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Tag: Ultimas

Defesa de Daniel Silveira volta a contestar Moraes por prisão 4 dias após liberdade

Ex-deputado foi preso após descumprir medidas cautelares; em decisão, ministro do STF cita que descumprimento se deu 227 vezes   Os advogados do ex-deputado Daniel Silveira pediram ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes que reconsidere a prisão. Eles afirmam que Daniel Silveira precisou descumprir a ordem de recolhimento por conta de uma emergência médica. A defesa alegou que ele enfrentou uma crise renal aguda e estava “urinando sangue”, o que demandou atendimento no Hospital Santa Teresa, em Petrópolis (RJ), no sábado (21). “Não houve dolo em descumprir absolutamente nada, mas tão somente garantir atendimento médico hospitalar ao paciente, que sofre de crises renais”, diz o pedido da defesa em embargos de declaração apresentados na quarta-feira (25). Alexandre de Moraes entendeu que o deslocamento não foi justificado adequadamente e apontou que o ex-deputado esteve em outros locais antes e depois de ir ao hospital. Relatórios indicam que ele foi liberado às 00h39 e deixou o hospital às 0h44, mas só retornou à sua residência às 2h10, após permanecer no Condomínio Granja Santa Lúcia por cerca de uma hora. A defesa alega que a Daniel Silveira esteve no condomínio antes e depois de ir ao hospital porque aquele é o endereço da mulher dele, que o acompanhou no atendimento médico. Em nota, os advogados classificaram a decisão como “desproporcional, arbitrária e ilegal”. Segundo a defesa, o ministro não respeitou o devido processo legal nem as garantias de ampla defesa. Eles também solicitaram a criação de um canal direto para emergências médicas, afirmando: “Seja disponibilizado à defesa, um número direto […] para […] correr ao hospital, se ainda estiver vivo”. Moraes manteve a prisão de Silveira após audiência de custódia realizada na terça-feira, 24. O ministro destacou que o ex-deputado violou medidas cautelares 227 vezes desde o início do processo e acusou o sentenciado de “total desrespeito ao poder judiciário e à legislação brasileira”. Silveira havia sido condenado em abril de 2022 a oito anos e nove meses de prisão pelos crimes de ameaça ao Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo. Desde outubro deste ano, ele cumpria pena em regime semiaberto com diversas restrições. A decisão de revogar a liberdade condicional ocorreu apenas quatro dias após a concessão do benefício. Moraes ressaltou que, já no primeiro dia, Silveira desrespeitou as condições judiciais retornando à residência fora do horário estabelecido. A defesa também alegou que o ex-deputado foi buscar a esposa no condomínio Granja Santa Lucia, para que ela o acompanhasse ao hospital. Moraes afirma, em sua última decisão, que Silveira teve a oportunidade de esclarecer as razões do descumprimento das condições judiciais na audiência de custódia, “tendo, porém, optado por omitir seu real deslocamento e sua dupla estadia.” “De maneira que preferiu manter a versão mentirosa em desrespeito à Justiça. Dessa maneira, fica patente que o sentenciado tão somente utilizou sua ida ao hospital como verdadeiro álibi para o flagrante desrespeito as condições judiciais obrigatórias para manutenção de seu livramento condicional”, diz o despacho de Moraes. Os advogados defendem a reconsideração da prisão em “respeito ao direito constitucional à saúde, que é uma garantia e direito fundamental”. Diante da nova prisão, Silveira foi transferido para a penitenciária Bangu 8, no Complexo de Gericinó, no Rio, onde cumprirá o restante da pena em regime fechado. Seus advogados afirmaram que recorrerão às instâncias nacionais e internacionais para denunciar o que consideram perseguição política.   Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

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Chuva provoca alagamentos, e mais de 30 mil locais ficam sem energia em São Paulo

A combinação do calor com a umidade favoreceu a formação de fortes pancadas; previsão é de mais chuvas quinta e sexta   As chuvas que atingiram São Paulo na tarde de Natal, nesta quarta-feira (25), provocaram alagamentos em várias regiões da cidade. A Defesa Civil decretou estado de atenção das 16h56 às 19h15. Mais de 30,4 mil locais estavam sem energia elétrica às 19h, de acordo com o site da Enel. Com ventos fortes e raios, o temporal também atingiu a Grande São Paulo e as regiões de Bauru, Araçatuba e Santos. Segundo previsão do tempo, chuvas fortes devem atingir o estado de São Paulo nos próximos dois dias. A Defesa Civil informou que havia 11 pontos de alagamento intransitáveis na capital paulista por volta as 18h. De acordo com os dados das estações meteorológicas do Inmet, os maiores registros de rajadas de vento foram de 56 km/h em Ribeirão Preto, 54 km/h Padrópolis, 50 km/h em São Miguel Arcanjo e 40 km/h em Barra Bonita. Já na capital foi de 32 km/h (na estação Mirante de Santana). A Enel afirma que mantém reforço das equipes em campo, que seguirão trabalhando 24h para reconstruir os trechos de rede danificados e restabelecer o serviço para todos os clientes. Previsão Segundo o CGE, da Prefeitura de São Paulo, a combinação do calor com a umidade favoreceu a formação de pancadas de chuva com até forte intensidade na cidade de São Paulo. A tendência para os próximos dias mantém a possibilidade de mais temporais. A chegada de uma frente fria ao estado, associada ao canal de umidade da região centro-norte do país, vai provocar volumes expressivos de precipitação nos próximos dias, em especial na quinta-feira (26) e sexta-feira (27) em decorrência da permanência do sistema sobre o estado paulista, afirma o CGE. “Nessas condições de chuva forte, alerta-se para a formação de alagamentos intransitáveis, transbordamentos de rios e córregos, quedas de árvores, por conta de eventuais rajadas de vento, bem como desabamentos e deslizamentos de terra em áreas consideradas de risco”, afirma em nota. A quinta-feira (26) deve apresentar uma madrugada com muitas nuvens e pancadas isoladas de chuva que ganham força ao longo do dia. Mínima de 20°C e a máxima por volta dos 24°C. A umidade do ar estará elevada, com valores mínimos ao redor dos 75%. O tempo chuvoso se estende para a sexta-feira (27), que em virtude do solo encharcado e da persistência das precipitações, aumenta o potencial para possíveis transtornos durante as precipitações. A temperatura mínima prevista é de 20°C e a máxima não deverá passar dos 25°C, com as taxas mínimas de umidade ao redor dos 75%. Cuidados na hora da chuva – Evite transitar em ruas alagadas – Se a chuva causou inundações, não se aventure a enfrentar correntezas. – Fique em lugar seguro. Se precisar, peça ajuda; – Mantenha-se longe da rede elétrica e não pare debaixo de árvores. Abrigue-se em casas e prédios; – Planeje suas viagens, para ter menor possibilidade de enfrentar engarrafamentos causados por ruas bloqueadas; – Em caso de dúvida sobre vias bloqueadas, ligue para a central de atendimento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) através do número 156 ou entre no site da CET para saber como está o trânsito nas principais vias. Pontos de alagamentos Intransitáveis Centro (Sé) • Av. Cantareira (R. São Caetano) • Praça 14 Bis (R. Manoel Dutra) • Túnel João Paulo II (Aeroporto) • Túnel Fernando Vieira de Mello (Bairro) Zona Oeste (Lapa) • Av. do Estado (Pte. Fepasa) • Av. Pompeia (R. Palestra Itália) Zona Oeste (Pinheiros) • Túnel Max Feffer (Centro) • Túnel Max Feffer (Bairro) • Av. Leopoldo Couto Magalhães Jr. (Av. Brigadeiro Faria Lima) Zona Sul (Santo Amaro) • Av. Santo Amaro (Av. Roque Petroni Jr.) Zona Sudeste (Vila Mariana) • Av. 23 de Maio (Viaduto Euclides Figueiredo) • Túnel Ayrton Senna (Bairro) • Av. José Maria Whitaker (Dr. Habrebeck Brandão) Transitáveis Zona Oeste (Lapa) • Rua Dr. Augusto Miranda (R. José Tavares de Miranda) Zona Leste (Mooca) • Rua Monte Serrat (R. Azevedo Soares) • Rua Euclides Pacheco

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Defesa Civil de SP alerta para fortes chuvas em todo estado e monta gabinete de crise presencial

Equipes estão mobilizadas no Palácio dos Bandeirantes para garantir pronta resposta à população em caso de emergência   O Governo de São Paulo montou de forma presencial o gabinete de crise para garantir a pronta resposta à população em caso de emergência causada pelas chuvas previstas para esta quinta-feira (26) e sexta-feira (27). Com a chegada de uma frente fria, os níveis de acumulados de chuva podem variar nas próximas horas, especialmente nas regiões do Litoral Norte, Vale do Paraíba, Litoral Sul, capital paulista, Região Metropolitana de São Paulo, Região de Campinas, Sorocaba e Bauru. Desde terça-feira (24), a Defesa Civil do Estado de São Paulo monitora as cidades com maiores acumulados de chuva. Nas últimas 24h, choveu 121 milímetros em Bauru, seguido de 80 milímetros em Pedreira e 71 milímetros em São Paulo, na região da Mooca. Na noite de quarta-feira (25), moradores de Campinas foram alertados para o risco de enxurradas e inundações por meio do sistema Cell Broadcast. Esta foi a primeira vez que o sistema de alerta sonoro da Defesa Civil foi utilizado. O aviso foi emitido às 22h21 de forma preventiva. A mensagem de texto enviadas aos celulares, foi acompanhada de sinal sonoro e vibração dos aparelhos. O gabinete de crise está mobilizado desde terça-feira (24) de forma remota. Nesta quinta-feira (26), representantes dos serviços essenciais e integrantes das empresas de energia elétrica e abastecimento de água estão reunidos no Palácio dos Bandeirantes permitindo uma comunicação mais ágil e ações mais efetivas de monitoramento e controle. O gabinete de crise deve ficar montado até sexta-feira (27). Veja abaixo as recomendações da Defesa Civil: • Evite lugares abertos, como praias, campos de futebol e estacionamentos; • Evite ficar perto de objetos altos e isolados, como árvores, postes, caixas d’água e quiosques; • No momento da chuva mantenha distância de aparelhos e objetos ligados à rede elétrica, como geladeiras, fogões e TVs; • Evite tomar banho durante a tempestade; • Em caso de ventos fortes, tenha cuidado com a queda de árvores, postes, fios e semáforos; • Não desafie a força das águas, não tente transpor uma enxurrada ou andar em áreas de alagadas; • Se estiver em uma área de encosta, observe sinais de movimentação do solo, como rachaduras nas paredes, árvores e postes inclinados, e água lamacenta; • Se um fio energizado cair sobre o veículo, permaneça dentro do carro e ligue para o serviço de emergência. • Para receber alertas da Defesa Civil, envie um SMS com o CEP da região para o número 40199 ou acompanhe as redes sociais pelo @defesacivilsp. Foto: Divulgação/Governo de SP

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Morre o ator Ney Latorraca, aos 80 anos, no Rio de Janeiro

Ele estava internado em um hospital na zona sul da cidade e a causa da morte não foi revelada   O ator Ney Latorraca morreu nesta quinta-feira (26), por volta das 6h20 da manhã, no Rio de Janeiro. Ele tinha 80 anos e estava internado em um hospital na zona sul da cidade. A causa da morte não foi divulgada oficialmente. “A Clínica São Vicente lamenta profundamente a morte do paciente Antonio Ney Latorraca na manhã desta quinta-feira e se solidariza com a família e amigos por essa irreparável perda. O hospital também informa que não tem autorização da família para divulgar mais detalhes”, disse a instituição de saúde em nota. Ney estava internado havia 6 dias na Clínica São Vicente e tratava uma infecção pulmonar. Ele também tinha câncer de próstata, diagnosticado há 5 anos. O ator já havia feito uma cirurgia no passado para retirar a próstata, mas o câncer voltou. Antonio Ney Latorraca nasceu em Santos, em 25 de julho de 1944. Ele estudou na Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo e começou a carreira artística ainda jovem. Ao longo de seis décadas, ganhou destaque por seus papéis na TV, no cinema e no teatro. Viveu personagens marcantes em novelas, como Vamp, Anos Dourados e Tieta. Nas telonas, atuou em filmes como O Beijo da Mulher-Aranha e Carlota Joaquina, Princesa do Brasil. Ney começou muito cedo na carreira artística. Fez sua estreia na profissão aos seis anos, quando fez uma participação numa novela de rádio da RECORD. Ao longo dos anos 1960, atuou em várias peças estudantis, o que o fez decidir cursar Artes Dramáticas na Escola de Comunicação e Artes (ECA), na USP. TV E TEATRO A estreia de Ney na TV foi na antiga Tupi, quando fez uma pequena participação na clássica série Alô, Doçura, em 1953. Na mesma emissora atuou na famosa novela Beto Rockfeller (1968). Seguiu fazendo outras participações em algumas novelas, mas se dedicava bastante também ao teatro, sua grande paixão. Atuou em montagens famosas como Jesus Christ Superstar, A Mandrágora, Bodas de Sangue, entre outras. Nos anos 70 voltou à RECORD, agora na TV, para atuar em diversas novelas como O Tempo não Apaga, Quero Viver, Vidas Marcadas, entre outras. Estreou na Globo na novela Escalada, em 1975. Na emissora carioca fez muitos trabalhos famosos como os já citados acima. Além de todo o sucesso na TV, Ney continuou fazendo teatro e um de seus trabalhos mais famosos nessa área foi a peça O Mistério de Irma Vap. Ao lado de Marco Nanini, Latorraca manteve o espetáculo em cartaz durante 11 anos, de 1986 a 1997, um recorde que entrou para o livro Guinness. Seu último trabalho integral em novelas foi em Negócio da China, em 2008. Depois disso, fez uma pequena aparição em Meu Pedacinho de Chão, em 2014. CINEMA Além do teatro e TV, Ney teve uma longa carreira também no cinema. Estreou nas telas em 1969 em Audácia: A Fúria dos Desejos, e esteve em longas brasileiros clássicos como O Beijo no Asfalto (1981), Das Tripas Coração (1982), Ópera do Malandro (1985), Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (1995), For All: O Trampolim da Vitória (1996), entre vários outros. Em 2017 anunciou sua aposentadoria da carreira artística, mas ainda fez uma última participação em um episódio de Cine Holliúdy. Imagem: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

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Laudo aponta que míssil da Rússia derrubou avião no Cazaquistão

Uma investigação preliminar confirmou que míssil russo causou a queda do avião   O avião da Azerbaijan Airlines que caiu no Cazaquistão, na quarta-feira (25), foi abatido por um sistema de defesa aérea russo, revelou a Reuters, que cita quatro fontes no Azerbaijão com conhecimento da investigação. O avião de passageiros da Embraer caiu perto da cidade de Aktau, no Cazaquistão, provocando, pelo menos, 38 mortos. O incidente aconteceu após a aeronave ter se   desviado de uma zona da Rússia onde têm sido utilizado sistemas de defesa aérea contra ataques de drones ucranianos. O avião, um Embraer 190 de fabricação brasileira, fazia a ligação entre Baku, capital do Azerbaijão, e Grozny, na região russa da Chechênia. Poucas horas depois do início do voo, a aeronave da Azerbaijan Airlines solicitou um pouso de emergência. Devido a nevoeiro intenso em Grozny, o avião foi desviado primeiro para Makhachkala, no Daguestão russo, e depois para Aktau, onde acabou caindo cerca de três quilômetros do aeroporto da cidade do Mar Cáspio. A Agência Federal de Transportes Aéreos da Rússia afirmou que o avião “colidiu com aves”. A Ucrânia, no entanto, acusou hoje a Rússia de ter abatido o avião com um míssil de defesa aérea. Ainda nesta quarta-feira, já se especulava que possivelmente a aeronave teria sido atingida por disparos, como antecipou o colunista do R7, Luiz Fara Monteiro. “A explosão de um míssil de defesa aérea danificou o avião e desativou os seus sistemas”, disse o chefe do Centro de Combate à Desinformação do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia, Andri Kovalenko. Segundo Kovalenko, os buracos na fuselagem do avião que podem ser vistos nas fotografias dos passageiros não podem ter sido causados por pássaros. “A Rússia devia ter fechado o espaço aéreo sobre Grozny, mas não o fez”, disse Kovalenko, referindo-se aos riscos criados pelo ataque de ‘drones’. A cidade russa foi atacada por ‘drones’ na manhã de quarta-feira, confirmou o secretário do Conselho de Segurança da Chechênia e sobrinho do chefe da região, Khamzat Kadirov. “Tudo o que estava voando foi abatido”, disse nas redes sociais na quarta-feira, segundo a agência espanhola EFE. “O avião foi danificado pelos russos e enviado para o Cazaquistão, em vez de fazer um pouso de emergência em Grozny e salvar vidas”, acusou Kovalenko. Reagindo à possibilidade de o avião ter sido atacado, o porta-voz da presidência russa (Kremlin), Dmitri Peskov, apelou hoje para que não se tirem conclusões precipitadas sobre as causas do acidente. A Azerbaijan Airlines anunciou a suspensão de todos os voos para Grozny e Makhachkala até que as causas da tragédia sejam esclarecidas. Peritos brasileiros da Embraer deverão chegar ao Cazaquistão na sexta-feira para participarem na investigação do desastre aéreo. A Rússia está em guerra com a Ucrânia desde fevereiro de 2022, quando tropas de Moscovo invadiram o país vizinho para o “desmilitarizar e desnazificar”. Imagem: Getty images

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Banco Central realiza novo leilão de US$ 3 bilhões nesta quinta

Certame será na modalidade à vista, ou seja, sem a previsão de recompra pela autoridade monetária   O Banco Central realiza, nesta quinta-feira (26), um novo leilão de até US$ 3 bilhões. Segundo o comunicado, as propostas serão recebidas entre 9h15 e 9h20. A cotação da moeda americana fechou na última segunda-feira (23) a R$ 6,18 e abriu o hoje (26) a R$ 6,15. O certame faz parte das intervenções para controlar a alta do câmbio do dólar nos últimos dias. Ao todo, as intervenções do Banco Central já somam US$ 30 bilhões, com leilões realizados ao longo do mês de dezembro. Os certames acontecem em duas modalidades: à vista, quando não há a promessa de recompra; ou de linha, quando o próprio BC já estabelece a data para recomprar a quantia. Na modalidade de linha, não há prejuízo para as reservas financeiras do país. Veja o calendário de intervenções 12 de dezembro: US$ 4 bilhões 13 de dezembro: US$ 845 milhões 16 de dezembro: US$ 4,627 bilhões 17 de dezembro: US$ 3,287 bilhões 19 de dezembro: US$ 8 bilhões 20 de dezembro: US$ 7 bilhões   Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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‘Polícia não pode combater a criminalidade cometendo crimes’, diz Lewandowski

Ministro da Justiça lamentou a abordagem da PRF que terminou com uma jovem de 26 anos baleada na cabeça   O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, lamentou nesta quarta-feira (25) a abordagem da PRF (Polícia Rodoviária Federal) que terminou com uma jovem de 26 anos baleada na cabeça, na véspera do Natal, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. O ministro afirmou que “a polícia não pode combater a criminalidade cometendo crimes” e que as forças de segurança federais (polícias Federal, Rodoviária Federal, Força Nacional e Penal Federal) precisam dar exemplo às demais. Na noite dessa terça, Juliana Leite Rangel, de 26 anos, foi baleada quando ia com a família passar o Natal na casa de parentes em Niterói. O veículo foi alvejado na Baixada Fluminense. Juliana foi socorrida e levada ao Hospital Adão Pereira Nunes, onde precisou passar por uma cirurgia. Segundo a prefeitura de Duque de Caxias, o estado de saúde dela era considerado gravíssimo na noite desta quarta. Lewandowski reforçou a importância da regulamentação do uso da força policial, que teve decreto publicado na terça-feira (24) pelo governo federal. “O lamentável incidente ocorrido nessa terça-feira, no Rio de Janeiro, demonstra a importância de uma normativa federal que padronize o uso da força pelas polícias em todo o país”, diz o ministro. Segundo a norma, o intuito é “promover eficiência, transparência, valorização dos profissionais de segurança pública e respeito aos direitos humanos”. Com isso, o emprego da arma de fogo será ilegítimo nos casos de fuga de suspeito desarmado ou que não apresente risco imediato de morte ou lesão aos profissionais de segurança. Fica proibido o emprego de armamentos quando um veículo desrespeitar bloqueio policial, exceto quando o ato representar risco de morte ou lesão aos profissionais de segurança pública ou a terceiros. Críticas de governadores A regulamentação não tem peso de lei, e caberá aos estados implantar ou não as medidas. Entretanto, o texto estabelece que o repasse de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional aos estados fica condicionado ao respeito às novas regras. Juntos, os fundos somam mais de R$ 2 bilhões. Com o decreto do ministério, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), disse que vai acionar o STF (Supremo Tribunal Federal) contra as regras. Segundo ele, a regulamentação limita a atuação policial e favorece a criminalidade. Além de Castro, os governadores do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e de Goiás, Ronaldo Caiado (União), criticaram o decreto. “O crime organizado celebra hoje o grande presente de Natal recebido do presidente Lula: um decreto que lhes garante mais liberdade de ação e promove o engessamento das forças policiais”, disse Caiado nas redes sociais. Entenda o decreto O texto define que o uso da força em segurança pública deverá seguir as seguintes diretrizes gerais: Poderá ocorrer somente para a consecução de um objetivo legal e nos estritos limites da lei; As operações e as ações de aplicação da lei devem ser planejadas e executadas para prevenir ou minimizar o uso da força e para mitigar a gravidade de qualquer dano direto ou indireto; Um recurso de força somente poderá ser empregado quando outros recursos de menor intensidade não forem suficientes para atingir os objetivos legais pretendidos; O nível da força utilizado deve ser compatível com a gravidade da ameaça apresentada pela conduta das pessoas envolvidas e com os objetivos legítimos da ação do profissional de segurança pública; A força deve ser empregada com bom senso, prudência e equilíbrio, com vistas a atingir um objetivo legítimo da aplicação da lei; Os órgãos e os profissionais de segurança pública devem assumir a responsabilidade pelo uso inadequado da força, após a conclusão de processo de investigação, respeitado o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório; Os profissionais de segurança pública devem atuar de forma não discriminatória, sem preconceitos de raça, etnia, cor, gênero, orientação sexual, idioma, religião, nacionalidade, origem social, deficiência, situação econômica, opinião política ou de outra natureza. Uso diferenciado O próprio texto permite que a força policial seja aplicada caso haja a “seleção apropriada do nível a ser empregado, em resposta a uma ameaça real ou potencial, com vistas a minimizar o uso de meios que possam causar ofensas, ferimentos ou mortes”. Apesar disso, os profissionais devem sempre priorizar a comunicação, a negociação e o emprego de técnicas que impeçam a escalada da violência. Arma de fogo O decreto estabelece que a arma será o último recurso para qualquer situação, e o emprego desses instrumentos será restrito “aos profissionais devidamente habilitados para sua utilização.” Além disso, sempre que a ação resultar em feridos ou mortos, os envolvidos devem elaborar um relatório segundo os parâmetros estabelecidos em ato do Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública. Capacitação A regulamentação também prevê que os profissionais devem passar por uma capacitação anual e obrigatória sobre o uso da força. Os cursos devem ser realizados no horário de serviço e devem contar com conteúdo que aborde procedimentos sobre “o emprego adequado de diferentes tipos de armas de fogo e de instrumentos de menor potencial ofensivo.” Repasses federais As novas regras estabelecem que o repasse de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional para ações que envolvam o uso da força pelos órgãos de segurança pública dos estados e do DF fica condicionado à observância aos novos parâmetros. Monitoramento O comprimento dos novos parâmetros deverá ser fiscalizado por meio de um controle interno dos próprios órgãos de segurança, a fim de garantir transparência e acesso aos dados sobre o uso da força. Além disso, canais de denúncia e orientações sobre registro devem ser disponibilizados à população, assim como a possibilidade de acompanhamento das reclamações. Comitê Nacional de Monitoramento do Uso da Força O comitê será instituto em um ato do ministério, com o comprometimento da participação de representantes da sociedade civil. Entre os objetivos do grupo, estão: a produção de relatórios que contenham análises e orientações sobre temas relacionados a este Decreto; o

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Deputado quer derrubar decreto do governo que regulamenta o uso da força policial

Entre outras coisas, decreto estabelece quando o uso da arma de fogo será ilegítimo   O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) anunciou que vai protocolar um PDL (Projeto de Decreto Legislativo) para sustar o decreto do governo federal que regulamenta o uso da força policial no Brasil. A norma do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi publicada na terça-feira (24). Segundo o deputado, o texto gerou “ampla preocupação entre especialistas e parlamentares da oposição”. Entre outras coisas, o decreto prevê que o emprego da arma de fogo será ilegítimo nos casos de fuga de suspeito desarmado ou que não apresente risco imediato de morte ou lesão aos profissionais de segurança. Além disso, proíbe o emprego de armamentos quando um veículo desrespeitar o bloqueio policial em via pública, exceto quando o ato representar risco de morte ou lesão aos profissionais de segurança pública, ou a terceiros. O deputado pontuou que o decreto é uma “grave ameaça à segurança pública e favorece a criminalidade”. “Ao limitar a atuação policial, o governo Lula coloca em risco a vida de milhões de brasileiros, enfraquecendo quem deveria proteger a população e fortalecendo a bandidagem. Essa medida é mais um exemplo de como o atual governo está mais preocupado em combater a polícia do que o crime. Não podemos aceitar isso”, alegou. Nogueira argumentou que o decreto pretende “desestruturar a segurança pública e cria um ambiente favorável à criminalidade”. O projeto, contudo, pretede anular a ação do governo, “garantindo a autonomia das forças policiais e preservando sua capacidade de atuação no combate à criminalidade”. O texto vai ser protocolado na Câmara dos Deputados em fevereiro de 2025, quando os parlamentares retornarem do recesso. O deputado disse ainda que já articula apoios com a oposição em prol da proposta. Entenda o decreto O texto define que o uso da força em segurança pública deverá seguir as seguintes diretrizes gerais: Poderá ocorrer somente para a consecução de um objetivo legal e nos estritos limites da lei; As operações e as ações de aplicação da lei devem ser planejadas e executadas para prevenir ou minimizar o uso da força e para mitigar a gravidade de qualquer dano direto ou indireto; Um recurso de força somente poderá ser empregado quando outros recursos de menor intensidade não forem suficientes para atingir os objetivos legais pretendidos; O nível da força utilizado deve ser compatível com a gravidade da ameaça apresentada pela conduta das pessoas envolvidas e com os objetivos legítimos da ação do profissional de segurança pública; A força deve ser empregada com bom senso, prudência e equilíbrio, com vistas a atingir um objetivo legítimo da aplicação da lei; Os órgãos e os profissionais de segurança pública devem assumir a responsabilidade pelo uso inadequado da força, após a conclusão de processo de investigação, respeitado o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório; Os profissionais de segurança pública devem atuar de forma não discriminatória, sem preconceitos de raça, etnia, cor, gênero, orientação sexual, idioma, religião, nacionalidade, origem social, deficiência, situação econômica, opinião política ou de outra natureza. Uso diferenciado O próprio texto permite que a força policial seja aplicada caso haja a “seleção apropriada do nível a ser empregado, em resposta a uma ameaça real ou potencial, com vistas a minimizar o uso de meios que possam causar ofensas, ferimentos ou mortes”. Apesar disso, os profissionais devem sempre priorizar a comunicação, a negociação e o emprego de técnicas que impeçam a escalada da violência. Arma de fogo O decreto estabelece que a arma será o último recurso para qualquer situação, e o emprego desses instrumentos será restrito “aos profissionais devidamente habilitados para sua utilização.” Além disso, sempre que a ação resultar em feridos ou mortos, os envolvidos devem elaborar um relatório segundo os parâmetros estabelecidos em ato do Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública. Capacitação A regulamentação também prevê que os profissionais devem passar por uma capacitação anual e obrigatória sobre o uso da força. Os cursos devem ser realizados no horário de serviço e devem contar com conteúdo que aborde procedimentos sobre “o emprego adequado de diferentes tipos de armas de fogo e de instrumentos de menor potencial ofensivo.” Repasses federais As novas regras estabelecem que o repasse de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional para ações que envolvam o uso da força pelos órgãos de segurança pública dos estados e do DF fica condicionado à observância aos novos parâmetros. Monitoramento O comprimento dos novos parâmetros deverá ser fiscalizado por meio de um controle interno dos próprios órgãos de segurança, a fim de garantir transparência e acesso aos dados sobre o uso da força. Além disso, canais de denúncia e orientações sobre registro devem ser disponibilizados à população, assim como a possibilidade de acompanhamento das reclamações. Comitê Nacional de Monitoramento do Uso da Força O comitê será instituto em um ato do ministério, com o comprometimento da participação de representantes da sociedade civil. Entre os objetivos do grupo, estão: a produção de relatórios que contenham análises e orientações sobre temas relacionados a este Decreto; o acompanhamento da implementação do Plano Nacional de Segurança Pública, em relação à redução da letalidade policial e da vitimização de profissionais de segurança pública; a proposição de indicadores de monitoramento e avaliação do uso da força; o estímulo à produção e à difusão de conhecimentos técnico-científicos relacionados ao uso da força; a elaboração de orientações para programas e ações relacionados ao uso da força; e a articulação com os comitês estaduais e distrital sobre o uso da força, de modo a promover o intercâmbio de informações e experiências e a redução da letalidade policial e da vitimização de profissionais de segurança pública. Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

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Defesa Civil emite primeiro alerta sonoro para risco de chuva forte em Campinas

Ferramenta de alerta via celular foi utilizada para avisar a população sobre risco de enxurradas e inundações; aviso teve duração de 2 horas A Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu na noite desta quarta-feira (25), o primeiro alerta via Cell Broadcast para o município de Campinas. O alerta foi emitido às 22h21 de forma preventiva, para alertar a população sobre o risco de enxurradas e inundações, com validade de 2 horas. Classificado como modelo severo, a mensagem de texto enviadas aos celulares dos moradores de Campinas, foi acompanhada de sinal sonoro e vibração dos aparelhos. A ferramenta é de iniciativa da Defesa Civil de São Paulo e entrou em vigor no início de dezembro. Inovação na Comunicação com a População A tecnologia Cell Broadcast permite o envio rápido e abrangente de mensagens diretamente aos celulares da população, sem a necessidade de internet ou aplicativos específicos. Esta é a primeira vez que o sistema é utilizado em uma situação real no Estado de São Paulo, reforçando o compromisso da Defesa Civil com a segurança e proteção das comunidades. O alerta foi baseado em análises do CEMADEN, que identificou um cenário de Risco Hidrológico ALTO, com condições meteorológicas adversas e deslocamento de áreas de instabilidade, elevando o potencial de enxurradas e inundações na região de Campinas. O objetivo foi informar a população sobre o risco iminente, garantindo tempo para adoção de medidas preventivas e redução de possíveis danos. Além disso, o sistema contribui para o alinhamento entre a Defesa Civil, autoridades locais e a comunidade, promovendo uma resposta rápida e coordenada. Foto: Marcelo S. Camargo/Governo de SP

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Motorista envolvido em batida que matou 41 pessoas em MG tinha permissão para dirigir

Apesar de ter a CNH suspensa em 2022, como divulgado pela polícia, o homem recebeu uma liminar do TJES revogando a decisão   O motorista da carreta envolvida no acidente que matou 41 pessoas em Teófilo Otoni, a 450 km de Belo Horizonte, tinha permissão para dirigir. Apesar da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) de Arilton Bastos Alves ter sido suspensa após uma blitz em 2022, como divulgado pela polícia em coletiva de imprensa, o homem recebeu uma liminar do TJES (Tribunal de Justiça do Espírito Santo) revogando a decisão. Segundo a Justiça, o processo foi instruído de forma irregular, por violar regras do CTB (Código de Trânsito Brasileiro). Conforme o documento, “o prazo para expedição das notificações das penalidades previstas no código é de 180 dias”. No entanto, o “autor afirma que a notificação de penalidade foi emitida 229 dias após a finalização da infração de trânsito”, de acordo com a liminar do TJES. Alves fugiu do local após o acidente, na madrugada de sábado (21), e se apresentou à polícia nesta segunda-feira (23), quando prestou depoimento. “O nosso cliente se apresentou, voluntariamente, espontaneamente. Prestou todos os esclarecimentos necessários à autoridade policial. Respondeu a todas as perguntas e foi liberado. O que aconteceu não foi uma falha humana, foi uma falha mecânica”, esclareceu Raony Scheffer, advogado de Arilton. Após coletar o depoimento do suspeito, a Polícia Civil informou que o pedido de prisão preventiva dele foi negado pela Justiça e, como não cabia a prisão em flagrante, ele foi liberado. A polícia diz, também, que as investigações sobre o caso continuam, e mais informações sobre o inquérito serão fornecidas em momento oportuno. Acidente O acidente foi o maior em rodovias federais desde 2008. De acordo com o Governo de Minas, a principal linha de investigação seguida pela polícia é a de que o bloco de granito transportado pelo caminhão tenha se desprendido da carroceria e atingido o ônibus, causando o incêndio. No entanto, há uma outra possível versão da dinâmica do acidente. Segundo testemunhas, o pneu do ônibus teria estourado, o veículo atingido a carreta e incendiado. Segundo o porta-voz da Polícia Civil, delegado Saulo Castro, “a partir do levantamento das notas fiscais, foi possível verificar, de uma maneira preliminar, que houve um excesso de peso no transporte. Ou seja, já haveria um indicativo de responsabilidade por parte do condutor”. O caso ainda é investigado e a Polícia Militar trabalha para localizar o homem, com o apoio de outras forças de segurança nas divisas com outros estados. Foto: Reprodução/Record Minas

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