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Categoria: Economia

IPTU vence nesta segunda (10) para mais de 469 mil imóveis residenciais de Campinas

Imposto pode ser pago por pix, com QRCode já impresso nas parcelas   O Imposto Predial Territorial Urbano de Campinas (IPTU) vence nesta segunda-feira, 10 de fevereiro, para mais de 469 mil imóveis residenciais. O pagamento pode ser feito por pix, com QRCode já impresso nas parcelas. A segunda via, para quem, por algum motivo, está sem o carnê em mãos, pode ser acessada no site da Secretaria de Finanças, no https://iptu.campinas.sp.gov.br/. Os contribuintes que optarem pelo pagamento da cota única terão 5% de desconto; o imposto também pode ser pago em até 11 parcelas. O desconto pode ser maior para quem for pagar à vista e tiver aderido ao IPTU Digital. Na modalidade digital do imposto, o desconto é de 1%, limitado a R$ 100,00. As adesões podem ser feitas até 31 de outubro de cada ano, mas valem sempre para o exercício seguinte. Mais informações podem ser obtidas no link https://novo.campinas.sp.gov.br/servico/iptu-digital. É importante lembrar que após o vencimento inicial, conforme consta no carnê, não haverá mais a possibilidade do pagamento da cota única. As parcelas devem ser pagas na data de vencimento, para que não haja incidência de juros e multas. “Este é um imposto muito importante, que fica 100% para o município. Junto com outras fontes de receitas, o IPTU garante a manutenção dos serviços prestados pelo município”, disse Aurílio Caiado, secretário de Finanças de Campinas. Para o IPTU de 2025 não houve aumento, apenas a correção de 4,88% da Unidade Fiscal de Campinas (Ufic).   QR Code A novidade deste ano é que o IPTU também pode ser pago por PIX, com o QRCode disponível na cota única e nas parcelas. Os contribuintes devem ficar atentos e só concluir o pagamento se o aplicativo do banco indicar o nome da Prefeitura Municipal de Campinas. O QRCode permanecerá ativo até a data do vencimento da parcela ou até que ocorra a baixa do pagamento da mesma no sistema da Secretaria, caso seja efetuado o pagamento antes do vencimento.   Atendimento Os contribuintes que tiverem alguma dúvida podem procurar uma das unidades do Porta Aberta ou entrar em contato com Finanças pelo SAC, no 3755-6000. No Porta Aberta, os atendimentos são feitos com horário agendado pelo Portal de Serviços (https://servicos.campinas.sp.gov.br/). O chatbot (https://campinas.sp.gov.br/servico/chat-whatsapp-secretaria-de-financas), implantado em 2022, e o atendimento pelo whatsapp da Secretaria de Finanças (19 99441-4730) também são boas opções para quem tiver dúvidas.   Serviço: IPTU 2025 Vencimentos: 10 de fevereiro (imóveis residenciais) Número total de carnês: 515 mil (46 mil não residenciais e 469 mil residenciais) Informações: Serviços de atendimento da Prefeitura (SAC) pelo 3755-6000, chatbot (https://campinas.sp.gov.br/servico/chat-whatsapp-secretaria-de-financas) e whatsapp da Secretaria de Finanças (19 99441-4730)   Porta Aberta e Agiliza Campinas: o atendimento é presencial, com agendamento no Portal de Serviços (https://servicos.campinas.sp.gov.br/)   Foto: Prefeitura de Campinas  

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Famílias estão menos endividadas e mais cautelosas com gastos

Uma pesquisa conduzida a pedido da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada na última quinta-feira (6), percebeu melhoria no total de famílias endividadas no país, com diminuição para 76,1% em janeiro. O resultado representa uma queda de 0,6 ponto percentual em relação a dezembro e de 2 pontos percentuais no comparativo com o mesmo período em 2024. Uma das brasileiras que conseguiu sair da situação de endividamento foi a professora Danieli Silveira. Para isso, ela diminuiu bastante os gastos, evitou parcelas e buscou fazer compras somente à vista. “É assim que estou me policiando e conscientizando que o consumo saudável é a melhor saída”, explica a docente. Ela se percebe, hoje, como alguém que tem suas dívidas controladas, e é certeira ao afirmar: “Não quero passar por isso novamente”. O que ocasionou a situação do tipo “bola de neve” foi o desemprego da professora. “O primeiro vilão foi o cheque especial. Como não tive renda, ele estruturou o pagamento das contas. Quando voltei a ter renda, o rombo negativo nunca dava pra cobrir. Então vieram os cartões de crédito para poder suprir o consumo das necessidades básicas. Um cartão pra pagar outro”, contou à Agência Brasil. O cartão de crédito continua sendo a principal modalidade de crédito utilizada pelos consumidores, atingindo 83,9% do total de devedores, valor 3% menor do que o auferido no começo de janeiro. O técnico em logística Cesar (nome fictício) é parte destes endividados, e um dos que não conseguirá pagar suas dívidas. A família teve as contas comprometidas após o afastamento de sua companheira do trabalho para tratamento de um câncer desde o final de 2023. Ela parou de trabalhar como enfermeira no turno da noite, quando recebia um adicional Eles já tinham financiamento imobiliário e empréstimos, mas começaram a acumular dívidas no cartão de crédito, que foram aumentando. Cesar recorreu ao Procon paulista para negociar os juros, e deve conseguir condições melhores de pagamento já nas próximas semanas. “Vou ser sincero, estou mais preocupado com a saúde mental da minha esposa e da família em geral”, conta o técnico, que espera reorganizar as finanças após a renegociação. Pesquisa A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), também apurou se as pessoas conseguirão pagar suas dívidas. Em janeiro deste ano 29,1% das famílias têm dívidas em atraso e 12,7% não conseguirão pagá-las. Em dezembro eram 29,3% e 13%, respectivamente, e em janeiro de 2024 eram 28,3% e 12%. Foi o primeiro recuo na inadimplência desde julho de 2024. As dívidas comprometem, em média, 30% da renda das famílias ouvidas. Segundo o estudo este dado é subjetivo, o que indica que as pessoas podem estar menos propensas a realizar gastos,com perspectivas mais conservadoras para o consumo. As famílias mais vulneráveis, que são aquelas que recebem até 3 salários mínimos, representaram o único grupo pesquisado que teve aumento em suas dívidas,cujo percentual de endividamento aumentou, na comparação com janeiro de 2024 (79,2%) e 18,4% não terão como quitar suas dívidas. O estudo também percebeu que um quinto de todas as famílias com dívidas tem mais da metade de sua renda comprometida. Mesmo com o resultado positivo dos índices de endividamento e inadimplência a CNC estima que  o endividamento das famílias voltará a crescer durante este ano. Segundo o estudo os percentuais devem começar a subir a partir de março, fechando o ano com 77,5% das famílias brasileiras endividadas e 29,8% inadimplentes. Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Especialista indica como cuidar de finanças em cenário de juros altos

Em tempos de juros altos, é preciso ter maior atenção às finanças para não perder o controle sobre o endividamento ou para aproveitar o momento e fazer o dinheiro render. A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar mais uma vez os juros no final de janeiro. O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 1 ponto percentual, agora para 13,25% ao ano. Para ajudar neste cenário, a educadora financeira e CEO na UjamaaTech, Dina Prates, apresentou uma série de orientações para as pessoas As dicas da especialista dividem-se em três cenários: pessoas que estão endividadas; pessoas não endividadas, mas que estão precisando de recursos; pessoas que têm algum dinheiro sobrando para investir. Agência Brasil: No atual cenário de juros altos, qual seria a recomendação para as pessoas que estão endividadas, principalmente endividadas no cartão de crédito? Qual o melhor caminho para sair ou diminuir a dívida? Dina Prates: Nesse cenário de altas taxas de juros, é fundamental que as pessoas tenham cuidado ao negociar suas dívidas. Dependendo do tipo de dívida, os valores podem aumentar bastante, com parcelas altas que comprometem a capacidade de pagamento e afetando a saúde financeira no longo prazo, podendo gerar até inadimplência de outras contas. No caso das dívidas de cartão de crédito, é importante evitar o pagamento somente do mínimo mensal ou aceitar os parcelamentos automáticos da fatura. O que isso significa? Muitas vezes, a pessoa paga apenas o valor mínimo e a fatura vai aumentando consideravelmente, pois os juros do crédito rotativo são altos e impactam o novo total da fatura. A melhor alternativa é analisar bem o seu orçamento, entender qual é a sua real capacidade de pagamento nos próximos meses e buscar uma negociação que caiba no seu bolso. Para reduzir o custo com juros, você pode negociar uma entrada para o pagamento da fatura e parcelar o restante. Mas, sempre esteja atento à sua capacidade financeira. O parcelamento da fatura pode ter um custo alto, mas a entrada pode amortizar um pouco os custos. Outra estratégia para diminuir essa dívida é trocar uma dívida cara por uma mais barata. Se você tem uma dívida no cartão de crédito, pode valer a pena fazer um empréstimo pessoal para quitar a fatura. Assim, você passa a pagar parcelas com juros menores do que os do rotativo do cartão. Nem sempre essa é a melhor alternativa, mas pode ser um caminho bem interessante para pessoas que não conseguem ter muitas saídas ou acabam tendo uma fatura de cartão de crédito muito alta, porque já estão nesse histórico de pagar o valor menor do que o total da fatura. Agência Brasil: Quem não está em dívida, mas está precisando de dinheiro, qual é a melhor opção para empréstimo? Dina Prates: Para quem está precisando de dinheiro, as melhores opções de empréstimo, geralmente com taxas de juros mais baixas, são aquelas que têm alguma garantia atrelada. Por exemplo, servidores públicos, aposentados ou pensionistas têm acesso a linhas de crédito com juros menores através do crédito consignado, que é descontado direto na folha de pagamento. Outra alternativa é para quem possui um imóvel ou outro bem que possa ser usado como garantia. Esse tipo de empréstimo costuma oferecer taxas de juros mais baixas e, muitas vezes, uma liberação de crédito mais rápida ou até valores mais altos, dependendo da situação. Agora, para quem não tem garantias ou não se encaixa nos perfis anteriores, existem várias fintechs no mercado oferecendo diferentes tipos de crédito. Mas é fundamental ficar atento às taxas de juros. Se você não sabe se a taxa está justa, pode consultar o site do Banco Central para comparar a média de juros cobrados por outras instituições e ver se a opção escolhida realmente vale a pena. Sempre faça uma boa pesquisa em mais de uma instituição financeira para consultar as taxas de juros e as linhas disponíveis. Agência Brasil: Para as pessoas que estão com algum dinheiro sobrando: qual a melhor alternativa para investimento, para aproveitar melhor os juros? Dina Prates: Para quem está com algum dinheiro sobrando, uma das melhores alternativas no momento é buscar investimentos em renda fixa. Isso porque o aumento da taxa de juros impacta diretamente a rentabilidade desses investimentos, como o Tesouro Direto, CDBs e LCIs, que tendem a oferecer retornos maiores com a alta da Selic. Mas é sempre importante lembrar: antes de investir, cada pessoa deve conhecer seu perfil de investidor e entender seu nível de tolerância ao risco. Só depois disso é que vale a pena dar os primeiros passos no mundo dos investimentos. Ainda assim, a renda fixa é uma ótima opção para quem quer ver o dinheiro render mais neste cenário de juros altos. Se você está investindo pela primeira vez, nossa recomendação é começar com pouco e buscar opções que tenham um retorno financeiro estimado, como as opções da renda fixa. Fonte e foto: Agência Brasil

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Parceria com gigante chinesa traz investimentos para Limeira

Contrato assinado nesta semana na presença do prefeito Murilo Félix e do governador interino do Estado de São Paulo Felicio, Ramuth, deve trazer mais investimentos para Limeira. A empresa CP Kelco fechou uma parceria com a gigante chinesa Yili Group, do ramo de laticínios. A empresa limeirense aumentará a produção e exportação de pectina cítrica para a China. Esse produto é utilizado como agente de viscosidade e estabilizador de proteínas em produtos como iogurtes, geleias e sucos de frutas. “Além da compra e venda, a CP Kelco também fornecerá assistência técnica à Yili, buscando ampliar a aplicação da pectina cítrica em outros produtos da linha de lácteos do cliente”, explicou Carlos Contiero, gerente global de planejamento estratégico da CP Kelco. O aumento da exportação do produto a partir de Limeira deverá gerar benefícios em cadeia para a cidade. Com os investimentos na modernização dos equipamentos da empresa, o aumento na compra de matérias-primas e a maior demanda por transporte, o município deve registrar um crescimento na arrecadação de ISS, o Imposto Sobre Serviços. “Enquanto Prefeitura, nossa função é proporcionar às empresas da cidade as condições necessárias para que cresçam, gerando mais empregos e investimentos para o município”, afirmou o prefeito Murilo Félix. CP Kelco A CP Kelco Brasil é uma empresa multinacional com sede em Londres, Reino Unido, e sua unidade de Limeira opera no setor de fabricação de ingredientes naturais para a preparação de alimentos. A companhia foi fundada em 1954, adquirida pelo Grupo Huber em 2004 e, em 2024, foi adquirida pelo Grupo Tate & Lyle.   Foto: Prefeitura de Limeira

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Dólar encosta em R$ 5,80 após novas ameaças de Trump

As ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, de novas elevações de tarifas comerciais fez o mercado financeiro passar da calmaria à turbulência. O dólar, que vinha caindo, voltou a subir e encostou em R$ 5,80. A bolsa de valores, que vinha em baixa, ampliou a queda e registrou o primeiro recuo semanal em 2025. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (7) vendido a R$ 5,793, com alta de R$ 0,029 (+0,51%). A cotação caiu na maior parte do dia, chegando a R$ 5,74 por volta das 12h50, mas subiu após a divulgação de uma matéria da Reuters que citava que Trump pretendia anunciar tarifas comerciais recíprocas. Apesar da alta desta sexta, a divisa caiu 0,73% na semana. Perto do fim da tarde, a cotação teve um novo impulso quando Trump anunciou a intenção de impor tarifas recíprocas ao lado do primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, em evento na Casa Branca. Por meio desse mecanismo, os Estados Unidos cobrarão o mesmo Imposto de Importação que os parceiros comerciais cobram sobre as mercadorias norte-americanas. O mercado de ações também teve um dia tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 124.619 pontos, com queda de 1,24%. O indicador operou estável no início da sessão, mas começou a cair ainda no fim da manhã, amplificando o recuo durante a tarde. Na semana, a bolsa brasileira caiu 1,2%. Uma eventual tarifa recíproca aumenta as expectativas de inflação nos Estados Unidos, o que interfere na cotação do dólar em todo o planeta por causa da possibilidade de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) eleve os juros da maior economia do planeta. Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil. *Com informações da Reuters Fonte: Agência Brasil Foto: Agência Brasil/Arquivo

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Cesta básica sobe nas capitais e já representa ao menos 40% do salário mínimo

Levantamento de preços de itens de consumo básicos nas capitais do país identificou aumento no custo da cesta básica em janeiro deste ano em 13 das 17 cidades pesquisadas. A maior alta foi em Salvador (6,22%), seguida por Belém (4,80%) e Fortaleza (3,96%). As quatro cidades onde houve redução no valor global dos itens foram Porto Alegre (-1,67%), Vitória (-1,62%), Campo Grande (-0,79%) e Florianópolis (-0,09%). O levantamento – realizado desde 2005 – é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A cesta básica mais cara foi cotada em São Paulo, onde os alimentos que a compõem custam R$ 851,82, 60% do salário mínimo oficial (R$ 1.518). Em janeiro, segundo o levantamento do Dieese, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.156,15. Estudo divulgado em dezembro pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que a renda média do trabalhador brasileiro foi de R$ 3.279,00 em outubro de 2024, dado mais atual disponível. Valores A comparação, segundo o Dieese, é possível “com base na cesta mais cara, que, em janeiro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência”. Em janeiro de 2024, deveria ter ficado em R$ 6.723,41 ou 4,76 vezes o valor vigente. A inflação dos últimos 12 meses, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 4,8%, valor próximo ao aumento indicado. As cidades do sul e sudeste estão entre as mais caras cotadas. Em Florianópolis, o valor médio da cesta básica foi de R$ 808,75, no Rio de Janeiro R$ 802,88, e, em Porto Alegre, R$ 770,63. Custo Curitiba, com R$ 743,69, Vitória com 735,31 e Belo Horizonte com R$ 717,51 completam o setor, mas foram superadas por Campo Grande (R$ 764,24), Goiânia (R$ 756,92) e Brasília (R$ 756,03). As capitais do Norte e Nordeste pesquisadas têm custos abaixo da metade do valor do salário mínimo. Em Fortaleza a cesta básica custou em média R$ 700,44, em Belém R$ 697,81, em Natal R$ 634,11, em Salvador R$ 620,23, em João Pessoa R$ 618,64, no Recife R$ 598,72 e em Aracaju R$ 571,43. A análise do Dieese liga o aumento da cesta básica ao comportamento de três itens principais: o café em pó, que subiu em todas as cidades nos últimos 12 meses; o tomate, que aumentou em cinco cidades, mas diminuiu em outras 12 nesse período, mas teve aumento acima de 40% em Salvador, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro, por conta das chuvas; e o pão francês, que aumentou em 16 cidades pesquisadas nos últimos 12 meses, o que se atribui a uma “menor oferta de trigo nacional e necessidade maior de importação, nesse cenário de câmbio desvalorizado”. O reajuste poderia ter sido maior, porém, foi contido por itens como a batata, que diminuiu em todas as capitais no último ano, o leite integral, que, apesar do reajuste durante o ano, teve queda em 12 cidades em dezembro, e o arroz agulhinha e o feijão preto, que têm caído de preço nos últimos meses por conta de aumento na oferta. Fonte: Agência Brasil Imagem:  Tânia Rêgo/Agência Brasil  

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Haddad diz que política para levar dólar a ‘patamar adequado’ terá reflexo no preço da comida

Para frear alta dos alimentos, ministro da Fazenda destaca medidas do governo, como salário mínimo, isenção na cesta básica e IR O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (7) que a política adotada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva para “trazer o dólar para um patamar mais adequado” terá reflexo nos preços dos alimentos nas próximas semanas. “Tem muita coisa para fazer, mas o avanço é muito significativo”, disse. O responsável pela área econômica destacou a política de valorização do salário mínimo, correção da tabela do Imposto de Renda, isenção de impostos federais na cesta básica e super safra como medidas tomadas para conter a alta no preço dos alimentos. “O presidente Lula não só zerou os impostos da cesta básica, como agora, a partir de 2027, a Constituição Federal vai impedir os governos estaduais de cobrarem imposto sobre a cesta básica, que já não tem impostos federais. A primeira providência foi justamente de zerar os impostos sobre a cesta básica. A segunda coisa é que, depois de sete anos, Lula retomou política de valorização do salário mínimo. Então aumentar o salário mínimo é uma das formas de garantir que o trabalhador mantenha seu poder de compra”, pontuou Haddad. “No final do ano passado, tivemos uma ocorrência que foi a eleição do Trump nos EUA. Isso fez com que o dólar se valorizasse no mundo inteiro. As moedas perderam valor. Agora, se acompanhar o que está acontecendo, o dólar está perdendo força. Chegou a R$ 6,30 no ano passado e hoje tá na casa dos R$ 5 e pouco. Isso também colabora para redução do preço dos alimentos, no médio prazo, porque apesar de sermos grandes exportadores de produtos, você exporta em dólar. Se o produtor estiver recebendo mais em reais, em virtude do dólar ter se apreciado, isso acaba tendo impacto nos preços internos. Então também a política que adotamos para trazer o dólar para um patamar mais adequado também vai ter reflexo nas próximas semanas”, acrescentou. Em terceiro lugar, Haddad cita os investimentos recordes feitos no Plano Safra de 2024/2025, de R$ 400 bilhões. O ministro destacou que a colheita será realizada a partir de março. “Isso tudo vai ajudar a normalizar essa situação. Vamos continuar tomando as medidas de salário mínimo, corrigir tabela do imposto de renda, melhorar poder de compra do salário, abaixar o dólar e melhorar a safra para combater os preços altos”. As declarações foram dadas pelo responsável pela área econômica para uma rádio pernambucana. Na entrevista, Haddad foi questionado sobre a alta no preço dos combustíveis. “Depois da eleição de Trump, teve uma disparada do dólar. E agora, com o dólar voltando ao normal. E a gente importa gasolina e diesel, isso tem reflexo no preço. Mas, de novo, compara com o preço de dois anos atrás. Hoje, está mais baixo do que há dois anos. A gente tem que ter clareza que não conserta um país destruído em dois anos. Ainda assim, o preço do combustível no posto de gasolina está mais barato do que [na gestão de] Bolsonaro”. Lula Na última quinta-feira (6), Lula sugeriu que as pessoas deixem de comprar os alimentos que estão caros como forma de forçar os produtos a terem redução de preço. O custo da comida tem preocupado o petista, mas, por enquanto, o governo federal não apresentou nenhuma medida para conter a alta — embora o Executivo estude algumas iniciativas para frear o aumento, como a redução da alíquota de importação de alguns itens. O presidente argumentou, ainda, que não é porque a massa salarial e o salário mínimo cresceram, que os vendedores podem encarecer os produtos. “Uma das coisas mais importantes para que a gente possa controlar o preço é o próprio povo. Se você vai no supermercado e você desconfia que tal produto está caro, você não compra. Ora, se todo mundo tiver essa consciência e não comprar aquilo que acha que está caro, quem está vendendo vai ter que baixar para vender, senão vai estragar”, declarou Lula em entrevista a rádios baianas. Fonte: R7 Foto: Diogo Zacarias/MF

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Ações da controladora do Google caem após divulgação de plano de alto investimento em IA

Empresa divulgou balanço que mostrou resultado positivo, mas abaixo do esperado   As ações da Alphabet, controladora do Google, despencaram 7,4%, nesta quarta-feira (5), e chegaram a US$ 191,10, um dia após a divulgação do balanço da companhia. Os resultados do primeiro trimestre de 2024 mostraram um lucro líquido de US$ 26,53 bilhões da empresa, um aumento de 28%. Apesar do resultado positivo, o valor ficou abaixo do que era esperado pelo mercado. O resultado é reflexo do desempenho do Google Cloud, que apesar de ter tido aumento de 30% nas receitas, ainda foi menor do que era projetado. Além dos resultados, a empresa anunciou a intenção de investir US$ 75 bilhões em despesas de capital, sendo a maior parte em Inteligência Artificial em 2025. “Estamos confiantes nas oportunidades que temos pela frente, e para acelerar o nosso progresso, esperamos investir aproximadamente 75 bilhões de dólares em despesas de capital em 2025″, disse o CEO do Google, Sundar Pichai, em comunicado. O valor representa um crescimento de 43% no investimento em relação aos US$ 32,3 bilhões investidos em 2023. E é bem superior aos US$ 57 bilhões que eram projetados por analistas, segundo a mídia especializada. O anúncio é feito em meio ao avanço da concorrência com o crescimento da chinesa DeepSeek, que tem ganhado o mercado com muito menos recursos e um modelo de código aberto. Segundo a empresa, o investimento feito de menos de US$ 6 milhões. Enquanto isso, nesta semana, o Google também anunciou novidades para o Gemini, seu modelo de inteligência artificial. A empresa liberou a versão 2.0 Flash para todos os usuários do aplicativo Gemini e lançou Gemini 2.0 Pro Experimental, voltado para tarefas mais complexas. Fonte: R7 Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Justiça concede liminar para reduzir R$ 28 milhões por ano no contrato de ônibus em Limeira

A Prefeitura de Limeira obteve, nesta quarta-feira (5), uma decisão liminar da Vara da Fazenda Pública que autoriza a redução dos repasses de subsídios à empresa responsável pelo transporte coletivo do município. Enquanto estiver em vigor, a determinação deve gerar uma economia média de R$ 2,4 milhões por mês, ou R$ 28 milhões por ano, aos cofres públicos. Na decisão, a Justiça acolheu os argumentos da atual administração, que contestava o reajuste de 18,3% concedido à empresa em 4 de maio de 2023. Segundo a ação, o aumento foi calculado com índices incorretos. Na análise do caso, o juiz Bertholdo Hettwer Lawall destacou que o reajuste aprovado pelo município considerou uma variação anual de 45,49% no preço do óleo diesel, enquanto o aumento real foi de 22%, questão que já havia sido apontada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP). Com a liminar, o reajuste aplicado passa de 18,3% para 12,84%. Além de permitir a redução do reajuste, o magistrado determinou o envio do caso ao TCE-SP, uma vez que os valores dos combustíveis utilizados na concorrência pública apresentaram discrepâncias em relação à realidade do mercado. “Salta aos olhos o fato de que a variação do preço dos combustíveis, já, ao que tudo indica, indevidamente calculada para fins do reajuste, também compôs a justificativa para o reequilíbrio econômico-financeiro”, afirmou o juiz.   Foto: Prefeitura de Limeira

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Faturamento do setor mineral cresceu 9,1% em 2024

O faturamento do setor mineral brasileiro em 2024 foi de R$ 270,8 bilhões. O montante representa uma alta de 9,1% na comparação com 2023. Os dados consolidados do último ano integram o balanço que foi apresentado nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as maiores mineradoras que atuam no país. De acordo com o diretor-presidente do entidade, Raul Jungmann, o crescimento foi impulsionado pela valorização do dólar e também pelo faturamento com o minério de ferro, que registrou alta de 8,6% na comparação entre 2024 e 2023. O salto ocorreu mesmo em um cenário onde o preço da tonelada no mercado internacional caiu 9%. “Nós tivemos um aumento em termos de produção do minério ferro e, por conta disso, tivemos também um aumento em termos de faturamento”, disse Jungmann. É a principal commodity do setor. No último ano, o minério de ferro representou 59,4% de todo o faturamento e 68,7% de todas as exportações. Os dados do Ibram também destacam avanços no faturamento do cobre (25,2%) e do ouro (13,3%). Diferente do que ocorreu com o minério de ferro, a alta envolvendo esses dois minerais foi impulsionada por um crescimento dos preços no mercado internacional. Os dois principais estados mineradores do Brasil, Minas Gerais e Pará, responderam por 76% de todo o faturamento do setor. Os empreendimentos mineiros contribuíram com R$ 108,3 bilhões, enquanto os paraenses com R$ 97,6 bilhões. Na sequência, fechando a lista dos cinco estados com melhor desempenho, aparecem São Paulo (R$ 10,3 bilhões), Bahia (R$ 10,1 bilhões) e Goiás (R$ 9,6 bilhões). Segundo Jungmann, a aparição dos paulistas na terceira posição configura uma surpresa e foi impulsionada pelo faturamento com agregados da construção civil, que teve demanda crescente em 2024. Outros dados divulgados pelo Ibram indicam uma alta de 8,6% na arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), tributo conhecido como o royalty do minério. Saiu de R$ 6,9 bilhão em 2023, passou para R$ 7,4 bilhões em 2024. A estimativa de investimentos calculada pelo Ibram para o próximo quadriênio também subiu. A alta foi de 6%, saindo de R$ 64,5 bilhões referente ao período entre 2024-2029 para R$ 68,4 bilhões referente ao período entre 2025 e 2029. “Cresceu as estimativas de investimentos em termos de logística, cresceu em termos de projetos relacionados ao ferro e cresceu também em termos socioambientais”, afirma Jungmann. Balança comercial De acordo com o Ibram, a balança comercial do setor mineral fechou com superávit de R$ 34,95 bilhões. O valor representaria 47% da balança comercial do país. As exportações saltaram 0,9%, saindo de R$ 43,04 bilhões em 2023 para R$ 43,43 bilhões em 2024. De outro lado, as importações recuaram 23,1%. fechando o ano passado em R$ 8,48 bilhões. Em 2023, havia sido R$ 11,02 bilhões. Raul Jungmann considera que a alta do dólar e a escalada da guerra entre Ucrânia e Rússia em 2022 influenciaram os números das importações. “Em decorrência do conflito, houve muita antecipação de compras nos últimos anos, que efetivamente não se repetiram em 2024. Houve uma maior precaução, as empresas fizeram estoques, particularmente no que diz respeito ao potássio, fosfato, carvão, por exemplo, que são os principais itens de importação da mineração brasileira e também de outros setores que os utilizam como insumos”. O diretor-presidente do Ibram disse acreditar que a posse do presidente Donald Trump, nos Estados Unidos, terá pouco impacto para o setor no Brasil. Ele comentou sobre a postura assumida pelo governo do país norte-americano envolvendo a taxação das importações. “Hoje, 80% das nossas exportações são dirigidas para a Ásia e particularmente para a China. Então, isso já reduz de certa forma o impacto caso o governo dos Estados Unidos tome esta direção. Além disso, mesmo que venha um tarifaço, precisamos entender se alcançará o Brasil e se será geral ou se será seletivo, afetando apenas sobre alguns produtos”, disse. Minerais críticos Jungmann avaliou que mesmo os negócios envolvendo minerais críticos não devem ser afetados. Os minerais críticos ou minerais de transição são aqueles cuja disponibilidade atual é limitada e a exploração tem sido considerada cada vez mais necessária para assegurar a transição energética, já que são essenciais para a fabricação de peças e equipamentos associados à ideia de energia verde. Por exemplo, há demanda por cobre nas usinas eólicas, por silício para os painéis fotovoltaicos, por níquel e lítio para as baterias. Essa demanda já tem resultado em aumento de produção, bem como em conflitos nas frentes exploratórias, segundo indicou no ano passado um levantamento produzido por pesquisadores de diferentes universidades federais. “Nós estávamos fazendo parcerias e já conversando de forma avançada com os Estados Unidos, tendo em vista a questão climática. Agora, pelos primeiros sinais da administração Trump, estamos percebendo que muda a direção, mas o interesse em minerais críticos continua, porém com foco na defesa e na inovação tecnológica, onde eles também são essenciais”, disse Jungmann. Ele avaliou também que, independente dos Estados Unidos, a questão climática seguirá sendo uma pauta para os governos europeus. “Hoje não há nenhuma possibilidade de superarmos a emergência energética e passar para uma sociedade neutra sem os minerais. Sem eles, não tem baterias, não tem carros elétricos, não tem placas fotovoltaicas. O petróleo só fala para trás, porque ele é fóssil, enquanto que nós falamos para frente. Na transição, a mineração é absolutamente fundamental”, avalia. Imposto Seletivo Durante a apresentação do balanço de 2024, o Ibram voltou a criticar o Imposto Seletivo, que tem por princípio a seletividade, isto é, usa a tributação para desencorajar o consumo de bens selecionados. Os alvos geralmente são produtos que causam prejuízo à saúde e ao meio ambiente. Ele já é adotado por outras nações e ganhou o apelidado em inglês por Sin Tax (imposto do pecado, em tradução literal). No Brasil, o Imposto Seletivo é um dos novos tributos previstos na reforma tributária aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional e regulamentada em lei sancionada pelo presidente Lula no mês passado. Foi aprovada sua incidência sobre bens minerais, além

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