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Tag: Ultimas

Araras declara situação de emergência após superar 500 casos de dengue

A Prefeitura de Araras (SP) decretou nesta sexta-feira (28) situação de emergência em saúde pública em razão da necessidade de ações para preservar a saúde da população, diante do considerável aumento dos casos de dengue na cidade. A decisão foi publicada na edição nº 2.572 do Diário Oficial Eletrônico (DOE) e aplica-se também ao combate de outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como a chikungunya e a zika. Segundo a administração municipal, com o decreto, agora o município fica autorizado a: contratar serviços ou servidores estritamente necessários e exclusivamente para o atendimento da situação emergencial; adotar medidas administrativas necessárias à contenção de arboviroses para a aquisição de insumos e materiais; e prorrogar contratos e convênios que favoreçam o combate ao mosquito. No caso de aquisição de bens e serviços para o enfrentamento da emergência, fica dispensada a necessidade de licitação. Os agentes comunitários de saúde e de combate a endemias podem atuar juntos e os servidores de outras secretarias podem ser remanejados, em exercício provisório, para a Secretaria da Saúde. O Decreto pode ser lido na íntegra aqui. Dengue em Araras Somente neste ano, Araras já registrou mais de 500 casos de dengue. Eram 509 até o último boletim epidemiológico, divulgado na terça-feira (25) pelo Setor de Combate a Endemias da Secretaria Municipal de Saúde. Nesse mesmo período, dois óbitos já foram confirmados e um terceiro está em investigação.   Foto: Frame EBC

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Zelensky diz que não vai se desculpar após bate-boca com Trump

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, disse nesta sexta-feira (28) que não deve um pedido de desculpas ao par americano, Donald Trump, horas depois de um bate-boca na Casa Branca. “Respeito o presidente [Trump] e respeito o povo americano”, declarou Zelensky em uma entrevista ao canal conservador Fox News, transmitida na noite desta sexta-feira. Ele afirmou que foram “muito abertos e muito honestos” na conversa. “Ninguém quer acabar com a guerra mais do que nós”, disse o presidente ucraniano, cujo país foi invadido pela Rússia há três anos. Zelensky também afirmou que seria “difícil” para a Ucrânia conter a invasão das forças russas sem o apoio dos Estados Unidos. “Será difícil para nós”, respondeu Zelensky quando o jornalista Brett Baier perguntou, durante uma entrevista na Fox News, se a Ucrânia pode vencer ou conter Moscou sem o apoio de Washington. “Por isso estou aqui. Por isso falamos sobre as futuras negociações. Será difícil sem o seu apoio”, afirmou ele, horas depois de um bate-boca com o presidente Donald Trump na Casa Branca. Fonte: R7 Foto: SAUL LOEB / AFP / CP

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Brasil participa de feira no México para reforçar imagem do país como exportador seguro de proteínas

Exportadoras de proteínas brasileiras vão participar de uma feira de alimentos no México. Agroindústrias de aves e suínos estarão na Expo Carnes y Lácteos 2025, que acontecerá entre os dias 4 e 6 de março, em Monterrey. Serão 10 agroindústrias apresentando seus produtos na maior feira de alimentos do mercado mexicano. A ação, organizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), busca reforçar a imagem do Brasil como parceiro seguro para os consumidores mexicanos. Em janeiro, as exportações de carne de frango para o mercado mexicano cresceram 651%, saltando de 1,4 mil toneladas no primeiro mês do ano passado para 10,7 mil toneladas neste ano. Os embarques de carne suína registraram 1,3 mil toneladas importadas pelo México no período, enquanto no ano passado foram apenas 25 toneladas. “O mercado mexicano é nosso parceiro há anos e tem fortalecido essa parceria, especialmente neste ano. Temos boas expectativas quanto aos avanços que conquistaremos nesta ação em Monterrey, ampliando ainda mais nossa presença nas gôndolas mexicanas e complementando a produção local”, afirmou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.” Fonte: R7 Foto cedida: ABPA

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Negociações tentam estender primeira fase de acordo entre Israel e grupo terrorista Hamas

Uma delegação israelense está no Cairo negociando a extensão da primeira fase do cessar-fogo na Faixa de Gaza, que termina neste sábado (1º), em vez de avançar para a segunda etapa do acordo, como previsto inicialmente. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (28) por duas fontes de segurança egípcias, segundo a agência de notícias Reuters. As negociações, mediadas por Egito e Catar com apoio dos Estados Unidos, tentam evitar o colapso da trégua que interrompeu 15 meses de guerra na região. Por meio do acordo, assinado em janeiro, o grupo terrorista Hamas libertou 25 reféns israelenses e os restos mortais de outras oito pessoas. Já Israel soltou quase dois mil palestinos que haviam sido detidos no passado. Os corpos dos últimos quatro israelenses que seriam libertados durante a primeira fase da trégua foram entregues na quinta-feira (27). Os restos mortais foram entregues à Israel em troca de centenas de prisioneiros palestinos. Agora, Israel propõe estender a primeira fase por mais 42 dias, com os terroristas do Hamas liberando três reféns por semana em troca de mais prisioneiros palestinos, segundo fontes egípcias ouvidas pela Reuters. No entanto, o grupo palestino insiste na transição imediata para a segunda fase, que prevê medidas mais amplas. O que está previsto para a segunda fase? A segunda etapa do cessar-fogo, também planejada para durar 42 dias, deveria incluir a retirada total das tropas israelenses de Gaza e a libertação de todos os reféns vivos ainda em poder do Hamas — cerca de 24 das 59 que foram sequestradas –, além de mais prisioneiros palestinos. O objetivo é pavimentar o caminho para o fim permanente da guerra. No entanto, as negociações para essa transição mal começaram, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tem dado sinais de resistência a esse cronograma. Um oficial israelense afirmou à CNN que os militares pretendem manter o controle do Corredor Filadélfia, na fronteira entre Gaza e Egito, mesmo após o término da primeira fase. Isso contraria os termos da segunda etapa, que exigiria o início da retirada das tropas neste sábado e sua conclusão em oito dias, segundo demandas do grupo terrorista Hamas. A falta de consenso sobre o futuro de Gaza — incluindo a governança, segurança e reconstrução da região — complica ainda mais as discussões. Pressão internacional e incertezas O Hamas apelou na sexta-feira à comunidade internacional para pressionar Israel a avançar para a segunda fase “sem demora”. Já Varsen Aghabekian, alta funcionária da Autoridade Palestina, declarou em Genebra que deseja o cumprimento do plano original. Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (27) que há “conversas muito boas acontecendo”, mas evitou prever se a trégua evoluirá para a próxima etapa. “Ninguém sabe realmente, mas veremos o que acontece”, disse à Reuters. No início de fevereiro, Trump sugeriu que os EUA assumam o controle de Gaza e a transformem em uma “Riviera do Oriente Médio”, com os palestinos realocados para Egito e Jordânia — ideia rejeitada por países árabes e europeus, que defendem uma solução de dois Estados. O republicano chegou a publicar na última quarta-feira (26) um vídeo gerado por inteligência artificial que transforma Gaza em um luxuoso complexo de resorts, com arranha-céus, praias lotadas de iates e uma estátua gigante do republicano no meio de uma rua. A guerra foi iniciada em 7 de outubro de 2023 depois de um ataque de terroristas do Hamas que matou cerca de 1.200 pessoas e capturou 250 reféns em Israel. Desde então, mais de 48.000 pessoas foram mortas em Gaza por ataques israelenses, segundo autoridades palestinas. Fonte: R7 Foto: Reprodução/JR na TV

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Gleisi deve ser ‘negociadora’ com ‘poder de decisão’ à frente de ministério, dizem parlamentares

Após o anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que a presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), será a nova ministra da Secretaria de Relações Institucionais, pasta responsável pela articulação com o Congresso Nacional, parlamentares avaliaram que ela terá uma boa relação com o Legislativo. Apesar disso, congressistas ouvidos pelo R7 ponderaram que o nome da deputada “não era o esperado” pelo centrão, que aguardava o anúncio de uma pessoa mais ligada ao bloco. Gleisi, que deve assumir o posto em 10 de março, chega para ocupar o lugar de Alexandre Padilha, nomeado por Lula para comandar o Ministério da Saúde, após o presidente demitir Nísia Trindade. Padilha era alvo de críticas no Congresso, mas o centrão, ainda assim, o classifica como de “fino trato”. A deputada volta ao posto de ministra no Palácio do Planalto 11 anos depois de comandar a Casa Civil, sob o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Ela é considerada uma aliada fiel de Lula, sendo de uma ala mais à esquerda do PT. A petista já foi senadora e foi eleita presidente do PT em 2017, estando à frente da legenda nos períodos considerados mais difíceis, como na prisão de Lula no auge da Operação Lava Jato. No governo Lula três, Gleisi enfrentou desgastes com a bancada do PT em virtude de posições mais à esquerda, principalmente na ala econômica. Ela, contudo, é considerada um nome muito próximo de Lula, podendo, às vezes, externar o que o presidente pensa, mas não verbaliza. Ao R7, o senador Angelo Coronel (PSD-BA) disse esperar que Gleisi “venha para somar”, pois considera que ela tem capacidade para comandar o ministério. “Não será fácil substituir Padilha, uma pessoa de fino trato”, avalia. Coronel opina que o comando da pasta tem que ser de alguém “da extrema confiança do presidente” e que, por isso, Lula teria escolhido um nome ligado ao PT. Líder do Republicanos na Câmara dos Deputados, Gilberto Abramo (MG) destacou ao R7 que Gleisi “tem poder de decisão” e “autonomia” para firmar acordos que serão cumpridos com o Congresso. Apesar de reconhecer o perfil mais combativo de Gleisi no comando do PT, ele considerou que a nova ministra deve ser mais negociadora e ter mais diálogo ao assumir o posto. O deputado federal Isnaldo Bulhões (MDB-AL), líder do MDB na Câmara, relatou ao R7 que a nova ministra tem boa relação com ele e a considera uma “boa escolha”. Centrão esperava comandar ministério A dança nas cadeiras ministerial ocorre porque o governo deseja melhorar o trato com o Congresso. Assim, o centrão, que já faz parte do governo Lula, esperava mais espaço nas mudanças, principalmente porque os ministérios mais visados, considerados de primeiro escalão, estão sob gestão de pessoas do PT. Mas a ação de Lula, por um lado, frustra as expectativas do bloco. “Todos os parlamentares esperavam que o governo conseguisse um deputado que não fosse do PT. Ou até se fosse do PT, um melhor articulador dentro do Congresso seria o [o líder do governo na Câmara, José] Guimarães”, disse um parlamentar ao R7 sob reserva. Essa ala do centrão se vê preocupada com a coordenação de Gleisi na pauta econômica do governo. Eles consideram que ela sempre se mostrou “contra” a política econômica do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Apesar de ter criticado Padilha no comando das Relações Institucionais, o centrão considera o perfil dele mais negociador e receptivo do que o de Gleisi. “Às vezes, as coisas não fluíam, não andavam, mas o ministro sempre teve um bom relacionamento com o centrão”, afirmou um deputado. A ala esperava que Lula colocasse uma pessoa de “mais articulação” e de mais “trânsito” com o parlamento para abrir mais espaço para os demais partidos. Presidentes da Câmara e do Senado cumprimentam Gleisi, mas oposição critica Poucos minutos após a confirmação da nova ministra, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), divulgaram mensagens com desejo de sucesso à nova ministra. De outro lado, os líderes da oposição na Câmara e do Senado criticaram a decisão de Lula. O deputado Zucco (PL-RS), afirmou que a indicação é um “sinal preocupante” e indagou a trajetória política de Gleisi como um ponto que pode prejudicar as negociações no Congresso. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), por sua vez, limitou a classificar a escolha de Lula como um “erro”. Fonte: R7 Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

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Barroso nega impedimento de Moraes, Zanin e Dino para julgar Bolsonaro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, negou nesta sexta-feira (28) pedidos para declarar os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin impedidos para julgar a denúncia apresentada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro envolvendo a trama golpista. Nesta semana, a defesa de Bolsonaro protocolou uma petição para que a Corte reconheça a impossibilidade de Dino e Zanin participarem do julgamento, que ainda não tem data definida. O impedimento de Moraes foi solicitado pela defesa do general Braga Netto. Os advogados apontaram que Flávio Dino entrou com uma queixa-crime contra Bolsonaro quando ocupou o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública nos primeiros meses do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No caso de Zanin, a defesa do ex-presidente diz que, antes de chegar à Corte, o ministro foi advogado da campanha de Lula e entrou com ações contra a chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022. A defesa de Braga Netto alegou que a acusação de tentativa de golpe envolve a suposta tentativa de assassinato de Alexandre de Moraes. Dessa forma, segundo os advogados, há “quebra de imparcialidade” e o ministro não pode julgar o caso. Decisão Na decisão, o presidente do STF disse que as situações citadas pela defesa de Bolsonaro não são impedimentos legais contra a atuação dos ministros Dino e Zanin. No caso de Moraes, Barroso disse que as acusações de que o ministro era alvo do plano golpista não o torna impedido automaticamente para julgar o caso. “Os argumentos apresentados pela defesa não permitem considerar que a autoridade arguida [Moraes] esteja na condição de inimigo capital (mortal) do gen. Braga Netto, como sustentado pelo arguente. A notícia de que haveria um plano para o homicídio do relator, e até mesmo de outras autoridades públicas, não acarreta automaticamente a suspeição de Sua Excelência”, afirmou o presidente do STF. Primeira turma As ações de impedimento foram direcionadas aos ministros porque eles fazem parte da Primeira Turma do Supremo, colegiado que vai julgar a denúncia contra Bolsonaro. A turma é composta pelo  relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux. Pelo regimento interno da Corte, cabe às duas turmas do tribunal julgar ações penais. Como o relator faz parte da Primeira Turma, a acusação será julgada pelo colegiado. Se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, Bolsonaro e os outros acusados viram réus e passam a responder a uma ação penal no STF. A data do julgamento ainda não foi definida. Considerando os trâmites legais, o caso pode ser julgado ainda neste primeiro semestre de 2025.   Fonte: Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Moraes diz que Braga Netto tem acesso a provas e nega mais prazo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (28) pedido dos advogados do general Braga Netto para ampliar o prazo para apresentação de defesa sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) envolvendo o inquérito do golpe. Braga Netto, o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros investigados foram denunciados pela trama golpista para impedir o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na petição enviada a Moraes, o advogado José Luiz de Oliveira disse que a defesa necessita de prazo dobrado de 30 dias para se manifestar nos autos. O prazo dado pelo ministro é de 15 dias, está previsto na legislação e termina no dia 7 de março. Segundo a defesa, o material a ser analisado tem cerca de 70 gigabytes e 1.400 arquivos. O advogado também afirmou que não teve acesso à íntegra da delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid. A defesa de Braga Netto também quer apresentar sua manifestação após a defesa de Cid. Ao analisar o pedido, Alexandre de Moraes disse que a defesa de Braga Netto possui amplo acesso às provas documentadas nas investigações e as que constam na denúncia da PGR. “Mais uma vez, não assiste razão à defesa, que, parece, não ter consultado os autos”, afirmou o ministro. Prisão Em dezembro do ano passado, Braga Netto foi preso por determinação de Alexandre de Moraes. Segundo as investigações da Polícia Federal (PF), o general da reserva e vice na chapa de Bolsonaro em 2022 estaria obstruindo a investigação sobre a tentativa de golpe. A PF identificou que o general, indiciado por ser um dos principais articuladores do plano golpista, tentou obter dados sigilosos da delação de Mauro Cid. Após a prisão, a defesa negou que Braga Netto tenha obstruído as investigações.   Fonte: Agência Brasil Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Crimes de estupro, latrocínio e furto crescem em São Paulo

Os crimes de estupros, latrocínios, furtos e tentativas de homicídio aumentaram em janeiro no estado de São Paulo, em comparação ao mesmo mês de 2024. Já os homicídios dolosos e a lesão corporal seguida de morte ficaram estáveis. O número de roubos caiu. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28) pela Secretaria de Segurança Pública. O número de estupros em janeiro foi de 1.286, 7,5% superior ao registrado no mesmo mês de 2024 (1.196). Do total, 979 casos foram estupros de vulneráveis. As delegacias de Defesa da Mulher (DDM) registraram 22 feminicídios nas cidades paulistas em janeiro. No mesmo mês de 2024, foram 24 crimes. O número de latrocínios subiu de 17, em janeiro do ano passado, para 18, no primeiro mês deste ano. A quantidade de ocorrências de furtos, em janeiro, atingiu 48.026, 3,2% acima do registrado no mesmo mês de 2024. Os casos de furto de veículos subiram de 7.699 em janeiro de 2024 para 7.729 em janeiro deste ano. As tentativas de homicídio tiveram elevação de 14,3%, com aumento de 278 casos em janeiro de 2024 para 318, no primeiro mês de 2025. O registro de homicídios dolosos ficou estável, com 215 casos em janeiro, o mesmo número do primeiro mês de 2024, o menor patamar da série histórica, iniciada em 2001, para meses de janeiro. Os casos de lesão corporal seguida de morte também ficaram estáveis, com sete casos em janeiro, o mesmo número do primeiro mês em 2024. O número total de roubos caiu de 17.622 em janeiro de 2024 para 15.972, no primeiro mês de 2025. Essa é a menor marca em 24 anos para meses de janeiro. No entanto, os roubos de veículos aumentaram de 2.291 de janeiro de 2024  para 2.312, em janeiro deste ano.   Fonte: Agência Brasil Foto: PMSP/Divulgação

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STF analisa hoje (28) decisão de Dino sobre emendas parlamentares

O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia hoje (28) julgamento sobre a homologação do plano de trabalho do Congresso para aumentar a transparência e a rastreabilidade das emendas parlamentares ao Orçamento da União. A decisão do ministro Flávio Dino está valendo, mas precisa ser referendada pelo plenário da Corte, conforme o regimento interno.  A sessão virtual sobre o tema está marcada para começar nesta sexta-feira (28) e terminar às 23h59 da próxima quarta-feira (5). Dino aprova plano do Congresso O compromisso do Congresso foi enviado na terça-feira (25) ao ministro, que é relator dos processos que tratam das medidas de transparência determinadas pela Corte para o pagamento das emendas. Na mesma decisão, o ministro liberou o pagamento das emendas deste ano e dos anos anteriores que estavam suspensas por decisões da Corte. Plano de trabalho Pelo plano de trabalho da Câmara e do Senado, a partir do exercício financeiro deste ano, não será mais possível empenhar emendas sem a identificação do parlamentar que fez a indicação e da entidade que vai receber os recursos. Conforme a decisão de Dino, não entram na liberação: . emendas específicas para organizações não governamentais (ONGs) e entidades do terceiro setor que foram alvo de auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU); . recursos para a saúde que não estão regularizados em contas bancárias específicas e emendas de bancada; . emendas de bancada e de comissão que não foram convalidadas em atas das respectivas comissões e que estejam sem identificação do parlamentar. Entenda O impasse sobre a liberação das emendas começou em dezembro de 2022, quando o STF entendeu que as emendas chamadas de RP8 e RP9 eram inconstitucionais. Após a decisão, o Congresso Nacional aprovou uma resolução que mudou as regras de distribuição de recursos por emendas de relator para cumprir a determinação da Corte. No entanto, o PSOL, partido que entrou com a ação contra as emendas, apontou que a decisão continuava em descumprimento. Após a aposentadoria da ministra Rosa Weber, relatora original do caso, Flávio Dino assumiu a condução do caso. Em agosto do ano passado, Dino determinou a suspensão das emendas e decidiu que os repasses devem seguir critérios de rastreabilidade. O ministro também determinou que a CGU auditasse os repasses dos parlamentares por meio das emendas do orçamento secreto. Dino manda CGU auditar R$ 469 milhões de emendas No mês passado, Flávio Dino suspendeu emendas parlamentares para ONGs devido à falta de transparência. Em dezembro, por exemplo, ele havia bloqueado as transferências de R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão. O total previsto para emendas parlamentares no Orçamento de 2025, que ainda não foi aprovado, chega a R$ 52 bilhões, uma alta em relação a 2024, quando a cifra foi de R$ 49,2 bilhões. Há dez anos, em 2014, esse valor era de R$ 6,1 bilhões. Fonte: Agência Brasil Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

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Entenda guerra da Colômbia que expulsou 52 mil e reduz chance de paz

Cerca de 40 dias atrás eclodiu na Colômbia um conflito armado entre guerrilhas pelo controle da região de Catatumbo, área andina próxima à fronteira com a Venezuela, rica em recursos naturais, pobre socialmente e propícia para plantação da folha da coca, usada para fabricação da cocaína. O retorno da guerra colombiana, que o início remonta aos anos 1940, põe em xeque o projeto do governo de esquerda do presidente Gustavo Petro de “Paz Total”, e que buscava desmobilizar grupos rebeldes ainda armados que atuam na Colômbia. O Exército de Libertação Nacional (ELN), com mais de 50 anos de atuação, entrou em guerra contra os dissidentes das Farcs (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o Frente 33, que não aceitaram abandonar as armas após o Acordo de Paz assinado em 2016. Mais de 100 pessoas já foram assassinadas e 52 mil abandonaram suas residências para fugir do conflito. Houve atentados à bomba e estima-se que 80 mil pessoas tenham sido afetadas na região, sendo que 8,6 mil pessoas seguem em confinamento, sem poder se locomover. A guerra causou grave crise humanitária na Colômbia, considerada uma das mais graves desde os anos 1990, quando houve um recrudescimento do conflito interno do país. O especialista colombiano Sebástian Granda Henao, professor em Fronteiras e Direitos Humanos na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), explica que o aumento do preço da cocaína no mercado mundial, no final de 2024, impulsionou a guerra pelo controle das economias ilegais da região. “A guerra é para ver quem consegue controlar a produção, a comercialização e o refinamento da folha de coca nesse período de bonança. É um problema de economia política, de ter o controle territorial para a produção de commodities [matérias-primas] de economias ilegais”, destacou Sebástian. Nesta semana, o governo informou ter localizado e destruído 45 instalações e laboratórios para o processamento da cocaína. Além da droga, está em disputa toda uma economia ilegal que funciona na região, como o contrabando de mercadorias por meio da fronteira com a Venezuela, além da extração de petróleo e da mineração ilegais. Extorsões dos moradores, por meio da cobrança de tributos, também faz parte das receitas desses grupos. Paz total O governo Petro vinha tentando implementar um processo de Paz Total, com objetivo de desmobilizar os grupos armados que ainda atuam na Colômbia. “O que o ELN cometeu em Catatumbo são crimes de guerra. O processo de diálogo com este grupo está suspenso. O ELN não tem vontade de paz”, afirmou o presidente da República, em uma rede social. Para o professor colombiano Sebastian Henao, a violência em Catatumbo ameaça o projeto de paz do governo. “Me parece que a aposta política pela paz total tem sido aproveitada por esses grupos para ampliar sua operação. Há muitos mais interesses envolvidos do que a vontade de paz. Há um negócio por trás que ninguém quer abandonar e que dá muito lucro”, ponderou. Crise humanitária Os sucessivos conflitos armados colombianos que já duram mais de 80 anos tornaram o país vizinho uma das nações com o maior número de deslocados internamente do planeta, com 8,8 milhões de pessoas forçadas a deixarem suas residências ao longo da história dos conflitos, segundo dados da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). A Acnur calculou que, apenas em 2024, 115 mil pessoas foram afetadas por confinamento forçado devido aos conflitos armados. “Apesar dos esforços humanitários, o conflito persiste e as necessidades em Catatumbo continuam urgentes. Medidas de proteção são necessárias para pessoas deslocadas e líderes comunitários, bem como abrigo, assistência alimentar, água potável, serviços de saúde e acesso à educação”, informou a organização. Origem da guerra Frame de vídeo divulgado pelo Exército de Libertação Nacional (ELN) da Colômbia – Frame ibertação Nacional (ELN) O conflito armado da Colômbia começou como um problema agrário, causado pela concentração de terras na mão de poucas pessoas, de um lado, e massas de camponeses sem terra, do outro. A luta pela terra ao longo da década de 1940 detonou uma violência contra camponeses que se organizavam no país. Essa explicação é do professor da UFGD, Sebastian Henao. “A luta pela terra foi se agravando em meio ao contexto da violência entre os partidos liberal e conservador e os grupos camponeses vão se armando para se proteger. Nas décadas de 1960 e 1970, no contexto da guerra fria, as organizações passam a adotar um projeto político para tomada do poder”, explicou. O especialista diz que o crescimento da economia da cocaína levou essas guerrilhas a procurarem controlar a produção da droga para se financiarem. “As guerrilhas tomam o negócio da droga para financiar a guerra e a resposta do Estado foi muito mais violenta, o que leva ao recrudescimento do conflito na década de 1990”, completou. Fonte: Agência Brasil Foto: REUTERS/Carlos Eduardo Ramirez

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