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Categoria: Economia

Reforma de casa terá crédito com prazo de 5 anos e juros de até 1,95% a partir de 3 novembro

Famílias poderão financiar valores a partir de R$ 5 mil para obras, ampliações e adequações de moradias em todo o país O programa Reforma Casa Brasil, que vai oferecer crédito com juros mais baixos, para obras, ampliações e adequações de moradias, começa a partir de 3 de novembro. O financiamento será feito pela Caixa Econômica Federal, de forma digital, por meio do site ou aplicativo. As famílias poderão financiar valores a partir de R$ 5 mil para reformas, com prazo de pagamento de até cinco anos (60 meses) e valor das parcelas limitado a 25% da renda familiar. A taxa de juros prevista é de até 1,95% ao mês, e varia conforme a renda. Para famílias que recebem até R$ 3,2 mil, será de 1,17%. Os recursos deverão ser usados para compra de materiais, pagamento de mão de obra e serviços técnicos, como projetos e acompanhamentos de obras. O programa foi desenvolvido pelos ministérios das Cidades e da Fazenda, em parceria com a Caixa. O total de investimento será de R$ 40 bilhões. Com R$ 30 bilhões do Fundo Social em linhas de crédito para famílias com renda de até R$ 9.600, e outros R$ 10 bilhões do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), para rendas superiores a esse limite. Como funciona As famílias poderão financiar valores a partir de R$ 5 mil para reformas Prazo de pagamento será de até cinco anos O valor das parcelas é limitado a 25% da renda familiar O crédito é para uso residencial, mas pode contemplar imóveis de uso misto Como o recurso pode ser usado Compra de materiais Pagamento de mão de obra Serviços técnicos Projetos Acompanhamentos de obras Passo a passo A operação será simplificada e digital, iniciando pelo site da Caixa ou aplicativo do banco Para solicitar o crédito não é preciso ir até uma agência da Caixa O interessado pode fazer tudo por meio do aplicativo da Caixa ou site Primeiro, a família apresenta a obra que quer fazer Faz a simulação do crédito Tira uma foto e envia Quando é aprovado o crédito, é liberado 90% do valor Depois de executada a obra, tem que tirar uma nova foto comprovando Em seguida, serão liberados os últimos 10% Divisão por faixas de renda Até R$ 3.200: juros de 1,17% e financiamento em até 60 meses. Renda de R$ 3.200 a R$ 9.600: juros de 1,95% e financiamento em até 60 meses. Renda acima de R$ 9.600: faixa flutuante, condicionada à análise de crédito, mas o limite de juros é de 1,95%) Veja perguntas e respostas Quando o programa estará disponível para adesões? A partir de 3 de novembro de 2025. Qual o público e qual o limite de renda para ser contemplado pelo programa? O programa conta com R$ 30 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal em linhas de crédito, voltadas a famílias com renda mensal de até R$ 9.600. A Caixa também vai separar R$ 10 bilhões do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para famílias com rendas superiores a esse limite. Assim, no total são R$ 40 bilhões em crédito. Como o crédito pode ser usado? Principalmente para uso residencial, mas pode contemplar imóveis de uso misto (residencial e comercial). Os recursos podem ser usados para compra de materiais, pagamento de mão de obra e serviços técnicos. Como funciona o recebimento dos valores? Após a análise de crédito pelo aplicativo da Caixa, a família com o crédito aprovado terá depositado em sua conta bancária 90% do valor solicitado. Após a conclusão da obra, o beneficiário envia uma foto da obra concluída para receber os 10% restantes. Como fazer a adesão? A operação será simplificada e digital, pelo site da Caixa Econômica Federal ou aplicativo do banco (disponível na App Store e Google Play). Não é necessário ir presencialmente a uma agência, mas o interessado também pode solicitar a adesão nos locais físicos. O interessado estará sujeito à análise de crédito? Sim. Ao acessar o site ou aplicativo, o usuário será submetido a uma análise de crédito e deverá informar detalhes da obra que pretende realizar. O recurso deve ser usado para compra de materiais de construção e/ou pagamento de mão de obra. Como será comprovado que o beneficiário realmente realizou a obra? Pelo aplicativo da Caixa, o beneficiário vai enviar fotografias do local ou dos locais onde deseja realizar as obras. Quando a obra for concluída, outra foto deverá ser enviada para comprovar que a obra foi efetivamente executada. O programa contempla quais estados e municípios? O recurso vale para os 26 estados, o Distrito Federal e os 5.571 municípios do Brasil. Um proprietário que aluga imóvel pode ser beneficiado pelo programa? Sim. Não é realizada análise a respeito de quem mora no imóvel, porém o foco central do programa é atender famílias que moram na residência alvo da reforma. Fonte: Secretaria de Comunicação Social e Ministério das Cidades   Fonte: R7 foto: SEBASTIÃO MOREIRA/ESTADÃO CONTEÚDO  

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Saque-aniversário do FGTS: novas regras começam a vigorar em 1º de novembro; veja o que muda

Medida vai limitar número de empréstimos e e valores de antecipação; com isso, a estimativa é garantir que R$ 84,6 bilhões permaneçam no fundo até 2030 O saque-aniversário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) passa a ter limite de operações e de valores de antecipação a partir de 1º de novembro. As mudanças foram aprovadas no começo deste mês pelo Conselho Curador do FGTS. As novas regras estabelecem limites para a quantidade de operações, o prazo das antecipações e o valor que pode ser antecipado. A modalidade permite que o trabalhador retire uma parte do saldo do FGTS anualmente, no mês do seu aniversário. A adesão é opcional, mas, ao optar por ela, a pessoa perde o direito de acessar o saldo em caso de demissão, recebendo apenas a multa rescisória de 40%. Com as novas regras, o Ministério do Trabalho e Emprego estima que cerca de R$ 84,6 bilhões deixarão de ser direcionados às instituições financeiras e serão repassados ao fundo até 2030. ‘Armadilha’ O governo justifica que a medida é essencial para garantir a sustentabilidade do FGTS e classifica o saque-aniversário como uma “armadilha” para os trabalhadores. Já que, ao ser demitida, a pessoa não pode sacar o saldo do seu fundo. O valor fica comprometido para quem faz a opção pela modalidade. Entre 2020 e 2025, as operações de empréstimo com o saque-aniversário do FGTS somaram R$ 236 bilhões. Atualmente, o fundo conta com 42 milhões de trabalhadores ativos, dos quais 21,5 milhões (51%) aderiram ao saque-aniversário. Desses, cerca de 70% realizaram operações de antecipação do saldo junto às instituições financeiras. As novas adesões voltaram a crescer em maio. Segundo a Caixa Econômica Federal, o número passou de 473 mil, em maio de 2024, para 557 mil, no mesmo período deste ano, um aumento de 18%. Valores sacados nesta modalidade – Arte/R7 O que muda com as novas regras O trabalhador que aderir ao saque-aniversário deverá aguardar 90 dias para efetuar a primeira operação de alienação do saldo. Hoje, não há restrição — a operação pode ser realizada imediatamente após a adesão. Limite para operações simultâneas A partir do dia 1º de novembro, será permitida apenas uma por ano. Limite para o número de antecipações Até então, esse limite era definido pelas instituições financeiras. Por exemplo, existem operações contratadas para pagar com a antecipação anual até 2056. Agora será possível antecipar até cinco operações do saque-aniversário (uma por ano) em um período de 12 meses. Após esse prazo, o trabalhador poderá realizar até três novas antecipações — ou seja, em três anos. Atualmente, a média é de oito antecipações por contrato. Valor de antecipação Antes, o trabalhador podia antecipar o valor integral da conta. Agora, o limite mínimo é de R$100,00 e o máximo de R$500,00 por saque-aniversário. Dessa forma, o trabalhador poderá antecipar até cinco parcelas de R$ 500,00, totalizando R$2.500,00. Saldo retido Neste ano, por meio de Medida Provisória, o governo federal liberou temporariamente o saldo retido do FGTS de quem tinha feito o saque-aniversário, com um total de R$ 12 bilhões, para cerca de 12,2 milhões de trabalhadores. Teve direito o trabalhador que optou pelo Saque-Aniversário e foi demitido entre janeiro de 2020 e 28 de fevereiro de 2025. O que é o saque-aniversário É um dos tripos de saques do FGTS. A modalidade permite a retirada de parte do saldo de qualquer conta ativa ou inativa do fundo a cada ano, no mês de aniversário. Em troca, o trabalhador não poderá sacar o valor depositado pela empresa em caso de demissão sem justa causa, apenas a multa rescisória de 40%. O que é a antecipação do saque-aniversário? Modalidade de empréstimo que usa como garantia o valor do saque-aniversário sacado anualmente. O Ministério do Trabalho e Emprego retém a quantia antecipada pelo trabalhador, até que o empréstimo seja pago. É possível manter o valor no FGTS? Caso queira, o trabalhador pode optar por não retirar o valor. Nesse caso, o dinheiro permanecerá na conta do FGTS, sendo corrigido pelo rendimento do fundo: Taxa Referencial mais 3% ao ano, acrescida da distribuição de lucros do FGTS. É possível desistir do saque-aniversário? Se o trabalhador não tiver antecipado o saque-aniversário em nenhuma instituição financeira, pode desistir da modalidade. No entanto, terá de esperar dois anos para receber o saque integral ao ser demitido sem justa causa. Quem tem saque-aniversário pode financiar imóveis pelo FGTS? Sim, o trabalhador pode usar o FGTS para financiar imóveis. Segundo a Caixa, os recursos reservados ao saque-aniversário ficam em uma conta separada daquela destinada ao financiamento imobiliário.   Fonte: R7 Foto: LUIS LIMA JR/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

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Bancos vão fazer mutirão para negociar dívidas em novembro; veja como participar

Contas atrasadas de cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e demais modalidades poderão ser negociadas Os bancos vão promover o Mutirão de Negociação e Orientação Financeira a partir de 1º de novembro. Poderão ser negociadas dívidas no cartão de crédito, cheque especial, consignado, entre outras modalidades contraídas de instituições financeiras. Parcelamento, descontos no valor total e taxas de juros reduzidas serão feitos de acordo com a política de cada instituição. Para negociação, as contas atrasadas não podem ter bens dados em garantia ou estarem prescritas, adverte a Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Mais de 160 instituições vão participar da ação, além de parceiros como o Banco Central, a Sencon (Secretaria Nacional do Consumidor) e Procons. O consumidor poderá solicitar apoio presencial aos Procons que aderiram ao mutirão para negociar diretamente nos canais digitais dos bancos. O Mutirão, que já virou uma tradição dos bancos, acontece desde 2019. Segundo a Febraban, na última edição, realizada em março deste ano, mais de 1,4 milhão de contratos foram repactuados. “Além de trazer alívio financeiro imediato para consumidores endividados, a ação também ajuda a prevenir o superendividamento e é uma oportunidade para ações de educação financeira.” (Amaury Oliva, diretor de cidadania financeira e relações com o consumidor da Febraban) O que pode ser negociado cartão de crédito cheque especial crédito consignado demais modalidades de crédito contraídas de bancos e instituições financeiras Como negociar Na página do mutirão na internet, dá para consultar a relação de bancos participantes. Já as dívidas podem ser consultadas no Registrato, sistema do Banco Central por meio do qual é possível acessar, entre outros, o Relatório de Empréstimos e Financiamentos (SCR), que contém a relação de dívidas perante as instituições financeiras. As negociações podem ser feitas diretamente com a instituição credora em seus canais oficiais, ou pelo portal consumidor.gov.br, com a conta prata ou ouro. Para saber se tem dívidas e com quem Consultar o Registrato, do Banco Central. O sistema mostra contas com instituições financeiras e relatório sobre empréstimos e financiamentos, com saldo devedor, modalidade e status. O acesso é pelo https://www.bcb.gov.br/meubc/registrato Passo a passo Com as informações sobre as dívidas, cadastre-se no site consumidor.gov.br Digite o nome da empresa e veja se ela está cadastrada Clique no botão registrar reclamação e responda às perguntas Selecione a área de serviços financeiros No campo problema, selecione renegociação/parcelamento de dívida Descreva o valor a ser renegociado e seu pedido à empresa Adicione anexos documentos e comprovantes, caso ache necessário Confirme o preenchimento da reclamação Em seguida, é preciso aguardar a resposta Veja lista das entidades participantes Quem pode negociar Qualquer pessoa que tenha dívidas em atraso contratadas com bancos ou outras instituições financeiras podem aderir ao mutirão. É importante lembrar que as dívidas a serem negociadas não podem possuir bens em garantias, por isso, financiamentos de veículos, motocicletas e imóveis não entram no Mutirão. Como saber quanto tenho disponível para pagar dívidas? Primeiro, faça uma lista das contas que você tem em atraso, com o valor de cada parcela e o total devido. Depois disso, organize seu orçamento mensal, listando receitas e despesas (inclusive as do dia a dia). Para facilitar, você pode usar uma das planilhas gratuitas disponíveis no portal Meu Bolso em Dia. E se não tenho dinheiro suficiente para negociar? Neste caso, procure o Procon da sua cidade ou o centro de acolhimento a superendividados mais próximo e busque orientações. Os Procons estaduais e municipais mediam conflitos entre consumidores superendividados e empresas, além de prestar suporte na renegociação de dívidas. Na cidade de São Paulo, por exemplo, você pode recorrer ao Programa de Apoio ao Superendividado (PAS) do Núcleo de Tratamento do Superendividamento, mantido em parceria pelo Procon-SP e pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Todas as informações sobre o mutirão, assim como a relação completa das instituições participantes e os canais oferecidos pelos bancos para a negociação das dívidas, estão disponíveis no portal Meu Bolso em Dia Febraban.   Fonte: Febraban e R7 Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Vendas no comércio crescem 0,2% em agosto, após quatro meses de queda

As vendas no comércio cresceram 0,2% na passagem de julho para agosto, interrompendo quatro meses seguidos de queda. Já em relação ao mesmo período do ano passado, houve alta de 0,4%. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE). Apesar de o desempenho do setor ter ficado no terreno positivo, o IBGE considera o movimento como estabilidade, por ser menor que 0,5%. De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, “a novidade é que parou de cair” e não representa uma “virada de chave” em relação aos quatro meses anteriores. Com o resultado, o setor fica 0,7% abaixo do ponto mais alto já registrado (março de 2025) e 9,4% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020). Em 12 meses, o comércio varejista soma crescimento de 2,2%. Apesar de positivo, o dado acumulado mostra tendência de desaceleração desde dezembro de 2024, quando chegou a marcar 4,1%. Setores O IBGE mostra que cinco dos oito segmentos pesquisados apresentaram alta na passagem de julho para agosto: – Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 4,9% – Tecidos, vestuário e calçados: 1% – Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,7% – Móveis e eletrodomésticos: 0,4% – Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 0,4% – Livros, jornais, revistas e papelaria: -2,1% – Combustíveis e lubrificantes: -0,6% – Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -0,5% Cristiano Santos explica que o desempenho do setor de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação foi influenciado positivamente pela desvalorização do dólar ante o real, que deixa produtos com componentes importados mais baratos no Brasil. No segmento de calçados, as vendas receberam efeitos positivos do Dia dos Pais. Um dos fatores que ajudaram no desempenho de julho para agosto foi a inflação, segundo Santos, que ficou negativa em agosto (-0,11%). Santos destaca ainda que, apesar dos juros altos, que encarecem o crédito, houve aumento no volume de empréstimos para pessoas físicas (+1,5% ante julho), o que favorece o consumo. Atacado No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado ─ veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo ─ as vendas cresceram 0,9% de julho para agosto e sobem 0,7% no acumulado de 12 meses. A pesquisa do IBGE representa um conjunto de 6.770 empresas em todo o país. De acordo com Cristiano Santos, o levantamento não identifica efeitos aparentes do tarifaço americano, que encarece alguns produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. Conjunto da economia A Pesquisa Mensal de Comércio é a terceira divulgação de três levantamentos conjunturais divulgados mensalmente pelo IBGE. Nos últimos dias, o instituto revelou que o país apresentou alta de 0,1% nos serviços, ampliando recorde do setor, e a indústria cresceu 0,8% em agosto, interrompendo quatro meses seguidos sem crescimento.   Fonte: Agência Braisl Foto: Arquivo-Agência Brasil

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Para socorrer os Correios, governo busca empréstimo de R$ 20 bi, com garantia da União

Operação deve estar condicionada a ações para sanear a gestão da estatal a fim de recompor as perdas dos últimos anos O governo Lula busca empréstimo de R$ 20 bilhões do Banco do Brasil, da Caixa e de instituições privadas para socorrer os Correios. A operação deve ter garantias da União e estar condicionada a medidas para sanear a gestão da estatal a fim de recompor as perdas dos últimos três exercícios e dos dois primeiros trimestres deste ano — o prejuízo foi de R$ 2,6 bilhões de abril a junho. Esses recursos provenientes de crédito serviriam para viabilizar medidas como um programa de demissões voluntárias e o cumprimento de dívidas junto a fornecedores, além de investimentos com vistas ao ganho de eficiência. Em setembro, o novo presidente da estatal, Emmanoel Schmidt Rondon, um funcionário de carreira do Banco do Brasil, assumiu o cargo no lugar de Fabiano da Silva. A gestão anterior se queixava de medidas do Ministério da Fazenda, como a chamada “taxa das blusinhas”, que fechou o cerco contra a importação de produtos de pequenos valores sem pagamento de tributos. A dificuldade financeira dos Correios gerou cobranças por parte de fornecedores, que recorreram à Justiça para receberem pagamentos atrasados. Há ainda compromissos já assumidos com bancos privados, entre os quais o BTG Pactual, um dos possíveis credores nesse novo socorro articulado pelo Palácio do Planalto. Procurada pela reportagem, a direção dos Correios não se manifestou. Prejuízos em série Desde 2022, os Correios vêm apresentando prejuízos, e o resultado negativo vem piorando semestre a semestre. Naquele ano a empresa fechou no vermelho em R$ 767 milhões, com pequena melhora para um prejuízo de R$ 596 milhões, em 2023. Em 2024, contudo, o rombo chegou a R$ 2,59 bilhões. No início de setembro, a empresa anunciou um prejuízo de R$ 4,37 bilhões no primeiro semestre de 2025 — um aumento de 222% em relação ao prejuízo de R$ 1,35 bilhão registrado no mesmo período do ano anterior. No segundo trimestre, o prejuízo chegou a R$ 2,64 bilhões — um aumento de quase cinco vezes em relação ao rombo de R$ 553 milhões do mesmo período de 2024. Na divulgação do balanço, a empresa afirmou que “enfrenta restrições financeiras decorrentes de fatores conjunturais externos que impactaram diretamente a geração de receitas.” “Entre os principais motivos, destaca-se a retração significativa do segmento internacional, em razão de alterações regulatórias relevantes nas compras de produtos importados, que provocaram a queda do volume de postagens e o aumento da concorrência, resultando na redução das receitas vinculadas a esse segmento”, alegou a empresa, referindo-se de forma indireta à “taxa das blusinhas”, implementada pelo governo Lula. Em meados de julho, a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, reconheceu os problemas financeiros da estatal e afirmou que a solução para reverter o quadro passa por cortes de custos e aumento de receitas. “Tem de cortar custos de um lado e buscar receita de outro. Essa é a solução para os Correios, e num setor que está passando por transformação”, declarou Dweck. Ela afirmou que os Correios perderam o monopólio de entregas no país, ao mesmo tempo em que permaneceu com a obrigação de garantir o fornecimento de serviços para todo o território nacional, incluindo áreas remotas e pouco lucrativas.   Fonte: R7 Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Abono salarial PIS/Pasep paga hoje lote extra de R$ 1,5 bilhão; veja quem recebe

O valor para os trabalhadores varia de R$ 127,00 a R$ 1.518,00, de acordo com o número de meses trabalhados no ano-base 2023 O Ministério do Trabalho e Emprego libera nesta quarta-feira (15) R$ 1,5 bilhão do lote extra do abono salarial PIS/Pasep, a 1,6 milhão de trabalhadores. O valor que cada um vai receber varia de R$ 127,00 a R$ 1.518,00, de acordo com o número de meses trabalhados no ano-base 2023. O pagamento é feito pela Caixa, a 697.814 trabalhadores de empresas privadas, vinculados ao PIS, e pelo Banco do Brasil, a 942.387 servidores públicos, vinculados ao Pasep. O abono salarial é um tipo de “14º salário” pago a profissionais da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que trabalharam formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base de 2023, com uma remuneração de até dois salários mínimos. O lote extra foi criado para atender aqueles que tiveram os dados enviados dentro do prazo excepcional estabelecido por resolução. O pagamento será a trabalhadores do ano-base 2023 com direito ao abono salarial, cujos dados foram corretamente registrados pelos empregadores no eSocial até 20 de junho de 2025. Como consultar Consulta pode ser feita na Carteira de Trabalho Digital, no portal gov.br, na Central de Atendimento Alô Trabalho (telefone 158) e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho. Neste ano, o calendário oficial foi de 17 de fevereiro a 15 de agosto, mas o valor fica disponível aos trabalhadores até 29 de dezembro. Até o momento, 24.708.366 trabalhadores já receberam o benefício. O programa recebeu um total de R$ 30 bilhões neste ano. Para o próximo ano, a previsão é de um orçamento de R$ 33,7 bilhões. O valor representa um aumento de 12%. Quem tem direito O trabalhador deve estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, contados a partir da data do primeiro vínculo; Ter recebido, de empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social (PIS) ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), até dois salários-mínimos médios de remuneração mensal no período trabalhado; Ter exercido atividade remunerada por, pelo menos, 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base 2023; Ter seus dados do ano-base 2023 corretamente informados pelo empregador no eSocial. Pagamento Na Caixa, é realizado por crédito para quem tem conta corrente, conta poupança ou conta digital; ou por crédito via aplicativo Caixa Tem, em conta poupança social digital, aberta automaticamente pela Caixa. Para trabalhadores não correntistas, o pagamento poderá ser feito em agências, casas lotéricas, autoatendimento, Caixa Aqui e demais canais de pagamento oferecidos pela Caixa. No Banco do Brasil, o pagamento é realizado prioritariamente por crédito em conta bancária, transferência via TED, via Pix ou presencialmente nas agências.   Fonte: R7 Foto: ITACI BATISTA/ESTADÃO CONTEÚDO

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Inflação oficial acelera em setembro, puxada pela alta do preço da conta de luz, diz IBGE

No ano, IPCA acumula alta de 3,64% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,17% A inflação oficial do país voltou a acelerar e chegou a 0,48% em setembro. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) teve uma alta de 0,59 ponto percentual em relação a agosto, quando registrou queda de 0,11%. No ano, o IPCA acumula alta de 3,64% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,17%, acima dos 5,13% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2024, a variação havia sido de 0,44%. Dos nove grupos pesquisados, três registraram queda em setembro: Artigos de residência (-0,40%) Alimentação e bebidas (-0,26%) Comunicação (-0,17%) No lado das altas, as variações ficaram entre o 0,01% de Transportes e o 2,97% de Habitação. Conta de luz segue alta Com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto, a energia elétrica residencial subiu 10,31% em setembro, destacando-se como o principal impacto individual no índice do mês. Cabe destacar a continuidade da vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 2, a partir de 1º de setembro, adicionando R$ 7,87 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. Além disso, houve a incorporação dos seguintes reajustes tarifários: 18,62% em São Luís (27,30%), a partir de 28 de agosto 15,32% em Vitória (12,37%), a partir de 7 de agosto 4,25% em Belém (8,05%), a partir de 7 de agosto. No ano, a energia elétrica residencial acumula uma alta de 16,42%, destacando-se como o principal impacto individual no resultado acumulado do IPCA. Em 12 meses, o resultado é de 10,64%. Plano de saúde mais caro Em Saúde e cuidados pessoais (0,17%), o plano de saúde (0,50%) coloca-se como o principal impacto no grupo. Já no grupo Despesas pessoais (0,51%) os principais destaques ficam com o pacote turístico, que subiu 2,87%, e o subitem cinema, teatro e concerto com alta de 2,75%, após a queda de 4,02% em agosto, em razão da semana do cinema.   Fonte: R7 Foto: EDU GARCIA/R7

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Tarifaço prejudicou mais que beneficiou população dos EUA, diz Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse, nesta terça-feira (7), que o Brasil vai oferecer os melhores argumentos econômicos para os Estados Unidos, nas negociações para reverter o tarifaço aos produtos brasileiros exportados para aquele país. O principal deles, segundo Haddad, é que a medida está encarecendo a vida do povo estadunidense. “O papel do Ministério da Fazenda e do Ministério do Desenvolvimento [Indústria, Comércio e Serviços – MDIC] é justamente oferecer os melhores argumentos econômicos para mostrar, inclusive, que o povo dos Estados Unidos está sofrendo com o tarifaço. Eles estão com o café da manhã mais caro, eles estão pagando o café mais caro, eles estão pagando a carne mais cara, eles vão deixar de ter acesso a produtos brasileiros de alta qualidade no campo, também, da indústria”, disse Haddad, ao participar do programa Bom Dia Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação. Entre os produtos tarifados pelos Estados Unidos estão café, frutas e carnes. “Eles estão notando, de dois meses para cá, que as medidas mais prejudicaram do que favoreceram os Estados Unidos”, reforçou o ministro, ao relembrar que os Estados Unidos têm superávit comercial em relação ao Brasil e muitas oportunidades de investimento, sobretudo voltado para transformação ecológica, terras raras, minerais críticos, energia limpa, eólica e solar. Videoconferência Nesta segunda-feira (6), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em conversa de meia hora, por videoconferência, Lula solicitou a retirada da sobretaxa de 40% imposta pelo governo norte-americano a produtos brasileiros e das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras. Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações. Os dois presidentes trocaram seus números de telefone para estabelecer uma via direta de comunicação e, também, devem se encontrar pessoalmente em breve. Segundo Haddad, muito interlocutores propuseram que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotasse outra forma de proceder na negociação, mas, para o ministro, a diplomacia brasileira, “que é das melhores do mundo”, vai prevalecer. “Eu creio que a estratégia que foi decidida pelo presidente Lula vai render os melhores frutos para o Brasil, independentemente de quem seja designado para negociar em nome do governo dos Estados Unidos. E penso que a diplomacia brasileira, com os argumentos que tem, vai saber superar esse momento que foi um equívoco muito grande. Muito mais com base em desinformação do que propriamente com base na realidade dos fatos”, disse o ministro. Para Haddad, a ação de grupos de extrema direita brasileiros está desinformando o governo americano do que acontece no país. “Está cada vez mais claro para o governo dos Estados Unidos, como está claro para o mundo inteiro, que não está acontecendo nada no Brasil que não siga absolutamente as regras democráticas do Estado de Direito.” Tarifaço O tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política da Casa Branca, inaugurada pelo presidente Donald Trump, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais na tentativa de reverter a relativa perda de competitividade da economia dos Estados Unidos para a China nas últimas décadas. No dia 2 de abril, Trump impôs barreiras alfandegárias a países de acordo com o tamanho do déficit que os Estados Unidos têm com cada nação. Como os EUA têm superávit com o Brasil, na ocasião, foi imposta a taxa mais baixa, de 10%. Porém, em 6 de agosto, entrou em vigor uma tarifa adicional de 40% contra o Brasil em retaliação a decisões que, segundo Trump, prejudicariam as big techs estadunidenses e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022.   Fonte: Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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País crescerá 2,4% em 2025, acima da América Latina, diz Banco Mundial

A economia brasileira deve crescer 2,4% este ano, acima da média da América Latina e Caribe (2,3%). A projeção é do Banco Mundial, que divulgou nesta terça-feira (7) mais uma edição do relatório econômico para a região. Os economistas do Banco Mundial preveem as seguintes expansões para o Produto Interno Bruto (PIB – conjunto de bens e serviços produzidos) brasileiro:​ Ano Projeção de crescimento do PIB 2025 2,4% 2026 2,2% 2027 2,3% As projeções são as mesmas do relatório de junho deste ano. As estimativas ficam acima tanto das do Banco Central (BC) brasileiro, quanto do mercado financeiro aqui no país. O Relatório de Política Monetária do BC, divulgado no último dia 25, aponta crescimento de 2% em 2025 e de 1,5% no ano que vem. Já o Boletim Focus, pesquisa do BC com instituições financeiras, divulgado nesta segunda-feira (6), prevê alta do PIB de 2,16% em 2025 e de 1,8% em 2026. No ano passado, o PIB brasileiro teve expansão de 3,4%. O Ministério da Fazenda tem projeções mais otimistas, com alta de 2,3% em 2025 e de 2,4% em 2026, de acordo com o Boletim MacroFiscal de setembro. O relatório do Banco Mundial não traz justificativas específicas para a projeção de todos os países, apenas para a região da América Latina e Caribe como um todo. América Latina e Caribe O Banco Mundial é uma instituição financeira internacional, formada por 189 países. A instituição faz parte do sistema das Nações Unidas e fica sediada na capital dos Estados Unidos, Washington. O banco multilateral tem como papel conceder empréstimos a países em desenvolvimento para financiar projetos de infraestrutura, saúde, educação e outras áreas. Para os 29 países da América Latina e Caribe, o Banco Mundial prevê crescimento de 2,3% em 2025 e 2,5% no ano seguinte. A estimativa de 2025 é a mesma do relatório de junho. Já a de 2026 fica 0,1 ponto percentual acima. Em 2024, América Latina e Caribe cresceram 2,2%, assinala o Banco Mundial. Ao separar as projeções por países, a Guiana se destaca, com 11,8% de expansão do PIB este ano e crescimentos superiores a 20% nos anos seguintes: 22,4% em 2026 e 24% em 2027. A explicação está no pujante setor petrolífero. Recentemente a Guiana mergulhou na exploração de petróleo na Margem Equatorial, região geográfica próxima à Linha do Equador, também desejada pela Petrobras. Depois da Guiana, o maior crescimento previsto é da Argentina, 4,6% em 2025 e 4% no ano que vem. Apesar do destaque, a projeção é um recuo em relação ao relatório de junho (5,5% em 2025, 4,5% em 2026). “A Argentina continua apresentando uma recuperação econômica notável após dois anos consecutivos de contração, embora desafios profundos ainda persistam”, ressaltam os economistas. Os piores números são da Bolívia, com previsão de três anos de queda no PIB, sendo -0,5% este ano, -1,1% em 2026 e -1,5% em 2027. Razões para a região De acordo com o Banco Mundial, a América Latina e o Caribe têm o ritmo mais lento entre as regiões globais. Entre as explicações, os especialistas da instituição apontam questões externas e internas. Nas externas, estão a desaceleração da economia global e queda no preço de commodities (matérias-primas comercializadas em grande escala e preços internacionais). Países como o Brasil, Chile, Venezuela e Bolívia são grandes exportadores de commodities. No cenário interno, os economistas apontam a política monetária (combate à inflação), que funciona como um freio na economia. Outros pontos citados são baixo nível de investimento, “tanto público quanto privado”, e “persistente falta de espaço fiscal”, ou seja, governos com limitação dos gastos públicos. “Esses desafios apenas reforçam a relevância da agenda de reformas voltadas ao crescimento que são necessárias nas áreas de infraestrutura, educação, regulação, concorrência e política tributária”, assinala o Banco Mundial. “Enfrentar essas questões exige reformas profundas, entre elas: melhorar os sistemas educacionais em todos os níveis, fortalecer a qualidade das universidades e institutos de pesquisa, bem como estreitar seus vínculos com o setor privado; além de aprofundar os mercados de capitais e facilitar a gestão do risco inerente aos processos de inovação e empreendedorismo”, completa o relatório.   Fonte: Agência Brasil Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

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Tarifas dos EUA afetam a cozinha americana; veja relação com exportação brasileira

Associação de construtores demonstra preocupação a longo prazo com o tarifaço imposto desde agosto pelos Estados Unidos As novas tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump sobre importações de madeira, móveis e produtos derivados nos Estados Unidos já começam a preocupar consumidores e construtores, especialmente no que diz respeito a cozinhas e banheiros. Alíquotas sobre gabinetes, lavatórios e madeira, itens essenciais para esses ambientes, devem encarecer reformas e novas construções residenciais. As tarifas entram em vigor em 14 de outubro, com reajustes previstos para 1º de janeiro de 2026. Trump anunciou uma tarifa de 10% sobre importações de madeira, item bastante usado pelos americanos para os pisos de cômodos. Além disso, os EUA vão implementar um imposto de 25% sobre certos móveis estofados, com previsão de aumento para 30% a partir de 1º de janeiro. Também será cobrada uma taxa de 25% sobre a importação de gabinetes de cozinha e lavatórios, alíquota que deve subir para 50% a partir de 1º de janeiro. Hoje, eletrodomésticos fabricados com aço e alumínio, como geladeira e lava-louças, já sofrem com a cobrança de um imposto de 50%. Segundo estimativa da Associação Nacional de Construtores de Casas (NAHB, na sigla em inglês), cerca de US$ 14 bilhões, ou 7%, de todos os bens usados em novas construções residenciais vêm de outros países, o que pode gerar atraso em projetos ou até paralisar obras em andamento. A NAHB acredita que os custos de construir uma casa nova vão subir de forma significativa com o aumento dos preços de materiais e problemas de logística. Além disso, a confiança dos construtores já estava baixa em 2025, refletindo dificuldades financeiras e maiores custos no setor. Tarifas Trump – Arte/R7 Valores competitivos para os EUA De acordo com o doutor de internacionalização e estratégia João Alfredo Nyegray, do ponto de vista macro do setor habitacional, os efeitos combinados caminham na mesma direção: encarecem a construção e as reformas, especialmente em ambientes de alto consumo de madeira e de bens importados, como cozinhas, banheiros e mobiliário. Todavia, para os economistas do Departamento de Comércio dos EUA, os valores são considerados competitivos e isso deve contribuir para a economia. Em nota, a Associação dos Construtores teme que o preço dos produtos faça as vendas estagnarem, afundando ainda mais a chamada “crise imobiliária” no país. A sensação descrita por eles é de que o governo não está cumprindo a agenda prometida de reduzir a inflação, reduzir as taxas de juros e ajudar a criar uma sociedade de propriedade. Nyegray explica que dizer que o pacote tarifário pode aprofundar a chamada “crise imobiliária” é uma leitura conservadora. “Tarifas não são a causa principal. Juros e renda disponível seguem sendo os vetores centrais da acessibilidade, mas adicionam atrito justamente onde dói, elevando o custo de construir e reformar e postergando projetos marginais em um ciclo já frágil”, explica. Como fica o Brasil? Para o Brasil, os desdobramentos são ambíguos, mas tendem a ser desafiadores no curto prazo. “Os Estados Unidos são o principal mercado de destino do mobiliário brasileiro. Tarifas de 25% a 30% em móveis e de 50% em gabinetes deterioram a competitividade relativa do produto brasileiro frente a alternativas produzidas domesticamente nos EUA ou em países com arranjos produtivos geograficamente mais próximos e escaláveis”, afirma Nyegray. Além disso, a incidência de 10% sobre madeira e derivados também afeta exportadores nacionais dessas linhas. Para Nyegray o pacote tarifário não redefine sozinho o mercado de moradia dos EUA, mas tem reflexos multifacetados. “As medidas intensificam uma tendência de encarecimento e fricção que, num ambiente de crédito mais caro e confiança enfraquecida, tende a alongar prazos de decisão e a adiar projetos no segmento de construção e reforma — com reflexo direto nos preços de móveis e eletrodomésticos e com efeitos colaterais relevantes para a indústria brasileira orientada à exportação”, conclui o especialista.   Fonte: R7 Foto: Daniel Torok/Official White House Photo

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