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Categoria: Economia

Passagem aérea, jogos de azar e transporte público disparam e são vilões da inflação em julho

A inflação oficial do país acelerou 0,26% em julho de 2025. Os dados mostram que os preços seguem pesando no bolso do consumidor. A maior alta foi a da abobrinha, que disparou 46,81%. Passagem aérea, jogos de azar e tarifas de transporte público também tiveram aumentos expressivos e pressionaram o índice no mês. Segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (12), além da abobrinha, legumes como pepino (43,37%) e pimentão (14,33%) também estão entre os principais vilões da inflação de julho. A passagem aérea exerceu o terceiro maior impacto individual sobre o índice, com aumento de 19,92%. Em 2024, os bilhetes aéreos tiveram queda de 5,1%, segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Mais da metade dos bilhetes foram vendidos abaixo de R$ 500. O grupo “transporte pública”, que inclui os preços das passagens aéreas, registrou alta de 3,49%. Reajuste dos jogos de azar Os preços das apostas em jogos de azar subiram 11,17%, após reajuste em 9 de julho. O aumento dos valores incluiu as modalidades Dupla Sena, Quina, Lotofácil, Mega-Sena, Loteca, Super Sete, entre outras. Essa variação superou a alta de energia elétrica residencial, que foi de 3,04% em julho. Jogos de azar, do qual fazem parte as bets, compõem o grupo despesas pessoais, que tiveram alta de 0,76%. Frutas mais em conta Apesar de os preços das frutas terem caído 0,29% em julho, itens como o mamão (12,4%), a banana da terra (6,73%), o morango (6,14%) e a tangerina (4,94%) tiveram alta e ficaram entre os principais vilões da inflação. Entre os itens com maior alta estão o coentro (15,94%), repolho (13,62%), brócolis (12,94%) e couve-flor (8,78%). No ano, o IPCA acumula alta de 3,26% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,23%, abaixo dos 5,35% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2024, a variação havia sido de 0,38%. Plano de saúde mais caro No grupo saúde e cuidados pessoais (0,45%), destacam-se as altas nos itens de higiene pessoal (0,98%) e no plano de saúde (0,35%), que reflete a incorporação dos reajustes autorizados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Para os planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o percentual é de até 6,06%, com vigência a partir de maio de 2025 e cujo ciclo se encerra em abril de 2026. Já para os planos contratados antes da legislação, os percentuais autorizados foram de 6,47% e 7,16%, a depender do plano. Por região Quanto aos índices regionais, São Paulo apresentou a maior variação (0,46%) por conta da passagem aérea e da energia elétrica residencial. A menor variação ocorreu em Campo Grande (-0,19%) em razão da queda na batata-inglesa (-33,84%) e da energia elétrica residencial (-1,39%). Moradores de Porto Alegre, Curitiba, Recife e Aracaju também sentiram impacto mais forte dos preços em julho, já que tiveram reajustes acima da média brasileira.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Tarifaço dos Estados Unidos pode trazer pressão inflacionária gradual no Brasil

Expectativa é de que efeito das tarifas norte-americanas na inflação brasileira seja gradual e comece a partir de agosto ou setembro A inflação brasileira pode sentir nos próximos meses os efeitos do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos. Embora o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de julho não deva registrar impacto direto, a previsão é de que a pressão sobre os preços internos pode aumentar à medida que as mudanças no comércio exterior se consolidarem. Segundo Hugo Garbe, doutor em economia e professor da Universidade Mackenzie, os primeiros efeitos do tarifaço devem aparecer em setores ligados a alimentos exportados, como café, carnes, pescados e frutas tropicais, além de produtos cujo preço doméstico acompanha o mercado internacional e itens impactados pela variação do câmbio. No curto prazo, pode haver até uma queda nos preços internos, especialmente de carnes e pescados, devido ao aumento da oferta no mercado brasileiro. Mas Garbe pontua que “se o choque tarifário piorar termos de troca e risco, o câmbio pode ajustar e reintroduzir pressão inflacionária em alimentos processados e logística”. Inflação de julho não deve ser impactada Os dados do IPCA de julho serão divulgados às 9h desta terça-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na avaliação de Garbe, os efeitos concretos do aumento das tarifas norte-americanas ainda não aparecerão nesse indicador, porque os preços coletados pelo IBGE foram antes da implementação do tarifaço. “Praticamente, não terá reflexo. O pacote tarifário dos EUA entrou em vigor em 6 de agosto. Portanto, os efeitos diretos só começam a aparecer a partir de agosto/setembro e se consolidam ao longo de alguns meses”, explicou. Na avaliação dele, o IPCA de julho captura, no máximo, expectativas: “O impacto factual começa depois”. Essa perspectiva é reforçada pelos dados do Boletim Focus divulgados nesta segunda-feira (11), que mostram que a projeção de inflação para 2025 caiu novamente — para 5,05%, o 11º recuo semanal consecutivo — enquanto a estimativa para 2026 recuou para 4,41%. Lista de Trump tem 694 exceções O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou de fora 694 itens da taxa de 50% sobre produtos exportados pelo Brasil. Entre os itens que não receberão a tarifa, estão suco de laranja, aviões comerciais, combustíveis, petróleo e minério de ferro. Commodities brasileiras com grande fluxo comercial para os Estados Unidos, como carne bovina, café e cacau, não foram incluídas nas exceções e serão taxadas em 50%. Segundo dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), os Estados Unidos são os maiores compradores de café do Brasil — tanto do item torrado quanto do não torrado. Somente em junho, os EUA adquiriram 15,9% do café não torrado vendido pelo Brasil, um total de US$ 148,2 milhões. Também no mês retrasado, no caso do café torrado — modalidade que inclui extratos, essências e concentrados de café —, os Estados Unidos compraram 23,4% do que foi produzido pelo Brasil, o equivalente a US$ 21 milhões. Os EUA também têm participação importante na compra do cacau brasileiro. Em junho deste ano, o país foi o maior comprador de cacau em pó, manteiga ou pasta de cacau, com 42,6% de participação (US$ 22,5 milhões). Com relação ao chocolate e a outras preparações alimentícias oriundas do cacau, os Estados Unidos (12,2%) foram o segundo maior destino no mês passado, atrás apenas da Argentina (27,2%). O valor total das compras chegou a US$ 2,4 milhões.   Fonte: R7 Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Mercado reduz expectativas de inflação para 5,05% em 2025

Pela 11ª semana seguida, o mercado financeiro reduziu as expectativas de inflação para 2025. Atualmente, as projeções apontam que o ano fechará com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – em 5,05%, percentual inferior aos 5,07% projetados há uma semana; e aos 5,17% projetados há quatro semanas. É o que mostra o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Banco Central. Para 2026, as expectativas de queda da inflação se mantêm há quatro semanas, quando chegou a 4,5%. Atualmente, o IPCA projetado para o ano que vem está em 4,41%; e para 2027, em 4%. Apesar de uma melhora nas expectativas relacionadas à inflação, a estimativa para 2025 continua acima do teto da meta de inflação a ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O limite inferior, portanto, é 1,5%; e o superior, 4,5%. Mesmo com a desaceleração inflacionária dos últimos meses, o índice acumulado em 12 meses alcançou 5,35%, ficando pelo sexto mês seguido acima do teto da meta de até 4,5%. Esse período de seis meses acima de 4,5% configura estouro da meta pelo novo regime adotado em 2024. Cada vez que isso acontece, o presidente do BC tem que divulgar, por meio de carta aberta ao ministro da Fazenda, que preside o CMN, a descrição detalhada das causas do descumprimento; as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos; e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito. Selic Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Uma das preocupações manifestadas pelo Copom é a política comercial dos Estados Unidos, algo que pode, inclusive, levar a autoridade monetária a não descartar a possibilidade de retomada de alta da Selic “caso seja necessário”. Por enquanto, a estimativa dos analistas consultados se mantém estável pela sétima semana consecutiva, em 15% ao final de 2025. O mercado manteve, também, as projeções da Selic para 2026 (12,50%); e 2027 (10,50%). PIB e dólar O mercado financeiro reviu para baixo as expectativas de crescimento da economia, projetando, para o final de 2025, um Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas no país) de 2,21%. Há uma semana, a projeção era de que a economia fecharia o ano com um crescimento de 2,23% (mesmo percentual projetado há quatro semanas). Para os anos subsequentes, as projeções de PIB estão em 1,87%, para 2026, e em 1,93% para 2027. Já as projeções do mercado para a cotação do dólar em 2026 se mantém estável, em R$ 5,60 desde a semana passada. Há quatro semanas, as expectativas eram de que a moeda norte-americana terminaria o ano cotada a R$ 5,65. Para 2026 e 2027, as projeções são a mesma: dólar cotado a R$ 5,70.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

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Projeto que amplia isenção do Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos deve ser sancionado na segunda-feira

A proposta, uma das principais promessas de campanha do petista, já foi aprovada pelo Congresso e aguarda apenas a assinatura para virar lei  O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve sancionar, na próxima segunda-feira (11), o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até dois salários mínimos, o equivalente a R$ 3.036 em 2025. A proposta, uma das principais promessas de campanha do petista, já foi aprovada pelo Congresso e aguarda apenas a assinatura para virar lei.  A votação no Senado ocorreu na quinta-feira (7) e durou cerca de 15 minutos, com aprovação simbólica após acordo com a oposição, que havia ocupado o plenário até a noite anterior. O texto, de autoria do líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), teve como relator no Senado o líder governista Jaques Wagner (PT-BA).  A medida eleva a faixa de isenção dos atuais R$ 2.824 para R$ 3.036 a partir de 2025, acompanhando o reajuste do salário mínimo para R$ 1.518, em vigor desde janeiro. A mudança só entrará em vigor em 2026, ano em que Lula deve disputar a reeleição.  Nos últimos anos, o limite da isenção foi reajustado da seguinte forma: 2023: R$ 2.640; 2024: R$ 2.824; 2025: R$ 3.036.  A nova tabela progressiva mensal do IR ficará assim: Até R$ 2.428,80: alíquota 0%; De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65: alíquota de 7,5% (parcela a deduzir: R$ 182,10); De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05: alíquota de 15% (parcela a deduzir: R$ 394,16); De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68: alíquota de 22,5% (parcela a deduzir: R$ 675,49); Acima de R$ 4.664,68: alíquota de 27,5% (parcela a deduzir: R$ 908,73).  O Palácio do Planalto ainda analisa se haverá necessidade de vetos pontuais, mas a expectativa é de que a sanção ocorra sem alterações para agilizar a aplicação da lei.

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Saques da poupança superam depósitos em R$ 6,25 bilhões em julho

Os saques em cadernetas de poupança superaram os depósitos em R$ 6,25 bilhões no mês de julho deste ano. O resultado decorre de um total de R$ 363,57 bilhões em depósitos; e de R$ 369,82 bilhões em saques no mês. É o que mostra o Relatório de Poupança, divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Banco Central, em Brasília. De acordo com o documento, os rendimentos creditados em julho nas contas de poupança ficaram em R$ 6,47 bilhões. Com isso, o saldo se manteve pouco acima de R$ 1 trilhão. Mais números Em junho, os depósitos feitos em poupança estavam maiores do que os saques em R$ 2,12 bilhões. Em julho do ano passado, a situação era inversa, com os saques superando os depósitos em R$ 908,6 milhões. No acumulado de 2025, os saques superaram os depósitos em R$ 55,9 bilhões. Entre os motivos que levam a um cenário em que os saques na poupança são maiores do que os depósitos figura a alta da taxa básica de juros (Selic), que está atualmente em 15% ao ano.   Fonte: Agência Brasil Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Plano de contingência ao tarifaço deve sair até terça (12), diz Alckmin

O plano de contingência para ajudar os setores afetados pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos deve sair até terça-feira (12), disse o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Segundo ele, haverá uma “régua” para considerar a variação de exportações dentro de um mesmo setor, para tornar o socorro mais preciso. “Ele [o plano de contingência] foi apresentado ao presidente Lula, que terminou ontem tarde da noite o trabalho [de leitura]. O presidente vai bater o martelo e aí vai ser anunciado. Se não for amanhã, provavelmente na segunda ou terça-feira”, disse Alckmin ao conceder entrevista nesta quinta-feira (8) no estacionamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). De acordo com Alckmin, o plano de contingência procurará ter foco, para ajudar as empresas mais afetadas pela imposição da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump. O vice-presidente afirmou que será instituído um parâmetro para avaliar os efeitos das tarifas sobre cada setor da economia, baseado no grau de exportações para os Estados Unidos. “Há setores em que mais de 90% [da produção] vai para o mercado interno, com exportações de 5%, no máximo 10%. E tem setores em que metade do que se produz é para exportar. E tem setores que exportam mais da metade para os Estados Unidos. Então, foram muito expostos, estão muito expostos”, declarou. Citando o setor de pescados, Alckmin disse que o plano pretende diferenciar os produtos com maior ou menor exposição ao mercado estadunidense. “Às vezes dentro de um próprio setor, você tem uma diferenciação de quem exporta mais e menos”, destacou. “No caso da tilápia, o maior consumo é interno. Já o atum tem a maior parte da produção destinada à exportação”, acrescentou. Embaixador Alckmin não entrou em detalhes sobre a reunião que teve com o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar. Apenas disse que o encontro foi “muito bom”. A reunião ocorreu fora da agenda nesta tarde. Antes de encontrar o vice-presidente, Escobar reuniu-se com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS). Após sair do ministério, Escobar visitou a Câmara dos Deputados. Calçados Antes de encontrar-se com o representante da embaixada estadunidense, Alckmin reuniu-se com a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Segundo o vice-presidente e ministro, o setor será bastante afetado pelo tarifaço, com o couro, matéria-prima para os calçados sofrendo um impacto maior. “Recebi agora o setor de calçados, a Abicalçados. É um setor também afetado, que usa muita mão de obra. Mas, mais afetado que o calçado, é o couro. O couro, mais de 40% [da produção] é para exportação”, comentou.   Fonte: Agência Brasil Foto: Cadu Pinotti/Agência Brasil

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Pix deve permanecer sob gestão pública, diz Galípolo

O Pix é estratégico e deve permanecer sob gestão pública, disse nesta quarta-feira (6) o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo. Em evento voltado para o setor de criptoativos, no Rio de Janeiro, ele declarou que falsas narrativas procuram prejudicar uma das infraestruturas mais importantes do Brasil. “O Pix se revela uma infraestrutura estratégica e crítica para o país. É uma segurança para o país que ele possa ser gerenciado e administrado pelo Banco Central”, afirmou. Para Galípolo, a manutenção da administração pública do Pix é importante para impedir conflitos de interesses, caso o sistema fosse gerido por empresas privadas. “É muito importante que o Pix permaneça e vai permanecer como uma infraestrutura pública digital que foi desenvolvida pelo Banco Central. Se a gente tivesse qualquer tipo de incumbente sendo gestor do Pix, vocês imaginam os conflitos de interesse que a gente poderia ter a cada decisão de se incluir ou retirar um novo participante do sistema?”, comentou o presidente do BC. Galípolo lamentou que o sistema de transferências instantâneas em funcionamento desde 2020 tenha se tornado alvo de fake news. “Infelizmente, a gente está num momento onde, muitas vezes, as coisas são complexas de compreender e elas são capturadas por algum tipo de debate onde as versões podem ser muitas vezes mais interessantes do que os fatos”, afirmou. Inclusão financeira O presidente do BC destacou os avanços sociais promovidos pelo Pix. Ele ressaltou que a ferramenta facilita a inclusão financeira, ao ampliar o acesso da população à infraestrutura bancária. Atualmente, ressaltou Galípolo, o Pix tem 858 milhões de chaves cadastradas, com 250 milhões de transações diárias, em média. O presidente do BC negou qualquer rivalidade entre o Pix e os outros meios de pagamento. Segundo ele, a ferramenta não está provocando prejuízos aos bancos porque as transações com cartões de crédito e de débito aumentaram mais nos últimos anos do que cresciam antes do Pix. “Os cartões de débito, pré-pago e, em especial, os de crédito, apresentam uma taxa de crescimento maior do que antes do advento do Pix. O que elimina qualquer ideia de rivalidade ou de que um estaria canibalizando o outro, a partir de alguma lógica que possa tentar ser apresentada”, destacou. De 2020 a 2024, o número de transações com cartões de crédito subiu 20,9%. Nos dez anos anteriores, de 2009 a 2019, a taxa de crescimento estava em 13,1%. Investigação Desde o mês passado, o Pix está incluído na investigação comercial dos Estados Unidos contra o Brasil. Por meio do Escritório do Representante de Comércio dos EUA, o governo de Donald Trump pediu esclarecimentos ao Brasil se o Pix impõe barreiras ao comércio e a instituições financeiras estadunidenses. O órgão quer investigar se as práticas brasileiras ligadas ao comércio digital e a tarifas preferenciais são “irracionais ou discriminatórias”. Para o escritório, o Brasil pode prejudicar a competitividade de empresas norte-americanas de comércio e serviços de pagamento eletrônico.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Empresários brasileiros enfrentam incertezas com novas tarifas de importação dos EUA e buscam mercados alternativos

Atualmente, cerca de 12% das exportações brasileiras têm como destino os EUA  A partir desta quarta-feira (06), os Estados Unidos começaram a aplicar novas tarifas de importação sobre mais de 3 mil produtos, o que acende um alerta entre empresários e trabalhadores brasileiros. Itens como carne bovina, mel e pescados, fortemente exportados para o mercado norte-americano, estão entre os mais afetados, com taxas que podem chegar a 50%.  Segundo Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, a agência já estuda estratégias de apoio a empresas impactadas, especialmente pequenos produtores que dependem exclusivamente dos EUA. A Apex pretende abrir um escritório em Washington e reforçar a busca por novos mercados, com o apoio de ministérios e entidades comerciais.  Atualmente, cerca de 12% das exportações brasileiras têm como destino os EUA. A concentração preocupa, já que uma mudança repentina nas regras comerciais pode causar prejuízos imediatos, como explicou Bruno Meurer, da Next Shipping. A busca por mercados alternativos, como Oriente Médio, América do Sul e Europa, exige adaptações logísticas, certificações específicas e negociação diplomática.  Para especialistas, o Brasil precisa diversificar sua pauta de exportações e reduzir a dependência de poucos parceiros. A diplomacia também é vista como um caminho para tentar reverter ou flexibilizar parte das novas tarifas. O governo federal deve anunciar, nos próximos dias, medidas emergenciais para apoiar as empresas afetadas. (Renan Isaltino) Fonte: Agência Brasil Foto: R7

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PIB paulista cresce 2% em 2025 puxado pela agropecuária

No acumulado dos últimos 12 meses, comparados a 12 meses imediatamente anteriores, o PIB paulista cresceu 2,9% O Produto Interno Bruno (PIB) do Estado de São Paulo avançou 2,0% no acumulado de 2025 (janeiro a maio) em relação ao mesmo período do ano anterior, mostram os dados elaborados pela Fundação Seade. O destaque ficou para o crescimento dos setores da Agropecuária (7,7%) e de Serviços (3,2%). No acumulado dos últimos 12 meses, comparados a 12 meses imediatamente anteriores, o PIB paulista cresceu 2,9%. Destaque para o avanço dos setores de serviços (3,6%) e indústria (0,6%). Já na comparação com igual mês do ano anterior, o indicador avançou 2,0% em maio de 2025, com destaques para serviços (3,5%) e agropecuária (0,9%).   Foto: Governo de SP

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Haddad diz que governo prepara pacote e confirma reunião com secretário do tesouro americano

Ações serão encaminhadas ao Planalto e dependem da aprovação do presidente Lula da Silva para serem implementadas O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (6) que a equipe econômica deve concluir ainda hoje o pacote de medidas para proteger setores afetados pelo tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. As ações serão encaminhadas ao Palácio do Planalto e dependem da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para serem implementadas. Segundo Haddad, o pacote — com foco em empresas de pequeno porte — deve incluir linhas de crédito com juros subsidiados e outras medidas de apoio financeiro. A implementação será feita por meio de uma Medida Provisória (MP), após a validação do governo federal. “As medidas saem hoje da Fazenda. Ontem tivemos uma reunião com o presidente para detalhar o plano. O relatório com a lista de empresas ainda está chegando do MDIC, mas o ato é mais genérico. Só na aplicação da MP é que vamos analisar caso a caso, CNPJ por CNPJ”, afirmou o ministro. Negociação com os EUA Haddad também informou que tem uma reunião marcada para quarta-feira da próxima semana com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. O encontro será virtual, mas pode evoluir para uma conversa presencial, dependendo do andamento das negociações. “Já recebemos o e-mail oficializando o interesse dos americanos. Vai ser uma reunião remota, e pode virar uma reunião de trabalho presencial, dependendo da qualidade da conversa. O objetivo é buscar um entendimento e tentar reabrir o diálogo com os Estados Unidos”, disse o ministro. Tarifaço em vigor A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros começou a valer nesta quarta-feira (6), conforme determinado por ordem executiva assinada pelo ex-presidente Donald Trump. A Casa Branca justificou a medida afirmando que o Brasil representa uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional e à economia americana — alegação rebatida por autoridades brasileiras. De acordo com o vice-presidente Geraldo Alckmin, cerca de 35,9% das exportações brasileiras aos EUA serão atingidas pela nova taxa. Ainda assim, uma série de produtos foi excluída do tarifaço, como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e peças, fertilizantes e produtos energéticos. Produtos atingidos pela nova tarifa Café Maior exportador global, o Brasil tem nos EUA um de seus principais compradores. Em 2024, os embarques de café somaram quase US$ 2 bilhões, representando 16,7% do total exportado. Carne bovina De acordo com a Abrafrigo, o mercado norte-americano absorveu 16,7% das exportações brasileiras do produto em 2024 — o equivalente a 532 mil toneladas e US$ 1,6 bilhão em receitas. A Minerva projeta queda de até 5% na receita líquida. Frutas O setor frutícola também será afetado. No ano passado, mais de 1 milhão de toneladas foram exportadas. Máquinas agrícolas e industriais O decreto prevê isenções específicas, como peças destinadas à indústria de papel e celulose, além de itens voltados à aviação civil. Máquinas e componentes fora desses segmentos serão taxados integralmente. Móveis Alguns modelos escaparam da taxação, entre eles assentos e estruturas metálicas ou plásticas utilizadas em aeronaves. O restante do setor será atingido pela nova alíquota. Têxteis Não houve uma isenção abrangente. Itens muito específicos, como fio de sisal para enfardamento e materiais aeronáuticos, compõem o grupo excluído. Calçados Todos os calçados brasileiros passaram a estar sujeitos à tarifa de 50%, cenário que tende a agravar a situação de um setor já pressionado pela concorrência global.   Fonte: R7 Foto: Diogo Zacarias/MF

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