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Dia: 28 de dezembro de 2024

Jovens fazem gestos de facções sem saber e acabam assassinados

Especialistas alertam para a necessidade de ações mais eficazes de segurança pública contra o poder crescente dessas organizações   No Brasil, gestos inocentes em fotos podem ter consequências fatais. Lucas, um empresário de São Paulo, teme por sua vida após uma foto sua com um gesto ser associada ao Comando Vermelho. Henrique Marques de Jesus, de 16 anos, foi assassinado no Ceará depois de fazer um gesto similar em Jericoacoara. Na Bahia, os irmãos Gustavo e Daniel Natividade também foram mortos após fotos com gestos serem considerados sinais de facções rivais. Outro caso ocorreu no Mato Grosso, onde duas irmãs foram vítimas de violência pelo mesmo motivo. Especialistas alertam para a necessidade de ações mais eficazes de segurança pública contra o poder crescente das facções. As autoridades seguem investigando os crimes ligados a esses gestos.   Foto: Reprodução/Record

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CNM aponta falta de vacinas de catapora e covid; governo nega carência

Ministério da Saúde afirma ter atendido todo calendário básico Uma pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM), divulgada nesta sexta-feira (27), aponta a carência de vacinas do calendário nacional de imunização, como catapora, covid-19 e coqueluche. Em nota, o Ministério da Saúde rebateu os resultados e afirmou ter garantido atendimento a 100% das necessidades de todas as vacinas do calendário básico, exceto nos casos de desabastecimento global, que ocorreram por “problemas pontuais”. O comunicado não afirma se o desabastecimento decorre de problemas de gestão dos governos locais. De acordo com a confederação, a pesquisa foi feita, via call center da própria instituição, no período entre 29 de novembro e 12 de dezembro de 2024. Segundo a confederação, 65,8% de um total de 2.895 municípios analisados relataram ausência de imunizantes. A CNM diz ainda que os resultados do levantamento refletem o “cenário do momento da pesquisa”. No caso da catapora, 1.516 municípios analisados (52,4%) apontaram falta da vacina. O Ministério da Saúde informou que existe escassez mundial de matéria-prima, mas assegurou ter garantido todas as doses necessárias do imunizante após a contratação de três fornecedores. Para 2025, a pasta assegurou que eventuais problemas serão resolvidos ao longo do primeiro semestre. Em segundo lugar, está a vacina para covid-19 em adultos, ausente em 736 municípios (25,4%), com média de 45 dias sem disponibilidade. A CNM lembra que a primeira semana de dezembro registrou alta de 60% nas notificações da doença no país, no maior nível desde março. De 1º a 7 de dezembro, houve 20.287 casos, segundo o Painel Covid-19 do Ministério da Saúde. No comunicado, o Ministério da Saúde informou que a pasta distribuiu 3,7 milhões de doses de vacina contra a covid-19 aos estados, das quais 503 mil foram efetivamente aplicadas, o que indica suficiência de doses em nível estadual. Para 2025, a pasta informou ter reforçado os estoques dos imunizantes. Coqueluche Em terceiro lugar, está a insuficiência da vacina tríplice, contra coqueluche, diferia e tétano, relatada em 520 municípios (18% do total pesquisado). Segundo a CNM, o imunizante estava em falta em média há 60 dias nos municípios afetados. Em 2024, os casos de coqueluche subiram quase 2.000% em relação a 2023, com 4.395 registros até 27 de novembro, a maioria no Paraná. No acumulado do ano, há 17 mortes, das quais 16 em crianças de menos de 1 ano. A pesquisa também aponta insuficiência da vacina meningocócica C, contra a meningite do sorogrupo C, indisponível em 375 cidades (12,9%); da tetraviral, que combate o sarampo, a caxumba, a rubéola e a varicela, indisponível em 337 municípios (11,6%); e da febre amarela, indisponível em 280 municípios (9,7%). O Ministério da Saúde informou ter estoques suficientes para os próximos seis meses das vacinas contra a meningite e a coqueluche. Resposta Além de assegurar o atendimento de 100% das necessidades dos estados, o Ministério da Saúde informou que a distribuição das vacinas é transparente. A pasta ressaltou que qualquer cidadão pode consultar, no painel interativo do ministério, as remessas enviadas do centro de distribuição em Guarulhos (SP) para os estados. O comunicado ressaltou que, por ano, são distribuídas 300 milhões de doses aos 5.570 municípios por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). O ministério ressaltou que todas as grades de vacinas do calendário básico em dezembro foram enviadas aos estados e garante ter estoques para atender à demanda. Segundo a pasta, todo o processo é feito em parceria com os estados. O comunicado destaca ainda que, desde 2023, as coberturas vacinais apresentam tendência de crescimento, resultado de ações como as campanhas de multivacinação realizadas em novembro. Estados mais afetados Em relação aos estados e regiões mais afetadas, Santa Catarina continua liderando a escassez de vacinas, com 199 dos 230 municípios que responderam à pesquisa (87% do total) relatando falta de vacinas. Em seguida, está o Ceará, com 51 dos 59 municípios analisados (86%), o Espírito Santo, 38 dos 45 respondentes (84%); e Minas Gerais, com 412 dos 496 respondentes (83%). Fonte: Agência Brasil Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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Dólar sobe para R$ 6,19 com indefinição sobre emendas parlamentares

Bolsa cai 0,67% e volta a atingir o menor nível em mais de seis meses   Em um dia de poucas negociações no mercado financeiro e sem intervenções do Banco Central (BC), o dólar aproximou-se de R$ 6,20 com indefinição sobre as emendas parlamentares. A bolsa de valores caiu e voltou a atingir o menor nível em mais de seis meses. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (27) vendido a R$ 6,193, com alta de R$ 0,016 (+0,26%). A cotação operou em leve alta durante toda a sessão. Por diversas vezes ao longo do dia, chegou a ultrapassar os R$ 6,21, mas desacelerou na hora final de negociação. Apenas nesta semana, a moeda norte-americana subiu 2%. O BC interveio no mercado apenas uma vez, na quinta-feira (26), quando vendeu US$ 3 bilhões das reservas internacionais. Em dezembro, a autoridade monetária injetou quase US$ 31 bilhões no mercado de câmbio, o maior volume mensal desde a criação do regime de metas de inflação, em 1999. O mercado de ações teve um dia mais tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 120.269 pontos, com recuo de 0,67%. Com queda acumulada de 1,5% na semana, o indicador atingiu o menor nível desde 19 de junho. Com a indefinição no mercado internacional, os fatores internos pesaram mais nesta sexta-feira. O dólar não apresentou uma tendência ante as principais moedas, subindo perante umas e descendo diante de outras, em um dia de poucas negociações em todo o planeta. No Brasil, o mercado reagiu ao futuro das emendas parlamentares. Isso porque os investidores não sabem se serão executadas antes do fim do ano, elevando os gastos do governo no fim de 2024, transferidas para 2025 ou parcialmente canceladas. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino deu prazo até as 20h de hoje para a Câmara dos Deputados responder a quatro questionamentos sobre o pagamento de emendas parlamentares. O prazo foi dado pelo ministro após a Câmara pedir a reconsideração da liminar de Dino que suspendeu o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão. *Com informações da Reuters Fonte: Agência Brasil

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Retrospectiva 2024: o ano do esporte olímpico brasileiro

Ano dos Jogos é marcado por boas performances femininas A avaliação da performance dos atletas olímpicos brasileiros em 2024 passa, de maneira óbvia, pelo desempenho nos Jogos Olímpicos. Em Paris, as mulheres mostraram sua força. Uma em especial entrou para um seletíssimo grupo histórico do país, passando a ser vista inclusive como o maior nome brasileiro em todos os tempos por alguns: Rebeca Andrade. Na campanha brasileira na capital francesa, foram 20 medalhas, sendo três ouros, sete pratas e dez bronzes. Todos os ouros foram conquistados por mulheres: Bia Souza no judô, a dupla Duda e Ana Patrícia no vôlei de praia, além de Rebeca Andrade, vencedora na prova do solo, na ginástica artística. Durante a Olimpíada, a ginasta brasileira foi alçada à condição de arquirrival da americana Simone Biles, estrela mundial da modalidade. Adversárias diretas, as duas protagonizaram grandes duelos e Rebeca, de 25 anos, saiu de Paris com quatro pódios: além do ouro no solo, conquistou também duas pratas (individual geral e salto) e um bronze (disputa por equipes, junto com Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Júlia Soares e Lorrane Oliveira). Com o desempenho em Paris, Rebeca superou os velejadores Torben Grael e Robert Scheidt para se tornar a maior medalhista olímpica da história do Brasil. São seis medalhas, contando as quatro em Paris e as duas em Tóquio. Ela também superou o canoísta Isaquias Queiroz, tornando-se a maior acumuladora de pódios em uma mesma edição de Jogos Olímpicos pelo Brasil (Isaquias conquistou três no Rio, em 2016). Outra mulher medalhista em Paris encerra 2024 em alta. A skatista Rayssa Leal, de 16 anos, medalhista de bronze nos Jogos, conquistou o tricampeonato mundial no skate street em dezembro, após vencer a etapa final disputada no Ibirapuera, em São Paulo. Também entre os destaques em Paris, Caio Bonfim conquistou a prata na marcha atlética, pódio inédito para o Brasil nesta prova. No fim do ano, acabou coroado como o melhor atleta do ano entre os homens no Prêmio Brasil Olímpico. Entre as mulheres, como era de se esperar, Rebeca foi a vencedora. Nos esportes coletivos, a seleção feminina de vôlei conquistou o bronze. José Roberto Guimarães (feminino) e Bernardinho (masculino) seguem à frente das equipes nacionais. No vôlei de clubes, o Cruzeiro conquistou o penta Mundial. A seleção masculina de basquete conseguiu uma heroica classificação à Olimpíada, desclassificando a dona da casa Letônia no torneio que deu vaga no evento. Novamente comandada pelo croata Aleksandar Petrovic, que reassumiu depois da saída de Gustavo de Conti, a equipe parou nas quartas de final olímpicas, derrotada pela badalada seleção dos Estados Unidos, que conquistou o ouro posteriormente. Entre os nomes que não subiram ao pódio em Paris, alguns tiveram temporada de altos e baixos. No tênis, por exemplo, Bia Haddad chegou a ocupar o top 10 do mundo em outubro. Ela fechou o ano na 17ª colocação, mas em movimento de recuperação, após alcançar as quartas de final do US Open, melhor resultado de uma tenista feminina do Brasil desde 1968. Além disso, Haddad conquistou o título do WTA 500 de Seul, na Coreia do Sul. Hugo Calderano, quarto colocado em Paris no tênis de mesa, terminou a temporada em sétimo no ranking mundial, o sétimo ano consecutivo no qual encerra entre os dez melhores do planeta. Paris não foi a única cidade que recebeu uma edição de Jogos Olímpicos em 2024. Gangwon (Coreia do Sul), sediou os Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude e lá o Brasil fez história. Em janeiro, o catarinense Zion Bethônico, à época com 17 anos, conquistou a primeira medalha do país em uma edição de Jogos de Inverno, de qualquer tipo. Ele foi prata na prova do snowboard cross. O país pode ver a contagem crescer em breve. Lucas Pinheiro Braathen, filho de mãe brasileira e pai norueguês, trocou a representação no esqui alpino e passou a defender o Brasil. O atleta, multicampeão quando representava a Noruega, já conquistou alguns resultados expressivos, como o segundo lugar no slalom gigante na etapa do Colorado (Estados Unidos), da Copa do Mundo da modalidade. A promessa é que o país passe a figurar entre as primeiras colocações na modalidade nos próximos anos. A próxima edição de Jogos Olímpicos de Inverno acontecerá em 2026, em Cortina d’Ampezzo e Milão (Itália). Fonte: Agência Brasil Foto: REUTERS/Hannah Mckay  

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Sobe para 10 número de mortos em desabamento de ponte que liga MA e TO

A viga central da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga os dois estados, desabou no último domingo, ainda sem causas conhecidas   O desabamento de uma ponte no domingo entre o Maranhão e Tocantins deixou 10 mortos e sete desaparecidos, segundo um novo balanço divulgado nesta sexta-feira (27). A viga central da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga os dois estados, desabou no último domingo, ainda sem causas conhecidas. As equipes de resgate encontraram nesta sexta-feira um corpo no rio Tocantins, enquanto outro foi localizado na noite de quinta-feira, a seis quilômetros do local do acidente, informou a Marinha. “Assim, confirmam-se 10 óbitos e sete pessoas desaparecidas, até o momento”, informou a nota oficial. O balanço de quinta-feira registrava oito mortos e nove desaparecidos após o colapso da ponte, que foi construída nos anos 1960 e tem cerca de 500 metros de comprimento. Mais de 70 socorristas continuam as buscas pelas pessoas desaparecidas, utilizando inclusive uma “câmara hiperbárica” para realizar mergulhos em profundidades superiores a 30 metros, segundo a Marinha. As autoridades alertaram na terça-feira para o risco de contaminação, devido à queda de três caminhões no rio, que transportavam “22 mil litros de pesticidas e 76 toneladas de ácido sulfúrico, um produto químico corrosivo”. Um porta-voz do Corpo de Bombeiros informou à AFP que os tanques desses caminhões permaneceram “intactos” após a queda. Um supervisor da Secretaria de Meio Ambiente do estado do Maranhão afirmou, em entrevista à TV Globo, que “o risco de contaminação e impacto ao meio ambiente” é “baixo”, descartando o “pior cenário” de um vazamento de ácido sulfúrico. Foto: Divulgação/PM/TO

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Réveillon no Rio: rede hoteleira projeta ocupação de mais de 96%

Turistas de todo o mundo não param de chegar ao Rio de Janeiro para passar a virada do ano na cidade. Segundo a concessionária que administra o Aeroporto Internacional do Rio, o ano será de recorde no número de desembarques internacionais. A rede hoteleira comemora, com expectativa de mais de 96% de ocupação na noite de Réveillon.

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Não houve vazamento de ácido sulfúrico e defensivos agrícolas no rio Tocantins, indica análise

Conclusão é da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) divulgada nesta sexta-feira   A análise da água do rio Tocantins indicou que não houve vazamento de ácido sulfúrico e de defensivos agrícolas após o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira no último domingo (22). A conclusão é da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) divulgada nesta sexta-feira (27). Três caminhões transportando cerca de 25 mil litros de defensivos agrícolas e 76 toneladas de ácido sulfúrico, produto químico corrosivo – caíram na água do rio no momento do desabamento. Para saber se o conteúdo não vazou, a agência coletou amostras da água em quatro pontos diferentes dois dias após o desabamento, na terça-feira (24). Em nenhuma das amostras foram encontrados as substâncias transportadas nos caminhões. O primeiro ponto de monitoramento é na barragem da hidrelétrica de Estreito. O segundo fica perto da ponte. O terceiro ponto fica em Porto Franco (MA), a 30km do desastre. Já o quarto ponto está próximo à captação de água do rio Tocantins para abastecimento de Imperatriz (MA). No entanto, a ANA ressalta que “enquanto o material químico estiver depositado no rio Tocantins, persiste o risco de eventual rompimento dos recipientes e contaminação da água, com impactos sobre o meio ambiente, usos múltiplos e abastecimento público de comunidades ribeirinhas e cidades ao longo do rio”. Na quarta-feira (25), a ANA já tinha liberado a água do rio para consumo, ao indicar que não havia risco de contaminação. A agência informou que continuará fazendo o monitoramento diário da água. Buscas por desaparecidos Nesta sexta-feira (27), subiu para 10 o número de mortos na tragédia, com a localização de mais um corpo. Sete pessoas ainda estão desaparecidas. Nesta sexta, as buscas foram parcialmente suspensas devido ao risco de novo desabamento. Segundo o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), o trabalho será retomado quando chegarem equipamentos de precisão que vão apontar o nível de estabilidade na estrutura que ainda está de pé. A previsão é voltar as buscas completas neste sábado (28). Foto: Bombeiros Militar/Governo do Tocantins

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Lula sanciona projeto de lei do pacote fiscal sobre BPC com dois vetos

Lula vetou atestado de deficiência de grau moderado ou grave como exigência para concessão administrativa ou judicial do benefício   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (27) o projeto de lei que, entre outros pontos, altera regras para a concessão do BPC (Benefício de Prestação Continuada), com dois vetos. O texto, publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União, é uma das medidas legislativas do chamado pacote fiscal do governo federal elaborado pela equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para conter gastos. Lula vetou o trecho pelo qual era exigido atestar deficiência de grau moderado ou grave, nos termos de regulamento, para a concessão administrativa ou judicial do benefício. Esse veto já era esperado. Durante a discussão do projeto no Senado, senadores pediram a retirada do trecho. Para evitar que o projeto voltasse para análise da Câmara, já que a tramitação ocorreu de forma apertada nas duas Casas na última semana antes do recesso parlamentar, o relator do PL no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE), sugeriu dividir os parágrafos do texto para permitir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetasse o item especificamente sobre o grau da deficiência. Na ocasião, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), assegurou que o Executivo se comprometeria com o veto. “A proposição legislativa contraria o interesse público, uma vez que poderia trazer insegurança jurídica em relação à concessão de benefícios”, argumenta a Presidência da República no veto publicado no DOU. O outro veto imposto por Lula anula a revogação prevista pelo projeto de lei de um dispositivo da Lei do Programa Bolsa Família sobre o reingresso de beneficiários. “A proposição legislativa contraria o interesse público, uma vez que poderia suscitar insegurança jurídica em relação às regras de elegibilidade para reingressar no Programa Bolsa Família”, diz a razão do veto. O pacote de corte de gastos enviado pelo governo federal ao Congresso teve sua votação e aprovação concluída pelos parlamentares no último dia 20 de dezembro. Inicialmente, o governo estimava um impacto econômico de R$ 71,9 bilhões em dois anos com as medidas. Após as modificações feitas pelo Congresso, no entanto, o potencial foi reduzido para R$ 70 bilhões. O Executivo enviou ao Congresso um pacote contendo três propostas: um projeto de lei, que muda a regra do salário mínimo e estabelece mudanças no BPC; um projeto de lei complementar, que cria “reforços” ao arcabouço fiscal e traz regras para emendas parlamentares; e uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), que traz alterações no abono salarial e no Fundeb, disciplina os chamados “supersalários”, prorroga a Desvinculação de Receitas da União e autoriza ajuste orçamentário em subsídios e subvenções. A PEC foi promulgada ainda no dia 20 de dezembro pelo Congresso durante sessão solene. Falta ainda a sanção do projeto de lei complementar do pacote, o que deve ocorrer nos próximos dias. Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Ônibus tomba com pelo menos 50 passageiros, na região Central de Minas

Acidente foi na noite desta sexta-feira (27), na BR-381, perto de Bom Jesus do Amparo, a 73 KM de Belo Horizonte Um ônibus com pelo menos 50 pessoas tombou por volta de 22h desta sexta-feira (27), na BR-381, KM-403, próximo ao trevo da entrada da cidade de Bom Jesus do Amparo, na região Central de Minas, a 73 KM de Belo Horizonte. Ao menos três viaturas dos bombeiros foram acionadas ao local, com apoio de equipes de resgate. O número de vítimas e a gravidade dos ferimentos não foram revelados até a publicação desta reportagem. Uma equipe da PRF (Polícia Rodoviária Federal) foi enviada ao local. Segundo a PRF, ainda não é possível dizer o que aconteceu. O fato é que o coletivo de viagem seguia sentido João Monlevade/Espirito Santo quando o motorista perdeu o controle da direção e tombou na pista. Por conta do acidente, o trânsito foi interditado na rodovia, formando um longo congestionamento.   Foto: Reprodução/Record

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Dino e Lira renunciam a descanso e protagonizam embates sobre emendas no recesso

Ministros do Supremo Tribunal Federal ouvidos em reservado pelo R7 classificam esse confronto como ‘exagerado’   O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), abriram mão do recesso e têm protagonizado, desde o início do período de descanso, embates sobre a distribuição das emendas parlamentares. Ministros da corte ouvidos em reservado pelo R7 classificam esse embate como “exagerado”. Nas primeiras horas da manhã dessa sexta-feira (27), o presidente da Câmara enviou um ofício com o posicionamento da Casa em resposta ao bloqueio efetuado por Dino na segunda-feira (23) de R$ 4,2 bilhões em emendas das comissões permanentes do Congresso Nacional. Dino, no entanto, alegou que as respostas não tinham “informações essenciais” e enviou um novo questionário. A Câmara respondeu na noite de sexta e disse que para liberar os R$ 4,2 bilhões alvos da polêmica apenas seguiu orientações técnicas do governo. Apesar do bloqueio, a Câmara afirmou que não vai recorrer da decisão. Lira já aceitou que não terá os R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão este ano. Nos bastidores, o deputado diz que ano que vem a Câmara vai tentar garantir “ainda mais do que os R$ 4,2 bilhões” de outra forma no orçamento, além de levar à frente um pacote de retaliação, que ainda não foi definido. Sem recesso Durante o período de suspensão das atividades dos ministros do STF, que começou no dia 20 e se estende até 31 de janeiro de 2025, o presidente e o vice alternam e atuam em regime de plantão, tomando decisões urgentes, mas os demais ministros também podem optar por não interromper as atividades. Dino decidiu que vai apenas atuar em processos específicos em que é relator, como em ações ligadas à pauta ambiental e emendas parlamentares. Lira, por sua vez, interrompeu o recesso na quinta-feira (26) e voltou a Brasília, onde convocou uma reunião com os líderes para debater a decisão do STF sobre as emendas de comissão. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou com Lira no mesmo dia, e desde então tenta acalmar o clima tenso instaurado entre parlamentares. Além de bloquear os R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão, Dino determinou à Polícia Federal que investigue se houve irregularidades no processo de liberação do uso dessa verba.   Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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