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Categoria: Economia

Nova taxa básica de juros definida pelo BC nesta semana pode atingir maior nível em 19 anos

Os diretores do BC (Banco Central) voltam a se reunir nesta terça (6) e quarta-feira (7) para decidir o patamar da taxa básica de juros da economia brasileira. As expectativas do mercado financeiro apontam para a sexta alta consecutiva, desta vez de 0,5 ponto percentual, passando para 14,75% ao ano. Caso a elevação seja confirmada pelo Copom (Comitê de Política Monetária), a taxa de juros atingirá o maior nível desde julho de 2006. No último encontro, quando a Selic passou de 13,25% para 14,25%, o Copom sinalizou um novo aumento “de menor magnitude”. Além disso, reforçou que, a partir de maio, o tamanho total do ciclo será ditado pelo seu “firme compromisso de convergência da inflação à meta” e dependerá da evolução do cenário. Por isso, é aguardado o novo comunicado do colegiado para entender se o ciclo de altas de juros chegou ao fim. “Acreditamos que o Copom elevará a taxa Selic em 0,5 ponto percentual na reunião de maio, deixando em aberto os próximos passos da política monetária. Discursos recentes de diretores do Banco Central apontam um tom mais cauteloso”, afirma a equipe de economistas do C6 Bank, em nota. Segundo os analistas do banco, os indicadores mostram poucas mudanças para o cenário de inflação, apesar do aumento da incerteza do cenário externo. As expectativas de inflação continuaram elevadas e acima da meta estabelecida. Evolução da Selic – Luce Costa/Arte R7 O IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) de abril será divulgado nesta sexta-feira (9), pelo IBGE. No entanto, a prévia da inflação, o IPCA-15, mostrou uma desaceleração, com acumulado de 5,49% em 12 meses. Muito longe da meta do Banco Central, de 3% ao ano. “Na nossa visão, o ciclo de ajuste da Selic deve seguir até junho, quando os juros alcançarão 15%. Não descartamos, no entanto, a possibilidade de a taxa ser menor, dadas as incertezas no cenário externo. Projetamos que a Selic se mantenha nesse patamar até o fim de 2026″, acrescenta a nota do C6 Bank. Ciclo de alta Para Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, a taxa pode ser elevada em até 0,75 ponto percentual nesta reunião, com possibilidade de uma alta menor de 0,50. “O Copom deve continuar com o ciclo de altas de juros, como sinalizado na reunião anterior. Em 2025, a taxa Selic deve encerrar o ciclo em 15,25% ao ano”, projeta o economista. O Itaú, em relatório de revisão de cenário com as perspectivas mais recentes, mantém projeção de fim de ciclo de política monetária em 15,25% ao ano, na reunião de junho, patamar que deve ser mantido até o final do ano. “Esperamos duas altas de 0,50 ponto percentual, nas próximas duas reuniões, mas com menor convicção sobre a segunda – cuja implementação depende da evolução do cenário internacional e seu impacto sobre a taxa de câmbio e os preços de commodities”, conclui. O que é taxa Selic A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. No entanto, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. A Selic é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais. É a taxa Selic que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo em empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic. Histórico O novo ciclo de alta da Selic começou em setembro do ano passado. Em novembro, a elevação foi de 0,50, passando para 11,25%, e chegou a 12,25% ao ano em dezembro, com alta de 1 ponto percentual. Em janeiro deste ano, houve outra alta de 1 ponto percentual, e a taxa chegou a 13,25% ao ano. No último encontro do Copom, em março, mais um ponto percentual de aumento, elevando a taxa a 14,25%.   Fonte: R7 Foto: Raphael Ribeiro/Banco Central

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Governo apresentará proposta para ressarcir vítimas de fraude do INSS nesta semana

A proposta para ressarcir as vítimas de fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro social) deve ser apresentada nesta semana. Investigação da Polícia Federal aponta esquema de descontos de mensalidades associativas não autorizadas que teria desviado cerca de R$ 6,3 bilhões, entre 2019 e 2024. Mais de 4 milhões de aposentados e pensionistas podem ter sido vítimas. Segundo a AGU (Advocacia-Geral da União), o Plano de Ressarcimento Excepcional para os segurados que tiveram descontos não autorizados será submetido no início desta semana à Casa Civil da Presidência da República. Em seguida, apresentado ao Conselho Nacional de Justiça, ao Ministério Público Federal e à Defensoria Pública da União. A medida foi definida em reunião, na última sexta-feira (2), do grupo especial de combate às fraudes do INSS. O encontro foi conduzido pelo ministro Jorge Messias, da AGU, e contou com a presença do novo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, e do presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção. O governo já definiu que o desconto feito em abril será devolvido em maio. Agora a expectativa é de como será feita a devolução do valor total do desvio. Desconto indevido Os aposentados e pensionista podem conferir se foram vítimas de fraude por meio do extrato de pagamento do INSS. Basta acessar, com login e senha, o Meu INSS (site ou aplicativo), clicar em “Consultar Benefício” e, em seguida, em “Extrato de Pagamento”. Depois, escolher o mês que aparece (por padrão, aparecem somente as duas últimas competências, mas é possível visualizar as anteriores também). Na tabela, irá constar o possível valor do desconto, se houver. Operação Os descontos de mensalidades de sindicatos e associações em aposentadorias e pensões foram suspensos pelo governo federal, após a PF (Polícia Federal) e a GCU (Controladoria-Geral da União) deflagrarem a “Operação Sem Desconto”, em 23 de abril. Um suposto “esquema nacional de descontos de mensalidades associativas não autorizadas” teria descontado cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. A fraude provocou a queda de Carlos Lupi, que pediu demissão do Ministério da Previdência Social no último dia 2 de maio, quando assumiu o cargo o novo ministro, Wolney Queiroz, que era o secretário-executivo da pasta. O então presidente do INSS Alessandro Stefanutto também deixou o cargo, após repercussão do caso. Novo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, foi nomeado em 30 de abril, pelo presidente Lula. Investigação Onze entidades são investigadas com indícios de pagamento de propina a agentes públicos ou de serem de fachada. O novo presidente do INSS anunciou a abertura de procedimento administrativo para responsabilizar as entidades investigadas, e a Procuradoria-Geral Federal determinou abertura de procedimentos para apurar improbidade administrativa. Como identificar o desconto irregular Acessar, com login e senha, o Meu INSS (site ou aplicativo) Clicar em “Consultar Benefício” Em seguida, em “Extrato de Pagamento” Clique no mês que aparece (por padrão, aparecem somente as duas últimas competências, mas é possível visualizar as anteriores também) Na tabela que aparece, irá constar o possível valor do desconto, se houver   Fonte: R7 Foto: BRUNO ESCOLASTICO/E.FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

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Haddad reúne-se com secretário do Tesouro de Trump em meio a tarifas

Em meio à guerra tarifária promovida pelo governo de Donald Trump, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reuniu-se, neste domingo (4), com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent. O encontro ocorreu em Los Angeles, para onde o ministro viajou nesta semana para buscar investimentos em data centers (centro de dados) no Brasil. Esse foi o primeiro encontro presencial entre as duas autoridades desde a posse de Donald Trump, em 20 de janeiro. Nos Estados Unidos, o secretário do Tesouro tem função equivalente a do ministro da Fazenda no Brasil. Inicialmente, a reunião não estava prevista na agenda oficial de Haddad porque o ministro apenas passará pela Califórnia, antes de ir para o México, na noite de terça-feira (6). No entanto, na última quarta-feira (30), o ministro da Fazenda anunciou a possibilidade de uma reunião com o secretário do Tesouro norte-americano. “Recebi um retorno de que ele [Scott Bessent] tem interesse em iniciar o diálogo com o Brasil”, disse o ministro na manhã de quarta-feira. Na ocasião, porém, Haddad afirmou que a reunião provavelmente seria virtual e ocorreria após seu regresso ao Brasil. Na quarta-feira, Haddad afirmou que a sobretaxa de 10% do governo norte-americano aos produtos brasileiros e as tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio, que entraram em vigor em março, deveriam ser discutidas. No entanto, o ministro da Fazenda ressaltou que as negociações comerciais estão sendo conduzidas pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e vice-presidente, Geraldo Alckmin. “Podemos até falar, mas aí quem conduz a negociação de tarifa nesse momento é o vice-presidente [Geraldo Alckmin]. A parte comercial está sendo conduzida pelo Mdic [Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio]. Mas temos muitos assuntos a tratar com o secretário do Tesouro, da agenda da Fazenda”, declarou Haddad. Viagem Haddad chegou no sábado a Los Angeles para apresentar o novo plano do governo brasileiro para investimento em centro de dados e de inteligência artificial. O ministro pretende ressaltar a liderança do Brasil em energias renováveis e explicar a proposta de desoneração de investimentos em bens de capital ligados a bens de tecnologia da informação, projeto que ainda será enviado ao Congresso Nacional. Na noite deste domingo, Haddad terá um jantar com investidores internacionais, oferecido pelo Instituto Milken, instituto da Califórnia que promove fóruns políticos e econômicos. Na segunda-feira (5), o ministro participa de dois painéis na conferência anual organizada pelo instituto. Em Los Angeles, o ministro da Fazenda se reunirá com a diretora-financeira (CFO) do Google, Ruth Porat. No mesmo dia, o ministro viajará para San José, próximo a São Francisco, onde se reunirá com o presidente-executivo da Nvdia, Jensen Huang. Na terça-feira (6), Haddad participará de um café da manhã com empresários e investidores brasileiros e estrangeiros, organizado pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). Em seguida, terá reunião bilateral com executivos da Amazon. Na terça à noite, o ministro da Fazenda embarca para o México. A viagem se encerra na quarta-feira (7), com um café da manhã com brasileiros que trabalham em empresas mexicanas ou em multinacionais brasileiras no México. Na mesma manhã, Haddad terá uma reunião com Edgar Zamorra, secretário do Tesouro e Crédito Público mexicano. Segundo o Ministério da Fazenda, a viagem ao México concentra-se no aprofundamento das relações bilaterais.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Gás de cozinha terá novo reajuste a partir de terça-feira no DF; preço pode subir até R$ 10

As distribuidoras alegam que os aumentos seguem a nova política comercial da Petrobras  O preço do gás de cozinha no Distrito Federal será reajustado a partir da próxima terça-feira (6/5). Segundo o Sindicato das Empresas Transportadoras e Revendedoras de GLP do DF (Sindvargas), este será o terceiro aumento promovido em 2025 pelas distribuidoras engarrafadoras.  Atualmente, o valor médio do botijão de 13 quilos no DF é de R$ 100,77, de acordo com a mais recente pesquisa semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Com o novo reajuste, o impacto para o consumidor pode chegar a até R$ 10, a depender da região administrativa, conforme estimativa do presidente do Sindvargas, Sérgio Costa.  As distribuidoras alegam que os aumentos seguem a nova política comercial da Petrobras, que passou a realizar leilões mensais para parte do volume ofertado de gás liquefeito de petróleo (GLP). No entanto, o sindicato contesta a justificativa. “Os dados da própria ANP mostram que o volume leiloado representa uma parcela ínfima, o que torna injustificável a transferência de custos tão severos ao mercado”, afirma a entidade em nota.  Ainda segundo o Sindvargas, os três reajustes aplicados desde o início do ano já somam uma alta média de 6,4% no valor do gás de cozinha. Além disso, o sindicato destaca que o dissídio coletivo dos trabalhadores do setor, com reajuste de 7,8%, também tem pressionado os custos operacionais das revendas.  A entidade cobra maior transparência das distribuidoras na composição dos preços. “É essencial que o consumidor entenda o que está pagando. Precisamos de mais clareza sobre os critérios adotados nesses reajustes”, reforça Sérgio Costa. Situação de valores em diferentes estados:           Distrito Federal: O preço médio do botijão de 13 kg está em R$ 100,77, com previsão de aumento de até R$ 10 a partir de 6 de maio. Este será o terceiro reajuste em 2025, totalizando uma alta de 6,4% no ano.           Mato Grosso do Sul: O preço do botijão subiu de R$ 105 para R$ 130 nos primeiros quatro meses de 2025. Em Campo Grande, o valor médio atual gira em torno de R$ 125, com possibilidade de novos reajustes.           Rio Grande do Sul: O preço médio do botijão é de R$ 110,92, com variações entre os municípios. Em Porto Alegre, o valor médio está em R$ 112,11, enquanto em Novo Hamburgo, é de R$ 102,50           Paraíba: Houve um acréscimo de R$ 5 no preço do botijão, que agora varia entre R$ 110 e R$ 120, dependendo da forma de pagamento.           Bahia: O estado apresenta um dos preços mais altos do país, com média de R$ 123,59. Em Salvador, o botijão custa, em média, R$ 127, podendo chegar a R$ 170 em Luís Eduardo Magalhães. De acordo com dados da Petrobras, o preço médio do botijão de gás de 13 kg no Brasil é de R$ 107,51. A composição desse valor inclui a parcela da Petrobras (R$ 34,72), distribuição e revenda (R$ 54,72), e ICMS (R$ 18,07). Portanto, embora o reajuste específico mencionado inicialmente seja referente ao Distrito Federal, aumentos similares têm sido registrados em diversas regiões do país, refletindo uma tendência nacional de elevação nos preços do gás de cozinha. (Renan Isaltino)

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Haddad viaja à Califórnia para buscar investimentos em data centers

O novo plano nacional para estimular investimentos em data centers (centros de dados) no Brasil será o principal tema da viagem do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, à Califórnia. O ministro chega neste sábado (3) em Los Angeles, onde se reunirá com representantes de big techs e participará de um fórum econômico. Haddad ficará em Los Angeles até terça-feira (6). Na quarta (7), o ministro visitará o México, onde se reunirá com brasileiros que trabalham no país e com o secretário da Fazenda e Crédito Público do México, Edgar Amador Zamorra, que ocupa cargo equivalente ao de ministro da Fazenda. No México, o objetivo será aprofundar as relações bilaterais e alinhar objetivos para repensar a globalização. O ministro retorna a Brasília na quinta-feira (8). O primeiro compromisso oficial de Haddad ocorrerá no domingo (4), em que o ministro participará de um jantar privado com investidores internacionais oferecido pelo Instituto Milken, entidade que promove debates econômicos com líderes globais. Segundo o Ministério da Fazenda, o jantar será dedicado à discussão da situação econômica atual dos Estados Unidos. Na segunda-feira (5), Haddad participará de um painel do Instituto Milken. Ele apresentará um panorama econômico do Brasil a empresários e economistas norte-americanos, em sessão privada. Em seguida, o ministro terá um encontro público com a vice-presidenta do Instituto Milken, Laura Lacey. Segundo o Ministério da Fazenda, além de listar as reformas econômicas dos últimos anos, Haddad apresentará a agenda brasileira de globalização sustentável, que envolve propostas do Brasil no G20 (grupo das 19 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana), o Plano de Transformação Ecológica e o acordo Mercosul–União Europeia. Big Techs Ainda na segunda, Haddad se reunirá com representantes de três big techs(grandes empresas de tecnologia). Pela manhã, o ministro conversará com a diretora-financeira do Google, Roth Porat, em Los Angeles. Em seguida, o ministro embarcará para San José, próximo a São Francisco, onde se reunirá à tarde com o presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang. O ministro pretende encerrar o dia com uma visita às instalações da empresa de processadores, placas de vídeo e inteligência artificial (IA). Na terça-feira (6) pela manhã (horário local), Haddad tomará café da manhã com cerca de 40 executivos e vice-presidentes de empresas de tecnologia do Brasil e dos Estados Unidos, organizado pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). Em seguida, terá reunião bilateral com executivos da Amazon. Segundo o Ministério da Fazenda, o principal tema do café da manhã e das reuniões com as big techs é o novo plano do Brasil para atrair investimentos em data centers. O governo pretende enviar, nas próximas semanas, um projeto ao Congresso Nacional que desonera investimentos em bens de capital ligados a bens de tecnologia da informação para centros de dados. O ministro pretende apresentar o Brasil como um pólo de infraestrutura sustentável para o setor, por causa da alta proporção de energia renovável na matriz energética do país. “Queremos começar a divulgar o marco regulatório do Plano Nacional de Data Centers. Somos deficitários na balança de serviço. Nós contratamos 60% da nossa TI [tecnologia da informação] fora do país, o que significa não apenas remessa de dólares para fora, mas subinvestimento no Brasil e acredito que o lançamento dessa política vai fazer o investimento melhorar muito”, disse Haddad na última segunda-feira (28) em São Paulo. México A chegada de Haddad ao México está prevista para terça-feira à noite (horário local). Na quarta (7) pela manhã, o ministro tomará café da manhã com brasileiros que trabalham em empresas mexicanas ou em multinacionais brasileiras no México. Ainda pela manhã, o ministro se encontrará com o secretário da Fazenda e Crédito Público do México, Edgar Amador Zamorra. Segundo a Fazenda, os compromissos no México têm como objetivo aprofundar as relações bilaterais. A orientação para discutir os desafios em comum para a globalização nos dois países, informou a pasta, foi definida recentemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum, durante a conferência da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), em Honduras. Confira a agenda prevista de Haddad (em horários locais): 3/5 (sábado): 8h55 – Chegada a Los Angeles 4/5 (domingo): 20h – Jantar privado com investidores internacionais, oferecido pelo Instituto Milken 5/5 (segunda-feira): 9h às 9h30 – Reunião bilateral com Ruth Porat, diretora-financeira (CFO) do Google 10h às 10h30 – Sessão privada sobre visão dos investidores globais sobre o Brasil, no Instituto Milken 11h30 às 11h50 – sessão pública “Uma conversa com o Ministro da Fazenda do Brasil”, com a vice-presidente do Instituto Milken, Laura Lacey 13h30 – Partida de Los Angeles 14h25 – Chegada a San José 15h às 15h30 – Reunião bilateral com Jensen Huang, presidente-executivo (CEO) da Nvidia 15h30 às 17h – Visita às instalações da Nvidia 6/5 (terça-feira): 9h às 10h – Mesa Redonda organizada pela Amcham Brasil 10h30 às 11h15 – Reunião bilateral com executivos da Amazon 17h – Partida dos Estados Unidos 21h55 – Chegada à Cidade do México 7/5 (quarta-feira): 9h às 10h – Café da manhã com atores econômicos brasileiros no México 11h às 12h – Reunião bilateral com Edgar Amador Zamorra, secretário da Fazenda e Crédito Público do México 14h – Partida da Cidade do México 8/5 (quinta-feira): 3h55 – Chegada a Brasília   Fonte: Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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INSS prepara plano para ressarcir aposentados vítimas de fraude

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está elaborando uma proposta de Plano de Ressarcimento Excepcional para os aposentados e pensionistas que foram vítimas de descontos não autorizados por entidades associativas. A medida foi discutida em reunião na tarde desta sexta-feira (2), conduzida pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e que contou com a presença do novo presidente do INSS. “A proposta está em fase final de elaboração e, tão logo seja concluída, será submetida no início da próxima semana à Casa Civil da Presidência da República, para posterior apresentação ao Conselho Nacional de Justiça, ao Ministério Público Federal e à Defensoria Pública da União”, informou a AGU, em nota. A pasta instituiu um Grupo Especial, com suporte da Dataprev e do próprio INSS, para resolver a situação causada a milhões de aposentados e pensionistas. A devolução dos recursos cobrados indevidamente foi uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que abordou o tema em seu mais recente pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão. O novo presidente do INSS afirmou, durante a reunião, que vai determinar a abertura Procedimentos Administrativos de Responsabilização de Pessoas Jurídicas (PAR), com base na Lei nº 12.846/2013 (Lei Anticorrupção), em desfavor das entidades investigadas com indícios de pagamento de propina a agentes públicos, bem como as entidades classificadas na investigação como de fachada. Da parte da AGU, Jorge Messias determinou, segundo o que foi informado, a instauração de procedimentos preparatórios para ajuizamento de ações de improbidade administrativa. “Os denominados Procedimentos de Instrução Prévia (PIP) investigarão as condutas dos agentes públicos e das pessoas jurídicas objeto de apuração na Operação Sem Desconto com vistas à plena responsabilização administrativa dos envolvidos”, disse a pasta. Ministro pede demissão Também nesta sexta, o ministro da Previdência, Carlos Lupi, acertou sua saída do cargo, após se reunir com Lula, no Palácio do Planalto, em Brasília. Em seu lugar, o Planalto anunciou ex-deputado federal Wolney Queiroz, atual secretário-executivo da pasta, indicado pelo PDT, que é presidido pelo próprio Lupi. A troca no comando do Ministério da Previdência ocorre uma semana após a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagrarem uma operação conjunta que apura um suposto esquema de descontos não autorizados. A investigação aponta que as irregularidades começaram em 2019, durante a gestão de Jair Bolsonaro, e prosseguiram nos últimos anos. Mudanças no INSS O caso já havia resultado na exoneração do então presidente do Instituto, Alessandro Stefanutto, e no afastamento de quatro dirigentes da autarquia e  de um policial federal lotado em São Paulo. Deputados de oposição protocolaram, na última quarta-feira (30), um requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os sindicatos envolvidos na fraude do INSS. A PF informou ter reunido indícios da existência de irregularidades em parte dos cerca de R$ 6,3 bilhões que a cobrança das mensalidades associativas movimentou apenas entre 2019 e 2024. Nos dias seguintes, a CGU e o próprio INSS tornaram públicos os resultados de auditorias realizadas desde 2023, que também apontavam inconsistências e problemas relacionados ao tema.   Fonte: Agência Brasil Foto: Renato Menezes/AscomAGU

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Dólar inicia mês em baixa com chances de negociação entre EUA e China

As chances de negociações entre Estados Unidos e China contribuíram para que o mercado financeiro iniciasse maio com tranquilidade. O dólar caiu e assegurou queda na semana. A bolsa de valores virou no fim do dia e fechou estável. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (2) vendido a R$ 5,654, com queda de R$ 0,023 (-0,41%). A cotação caiu fortemente pela manhã, chegando a R$ 5,62 por volta das 11h. Embora tenha ganhado força durante a tarde, manteve a tendência de baixa. A moeda norte-americana acumula queda de 0,58% na semana. Em 2025, a divisa recua 8,51%. O mercado de ações teve um dia mais agitado. Após cair 0,52% às 11h07, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 135.134 pontos, com alta de apenas 0,05%. Na semana, o indicador avançou 0,29%. Num dia sem notícias relevantes na economia doméstica, fatores internacionais se destacaram. No início das negociações, a divulgação de que os Estados Unidos criaram 177 mil empregos fora do setor agrícola em abril pressionou pela alta do dólar. Isso porque os números saíram melhores que o previsto, o que desestimularia o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) a reduzir os juros ainda no primeiro semestre. No entanto, as perspectivas de avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China pesou mais no cenário internacional. Nesta sexta, o Ministério do Comércio da China confirmou que os Estados Unidos procuraram o país asiático para iniciar conversas sobre as tarifas de 145% impostas pelo governo de Donald Trump há um mês. A disposição em diminuir o impasse fez o dólar cair em todo o planeta e beneficiou países emergentes, como o Brasil. Isso porque a China é o principal comprador global de commodities (bens primários com cotação internacional), o que estimula as exportações de países produtores de bens agrícolas e minerais. *com informações da Reuters   Fonte: Agência Brasil Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Em Holambra, produtores do Ceaflor ampliam oferta para atender demanda do Dia das Mães

O Dia das Mães, celebrado neste ano em 11 de maio, é a data mais importante do calendário para o setor de flores e plantas ornamentais no Brasil, representando notáveis 16% do volume anual comercializado. Segundo dados do Ibraflor, as vendas em 2025 deverão apresentar um crescimento entre 8% e 10% em comparação ao ano anterior. No Ceaflor, alguns produtores aumentaram a oferta de produtos entre 15% e 20% para suprir a demanda e demonstram otimismo, como grande parte dos comerciantes. “O Dia das Mães é uma oportunidade única para o setor. Estamos confiantes e prontos para atender à demanda com produtos de alta qualidade, possibilitando que as mães de todo o Brasil sejam agraciadas com o carinho de seus filhos e netos por meio de flores”, afirma Antônio Carlos Rodrigues, presidente do Ceaflor. As rosas e orquídeas seguem liderando as vendas nesta ocasião especial. Entretanto, os consumidores têm acesso a uma ampla variedade de flores de corte, como alstromérias, e de flores em vasos, como violetas, begônias, kalanchoes e suculentas, entre outras opções. Daniel Silva, da Flor Fácil, comerciante de flores de corte no Ceaflor, projeta um aumento de 20% nas vendas em relação ao último ano. “O Dia da Mulher foi excelente e, seguindo o ritmo tradicional do setor, o Dia das Mães também promete grandes resultados”, relata. Para fortalecer as vendas, esse ano a Flor Fácil lançou o projeto “Pronto para você”, que entrega buquês, arranjos e maços reduzidos de flores prontos para atender floriculturas e gardens centers, além do mundo corporativo, que costuma homenagear suas clientes mães. “Para impulsionar a comercialização nos pontos de vendas, floriculturas e gardens podem fazer seus pedidos com antecedência, escolher as flores, e entregamos o produto final pronto para comercialização”, destaca Daniel. Entre as flores em vaso, as violetas ganham destaque pela beleza e preço acessível. O produtor Edson Vital, da Vital Flores e Plantas, ampliou sua produção em 20%, mas já tem praticamente tudo comercializado. “Mesmo com a produção ampliada, conseguiremos atender apenas 70% dos clientes. Felizmente, o clima colaborou, e as flores estão lindas”, explica. Quem também investiu na data foram os produtores suculentas, Tamara Cristina Baitelo e Leandro Becalete Rizzoni, sócios da Amantiquira Plantas Ornamentais. Eles contam que prepararam 300 mil suculentas no pote 6, os vasinhos que se tornaram queridinhos do consumidor final em função de preço e da facilidade para cuidar da planta. Esse número representa um aumento de 15% no volume de produção em relação a 2024. “Nossa capacidade total de produção é de 400 mil unidades, então ainda temos espaço e mercado para crescer”, acrescenta Tamara. Por outro lado, o produtor de orquídeas Paulo Masato Fujiwara, da Flora Fuji, tinha planejado aumentar a produção em 30% em 2025, mas o clima quente registrado no início ano atrapalhou a programação, resultando em uma queda de 10% na quantidade final oferecida para esse Dia das Mães.  Agora, o desafio está em atender a demanda, porque essa “quebra” aconteceu de forma mais impactante em outros produtores. Com pouca oferta no mercado, a procura pelo produto na Flora Fuji aumentou. “Estamos vendendo tudo o que temos disponível, mas poderíamos ter comercializado muito mais”, lamenta Fujiwara. Em função das perdas, houve um aumento médio de preço das orquídeas na ordem de 30% Para atender à diversidade de gostos e orçamentos dos consumidores, produtores e comerciantes do Ceaflor oferecem uma ampla seleção de flores e acessórios para floricultura, garantindo que todos encontrem a escolha ideal para homenagear as mães no próximo 11 de maio. Sobre o Ceaflor Localizado em Holambra, o Ceaflor é um dos maiores e mais completos mercados de flores da região. Fundado em 2019, o espaço é dedicado à comercialização de flores de corte e em vasos, plantas ornamentais e acessórios para floricultura, paisagismo e decoração. Com sua segunda expansão concluída em 2023, o Ceaflor reúne cerca de 450 empresas, entre produtores e comerciantes, distribuídos em 946 pontos de venda. O mercado está situado na Rodovia Prefeito Aziz Lian, Km 29,5, que conecta Holambra à Rodovia Campinas-Mogi-Mirim (SP 340).   Foto: Divulgação

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Comércio cresce 2,3%, mas Selic elevada e inflação acima da meta ameaçam setor

Os primeiros meses de 2025 trouxeram um respiro para o comércio varejista brasileiro, com crescimento de 2,3% nas vendas no primeiro bimestre, comparado ao mesmo período do ano passado. Os dados do IBGE mostram que segmentos como veículos (+9,5%), móveis e eletrodomésticos (+6,9%) e materiais para construção (+6,7%) puxaram o bom desempenho do setor. Apesar dos números positivos no curto prazo, o comércio enfrenta um cenário macroeconômico desafiador. A taxa Selic em alta, atualmente em 14,25% ao ano, somada à inflação acima da meta, acende um alerta para os próximos meses. “Os patamares elevados da Selic e a inflação são os principais vilões do comércio. Os lojistas não conseguem oferecer preços competitivos, afastando os consumidores – muitos dos quais já não têm acesso ao crédito”, afirma Maurício Stainoff, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDLESP). O ambiente de juros elevados afeta diretamente a capacidade de compra da população. Segundo o Banco Central, a taxa média de juros do cartão de crédito empresarial atingiu 142,3% ao ano em fevereiro. Paralelamente, a inadimplência segue em alta com 69,66 milhões de consumidores negativados em março, de acordo com a CNDL e o SPC Brasil. “A elevação dos juros compromete o consumo e reduz a margem das empresas. É um ciclo que exige planejamento. Boas práticas de gestão financeira, como controle de fluxo de caixa e condições diferenciadas para pagamentos à vista, podem mitigar os riscos”, destaca Stainoff. Confiança do comércio em queda  Os indicadores de confiança refletem o descompasso entre os bons resultados recentes e as perspectivas abaixo para o futuro. Em março, o Índice de Confiança do Comércio caiu para 83,1 pontos, o menor nível desde 2021. O componente que mede as expectativas futuras também recuou fortemente, sinalizando um horizonte de incertezas. “O comércio precisa de previsibilidade, confiança e crédito acessível para se manter em crescimento”, reforça Maurício Stainoff. Diante do atual panorama econômico,a chave para superar esses desafios está na capacidade dos lojistas de se adaptar às novas condições do mercado e buscar soluções inovadoras para manter a competitividade. “A adoção de estratégias digitais e a diversificação de meios de pagamento são caminhos fundamentais para atravessar 2025 com resiliência. O consumidor está cada vez mais conectado, e os lojistas que investirem em experiências digitais tendem a se destacar”, finaliza Stainoff. Sobre a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo  A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDL-SP) é a principal entidade que representa o comércio e serviços no estado. Ela reúne as Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) e trabalha para apoiar as empresas do setor, defendendo seus interesses e ajudando no seu desenvolvimento.   Fotos: Divulgação

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Aposentados do INSS que ganham mais que o mínimo começam a receber 13º

Os aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que ganham mais de um salário mínimo começam a receber nesta sexta-feira (2) a primeira parcela do décimo terceiro. Feito de forma escalonada, conforme o dígito final do Número de Inscrição Social (NIS). O pagamento vai até 8 de maio. A antecipação do décimo terceiro para quem ganha o benefício mínimo, equivalente ao salário mínimo de R$ 1.518, começou a ser paga no último dia 24. Ao todo, cerca de 34,2 milhões de pessoas estão sendo beneficiadas com a medida. Com previsão de injetar R$ 73,3 bilhões na economia, a antecipação do décimo terceiro do INSS será paga em duas parcelas. A segunda parcela vai de 26 de maio a 6 de junho. As datas são definidas com base no dígito final do Número de Inscrição Social (NIS) e com base na renda do beneficiário. Quem ganha apenas o salário mínimo começa a receber antes de quem recebe mais que o mínimo. Desde 16 de abril, a consulta do décimo terceiro pode ser feita no aplicativo Meu INSS, disponível para celulares e tablets, ou no site gov.br/meuinss. Quem não tiver acesso à internet pode consultar a liberação do décimo terceiro pelo telefone 135. Nesse caso, é necessário informar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e confirmar alguns dados ao atendente antes de fazer a consulta. O atendimento telefônico está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h. Quem recebe mais que o salário mínimo      Final do NIS     Primeira parcela     Segunda parcela     1 e 6     2 de maio     2 de junho     2 e 7     5 de maio     3 de junho     3 e 8     6 de maio     4 de junho     4 e 9     7 de maio     5 de junho     5 e 0     8 de maio     6 de junho O decreto com a antecipação do décimo terceiro do INSS foi assinado no início do mês passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este será o sexto ano seguido em que os segurados do INSS receberão do décimo terceiro antes das datas tradicionais, em agosto e em dezembro.Em 2020 e 2021, o pagamento ocorreu mais cedo por causa da pandemia de covid-19. Em 2022 e 2023, as parcelas foram pagas em maio e junho. Em 2024, em abril e maio. Conforme os dados mais recentes do INSS, de fevereiro, 28,68 milhões de pessoas, cerca de 70,5% do total dos segurados do INSS, ganham até um salário mínimo  por  mês  (R$ 1.518),  enquanto 11,98 milhões recebem acima do piso nacional. Desse total, 10,6 mil ganham o teto da Previdência Social, que é de R$ 8.157,41. A maioria dos aposentados e pensionistas receberá 50% do décimo terceiro na primeira parcela. A exceção é para quem passou a receber o benefício depois de janeiro e terá o valor calculado proporcionalmente. O Ministério da Previdência esclarece que os segurados que recebem benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) também têm direito a uma parcela menor do décimo terceiro, calculada de acordo com a duração do benefício. Por lei, os segurados que recebem benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Renda Mensal Vitalícia, não têm direito a décimo terceiro salário.   Fonte: Agência Brasil

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