Skip to main content

Portal Veloz

Últimas Notícias

Rock Day em Americana começa hoje com Os Paralamas do Sucesso e expectativa de grande público

Endrick cita papo com veteranos e confiança em Ancelotti: “iluminado”

Motociclista morre após colidir contra placa de sinalização de trânsito na Via Francisco D’Andrea, em Limeira

Vai viajar? Procon-SP divulga pesquisa para auxiliar consumidor a planejar férias em alguns destinos de inverno

Câmara de Sumaré aprova instauração de CPI para investigar contratos da merenda escolar

Encontro discute oportunidades e desafios dos municípios com a chegada do Trem Intercidades

Categoria: Economia

Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 5,07%

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 5,09% para 5,07% este ano. É a décima redução seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (4). A pesquisa é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Para 2026, a projeção da inflação variou de 4,44% para 4,43%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,8%, respectivamente. A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. Em junho, mesmo pressionada pela energia elétrica, a inflação oficial – divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – perdeu força e fechou em 0,24%, marcada pela primeira queda no preço dos alimentos depois de nove meses. Apesar da desaceleração nos últimos meses, o índice acumulado em 12 meses alcançou 5,35%, ficando pelo sexto mês seguido acima do teto da meta de até 4,5%. Esse período de seis meses acima de 4,5% configura estouro da meta pelo novo regime adotado em 2024 . Cada vez que isso acontece, o presidente do BC tem que divulgar, por meio de carta aberta ao ministro da Fazenda, que preside o CMN, a descrição detalhada das causas do descumprimento, as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito. Juros básicos Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O recuo da inflação e o início da desaceleração da economia fizeram o colegiado interromper o ciclo de aumento de juros na última reunião, na semana passada, após sete altas seguidas na Selic. Em comunicado, o Copom informou que a política comercial dos Estados Unidos aumentou as incertezas em relação aos preços. A autoridade monetária informou que, por enquanto, pretende manter os juros básicos, mas não descartou a possibilidade de voltar a elevar a Selic caso seja necessário. A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 nos 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. PIB e câmbio A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 2,23% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) passou de 1,89% para 1,88%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,95% e 2%, respectivamente. Puxada pela agropecuária no primeiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 1,4%, de acordo com o IBGE. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%. A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,60 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,70.   Fonte: Agênica Brasil Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Leia Mais

Tarifaço começa nesta semana: após prejuízo da falta de diálogo, governo busca saídas

Gestão de Lula enxerga possibilidade de abertura dos EUA com lista de 694 exceções à taxa de 50% imposta por Trump Após meses de ameaça e, enfim, a publicação das tarifas impostas pelos Estados Unidos para produtos brasileiros, o governo tenta responder para conter os prejuízos. A taxa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros comprados pelos EUA começa a valer nesta semana. A taxação deve alcançar 35,9% dos produtos brasileiros que são exportados, segundo projeção divulgada pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A expectativa do governo federal é correr atrás do tempo perdido e atuar em diversas frentes para conseguir mitigar os danos do tarifaço, após deixar de lado a possibilidade de diálogo anterior. Para interlocutores do Planalto, o momento é de se esgotar as vias políticas na mesa de negociação. Publicamente, os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente e também ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmaram que as negociações começam agora, após a formalização do decreto das tarifas na última quarta-feira (30) por Donald Trump. A possibilidade de adotar uma postura de reciprocidade, ou seja, também impor aos Estados Unidos tarifas sobre os produtos norte-americanos não é descartada. Mas o Planalto vê como uma saída de segundo plano. Na prática Geraldo Alckmin deve se reunir nos próximos dias com alguns representantes dos setores mais afetados pelo tarifaço. A partir disso, o governo deve começar a divulgar medidas de contingenciamento para garantir a estabilidade da produção nacional e manter os empregos. Esses dois pilares são a prioridade do governo. Haddad também deve ter uma nova reunião com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent. A data, no entanto, ainda não foi confirmada, mas já houve contato e uma sinalização positiva da assessoria do secretário norte-americano ao encontro. O ministro da Fazenda tinha se encontrado com Bessent no começo do ano, quando esteve na Califórnia para um evento de banco de dados. Impacto nas exportações brasileiras Os produtos afetados pelo tarifaço, segundo o balanço do governo, tiveram uma venda de exportação para o país correspondente a US$ 14,5 bilhões em 2024. A projeção considerou regras de aumento e exceções pela Casa Branca. As taxas entram em vigor em 6 de agosto e atingem produtos fundamentais para o setor produtivo brasileiro, como carne e café. Por outro lado, quase 700 produtos brasileiros não serão tarifados. A lista de exceções alcança 45% das vendas aos Estados Unidos, de acordo com o levantamento. No caso dos produtos beneficiados, o valor arrecadado em 2024 corresponde a US$ 18 bilhões. Em outra frente, o ministério aponta que 19,5% das exportações brasileiras seguem tarifas específicas, de acordo com padrões internacionais. Esses valores correspondem a US$ 7,9 bilhões. “Essas tarifas foram adotadas com base em segurança nacional (Seção 232) e, sobre esses produtos, não se aplica a medida anunciada ontem. No caso de autopeças, por exemplo, a alíquota é de 25%, aplicável a todas as origens”, afirma o ministério em nota.   Fonte: R7 Foto: Divulgação/The White House

Leia Mais

Lula a Trump: ‘Sempre estivemos abertos ao diálogo’

Presidente americano afirmou que o petista pode falar com ele ‘quando quiser’ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respondeu, nesta sexta-feira (1°), ao presidente dos EUA, Donald Trump, após o republicano afirmar que o petista poderia falar com ele “quando quisesse”. As declarações ocorrem após os EUA taxarem os produtos brasileiros exportados ao país em 50%. “Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quem define os rumos do Brasil, são os brasileiros e suas instituições. Neste momento, estamos trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e os nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano”, escreveu Lula nas redes sociais. Nesta tarde, na Casa Branca, Trump disse a jornalistas que está aberto ao diálogo com Lula. “Ele pode falar comigo quando quiser”, declarou, ao ser questionado sobre uma eventual ligação do petista. Ministros do governo avaliam estratégias para reabrir o diálogo entre o Brasil e os EUA. E uma possibilidade seria uma ligação de Lula a Trump. Interlocutores do Planalto alegam que Lula estaria disposto a realizar a ligação desde que o próprio Trump atenda. Sobre estar aberto a negociações, o mandatário norte-americano declarou que espera “ver o que acontece”, mas que “ama o povo brasileiro”. Por fim, Trump alegou que “as pessoas que governam o Brasil fizeram a coisa errada”. Ao anunciar a tarifa, o líder dos EUA citou, como justificativas para a medida, uma suposta desvantagem comercial com o Brasil, o processo que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrenta no STF (Supremo Tribunal Federal) e uma suposta censura feita pelo STF a redes sociais americanas. Entenda Na quarta-feira (31), o presidente norte-americano assinou uma ordem executiva oficializando a o tarifaço, com vigência a partir de 6 de agosto. O decreto estabelece uma lista com cerca de 700 exceções — itens não atingidos pela taxação — entre as quais estão suco de laranja, aviões comerciais, combustíveis, petróleo e minério de ferro. De acordo com o governo brasileiro, aproximadamente 44,6% das exportações para os Estados Unidos permanecem isentas da nova tarifa.   Fonte: R7 Foto: Ricardo Stuckert / PR

Leia Mais

Haddad confirma reunião com secretário do Tesouro dos EUA e mira atenção na microeconomia

Ministro afirma que impacto das tarifas deve ser limitado no cenário macro e destaca apoio a estados afetados O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta sexta-feira (1º) que terá uma reunião com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, na próxima semana. Segundo o ministro, o objetivo do encontro é discutir com mais profundidade a decisão do governo norte-americano de aplicar tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros — medida que entra em vigor na próxima quarta-feira. “Hoje, mais uma vez, tive contato com a equipe do Scott Bessent para agendarmos essa conversa mais longa e focada. Vamos tratar da decisão tarifária e de outros temas delicados que envolvem o comércio bilateral”, afirmou Haddad. Embora a data exata ainda não tenha sido definida, a reunião ocorrerá antes da implementação efetiva das tarifas. De acordo com Haddad, o Brasil seguirá negociando independentemente da entrada em vigor das medidas. “Já disse e repito: o Brasil nunca saiu da mesa. Seguiremos com seriedade, como é tradição da diplomacia brasileira”, afirmou. Relação Lula-Trump A declaração recente do presidente Donald Trump, sinalizando disposição para dialogar com o presidente Lula, também foi comentada por Haddad. Para ele, a possibilidade de conversa entre os dois líderes é positiva, mas precisa ser cuidadosamente preparada. “É muito importante pavimentar esse caminho com um diálogo técnico prévio. A reunião com o secretário do Tesouro pode ajudar a construir um ambiente mais propício para um eventual encontro presidencial, se for conveniente para ambos os lados”, avaliou. Microeconomia no centro das preocupações Durante a entrevista, Haddad destacou que, no momento, a maior preocupação do governo federal está voltada para os efeitos locais da medida, especialmente sobre pequenos produtores e economias regionais. “Neste momento, estou mais preocupado com a micro do que com a macroeconomia. Nossa avaliação é de que o impacto inflacionário ou sobre juros deve ser limitado”, disse. Como exemplo de atuação direta, o ministro relatou a reunião com o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), que apresentou propostas para mitigar os efeitos das tarifas sobre o estado. Entre as medidas sugeridas está a autorização federal para que governos estaduais possam adquirir alimentos diretamente, inclusive para programas como a merenda escolar. “Ele apresentou um plano mais amplo, que depende de uma lei federal. Vamos processar a sugestão para que todos os estados possam ter acesso a essa possibilidade de compra emergencial”, detalhou. Lei Magnitsky também na pauta Outro tema que deve ser abordado no encontro com Bessent é a aplicação da chamada Lei Magnitsky, que permite sanções contra autoridades de outros países. Haddad ressaltou que o secretário do Tesouro é a autoridade competente para tratar do assunto e que pretende esclarecer o funcionamento do sistema judiciário brasileiro. “Há muita desinformação sobre o nosso modelo legal, e essa será uma oportunidade de explicar como operam nossas instituições”, concluiu.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Leia Mais

‘Lula pode falar comigo quando quiser’, afirma Donald Trump após tarifar o Brasil

Presidente americano declarou que o Brasil é governado por quem fez ‘coisa errada’ e que “ama o povo brasileiro” O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, nesta sexta-feira (1°), que está aberto ao diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração ocorre dois dias depois de o republicano assinar uma norma executiva que taxa em 50% os produtos brasileiros exportados aos EUA. “Ele pode falar comigo quando quiser”, disse Trump a jornalistas na saída da Casa Branca, ao ser questionado sobre uma eventual ligação de Lula. Sobre estar aberto a negociações, Trump declarou que espera “ver o que acontece”, mas que “ama o povo brasileiro”. Por fim, Trump alegou que “as pessoas que governam o Brasil fizeram a coisa errada”. Ao anunciar a tarifa, o mandatário norte-americano citou uma suposta desvantagem comercial com o Brasil, o processo que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrenta no STF (Supremo Tribunal Federal) e uma suposta censura feita pelo STF a redes sociais americanas. Entenda Na quarta-feira (31), o presidente norte-americano assinou uma ordem executiva oficializando a medida, com vigência a partir de 6 de agosto. O decreto estabelece uma lista com cerca de 700 exceções — itens não atingidos pela taxação — entre as quais estão suco de laranja, aviões comerciais, combustíveis, petróleo e minério de ferro. De acordo com o governo brasileiro, aproximadamente 44,6% das exportações para os Estados Unidos permanecem isentas da nova tarifa.   Fonte: R7 Foto: Official White House Photo by Daniel Torok

Leia Mais

Secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico esteve presente em encontro com empresários de Cordeirópolis e região

Cordeirópolis recebeu nesta sexta-feira (1º) o secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima em encontro com empresários de Cordeirópolis e região. Lima apresentou panorama econômico e as iniciativas do Governo Estadual para fomentar e dar suporte às empresas. Participam a prefeita Cristina Saad, políticos de Cordeirópolis e região, além de representantes de toda cadeia do desenvolvimento econômico, em especial da indústria e do comércio.   Foto: Prefeitura de Cordeirópolis

Leia Mais

Conta de luz vai ficar mais cara em agosto com bandeira vermelha nível 2, anuncia Aneel

Sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 e funciona como um sinal ao consumidor sobre os custos A conta de luz terá aumento a partir de agosto. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou que será acionada a bandeira vermelha patamar 2, o que representa a cobrança de R$ 7,87 extras a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Em julho, estava em vigor a bandeira vermelha no patamar 1, que aplicava um acréscimo de R$ 4,46 por 100 kWh. A elevação da bandeira reflete o aumento nos custos de produção de energia elétrica, provocado principalmente pela redução no volume de chuvas e menor geração pelas hidrelétricas. “O cenário de afluências abaixo da média em todo o país reduz a geração por meio de hidrelétricas. Esse quadro eleva os custos de geração de energia, devido à necessidade de acionamento de fontes mais caras, como as usinas termelétricas”, explicou a Aneel em nota. O impacto já começa a ser sentido no bolso do consumidor. Segundo dados divulgados pelo IBGE, a energia elétrica foi a principal responsável pela alta de 0,33% no IPCA-15, prévia da inflação oficial de julho. Em junho, o indicador havia registrado aumento de 0,26%. Entenda as bandeiras tarifárias: Bandeira verde: condições favoráveis de geração. Sem acréscimo na tarifa. Bandeira amarela: geração menos favorável. Acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh. Bandeira vermelha – patamar 1: geração mais custosa. Acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh. Bandeira vermelha – patamar 2: geração ainda mais custosa. Acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh. O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 e funciona como um sinal ao consumidor sobre os custos reais da geração de energia no país, incentivando o uso consciente da eletricidade, especialmente em períodos de escassez hídrica.   Fonte: R7 Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Leia Mais

Diplomacia corporativa surge como alternativa para setores afetados por tarifas de Trump

A diplomacia corporativa, conceito ainda recente, pode representar uma virada nas negociações relacionadas às tarifas impostas a setores que ficaram fora da lista de isenção anunciada nesta quarta-feira (30) pelos Estados Unidos. Segundo Roberto Uebel, professor do curso de Relações Internacionais da ESPM, entidades representativas do setor produtivo podem complementar a atuação do Ministério das Relações Exteriores e de outras áreas do governo federal. “Profissionalizada no Brasil, a diplomacia corporativa poderá representar um ponto de inflexão nesta conjuntura, até então marcada por um cenário pessimista, com potencial para comprometer ainda mais as exportações brasileiras e causar impactos diretos sobre emprego e renda”, afirma. Com a exclusão de quase 700 produtos da nova taxação, Uebel acredita que há espaço para incluir outros itens na lista de isenções ou ao menos negociar reduções tarifárias. “Esse é o modus operandi da política tarifária do governo Trump. O mesmo ocorreu nas relações com China, Canadá, União Europeia — praticamente o mundo todo. Se analisarmos os dez principais produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos, café e proteína animal foram justamente os únicos que ficaram de fora das exclusões”, observa. O professor também lembra de outras disputas comerciais envolvendo empresas brasileiras na Organização Mundial do Comércio (OMC), como nos casos do algodão, da Embraer e do suco de laranja. Nessas ocasiões, o setor privado teve participação ativa nas tratativas. “Essas ações nem sempre têm influência direta sobre o governo Trump, mas podem surtir efeito junto a congressistas, empresas americanas — que são compradoras dos nossos produtos — e até mesmo na opinião pública dos Estados Unidos”, destaca. Participação ativa do setor privado Na avaliação de Uebel, os canais mais eficazes para essas negociações são os fóruns empresariais e as câmaras de comércio, que exercem papel relevante nesse tipo de articulação. O contato direto entre empresas brasileiras, por meio de seus representantes, e os parceiros norte-americanos também se mostra essencial. “O setor privado tem uma função indispensável. Sobretudo porque a diplomacia pública, conduzida pelo Itamaraty, tem enfrentado dificuldades relevantes, inclusive para estabelecer diálogo com os Estados Unidos. O acesso ao governo americano, aos departamentos de Comércio e de Estado, está extremamente restrito”, pontua. Outro aspecto relevante, segundo ele, diz respeito ao impacto que as novas tarifas podem ter sobre o consumidor norte-americano. “Se estamos diante de um tarifaço, capaz de encarecer os produtos brasileiros nos Estados Unidos, esse argumento pode ser usado como ferramenta de barganha: com o aumento das taxas, os preços sobem, e os americanos vão pagar mais no supermercado — o que pode gerar inflação”, conclui.   Fonte: R7 Foto: Divulgação/The White House

Leia Mais

Chanceler brasileiro encontra secretário dos EUA e diz que Brasil pode responder a tarifaço

Reunião ocorreu em Washington nesta quarta, dia em que taxa foi oficializada por Trump; quase 700 itens ficaram de fora da alíquota O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reuniu-se nesta quarta-feira (30), em Washington, com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, para discutir a taxa de 50% imposta pelo presidente Donald Trump. O chanceler brasileiro reforçou que o Brasil pode responder à taxa dos EUA e chamou a medida de “inaceitável e descabida”. “Reiteirei que o Brasil está aberto a dar seguimento às negociações comerciais iniciadas em 7 de março deste ano e paralisadas desde a divulgação da carta de 9 de julho [quando Trump anunciou a taxa]”, destacou Vieira a jornalistas, em pronunciamento na embaixada brasileira na capital norte-americana. “Afirmei que o Poder Judiciário é independente no Brasil tanto como aqui [nos EUA] e não se curvará a pressões externas. Nesse sentido, o governo brasileiro se reserva o direito de responder às medidas adotadas pelos EUA”, acrescentou o chanceler. O tarifaço, anunciado em 9 de julho, foi oficializado pela Casa Branca nesta quarta, por meio de uma ordem executiva. A medida começa a valer em 6 de agosto. A lista, no entanto, tem quase 700 exceções, incluindo itens como suco de laranja, aviões comerciais e combustíveis (leia mais abaixo). “Enfatizei que é inaceitável e descabida a ingerência na soberania nacional no que diz respeito a decisões do Poder Judiciário do Brasil, inclusive a condução do processo judicial no qual é réu o ex-presidente Bolsonaro”, completou Vieira. Segundo o brasileiro, ele e Rubio concordaram “quanto à necessidade de manter diálogo para solucionar os problemas bilaterais”. “Volto hoje à noite ao Brasil e relatarei ao presidente Lula o teor das conversas que mantive nos EUA, de forma a definir as respostas do Brasil diante das medidas anunciadas hoje”, finalizou. Entenda A ordem executiva assinada por Trump impõe tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros comprados pelos EUA — o que eleva o total da taxa para 50%. O texto oficializa o chamado tarifaço, anunciado pelo republicano em 9 de julho. Ao justificar a medida, Trump cita os processos judiciais enfrentados por Bolsonaro. Além de inelegível até 2030, o ex-presidente é réu no STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito. O norte-americano destaca, ainda, uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos”. Suposta censura A decisão ocorre também em resposta a políticas e condutas adotadas por autoridades brasileiras, consideradas por Trump como prejudiciais à economia norte-americana, à liberdade de expressão e às operações de empresas dos EUA no Brasil. A Casa Branca acusa o governo brasileiro de implementar medidas que configuram uma suposta censura política, com perseguição a opositores e intimidação de plataformas digitais, e afeta diretamente interesses estratégicos dos Estados Unidos. Negociações Após o anúncio de Trump, em 9 de julho, Lula determinou a criação de um comitê interministerial para discutir a tarifa. O grupo de trabalho é chefiado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Desde a criação, o comitê tem discutido com empresários e setores mais afetados pela decisão de Trump. Exceções à taxa Trump deixou de fora da taxa de 50% 694 itens exportados pelo Brasil aos EUA. Entre os produtos que não receberão a tarifa, estão suco de laranja, aviões comerciais, combustíveis, petróleo e minério de ferro. Commodities brasileiras com grande fluxo comercial para os Estados Unidos, como carne bovina, café e cacau, não foram incluídas nas exceções e serão taxadas em 50%. Café e cacau Segundo dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), os Estados Unidos são os maiores compradores de café do Brasil — tanto do item torrado quanto do não torrado. Apenas em junho, os EUA adquiriram 15,9% do café não torrado vendido pelo Brasil, um total de US$ 148,2 milhões. Também no mês passado, no caso do café torrado — modalidade que inclui extratos, essências e concentrados de café —, os Estados Unidos compraram 23,4% do que foi produzido pelo Brasil: US$ 21 milhões. Os EUA também têm participação importante na compra do cacau brasileiro. Em junho deste ano, o país foi o maior comprador de cacau em pó, manteiga ou pasta de cacau, com 42,6% de participação (US$ 22,5 milhões). Com relação ao chocolate e a outras preparações alimentícias oriundas do cacau, os Estados Unidos (12,2%) foram o segundo maior destino no mês passado, atrás apenas da Argentina (27,2%). O valor total das compras chegou a US$ 2,4 milhões. Carnes A participação dos EUA no mercado brasileiro de carnes é menos significativa do que o fluxo de café e cacau. A maior parte dos tipos de carne vendidos pelo Brasil não é comprada pelos Estados Unidos, como frangos, suínos e pescados. O país adquire, basicamente, três modalidades — despojos comestíveis de carnes, preparados ou preservados; carne bovina fresca, refrigerada ou congelada; e outras carnes comestíveis salgadas, em salmoras, secas ou defumadas. A participação dos EUA é maior no primeiro tipo. Os norte-americanos são os principais compradores da modalidade, com 35% do mercado, cerca de US$ 46,4 milhões. Nas outras modalidades, os EUA são os terceiros maiores destinos dos itens, com 5,7% (US$ 75,4 milhões) e 6,6% (US$ 1,5 milhão), respectivamente. As informações também são de junho deste ano, conforme dados do MDIC.   Fonte: R7 Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Leia Mais

Decreto detalha liberação de R$ 20,6 bilhões do Orçamento de 2025

Uma semana após o anúncio da liberação de R$ 20,6 bilhões do Orçamento de 2025, o Palácio do Planalto publicou um decreto que detalha o descontingenciamento dos recursos por ministérios e órgãos federais. A medida beneficiou principalmente os Ministérios das Cidades, da Defesa e da Saúde. Publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União, o decreto com os novos limites de gastos trazem os valores detalhados dos contingenciamentos e dos bloqueios por ministérios e por órgãos. Pela legislação, a medida sai oito dias após o envio ao Congresso Nacional do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento que orienta a execução do Orçamento. O Ministério das Cidades teve R$ 1,928 bilhão liberados; o da Defesa, R$ 1,920 bilhão. O Ministério da Saúde vem em terceiro lugar, com R$ 1,814 bilhão. Apesar da liberação dos R$ 20,6 bilhões, o Orçamento de 2025 continua com R$ 10,747 bilhões bloqueados. O bloqueio é necessário para que o governo cumpra o teto de gastos do arcabouço fiscal que limita o crescimento das despesas em 2025 a 2,5% acima da inflação do ano anterior. Segundo o decreto, dos R$ 10,747 bilhões que permanecem bloqueados, R$ 8,3 bilhões vêm de gastos discricionários (não obrigatórios) e R$ 2,447 bilhões de emendas parlamentares. Dentro dos gastos discricionários, R$ 3,237 bilhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estão congelados. Na divisão por ministérios, as pastas das Cidades lidera o bloqueio, com R$ 2,36 bilhões. Em seguida, vem o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, com R$ 1,154 bilhão, e o Ministério da Defesa, com R$ 673,5 milhões. Tipos de despesa O arcabouço fiscal em vigor divide os recursos congelados em dois tipos: o contingenciamento e o bloqueio. O contingenciamento representa os recursos retidos temporariamente para cobrir falta de receitas do governo que atrapalham o cumprimento da meta fiscal. Para este ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) prevê resultado primário zero (nem déficit, nem superávit), com uma margem de tolerância de até R$ 31 bilhões para mais ou para menos. Já o  bloqueio corresponde aos recursos retidos para cumprir o limite de gastos do arcabouço. Para 2025, o marco fiscal limita o crescimento das despesas a 2,5% acima da inflação do ano anterior. Faseamento Apesar da liberação de recursos, o Ministério do Planejamento e Orçamento ressaltou que continua em vigor o decreto que restringe a execução orçamentária de um terço dos gastos discricionários (não obrigatórios) por mês. Com a medida assinada em abril, cada órgão só pode empenhar (autorizar) dois terços da verba discricionária prevista para o mês. Chamada de faseamento, a restrição, na prática, retarda a execução do Orçamento. Até setembro, os ministérios não podem empenhar R$ 52,8 bilhões. Segundo o Planejamento, essa medida facilita o cumprimento da meta fiscal e do teto de gastos do arcabouço fiscal.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Leia Mais
Nenhuma postagem a exibir

Confira o canal do Portal Veloz No Youtube

×

Buscar no Portal Veloz