Compra do material escolar é ritual de início de ano que exige pesquisa, pechincha e atenção O ano começa e também dá início à corrida pelo menor preço do material escolar. Para ajudar os pais, o Procon de Campinas divulgou nesta sexta-feira (17) os menores e maiores preços de produtos solicitados pelas escolas, pesquisados em seis lojas virtuais, entre 13 e 16 de janeiro. O levantamento completo está disponível no link https://procon.campinas.sp.gov.br/informativo-e-pesquisa-pre-o-material-escolar-3. O documento tem como objetivo incentivar o consumidor a pesquisar preços e oferecer referência por meio dos valores médios obtidos. Dos 88 produtos pesquisados, o que apresentou maior variação no preço – 278,78% – foi a canetinha hidrográfica Bic Evolution com 12 cores: o valor mínimo foi R$ 15,60 e o máximo R$ 59,09. Já o bloco de desenho liso de 30 folhas teve uma variação de 4,27%, com preços entre R$ 48,90 e R$ 50,99. A pesquisa também traz os produtos com menores e maiores preços: a caneta esferográfica cristal Dura Mais, com três canetas pretas da Bic (R$ 4,60) e o caderno inteligente de 80 folhas (R$ 189,90), respectivamente. “É importante que os pais pesquisem e tentem negociar descontos nos estabelecimentos. Caso não seja possível comprar todos os produtos da lista, uma opção é comprar os produtos necessários para dois ou três meses, de acordo com o planejamento financeiro da família”, explicou o diretor do Procon, Paulo Bojikian Giglio. O diretor também orienta a negociar na hora do parcelamento da compra. “A maioria das lojas tem a opção de parcelamento, mas os pais devem ficar atentos aos juros cobrados. Muitas vezes, no caso de poucas parcelas, não há incidência de juros, mas em parcelamentos maiores, sim. É preciso ver se compensa ou se não é melhor comprar menos produtos e evitar os juros”, disse. As variações de preços constatadas referem-se aos dias em que o levantamento foi realizado. Os preços atuais podem ser diferentes em razão da data de compra ou por ocasião de descontos oferecidos, ofertas e promoções. Os consumidores que tiverem problemas ou dúvidas, além das esclarecidas no informativo, devem procurar o PROCON de Campinas em uma de suas unidades ou pelo telefone 151. Cartilha auxilia pais sobre mensalidade e material escolar No site do Procon, uma cartilha também busca orientar os pais e responsáveis sobre o material escolar e a cobrança de mensalidade, taxas e demais contribuições. O informativo completo com todas as dicas pode ser consultado por meio do link: https://procon.campinas.sp.gov.br/informativo-e-pesquisa-pre-o-material-escolar-3. Dicas para as compras A escola pode solicitar apenas os materiais utilizados para as atividades pedagógicas diárias do aluno, em quantidade coerente com os exercícios praticados e sem indicação de marcas. A lista de material escolar deverá ser disponibilizada para que o consumidor tenha a liberdade de pesquisar preços. Compras pela internet Nas compras pela internet, o consumidor deve digitar o endereço do estabelecimento diretamente no navegador; verificar dados como endereço e CNPJ; desconfiar de preços muito abaixo do mercado, especialmente se comparados aos de outras empresas que comercializem o mesmo tipo de produto ou serviço. Também deve evitar realizar depósitos bancários, pix em nome de pessoa física e em caderneta de poupança para evitar eventuais aborrecimentos. Na dúvida, contate o fornecedor em seus canais oficiais. Mensalidades As escolas privadas (pré-escolar, fundamental, médio e superior) são obrigadas a divulgar, com antecedência de 45 dias da data final para a matrícula, o contrato, o valor apurado da anualidade ou semestralidade e o número de vagas por sala-classe. As mensalidades devem ser cobradas sobre as aulas e a prestação de serviços educacionais. Além disso, a instituição pode cobrar outras taxas para custear serviços como segunda chamada de prova e exames, declarações, aulas de recuperação, adaptação e dependência prestados fora do horário escolar. Essas taxas devem ser informadas previamente. Segundo o Procon, é proibido cobrar multa moratória superior a 2% do valor da mensalidade em atraso; suspender provas, reter documentos escolares (transferência, diploma, etc). A escola também não pode proibir a entrada na sala de aula por motivo de inadimplência ocorrida durante a vigência do contrato semestral ou anual. Foto: Prefeitura de Campinas