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Tag: politica

Após Venezuela, Trump ameaça tomar Groenlândia e atacar Colômbia

Um dia após bombardear a Venezuela e sequestrar o presidente Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçou anexar a Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca, e sugeriu uma ação militar contra o governo da Colômbia, de Gustavo Petro. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, emitiu nota afirmando que os EUA não têm qualquer direito de anexar nenhum dos países do Reino da Dinamarca. “Tenho que dizer isso muito diretamente aos Estados Unidos: não faz absolutamente nenhum sentido falar sobre a necessidade de os EUA tomarem posse da Groenlândia”, disse Frederiksen. A chefe do Estado europeu lembrou que a Dinamarca faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e está coberta pela garantia de segurança da aliança militar, que é encabeçada pelos próprios EUA. “Já temos um acordo de defesa entre o Reino e os Estados Unidos, que concede aos EUA amplo acesso à Groenlândia. E nós, por parte do Reino, investimos significativamente em segurança no Ártico”, completou. A primeira-ministra da Dinamarca ainda apelou para o fim das ameaças. “Insisto veementemente para que os EUA cessem as ameaças contra um aliado histórico e contra outro país e outro povo que já deixaram bem claro que não estão à venda”, finalizou. Em uma rede social, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, disse que a ameaça é inaceitável. “Quando o presidente dos Estados Unidos fala “precisamos da Groenlândia” e nos liga com a Venezuela e intervenção militar, não é só errado. Isto é tão desrespeitoso. Nosso país não é objeto de retórica de superpotência”, comentou. Em entrevista à revista The Atlantic, Trump afirmou, nesse domingo (4), que Washington “precisa” da Groenlândia para a segurança nacional. “[Precisamos da Groenlândia] não por causa dos minerais, temos vários lugares para minerais e petróleo, mais que qualquer país do mundo. Precisamos da Groenlândia para nossa segurança nacional. Se você olhar para Groenlândia, olhar para cima e para baixo da costa, tem navios russos e chineses por todas as partes”, afirmou o chefe da Casa Branca. As ameaças para anexar o território no extremo-norte do continente americano vêm desde que Trump assumiu o governo, em janeiro de 2025. A nova ameaça desse domingo foi rejeitada por outros chefes de Estado europeus, como dos vizinhos Finlândia, Noruega e Suécia. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que somente a Groenlândia e a Dinamarca devem decidir o futuro do território. “E a Dinamarca é uma aliada próxima na Europa, é uma aliada da Otan e é muito importante que o futuro da Groenlândia seja para o Reino da Dinamarca e para a própria Groenlândia, e somente para a Groenlândia e o Reino da Dinamarca”, disse Starmer à emissora pública inglesa BBC. Colômbia Além da Groenlândia, Trump ameaçou também de uma ação militar na Colômbia, do presidente esquerdista Gustavo Petro, crítico das políticas da Casa Branca para a América Latina. O presidente dos EUA disse que uma ação militar contra o governo Petro “parece bom”. “A Colômbia também está muito doente, administrada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos EUA”, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, disse Trump a jornalistas. O presidente da Colômbia rejeitou as acusações do presidente estadunidense. “Não sou ilegítimo, nem traficante de drogas; meu único bem é a casa da minha família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram tornados públicos”, lembrou. “Tenho enorme fé no meu povo, e é por isso que lhes pedi que defendam o presidente contra qualquer ato ilegítimo de violência. A forma de me defenderem é tomar o poder em cada município do país. A ordem para as forças de segurança não é atirar contra o povo, mas sim contra os invasores”, completou.   Fonte: Agência Brasil Foto: REUTERS/Hannibal Hanschke

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Presidente interina da Venezuela defende agenda de colaboração

Em carta pública endereçada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez (foto), classifica como prioritário avançar para um relacionamento “equilibrado e respeitoso” com o país norte-americano, “baseado na igualdade e não na ingerência”.  No documento, divulgado nas redes sociais, Delcy faz um convite ao governo dos EUA para trabalharem conjuntamente em uma agenda de cooperação, voltada ao desenvolvimento compartilhado, no marco da legalidade internacional e de forma a fortalecer “uma convivência comunitária duradoura”. Diálogo Ela diz: “Presidente Donald Trump, nossos povos e nossa região merecem paz e diálogo, não guerra. Esse sempre foi o predicamento do presidente Nicolás Maduro e é o de toda a Venezuela neste momento. Essa é a Venezuela em que acredito, à qual dediquei minha vida.” A presidente interina conclui a carta destacando que a Venezuela tem direito à paz, ao desenvolvimento, à soberania e ao futuro. Saiba mais No sábado (3), diversas explosões foram registradas em bairros de Caracas. Em meio ao ataque militar, orquestrado pelos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York. O ataque marca um novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico. Assim como fizeram com Noruega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência do cartel. O governo de Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro. Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.   Fonte: Agência Brasil Foto: Maxim Shemetov/Reuters

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Após queda de Maduro, Conselho de Segurança da ONU se reúne com participação do Brasil

Secretário-geral da ONU diz estar ‘profundamente alarmado’ e alerta para risco de violação do direito internacional O CSNU (Conselho de Segurança das Nações Unidas) se reunirá de forma extraordinária nesta segunda-feira (5), às 12h (horário de Brasília), para debater a situação da Venezuela após a operação dos Estados Unidos que resultou na queda do ditador Nicolás Maduro. O encontro foi solicitado pela Colômbia, com apoio de Rússia e China, e o Brasil deve participar. O horário da reunião consta na agenda do CSNU sob o título “Ameaças à paz e segurança internacionais”. É o país presidente do Conselho que define o cronograma do órgão, que atualmente é a Somália. Um diplomata brasileiro observa, na condição de anonimato, que mudanças de horário podem ocorrer e que é normal. A reunião reunirá representantes dos 15 membros e será transmitida pela TV da ONU. Órgão máximo de decisão, o CSNU é composto por 15 países, sendo cinco deles com assento permanente e dez com vagas rotativas. Os membros permanentes são China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia — todos têm poder de veto. A secretária-geral das Relações Exteriores do Itamaraty, Maria Laura da Rocha, afirmou que o Brasil vai participar da reunião extraordinária do Conselho de Segurança para debater a situação da Venezuela. Por sua vez, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar “profundamente alarmado” com a ação militar dos EUA na Venezuela. Segundo ele, independentemente da situação no país, tais acontecimentos constituem um “precedente perigoso”. “O Secretário-Geral continua a enfatizar a importância do pleno respeito — por todos — ao direito internacional, incluindo a Carta da ONU. Ele está profundamente preocupado com o fato de as normas do direito internacional não estarem sendo respeitadas”, disse a ONU em um comunicado. No fim do ano passado, o órgão de segurança máxima da ONU se reuniu duas vezes, entre outubro e dezembro, em razão das crescentes tensões entre os EUA e a Venezuela.   Fonte: R7 Foto: Wendys Olivo/Gobierno Bolivariano de Venezuela

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Maduro deixa prisão e chega ao Tribunal Federal de Nova York para audiência

Acusado de liderar esquema internacional de narcotráfico, presidente venezuelano está detido em prisão federal no Brooklyn O ditador venezuelano Nicolás Maduro foi transferido, por volta das 9h30 (no horário de Brasília) desta segunda-feira (5), em um comboio, do Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, rumo ao tribunal federal de Manhattan, onde participará da primeira audiência perante a Justiça dos Estados Unidos após ser capturado no último sábado (3). A sessão ocorre dois dias após a prisão do líder venezuelano, capturado em território venezuelano durante uma ação militar conduzida pelas Forças Armadas dos Estados Unidos e transferido para solo americano. A audiência marca o primeiro passo formal do novo estágio do processo criminal que tramita contra ele no Distrito Sul de Nova York. Esta será a primeira oportunidade para Maduro se defender das acusações feitas contra ele. O presidente venezuelano havia sido indiciado originalmente em 2020 pelo Ministério Público americano. As acusações contra Maduro Maduro responde por crimes de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados ao uso e à posse de metralhadoras e dispositivos explosivos. O presidente da Venezuela está detido no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, unidade prisional federal conhecida pelas más condições de funcionamento e por abrigar presos de alta notoriedade internacional. De acordo com o indiciamento, Nicolás Maduro é acusado de liderar, desde aproximadamente 1999, uma ampla conspiração criminosa que teria utilizado instituições do Estado venezuelano para facilitar o tráfico internacional de drogas e apoiar organizações classificadas como terroristas. Entre os grupos citados estão as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o ELN (Exército de Libertação Nacional), o Cartel de Sinaloa, os Zetas (ou Cartel del Noreste) e a organização criminosa transnacional Tren de Aragua. Segundo os documentos judiciais, Maduro teria conspirado para distribuir 5 kg ou mais de cocaína, com o conhecimento de que os lucros beneficiariam essas organizações. Ele também é acusado de conspirar para importar a droga ilegalmente para os Estados Unidos, além de fabricar e distribuir cocaína com a consciência de que o entorpecente seria introduzido em território americano. Outras acusações apontam o uso, a posse e a conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos como forma de proteger e viabilizar as operações de tráfico.   Fonte: R7 Foto: Eduardo Munoz/Reuters

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Prisão de Maduro pelos EUA vira motivo de embate entre esquerda e direita no Brasil

Enquanto alguns políticos celebram ação norte-americana, outros falam em desrespeito à soberania da Venezuela A operação que resultou na captura e prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por forças norte-americanas sob comando do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou atritos e debates entre políticos e influenciadores de direita e esquerda no Brasil, em especial nas redes sociais. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT) criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em entrevista no último sábado (3), Tarcísio afirmou que “existe um sentimento de que o regime de Maduro era insustentável. Fazia mal para a região, prejudicava os países vizinhos e tinha consequências para os demais países. Um regime ruim para a América do Sul em todos os sentidos”, declarou. Questionado sobre o rechaço, por parte do governo Lula, à operação norte-americana, Tarcísio falou em “omissão” do Brasil. “Essa operação ocorre pela omissão dos países que não lideraram o processo. O Brasil poderia ter ajudado a Venezuela. Nunca houve, por parte do Brasil, a liderança nesses últimos anos para conduzir esse processo de transição, para que a Venezuela pudesse de fato migrar para uma democracia”, opinou. Gleisi reagiu às declarações no X. “Tarcísio Freitas, que vestiu boné do Trump, comemorou o tarifaço que ele impôs contra o Brasil, apoiou a traição de Eduardo Bolsonaro à pátria, defendeu a anistia aos golpistas condenados, agora tem o desplante de responsabilizar Lula pela invasão dos EUA à Venezuela. É muito cinismo para um bolsonarista só”, escreveu a ministra. Já o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) trocou insultos com o influenciador Jones Manoel, também na rede social X. Jones foi candidato ao governo de Pernambuco pelo PCB em 2022, quando teve 0,7% dos votos. Atualmente, ele cogita se filiar ao PSOL para tentar uma eleição a deputado federal. O político é conhecido por defender ideias mais radicais à esquerda no YouTube e em outras redes. Em 2020, seu nome ganhou projeção quando foi citado por Caetano Veloso como inspiração em entrevista a Pedro Bial. Posteriormente, participou de diversos debates, que tiveram repercussão na internet. Ferreira postou uma montagem com a imagem do rosto de Lula sendo escoltado por militares dos Estados Unidos, de forma semelhante ao que teria ocorrido com Maduro. “Você está desejando que uma potência estrangeira invada o ‘teu País’ e sequestre o presidente eleito, mas fica de choro e ‘mimimi’ porque o banido do Bolsonaro foi preso com direito a julgamento e ampla defesa. É um verme completo, um imbecil”, respondeu Jones. Nikolas ironizou a crítica: “tão tá, qualquer coisa vai avisando a gente”. Posição de partidos O PT divulgou nota em que “condena veementemente a agressão militar dos Estados Unidos da América contra a República Bolivariana da Venezuela e seu povo”. “O bombardeio em Caracas e o sequestro do presidente configuram a mais grave agressão internacional registrada na América do Sul no século 21”, diz o comunicado. O PSOL fala em “ação criminosa dos Estados Unidos, que ferem a autodeterminação da Venezuela e da América Latina” e que “gerou pânico entre a população civil”, classificando como “desaparecimento forçado” a prisão de Nicolás Maduro. Também em nota, o PCdoB considerou as ações norte-americanas como “terrorismo internacional”. Já o Novo, em rede social, celebrou a prisão como “a melhor notícia que os venezuelanos receberam em décadas”, atrelando Maduro a “censura, prisões arbitrárias, tortura, execuções, narcoestado e miséria”. O Agir considerou o ex-presidente venezuelano como “um tirano autoritário e criminoso, responsável por submeter, oprimir e empobrecer o povo” e pela “destruição das instituições democráticas e de graves violações dos direitos humanos”. O PSDB, por sua vez, “repudia a invasão norte-americana à Venezuela por se tratar de “violação da soberania de um país”, mas considerou “o regime autoritário de Nicolás Maduro” como “uma ditadura que suprimiu liberdades, destruiu instituições, empobreceu sua população e provocou uma grave crise humanitária”.   Fonte: R7 Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Maduro vai à Justiça dos EUA após operação militar e prisão em Nova York

Acusado de liderar esquema internacional de narcotráfico, presidente venezuelano está detido em prisão federal no Brooklyn O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deve comparecer nesta segunda-feira (5) a uma audiência perante a Justiça dos Estados Unidos, no tribunal federal de Manhattan, em Nova York. A sessão ocorre dois dias após a prisão do líder venezuelano, capturado no sábado (3) em território venezuelano durante uma ação militar conduzida pelas Forças Armadas dos Estados Unidos e transferido para solo americano. Esta será a primeira oportunidade para Maduro se defender das acusações feitas contra ele. O presidente venezuelano havia sido indiciado originalmente em 2020 pelo Ministério Público americano. Maduro responde por crimes de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados ao uso e à posse de metralhadoras e dispositivos explosivos. O presidente da Venezuela está detido no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, unidade prisional federal conhecida pelas más condições de funcionamento e por abrigar presos de alta notoriedade internacional. A audiência marca o primeiro passo formal do novo estágio do processo criminal que tramita contra ele no Distrito Sul de Nova York. Maduro é suspeito de liderar esquema de tráfico internacional de drogas De acordo com o indiciamento, Nicolás Maduro é acusado de liderar, desde aproximadamente 1999, uma ampla conspiração criminosa que teria utilizado instituições do Estado venezuelano para facilitar o tráfico internacional de drogas e apoiar organizações classificadas como terroristas. Entre os grupos citados estão as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o ELN (Exército de Libertação Nacional), o Cartel de Sinaloa, os Zetas (ou Cartel del Noreste) e a organização criminosa transnacional Tren de Aragua. Segundo os documentos judiciais, Maduro teria conspirado para distribuir 5 kg ou mais de cocaína, com o conhecimento de que os lucros beneficiariam essas organizações. Ele também é acusado de conspirar para importar a droga ilegalmente para os Estados Unidos, além de fabricar e distribuir cocaína com a consciência de que o entorpecente seria introduzido em território americano. Outras acusações apontam o uso, a posse e a conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos como forma de proteger e viabilizar as operações de tráfico. Como Maduro teria agido, segundo a acusação? As investigações detalham métodos que teriam sido utilizados para sustentar o esquema. Entre eles, o uso do aparato diplomático venezuelano para facilitar o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro. Enquanto ocupava o cargo de ministro das Relações Exteriores, entre 2006 e 2013, Maduro é acusado de vender passaportes diplomáticos a traficantes, permitindo a circulação de pessoas e recursos sob a proteção da imunidade diplomática. O indiciamento também descreve o uso de aviões privados classificados como “missões diplomáticas” para transportar dinheiro do narcotráfico do México para a Venezuela sem fiscalização. A acusação afirma ainda que o regime oferecia proteção policial e militar para o transporte de grandes cargas de cocaína, autorizando o uso de pistas clandestinas e aeroportos comerciais. O documento cita episódios de violência, incluindo sequestros, espancamentos e assassinatos de rivais ou devedores, supostamente executados por grupos armados conhecidos como “colectivos”, que teriam atuado para garantir a segurança das operações criminosas. Primeira-dama também será julgada Além de Maduro, a primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores, é ré no processo e deverá ser julgada pela Justiça americana. Ela também foi presa no último sábado. Segundo o indiciamento, ela é acusada de utilizar sua influência política e vínculos familiares para enriquecer por meio do tráfico de drogas em larga escala. As acusações contra Flores incluem conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos, posse e uso de metralhadoras e dispositivos destrutivos, além de conspiração para posse desse tipo de armamento. Os documentos judiciais apontam que Flores teria participado de esquemas de suborno, intermediado encontros entre grandes traficantes e autoridades venezuelanas e recebido pagamentos por voos de cocaína que obtinham passagem segura. As acusações também indicam que ela e Maduro teriam traficado drogas previamente apreendidas pelas autoridades do próprio país, utilizando escoltas militares armadas para o transporte. Parentes próximos de Flores já foram condenados nos Estados Unidos por crimes ligados ao narcotráfico. Em comunicado divulgado no sábado, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, afirmou que Nicolás Maduro e Cilia Flores enfrentarão “toda a severidade da justiça americana” em tribunais dos EUA. Ela agradeceu ao presidente Donald Trump e às Forças Armadas pela operação de captura dos dois, que classificou como “supostos narcotraficantes internacionais”. Fonte: R7 Foto: Divulgação/Gobierno Bolivariano de Venezuela

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Brasil condena ação dos EUA em nota conjunta e participa de reunião emergencial

Posicionamento foi dado em conjunto com México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha Os governos de Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha publicaram uma nota conjunta neste domingo (4) criticando a ação feita pelos Estados Unidos na Venezuela que resultou na prisão de Nicolás Maduro. A nota foi publicada minutos antes da realização de uma reunião por videoconferência da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) para discutir a situação venezuelana após os ataques de sábado (3). O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa do encontro. O texto diz que, diante da “gravidade dos fatos ocorridos na Venezuela”, os países expressaram “profunda preocupação e rechaço diante das ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, as quais contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas”. “Tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional baseada em normas, além de colocarem em risco a população civil”, continua a nota. Os países reiteram que a situação da Venezuela deve ser resolvida por meios pacíficos, com diálogo, negociação e respeito à vontade do povo venezuelano em todas as suas expressões, “sem ingerências externas e em conformidade com o direito internacional”. “Reafirmamos que apenas um processo político inclusivo, liderado pelas venezuelanas e pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática, sustentável e respeitosa da dignidade humana.” A nota ainda acrescenta que a América Latina e do Caribe são uma zona de paz, construída com o respeito mútuo, e faz um apelo à unidade regional para deixar de lado as diferenças políticas, “diante de qualquer ação que coloque em risco a estabilidade regional”. “Da mesma forma, exortamos as Nações Unidas e os mecanismos multilaterais pertinentes a fazer uso de seus bons ofícios para contribuir para a desescalada das tensões e para a preservação da paz regional”, diz o texto. “Manifestamos nossa preocupação diante de qualquer tentativa de controle governamental, de administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos, o que se mostra incompatível com o direito internacional e ameaça a estabilidade política, econômica e social da região”, finaliza a nota. Leia a íntegra da nota publicada pelos países Os Governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha, diante da gravidade dos fatos ocorridos na Venezuela e reafirmando seu apego aos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, expressam de forma conjunta as seguintes posições: 1. Expressamos nossa profunda preocupação e rechaço diante das ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, as quais contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas. Tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional baseada em normas, além de colocarem em risco a população civil. 2. Reiteramos que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, por meio do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano em todas as suas expressões, sem ingerências externas e em conformidade com o direito internacional. Reafirmamos que apenas um processo político inclusivo, liderado pelas venezuelanas e pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática, sustentável e respeitosa da dignidade humana. 3. Reafirmamos o caráter da América Latina e do Caribe como zona de paz, construída sobre o respeito mútuo, a solução pacifica das controvérsias e a não intervenção, e fazemos um apelo à unidade regional, para além das diferenças politicas, diante de qualquer ação que coloque em risco a estabilidade regional. Da mesma forma, exortamos as Nações Unidas e os mecanismos multilaterais pertinentes a fazer uso de seus bons ofícios para contribuir para a desescalada das tensões e para a preservação da paz regional. 4. Manifestamos nossa preocupação diante de qualquer tentativa de controle governamental, de administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos, o que se mostra incompatível com o direito internacional e ameaça a estabilidade politica, econômica e social da região.   Fonte: R7 Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Clima de medo e desabastecimento toma a Venezuela após ataque dos EUA e captura de Maduro

Supermercados ficam vazios, postos têm longas filas e população evita manifestações políticas  Supermercados com prateleiras vazias, longas filas em postos de combustíveis e uma população apreensiva marcam o cenário na Venezuela após o ataque dos Estados Unidos e a captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, ocorrida na madrugada deste sábado (3).  Na ilha de Margarita, no estado de Nova Esparta, a situação é considerada crítica. Estabelecimentos comerciais registraram uma corrida de consumidores temerosos com a possibilidade de desabastecimento nos próximos dias. “Esta é uma ilha em que praticamente toda a comida vem de importação. Por isso há preocupação com o que pode acontecer, de a comida poder faltar”, relataram moradores.  Em Caracas, capital do país, o cenário também é de tensão. Enquanto pequenos grupos de apoiadores de Maduro, conhecidos como “coletivos” — grupos armados que atuam à margem da lei — circulam em motocicletas nas proximidades do Palácio de Miraflores, a maioria da população permanece recolhida em casa ou tenta garantir produtos de primeira necessidade.  O medo de expressar opiniões políticas é evidente. “Há muito medo em Caracas de expressar sentimentos sobre o que acontece no país. No ano passado, após as eleições presidenciais, mais de duas mil pessoas foram presas”, explicou a correspondente Daniella Zambrano. Ainda assim, de forma reservada, muitos venezuelanos afirmam que a situação representa “o que estavam esperando: uma mudança de governo na Venezuela”.  No campo político, a vice-presidente Delcy Rodríguez fez apenas um contato telefônico com a televisão estatal pedindo uma “prova de vida” de Nicolás Maduro. Já líderes da oposição, como Edmundo González Urrutia, que concorreu contra Maduro nas últimas eleições, e María Corina Machado, se manifestaram pelas redes sociais, afirmando que o país enfrenta “tempos difíceis”, mas demonstrando confiança em uma transição política.  A crise também afeta o transporte aéreo. Apesar de o Aeroporto Internacional de Maiquetía não ter sido bombardeado, autoridades americanas emitiram um alerta sobre os riscos de sobrevoar o espaço aéreo venezuelano. O aeroporto militar de La Carlota, por outro lado, teria sido atingido durante os ataques.  “Não há importação de alimentos após o que aconteceu. Há muita preocupação porque esta é uma ilha turística e não sabemos quando poderemos voltar para casa”, relatou Zambrano. Segundo ela, companhias aéreas internacionais já evitavam o espaço aéreo venezuelano antes dos ataques, e agora empresas nacionais também enfrentam restrições.  Entre os primeiros produtos a desaparecer das prateleiras estão papel higiênico, farinha de milho — base do café da manhã venezuelano —, massas, frango, carne, leite e outros itens essenciais. Em alguns mercados, segundo relatos locais, restam apenas biscoitos e produtos semelhantes.  A tensão aumentou ainda mais após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que novos ataques podem ocorrer “se for necessário”. A população venezuelana agora aguarda com incerteza os próximos desdobramentos de uma crise considerada sem precedentes no país. (Renan Isaltino) Foto: R7

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Caso Master: PF conclui acareação entre Vorcaro e ex-presidente do BRB

Procedimento ocorreu após delegada identificar contradições em depoimentos prestados nesta terça-feira A Polícia Federal concluiu na noite desta terça-feira (30) a acareação entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa. O procedimento, que durou menos de uma hora, ocorreu após a PF constatar contradições nos depoimentos de ambos. O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, foi dispensado da acareação. Durante a tarde, o primeiro a ser ouvido pela delegada da PF Janaína Palazzo, responsável pelo caso que investiga irregularidades no Banco Master, foi o dono da instituição financeira. Vorcaro falou por quase três horas. Em seguida, por volta das 17h, Paulo Henrique Costa prestou esclarecimentos. O diretor do Banco Central foi o terceiro e último a ser ouvido pela PF. A audiência desta terça-feira foi determinada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, e ocorreu mesmo durante o recesso do Judiciário, devido à gravidade do caso. O que está sendo investigado? O caso apura suspeitas de irregularidades em uma operação de R$ 12,2 bilhões relacionada à tentativa de venda do Banco Master ao BRB. A negociação não foi concluída após o Banco Central identificar problemas na transação durante a análise de dados técnicos. Em novembro, o BC decretou a liquidação do banco e, em conjunto com a Polícia Federal, apontou indícios de fraudes no sistema financeiro no mesmo valor. Resistências à audiência Tanto o Banco Central quanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) tentaram impedir a audiência neste momento. O BC questionou a urgência da medida, enquanto a PGR argumentou que a acareação é “prematura”. Toffoli, no entanto, manteve a decisão, afirmando que o impacto do caso no sistema financeiro exige explicações imediatas e diretas.   Fonte: R7 Foto: Amanda Perobelli/Reuters

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Justiça diz que greve dos Correios não é abusiva, mas determina volta ao trabalho

Trabalhadores que paralisaram atividades terão as faltas descontadas, em valores que serão divididos em três parcelas O TST (Tribunal Superior do Trabalho) julgou como não abusiva a greve dos trabalhadores dos Correios, que completou duas semanas, nesta terça-feira (30), e manteve a validade das cláusulas pré-existentes no Acordo Coletivo de Trabalho da categoria do ano anterior (2024/2025), incluindo a determinação de reajuste de 5,1% sobre os salários, com base na inflação do período de um ano até a data-base. Os termos foram definidos pela ministra relatora do processo, Kátia Magalhães Arruda, que foi acompanhada pela maioria dos demais ministros da Seção Especializada de Dissídios Coletivos da Corte trabalhista. Apesar da declaração de legalidade do movimento paredista, trabalhadores que paralisaram as atividades terão as faltas descontadas nos salários, em valores que serão divididos em três parcelas mensais, sucessivas e iguais, apurados de forma individualizada em relação à cada empregado. A greve foi deflagrada no dia 16 de dezembro. A decisão encerrou o julgamento do dissídio coletivo da categoria, pondo fim a uma campanha salarial cuja data-base (referência para os reajustes) estava fixada no 1º de agosto. Com o fim do julgamento, os trabalhadores devem retomar o trabalho normalmente nesta quarta-feira (31). Na semana passada, a relatora já havia determinado que 80% do efetivo dos Correios fosse mantido, dado o caráter essencial do serviço postal. A greve estava concentrada em nove estados: Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A mobilização dos trabalhadores dos Correios ocorre em meio a um momento delicado nas finanças da estatal, que acumula déficits bilionários. Ontem, a empresa anunciou um plano para fechar até 6.000 agências e demitir cerca de 15 mil empregados. A companhia, cujo capital é 100% público, estuda ainda um aporte de R$ 12 bilhões por meio de linhas de crédito abertas nos maiores bancos do país. “O resultado reflete aquilo que nós vínhamos trabalhando, cobrando da empresa, e retratamos tudo isso aqui dentro do TST, que é a garantia dos nossos direitos, com a garantia da reposição salarial. Claro que não tivemos, na plenitude, tudo que esperávamos, mas foi um julgamento que retrata a expectativa da categoria. Passamos os últimos 16 dias dizendo que a categoria não é responsável por essa crise”, afirmou Emerson Marinho, secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares, uma das lideranças à frente da negociação com a direção dos Correios. Procurada pela reportagem, a empresa não se manifestou sobre o julgamento do TST até o fechamento da reportagem. A manutenção das cláusulas pré-existentes no acordo coletivo de trabalho anterior vai vigorar por um ano, na forma de uma sentença normativa do TST, até a data-base de 1º de agosto. Depois disso, no entanto, elas deixarão de valer e entidades sindicais e empresa deverão negociar do zero, a partir de 2026. Esse cenário pode favorecer a intenção da direção da empresa de flexibilizar contratos de trabalho, com redução de benefícios como forma de cortar ainda mais despesas.   Fonte: R7 Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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