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Tag: politica

Lula sanciona Orçamento de 2026 com vetos a trechos alterados pelo Congresso

Lei Orçamentária Anual prevê superávit de R$ 34,5 bilhões e teve cerca de R$ 400 milhões vetados  O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (14) a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, no limite do prazo constitucional para manifestação do Palácio do Planalto. A sanção, no entanto, veio acompanhada de vetos a dispositivos incluídos pelo Congresso Nacional durante a tramitação do texto.  A peça orçamentária havia sido aprovada pelo Legislativo em dezembro do ano passado e aguardava decisão presidencial. O orçamento estabelece quanto e como o governo federal poderá arrecadar e gastar ao longo de 2026 e prevê um superávit de R$ 34,5 bilhões.  Durante a análise do texto, o Congresso promoveu ajustes que resultaram em cortes em programas considerados prioritários pelo governo federal, como o Auxílio Gás, o programa Pé-de-Meia e a Farmácia Popular.  Os vetos presidenciais atingem dispositivos que somam cerca de R$ 400 milhões. Segundo o governo, os trechos vetados estavam em desacordo com a legislação vigente e tratavam de mudanças na destinação de recursos que são de competência exclusiva do Poder Executivo.  Entre os pontos vetados estão alterações em despesas classificadas como RP2, que correspondem aos gastos discricionários do governo — aqueles que não possuem destinação obrigatória. De acordo com a justificativa apresentada pelo presidente, esse tipo de despesa não pode ser remanejado pelo Congresso Nacional.  O texto aprovado pelos parlamentares previa a reserva de R$ 50 bilhões para emendas individuais, de bancada e de comissão, além de R$ 11,5 bilhões em parcelas adicionais provenientes justamente das despesas discricionárias do Executivo.  Os vetos ainda serão analisados pelo Congresso Nacional, que pode mantê-los ou derrubá-los em votação futura. (Renan Isaltino) Fonte: Agência Brasil Foto: arquivo P.V

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Trump anuncia tarifas de 25% a países que negociarem com Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (12) a imposição, com efeitos imediatos, de uma tarifa de 25% sobre “qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã”.  Segundo Trump, estes países terão uma tarifa imediata sobre todas as transações comerciais realizadas com os Estados Unidos. “Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações realizadas com os Estados Unidos da América”, anunciou Donald Trump em sua rede social. “Esta ordem é definitiva e irrecorrível”, acrescentou. Protestos O anúncio de Trump surge no momento em que o regime de Teerã enfrenta uma das maiores ondas de protestos dos últimos anos. Neste domingo (11) e segunda-feira, Teerã registrou também atos pró-regime da República Islâmica e para criticar as manifestações violentas dos últimos dias. Ontem, o presidente do Irã Masoud Pezeshkian afirmou que protestos pacíficos são tolerados no país, mas que os distúrbios recentes são provocados por “terroristas do estrangeiro”, para justificar uma invasão pelos EUA e por Israel. Em resposta aos protestos, que já se estendem a todo o país, as autoridades iranianas têm respondido com força letal perante a população. Segundo organizações não-governamentais, há registro de pelo menos 600 mortes. Nos últimos dias, o presidente estadunidense tem repetido ameaças de intervenção no Irã. Donald Trump afirmou que tem opções “muito fortes”, incluindo a via militar, e adiantou ainda que está em contacto com líderes da oposição iranianos.   Fonte: R7 Foto: JONATHAN ERNST

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Venezuela anuncia retorno de navio petroleiro em operação com EUA

O governo da Venezuela anunciou, na noite de sexta (9), que uma operação conjunta com os Estados Unidos (EUA) determinou o retorno do navio petroleiro Minerva. Segundo o comunicado assinado pela estatal petrolífera do país, a PDVSA, a embarcação havia deixado o país sem pagamento ou autorização venezuelana. “Graças a essa primeira exitosa operação conjunta, o navio se encontra navegando em regresso às águas venezuelanas para sua proteção e ações pertinentes”, afirma a nota. O próprio presidente Donald Trump (dos Estados Unidos) divulgou em sua rede social que, em coordenação com as “autoridades interinas” da Venezuela, foi apreendido um navio-tanque que deixou o país sem autorização. “Este navio-tanque está agora a caminho de volta para a Venezuela, e o petróleo será vendido através do Grande Acordo Energético, que criamos para esse tipo de venda”, escreveu. Abertura de embaixadas A operação conjunta ocorreu no mesmo dia em que a presidente interina, Delcy Rodríguez, tratou do “processo diplomático” para a abertura de embaixadas dos Estados Unidos. “Seu principal objetivo é reiterar nossa condenação à agressão sofrida pelo nosso povo”, escreveu. Neste sábado (10), a intervenção armada dos estadunidenses (com o sequestro e prisão do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores),  completa uma semana Ela ponderou ainda que a resposta à intervenção estadunidense será por meio da diplomacia. “Usaremos nossa diplomacia bolivariana de paz para defender a estabilidade, o futuro e nossa sagrada soberania”. Delcy Rodrigues afirmou que esse será o caminho que “para proteger o povo e também para garantir o retorno do Presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores”. Ela cita que isso ocorrerá com “paciência e determinação estratégica”.   Fonte: Agência Brasil Foto: Hakon Rimmereid/via REUTERS

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Após ameaças e acusações, Trump conversa com presidente colombiano

Os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, e dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, conversaram por telefone na noite dessa quarta-feira (8). Foi a primeira vez que os dois tiveram algum contato após as ameaças e acusações que o mandatário norte-americano tem feito ao líder colombiano. Petro divulgou uma foto em suas redes sociais enquanto estava ao telefone com Trump e também comentou o que foi conversado entre eles. “Entre outras coisas, falamos de nossas visões divergentes sobre a relação dos EUA com a América Latina”. Petro disse também que explicou ao presidente norte-americano o potencial que a América Latina tem de produzir energia limpa, que poderia ser usada pelos EUA. “Explorar a América Latina em busca de petróleo só levaria à destruição do direito internacional e, portanto, à barbárie e a uma terceira guerra mundial”, acrescentou. Para ele, o potencial de energia limpa da América Latina pode ser concretizado com um investimento de US$ 500 bilhões, atualmente detido pelos Estados Unidos. “Essa é a minha proposta. Fundamentada na paz, na vida e na democracia global”. Após o telefonema, Petro foi a uma manifestação popular que ele mesmo havia convocado para reforçar a posição do país em relação às ameaças norte-americanas. No palanque, ele afirmou que havia conversado com Trump instantes atrás e leu o que declarou o presidente americano. Trump disse que foi uma “grande honra falar com Petro” e que havia telefonado para conversar sobre a situação das drogas e também sobre outros desentendimentos entre eles. O colombiano contou que agradeceu a oportunidade, afirmou que espera um encontro em breve entre eles e que já estão ocorrendo as negociações para que isso aconteça. Ameaças Após a operação militar que sequestrou Nicolás Maduro na Venezuela, Donald Trump fez ameaças a Gustavo Petro e à Colômbia. No domingo (4), o norte-americano afirmou que “a Colômbia está muito doente e que é governada por um homem doente, que produz cocaína para vender aos Estados Unidos, mas não vai continuar fazendo isso por muito tempo”. Em conversa com a imprensa americana, Trump declarou ainda que uma invasão à Colômbia parecia ser uma boa ideia. Petro, por sua vez, declarou que “Trump tem um cérebro senil” e que ele vê “os verdadeiros libertários como narcoterroristas por não entregar a ele carvão ou petróleo”.   Fonte: Agência Brasil Foto: Reprodução/Gustavo Petro

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8 de Janeiro: três anos depois, STF ainda deve julgar mais de 300 ações por atos antidemocráticos

Até o momento, 810 pessoas foram condenadas por envolvimento nos atos, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro Após três anos dos atos antidemocráticos do 8 de janeiro, o STF (Supremo Tribunal Federal) ainda tem 346 ações penais em fase final de instrução e 98 denúncias já oferecidas para serem analisadas. Segundo a Corte, a maioria é relacionada a financiadores dos atos, já que esses processos são mais demorados, pois envolvem quebra de sigilo bancário. O Supremo inicia o ano judiciário em fevereiro, mas ainda não há pauta definida de julgamentos. Nesta quinta-feira (8), o Brasil relembra a data após condenar os autores intelectuais dos atos. No fim do ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) terminou os julgamentos das autoridades que teriam articulado um plano de golpe de Estado depois das eleições de 2022. Os atos de 8 de janeiro seriam a “última esperança” para manter Jair Bolsonaro no poder, segundo a investigação. Ao todo, 810 pessoas foram condenadas, sendo 395 por crimes mais graves e 415 por delitos menos severos. Outras 14 foram absolvidas. Também houve a homologação de 564 acordos de não persecução penal. Nesses casos, são previstas medidas como prestação de serviços à comunidade e cursos sobre democracia. Desde 2023, 1.734 ações penais foram abertas no STF com relação aos atos. Prisões Apesar do número de condenações, três anos após os atos, a maioria dos condenados não está mais presa. De acordo com dados atualizados em agosto pelo STF, 141 pessoas estavam presas em unidades prisionais e 44 cumpriam prisão domiciliar. A maioria já foi solta por terem cumprido parte da pena — o que permitiu a ida para o regime aberto ou o livramento condicional. No fim do ano passado, o Congresso aprovou o PL da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados por golpe de Estado. O projeto, no entanto, deve ser vetado pelo presidente Lula nesta quinta-feira. O texto também beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão. Bolsonaro está cumprindo pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Além dele, outros 22, dos 29 condenados por integrarem a organização criminosa da trama golpista, estão presos. Seis estão cumprindo penas definitivas (Bolsonaro, Braga Netto, Anderson Torres, Almir Garnier, Paulo Sérgio Nogueira e Augusto Heleno). Outros 17 estão em prisão preventiva devido ao risco de fuga. Trama golpista x 8 de janeiro A PGR relaciona os atos de 8 de janeiro à atuação de uma organização criminosa, que teria sido liderada por Bolsonaro, com o objetivo de manter o ex-presidente no poder. Segundo a investigação, o 8 de janeiro seria o “resultado final da empreitada golpista”. Nesta quinta, o STF tem uma programação especial para relembrar os atos antidemocráticos. A programação envolve uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa e uma mesa-redonda.   Fonte: R7 Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Moraes autoriza Bolsonaro a fazer exames hospitalares após queda da cama

O ex-presidente, que está preso, caiu enquanto dormia, gerando um leve traumatismo craniano e contusões nos braços e pés O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou, nesta quarta-feira (7), que o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime fechado, seja levado até um hospital particular, em Brasília, para realizar exames após ter caído da cama na terça-feira (6). Segundo relatório da PF (Polícia Federal), Bolsonaro caiu enquanto dormia, e apresentou leve traumatismo craniano, tonturas, soluços intensos e contusões nos braços e pés. Na unidade hospitalar, ele deverá realizar uma tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma. O ex-presidente cumpre pena total de 27 anos e 3 meses, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, pela sua condenação sobre os atos antidemocráticos de 8 de Janeiro. Segundo a decisão de Moraes, o transporte do custodiado deverá ser realizado pela Polícia Federal de forma discreta, com desembarque pelas garagens do hospital. Além disso, deverá ser feita a vigilância completa de Bolsonaro durante os exames e garantido o retorno imediato à Superintendência após os procedimentos.   Fonte: R7 Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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França trabalha com aliados em plano para caso de EUA avançarem sobre Groenlândia

Nos últimos dias, Donald Trump reforçou o desejo de controlar a ilha que está localizada entre a Europa e a América do Norte A França está trabalhando com seus parceiros em um plano sobre como responder caso os Estados Unidos cumpram sua ameaça de tomar a Groenlândia, disse um ministro nesta quarta-feira (7), enquanto a Europa procurava abordar as ambições do presidente norte-americano, Donald Trump, na região. Uma tomada militar da Groenlândia pelos EUA de um aliado de longa data, a Dinamarca, enviaria ondas de choque através da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e aprofundaria a divisão entre Trump e os líderes europeus. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, disse que o assunto será abordado em uma reunião com os ministros da Alemanha e da Polônia no decorrer do dia. “Queremos agir, mas queremos fazê-lo junto com nossos parceiros europeus”, disse ele à rádio France Inter. Líderes de grandes potências europeias e do Canadá se uniram em apoio à Groenlândia nesta semana, dizendo que a ilha do Ártico pertence ao seu povo, após uma ameaça renovada de Trump de assumir o controle do território. Trump renova ambições sobre Groelândia Nos últimos dias, Trump repetiu que deseja obter o controle da Groenlândia, uma ideia expressa pela primeira vez em 2019, durante seu primeiro mandato na presidência dos EUA. Ele argumenta que a ilha é fundamental para a estratégia militar americana e afirma que a Dinamarca não fez o suficiente para protegê-la. A Casa Branca disse na terça-feira (6) que Trump estava discutindo opções para adquirir a Groenlândia, incluindo o uso potencial das Forças Armadas dos EUA, em um renascimento de sua ambição de controlar a ilha estratégica, apesar das objeções europeias. Barrot sugeriu que uma operação militar dos EUA havia sido descartada pelo principal diplomata de Washington. “Eu mesmo estive ao telefone ontem com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio… Que confirmou que essa não foi a abordagem adotada… ele descartou a possibilidade de uma invasão [da Groenlândia]”, disse ele. Uma operação militar dos EUA no fim de semana que capturou o líder da Venezuela já havia reacendido as preocupações de que a Groenlândia poderia enfrentar um cenário semelhante. Uma autoridade graduada dos EUA, falando sob condição de anonimato, disse esta semana que Trump e seus assessores estão discutindo várias maneiras de adquirir a Groenlândia, incluindo uma compra. Groenlândia e Dinamarca afirmaram que a ilha não está à venda. O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, e seu colega da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, solicitaram uma reunião urgente com Rubio para discutir a situação. “Gostaríamos de acrescentar algumas nuances à conversa”, escreveu Rasmussen em uma publicação nas mídias sociais. “A briga de gritos deve ser substituída por um diálogo mais sensato. Agora.” Posição estratégica da ilha Maior ilha do mundo, mas com uma população de apenas 57 mil pessoas, a Groenlândia não é um membro independente da Otan, mas é coberta pela adesão da Dinamarca à aliança ocidental. A ilha está estrategicamente localizada entre a Europa e a América do Norte, o que a tornou um local essencial para o sistema de defesa dos EUA contra mísseis balísticos durante décadas. Sua riqueza mineral também se alinha com a ambição de Washington de reduzir a dependência da China. Trump tem dito repetidamente que embarcações russas e chinesas estão perseguindo as águas ao redor da Groenlândia, que a Dinamarca contesta. “A imagem que está sendo pintada de navios russos e chineses bem dentro do fiorde de Nuuk e de investimentos chineses maciços sendo feitos não é correta”, disse Rasmussen a repórteres na noite de terça-feira. Dados de rastreamento de embarcações da MarineTraffic e da LSEG não mostram a presença de navios chineses ou russos perto da Groenlândia.   Fonte: R7 Foto: Marko Djurica/REUTERS

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Trump diz que Venezuela entregará de 30 a 50 milhões de barris de petróleo aos EUA

Presidente afirma que dinheiro será usado para beneficiar venezuelanos e americanos A Venezuela vai entregar de 30 a 50 milhões de barris de petróleo sancionado aos Estados Unidos, disse o presidente Donald Trump nesta terça-feira (6), após a derrubada de Nicolás Maduro, retirado de seu país por forças dos EUA no fim de semana. “Esse petróleo será vendido a seu preço de mercado, e esse dinheiro será controlado por mim, como presidente dos Estados Unidos da América, para garantir que seja usado para beneficiar o povo da Venezuela e dos Estados Unidos!”, disse Trump em uma publicação em rede social. Negociações já começaram Autoridades governamentais em Caracas e Washington estão discutindo a exportação de petróleo bruto venezuelano para refinarias nos Estados Unidos, disseram cinco fontes do governo, da indústria e do transporte marítimo à Reuters nesta terça-feira, um acordo que poderia desviar os suprimentos da China e ajudar a empresa estatal PDVSA a evitar cortes mais profundos na produção. A Venezuela tem milhões de barris de petróleo carregados em navios-tanque e em tanques de armazenamento que não pôde enviar devido a um bloqueio às exportações imposto por Trump desde meados de dezembro. O bloqueio foi parte da crescente pressão dos EUA sobre o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro, que culminou com a captura dele por forças norte-americanas neste fim de semana. Um possível acordo para vender esse petróleo para os EUA poderia inicialmente exigir a realocação de cargas originalmente destinadas à China, disseram duas fontes. O país asiático tem sido o principal comprador da Venezuela na última década e, especialmente, desde que os Estados Unidos impuseram sanções às empresas envolvidas no comércio de petróleo com a Venezuela em 2020. O fornecimento aumentaria o volume de petróleo venezuelano exportado para os EUA, um fluxo que atualmente é controlado inteiramente pela Chevron, principal parceira de joint venture da PDVSA, sob uma autorização dos EUA. A Chevron, que tem exportado entre 100.000 e 150.000 barris por dia (bpd) de petróleo venezuelano para os EUA, surgiu nas últimas semanas como a única empresa que carrega e envia petróleo bruto do país sul-americano com fluidez em meio ao bloqueio. A PDVSA já teve que cortar a produção devido ao embargo, porque está ficando sem armazenamento para o petróleo. Se a PDVSA não encontrar uma maneira de exportar petróleo em breve, terá que cortar ainda mais a produção, disse uma das fontes. A Casa Branca, as autoridades do governo venezuelano e a PDVSA não comentaram imediatamente. O Ministério do Petróleo da Venezuela disse que os EUA querem roubar as reservas de petróleo do país e denunciou a captura de Maduro como um sequestro. As refinarias dos EUA na Costa do Golfo podem processar os tipos pesados de petróleo bruto da Venezuela e estavam importando cerca de 500.000 barris por dia (bpd) antes de Washington impor as primeiras sanções energéticas à Venezuela. Não ficou imediatamente claro como a sancionada PDVSA obteria os lucros das vendas de petróleo. As autoridades conversaram esta semana sobre possíveis mecanismos de venda, incluindo leilões para permitir que compradores interessados dos EUA participem de ofertas de carga e a emissão de licenças dos EUA para parceiros comerciais da PDVSA que poderiam levar a contratos de fornecimento, disseram duas fontes. As partes também discutiram se o petróleo bruto venezuelano pode reabastecer a Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA no futuro, disse uma das fontes.   Fonte: R7 Foto: Kevin Lamarque/Reuters  

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Saúde vai monitorar cenário sanitário na fronteira com a Venezuela

O Ministério da Saúde enviou uma equipe da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para Roraima, estado que faz fronteira com a Venezuela. O objetivo é avaliar estruturas de saúde, profissionais, vacinas e outros insumos.  Em nota, o ministério informou que estrutura um plano de contingência para resposta do SUS a um “possível agravamento da crise internacional e avanço da demanda de migrantes na região fronteiriça” após ataque conduzido pelo governo norte-americano.  “Até o momento, o fluxo migratório segue o mesmo na região”, destacou o ministério no comunicado. Ainda segundo a nota, as equipes enviadas a Roraima possuem vasta experiência em situações de tragédia e estão identificando estruturas hospitalares e avaliando a possibilidade de ampliação. Caso haja necessidade, o governo informou que vai montar hospitais de campanha e expandir estruturas existentes com o objetivo de reduzir os impactos no sistema público de saúde brasileiro. Na nota, o Ministério da Saúde se coloca à disposição da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para ajuda humanitária, citando apoio por meio do fornecimento de medicamentos e insumos para diálise, visto que o principal centro de distribuição da cidade de La Guaira, na Venezuela, ficou destruído após um ataque. “O Ministério da Saúde reafirma o papel do SUS como referência internacional ao garantir assistência médica integral a todas as pessoas em solo nacional. Para imigrantes em cidades de fronteira, esse direito é assegurado, independentemente do status migratório ou nacionalidade”, concluiu o comunicado. Entenda No sábado (3), diversas explosões foram registradas em bairros da capital venezuelana, Caracas. Em meio ao ataque militar, orquestrado pelos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite dos EUA e levados para Nova York.  O ataque marca um novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico. Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência do cartel. O governo do presidente Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que culminassem na prisão de Maduro. Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.   Fonte: Agência Brasil Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Forças de segurança da Venezuela são autorizadas a prender apoiadores de ataque armado dos EUA

Artigo 5º de decreto que institui estado de comoção exterior determina busca e captura imediata de pessoas acusadas de apoiar ofensiva estrangeira As forças de segurança da Venezuela foram autorizadas a realizar, de forma imediata, a busca e a prisão de pessoas envolvidas na promoção ou no apoio a um ataque armado dos Estados Unidos contra o território venezuelano. A medida está prevista no Artigo 5º do decreto que institui o estado de comoção exterior no país. Segundo o texto, a determinação se aplica aos órgãos de polícia em âmbito nacional, estadual e municipal, que deverão atuar em todo o território nacional. Os detidos deverão ser colocados à disposição do Ministério Público e do sistema de Justiça penal, com o objetivo de que respondam judicialmente pelas acusações. O decreto estabelece que os procedimentos deverão respeitar as garantias previstas em lei, incluindo o devido processo legal e o direito à defesa. O governo afirma que as medidas adotadas no contexto do estado de comoção exterior buscam responder a uma situação considerada de agressão armada estrangeira e de ameaça à soberania nacional. O Artigo 5º integra um conjunto de ações excepcionais previstas no decreto, que amplia a atuação das forças de segurança durante a vigência do estado de comoção exterior, ao mesmo tempo em que reafirma, formalmente, a observância dos direitos processuais dos investigados. Captura A captura de Nicolás Maduro ocorreu no domingo (4) no contexto de uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano, segundo informações divulgadas pelo próprio governo da Venezuela. A ação foi classificada pelas autoridades como um ataque armado estrangeiro e uma violação direta da soberania nacional, o que levou o Executivo a adotar medidas excepcionais de segurança e defesa. Após a captura, o governo venezuelano decretou o estado de comoção exterior, alegando a existência de uma ameaça externa grave. A medida permitiu a ampliação da atuação das forças armadas e dos órgãos de segurança, além da adoção de dispositivos legais para responsabilizar pessoas acusadas de apoiar ou promover a ofensiva estrangeira.   Fonte: R7 Foto: Adam Gray/Reuters

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