Autoridades informam que mais de 3,3 mil pessoas ficaram feridas; Estado de La Guaira concentra a maior destruição e operações de resgate continuam
A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias de sua história recente após os fortes terremotos que atingiram o país na noite de quarta-feira (24). Segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, o número de mortos chegou a cerca de 920 nesta sexta-feira (26), enquanto outras 3.360 pessoas ficaram feridas. Milhares de pessoas seguem desaparecidas, e a expectativa é de que o total de vítimas aumente à medida que as equipes avançam nas buscas.
O Estado de La Guaira, ao norte de Caracas, foi a região mais devastada pelos tremores. A presidente interina, Delcy Rodríguez, declarou o local como “zona de desastre” e informou que o governo mobiliza empresas para disponibilizar máquinas pesadas e acelerar os trabalhos de resgate.
Os terremotos tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), e ocorreram com menos de um minuto de intervalo. O segundo foi o mais forte registrado na Venezuela desde 1900.
Em diversas cidades, equipes de emergência trabalham sem interrupção entre os escombros de edifícios e residências destruídas. Moradores, porém, relatam demora na chegada de socorro, além da falta de alimentos, água e medicamentos. Também foram registrados saques em estabelecimentos comerciais na cidade de La Guaira.
O principal aeroporto que atende Caracas foi fechado após sofrer danos estruturais, enquanto escolas tiveram as aulas suspensas e a bolsa de valores da capital interrompeu suas atividades. Em Morón, no Estado de Carabobo, casas desabaram e a falta de água e energia agravou a situação da população.
A tragédia mobilizou uma onda de solidariedade internacional. Diversos países anunciaram o envio de equipes de resgate e ajuda humanitária. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país está preparado para prestar assistência, enquanto o governo russo também manifestou apoio. Organizações internacionais e grupos da diáspora venezuelana iniciaram campanhas para arrecadar recursos destinados às vítimas.
As autoridades mantêm as operações de busca e resgate, com a esperança de encontrar sobreviventes sob os escombros nas áreas mais atingidas. (Renan Isaltino)
Fonte: R7
Foto: Maxwell Briceno/Reuters













