Audiência de instrução foi marcada para setembro; quatro réus respondem por acusações relacionadas à morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos
A Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva dos quatro acusados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira. A decisão foi tomada pela 2ª Vara Criminal de Limeira e determina o prosseguimento da ação penal.
O juiz Guilherme Lopes Alves Lamas também ratificou o recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público e rejeitou, nesta etapa, os pedidos de absolvição sumária feitos pelas defesas.
Os acusados são três instrutores e uma organizadora do evento. Segundo a denúncia, os três homens respondem por homicídio qualificado com dolo eventual, enquanto a organizadora responde por homicídio na modalidade de omissão imprópria e fraude processual.
Na decisão, o magistrado considerou fatores como o suposto apagamento de registros das atividades nas redes sociais, a fuga dos envolvidos para uma área de mata após o acidente e a troca de roupas antes da abordagem policial. Para a Justiça, medidas cautelares diferentes da prisão não seriam suficientes neste momento.
A audiência de instrução está marcada para 17 de setembro de 2026. Nessa fase, serão produzidas provas e analisadas as circunstâncias da morte e a participação individual de cada acusado.
O processo tramita sob competência do Tribunal do Júri, mas a realização da audiência não significa que os réus já serão julgados pelo júri. Após a produção das provas, o juiz deverá decidir se há elementos suficientes para levar os acusados a julgamento.
Maria Eduarda morreu em 13 de junho, após ser lançada da ponte durante um salto de rope jump sem estar conectada à corda de segurança. Segundo o Ministério Público, a jovem caiu de aproximadamente 30 metros.













