Imóvel era usado para produção, envase e distribuição irregular de fragrâncias de diversas marcas; mais de 5 mil frascos foram apreendidos e o responsável foi preso em flagrante
A Polícia Civil encerrou a produção de perfumes falsificados ao flagrar uma fábrica clandestina no município de Franca, interior paulista. A operação, realizada na quarta-feira (13), terminou com um preso em flagrante e a apreensão de mais de 5 mil frascos, produtos químicos e embalagens usados na fabricação e comercialização irregulares das fragrâncias.
As investigações começaram após uma denúncia anônima indicar que o imóvel, no bairro Parque Residencial Nova Franca, estaria sendo usado para a falsificação de perfumes que copiavam diferentes marcas.
Com as informações, equipes da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) iniciaram o monitoramento do endereço e identificaram que “funcionários” usavam equipamentos de proteção individual. O caso foi encaminhado à Justiça, que expediu o mandado de busca e apreensão.
Durante as buscas, os agentes constataram que o responsável possuía autorização para fabricar produtos próprios, mas também mantinha uma estrutura paralela destinada à produção de perfumes falsificados que imitavam diversas marcas.
Ao todo, foram apreendidos 3,6 mil frascos menores, 480 frascos grandes, 1,8 mil unidades já embaladas e prontas para envio, além de 450 recipientes vazios. Os policiais também encontraram 20 galões com essências, 26 recipientes de 50 litros contendo produtos químicos, etiquetas adesivas cópias de marcas variadas, frascos com fragrâncias e uma máquina industrial de envase. Um carro pertencente ao investigado também foi apreendido. Os produtos falsificados eram vendidos on-line.
Exames foram solicitados e a perícia esteve no imóvel para análise dos produtos e da estrutura da fabricação clandestina. Segundo a investigação, o local operava sem autorizações obrigatórias.
O homem responsável pela produção tem 23 anos e foi preso em flagrante por falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais. O caso foi registrado pela Dise de Franca. Após os procedimentos de polícia judiciária, ele foi encaminhado à Cadeia Pública do município e permaneceu à disposição da Justiça.
Foto: agência SP











