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Tag: politica

Câmara aprova regras para comercialização de remédios em supermercados

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2) o Projeto de Lei 2158/23, que autoriza a instalação de um setor de farmácias no interior de supermercados – desde que em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade. A proposta agora segue para sanção presidencial. Para o relator, deputado Dr. Zacharias Calil (União-GO), a medida facilita o acesso da população a drogarias, sobretudo em cidades de pequeno porte. “Existem dificuldades de acesso enfrentadas pelos consumidores que residem em pequenos municípios, nas regiões mais remotas do Brasil, devido à ausência de farmácias nesses locais”, argumentou o parlamentar. Já para a deputada Maria do Rosário (PT-RS) a medida, além de representar um risco e um incentivo à automedicação, cede aos interesses da indústria farmacêutica. “A pessoa que pega o medicamento vai pegar também pão”, disse. “É um absurdo. É ceder ao interesse e lobby dos segmentos vinculados aos grandes laboratórios”, completou. Entenda De acordo com o texto, embora a farmácia em questão possa operar sob a mesma identidade fiscal do supermercado ou por meio de contrato com drogaria licenciada e registrada nos órgãos competentes, ela terá que seguir as mesmas exigências sanitárias e técnicas vigentes, incluindo: presença obrigatória de farmacêuticos legalmente habilitados durante todo o horário de funcionamento da farmácia; dimensionamento físico e estrutura de consultórios farmacêuticos; recebimento, armazenamento, controle de temperatura, ventilação, iluminação e umidade adequados; rastreabilidade, assistência e cuidados farmacêuticos. O projeto de lei restringe a oferta de medicamentos em áreas abertas, comunicáveis ou sem separação funcional completa, como bancadas, estandes ou gôndolas externas ao espaço da farmácia ou drogaria. Controle especial Em casos de compra de medicamentos de controle especial, quando há retenção da receita médica, o texto determina que a entrega do remédio só aconteça após o pagamento. Tais medicamentos poderão ser transportados do balcão de atendimento da drogaria até o local de pagamento em embalagem lacrada, inviolável e identificável. Comércio eletrônico O projeto permite às farmácias licenciadas e registradas pelos órgãos competentes contratarem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para fins de logística e entrega ao consumidor, desde que assegurado o cumprimento integral da regulamentação sanitária aplicável. Categoria Em nota, o Conselho Federal de Farmácia avaliou que o texto aprovado pela Câmara dos Deputados reduz danos, mantendo as exigências sanitárias já previstas no Senado, além de atender a pontos classificados como centrais e defendidos pela entidade. “O parecer aprovado reafirma que a instalação de farmácias em supermercados somente poderá ocorrer se forem farmácias completas, com espaço físico segregado, presença obrigatória de farmacêutico responsável técnico, cumprimento integral das normas sanitárias e fiscalização sanitária.” O comunicado reforça que, conforme o texto, não há autorização para venda de medicamentos em gôndolas ou caixas comuns de supermercado. “Além disso, foram rejeitadas emendas que previam assistência farmacêutica remota em pequenos municípios, preservando a exigência de presença física do farmacêutico”. “O debate em Plenário concentrou-se na necessidade de equilibrar acesso, concorrência e proteção à saúde pública. Com a manutenção das exigências estruturais e da presença obrigatória do farmacêutico, o texto aprovado mantém o modelo sanitário defendido pelo conselho”, concluiu a entidade. Contraponto Dias antes da aprovação, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) recomendou a rejeição de qualquer proposta legislativa que disponha sobre a venda de medicamentos em supermercados. “O projeto autoriza supermercados e estabelecimentos similares a dispensarem medicamentos isentos de prescrição, o que, pela avaliação do plenário do CNS, pode desencadear interesses comerciais acima do cuidado à saúde das pessoas, do acesso racional e seguro dos medicamentos e à segurança e o bem-estar da população”, avaliou a entidade em nota. Em dezembro, o Ministério da Saúde também se posicionou contrário ao texto. Para a pasta, a medida compromete o alcance do eixo estratégico 13 da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, que prevê a promoção do uso racional de medicamentos, por intermédio de ações que orientem a prescrição, a dispensação e o consumo. “Medicamentos, mesmo aqueles isentos de prescrição, possuem riscos. Seu uso sem orientação adequada pode levar a diversos problemas como a automedicação inadequada, resultando em interações medicamentosas, intoxicações, agravamento de doenças não diagnosticadas e mascaramento de sintomas importantes. Essa prática dificulta o tratamento adequado podendo colocar em risco a saúde do cidadão, comprometendo a saúde pública”. *Com informações da Agência Câmara   Fonte: Agência Brasil

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Netanyahu afirma que ofensiva contra o Irã será intensificada

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou neste domingo (1º) que a ofensiva militar contra o Irã, iniciada no último sábado (28), vai ser intensificada. “Nossas forças estão avançando no coração de Teerã com intensidade crescente, e isso só se intensificará ainda mais nos próximos dias.” Os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã já deixaram centenas de mortos e feridos. Entre as vítimas, o Ministério da Educação do Irã inclui 153 meninas mortas e 95 feridas em um bombardeio aéreo a uma escola em Minab, no sul do país. Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou neste domingo o lançamento de um ataque contra o território israelense e pelo menos 27 bases americanas na região do Oriente Médio. Netanyahu reconheceu o custo humano do conflito para a população israelense, e citou ataques contra duas cidades do país: Tel Aviv e Beit Shemesh. Benjamin Netanyahu classificou o momento como “dias dolorosos” e prestou condolências às famílias das vítimas. Por fim, desejou uma rápida recuperação aos feridos. Queda do regime O político israelense usou sua conta na rede social X para comentar os últimos desdobramentos da campanha militar contra o país persa. “Acabei de sair de uma reunião com o Ministro da Defesa, o Chefe do Estado-Maior e o chefe do Mossad [Instituto de Inteligência e Operações Especiais de Israel]. Dei instruções para a continuação da campanha”, publicou o líder israelense. O premiê destacou a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. “Ontem [28], eliminamos o ditador Khamenei. Juntamente com ele, eliminamos dezenas de figuras importantes do regime opressor.” Aliança militar com os EUA Em vídeo publicado, o mandatário israelense diz que tem mobilizado todo o poder das Forças de Defesa de Israel, “como nunca antes, para garantir a existência do país no futuro”. Além disso, ressaltou a parceria com os Estados Unidos e seu presidente, Donald Trump, a quem chama de amigo. “Essa combinação de forças nos permite fazer o que eu venho esperando fazer há 40 anos: atacar o regime terrorista em cheio. Eu prometi, e nós vamos cumprir”.   Fonte: Agência Brasil Foto: Frame/ X/Benjamin Netanyah

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Conselheiros tutelares protestam contra absolvição de acusado de estupro de menina de 12 anos em BH

Manifestação ocorre na porta do TJMG e cobra revisão de decisão que reconheceu “vínculo afetivo consensual” entre réu e vítima Na manhã desta quarta-feira (25), conselheiros tutelares realizam um protesto em frente ao prédio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), na Avenida Afonso Pena, região Centro-Sul de Belo Horizonte. O ato é contra a decisão que absolveu um homem de 35 anos acusado de estuprar uma adolescente de 12 anos na capital mineira. Segundo um dos organizadores, a mobilização deve reunir cerca de 50 pessoas, entre conselheiros tutelares e apoiadores, incluindo um defensor público. A concentração está marcada para as 9h40, em frente ao Tribunal, com previsão de deslocamento até a Praça Sete. A absolvição foi proferida pela 9ª Câmara Criminal do TJMG. O relator do processo, desembargador Magid Nauef Láuar, entendeu que havia um “vínculo afetivo consensual” entre o réu e a vítima, o que levou à reversão da sentença de primeira instância, que havia condenado o homem a nove anos e quatro meses de prisão. A decisão provocou forte reação no meio jurídico e entre órgãos de controle. O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, instaurou um Pedido de Providências para apurar a atuação do tribunal e do magistrado no caso. Foi determinado que o TJMG e o desembargador prestem informações no prazo de cinco dias. Em nota, o Tribunal informou que o processo tramita em segredo de Justiça e que prestará todos os esclarecimentos solicitados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) também anunciou que vai analisar a decisão e já identificou aspectos jurídicos passíveis de impugnação. O órgão informou que adotará as medidas processuais cabíveis para assegurar a aplicação da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em nota, o Ministério Público reforçou que a legislação brasileira considera qualquer relação sexual com menores de 14 anos como estupro de vulnerável. “Tal diretriz normativa visa resguardar o desenvolvimento saudável e a dignidade sexual dessa população, tratando-os como bens jurídicos indisponíveis, que se sobrepõem a qualquer interpretação fundada em suposto consentimento da vítima ou anuência familiar”, destacou. A decisão também gerou repúdio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A entidade citou o Código Penal e afirmou que a lei não admite consentimento, união informal ou qualquer exceção em casos que envolvam menores de 14 anos. “Menina de 12 anos é criança, não tem maturidade física, emocional ou jurídica para consentir. A Constituição impõe proteção integral e o Estatuto da Criança e do Adolescente reafirma o dever do Estado e da sociedade”, declarou a secretária-geral da OAB, Rose Morais. O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania também criticou a decisão. Em nota, a pasta destacou que o Brasil adota o princípio da proteção integral de crianças e adolescentes e que são inadmissíveis a anuência familiar ou a autodeclaração de vínculo conjugal para relativizar violações. O ministério afirmou ainda que repudia o casamento infantil, prática considerada grave violação de direitos humanos. O caso segue sob sigilo judicial.   Fonte: R7  

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STF começa a julgar irmãos Brazão e mais três acusados de mandar matar Marielle

Vereadora foi assassinada por ter se tornado obstáculo político aos interesses de Domingos e Chiquinho Brazão, segundo a PGR A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) começa a julgar nesta terça-feira (24) a ação penal contra os cinco acusados de planejar o assassinato da vereadora Marielle Franco em março de 2018, no Rio de Janeiro. Na ocasião, o motorista de Marielle, Anderson Gomes, também morreu. A denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) foi recebida pelo colegiado em junho de 2024. Os réus são: Domingos Brazão, conselheiro do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro); Chiquinho Brazão, ex-deputado federal; Rivaldo Barbosa, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro; Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-policial; Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos. O julgamento deve começar às 9h. A Primeira Turma do STF também reservou outras duas sessões para analisar o caso: uma às 14h desta terça, e outra às 9h desta quarta-feira (25). Segundo a PGR, Marielle foi morta por ter se tornado um obstáculo político aos interesses econômicos e eleitorais dos irmãos Domingos e Chiquinho quanto à exploração imobiliária ilegal e ao controle de milícias na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Os irmãos Brazão são apontados como mandantes dos crimes. Eles foram acusados de: Homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e emboscada/recurso que dificultou a defesa da vítima) contra Marielle; Homicídio duplamente qualificado contra Anderson (para assegurar a impunidade do primeiro crime); Tentativa de homicídio duplamente qualificado contra Fernanda Chaves (assessora de Marielle); Integração de organização criminosa armada. Rivaldo Barbosa (acusado de ter atuado para garantir a impunidade, prestando auxílio intelectual) e Ronald Paulo de Alves Pereira (acusado de realizar o monitoramento de Marielle) respondem aos seguintes crimes: Homicídio duplamente qualificado contra Marielle e Anderson; Tentativa de homicídio duplamente qualificado contra Fernanda. Robson Calixto Fonseca, que teria atuado como representante e braço armado da milícia para a família Brazão, é réu por integração de organização criminosa armada. Os ministros vão decidir pela condenação ou absolvição dos acusados e, em caso de condenação, fixar as penas, com possibilidade de recurso em ambas as hipóteses. Delação de Ronnie Lessa A delação premiada do ex-policial militar e assassino confesso Ronnie Lessa baseia a acusação da PGR. Nela, Lessa detalhou toda a trama criminosa, desde os mandantes e a motivação até o planejamento e a logística do assassinato de Marielle e Anderson. Lessa disse que Marielle era uma “pedra no caminho” dos irmãos Brazão. “Foi feita a proposta, a Marielle foi colocada como uma pedra no caminho. O Domingos, por exemplo, não tem ‘papas na língua’”, afirmou Lessa aos investigadores. Além disso, conforme o policial, o plano para matar Marielle começou em setembro de 2017. Lessa relatou que foi convidado para o crime pelo miliciano Edmilson da Silva de Oliveira, o “Macalé”. Como pagamento pela morte de Marielle, Lessa e Macalé receberiam dos irmãos Brazão uma grande extensão de terras para a constituição de um loteamento clandestino, avaliado em cerca de R$ 50 milhões. Em depoimento ao STF em 2024, Lessa admitiu que se deixou levar por ganância. “Eu me deixei levar, foi ganância. Eu, na verdade, nem precisava, estava numa fase muito tranquila da minha vida, e eu caí nessa asneira. Foi ganância, realmente foi uma ilusão danada que caí.” O delator afirmou que os irmãos Brazão deixaram claro desde a primeira reunião que a Polícia Civil estava “no bolso” deles e que o crime contava com o aval e a proteção de Rivaldo Barbosa, então diretor da Divisão de Homicídios. Defesas contestam validade da delação As defesas de todos os réus alegam falta de provas independentes e contestam a validade da colaboração premiada de Ronnie Lessa. Segundo os advogados, o delator mentiu, omitiu fatos e manipulou a narrativa para proteger seus verdadeiros comparsas e obter benefícios legais, sem que houvesse corroboração externa de suas acusações. As defesas dos irmãos Brazão rechaça a narrativa de que Marielle era uma adversária política que ameaçava os interesses da família. Além disso, argumentam que a atuação de Marielle na pauta fundiária era discreta e que ela e Chiquinho mantinham relação cordial. Os advogados ressaltam que os irmãos Brazão não possuem qualquer envolvimento com grilagem de terras ou milícias. “Preferia ter morrido”, disse Domingos Em outubro de 2024, durante depoimento ao STF, Domingos chorou e afirmou que “preferia ter morrido” no lugar da vereadora. Ele também disse que nunca viu Ronnie Lessa e que ele “está nos enterrando vivos”. “Eu preferia ter morrido no lugar da Marielle. Ele está destruindo a minha família. Que tipo de gente faz isso? O senhor acha que ia ter coragem de levar e envolver meu irmão nisso? É claro que a família da Marielle sofre, mas ele poderia ter me matado. Eu não sei como ele [Ronnie Lessa] dorme”, disse na ocasião. Chiquinho também chorou durante o depoimento. “Fizeram uma maldade muito grande com ela. Marielle sempre foi minha amiga. Era uma vereadora muito amável e com quem a gente tinha uma boa relação. Ela sempre foi muito respeitosa e carinhosa.”   Fonte: R7 Foto: Mário Vasconcellos/CMRJ – 24.10.2017

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Senado analisa Estatuto dos Cães e Gatos que prevê até 10 anos de prisão por morte ou tortura

Projeto aprovado na Comissão de Direitos Humanos amplia punições para maus-tratos, proíbe abandono e cria regras para tutela e adoção responsável de cães e gatos  O Senado Federal analisa o Projeto de Lei 6.191/2025, que institui o Estatuto dos Cães e Gatos e estabelece pena de seis meses a dez anos de reclusão para quem matar ou torturar cães ou gatos. A proposta já foi aprovada por unanimidade na Comissão de Direitos Humanos (CDH) e agora está em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).  O texto foi elaborado com a participação de entidades de defesa animal e especialistas em direito animal. Estruturado em 12 capítulos e 60 artigos, o estatuto cria um marco regulatório abrangente para garantir proteção, bem-estar, saúde e convivência harmoniosa entre cães, gatos e seres humanos, tanto no ambiente familiar quanto comunitário.  Entre os principais pontos da proposta estão a proibição de abandono, agressões, mutilações estéticas, uso em rinhas, restrição injustificada de liberdade e utilização de animais em testes que provoquem sofrimento. O projeto também veda o confinamento inadequado, a comercialização clandestina e a negação de acesso à água e alimentação, inclusive em áreas comuns.  A matéria ainda introduz o conceito de “animais comunitários”, definidos como cães e gatos em situação de rua que mantêm vínculos de dependência com a comunidade. O texto prevê mecanismos para garantir proteção e cuidados a esses animais.  O estatuto também formaliza a chamada “custódia responsável”, definida como o compromisso legal e ético do tutor de assegurar o bem-estar do animal. Já a adoção responsável passa a exigir que o adotante tenha mais de 18 anos, possua condições adequadas para os cuidados necessários e não tenha antecedentes por maus-tratos. Além disso, as adoções devem considerar prioritariamente o interesse do animal, especialmente em casos de histórico de trauma ou abandono.  Ao defender a proposta, o relator do projeto, senador Paulo Paim, citou um recente caso de violência contra um cão em Florianópolis, que gerou repercussão nacional e internacional. Segundo ele, é necessário que o Estado dê uma resposta firme diante de atos de crueldade.  “O Estatuto dos Cães e Gatos é um passo fundamental para assegurar direitos essenciais a esses seres que dependem muito de nós. Enfatizo a importância de se estabelecer direitos fundamentais à vida, integridade e bem-estar dos nossos amigos de quatro patas”, afirmou o senador.  Se aprovado na CCJ e no plenário do Senado, o texto seguirá para análise da Câmara dos Deputados. (Renan Isaltino) Fonte: Agência Brasil Foto: arquivo P.V

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OAB cita “natureza perpétua” e pede fim de inquérito das fake news

Em ofício encaminhado nesta segunda-feira (23) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu o encerramento de investigações de “duração indefinida”, em especial o chamado “inquérito das fake news”. O documento é assinado pelo presidente, Beto Simonetti, e demais integrantes do Conselho Federal da OAB, bem como pelos presidentes das 27 secções estaduais e distrital da entidade. O texto expressa “extrema preocupação institucional com a permanência e conformação jurídica de investigações de longa duração, em especial do Inquérito n.º 4.781 [fake news]”. O texto pede “que sejam adotadas providências voltadas à conclusão dos chamados inquéritos de natureza perpétua, em especial daqueles que, por sucessivos alargamentos de escopo e prolongamento temporal, deixam de ostentar delimitação material e temporal suficientemente precisa”. O inquérito das fake news foi aberto em 2019 por ordem do então presidente do Supremo, Dias Toffoli, de ofício, isto é, sem provocação externa, seja do Ministério Público ou de qualquer outra instituição ou pessoa. O ministro Alexandre de Moraes foi então escolhido como relator, sem sorteio ou distribuição regular. Na ocasião, a medida, considerada incomum, em especial devido à maneira como foi definida a relatoria, foi justificada como sendo necessária para apurar ameaças e ataques virtuais que tinham os ministros do Supremo como alvo. Ao longo dos anos, contudo, foram abertas dezenas de linhas de investigação contra centenas de pessoas, com inúmeras prorrogações do prazo para o encerramento do processo. No ofício, a OAB reconhece que o inquérito “nasceu em contexto excepcional”, e que por isso seus procedimentos heterodoxos acabaram sendo validados pelas instituições em “circunstâncias extraordinárias”, mas que por esse mesmo motivo a apuração deve ser conduzida “com estrita observância da excepcionalidade que lhe deu origem”. “O Inquérito n.º 4.781, instaurado em março de 2019, aproxima-se de sete anos de tramitação, o que, por si só, recomenda exame cuidadoso sob a ótica da duração razoável dos procedimentos e da necessária delimitação de seu objeto”, observa o texto. A OAB apresenta ainda como justificativa para o pedido de encerramento do processo os “relatos recentes sobre a inclusão, no âmbito do mesmo procedimento, de pessoas e fatos que, embora possam merecer apuração rigorosa por canais próprios, não se apresentam de forma imediatamente aderente ao núcleo originário que justificou a instauração do inquérito”. O texto faz referência indireta à operação deflagrada neste mês pela Polícia Federal (PF), por ordem de Moraes, no âmbito desse inquérito, contra quatro servidores da Receita Federal que foram apontados como suspeitos de vazar informações fiscais sigilosas de ministros do Supremo e seus familiares. Em decisão sigilosa, foram determinadas medidas como uso de tornozeleira eletrônica e afastamento das funções. O ofício menciona ainda o “tom intimidatório” que, ao ver da OAB, é alimentado pela persistência de um quadro de pouca clareza quanto ao objeto e à duração de inquéritos como o das fake news, algo que seria “incompatível com o espírito democrático, republicano e institucional consagrado pela Constituição de 1988”. A ordem cita ainda ser indispensável proteger o livre exercício profissional de jornalistas e advogados, conforme proteção conferidas pela Constituição a esses profissionais. “A advocacia não pode atuar sob ambiente de incerteza quanto aos limites da atuação investigativa estatal, sobretudo em temas que envolvam sigilo profissional, acesso a dados e preservação da confidencialidade da relação entre defensor e constituinte”, afirma o documento. Ao final, a OAB solicita que seja marcada uma audiência com Fachin para que tais preocupações sejam expostas em pessoa pelos representantes da ordem.   Fonte: Agência Brasil

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Ministro do STF autoriza PF a retomar investigação do caso Master

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (19), em Brasília, autorizar a Polícia Federal (PF) a retomar as investigações sobre fraudes no Banco Master. A decisão foi tomada uma semana após o ministro Dias Toffoli deixar o comando do caso e Mendonça assumir a relatoria do inquérito que tramita na Corte. Segundo Mendonça, a PF poderá retomar as perícias e outras diligências necessárias como a coleta de depoimentos. “A adoção do fluxo ordinário de trabalho pericial da instituição [e] a realização de diligências ordinárias que se façam eventualmente necessárias – como, por exemplo, a oitiva de investigados e testemunhas nas dependências da Polícia Federal – estão autorizadas”, decidiu o ministro. Perícias Mendonça também autorizou a PF a compartilhar internamente as informações da investigação para agilizar o trabalho de perícia. A Polícia Federal informou ao ministro que está realizando perícia em cerca de 100 dispositivos eletrônicos e pediu que o material seja compartilhado com outras áreas da corporação para finalizar o trabalho. De acordo com a PF, somente um perito levaria cerca de 20 semanas para verificar o material apreendido. Ao analisar o pedido, Mendonça autorizou o compartilhamento de informações dentro da PF, mas disse que o sigilo deverá ser mantido. “Somente as autoridades policiais e agentes diretamente envolvidos na análise e condução dos procedimentos reciprocamente compartilhados é que devem ter conhecimento das informações acessadas, o que lhes impõe o dever de sigilo profissional, inclusive em relação aos superiores hierárquicos e outras autoridades públicas”, completou. Antes da decisão do ministro André Mendonça, o antigo relator, Dias Toffoli, indicou os peritos que deveriam realizar as perícias e restringiu o acesso aos dados. Novas investigações Por fim, Mendonça decidiu que a PF só poderá iniciar novas investigações sobre o Master após sua autorização. “A instauração de qualquer nova investigação ou inquérito deve, antes, ser expressa e fundamentadamente requerida a este relator, devendo-se aguardar a respectiva deliberação a respeito, caso a caso”, finalizou.   Fonte: Agência Brasil Foto: PF

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STF valida acordo que redefine custeio de medicamentos oncológicos no SUS

Supremo mantém ressarcimento de 80% pela União e fixa regras sobre competência da Justiça em ações envolvendo tratamentos contra o câncer  O Supremo Tribunal Federal (STF) referendou por unanimidade, nesta quinta-feira (19), a homologação de um acordo interfederativo que redefine o custeio de medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS) e estabelece novas diretrizes sobre qual ramo da Justiça deve julgar ações relacionadas a esses tratamentos.  Entre os principais pontos está a manutenção do ressarcimento de 80% pela União nos casos em que medicamentos oncológicos forem fornecidos por decisão judicial. O percentual vale para ações ajuizadas até 10 de junho de 2024 e foi estendido, de forma provisória, para processos posteriores, até que um eventual novo consenso interfederativo seja firmado e submetido novamente à Corte.  A discussão foi retomada após o Ministério da Saúde editar a Portaria GM/MS 8.477/2025, que instituiu o AF-ONCO — Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia. A norma reorganizou o financiamento, a aquisição e a dispensação desses medicamentos no âmbito do SUS.  O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, propôs a fixação de nova tese para disciplinar a competência jurisdicional nas demandas sobre medicamentos oncológicos já incorporados ao SUS. Pelo entendimento aprovado: Quando a aquisição for centralizada pelo Ministério da Saúde, a competência será da Justiça Federal; Nos casos de aquisição descentralizada por estados ou municípios, o julgamento caberá à Justiça Estadual.  Para preservar a segurança jurídica e evitar a redistribuição de processos em andamento, o Supremo modulou os efeitos da decisão. A nova definição de competência valerá apenas para ações ajuizadas após 22 de outubro de 2025, data de publicação da portaria que criou o AF-ONCO.  A decisão consolida regras sobre o financiamento e o trâmite judicial de medicamentos oncológicos, tema que tem impacto direto na gestão orçamentária e no acesso de pacientes a tratamentos no SUS. (Renan Isaltino)

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Saiba como funcionou o vazamento de dados de ministros do STF e como a PF chegou aos suspeitos

Auditoria interna da Receita identificou acessos sem justificativa funcional A investigação sobre o suposto vazamento de dados fiscais de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), do procurador-geral da República e de familiares começou com uma desconfiança: acessos ao sistema da Receita Federal sem explicação de trabalho. A partir daí, uma auditoria interna detectou um “bloco de acessos cuja análise, pelas áreas responsáveis, não identificou justificativa funcional”, segundo relatório enviado ao Supremo. Os registros apontaram múltiplas consultas a informações protegidas por sigilo fiscal. De acordo com a apuração reunida no inquérito das fake news, servidores da Receita ou profissionais cedidos por outros órgãos acessaram dados fiscais de autoridades sem relação com suas funções. O inquérito foi aberto em 14 de março de 2019, por ordem do então presidente do STF, Dias Toffoli, para investigar a existência de fake news, denunciações caluniosas, ameaças e infrações que atingem a honorabilidade e a segurança do STF, assim como de seus membros e familiares. Após as consultas, as informações teriam sido divulgadas de forma fragmentada. Para a Procuradoria-Geral da República, esse uso seletivo de dados sigilosos pode ter servido para “produzir suspeitas artificiais, de difícil dissipação”. A conduta, em análise preliminar, apresenta aderência ao artigo 325 do Código Penal, sobre violação de sigilo funcional. No entanto, a PGR sustenta que o caso não se limita à quebra individual de sigilo fiscal, pois envolve exploração pública de dados protegidos. Entre os atingidos estariam esposas de ministros, filhos e outras pessoas relacionadas às autoridades. Como o esquema veio à tona Em 12 de janeiro deste ano, o STF solicitou à Receita auditoria nos sistemas para verificar acessos a dados de ministros e familiares nos últimos três anos. O trabalho entrou em procedimento já aberto pela Corregedoria do órgão após notícias divulgadas na imprensa. A Receita informou que seus sistemas são rastreáveis, o que permite identificar quem acessou cada informação. A auditoria, ainda em andamento, já apontou desvios comunicados ao relator no Supremo. Em nota, o Fisco declarou: “A Receita Federal do Brasil não tolera desvios, especialmente relacionados ao sigilo fiscal, pilar básico do sistema tributário”. Desde 2023, segundo o órgão, houve ampliação de controles de acesso, restrição de perfis e reforço de alertas. No período, sete processos disciplinares foram concluídos, com três demissões. Operação e medidas judiciais Com base nas informações da Receita e em pedido da PGR, o ministro Alexandre de Moraes autorizou operação da Polícia Federal nesta terça-feira (17). Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Também houve quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados. Além disso, o Supremo determinou medidas cautelares contra os servidores Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes: Afastamento do cargo público; Proibição de acesso às dependências do Serpro e da Receita; Bloqueio de acesso a sistemas e bases de dados; Uso de tornozeleira eletrônica com recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana; Proibição de deixar a comarca; Cancelamento de passaportes e impedimento de saída do país. A reportagem tenta contato com as defesas dos servidores. O espaço segue aberto. Informações Na tarde desta terça, a Receita informou que não foi detectado nenhum acesso a dados fiscais sigilosos do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e seus familiares. “A nota do STF apenas informa que foram pedidos à RFB dados de acesso de todos os ministros do STF, do PGR e seus familiares. Ou seja, foi pedido auditoria de todos, mas não significa que houve acesso aos dados fiscais de todos, importante esclarecer esse entendimento”.   Fonte: R7 Foto: Fellipe Sampaio/STF

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Prefeito de Limeira anuncia mudanças no primeiro escalão e define novos titulares para três secretarias

Segurança, Promoção Social e Desenvolvimento Econômico passam por reestruturação com foco em gestão técnica e fortalecimento de políticas públicas  O prefeito Murilo Félix anunciou nesta segunda-feira (16) mudanças no comando de três áreas estratégicas da administração municipal. As secretarias de Segurança Pública e Defesa Civil, Promoção Social e Desenvolvimento Econômico passam a ter novos titulares a partir desta semana.  Para a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Civil, o escolhido é o vereador e advogado Anderson Pereira. A pasta vinha sendo chefiada interinamente por Henrique Paes, que retorna ao comando da Guarda Civil Municipal. O prefeito agradeceu o trabalho desempenhado no período e destacou a continuidade da parceria na área da segurança.  Já a Secretaria de Promoção Social será comandada por Constância Félix, que retorna à gestão pública com ampla experiência na área social. O então secretário Dimas Peruzza passa a responder pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Marcelo Bueno, que ocupava interinamente a função, retorna ao cargo de diretor.  Segundo Murilo Félix, as mudanças fazem parte de ajustes no segundo ano de governo. “São áreas estratégicas e que exigem comprometimento, sensibilidade e firmeza na condução das políticas públicas, sempre com o objetivo de qualificar o atendimento e ampliar os serviços oferecidos à população”, afirmou. Perfil dos novos secretários Anderson Pereira está no terceiro mandato como vereador e é formado em Direito, com pós-graduação em Direito Público e Processo Administrativo pelo Complexo Jurídico Damásio de Jesus. Tem experiência como secretário de Assuntos Jurídicos da Prefeitura de Engenheiro Coelho e como assessor jurídico do Legislativo municipal. Também integra a Comissão de Assuntos Legislativos da OAB e atua nas áreas de Direito Empresarial e Direito Público Eleitoral. Constância Félix é formada em Ciências Econômicas pelo ISCA Faculdades e construiu trajetória voltada à área social. Já presidiu o Centro de Promoção Social Municipal e o Fundo Social de Solidariedade de Limeira, além de ter sido deputada estadual e vereadora por dois mandatos. Entre as iniciativas lideradas por ela estão a implantação da Casa da Mulher Vítima de Violência, o Centro de Saúde e Lazer do Idoso e o fortalecimento de conselhos municipais ligados à assistência social. Dimas Francisco Peruzza, agora à frente do Desenvolvimento Econômico, é empresário no setor de peças automotivas há 34 anos e tem experiência na administração pública, tendo presidido o Ceprosom e ocupado a Secretaria de Promoção Social. Também mantém atuação em entidades esportivas e sociais do município. Com as mudanças, a Prefeitura aposta na experiência técnica e política dos novos titulares para conduzir ações consideradas prioritárias para a cidade. (Renan Isaltino) Fotos: Câmara de Limeira

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