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Tag: Ultimas

Fiscalização de bares e adegas em Limeira: Comissão de Segurança debate ações com a GCM

Parlamentares pedem implementação da Sala Lilás na sede da GCM, integrada à Patrulha Maria da Penha Diante de denúncias constantes sobre estabelecimentos que funcionam de forma irregular e causam perturbação do sossego de moradores do entorno, a Comissão de Segurança Pública da Câmara de Limeira informou que busca alternativas para ampliar a fiscalização de bares, adegas e comércios similares. Na reunião desta quinta-feira, 25 de setembro, o colegiado discutiu a temática com representantes da Guarda Civil Municipal (GCM). Participaram da reunião, além dos membros, vereadores Costa Júnior (Podemos), presidente; Felipe Penedo (PL), vice-presidente, e Carlinhos do Grotta (PL), secretário; os representantes GCM, o comandante Henrique Paes e o subcomandante André Hailer; e a presidente do Polo de Alimentação e Lazer Associativo de Limeira e Região (Paladar), Giovana Valente. Fiscalização no período noturno Na última semana, a Comissão de Segurança se reuniu com representantes da Secretaria de Fazenda para tratar do tema. Na ocasião, o secretário Valmir Barreira explicou que as fiscalizações no período noturno são realizadas pontualmente, baseadas em denúncias recebidas pelo 156, Ministério Público ou outros órgãos, devido às restrições de horas extras impostas aos servidores por causa do Decreto de Emergência Financeira. Também falou sobre um órgão criado pela Prefeitura, uma força tarefa composta por quatro secretarias chamada Grupo Integrado de Ações Fiscalizatórias (GIAF), que tem o objetivo de reforçar a atuação preventiva, educativa e repressiva da fiscalização municipal, com foco na garantia do sossego, combate aos pancadões e cumprimento de normas ambientais e sanitárias. Alternativas para a fiscalização Para os parlamentares, uma alternativa para melhorar a fiscalização desses estabelecimentos durante o período noturno seria acrescentar a atribuição de fiscalização à GCM, com poderes específicos. No entanto, durante a reunião os representantes da instituição explicaram que outros municípios já adotaram esta prática, mas não surtiu o efeito esperado. Ressaltaram também que, pela legislação, a função da GCM é a proteção de pessoas e patrimônio e a alteração poderia ir contra a competência legal. Os GCMs explicaram também que a Guarda tem, atualmente, muitas competências, como a fiscalização da utilização de cerol em linhas de pipa, do descarte de entulho, de guardadores e são responsáveis pela Patrulha Maria da Penha. “Com tantas atividades, a instituição não teria efetivo suficiente para absorver mais uma”, afirmaram. Outra ideia do colegiado é a possibilidade de criar uma lei que obrigue os estabelecimentos a colocar na fachada um QR Code com os dados do alvará de funcionamento, de forma que o fiscal tenha acesso a todas as informações de forma facilitada. Giovana Valente disse que na legislatura passada propôs uma alteração na lei que trata do funcionamento de bares para que fosse incluído um selo, chamado “Bar Legal”, ao qual somente os comércios devidamente regularizados teriam acesso. Para dar continuidade às discussões, uma nova reunião foi agendada para a próxima quinta-feira, 2 de outubro, com representantes da Comissão Permanente de Análise de Risco (Copar). A reunião terá transmissão ao vivo pelos canais de comunicação da Câmara no Youtube, Facebook e site. Sala Lilás Durante a reunião a Comissão também abordou a importância de implementar a Sala Lilás na sede da GCM, junto à Patrulha Maria da Penha. A Sala Lilás é um ambiente criado dentro dos sistemas de saúde e de segurança pública para atender e proteger as mulheres vítimas de violência, com o objetivo de oferecer acolhimento, atendimento humanizado e acesso a serviços da rede de apoio. Um ofício foi encaminhado pelo colegiado solicitando estudo para a implementação do espaço. Comissão de Segurança A Comissão de Segurança Pública é responsável por opinar sobre proposituras relativas à área, bem como promover estudos e reuniões sobre a criminalidade, a violência e a segurança pública, propondo medidas necessárias à melhoria da prevenção e proteção da comunidade; atuar junto às esferas governamentais a fim de implementar políticas de segurança pública no Município; e apresentar sugestões para o aperfeiçoamento da legislação municipal pertinente à segurança pública. Fazem parte do colegiado os vereadores Costa Júnior (Podemos), presidente; Felipe Penedo (PL), vice-presidente, e Carlinhos do Grotta (PL), secretário. Todas as deliberações podem ser conferidas em ata.   Foto: Câmara de Limeira

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Procon e canal 156 registram crescimento de atendimentos em Sumaré

Média de atendimentos cresceu 17,89% após a mudança de endereço A Prefeitura de Sumaré divulgou nesta sexta-feira (26) os dados mais recentes de atendimentos realizados pelo Procon Municipal e pelo canal 156, que reforçam o compromisso da Administração com a transparência, a defesa dos direitos do consumidor e a agilidade no retorno às demandas da população. Procon em novo endereço amplia atendimento Desde a mudança para a Rua Pedro Consulin, nº 73, no Centro, o Procon de Sumaré tem registrado aumento expressivo na procura por seus serviços. O novo espaço, mais acessível e próximo da população, contribuiu para elevar os números de atendimentos mensais. Em 2025, os registros apontam: Janeiro: 246 atendimentos Fevereiro: 418 atendimentos Março: 423 atendimentos Abril: 472 atendimentos Maio: 404 atendimentos Junho: 312 atendimentos Julho: 376 notificações Agosto: 530 atendimentos Setembro: 435 atendimentos No comparativo, a média de atendimentos cresceu 17,89% após a mudança de endereço, evidenciando a importância do acesso facilitado para a população. O Procon segue prestando atendimento rápido e eficiente, reafirmando sua missão de defesa do consumidor. Atendimento 156 mantém ritmo elevado de solicitações Outro destaque é o desempenho do canal de Atendimento 156, que funciona como porta de entrada para solicitações, denúncias e informações de interesse público. No período entre junho e setembro, o 156 contabilizou 2.344 registros, com 1.428 concluídos, o que representa 60,92% de demandas atendidas. Compromisso com a população Para o secretário municipal de Controle e Transparência, Alisson Chuma, os números comprovam o esforço da Administração em ampliar o acesso aos serviços públicos e dar respostas concretas às necessidades da comunidade. “O crescimento dos atendimentos no Procon e no 156 mostra a confiança da população e o resultado de um trabalho que prioriza transparência, eficiência e proximidade com o cidadão. Seguiremos aprimorando os canais de atendimento para oferecer serviços cada vez mais ágeis e de qualidade”, destacou.   Foto: Prefeitura de Sumaré

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Brasileirão: São Paulo busca espantar crise e se firmar no G6 contra o Ceará

No 1º turno da Série A de 2025, em duelo na Arena Castelão, as equipes empataram por 1 a 1 O São Paulo recebe o Ceará nesta segunda-feira (29), às 20h, no Morumbis, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. A equipe paulista tenta encerrar a sequência negativa de resultados e se aproximar novamente do G6 da competição. O Tricolor vem de derrota por 1 a 0 para o Santos na Vila Belmiro e ocupa a sétima colocação, com 35 pontos em 24 jogos. Antes do encontro com o Ceará, o time foi eliminado da Copa Libertadores ao perder para a LDU. No confronto de volta, no Morumbis, o São Paulo caiu por 1 a 0, resultado que somado ao 2 a 0 na ida decretou a eliminação nas quartas de final. O histórico do duelo no Morumbis é favorável ao São Paulo. Em 14 partidas em casa, foram dez vitórias, três empates e apenas uma derrota. O único triunfo cearense aconteceu em 2015, pela Copa do Brasil, quando venceu por 2 a 1 no jogo de ida, mas acabou eliminado após derrota por 3 a 0 na volta. No retrospecto geral, os paulistas somam 16 vitórias, contra cinco do Ceará, além de dez empates. O São Paulo marcou 56 gols e sofreu 30. No primeiro turno, as equipes empataram por 1 a 1 na Arena Castelão. O Ceará chega para o confronto com 28 pontos e ocupa a 12ª colocação. O time empatou nas duas últimas rodadas. Primeiro contra o Vasco, em São Januário, por 2 a 2, e depois diante do Bahia, na Arena Castelão, em 1 a 1. A equipe de Léo Condé contará com reforços importantes que não estiveram em campo contra o Bahia. Marcos Victor e Matheus Bahia não puderam atuar por impedimento contratual, já que pertencem ao clube baiano. Fabiano Souza, Richardson e Rodriguinho cumpriram suspensão e também estão de volta. O Ceará, contudo, ainda tem desfalques confirmados. Aylon cumpre suspensão automática e Pedro Raul foi vetado por um edema no músculo psoas, localizado na região do quadril. Lucas Mugni ainda é dúvida, já que estava em fase final de recuperação de uma lesão muscular na coxa direita. O time terá ainda seis jogadores pendurados: Bruno Ferreira, Marllon, Rafael Ramos, Dieguinho, Galeano e Pedro Henrique. A bola rola às 20h de segunda-feira no Morumbis, em um duelo que pode recolocar o São Paulo no caminho das primeiras posições e dar fôlego ao Ceará na luta por estabilidade na tabela. Perguntas e Respostas Quando e onde será o jogo entre São Paulo e Ceará? O jogo entre São Paulo e Ceará ocorrerá na próxima segunda-feira, dia 29, às 20h, no Morumbi, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Qual é a situação atual do São Paulo no campeonato? O São Paulo ocupa a sétima posição, com 35 pontos em 24 jogos, e busca encerrar uma sequência negativa de resultados para se aproximar do G-6. Como foi o desempenho recente do São Paulo? O São Paulo vem de uma derrota por 1 a 0 para o Santos e foi eliminado da Copa Libertadores após perder para a LDU, com um resultado agregado de 4 a 0 nas quartas de final. Qual é o histórico de confrontos entre São Paulo e Ceará no Morumbi? No Morumbi, o histórico é favorável ao São Paulo, que venceu 10 dos 14 jogos realizados em casa, com três empates e uma derrota. O único triunfo do Ceará ocorreu em 2015, pela Copa do Brasil. Como está a situação do Ceará antes do confronto? O Ceará chega ao jogo com 28 pontos, ocupando a 12ª posição, e empatou nas duas últimas rodadas, contra Vasco e Bahia. Quais são os desfalques e reforços do Ceará para o jogo? O Ceará contará com reforços importantes que não jogaram contra o Bahia, como Marcos Victor e Matheus Bahia. No entanto, terá desfalques como Aylon, que cumpre suspensão, e Pedro Raul, que está vetado devido a uma lesão. Lucas Mugni é dúvida. Qual a importância do jogo para ambas as equipes? O jogo é crucial para o São Paulo, que busca se reerguer na tabela, e para o Ceará, que precisa de estabilidade na competição.   Fonte: R7 Foto: Rubens Chiri/SPFC

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Isenção do IR a R$ 5.000 e reforma tributária: Congresso tem semana de pauta econômica

Câmara prepara votação de projeto para ampliar benefício no Imposto de Renda; Senado deve encerrar discussões para o comitê gestor do IBS O Congresso Nacional terá uma semana de destaque para a pauta econômica, com votação do projeto para isentar do IR (Imposto de Renda) quem ganha até R$ 5.000 e a possibilidade de concluir a análise das regras da reforma tributária. A expectativa é que a reforma tributária vá ao plenário do Senado na terça-feira (30), enquanto a isenção do IR está prevista para o dia seguinte, na Câmara. As duas propostas ainda seguem em negociação. A votação da reforma tributária é voltada para regulamentar a administração do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que vai substituir os impostos de estados e municípios. O relatório final será apresentado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), que ainda avalia sugestões de outros parlamentares. Entre destaques, a proposta define a criação do comitê gestor — grupo especial para coordenar o IBS, com definições voltadas para arrecadação e fiscalização do imposto. A previsão é que o comitê conte com secretários de Fazenda de todas as unidades da federação. Outra parte da composição será por eleição a partir de consulta de prefeitos. O texto já passou pela Câmara e agora pode ser concluído no Senado. A depender da versão final, a proposta poderá voltar para análise de deputados. Isenção do IR A proposta na Câmara prevê retirar a cobrança do IR para quem ganha até R$ 5.000, além de permitir um benefício gradual até R$ 7.350. Segundo o relator do texto, deputado Arthur Lira (PP-AL), as adequações devem beneficiar até 16 milhões de brasileiros. A adequação para as faixas de renda tem amplo apoio entre deputados e deve avançar de forma “unânime”, segundo indicou o relator. Parlamentares ainda discutem as formas de compensação que são previstas no texto. Para arcar com o benefício, o Planalto sugeriu outros caminhos de arrecadação, que provocam divisões entre os deputados, como a tributação dos super-ricos, a isenção de cobranças ligadas à infraestrutura e pagamentos feitos por universidades ligados ao ProUni (Programa Universidade para Todos). “A gente não pode querer que o projeto seja arrecadatório, mas não pode querer impor também dificuldades de compensação. Ou seja, ‘vamos derrubar tudo e vai ficar só exceção’. Não vai criar um problema”, afirmou Lira, na última semana. Após análise da Câmara, o texto seguirá para o Senado. Clima entre Câmara e Senado A votação do IR vem após pressão do Senado, que votou um texto alternativo que também prevê adequação da tabela do imposto a partir de 2026. A versão resgata um projeto de 2019, defendendo pontos de arrecadação indicados pelo Planalto. O texto seguiu para a Câmara, mas não deve ser incluído na proposta de Lira, que tem apoio do governo. A votação incomodou deputados e tem sido apontada nos bastidores como uma disputa por capital político. A decisão do Senado em enterrar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) das Prerrogativas também contrariou votos de deputados e impactou o clima entre as duas Casas.   Fonte: R7 Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

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Fachin assume presidência do STF com a presença de 1.500 convidados; veja programação

Eleito em votação simbólica, ministro vai substituir Luís Roberto Barroso; Alexandre de Moraes assume a vice-presidência Eleito em votação simbólica, o ministro Edson Fachin assume nesta segunda-feira (29) a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) por um período de dois anos. A vice-presidência ficará sob a responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes. A cerimônia deve reunir cerca de 1.500 convidados, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Estão previstos pronunciamentos da ministra Cármen Lúcia, do PGR (Procurador-Geral da República) e de representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). De acordo com Nara Ayres Britto, advogada e coordenadora do curso de direito do Ibmec Brasília, a gestão de Fachin tende a ser “mais discreta e institucional, voltada à harmonia entre os Poderes”. Segundo ela, o novo presidente deve “reforçar o papel do Supremo como guardião da Constituição, atuando com autocontenção e deixando para a arena política o que pertence à política”. Programação Pronunciamento da ministra Cármen Lúcia em homenagem ao empossado; Discurso do novo presidente do STF, Edson Fachin; Pronunciamento do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet; Discurso de representante da OAB; Fila de cumprimentos. Perfil de Edson Fachin Luiz Edson Fachin integra o Supremo desde junho de 2015, indicado pela então presidente Dilma Rousseff (PT) para a vaga aberta com a aposentadoria de Joaquim Barbosa. Antes de chegar ao tribunal, construiu carreira marcada pela atuação acadêmica e jurídica. Participou da comissão do Ministério da Justiça responsável pela discussão da Reforma do Poder Judiciário e colaborou no Senado na elaboração do novo Código Civil brasileiro. Natural de Rondinha (PR), exerceu o cargo de procurador do Estado do Paraná entre 1990 e 2006 e atuou por décadas na advocacia. É professor titular de Direito Civil da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e autor de diversas obras jurídicas. Perfil de Alexandre de Moraes Alexandre de Moraes foi nomeado ministro do STF em março de 2017, pelo então presidente Michel Temer (MDB), para ocupar a vaga deixada por Teori Zavascki. Antes de ingressar na Corte, consolidou trajetória de destaque no serviço público. Ocupou o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, foi secretário de Segurança Pública de São Paulo, professor de direito constitucional e promotor de Justiça. No Supremo, tornou-se figura central em processos e investigações relacionados à defesa da democracia, como o inquérito das fake news e as apurações sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.   Fonte: R7 Foto: Rosinei Coutinho/STF

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Após mortes em São Paulo, Senacon faz alerta sobre bebidas adulteradas

Uma nota técnica com recomendações urgentes aos estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas no estado de São Paulo e regiões próximas foi publicada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP). A medida foi publicada após a ocorrência de nove casos de intoxicação por metanol em bebida alcoólica, que já resultaram em duas mortes, durante um período de 25 dias. De acordo com o informativo, o objetivo “é orientar o setor privado e desencorajar a ação criminosa de falsificadores e distribuidores irregulares”. A medida é dirigida a bares, restaurantes, casas noturnas, hotéis, mercados, atacarejos, distribuidores, plataformas de e-commerce e aplicativos de entrega, mas também orienta consumidores sobre sinais de alerta para suspeita de adulteração. São recomendados aos estabelecimentos: aquisição exclusiva de bebidas por meio de fornecedores formais com CNPJ ativo e regularidade no segmento; compra acompanhada de nota fiscal e conferência da chave de segurança nos canais da Receita Federal; não recebimento de garrafas com lacre e rolha violados, rótulos desalinhados ou de baixa qualidade, ausência de identificação do fabricante e importador, sem a identificação dos lotes, com numeração repetida ou ilegível; realização de medidas de rastreabilidade como dupla checagem. O documento aponta ainda que a prática de preços muito abaixo do mercado, odor incompatível com o da bebida, ou relato de sintomas indesejados como visão turva, dor de cabeça intensa, náusea, tontura ou rebaixamento do nível de consciência são alertas para suspeita de adulteração. “Nestas situações, não realizem ‘testes caseiros’ (cheirar, provar, acender): tais práticas não são seguras nem conclusivas”, reforça a nota técnica. A interrupção da comercialização deve ser imediata em caso de suspeita de produto adulterado, informam os órgãos, que também destacam a necessidade de orientar os consumidores que venham a apresentar algum dos sintomas para procurar atendimento médico com urgência.  “O estabelecimento deve acionar o Disque-Intoxicação 0800 722 6001 (Anvisa) para orientação clínica e toxicológica. Conforme a realidade local, recomenda-se notificar imediatamente a Vigilância Sanitária municipal/estadual, a Polícia Civil (197), o PROCON e, quando aplicável, o Ministério da Agricultura e Pecuária para rastreamento da cadeia.” Crime Por meio de nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública – ao qual a Senacon é vinculada –, destacou que a comercialização de produtos adulterados é crime previsto no Artigo 272 do Código Penal e que a lei que trata das relações de consumo (Lei nº 8.137/1990) também prevê penalidades a quem oferece produtos impróprios para consumo. O órgão federal informa ainda que o Código de Defesa do Consumidor atribui ao fornecedor a responsabilidade sobre a segurança dos produtos. “O MJSP reafirma seu compromisso em manter diálogo permanente com o setor privado, fortalecer a cooperação institucional e adotar medidas que garantam segurança aos consumidores brasileiros.”   Fonte: Agência Brasil Foto: Reuters

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GCM flagra caminhão com cerca quatro toneladas de produtos alimentícios sem refrigeração em Limeira

Os alimentos serão descartados no aterro sanitário nesta segunda-feira (29) Na tarde deste domingo (28), a Guarda Civil Municipal (GCM) de Limeira apreendeu um caminhão baú que transportava aproximadamente quatro toneladas de alimentos em condições sanitárias irregulares. A abordagem ocorreu durante uma fiscalização de trânsito, quando os agentes Pollak e Vilas Boas pararam o veículo por falta do uso do cinto de segurança. Ao vistoriarem o baú, os guardas encontraram centenas de queijos e outros produtos perecíveis sem qualquer tipo de refrigeração adequada. Além disso, foram localizados doces, farinha, biscoitos, carnes, linguiças e bebidas alcoólicas, todos armazenados de forma precária. A Vigilância Sanitária foi acionada e constatou que a temperatura no interior do veículo pode ultrapassar os 40 graus, o que compromete totalmente a qualidade dos alimentos. O motorista informou que saiu das cidades de Porteirinha e Espinosa, Norte de Minas Gerais, recolhendo mercadorias de produtores clandestinos. Segundo ele, a carga tinha como destino diversos municípios do interior paulista inclusive em Limeira e seria distribuída até chegar ao bairro do Brás, na capital. A análise da Vigilância Sanitária concluiu que a maior parte dos produtos não estava apta para o consumo humano, representando risco à saúde pública. Diante da situação, o caminhão e a carga foram apreendidos e os responsáveis liberados. Os alimentos serão descartados no aterro sanitário nesta segunda-feira (29). A ocorrência foi apresentada na Central de Flagrantes. Confira detalhes da ocorrência com o GCM Pollak: Foto: Wagner Morente

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SP tem 9 casos de intoxicação por metanol; ministério divulga alerta

O estado de São Paulo registrou nove casos de intoxicação por metanol em 25 dias, o que levou à divulgação de um alerta pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em nota, a secretaria informa que os casos ocorreram a partir da ingestão de bebida alcóolica adulterada. Os casos foram notificados pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) de Campinas (SP), unidade de referência em toxicologia no estado e que atende diversos municípios, e foram encaminhados à secretaria por serem considerados “fora do padrão para o curto período de tempo e também por desviar dos casos até hoje notificados de intoxicação por metanol”. “O Ciatox recebeu, nos últimos dois anos, casos de intoxicação por metanol a partir de consumo de combustíveis por ingestão deliberada em contextos de abuso de substâncias, frequentemente associada à população de rua. Contudo, de acordo com a notificação de hoje, a ingestão se deu em cenas sociais de consumo alcóolico, incluindo bares, e com diferentes tipos de bebida, como gin, whisky, vodka, entre outros”, informa. Um pico de casos ocorreu na região, no primeiro semestre de 2023, com intoxicação de 14 pessoas em situação de rua. À Agência Brasil, a Secretaria de Saúde de Campinas informou que não houve registro de intoxicação por metanol na cidade este ano e que o “Ciatox realiza análises para diversos municípios”. A prefeitura de Campinas informou realizar ações de combate ao mercado ilegal e comércio de bebidas alcoólicas falsificadas, sendo a mais recente no início do mês com a fiscalização de 130 estabelecimentos e 48 tipos de produtos. A reportagem tentou contato com as secretarias estaduais de saúde e segurança pública e o Ciatox e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestações. O que é metanol O metanol é uma substância líquida, inflamável e incolor. É amplamente utilizado como solvente, na fabricação de combustíveis, plásticos, tintas e medicamentos Tem grande potencial de intoxicação, e quando consumido pode levar à morte mesmo em doses pequenas.

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Classificar Antifa como terrorista aumenta repressão política nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou esta semana um decreto que designa o movimento Antifa como “organização terrorista”. A medida chamou atenção de especialistas, que chegaram a considerá-la como uma das mais graves em termos de repressão tomadas por Trump até o momento. Isso porque, na prática, ela pode ser usada para coibir qualquer manifestação contrária ao governo e até mesmo para justificar o uso abusivo de violência por parte do Estado, sendo comparável a repressões feitas em ditaduras. “Na verdade, o que ele está suspendendo, sem mexer na Constituição, é o direito constitucional da livre expressão, de protesto, de dissenso, que é próprio da democracia”, diz o professor do departamento de Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense (UFF), Thiago Rodrigues. “É muito grave isso que tá acontecendo. É equivalente a políticas de repressão de uma ditadura militar, como houve no Brasil. A pessoa que é contra o regime é considerada subversiva, como inimiga da pátria, não como criminosa, mas como traidora da pátria. É muito sério, é uma medida que equivale a medidas de um governo ditatorial”, acrescenta. A medida foi anunciada após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, aliado de Trump, baleado em um campus universitário em Utah. Um estudante de faculdade técnica de 22 anos foi acusado do assassinato, e os investigadores, que ainda buscam uma motivação para o crime, não comprovaram a ligação dele com qualquer grupo organizado. Antes mesmo da prisão do suspeito, Trump atribuiu o assassinato a uma “esquerda radical”. A classificação de Antifa como terrorista veio como represália. A inclusão chama atenção porque Antifa não se trata de uma organização específica, mas de uma pauta antifascista que é defendida por diversos movimentos e organizações. Nos Estados Unidos, Antifa ganha ainda mais projeção desde o primeiro governo de Trump, entre 2017 e 2021, sendo utilizado como bandeira por movimentos progressistas, por exemplo, durante os protestos após o assassinato de George Floyd, sob o lema Black Lives Matter (Vidas Negras Importam). “Não existe um grupo organizado, com hierarquia, com comando central, com propósitos elaborados de uma forma mais organizada que se chame Antifa”, diz Rodrigues. “Antifa é uma tática motivada por uma ideologia antifascista e anticapitalista. É preocupante que Trump tenha designado uma forma de pensar e agir como um grupo terrorista”. O fascismo surge na Itália, nos anos 1920, sob a liderança de Benito Mussolini. Trata-se de um regime ultranacionalista e autoritário. Já o movimento Antifa ganha força nos Estados Unidos na mesma época, quando grupos se organizam contra organizações pró-nazistas no país. Atualmente, Antifa congrega também pautas de igualdade de gênero e racial. Sem uma organização específica, a medida de Trump abre brecha para que todas as que se oponham ao governo possam ser criminalizadas. “É muito possível que essa associação [ao terrorismo] facilite o uso de medidas de repressão, de medidas autoritárias contra grupos em geral desse espectro progressista”, diz a professora do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Clarissa Nascimento Forner. “Usar o termo terrorismo mobiliza não só um certo conjunto de significados, mas também autoriza um conjunto de práticas, inclusive, de maior violência”, explica. Terrorismo Para os professores é importante compreender o peso do termo terrorismo nos Estados Unidos. No dia 11 de setembro de 2001, não apenas os Estados Unidos, mas todo o mundo assistiu a aviões atingirem e derrubarem as duas torres do World Trade Center, em Nova York, que abrigavam escritórios de grandes empresas. O atentado deixou cerca de 3 mil mortos e marcou o início do que foi chamado pelo governo da época de “uma guerra ao terror”. Nos EUA, a Ordem Executiva 13.224, de 2001, dá ao governo poder de interromper a rede de apoio financeiro para terroristas e organizações terroristas, de designar e bloquear os ativos de indivíduos e entidades estrangeiras que cometem, ou representam um risco significativo de cometer atos de terrorismo. O ato presidencial que designou Antifa como uma organização terrorista doméstica estabelece: “Todos os departamentos e agências executivas relevantes devem utilizar todas as autoridades aplicáveis ​​para investigar, interromper e desmantelar toda e qualquer operação ilegal — especialmente aquelas que envolvam ações terroristas — conduzida pela Antifa ou qualquer pessoa que alegue agir em nome da Antifa, ou para a qual a Antifa ou qualquer pessoa que alegue agir em nome da Antifa forneceu suporte material, incluindo ações investigativas e processuais necessárias contra aqueles que financiam tais operações”. “Isso se segue uma lógica que nós testemunhamos em vários países com governos autoritários, com governos não democráticos. A gente viu isso na Rússia, a gente viu isso na Hungria, a gente tem visto isso na Venezuela. É uma ação típica de um governo autoritário que quer, se não acabar, certamente enfraquecer determinadas partes da sociedade civil que eles consideram politicamente hostil”, diz o professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP), Kai Lehmann. Repercussões No início do ano, Trump classificou diversas organizações do narcotráfico como terroristas e tem pressionado o Brasil a adotar a mesma postura em relação aos grupos criminosos locais. Para Clarissa Forner, a nova medida pode trazer também novas pressões para o Brasil. “Eu não duvido que isso possa também ser um outro mecanismo para ampliar essa pressão, já que a gente tem também grupos que se vinculam a essa pauta antifascista. Acho que isso pode corroborar também para reforçar essas pressões que já existem”, diz a professora da Uerj. Lehmann acrescenta que, por mais que o Brasil tente copiar a medida, há entraves legais que dificultam que isso seja implementado no país. “A Justiça no Brasil, atualmente, tem muito mais independência do que nos Estados Unidos. Então, contra esse tipo de medida, caberia no Brasil ainda recurso judicial. Nos Estados Unidos é mais difícil, a Suprema Corte nos Estados Unidos não pode ser considerada independente do Executivo”, diz.   Fonte: Agência Brasil Foto: JONATHAN ERNST

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Entenda como fim da PEC das Prerrogativas impactou Congresso e discussões sobre anistia

Senado arquivou proposta e irritou deputados; parlamentares dividem opinião sobre futuro da anistia O embate no Congresso Nacional sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) das Prerrogativas deixou incerto o futuro de outras pautas defendidas pelo PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, como a anistia pelos atos do 8 de Janeiro. A recusa do texto no Senado contrariou a votação de uma semana antes na Câmara e colocou fim à possibilidade de que os próprios deputados e senadores decidam se podem ser investigados ou presos em flagrante. Com o resultado, deputados acenderam o alerta para aumentar as negociações de pautas futuras, como o caso da anistia. Ao R7, parlamentares comentaram que a proposta pode ter dois caminhos. A base governista considera que o resultado da PEC enfraquece a anistia ou a versão defendida pelo relator da matéria, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), de atenuar o tempo das penas aplicadas aos envolvidos no 8 de Janeiro. “Acho que nesse momento, com essa votação, outros temas perdem um pouco a força, entre eles a questão da anistia. Eu acho que vai suscitar aqui um debate bastante acirrado, não vai passar com facilidade, creio até que há uma perspectiva e uma possibilidade de rejeição. E essas propostas de implementação de impeachment contra juízes, ministros supremos, também acho que perdem um pouco a força”, avalia o senador Humberto Costa (PT-PE). Defensores da proposta sustentam que a situação da PEC foi um caso isolado e que não vai afetar outras pautas defendidas pela oposição. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), argumenta que a PEC só chegou ao Senado por votos concedidos por partidos ligados ao governo, como o próprio PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Não significa que a gente não vá discutir diversas questões que já estão em andamento. Era melhor que tivesse avançado com o fim do foro privilegiado, que é uma pauta que une a todos, que já foi aprovada aqui no Senado e está lá na Câmara parada, o fim das decisões monocráticas”, diz. “A anistia é função do Congresso Nacional”, defende. Votação da anistia deve ser adiada A votação do projeto da anistia estava prevista para acontecer na próxima semana, mas deve ser adiada. A avaliação de representantes de partidos é de que o texto ainda depende de negociações entre deputados e com o Senado. A sugestão do relator de rever o tempo de prisão, e não conceder um perdão a todos os condenados, ainda não tem o apoio da oposição. Nos bastidores, parlamentares consideram que a relação entre as duas Casas “azedou” com a rejeição da PEC e, por isso, será necessário amadurecer conversas dentro do Congresso. Perguntas e Respostas Qual foi o impacto do fim da PEC das Prerrogativas no Congresso? O fim da PEC das Prerrogativas no Senado gerou incertezas sobre outras pautas, como a anistia pelos atos de 8 de Janeiro, defendida pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. A recusa do texto no Senado contradisse a votação anterior na Câmara e encerrou a possibilidade de os parlamentares decidirem sobre investigações ou prisões em flagrante. Como os deputados reagiram ao resultado da votação da PEC? Após a votação, deputados expressaram preocupação e intensificaram as negociações sobre pautas futuras, incluindo a anistia. Alguns parlamentares acreditam que o resultado enfraquece a proposta de anistia, enquanto outros defendem que a situação da PEC foi um caso isolado e não afetará as pautas da oposição. Qual é a posição do senador Humberto Costa sobre a anistia após a votação da PEC? O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou que a votação da PEC diminui a força de outros temas, incluindo a anistia, e prevê um debate acirrado sobre o assunto, com possibilidade de rejeição. Ele também mencionou que propostas de impeachment contra juízes e ministros do Supremo podem perder força. O que diz o líder do PL no Senado sobre a situação da PEC? O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), argumentou que a PEC chegou ao Senado com apoio de partidos do governo e que isso não impede discussões sobre outras questões em andamento. Ele defende que a anistia é uma função do Congresso Nacional e que seria melhor avançar em pautas como o fim do foro privilegiado. Qual é a previsão para a votação do projeto de anistia? A votação do projeto de anistia, que estava prevista para a próxima semana, deve ser adiada. Representantes de partidos indicam que o texto ainda precisa de negociações entre deputados e o Senado, e a sugestão do relator de rever o tempo de prisão não conta com apoio da oposição. Como está a relação entre a Câmara e o Senado após a rejeição da PEC? Nos bastidores, parlamentares consideram que a relação entre a Câmara e o Senado se deteriorou após a rejeição da PEC, o que exigirá um amadurecimento das conversas dentro do Congresso para avançar nas pautas em discussão.   Fonte: R7 Foto: Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo

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