neste domingo (4) criticando a ação feita pelos Estados Unidos na Venezuela que resultou na prisão de Nicolás Maduro. A nota foi publicada minutos antes da realização de uma reunião por videoconferência da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) para discutir a situação venezuelana após os ataques de sábado (3). O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa do encontro. O texto diz que, diante da “gravidade dos fatos ocorridos na Venezuela”, os países expressaram “profunda preocupação e rechaço diante das ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, as quais contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas”. “Tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional baseada em normas, além de colocarem em risco a população civil”, continua a nota. Os países reiteram que a situação da Venezuela deve ser resolvida por meios pacíficos, com diálogo, negociação e respeito à vontade do povo venezuelano em todas as suas expressões, “sem ingerências externas e em conformidade com o direito internacional”. “Reafirmamos que apenas um processo político inclusivo, liderado pelas venezuelanas e pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática, sustentável e respeitosa da dignidade humana.” A nota ainda acrescenta que a América Latina e do Caribe são uma zona de paz, construída com o respeito mútuo, e faz um apelo à unidade regional para deixar de lado as diferenças políticas, “diante de qualquer ação que coloque em risco a estabilidade regional”. “Da mesma forma, exortamos as Nações Unidas e os mecanismos multilaterais pertinentes a fazer uso de seus bons ofícios para contribuir para a desescalada das tensões e para a preservação da paz regional”, diz o texto. “Manifestamos nossa preocupação diante de qualquer tentativa de controle governamental, de administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos, o que se mostra incompatível com o direito internacional e ameaça a estabilidade política, econômica e social da região”, finaliza a nota. Leia a íntegra da nota publicada pelos países Os Governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha, diante da gravidade dos fatos ocorridos na Venezuela e reafirmando seu apego aos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, expressam de forma conjunta as seguintes posições: 1. Expressamos nossa profunda preocupação e rechaço diante das ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, as quais contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas. Tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional baseada em normas, além de colocarem em risco a população civil. 2. Reiteramos que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, por meio do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano em todas as suas expressões, sem ingerências externas e em conformidade com o direito internacional. Reafirmamos que apenas um processo político inclusivo, liderado pelas venezuelanas e pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática, sustentável e respeitosa da dignidade humana. 3. Reafirmamos o caráter da América Latina e do Caribe como zona de paz, construída sobre o respeito mútuo, a solução pacifica das controvérsias e a não intervenção, e fazemos um apelo à unidade regional, para além das diferenças politicas, diante de qualquer ação que coloque em risco a estabilidade regional. Da mesma forma, exortamos as Nações Unidas e os mecanismos multilaterais pertinentes a fazer uso de seus bons ofícios para contribuir para a desescalada das tensões e para a preservação da paz regional. 4. Manifestamos nossa preocupação diante de qualquer tentativa de controle governamental, de administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos, o que se mostra incompatível com o direito internacional e ameaça a estabilidade politica, econômica e social da região.   Fonte: R7 Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Brasil aciona plano de contingência para possível aumento de migrantes após ataque dos EUA à Venezuela

Governo monitora crise e prepara resposta humanitária na fronteira norte diante do risco de novo fluxo migratório  O governo brasileiro acompanha com atenção os desdobramentos do ataque anunciado pelos Estados Unidos contra a Venezuela, ocorrido neste sábado (03), e já colocou em prontidão um plano de contingência voltado à gestão de um eventual aumento do fluxo migratório na fronteira norte do país.  Fontes ligadas ao governo informaram que, nas últimas semanas, a Casa Civil realizou uma série de reuniões e estruturou um plano de resposta, concluído há cerca de duas semanas, diante da possibilidade de uma escalada do conflito envolvendo a Venezuela. O planejamento prevê ações integradas entre ministérios e órgãos federais para lidar com um possível ingresso de refugiados e migrantes em território brasileiro.  Na manhã deste sábado, uma reunião marcada para as 10h, no Itamaraty, deve detalhar os aspectos operacionais do plano, incluindo o funcionamento do Programa de Acolhida, criado para recepcionar migrantes em situação de vulnerabilidade. O encontro reúne representantes da diplomacia brasileira, do Ministério da Justiça e de órgãos responsáveis por políticas migratórias e humanitárias.  Diante da gravidade do cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia interromper o período de férias para participar de reuniões de crise com seus ministros.  O alerta do governo brasileiro ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que seu país realizou um “ataque em larga escala” contra a Venezuela. Em comunicado divulgado nas redes sociais, Trump declarou que o presidente venezuelano Nicolás Maduro teria sido capturado e retirado do país. Explosões também foram registradas em Caracas, capital venezuelana.  Segundo Trump, a operação foi conduzida com a participação direta de forças de segurança norte-americanas, e novas informações seriam apresentadas em uma coletiva de imprensa marcada para as 11h, em Mar-a-Lago, na Flórida.  Dados do Boletim da Migração no Brasil, divulgado pela Secretaria Nacional de Justiça, indicam que o país mantém uma estrutura ativa de gestão migratória. Atualmente, o Brasil possui 1.888.357 registros migratórios ativos. Somente em 2025, foram contabilizados 271.484 novos registros, sendo 29.373 apenas no mês de outubro.  O levantamento também aponta avanços em políticas de acolhimento e integração. O programa de Patrocínio Comunitário ofertou 1.500 vagas, com 303 cidadãos afegãos já acolhidos. No campo da cidadania, 10.459 pessoas se naturalizaram brasileiras em 2025, sendo 1.081 no mês de outubro.  O boletim destaca ainda autorizações de investimentos vinculadas à política migratória, com R$ 296,6 milhões em investimentos imobiliários e R$ 212,4 milhões em aportes de pessoas físicas em empresas, evidenciando o impacto econômico da migração regular.  Integrantes do governo afirmam que o Brasil pretende manter uma postura de acolhimento humanitário, aliada a mecanismos de controle, organização e segurança, caso o conflito na Venezuela resulte em um novo deslocamento em massa de pessoas em direção ao país. O cenário segue sob monitoramento permanente pelas autoridades federais. (Renan Isaltino) Foto e Fonte: R7

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Clima de medo e desabastecimento toma a Venezuela após ataque dos EUA e captura de Maduro

Supermercados ficam vazios, postos têm longas filas e população evita manifestações políticas  Supermercados com prateleiras vazias, longas filas em postos de combustíveis e uma população apreensiva marcam o cenário na Venezuela após o ataque dos Estados Unidos e a captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, ocorrida na madrugada deste sábado (3).  Na ilha de Margarita, no estado de Nova Esparta, a situação é considerada crítica. Estabelecimentos comerciais registraram uma corrida de consumidores temerosos com a possibilidade de desabastecimento nos próximos dias. “Esta é uma ilha em que praticamente toda a comida vem de importação. Por isso há preocupação com o que pode acontecer, de a comida poder faltar”, relataram moradores.  Em Caracas, capital do país, o cenário também é de tensão. Enquanto pequenos grupos de apoiadores de Maduro, conhecidos como “coletivos” — grupos armados que atuam à margem da lei — circulam em motocicletas nas proximidades do Palácio de Miraflores, a maioria da população permanece recolhida em casa ou tenta garantir produtos de primeira necessidade.  O medo de expressar opiniões políticas é evidente. “Há muito medo em Caracas de expressar sentimentos sobre o que acontece no país. No ano passado, após as eleições presidenciais, mais de duas mil pessoas foram presas”, explicou a correspondente Daniella Zambrano. Ainda assim, de forma reservada, muitos venezuelanos afirmam que a situação representa “o que estavam esperando: uma mudança de governo na Venezuela”.  No campo político, a vice-presidente Delcy Rodríguez fez apenas um contato telefônico com a televisão estatal pedindo uma “prova de vida” de Nicolás Maduro. Já líderes da oposição, como Edmundo González Urrutia, que concorreu contra Maduro nas últimas eleições, e María Corina Machado, se manifestaram pelas redes sociais, afirmando que o país enfrenta “tempos difíceis”, mas demonstrando confiança em uma transição política.  A crise também afeta o transporte aéreo. Apesar de o Aeroporto Internacional de Maiquetía não ter sido bombardeado, autoridades americanas emitiram um alerta sobre os riscos de sobrevoar o espaço aéreo venezuelano. O aeroporto militar de La Carlota, por outro lado, teria sido atingido durante os ataques.  “Não há importação de alimentos após o que aconteceu. Há muita preocupação porque esta é uma ilha turística e não sabemos quando poderemos voltar para casa”, relatou Zambrano. Segundo ela, companhias aéreas internacionais já evitavam o espaço aéreo venezuelano antes dos ataques, e agora empresas nacionais também enfrentam restrições.  Entre os primeiros produtos a desaparecer das prateleiras estão papel higiênico, farinha de milho — base do café da manhã venezuelano —, massas, frango, carne, leite e outros itens essenciais. Em alguns mercados, segundo relatos locais, restam apenas biscoitos e produtos semelhantes.  A tensão aumentou ainda mais após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que novos ataques podem ocorrer “se for necessário”. A população venezuelana agora aguarda com incerteza os próximos desdobramentos de uma crise considerada sem precedentes no país. (Renan Isaltino) Foto: R7

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Maduro chega a Nova York após ser capturado em operação militar dos EUA

Trump diz que acompanhou ação “como um programa de TV” e afirma que Washington irá administrar a Venezuela e controlar o petróleo  O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou a Nova York, nos Estados Unidos, neste sábado (3/1), após ser capturado durante uma operação militar conduzida pelo governo norte-americano. A ação foi confirmada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Inicialmente, Maduro estava a bordo do navio USS Iwo Jima, mas foi transferido para uma aeronave que o levou até Nova York. Ele desembarcou em uma base militar acompanhado da esposa, Cilia Flores. Em entrevista à emissora Fox News, concedida logo após a prisão, Donald Trump afirmou que acompanhou toda a operação à distância, comparando o momento a um espetáculo televisivo. “Bem, nós assistimos a tudo de uma sala. Estávamos cercados por muitas pessoas, incluindo generais, e eles sabiam de tudo o que estava acontecendo. Era muito complexo, extremamente complexo”, disse o presidente americano por telefone. Trump afirmou ainda que as forças americanas agiram de forma rápida e coordenada durante a ação. “Eles simplesmente invadiram lugares onde não era permitido, arrombaram portas de aço que haviam sido instaladas justamente para isso, e foram eliminados em questão de segundos. Nunca vi nada parecido”, declarou. Durante coletiva de imprensa realizada em seu resort, Mar-a-Lago, na Flórida, Trump reiterou que os Estados Unidos irão administrar a Venezuela após a captura de Nicolás Maduro, até que uma transição de governo seja realizada. O presidente também destacou que o governo americano passará a controlar as reservas de petróleo venezuelanas. “Hoje de madrugada, sob minha direção, os Estados Unidos, por meio de suas Forças Armadas, conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela. O poder militar americano por terra e pelo mar foi usado para lançar um ataque espetacular. Toda a capacidade militar venezuelana ficou sem poder”, afirmou Trump. Até o momento, não há confirmação independente sobre as condições da prisão de Maduro nem sobre os próximos passos formais da administração americana na Venezuela. O episódio intensifica a tensão diplomática na América Latina e marca uma escalada sem precedentes no conflito envolvendo o país sul-americano. (Renan Isaltino) Foto e Fonte: R7

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Trump faz ameaças veladas a presidente da Colômbia após captura de Maduro

Presidente dos EUA acusa Gustavo Petro de ligação com rotas e produção de cocaína O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, “tem que ficar esperto” após a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas. A declaração foi feita em resposta a uma pergunta de um jornalista. Trump acusou o governo colombiano de envolvimento com a produção e o envio de drogas aos Estados Unidos. “Ele [Gustavo Petro] tem rotas de cocaína, tem fábricas onde é produzida cocaína. Então eu mantenho o que eu disse anteriormente: ele está produzindo cocaína e depois enviando para os EUA. Então, sim, tem que ficar esperto”, afirmou. Até o momento, não houve posicionamento oficial do governo colombiano sobre as declarações do presidente norte-americano. (Renan Isaltino) Foto: R7

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Trump diz que EUA vão governar a Venezuela após captura de Nicolás Maduro

Presidente americano afirma que administração será temporária até uma “transição segura”, mas não estabelece prazo O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país irá governar a Venezuela imediatamente após a captura do ditador Nicolás Maduro, realizada neste sábado (3). A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa no clube Mar-a-Lago, na Flórida. Segundo Trump, a administração norte-americana assumirá o comando do país até que seja possível organizar uma transição considerada segura, adequada e sensata. “Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição segura. Não queremos que outra pessoa assuma o poder e que a situação se repita por muitos anos. Portanto, vamos governar o país”, disse. O presidente americano não especificou como essa gestão será conduzida nem quanto tempo deve durar o processo de transição de poder na Venezuela. (Renan Isaltino) Fonte e Foto: R7

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EUA anunciam captura de Nicolás Maduro após operação militar na Venezuela

Donald Trump afirma que país será administrado temporariamente pelos Estados Unidos para garantir “transição segura”  Os Estados Unidos anunciaram neste sábado (3) a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após uma operação militar realizada durante a madrugada em Caracas. O anúncio foi feito pelo presidente norte-americano Donald Trump, durante uma coletiva de imprensa realizada em seu resort, Mar-a-Lago, na Flórida.  Segundo Trump, a ação deixou parte da capital venezuelana sem energia elétrica e resultou na prisão de Maduro em um de seus esconderijos. O presidente americano declarou ainda que os Estados Unidos irão governar a Venezuela temporariamente, com a possibilidade de envio de tropas, até que seja organizada uma “transição segura, adequada e sensata” de poder.  “Vamos governar o país até que possamos realizar uma transição segura. Não podemos correr o risco de que alguém assuma o poder na Venezuela sem ter os interesses dos venezuelanos em mente”, afirmou Trump. Questionado sobre uma eventual presença militar prolongada, ele disse não descartar o envio de forças terrestres. “Não temos medo de tropas terrestres”, declarou.  Apesar do anúncio da captura de Maduro, ainda não está claro como os Estados Unidos pretendem supervisionar a Venezuela. Trump evitou responder de forma objetiva às perguntas dos repórteres sobre como seria a administração do país. Segundo informações disponíveis, as forças americanas não têm controle total sobre o território venezuelano, e integrantes do governo de Maduro ainda permanecem no poder.  As declarações do presidente dos EUA reacendem comparações com intervenções passadas no Oriente Médio, como no Iraque e no Afeganistão, que terminaram após anos de ocupação e posterior retirada das tropas americanas.  Nicolás Maduro, de 63 anos, ex-motorista de ônibus e sucessor de Hugo Chávez desde 2013, nega as acusações feitas pelos Estados Unidos. Ele afirmou que a operação teria como real objetivo assumir o controle das reservas de petróleo venezuelanas, consideradas as maiores do mundo.  Até o momento, não houve confirmação independente sobre a situação de Maduro nem sobre os próximos passos da atuação americana no país. A crise política e institucional na Venezuela, que já se arrasta há anos, entra agora em um novo e incerto capítulo no cenário internacional. (Renan Isaltino) Foto: R7 divulgação

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Caso Master: PF conclui acareação entre Vorcaro e ex-presidente do BRB

Procedimento ocorreu após delegada identificar contradições em depoimentos prestados nesta terça-feira A Polícia Federal concluiu na noite desta terça-feira (30) a acareação entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa. O procedimento, que durou menos de uma hora, ocorreu após a PF constatar contradições nos depoimentos de ambos. O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, foi dispensado da acareação. Durante a tarde, o primeiro a ser ouvido pela delegada da PF Janaína Palazzo, responsável pelo caso que investiga irregularidades no Banco Master, foi o dono da instituição financeira. Vorcaro falou por quase três horas. Em seguida, por volta das 17h, Paulo Henrique Costa prestou esclarecimentos. O diretor do Banco Central foi o terceiro e último a ser ouvido pela PF. A audiência desta terça-feira foi determinada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, e ocorreu mesmo durante o recesso do Judiciário, devido à gravidade do caso. O que está sendo investigado? O caso apura suspeitas de irregularidades em uma operação de R$ 12,2 bilhões relacionada à tentativa de venda do Banco Master ao BRB. A negociação não foi concluída após o Banco Central identificar problemas na transação durante a análise de dados técnicos. Em novembro, o BC decretou a liquidação do banco e, em conjunto com a Polícia Federal, apontou indícios de fraudes no sistema financeiro no mesmo valor. Resistências à audiência Tanto o Banco Central quanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) tentaram impedir a audiência neste momento. O BC questionou a urgência da medida, enquanto a PGR argumentou que a acareação é “prematura”. Toffoli, no entanto, manteve a decisão, afirmando que o impacto do caso no sistema financeiro exige explicações imediatas e diretas.   Fonte: R7 Foto: Amanda Perobelli/Reuters

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