Skip to main content

Portal Veloz

Últimas Notícias

Dise prende suspeito de abastecer pontos de tráfico em Limeira e apreende laboratório de drogas

Número de mortos em terremotos na Venezuela passa de 2,6 mil

Casos de ceratocone crescem quase 78% no Brasil e especialistas alertam para diagnóstico precoce

Dois homens são presos por tráfico de drogas durante operação do BAEP em comunidade de Piracicaba

Em Campinas, câmera com IA flagra mais de 550 pessoas sem cinto na D. Pedro I em apenas dois meses

Hortolândia cria Secretaria Municipal de Tecnologia e Inovação

Categoria: Economia

Produção industrial cresce 1,2% em março, aponta IBGE

Em março de 2025, a produção industrial nacional cresceu 1,2% frente a fevereiro, na série com ajuste sazonal. Em relação a março de 2024, na série sem ajuste, houve crescimento de 3,1%, décima taxa positiva consecutiva e a mais intensa desde outubro de 2024 (6,0%). O acumulado no ano foi a 1,9% e o dos últimos 12 meses chegou a 3,1%. Três das quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram expansão na produção, de fevereiro para março de 2025. Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,4%), indústrias extrativas (2,8%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (13,7%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (4,0%), com a primeira interrompendo dois meses seguidos de queda na produção, período em que acumulou perda de 2,0%; a segunda acumulando expansão de 5,9% em dois meses consecutivos de crescimento; e as duas últimas voltando a crescer após recuarem no mês anterior: -13,4% e -1,2%, respectivamente. Setores de confecção de artigos do vestuário e acessórios (4,1%), de móveis (5,6%), de máquinas e equipamentos (1,7%), de produtos diversos (5,0%) e de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (3,0%) se destacaram na pesquisa. Por outro lado, entre as nove atividades que apontaram queda na produção, produtos químicos (-2,1%) e produtos alimentícios (-0,7%) exerceram os principais impactos na média da indústria, com a primeira eliminando o avanço de 2,0% registrado no mês anterior; e a segunda voltando a recuar após acumular expansão de 3,7% no período dezembro de 2024-fevereiro de 2025. Outras influências negativas relevantes sobre o total da indústria vieram de impressão e reprodução de gravações (-9,2%) e de metalurgia (-1,0%). Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, bens de consumo duráveis (3,8%) e bens de consumo semi e não duráveis (2,4%) mostraram os resultados positivos mais acentuados em março de 2025 e eliminaram as quedas registradas no mês anterior: -2,8% e -0,8%, respectivamente. O setor produtor de bens intermediários (0,3%) também assinalou crescimento nesse mês e marcou o segundo mês seguido de expansão na produção, período em que acumulou ganho de 1,4%. Por outro lado, o segmento de bens de capital, ao recuar 0,7%, mostrou a única taxa negativa em março de 2025 e eliminou parte do avanço de 3,3% acumulado nos dois primeiros meses do ano. Média móvel trimestral varia 0,4% no trimestre encerrado em março Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou variação positiva de 0,4% no trimestre encerrado em março de 2025 frente ao nível do mês anterior e interrompeu a trajetória predominantemente descendente iniciada em novembro de 2024. Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de consumo duráveis (1,7%), bens de consumo semi e não duráveis (1,6%) e bens de capital (0,8%) assinalaram as taxas positivas em março de 2025, com a primeira eliminando o recuo de 0,6% registrado no mês anterior; a segunda intensificando o avanço de 0,2% assinalado em fevereiro de 2025, quando interrompeu a trajetória descendente iniciada em agosto de 2024; e a última permanecendo com o comportamento predominantemente positivo em 2025 e acumulando ganho de 0,9%. Por outro lado, o segmento de bens intermediários (-0,1%) apontou o único resultado negativo em março de 2025 e eliminou a variação positiva de 0,1% registrada no mês anterior. Frente a março de 2024, produção industrial avança 3,1% Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial assinalou expansão de 3,1% em março de 2025, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, 18 dos 25 ramos, 55 dos 80 grupos e 55,4% dos 789 produtos pesquisados. Vale citar que março de 2025 (19 dias) teve 1 dia útil a menos do que igual mês do ano anterior (20). Entre as atividades, as principais influências positivas no total da indústria foram registradas por indústrias extrativas (5,4%), produtos químicos (8,3%) e máquinas e equipamentos (10,0%), impulsionadas, em grande medida, pela maior produção dos itens óleos brutos de petróleo, minérios de ferro, minérios de cobre e de manganês e seus concentrados e gás natural, na primeira; herbicidas para plantas, inseticidas e fungicidas (ambos para uso na agricultura) e fertilizantes químicos das fórmulas NPK, na segunda; e aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo “split system”), aparelhos elevadores ou transportadores para mercadorias, ferramentas hidráulicas de uso manual, máquinas ou aparelhos para o setor agrícola e máquinas para colheita, na terceira. Outras contribuições positivas importantes foram assinaladas pelos ramos de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (11,7%), de metalurgia (5,3%), de produtos alimentícios (1,8%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,7%), de produtos têxteis (12,4%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (2,6%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (5,7%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (6,2%) e de confecção de artigos do vestuário e acessórios (3,9%). Por outro lado, ainda na comparação com março de 2024, entre as sete atividades que apontaram redução na produção, impressão e reprodução de gravações (-18,7%) exerceu a maior influência na formação da média da indústria, pressionada, principalmente, pela menor produção de impressos de segurança com controle de adulteração e de impressos para fins publicitários ou promocionais em filmes. Vale destacar também os impactos negativos registrados pelos setores de outros equipamentos de transporte (-6,2%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-3,3%) e de produtos do fumo (-10,9%).   Fonte: R7 Foto: Lou Benoist / AFP / CP

Leia Mais

Copom deve elevar Selic em 0,5 ponto na reunião desta quarta (7)

Pressionado pelo preço dos alimentos e de energia, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decide nesta quarta-feira (7) em quanto elevará a taxa básica de juros, a Selic. Apesar da resistência da inflação, a perspectiva de desaceleração econômica global deve favorecer que essa seja a última alta antes de uma pausa no ciclo de aperto monetário. Se o aumento for confirmado, será a sexta elevação consecutiva da Selic. Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica deve subir 0,5 ponto percentual nesta reunião, de 14,25% para 14,75% ao ano. No comunicado da última reunião, em março, o Copom confirmou que elevaria os juros básicos em “menor magnitude” na reunião de março, após três altas seguidas de 1 ponto percentual. O comunicado não informou o que aconteceria depois da reunião de maio. Apenas afirmou que a economia brasileira continua aquecida e que existem incertezas internacionais provocadas pela política comercial norte-americana. Nesta quarta-feira, ao fim do dia, o Copom anunciará a decisão. Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e três de 1 ponto percentual. Inflação Na ata da reunião mais recente, o Copom sugeriu “parcimônia” sobre uma eventual desaceleração da economia e informou que a “desancoragem” das expectativas de inflação exigem juros altos por mais tempo. Segundo o BC, existem sinais de moderação do crescimento econômico, mas o cenário de inflação de curto prazo segue adverso. Segundo o último boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras feita pelo BC, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, considerado a inflação oficial do país) em 2025 está em 5,53%, contra 5,65% há quatro semanas. Isso representa inflação acima do teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3% para este ano, podendo chegar a 4,5% por causa do intervalo de tolerância de 1,5 ponto. Taxa Selic A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic. Meta contínua Pelo novo sistema de meta contínua em vigor a partir deste mês, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Nesse modelo, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em maio de 2025, a inflação desde junho de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em junho, o procedimento se repete, com apuração a partir de julho de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano. No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2025 em 5,1%, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. O próximo relatório será divulgado no fim de junho.   Fonte: Agência Brasil Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Leia Mais

20% dos consumidores já se endividaram com presentes do Dia das Mães, diz pesquisa do Procon-SP

Um em cada cinco consumidores paulistas (20,8%) que pretendem adquirir produtos no Dia das Mães este ano já se endividaram ao comprar um presente para esta data, de acordo com consulta virtual do Procon-SP. Decretada há 93 anos no país, esta é uma das datas mais importantes para o comércio varejista brasileiro, junto com o Natal e a Black Friday. O levantamento também apontou que 56,1% dos entrevistados preferem o uso do cartão de crédito para presentear as suas mães, o que requer alguns cuidados para que a compra não se transforme em dívida. Especialistas do Procon-SP recomendam que o consumidor deve evitar compras por impulsos para não comprometer o seu orçamento, além de se planejar e pesquisar bastante. A consulta, que teve objetivo de verificar a intenção de compra dos consumidores nesta data, considerou as respostas de 464 consumidores que acessaram o site da Fundação entre 25 de março e 17 de abril. Confira o relatório completo aqui.  Preferências de compras Em uma lista estimulada de 18 produtos, as três primeiras escolhas por quem costuma presentear as mães nesta data são: perfumes e artigos de beleza e cosméticos (11,7%), roupas (11,2%), além de calçados, bolsas e acessórios (8,9%). “Nesse sentido, observamos que os consumidores cada vez mais dão preferência a presentes de uso pessoal e de alto valor simbólico, pois enfatizam a personalidade e autoestima de suas mães”, destaca a diretora Adjunta de Estudos e Pesquisas do Procon-SP, Elaine da Cruz. Ela complementa que tais opções corroboram que quase um terço dos respondentes preveem comprar presentes de até R$ 100,00. Já no final da lista de itens, encontram-se eletrodomésticos, utensílios dosméticos ou artigos de informática, incluindo o celular – todos abaixo de 4,5% das opções escolhidas. Relações de consumo Para esta data, os consumidores confirmam realizar pesquisas prévias de valores (82,9%) em compras entre R$ 100,00 e R$ 500,00 (56,9%), realizar pagamentos através de cartão de crédito (56,1%) ou Pix (23,0%), e optando por comprar em lojas físicas (52,4%) – dado interessante, em função do crescimento do e-commerce. Em função da relevância da data, os especialistas do Procon-SP orientam para que os consumidores pesquisem bastante antes de comprar e observem com atenção os preços e condições de pagamento e parcelamento. Nas compras on-line, atenção para os prazos de entrega, já que por haver grande volume de pedidos, as empresas podem ter problemas de logística para entregar os produtos comprados no prazo. Lembrando que, a partir da data da compra ou do recebimento do produto, vale o direito ao arrependimento em sete dias para desistir da compra.   Foto: Divulgação/Procon-SP

Leia Mais

Quem declarar até esta sexta-feira (9) pode entrar no 1º lote de restituição do IR 2025

Quem entregar a declaração do Imposto de Renda 2025 até esta sexta-feira, dia 9 de maio, tem chances de entrar no primeiro lote de restituição, marcado para o dia 30 de maio, mesma data para o fim do prazo do envio do documento. A liberação para consulta ao lote será a partir das 10h de 23 de maio. Embora a ordem dos lotes siga a lista de prioridades legais, a Receita Federal recomenda aos contribuintes que querem receber logo o valor que enviem o documento até essa data. “Declarações entregues até o dia 9 de maio concorrerão ao primeiro lote de restituição 2025 que será pago no dia 30 de maio e terá sua consulta liberada a partir do dia 23 de maio”, afirma a Receita em nota. Os primeiros a receber são os grupos com prioridade prevista em lei, como pessoas com idade superior a 80 anos, as que têm mais de 60 anos, portadores de moléstia grave e aquelas cuja maior fonte de renda seja o magistério. Neste ano, além daqueles que fazem parte das prioridades legais, recebe primeiro também quem optar pela declaração pré-preenchida e também escolher para receber a restituição por meio do Pix. Depois, vem os contribuintes que utilizam apenas uma das opções, a pré-preenchida ou o Pix. Prazo final A entrega da declaração começou no dia 17 de março, e o prazo vai terminar no dia 30 de maio. Até as 18h40 desta segunda-feira (5), a Receita Federal havia recebido 19,7 milhões de declarações, 42,6% do total previsto, de 46,2 milhões de documentos. Contribuintes que ao longo do ano passado receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 precisam acertar as contas com o Fisco. Quem não cumprir o prazo deverá pagar multa de R$ 165,74 a 20% do imposto devido. O primeiro lote será pago no dia 30 de maio. Os seguintes virão em 30 de junho, 31 de julho, 29 de agosto e 30 de setembro. Quais são as prioridades legais Contribuinte com idade igual ou superior a 80 anos; Idade igual/superior a 60 anos, deficientes e portadores de moléstia grave; Contribuinte cuja maior fonte de renda seja o magistério; Contribuinte que utilizaram, ao mesmo tempo, a pré-preenchida e optaram por receber a restituição por Pix; Utilizaram a pré-preenchida ou optaram por receber a restituição por Pix; Demais contribuintes. Pagamento de imposto Já no dia 10 de maio, vence o prazo de envio da declaração para quem tem imposto a recolher e pretende optar pelo pagamento por meio de débito automático na primeira cota, ou na cota única. Como declarar A maioria dos contribuintes utiliza o PGD (Programa Gerador da Declaração) do Imposto de Renda 2025 para computador. Para baixar, é preciso entrar na página da Receita Federal e seguir as orientações. Além do PGD para computador, o contribuinte também pode fazer a declaração por meio do aplicativo e de forma online, pelo MIR (Meu Imposto de Renda), para computadores e dispositivos móveis (smartphones e tabletes). Arte do Imposto de Renda 2025 – Arte/R7 Fonte: R7 Foto: ADRIANA TOFFETTI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Leia Mais

Com expectativa de alta, Copom começa nesta terça (6) reunião para decidir nova taxa básica de juros

A partir desta terça-feira (6), o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reúne para decidir o cenário da nova taxa básica de juros da economia brasileira. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano, valor alcançado a partir de três aumentos de 1 ponto percentual consecutivos. Para economistas ouvidos pelo R7, a expectativa é de que o comitê continue aumentando a taxa, mas dessa vez, em 0,5 ponto percentual, passando para 14,75% ao ano. Caso o valor se confirme, será o maior desde 2006. Vale lembrar que quando o Banco Central altera a taxa Selic, o referencial de juros da economia, custos de captação para bancos e instituições financeiras também são alterados. Na prática, quando a taxa sobe, os juros cobrados nos financiamentos, empréstimos e cartões de crédito ficam mais altos, o que consequentemente desestimula o consumo e favorece a queda da inflação. Na última reunião, o grupo já havia sinalizado um possível ajuste “de menor magnitude” para o próximo encontro. Na época, o comitê explicou que o aumento se deu pela continuidade do “cenário adverso”, crescimento das incerteza e das “defasagens inerentes ao ciclo de aperto monetário em curso”. No boletim, foi adiantado, ainda, que para esta próxima reunião, o resultado dependerá da “magnitude total do ciclo de aperto monetário, será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação”. As projeções do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (5), apontam que analistas de mercado reduziram as projeções de juros da Selic para 2025 a 14,75%, o resultado ocorre após o índice ser mantido a 15% por 17 semanas. Desafios do Copom Para o economista Hugo Garbe, caso confirmada, o aumento em 0,5 ponto percentual, representará uma resposta a um conjunto de pressões que têm dificultado a condução da política monetária: inflação resistente, desequilíbrio fiscal e ambiente externo adverso. Ele aponta que a inflação acumulada nos últimos 12 meses tem se mantido acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, “com núcleos inflacionários persistentes, especialmente no setor de serviços”. Segundo Garbe, o comportamento dos preços indica que a desinflação estrutural ainda não se consolidou, mesmo diante de uma economia que dá sinais de desaceleração. “O consumo das famílias enfraqueceu e a produção industrial recuou, mas isso não tem sido suficiente para conter as pressões sobre o nível geral de preços”, concluiu. Cenário exterior No cenário exterior, o especialista explica que a volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos trouxe uma reconfiguração da política comercial americana, principalmente por conta do aumento de tarifas. Com isso, a pressão no câmbio e o aumento no custo de importações, há a alimentação de uma inflação importada, que se soma aos fatores internos. Garbe ensina que a elevação da Selic visa reforçar o compromisso da autoridade monetária com o controle da inflação e com a ancoragem das expectativas futuras. “O aumento de 0,5 ponto percentual pode parecer duro, especialmente em meio a uma economia com ritmo moderado, mas a incerteza fiscal e a deterioração do cenário externo exigem uma postura mais firme para preservar a credibilidade da política monetária”, completa. O economista Benito Salomão avalia que o Banco Central vem, preventivamente, adotando medidas defensivas ao cenário exterior, como a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. Uma vez que, nesse cenário, qualquer redução do comércio internacional gera ineficiências em cadeias de produção, que podem vir acompanhadas de altas de preço. “Nesse sentido, pode haver repique inflacionário, como consequência dessa política, e pode haver também uma persistência inflacionária, ou seja, uma maior resiliência da inflação frente as doses das taxas de juros, que o Banco Central vem aumentando para tentar lidar com esse problema”, explica. Salomão arrisca que, agora, a situação é observar se esse choque vai se propagar na economia. “Porque também existe um fator deflacionário, que existe neste primeiro momento, que é a depreciação do dólar. Então, a moeda americana valendo menos, isso exerce um efeito contrário em economias como a brasileira, sobre os índices de preço”, analisa. Como a Selic impacta o bolso dos brasileiros Segundo economistas, os impactos giram em torno do crédito, pois a Selic regula a média de juros aplicada nessas transações. Logo, quanto mais alta a taxa, mais restrito é o acesso ao crédito. Com o impacto instantâneo, um possível aumento pode deixar os serviços mais caros, complicar a situação para brasileiros endividados e reduzir o poder de compra. O economista Hugo Garbe explica que a intenção do Banco Central é justamente segurar os preços por meio do encarecimento do crédito, o que desmotiva a população a comprar. Então, quando a Selic sobe, os juros dos empréstimos, financiamentos e cartões de crédito também aumentam. Com isso, o consumidor acaba por reavaliar seus gastos e adiar compras maiores, como carros e imóveis, segundo o especialista. Além disso, Garbe ressalta que as empresas podem pisar no freio em investimentos e contratações a partir da desaceleração do consumo devido ao crédito caro. Isso traria consequências para o mercado de trabalho e pode gerar desemprego, o que também diminui o rendimento das famílias, principalmente se a inflação demora a baixar. “Se a inflação demorar a cair, o rendimento real das famílias pode continuar pressionado, tornando o cenário ainda mais difícil para quem já sente no dia a dia o peso do aumento de preços”, diz. Porém, para que a estratégia seja eficaz contra inflação, é preciso entender a origem dela, segundo Garbe. Ele explica que, se o aumento dos preços for impulsionado pelo consumo interno, a Selic deve frear a alta. Mas se for causado por fatores externos, como a alta do petróleo ou problemas na oferta de alimentos, os juros não podem ser suficientes sozinhos.   Fonte: R7 Foto: Raphael Ribeiro/ Banco Central

Leia Mais

Etanol e gasolina têm quedas nos preços em abril, aponta Edenred Ticket Log

No mês de abril, o preço médio do litro do etanol foi de R$ 4,48 nos postos de abastecimento do País, registrando queda de 0,67% na comparação com a média de março. O preço médio da gasolina também caiu no mesmo período (-0,46%), com o combustível sendo comercializado à média de R$ 6,46. Os números são da mais recente análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, trazendo uma média precisa. “Após os preços dos combustíveis se estabilizaram em março, o mês de abril marcou uma queda nos valores médios, impulsionada pelo aumento da oferta de etanol com o avanço da safra e também pelas recentes reduções no preço do diesel anunciadas pela Petrobras, que ajudaram a criar um ambiente de maior competitividade e favoreceram a redução nos preços de combustíveis de forma geral. Ademais, a expectativa de mudanças na política de mistura de etanol à gasolina contribuiu para aumentar a oferta e favorecer um cenário de preços mais competitivos”, comenta Renato Mascarenhas, Diretor de Operações e Transformação de Negócios da Edenred Mobilidade. Regionalmente, o cenário também foi de queda. Apenas a região Norte registrou aumento no etanol, de 0,19%, registrando preço médio de R$ 5,24, preço mais caro entre todas as regiões. Já o Centro-Oeste se destacou como a região com a maior queda no período para o etanol, de 1,78%, já que o biocombustível teve preço médio de R$ 4,41 na região em abril. O menor preço médio para o etanol foi o do Sudeste, de R$ 4,38, após uma queda de 0,68% na comparação com março. O Centro-Oeste, juntamente com o Nordeste, também apresentou a maior queda no período para a gasolina: ambas as regiões viram o etanol ficar 0,76% mais barato em abril, com preços médios de R$ 6,50 e R$ 6,55, respectivamente. O Norte, mais uma vez, apresentou a gasolina mais cara: R$ 6.93, mesmo após uma queda de 0,43%. Com a gasolina a preço médio de R$ 6,31, o Sudeste ficou em primeiro lugar no ranking de regiões com a gasolina mais competitiva. Na análise por estados, o etanol apresentou sua maior alta do período no estado do Piauí, onde passou a custar R$ 5,07, após alta de 1,81%. O estado com o etanol mais em conta para o motorista no período foi São Paulo, onde o preço médio registrado foi de R$ 4,24, após queda de 0,93%. Goiás apresentou a maior queda para o biocombustível em abril, de 2,44%, recuando ao preço médio de R$ 4,39. Já o etanol mais caro em abril foi o do Amapá, com valor médio de R$ 5,81. O Ceará foi o único estado a registrar aumento para a gasolina no período: de 0,45%, chegando ao preço médio de R$ 6,75. A maior queda da gasolina entre estados, de 2,11%, ocorreu no Rio Grande do Norte, que registrou média de R$ 6,51. São Paulo teve a gasolina mais em conta: R$ 6,25, após recuo de 0,32% observado na comparação com março. Mesmo registrando queda de 0,13%, o Acre seguiu como estado com a gasolina mais cara do Brasil em abril, com preço médio de R$ 7,61. “A gasolina se mostrou a opção mais vantajosa economicamente na maior parte do Brasil em abril, principalmente para quem abastece nas regiões Norte, Nordeste e Sul. Entretanto, é importante ressaltar que o etanol traz mais benefícios ambientais, uma vez que emite menos poluentes, contribuindo para uma mobilidade mais sustentável e de baixo carbono”, reforça Mascarenhas. O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, com uma robusta estrutura de data science que consolida o comportamento de preços das transações nos postos, trazendo uma média precisa, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: mais de 1 milhão, com uma média de oito transações por segundo. A Edenred Ticket Log, marca da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários. Sobre a Edenred Mobilidade A Edenred é líder em soluções de mobilidade na América Latina, representada no Brasil pelas marcas Edenred Ticket Log, Edenred Repom e Taggy. Possui mais de 30 anos de experiência no País e conecta pessoas e negócios a uma mobilidade mais eficiente e sustentável. Conta com mais de 33 mil empresas clientes e uma frota gerenciada de 1 milhão de veículos, que abastecem quase 2,5 bilhões de litros de combustível por ano. Apenas em gestão de frete e vale-pedágio, possui mais de 3 mil empresas clientes, 1 milhão de caminhoneiros atendidos que correspondem a 8 milhões de transações anuais e 100% das praças de pedágio em todo o Brasil. Juntas, desenvolvem e disponibilizam para o mercado o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), com uma análise nacional sobre a variação do preço dos combustíveis, e o Índice de Frete Edenred Repom (IFR), um estudo sobre o preço médio do frete e sua composição. No mundo, a Edenred é a plataforma digital líder para serviços e meios de pagamento, que atua como a companhia diária para pessoas no trabalho, conectando mais de 60 milhões de usuários e mais de 2 milhões de comerciantes parceiros, em 45 países, por meio de 1 milhão de empresas-clientes.   Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Leia Mais

Nova taxa básica de juros definida pelo BC nesta semana pode atingir maior nível em 19 anos

Os diretores do BC (Banco Central) voltam a se reunir nesta terça (6) e quarta-feira (7) para decidir o patamar da taxa básica de juros da economia brasileira. As expectativas do mercado financeiro apontam para a sexta alta consecutiva, desta vez de 0,5 ponto percentual, passando para 14,75% ao ano. Caso a elevação seja confirmada pelo Copom (Comitê de Política Monetária), a taxa de juros atingirá o maior nível desde julho de 2006. No último encontro, quando a Selic passou de 13,25% para 14,25%, o Copom sinalizou um novo aumento “de menor magnitude”. Além disso, reforçou que, a partir de maio, o tamanho total do ciclo será ditado pelo seu “firme compromisso de convergência da inflação à meta” e dependerá da evolução do cenário. Por isso, é aguardado o novo comunicado do colegiado para entender se o ciclo de altas de juros chegou ao fim. “Acreditamos que o Copom elevará a taxa Selic em 0,5 ponto percentual na reunião de maio, deixando em aberto os próximos passos da política monetária. Discursos recentes de diretores do Banco Central apontam um tom mais cauteloso”, afirma a equipe de economistas do C6 Bank, em nota. Segundo os analistas do banco, os indicadores mostram poucas mudanças para o cenário de inflação, apesar do aumento da incerteza do cenário externo. As expectativas de inflação continuaram elevadas e acima da meta estabelecida. Evolução da Selic – Luce Costa/Arte R7 O IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) de abril será divulgado nesta sexta-feira (9), pelo IBGE. No entanto, a prévia da inflação, o IPCA-15, mostrou uma desaceleração, com acumulado de 5,49% em 12 meses. Muito longe da meta do Banco Central, de 3% ao ano. “Na nossa visão, o ciclo de ajuste da Selic deve seguir até junho, quando os juros alcançarão 15%. Não descartamos, no entanto, a possibilidade de a taxa ser menor, dadas as incertezas no cenário externo. Projetamos que a Selic se mantenha nesse patamar até o fim de 2026″, acrescenta a nota do C6 Bank. Ciclo de alta Para Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, a taxa pode ser elevada em até 0,75 ponto percentual nesta reunião, com possibilidade de uma alta menor de 0,50. “O Copom deve continuar com o ciclo de altas de juros, como sinalizado na reunião anterior. Em 2025, a taxa Selic deve encerrar o ciclo em 15,25% ao ano”, projeta o economista. O Itaú, em relatório de revisão de cenário com as perspectivas mais recentes, mantém projeção de fim de ciclo de política monetária em 15,25% ao ano, na reunião de junho, patamar que deve ser mantido até o final do ano. “Esperamos duas altas de 0,50 ponto percentual, nas próximas duas reuniões, mas com menor convicção sobre a segunda – cuja implementação depende da evolução do cenário internacional e seu impacto sobre a taxa de câmbio e os preços de commodities”, conclui. O que é taxa Selic A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. No entanto, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. A Selic é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais. É a taxa Selic que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo em empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic. Histórico O novo ciclo de alta da Selic começou em setembro do ano passado. Em novembro, a elevação foi de 0,50, passando para 11,25%, e chegou a 12,25% ao ano em dezembro, com alta de 1 ponto percentual. Em janeiro deste ano, houve outra alta de 1 ponto percentual, e a taxa chegou a 13,25% ao ano. No último encontro do Copom, em março, mais um ponto percentual de aumento, elevando a taxa a 14,25%.   Fonte: R7 Foto: Raphael Ribeiro/Banco Central

Leia Mais

Governo apresentará proposta para ressarcir vítimas de fraude do INSS nesta semana

A proposta para ressarcir as vítimas de fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro social) deve ser apresentada nesta semana. Investigação da Polícia Federal aponta esquema de descontos de mensalidades associativas não autorizadas que teria desviado cerca de R$ 6,3 bilhões, entre 2019 e 2024. Mais de 4 milhões de aposentados e pensionistas podem ter sido vítimas. Segundo a AGU (Advocacia-Geral da União), o Plano de Ressarcimento Excepcional para os segurados que tiveram descontos não autorizados será submetido no início desta semana à Casa Civil da Presidência da República. Em seguida, apresentado ao Conselho Nacional de Justiça, ao Ministério Público Federal e à Defensoria Pública da União. A medida foi definida em reunião, na última sexta-feira (2), do grupo especial de combate às fraudes do INSS. O encontro foi conduzido pelo ministro Jorge Messias, da AGU, e contou com a presença do novo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, e do presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção. O governo já definiu que o desconto feito em abril será devolvido em maio. Agora a expectativa é de como será feita a devolução do valor total do desvio. Desconto indevido Os aposentados e pensionista podem conferir se foram vítimas de fraude por meio do extrato de pagamento do INSS. Basta acessar, com login e senha, o Meu INSS (site ou aplicativo), clicar em “Consultar Benefício” e, em seguida, em “Extrato de Pagamento”. Depois, escolher o mês que aparece (por padrão, aparecem somente as duas últimas competências, mas é possível visualizar as anteriores também). Na tabela, irá constar o possível valor do desconto, se houver. Operação Os descontos de mensalidades de sindicatos e associações em aposentadorias e pensões foram suspensos pelo governo federal, após a PF (Polícia Federal) e a GCU (Controladoria-Geral da União) deflagrarem a “Operação Sem Desconto”, em 23 de abril. Um suposto “esquema nacional de descontos de mensalidades associativas não autorizadas” teria descontado cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. A fraude provocou a queda de Carlos Lupi, que pediu demissão do Ministério da Previdência Social no último dia 2 de maio, quando assumiu o cargo o novo ministro, Wolney Queiroz, que era o secretário-executivo da pasta. O então presidente do INSS Alessandro Stefanutto também deixou o cargo, após repercussão do caso. Novo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, foi nomeado em 30 de abril, pelo presidente Lula. Investigação Onze entidades são investigadas com indícios de pagamento de propina a agentes públicos ou de serem de fachada. O novo presidente do INSS anunciou a abertura de procedimento administrativo para responsabilizar as entidades investigadas, e a Procuradoria-Geral Federal determinou abertura de procedimentos para apurar improbidade administrativa. Como identificar o desconto irregular Acessar, com login e senha, o Meu INSS (site ou aplicativo) Clicar em “Consultar Benefício” Em seguida, em “Extrato de Pagamento” Clique no mês que aparece (por padrão, aparecem somente as duas últimas competências, mas é possível visualizar as anteriores também) Na tabela que aparece, irá constar o possível valor do desconto, se houver   Fonte: R7 Foto: BRUNO ESCOLASTICO/E.FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Leia Mais

Haddad reúne-se com secretário do Tesouro de Trump em meio a tarifas

Em meio à guerra tarifária promovida pelo governo de Donald Trump, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reuniu-se, neste domingo (4), com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent. O encontro ocorreu em Los Angeles, para onde o ministro viajou nesta semana para buscar investimentos em data centers (centro de dados) no Brasil. Esse foi o primeiro encontro presencial entre as duas autoridades desde a posse de Donald Trump, em 20 de janeiro. Nos Estados Unidos, o secretário do Tesouro tem função equivalente a do ministro da Fazenda no Brasil. Inicialmente, a reunião não estava prevista na agenda oficial de Haddad porque o ministro apenas passará pela Califórnia, antes de ir para o México, na noite de terça-feira (6). No entanto, na última quarta-feira (30), o ministro da Fazenda anunciou a possibilidade de uma reunião com o secretário do Tesouro norte-americano. “Recebi um retorno de que ele [Scott Bessent] tem interesse em iniciar o diálogo com o Brasil”, disse o ministro na manhã de quarta-feira. Na ocasião, porém, Haddad afirmou que a reunião provavelmente seria virtual e ocorreria após seu regresso ao Brasil. Na quarta-feira, Haddad afirmou que a sobretaxa de 10% do governo norte-americano aos produtos brasileiros e as tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio, que entraram em vigor em março, deveriam ser discutidas. No entanto, o ministro da Fazenda ressaltou que as negociações comerciais estão sendo conduzidas pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e vice-presidente, Geraldo Alckmin. “Podemos até falar, mas aí quem conduz a negociação de tarifa nesse momento é o vice-presidente [Geraldo Alckmin]. A parte comercial está sendo conduzida pelo Mdic [Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio]. Mas temos muitos assuntos a tratar com o secretário do Tesouro, da agenda da Fazenda”, declarou Haddad. Viagem Haddad chegou no sábado a Los Angeles para apresentar o novo plano do governo brasileiro para investimento em centro de dados e de inteligência artificial. O ministro pretende ressaltar a liderança do Brasil em energias renováveis e explicar a proposta de desoneração de investimentos em bens de capital ligados a bens de tecnologia da informação, projeto que ainda será enviado ao Congresso Nacional. Na noite deste domingo, Haddad terá um jantar com investidores internacionais, oferecido pelo Instituto Milken, instituto da Califórnia que promove fóruns políticos e econômicos. Na segunda-feira (5), o ministro participa de dois painéis na conferência anual organizada pelo instituto. Em Los Angeles, o ministro da Fazenda se reunirá com a diretora-financeira (CFO) do Google, Ruth Porat. No mesmo dia, o ministro viajará para San José, próximo a São Francisco, onde se reunirá com o presidente-executivo da Nvdia, Jensen Huang. Na terça-feira (6), Haddad participará de um café da manhã com empresários e investidores brasileiros e estrangeiros, organizado pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). Em seguida, terá reunião bilateral com executivos da Amazon. Na terça à noite, o ministro da Fazenda embarca para o México. A viagem se encerra na quarta-feira (7), com um café da manhã com brasileiros que trabalham em empresas mexicanas ou em multinacionais brasileiras no México. Na mesma manhã, Haddad terá uma reunião com Edgar Zamorra, secretário do Tesouro e Crédito Público mexicano. Segundo o Ministério da Fazenda, a viagem ao México concentra-se no aprofundamento das relações bilaterais.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Leia Mais

Gás de cozinha terá novo reajuste a partir de terça-feira no DF; preço pode subir até R$ 10

As distribuidoras alegam que os aumentos seguem a nova política comercial da Petrobras  O preço do gás de cozinha no Distrito Federal será reajustado a partir da próxima terça-feira (6/5). Segundo o Sindicato das Empresas Transportadoras e Revendedoras de GLP do DF (Sindvargas), este será o terceiro aumento promovido em 2025 pelas distribuidoras engarrafadoras.  Atualmente, o valor médio do botijão de 13 quilos no DF é de R$ 100,77, de acordo com a mais recente pesquisa semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Com o novo reajuste, o impacto para o consumidor pode chegar a até R$ 10, a depender da região administrativa, conforme estimativa do presidente do Sindvargas, Sérgio Costa.  As distribuidoras alegam que os aumentos seguem a nova política comercial da Petrobras, que passou a realizar leilões mensais para parte do volume ofertado de gás liquefeito de petróleo (GLP). No entanto, o sindicato contesta a justificativa. “Os dados da própria ANP mostram que o volume leiloado representa uma parcela ínfima, o que torna injustificável a transferência de custos tão severos ao mercado”, afirma a entidade em nota.  Ainda segundo o Sindvargas, os três reajustes aplicados desde o início do ano já somam uma alta média de 6,4% no valor do gás de cozinha. Além disso, o sindicato destaca que o dissídio coletivo dos trabalhadores do setor, com reajuste de 7,8%, também tem pressionado os custos operacionais das revendas.  A entidade cobra maior transparência das distribuidoras na composição dos preços. “É essencial que o consumidor entenda o que está pagando. Precisamos de mais clareza sobre os critérios adotados nesses reajustes”, reforça Sérgio Costa. Situação de valores em diferentes estados:           Distrito Federal: O preço médio do botijão de 13 kg está em R$ 100,77, com previsão de aumento de até R$ 10 a partir de 6 de maio. Este será o terceiro reajuste em 2025, totalizando uma alta de 6,4% no ano.           Mato Grosso do Sul: O preço do botijão subiu de R$ 105 para R$ 130 nos primeiros quatro meses de 2025. Em Campo Grande, o valor médio atual gira em torno de R$ 125, com possibilidade de novos reajustes.           Rio Grande do Sul: O preço médio do botijão é de R$ 110,92, com variações entre os municípios. Em Porto Alegre, o valor médio está em R$ 112,11, enquanto em Novo Hamburgo, é de R$ 102,50           Paraíba: Houve um acréscimo de R$ 5 no preço do botijão, que agora varia entre R$ 110 e R$ 120, dependendo da forma de pagamento.           Bahia: O estado apresenta um dos preços mais altos do país, com média de R$ 123,59. Em Salvador, o botijão custa, em média, R$ 127, podendo chegar a R$ 170 em Luís Eduardo Magalhães. De acordo com dados da Petrobras, o preço médio do botijão de gás de 13 kg no Brasil é de R$ 107,51. A composição desse valor inclui a parcela da Petrobras (R$ 34,72), distribuição e revenda (R$ 54,72), e ICMS (R$ 18,07). Portanto, embora o reajuste específico mencionado inicialmente seja referente ao Distrito Federal, aumentos similares têm sido registrados em diversas regiões do país, refletindo uma tendência nacional de elevação nos preços do gás de cozinha. (Renan Isaltino)

Leia Mais
Nenhuma postagem a exibir

Confira o canal do Portal Veloz No Youtube

×

Buscar no Portal Veloz