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Trump cita PCC e CV e diz que Brasil não conseguiu enfrentar facções

Documento de presidente dos EUA foi enviado ao Congresso americano O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, criticou o governo brasileiro por, na sua visão, ter falhado no enfrentamento às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). A declaração consta em documento anual enviado ao Congresso norte-americano, datado de terça-feira (15). Nele, o presidente identifica países considerados importantes no trânsito ou produção de drogas ilícitas para o ano fiscal de 2027, além de apresentar avaliações individuais sobre diferentes governos. De acordo com Trump, enquanto “muitos governos do Hemisfério Ocidental” adotaram “medidas corajosas” para reduzir os fluxos de drogas e erradicar os cartéis, “o governo do Brasil não conseguiu enfrentar as organizações terroristas estrangeiras designadas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que transformaram o Brasil em um centro para os fluxos globais de cocaína”. “Essas organizações terroristas brasileiras constituem uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa urgentemente adotar medidas agressivas para enfrentá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam”, acrescentou o mandatário norte-americano. O governo dos EUA já havia designado o PCC e o CV como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês). O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado em 28 de maio, e a medida entrou oficialmente em vigor em 5 de junho. A decisão foi tomada com base na seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade dos Estados Unidos e em uma ordem executiva do presidente Donald Trump. Na ocasião, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que PCC e CV estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e que suas redes ultrapassariam as fronteiras brasileiras. A designação como organizações terroristas amplia os instrumentos disponíveis às autoridades norte-americanas para aplicar sanções e adotar medidas contra pessoas e entidades associadas a esses grupos. Na época, o governo brasileiro contestou a classificação e defendeu que o combate às organizações criminosas seja realizado pelo Brasil, com cooperação internacional e respeito à soberania nacional. Apesar da crítica, o Brasil não é designado no documento de Trump como um país que tenha “falhado de maneira demonstrável” em cumprir suas obrigações internacionais de combate às drogas com base nas leis norte-americanas. Essa classificação foi aplicada a Afeganistão, Bolívia, Birmânia, Colômbia e Venezuela. Além disso, o Brasil também não figura na lista dos principais países de trânsito ou produção de drogas ilícitas. São eles: Afeganistão, Bahamas, Belize, Bolívia, Birmânia, China, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Índia, Jamaica, Laos, México, Nicarágua, Paquistão, Panamá, Peru e Venezuela. Reação do Brasil Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) refutou alegações de que existam falhas ou omissões no enfrentamento ao crime organizado transnacional. “A posição estampada na referida nota desconsideraria, se acolhida em todos os seus termos, os esforços do Governo Federal no enfrentamento ao crime organizado, como a Lei Antifacção, sancionada em março de 2026, que prevê penas mais severas para líderes de facções e cria mecanismos que asfixiam suas operações”, diz o texto. A pasta argumenta que a manifestação do presidente dos EUA também não leva em consideração “as dezenas de milhares de operações” de combate ao crime por forças federais, “com bilhões de reais de prejuízo aos criminosos, bem como as múltiplas ações implementadas em 2026 no âmbito do Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio último, que sufoca economicamente as facções, fortalece o sistema prisional, qualifica a investigação de homicídios e enfrenta o tráfico de armas”. Ainda de acordo com a nota do governo brasileiro, a manifestação norte-americana desconsidera a “robusta cooperação já existente” entre Brasil e EUA no combate ao crime organizado transnacional. “Além disso, convém frisar a proposta entregue pessoalmente pelo presidente Lula no dia 7/5/2026, em Washington, com detalhamento de medidas conjuntas de enfrentamento à lavagem de dinheiro, compartilhamento de inteligência e combate ao tráfico de armas. Até o momento, o país aguarda possível resposta do governo dos EUA”. Elogio a governos aliados Na mensagem, Donald Trump faz elogios a países com governantes considerados mais próximos aos EUA, como Argentina, Equador e El Salvador. O presidente dos EUA também faz menções positivas sobre Venezuela, Bolívia, Colômbia e Peru, citando especificamente as mudanças recentes de governo nesses países como fator de alteração da percepção no enfrentamento ao narcotráfico. O tratamento dado a esses governos contrasta justamente com as críticas dirigidas ao Brasil e à Nicarágua no mesmo documento, bem como a outros países com governos menos alinhados. No caso da Colômbia, por exemplo, Trump elogia a eleição recente de Abelardo de la Espriella e afirma que o novo presidente assumiu o compromisso de promover uma campanha agressiva contra o cultivo de coca e a produção de cocaína. Trump também manifesta apoio ao novo governo boliviano, sob o presidente Rodrigo Paz, eleito em 2025. O presidente norte-americano afirma, no documento, que a eleição abriu “um novo capítulo” nas relações entre os dois países e destaca a expansão da cooperação entre EUA e Bolívia na área de segurança e combate às drogas. Em relação ao Peru, Trump elogia o compromisso da nova presidente, Keiko Fujimori, de trabalhar com os estadunidenses e “outros países aliados” para combater organizações criminosas e reduzir o fluxo de cocaína destinado aos EUA. Apesar das menções elogiosas, Peru, Colômbia, Equador e Venezuela permanecem na relação de países considerados importantes no trânsito ou na produção de drogas ilícitas. Essa classificação, ressalva o próprio documento, não significa necessariamente que o governo do país não coopere ou não adote medidas de combate às drogas. Países criticados Apesar do documento de Trump reconhecer alguns esforços dos vizinhos México e Canadá, o tom em relação a esses países é mais crítico do que sobre os governos alinhados da América do Sul. “Embora meu governo tenha protegido com sucesso nossas fronteiras contra a invasão, Canadá e México precisam fazer muito mais para interromper os fluxos de drogas mortais para nosso país. O fentanil continua sendo produzido ilegalmente em laboratórios clandestinos no Canadá, e produtos químicos precursores e drogas sintéticas continuam entrando nos Estados Unidos através do

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Pedala Pira celebra o Dia Mundial do Turismo com passeio ciclístico por pontos turísticos de Piracicaba

Evento acontece no domingo (27), com percurso de 10 km; participação é gratuita e as inscrições já estão abertas A Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, realiza no dia 27/09, a quarta edição do Pedala Pira, passeio ciclístico gratuito que convida moradores e visitantes a conhecerem a cidade sob uma nova perspectiva, praticando uma atividade física. A concentração começa às 7h30 no Parque Engenho Central, próximo à passarela Pênsil, e a saída será às 8h30. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas link forms.gle/GRx5njKg8Rh7asscA. Neste ano, o evento ganha um significado especial, porque acontece no Dia Mundial do Turismo, celebrado em 27 de setembro, reforçando a proposta de valorizar os atrativos locais e estimular novas formas de vivenciar Piracicaba. O percurso terá aproximadamente 10 quilômetros e foi planejado para receber pessoas de diferentes idades e conta com o apoio da Secretaria Municipal de Segurança Pública, Trânsito e Transportes e Guarda Civil Municipal. “Realizar o Pedala Pira no Dia Mundial do Turismo torna esta edição ainda mais especial, afinal, tem um grande significado redescobrir a cidade onde vivemos, olhar para os nossos atrativos de uma nova perspectiva e ocupar os espaços de Piracicaba de forma sustentável. O passeio proporciona uma experiência de lazer, descontração e conexão com a cidade”, destacou Clarissa Quiararia, secretária municipal de Turismo. A edição deste ano terá o acompanhamento de guias de turismo, que contribuirão para tornar o passeio mais completo e seguro. A organização recomenda uso de capacete, proteção solar e garrafinha de água para hidratação. PERCURSO Com saída do Engenho Central pela passarela Pênsil, os ciclistas seguirão pela av. Beira Rio, avenida Alidor Pecorari, av. Dr. Paulo de Moraes, Ponte do Morato (Pedro Chiquito), av. Sérgio Caldaro e av. Cruzeiro do Sul, seguindo até a rotatória da Praça Valdimir A. de Pádua Pizzinato. O retorno será pela av. Cruzeiro do Sul, rua Encarnacion Corrêa, av. Dona Francisca, rua Dom João Bosco, av. Dona Lídia, av. Barão de Serra Negra, Ponte Irmãos Rebouças e av. Beira Rio, com chegada novamente pela passarela Pênsil. AÇÃO SOLIDÁRIA Além de incentivar o turismo e a prática de atividade física, o Pedala Pira tem também caráter solidário. Os participantes são convidados a doar lenços umedecidos, em pacotes com no mínimo 48 unidades, que serão destinados ao Fundo Social de Solidariedade de Piracicaba. Haverá camiseta exclusiva e gratuita para as primeiras pessoas inscritas que chegarem à concentração e realizarem a doação. A quantidade de camisetas é limitada. A inscrição para participar do Pedala Pira é gratuita e obrigatória, realizada por meio de formulário online. Menores de 18 anos também podem participar, desde que acompanhados por um responsável, que deverá ser indicado no momento da inscrição. Para garantir maior segurança e conforto durante o passeio, a organização recomenda o uso de capacete e de proteção solar, além de orientar os participantes a levarem garrafa para hidratação. Bicicletas com motor não serão permitidas. SERVIÇO Pedala Pira – 2026. Domingo, 27/09, às 8h30 (concentração a partir das 7h30), no Parque Engenho Central, próximo à Passarela Pênsil. Entrada gratuita. Inscrição: forms.gle/GRx5njKg8Rh7asscA. Ação solidária: doação de lenços umedecidos (pacote com no mínimo 48 unidades).   Foto: Divulgação/Prefeitura de Piracicaba  

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Tak Chung Wu toma posse como novo vereador na Câmara de Campinas e assume a vaga de Vini Oliveira

Eleito com 956 votos nas eleições de 2024, Tak Chung Wu assinou o livro oficial de posse e prestou compromisso perante a Presidência da Câmara Tak Chung Wu (Cidadania) tomou posse como vereador na Câmara Municipal de Campinas nesta quarta-feira (16), durante a 51ª Reunião Ordinária de 2026. O novo parlamentar assume a vaga de Vini Oliveira, que teve o mandato cassado pelo Plenário da Câmara. Tak, que obteve 956 votos nas eleições de 2024, assinou o livro oficial de posse e perante a Presidência proferiu a declaração de compromisso com o Poder Legislativo diante de uma plateia de autoridades ligadas à comunidade chinesa na cidade que lotou a galeria do Plenário. Em seu discurso. Tak ressaltou a pujança de Campinas com seu expressivo polo tecnológico e industrial, além dos desafios que a metrópole exige de seus parlamentares eleitos. “Assumo esse cargo somando forças com os pares desse Legislativo para buscar o consenso em prol do interesse público e do progresso de Campinas. Trabalharei incansavelmente para que esse período de mandato honre nossa cidade e a expectativa daqueles que acreditam em uma Campinas mais justa, inovadora e sustentável”, discursou. Histórico Tak é advogado, gestor público e ativista social e ambiental. Nascido em Hong Kong, chegou a Campinas há mais de 40 anos, cidade onde construiu sua trajetória pessoal, profissional e comunitária. Naturalizou-se brasileiro e constituiu sua família. Bacharel em Direito pela Universidade Paulista (Unip), formado em 2003, Tak possui uma trajetória marcada pela atuação nas áreas jurídica, social, ambiental, de gestão pública e de relações institucionais. Na administração pública de Campinas, atuou como diretor da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) e foi conselheiro do Fundo de Apoio à População de Subabitação Urbana (Fundap). Também exerceu a função de diretor de Cooperação Internacional e Comércio Exterior, desenvolvendo atividades relacionadas às tratativas comerciais e a ações de ajuda humanitária internacional. Sua atuação também está ligada à defesa dos direitos humanos e do meio ambiente. Tak integrou trabalhos das Comissões de Meio Ambiente e de Direitos Humanos da OAB e participou de debates relacionados ao clima e às questões ambientais. Em 2007, recebeu da Câmara Municipal de Campinas o Diploma de Mérito Jurídico, em reconhecimento à sua trajetória na área do Direito. Tak também desenvolve atividades voltadas à inovação, pesquisa e cooperação internacional. Atua como diretor do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (CPDI) Ibrachina/Ibrawork, instalado no Parque Científico e Tecnológico da Unicamp, iniciativa voltada à realização de projetos conjuntos com instituições nacionais e internacionais nas áreas de desenvolvimento, pesquisa e inovação. Ao longo de sua trajetória, também contribuiu para a construção de relações institucionais entre Campinas, China, Unicamp e as comunidades científica e empresarial, buscando fortalecer oportunidades de desenvolvimento econômico, tecnológico e cultural para o município. Como vereador, de acordo com ele, sua atuação será orientada por quatro eixos principais: sustentabilidade e meio ambiente; inovação e desenvolvimento econômico; inclusão social e fortalecimento do terceiro setor; e diálogo e integração. Entre seus objetivos estão estimular soluções urbanas sustentáveis, aproximar o potencial tecnológico e acadêmico de Campinas do desenvolvimento econômico, fortalecer entidades que atendem a população e ampliar as relações institucionais e de cooperação.   Foto: Câmara de Campinas

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Cinco projetos são aprovados e vereadores de Limeira encaminham 22 requerimentos à Prefeitura

Pessoas em situação de rua, Esclerose Lateral Amiotrófica, Festa da Laranja e Lar Uma Nova Esperança são temas da Tribuna Livre A Câmara Municipal de Limeira aprovou, na sessão ordinária desta quarta-feira, 16 de setembro, cinco projetos pautados na Ordem do Dia. Os vereadores também discutiram e encaminharam 22 requerimentos à Prefeitura durante o Expediente, parte da sessão destinada à leitura dos documentos protocolados na Câmara. Na Tribuna Livre Professora Eliza Gabriel da Costa, momento de participação popular durante a sessão ordinária, oradores falaram sobre o aumento do número de pessoas em situação de rua, realidade familiar após o diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), Festa da Laranja e Lar Uma Nova Esperança. Os trabalhos dos vereadores são transmitidos ao vivo pelos canais de comunicação da Câmara; confira o vídeo neste link. Veja como foi a votação: Aprovado – Projeto de Resolução Nº 11/2026, do vereador Costa Junior (Podemos), altera a redação do art. 4º da Resolução Nº 924/2026, que institui, no âmbito da Câmara Municipal, a Campanha Permanente de Conscientização e Prevenção de Doenças por meio da Prática de Esportes. Aprovado – Projeto de Lei Nº 104/2026, do vereador Marcio do Estacionamento (DC), institui no Calendário Oficial do Município a Campanha Municipal de Conscientização e Prevenção sobre o Derramamento de Combustível e Lubrificantes em Vias Públicas. Aprovado – Projeto de Decreto Legislativo Nº 17/2026, do vereador Everton Ferreira (PSD), concede a Medalha de Bravura entre os Justos – Cabo Odilon Lopes aos agentes da Defesa Civil, José Ferreira de Souza e Otacílio Bispo Jordão Filho, e ao guarda-civil municipal Leonardo de Barros Lange por atos de heroísmo e bravura. Aprovado – Projeto de Decreto Legislativo Nº 18/2026, da vereadora Mara Isa Mattos Silveira (PL), concede o Título de Cidadão Limeirense a Hamilton Pacheco Silva, em reconhecimento aos serviços prestados ao Município. Aprovado – Projeto de Lei Nº 122/2026, da Prefeitura, institui o Programa Municipal de Prevenção e Enfrentamento aos Danos Decorrentes das Apostas Eletrônicas – “Bets” e de Apoio às Pessoas com Transtorno do Jogo – Ludopatia.   Foto: Câmara de Limeira

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Campinas intensifica obras de reparos e manutenção da cidade após chuvas

Mais de 2 mil trabalhadores, incluindo funcionários, terceirizados e reeducandos estão trabalhando para atender as demandas provocadas pela chuva; serviços estão em execução por diversos bairros da cidade A Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Serviços Públicos, informou que está executando diversos reparos pela cidade após uma sequência de dias chuvosos. Ao longo desta quarta-feira, 16 de setembro, as equipes estão fazendo reparos como ampliação de drenagem, limpeza de bueiros, varrição e tapa-buracos. Na rua Maria das Dores S. Coelho Barros, ao lado do Bosque dos Jequitibás, os trabalhadores estão atuando para ampliar a capacidade de escoamento de água da galeria de água pluvial. O trânsito no local precisou ser interrompido. Os trabalhadores utilizam uma retroescavadeira para acessar a tubulação. Na estrada Luís Fernando Rodrigues, no bairro Boa Vista, foi iniciada a reconstrução de uma passarela que foi derrubada pela força da água que passava por dentro de uma manilha. Além disso, foi feita a recomposição de barrancos de córregos ao longo da avenida Lix da Cunha. No bairro São Marcos, foi feita uma operação tapa-buracos na rua José Linhares. Esse tipo de trabalho só pode ser executado sem chuva, porque utiliza massa asfáltica quente para recuperar o pavimento. Limpeza e varrição Em Barão Geraldo, as equipes da Subprefeitura continuam fazendo a limpeza dos bueiros. Nesta quarta, foram atendidos dispositivos da rua Plínio do Amaral e Doutor Heitor Nascimento, e das avenidas Professor Atílio Martini e Romeu Tórtima. Em paralelo, foi feita a limpeza das aduelas que passam sob a rua Oscar Pedroso Horta. A Secretaria de Serviços Públicos está com 2 mil trabalhadores, incluindo funcionários, terceirizados e reeducandos, para atender as demandas provocadas pela chuva na cidade. Além disso, a Defesa Civil de Campinas faz o monitoramento dos índices de chuva e da velocidade do vento com dados das estações meteorológicas de Campinas, da Defesa Civil do Estado, do Cepagri da Unicamp, entre outros órgãos.   Foto: Divulgação/Prefeitura de Campinas

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Após período de chuvas, obras no Viaduto Centenário são retomadas em Americana

As obras do Programa Asfalto Novo, da Prefeitura de Americana, no Viaduto Ministro Ralph Biasi (Viaduto Centenário) foram retomadas na noite desta quarta-feira (16), após o período de chuvas fortes que inviabilizaram a execução do serviço. A recuperação asfáltica e a reforma estrutural do viaduto são realizadas em etapas, segundo a Secretaria de Obras e Serviços Urbanos (Sosu). As intervenções acontecem no período das 20h às 5h, período adotado para reduzir os impactos no trânsito. A primeira etapa, iniciada em 2 de setembro, inclui a demolição da base do pavimento, fresagem e aplicação de Concreto Betuminoso Usinado a Quente. O investimento é de R$ 2 milhões em recursos próprios. O serviço já foi executado no trecho que liga a Avenida Bandeirantes à alça de descida no sentido da Avenida São Jerônimo e também no sentido bairro-Centro. Os trabalhos de recuperação asfáltica da alça continuam no sentido Avenida Bandeirantes. O prefeito de Americana, Chico Sardelli, destaca a importância da reforma e das etapas planejadas para a execução das melhorias. “O Viaduto Centenário é um importante elo viário da cidade e está recebendo as obras de reforma visando a conservação da via, a segurança no trânsito e a qualidade de vida da população. A primeira etapa do trabalho, a recuperação asfáltica, já está beneficiando os usuários e, com todo o planejamento elaborado, iremos avançar para a próxima etapa, com obras de reforma estrutural e, posteriormente, a sinalização viária”, explicou o prefeito. As obras de manutenção e conservação da estrutura vão incluir reparos, recuperação de berços de concreto e juntas de dilatação, desobstrução e manutenção dos canos de águas pluviais, tratamento do concreto e aplicação de pintura antipichação. Os serviços terão duração prevista de seis meses e serão executados com recursos provenientes das taxas de PGT (Polo Gerador de Tráfego) e do FMDU (Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano), totalizando R$ 2,5 milhões. “Vamos dar continuidade à reforma do Viaduto Centenário, proporcionando mais segurança e conforto aos usuários. O Asfalto Novo é o maior pacote de investimentos da história da nossa cidade, executado pela gestão do prefeito Chico Sardelli e do vice Odir Demarchi em benefício de toda a população”, ressaltou o secretário de Obras e Serviços Urbanos, Adriano Alvarenga Camargo Neves. Programa Asfalto Novo Iniciado em junho, o Programa Asfalto Novo já teve obras executadas nas regiões dos bairros Parque das Nações, Morada do Sol, Jardim Nossa Senhora de Fátima, Cariobinha, São Manoel, São Vito e Vila Franciscangelis, além das avenidas de Cillo, Paulista, Nicolau João Abdalla e Paschoal Ardito e das ruas Fernando Camargo e Marechal Floriano Peixoto. Ao todo, serão investidos aproximadamente R$ 71 milhões em recursos próprios da Prefeitura para a recuperação de 408 mil m² de ruas e avenidas da cidade. Outros R$ 7 milhões em obras de recapeamento asfáltico foram anunciados pelo prefeito Chico Sardelli. Os serviços serão viabilizados por meio de convênio com o Governo do Estado de São Paulo e contemplarão 76 ruas dos bairros Parque da Liberdade, Jardim dos Lírios, Vila Bela, Jardim da Paz, Jardim Alvorada e Jardim Nossa Senhora Aparecida. Foto: Divulgação/Prefeitura de Americana

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Chuvas impactam captação de água e podem afetar abastecimento em bairros de Piracicaba

Semae disse que reduziu em 50% a captação de água no Rio Piracicaba para limpeza e proteção do sistema O Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) Piracicaba informou que reduziu temporariamente em 50% a capacidade de captação da Captação 1, no rio Piracicaba, após as chuvas intensas registradas na região. A medida, adotada normalmente em períodos de chuva forte, permite a realização da limpeza da estrutura e ajuda a preservar os equipamentos e a qualidade da água que segue para tratamento e distribuição à população. De acordo com o Semae, as chuvas aumentam o volume e a velocidade da água do rio, carregando areia, terra, materiais orgânicos (como folhas e outros resíduos) para as estruturas de captação. O aumento da turbidez também eleva a quantidade de sedimentos na água, o que pode comprometer o funcionamento das bombas da estação e o processo de tratamento. Por isso, a limpeza da captação é uma etapa importante para manter o sistema em condições adequadas de funcionamento. A retirada de materiais acumulados nas grades e demais estruturas reduz o risco de obstruções e de danos às bombas. A chuva também pode carregar para os rios materiais e substâncias presentes nas ruas, áreas rurais e margens, como óleo, combustíveis, defensivos agrícolas, esgoto e resíduos de animais. A redução temporária da captação contribui para evitar que essa carga concentrada entre no sistema. “Em períodos de chuva, essa é uma medida preventiva necessária. A equipe trabalha para fazer a limpeza e manter as estruturas protegidas, sempre com o objetivo de garantir segurança no processo de tratamento e qualidade da água para a população”, explica Ronald Pereira, presidente do Semae. O Semae afirmou que monitora continuamente as condições do rio Piracicaba e do sistema de abastecimento e adota as medidas necessárias para preservar a qualidade da água e a regularidade do fornecimento. ABASTECIMENTO Na manhã de ontem (16), a captação de água permanece reduzida em 50%, enquanto as equipes atuam na retirada do material acumulado e na recuperação da capacidade de operação da unidade. Os bairros que podem ter o abastecimento prejudicado são: Centro, Paulicéia, Jardim Oriente, Água Branca, Monte Feliz, Pacaembu, Monte Líbano, Tatuapé, Kobayat Líbano, São Jorge, Nova Suíça, Jaraguá, São Dimas, Castelinho, Chácara Nazareth, Paulista, Jupiá, Campestre, Quinta de Santa Helena e adjacências. A previsão do Semae era de que que a captação voltasse a operar em 100% por volta das 14h desta quarta-feira (16). Com a retomada da capacidade total de captação, a produção de água será normalizada gradativamente. A previsão era de que os reservatórios de água estivessem estabilizados por volta das 18h de ontem. INVESTIMENTOS Em abril deste ano, a Prefeitura de Piracicaba informou que entregou a modernização e reforma da Captação 1 – Rio Piracicaba, que não recebia obras estruturais há quase 40 anos. O investimento foi de R$ 3,13 milhões para substituição das motobombas, instalação de novos painéis elétricos e renovação de todo o sistema elétrico, aumentando a eficiência e a confiabilidade da operação na unidade.   Foto: Divulgação/Prefeitura de Piracicaba

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BC reduz juros básicos para 13,75% ao ano

Copom aponta cenário incerto por causa de conflitos no Oriente Médio Apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio e do fenômeno climático El Niño, o Banco Central (BC) cortou os juros pela quinta vez seguida. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro. “O ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, diz comunicado. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros em abril, num cenário de queda da inflação. No entanto, o agravamento da guerra no Oriente Médio e o início do fenômeno El Niño dificultam o trabalho do Copom. O Copom esteve desfalcado porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Diego Guillen, expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva até agora não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional. Inflação A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em agosto, o índice ficou negativo em 0,32%, o menor nível em quatro anos, beneficiado pelo bônus de Itaipu nas contas de luz. No acumulado de 12 meses, o índice recuou para 4,22%, contra 4,44% em julho. O preço dos alimentos também contribuiu para a queda da inflação em agosto, tendo recuado 0,34% no mês passado. No entanto, o início do El Niño deverá encarecer a comida nos próximos meses, representando um desafio adicional para a política monetária. Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%. No modelo de meta contínua, a meta passa a ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em setembro de 2026, a inflação desde outubro de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em outubro de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de novembro de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano. No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária elevou, de 3,9% para 5,2%, a previsão do IPCA em 2026, mas a estimativa será revista, por causa da recente queda da inflação. A próxima edição do documento será divulgada no fim deste mês. As previsões do mercado estão menos pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,9%, acima do teto da meta, de 4,5%. Antes do início da guerra no Oriente Médio, as estimativas do mercado estavam em 3,95%. “Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião mostra uma moderação gradual da atividade econômica, principalmente em setores mais cíclicos, embora ainda em patamar resiliente, e mercado de trabalho aquecido. Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes desaceleraram, situando-se abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, porém ainda acima da meta”, afirma comunicado do BC. Crédito menos caro A redução da taxa Selic impulsiona a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e estimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas menores dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central elevou para 2% a previsão de crescimento da economia em 2026. O mercado projeta crescimento mais baixo. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,89% do PIB em 2026. Há quatro semanas, a estimativa estava em 1,98% A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.   Fonte: Agência Brasil Foto:  Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Vereador Fabrício Polezi permanece em estado grave após cair no Rio Piracicaba

Parlamentar segue internado em estado grave na Santa Casa, sob sedação, ventilação mecânica e monitoramento intensivo O vereador Fabrício Polezi (PL) permanece internado em estado grave na Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba após cair no Rio Piracicaba na manhã desta quarta-feira (16). A atualização foi divulgada pela Mesa Diretora da Câmara Municipal com base em boletim médico oficial encaminhado pela unidade hospitalar. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o parlamentar estava registrando imagens na região da ponte sobre o Rio Piracicaba quando, em um momento de descuido, caiu na água e foi arrastado pela correnteza. Após o acidente, Polezi foi retirado do rio e recebeu atendimento pré-hospitalar do Corpo de Bombeiros. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também atuaram na ocorrência e realizaram o encaminhamento do vereador para a Santa Casa. De acordo com o boletim médico divulgado às 16h desta quarta (16), o vereador apresenta um quadro clínico grave em razão do comprometimento respiratório provocado pelo afogamento. A nota informa que ele permanece sob sedação, ventilação mecânica e recebendo suporte intensivo, com monitoramento contínuo da equipe médica.   Ver esse post no Instagram   Um post compartilhado por Portal Veloz (@portalvelozoficial) A Santa Casa informou ainda que todos os cuidados necessários estão sendo adotados neste momento e que a evolução clínica será avaliada nas próximas horas. Em razão da complexidade do caso, o hospital destacou que ainda não é possível antecipar um prognóstico. O vereador estava ontem (16) na Ponte Pênsil realizando gravações relacionadas às condições do Rio Piracicaba quando teria perdido o equilíbrio e caído na água. Segundo relatos, Polezi foi levado pela correnteza por cerca de um quilômetro antes de ser retirado do rio por dois homens que passavam pela região e perceberam a situação. Quando foi resgatado, ele estava consciente, mas precisou receber oxigênio durante o atendimento de emergência. As circunstâncias da queda deverão ser apuradas. Em nota oficial, a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Piracicaba lamentou o ocorrido e manifestou solidariedade aos familiares do vereador. “O vereador permanece sob sedação, ventilação mecânica e suporte intensivo, com acompanhamento contínuo da equipe médica”, informou o comunicado, que também desejou plena recuperação ao parlamentar. A Câmara destacou que novas informações sobre o estado de saúde de Fabrício Polezi serão divulgadas exclusivamente pelos canais oficiais da Santa Casa, mediante autorização da família e sempre que houver atualização médica relevante.   Foto: Reprodução/Câmara de Piracicaba

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Brasil entra em uma nova corrida por energia e infraestrutura

Expansão de data centers, crescimento da energia solar e aumento da demanda elétrica colocam pressão sobre a infraestrutura que vai sustentar a próxima fase da economia brasileira O sistema elétrico brasileiro está entrando em uma nova fase de expansão. Segundo projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a carga do Sistema Interligado Nacional deve crescer, em média, 4% ao ano entre 2026 e 2030, até atingir 98.824 MW médios no fim da década. Parte relevante desse crescimento tem um nome que até pouco tempo atrás raramente aparecia nas projeções do setor elétrico: data centers. A própria EPE já reconhece esses empreendimentos como grandes cargas elétricas que precisam entrar no planejamento da expansão da transmissão. O órgão criou, inclusive, uma estrutura específica para coletar dados de novos projetos de data center, um sinal de que o ritmo de chegada desses empreendimentos passou a exigir monitoramento próprio, fora da curva tradicional de crescimento industrial. Ao mesmo tempo, a matriz elétrica brasileira passa por uma transformação acelerada. Segundo o Balanço Energético Nacional 2026, a capacidade instalada de geração solar fotovoltaica chegou a 64.793 MW em 2025, um crescimento de 33,7% em relação ao ano anterior. A geração solar somou 88,1 TWh, alta de 24,7%. Somente em 2025 foram adicionados 16,3 GW de capacidade solar, fazendo a fonte responder por 24,8% de toda a capacidade instalada de geração elétrica do país. Solar e eólica juntas já respondem por 26,4% da geração nacional, e 86,8% da matriz elétrica brasileira é renovável, um dos índices mais altos do mundo. A bioeletricidade também bateu recorde, com 66,1 TWh gerados em 2025 (8,5% da matriz), a partir principalmente de bagaço de cana e licor preto da indústria de celulose. A geração total do país somou 775,9 TWh, alta de 3,3%, com a autoprodução, geração feita pela própria indústria para consumo interno, respondendo por 176 TWh, ou 22,7% desse total, reflexo direto da corrida das empresas por segurança energética própria. Com uma matriz limpa e geração renovável sobrando em diversas regiões, o desafio brasileiro deixou de ser a produção de energia. “O problema não é produzir energia. É entregar essa energia no ponto certo, com a qualidade certa e no prazo certo”, resume Saulo Honma, diretor-presidente da GTel, empresa de montagem eletromecânica que atua há mais de 50 anos em instalações elétricas e industriais e em usinas de geração. Um data center de inteligência artificial concentra dezenas ou até centenas de megawatts em um único ponto de conexão, o que exige subestação de alta tensão, linha de transmissão dedicada e, com frequência, reforço na rede da distribuidora ou da transmissora. Esse tipo de obra não segue o calendário do mercado de tecnologia: depende de aprovações, filas de fabricação de transformadores e painéis, e prazos de engenharia pesada que podem levar mais de um ano, enquanto o setor de tecnologia opera em ciclos de meses. Além da conexão, existe a questão da continuidade. Uma indústria tradicional tolera uma parada de alguns minutos; um data center não tolera interrupção. Isso muda toda a arquitetura elétrica do projeto: dupla alimentação, grupos geradores, sistemas de no-break (UPS) e chaves de transferência automática, com exigências de comissionamento e testes muito mais rígidas do que as de uma planta industrial comum. A refrigeração segue a mesma lógica de elevação de exigência. Um único rack de inteligência artificial pode dissipar mais de 100 kW de calor, de dez a vinte vezes mais que um rack tradicional, o que transforma a climatização de sistema de conforto em sistema de processo, com água gelada, resfriamento líquido direto no chip e redundância também em chillers, bombas e torres de resfriamento. “É uma infraestrutura invisível justamente porque, quando bem-feita, ninguém percebe. Ninguém nota a subestação que não falha, o cabo dimensionado corretamente ou o sistema de automação que detecta o problema antes de virar uma parada. Ela só aparece quando dá errado”, diz Saulo Honma, diretor-presidente da GTEL. Se há um fator que hoje limita mais o crescimento do setor do que capital ou tecnologia, é a mão de obra especializada, resultado de décadas com pouca formação técnica no país e de uma geração experiente que está se aposentando. Isso pressiona custos, prazos e, o que é mais grave, a segurança das obras. Empresas do setor têm respondido com investimento em formação interna, parcerias com fornecedores de mão de obra e modernização de frota e equipamentos para ganhar produtividade, mas o consenso é que, sem uma política coordenada entre governo, Sistema S, empresas e sindicatos, parte dos cronogramas hoje anunciados para energia e data centers não vai se cumprir. O tamanho do desafio aparece nos números do próprio setor. As 20 maiores empresas de montagem industrial do país faturaram juntas R$14,88 bilhões em 2024, segundo o ranking da revista O Empreiteiro. Já o setor de máquinas e equipamentos fechou 2025 com receita líquida de R$ 298,9 bilhões, alta de 7,3%, e suas empresas planejam investir R$ 10,07 bilhões em 2026, dos quais 36,4% em modernização tecnológica, 34,4% em ampliação de capacidade e 22,6% em manutenção e reposição de ativos depreciados, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). É o retrato de uma indústria que está, ao mesmo tempo, crescendo e se atualizando. Fundada em 1975 por três amigos formados na Escola Técnica Getúlio Vargas, a GTEL nasceu executando instalações elétricas simples e acompanhou, nas décadas seguintes, a industrialização brasileira: das instalações elétricas para as subestações, depois para as disciplinas mecânica, de tubulação e de automação, até chegar à entrega de plantas completas em regime EPC, em que a empresa assume projeto, fornecimento e montagem. Esse caminho levou a companhia a mais de 2,2 GW montados em usinas termelétricas e mais de 600 MWp em usinas fotovoltaicas, além de plantas de biomassa e biometano e de mais de 6.500 projetos industriais entregues em todo o país. Entre os clientes estão nomes como Embraer e Honda, além de usinas de geração

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