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Tag: internacional

Tráfego é retomado na Gare du Nord após remoção de bomba da Segunda Guerra

O tráfego ferroviário foi normalizado na manhã deste sábado (8) na Gare du Nord, em Paris, após a remoção de uma bomba da Segunda Guerra Mundial que interrompeu as operações na véspera. Segundo a SNCF, empresa que administra o sistema ferroviário francês, “tudo está aberto” e os trens voltaram a circular normalmente. As ligações de alta velocidade para Londres e Bruxelas também foram restabelecidas. A Eurostar informou que adicionou dois trens extras neste sábado para atender os passageiros que tiveram suas viagens afetadas na sexta-feira. Bomba A bomba, pesando 500 quilos e contendo 200 quilos de explosivos, foi encontrada durante trabalhos de manutenção a 2,5 quilômetros da estação, “no meio dos trilhos”, segundo a SNCF. A remoção do artefato foi concluída na sexta-feira por equipes especializadas em desativação de explosivos.   Fonte: R7 Foto: Stefano Rellandini/AFP

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Surto de sarampo deixa 2 mortos e mais de 200 doentes nos EUA

Um surto de sarampo no sudoeste dos Estados Unidos matou duas pessoas e infectou mais de 200, o que levou uma agência de saúde a emitir uma advertência de viagem. Até esta sexta-feira (7), o Texas notificou 198 casos e o Novo México, 10, o que eleva o total para 208. Cada estado confirmou uma morte. Nenhum dos dois doentes estava vacinado. O teste do paciente do Novo México deu positivo para sarampo e foi realizado postumamente. Embora não tenha sido divulgada a causa oficial de sua morte, os Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos a classificaram como uma morte relacionada ao sarampo. ‘Mais casos são esperados na medida em que este surto continua se expandindo rapidamente’, advertiram os CDC. ‘Agora que se aproxima a temporada de viagens de primavera e verão nos Estados Unidos, os CDC insistem no importante papel que desempenham os médicos e os funcionários de saúde pública na prevenção da propagação do sarampo’ e recomendam ‘atenção’ aos casos que apresentem febre e erupções cutâneas. O sarampo é muito contagioso. Propaga-se através de gotículas respiratórias e permanece no ar até duas horas depois que uma pessoa infectada abandona uma área. A doença causa febre, sintomas respiratórios e erupções cutâneas, mas também pode provocar complicações graves, como pneumonia, encefalite e morte. A vacinação continua sendo a melhor proteção. A vacina contra o sarampo, obrigatória para crianças de 12 meses em diante, confere uma imunidade para toda a vida de 93% com uma dose, que aumenta para 97% depois da segunda. Mas as taxas de imunização diminuíram no país, devido, sobretudo, ao aumento da desinformação sobre as vacinas desde a pandemia de Covid-19. Os CDC recomendam uma taxa de vacinação de 95% para a imunidade coletiva, mas a cobertura nacional entre as crianças de pré-escola caiu para 92,7% em 2023-2024. O atual secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., passou décadas criticando a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), que vinculou com o autismo, uma afirmação que foi desacreditada por completo pela pesquisa científica. Desde que o surto se expandiu, RFK Jr. suavizou sua postura, recomendando a vacinação, embora também fomente tratamentos como a vitamina A e os esteroides. Apesar de esses tratamentos serem medicamente válidos, os especialistas advertem que a ênfase neles pode desviar a atenção da necessidade urgente de aumentar as taxas de imunização. Fonte: R7 Foto: Ronaldo Schemidt / AFP / CP

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Ucrânia usa caças franceses pela primeira vez na guerra durante ataque da Rússia

A Ucrânia utilizou pela primeira vez caças Mirage-2000 fornecidos pela França para repelir um ataque aéreo russo em larga escala durante a noite de quinta-feira (6), disseram as autoridades ucranianas nesta sexta (7). Segundo a Força Aérea da Ucrânia, os jatos supersônicos franceses, ao lado de caças F-16 de fabricação americana, foram mobilizados para interceptar um bombardeio que incluiu 67 mísseis e 194 drones lançados pela Rússia, com foco em infraestruturas energéticas e civis. O presidente Volodymyr Zelensky disse em uma publicação no X que os caças franceses “interceptaram com sucesso mísseis de cruzeiro russos”. Ao todo, foram abatidos 34 mísseis e 100 drones lançados pela Rússia, de acordo com o jornal Kyiv Independent. O ataque russo, descrito por Zelensky como “massivo”, ocorreu principalmente contra a rede elétrica da Ucrânia, nas regiões de Odesa, Poltava, Kharkiv e Ternopil. Esta é a 17ª ofensiva contra as instalações da Naftogaz Group, a estatal ucraniana de petróleo e gás. O ministro da Energia do país, German Galushchenko, acusou Moscou de tentar “deixar os ucranianos sem luz e aquecimento”, uma tática que, segundo autoridades, visa usar o inverno como arma para desgastar a população. No X, o líder ucraniano disse que o ataque também atingiu edifícios residenciais. “Em Kharkiv, um míssil russo atingiu perto de um prédio de apartamentos. Pessoas ficaram feridas. Elas estão recebendo a assistência necessária”, disse Zelensky.   Apoio da França Os caças Mirage-2000, variantes modernizadas de um modelo introduzido nos anos 1970 pela Dassault Aviation, chegaram à Ucrânia no início de fevereiro. O ministro da Defesa francês, Sébastien Lecornu, havia anunciado na quinta-feira que a primeira remessa dos jatos prometidos por Paris já estava em operação. Ucrânia utilizou pela primeira vez caças Mirage-2000 fornecidos pela França para repelir um ataque aéreo russoDivulgação/Ministério das Forças Armadas da França Um relatório do parlamento francês indica que seis das 26 aeronaves do modelo pertencentes à França foram transferidas à Ucrânia, segundo a agência de notícias AFP. A entrega faz parte de um pacote de ajuda militar anunciado pelo presidente da França, Emmanuel Macron, em junho de 2024, que inclui também o treinamento de pilotos ucranianos. Zelensky pede trégua Diante da escalada, Zelensky voltou a cobrar uma trégua aérea e marítima como passo inicial para a paz. “Silêncio nos céus — uma proibição do uso de mísseis, drones de longo alcance e bombas. E silêncio no mar — uma garantia real de navegação normal”, escreveu no X. Na publicação, o presidente também anunciou negociações na Arábia Saudita na próxima semana com os Estados Unidos para discutir o fim do conflito. “A Ucrânia luta pela paz desde o primeiro segundo desta guerra. A tarefa é forçar a Rússia a parar”, disse. O porta-voz da Força Aérea ucraniana, Yuriy Ihnat, classificou o bombardeio como o primeiro ataque combinado massivo desde a suspensão da ajuda militar americana, que pressiona Kiev a negociar com Moscou sob o governo de Donald Trump. A Rússia, por sua vez, afirmou que o ataque foi de “alta precisão” e direcionado a instalações ligadas à indústria de defesa ucraniana, alegando que todos os objetivos foram cumpridos. Fonte: R7 Foto: Reprodução/X/@ZelenskyyUa

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Entenda o que é hantavírus, doença rara que matou esposa de Gene Hackman

Betsy Arakawa, esposa do ator Gene Hackman, faleceu devido à síndrome pulmonar por hantavírus, uma doença rara e grave transmitida por roedores infectados, disseram autoridades na sexta-feira (7). A infecção, que ocorre principalmente pela inalação de partículas virais presentes nas fezes, urina e saliva dos roedores, levou à morte de Arakawa e, dias depois, à de Hackman, que sucumbiu a complicações cardíacas e Alzheimer. A hantavirose é uma zoonose viral grave, que no Brasil é comumente associada à Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), uma forma agressiva da doença. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de aerossóis formados pelas excreções de roedores infectados, mas também pode ocorrer por contato direto com as fezes ou saliva dos animais. A infecção pode evoluir para insuficiência respiratória grave, com sintomas como febre, falta de ar, aceleração do batimento cardíaco e pressão arterial baixa, segundo o Ministério da Saúde. A doença, embora rara, apresenta grande risco em áreas rurais e está associada ao aumento da população de roedores, que ocorre devido a fatores como desmatamento e expansão urbana para zonas agrícolas. A taxa de letalidade média da hantavirose é de 46,5%, o que torna o diagnóstico precoce e o tratamento imediato fundamentais para a sobrevivência dos infectados. Em regiões do Brasil como o Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a doença é mais prevalente, especialmente em áreas de grande atividade agrícola. A infecção geralmente ocorre de forma sazonal, com maior incidência no período de primavera e verão, quando a interação entre roedores e seres humanos é mais frequente. Já nos Estados Unidos, a grande maioria dos casos ocorreu em estados do oeste. Entre 1993 e 2022, foram registrados 864 casos no país. O estado do Novo México, onde Betsy e Hackman moravam, teve o maior número de casos no período, com 122, seguido por Colorado, com 119. A chefe médica legista, Dra. Heather Jarrell, afirmou que Hackman pode não ter percebido que sua esposa havia falecido, devido ao estágio avançado de Alzheimer. “O Sr. Hackman mostrou evidências de doença de Alzheimer significativa e estava em um estado de saúde muito precário”, explicou. “Acredito que, no final, foi a doença cardíaca que resultou em sua morte.” Hackman foi encontrado caído na entrada da casa, enquanto Arakawa, de 65 anos, estava no banheiro, com um frasco de remédios aberto e pílulas espalhadas no balcão. A investigação recuperou itens pessoais do casal, como uma agenda mensal e dois celulares, mas nenhum indício de crime foi encontrado. O xerife do condado de Santa Fé, Adan Mendoza, anunciou os resultados durante uma coletiva de imprensa ao lado de autoridades estaduais de saúde e do corpo de bombeiros. Fonte: R7 Foto: Reprodução/Record

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Brasileiros presos no Aeroporto de Miami negam versão de companhia aérea

Presos no Aeroporto Internacional de Miami por supostamente forçarem a entrada em um voo para o qual teriam chegado atrasados, Rafael Seirafe-Novaes, 40, e Beatriz Rapoport De Campos Maia, 29, de Santos, no litoral paulista, postaram um vídeo nas redes sociais no qual negam a versão apresentada pela companhia aérea e por autoridades americanas de que estavam atrasados para o embarque. A polícia de Miami disse à rede NBC que, após serem barrados, os dois partiram para cima dos funcionários do aeroporto e jogaram café no rosto de um deles. A confusão foi registrada no último domingo (2). De acordo com Rafael, não houve atraso na apresentação para o voo. A confusão teve início com a pergunta da funcionária da American Airlines, que, verificando que o casal havia pagado a mais para sentar na fileira da janela de emergência, onde há mais espaço, quis saber se a dupla falava inglês fluente. As companhias aéreas impõem regras específicas para passageiros acomodados na fileira pois eles podem ser convocados a auxiliar na abertura da porta em caso de situação extrema. Crianças, por exemplo não são autorizadas a viajar na fileira de emergência. Assim como bolsas e mochilas não podem estar sobre as poltronas para não impedirem uma evacuação rápida em caso de acidente. Rafael questionou o que seria inglês fluente e alegou que já estava se comunicando em inglês com a funcionária. “Eu falo inglês suficiente para me comunicar com você”, respondeu o brasileiro. Inconformada com a falta de uma resposta objetiva, a atendente decidiu que o casal não embarcaria. Sem entendimento, a funcionária disse que chamaria a polícia. Rafael teria concordado, imaginando que teria sua versão ouvida pelos agentes. A chegada dos policiais tornou o ambiente ainda mais tenso, resultando na abordagem registrada em vídeos. Beatriz nega a acusação de que teria jogado café na atendente da companhia aérea. “É mentira. Nesse momento da confusão a gente foi em direção ao portão de embarque e ela me puxou pelo braço, estou roxa no braço. Eu estava com meu café na mão. Nesse momento quando me puxou, o café voou pra tudo o quanto é lado, na minha roupa, na minha mochila.” Para Rafael, a recusa no embarque se deveu a um suposto overbooking, quando a companhia vende mais assentos do que a quantidade disponível no avião. “Deu overbooking e ela [a companhia aérea] precisava se livrar de dois passageiros”. Para o brasileiro, a parte mais difícil foi a detenção do casal em viaturas distintas por cerca de 5 horas, quando ficaram sem comunicação sob um forte calor. Ambos foram levados ao presídio, onde vestiram uniformes. “Isso não é motivo para você estar preso, você está aqui porque você é latino”, teria dito um dos agentes penitenciários ao brasileiro. O casal diz que sofreu ferimentos durante a confusão, alega prejuízo financeiro e confirma que seu advogado estuda medidas cabíveis contra a American Airlines. A companhia não se manifestou sobre a versão apresentada pelo casal, caso o faça, esse texto será atualizado.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Instagram

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Jogador morre após se afogar em ácido estomacal enquanto falava com a mãe

O futebol romeno está de luto pela morte trágica de Luca Manolache, de 19 anos. O jovem atleta, que atuava pelo Metaloglobus București até agosto de 2024, faleceu no dia 28 de fevereiro após uma sequência de problemas de saúde que o afastaram dos gramados. Manolache vinha sofrendo com sintomas como fadiga intensa, tontura, calafrios e fezes com sangue. Durante uma partida, os sintomas se agravaram a ponto de o jogador perder a visão temporariamente, necessitando de atendimento médico emergencial. Após o episódio, ele passou por exames, mas seu estado de saúde continuou debilitado. No dia de sua morte, o jovem começou a passar mal enquanto estava com um familiar, que imediatamente acionou uma ambulância. Em meio ao desespero, ele ligou para sua mãe e, em seus últimos momentos, teria dito: “Mãe, mãe, não consigo mais fazer isso. Você acha que estou morrendo?” A caminho do hospital municipal de Târgoviște, sua mãe, Ana, foi informada de que o filho não havia resistido. Segundo o laudo da autópsia, Manolache morreu após se afogar no próprio ácido estomacal. O relatório indica que ele vomitou uma grande quantidade de sangue, desencadeando uma reação que levou ao afogamento. O clube Metaloglobus București lamentou a perda do atleta nas redes sociais, destacando sua paixão pelo esporte. “Estamos chocados e profundamente tristes com essa perda trágica. Seu amor pelo futebol e seu sorriso trouxeram felicidade ao campo. Toda a família Metaloglobus está com você nestes momentos devastadores.” Fonte: R7 Foto de capa: Reprodução/Instagram

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Rússia acusa França de querer ‘continuar guerra’ e reage à fala de Macron sobre arsenal nuclear

A Rússia reagiu nesta quinta-feira (6) às declarações do presidente da França, Emannuel Macron, que sugeriu que poderia colocar o arsenal nuclear do país em operação para proteger os aliados europeus de uma ameaça do Kremlin. O pano de fundo para o discurso é a invasão das tropas de Vladimir Putin na Ucrânia, conflito que já supera três anos de duração. Hoje, o porta-voz da presidência da Rússia, Dmitry Peskov, afirmou que a fala de Macron representa uma ameaça ao país e que a França pensa mais na “continuidade da guerra” contra as tropas de Zelensky, na Ucrânia, do que no fim dos combates. “A declaração foi extremamente combativa. Dificilmente, pode ser percebida como um discurso de um chefe de estado com mentalidade pacífica. Em vez disso, pelo que foi dito, pode-se concluir que os pensamentos de Paris são principalmente sobre a guerra, sobre continuar a guerra”, afirmou o porta-voz do Kremlin à agência russa Tass. Ontem, em discurso à nação, Macron disse que o país decidiu “abrir o debate estratégico sobre a proteção de nossos aliados no continente europeu através da nossa dissuasão nuclear”. A fala foi feita às vésperas de uma cúpula da União Europeia sobre o rearmamento do continente. O porta-voz russo prosseguiu: “Com todo o respeito ao senhor presidente [da França], suponho que eu poderia dizer que houve muitas declarações equivocadas, diplomaticamente falando”. “Foi dito que a Rússia havia se tornado quase um inimigo, [quase] um oponente da França, mas nada foi dito sobre a estrutura militar da OTAN [não apenas] se expandindo nas fronteiras russas constantemente, mas sim se aproximando delas em um ritmo alarmante. O senhor presidente [Macron] não disse nada sobre isso e não mencionou as preocupações e temores legítimos da Rússia a esse respeito, bem como a necessidade de a Rússia tomar medidas contrárias”, completou. Macron sinalizou um investimento maior na defesa do país, além do orçamento previamente aprovado. Fonte: R7 Foto: Pavel Bednyakov/Reuters

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Trump eleva tensão no conflito Israel-Hamas e faz ameaça de morte

Em uma escalada de declarações controversas, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou suas redes sociais para emitir ameaças diretas à população de Gaza e aos líderes do Hamas. As declarações ocorrem em um momento crítico, com negociações de cessar-fogo em curso e divergências sobre a extensão da trégua. Trump, em sua publicação na plataforma Truth Social, direcionou-se aos habitantes de Gaza, alertando para um “futuro maravilhoso” condicionado à libertação imediata dos reféns remanescentes do conflito. A mensagem do ex-presidente foi clara: “Se o fizerem, vocês estão MORTOS! Façam uma escolha INTELIGENTE. LIBERTEM OS REFÉNS AGORA, OU PAGARÃO UM PREÇO ALTO DEPOIS!”. O ex-presidente também exigiu que o Hamas devolva os corpos das vítimas do ataque de 7 de outubro de 2023, que desencadeou o conflito. “Este é o seu último aviso! Para os líderes (do Hamas), agora é o momento de deixar Gaza, enquanto ainda têm uma chance”, acrescentou Trump, sinalizando apoio irrestrito a Israel: “Estou enviando a Israel tudo o que precisa para terminar o trabalho, e nenhum membro do Hamas estará seguro”. As declarações de Trump foram corroboradas pelo senador Marco Rubio, que afirmou que o ex-presidente “não diz esse tipo de coisa se não estiver falando sério”. Rubio, em entrevista à Fox News, alertou o Hamas para levar as ameaças a sério. As ameaças de Trump coincidem com a revelação de contatos diretos entre os Estados Unidos e o Hamas, uma mudança na política de Washington em relação a organizações consideradas terroristas. A Casa Branca confirmou as conversas, justificando-as pela necessidade de proteger vidas de cidadãos americanos. Apesar dos contatos, o governo israelense expressou suas ressalvas sobre as conversas diretas com o Hamas. O chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, afirmou que o objetivo de eliminar o Hamas em Gaza “ainda não foi alcançado”, enquanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reiterou sua “determinação em vencer”. As tensões aumentam em meio a divergências sobre a extensão da trégua. Israel busca a “desmilitarização total” de Gaza e a libertação de todos os reféns antes de avançar para uma nova etapa do acordo, enquanto o Hamas busca um cessar-fogo permanente. A situação humanitária em Gaza também se agrava, com a suspensão da entrada de ajuda humanitária por Israel, denunciada por países como a França na ONU.   Fonte: R7 Foto: Getty

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Alckmin agenda conversa com secretário de comércio dos EUA sobre tarifas a aço e alumínio

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, vai conversar nesta quinta-feira (6) com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick. O encontro, por videoconferência, está marcado para as 17h30. A expectativa é de que Alckmin trate na reunião sobre as tarifas anunciadas pelos EUA que devem afetar produtos brasileiros, em especial o aço, cuja sobretaxa já tem previsão de entrar em vigor na próxima quarta-feira (12). Nesta terça (4), Donald Trump reforçou seu plano de impor tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio que chegam de fora aos Estados Unidos. Aqui, por sua vez, o setor siderúrgico aposta na função estratégica que o aço brasileiro exportado exerce na indústria americana para manter o acordo de 2018. Por ele, o Brasil pode exportar anualmente 3,5 milhões de toneladas de aço semiacabado e 687 mil toneladas de laminados aos EUA, arranjo que evitou a sobretaxa anunciada pelo republicano em seu primeiro mandato. Na gestão Trump 2, a velocidade das negociações de alto nível com os Estados Unidos foi impactada porque apenas recentemente os indicados do republicano para a área de comércio foram confirmados pelo Senado americano. Entre os principais nomes estão Lutnick, com quem Alckmin conversará, e Jamieson Greer, escolhido como representante de Comércio dos Estados Unidos. A expectativa de integrantes do governo é de que a reunião com o secretário de Comércio seja um divisor nas tratativas com os americanos. Fonte: R7 Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Como a Rússia está transformando a pacífica região do Ártico em uma área militar

Mesmo com grande parte de seus recursos militares voltados para a guerra na Ucrânia, a Rússia segue expandindo sua presença no Ártico. O avanço se dá tanto pela construção de infraestrutura de defesa quanto pela exploração econômica da região, que abriga vastas reservas de petróleo e gás natural. Por décadas, a fronteira ártica russa, que se estende por 24.000 km, foi protegida principalmente pelas condições naturais extremas. Agora, Moscou adota uma postura mais agressiva, reativando bases soviéticas e construindo novas instalações militares. Desde 2021, o Ministério da Defesa russo anunciou a inauguração de 590 novas estruturas, incluindo aeródromos para caças Su-34 e Su-35. Expansão militar Em 2024, a Rússia realizou o maior exercício militar da história do Ártico, o Ocean-2024. A operação envolveu 400 navios de guerra, submarinos, embarcações de apoio e 120 aeronaves. Durante as manobras, bombardeiros estratégicos sobrevoaram os mares de Barents e da Noruega, aumentando as preocupações dos países ocidentais. A infraestrutura militar russa na região também inclui sistemas de defesa avançados. A base de Nagurskoye, modernizada nos últimos anos, agora conta com uma pista de 2.100 metros de comprimento e 130 metros de largura, capaz de receber interceptadores de longo alcance e bombardeiros com capacidade nuclear. O complexo abriga radares Sopka-2, baterias de defesa costeira Bastion-P e sistemas antiaéreos Pantsir-SA e S-300, com previsão de atualização para o mais moderno S-400. Bases estratégicas como Rogachevo (Novaya Zemlya) e outras instalações espalhadas pelo Ártico complementam essa rede de defesa. Além da presença militar direta, Moscou realiza constantes incursões aéreas na região. Desde 2022, aviões russos têm violado repetidamente o espaço aéreo escandinavo. Em um episódio significativo, um cabo de fibra óptica que conectava a Noruega ao arquipélago de Svalbard foi danificado, levantando suspeitas sobre a participação de um navio russo na ação. Controle comercial e energético Estima-se que o Ártico abrigue 412 bilhões de barris de petróleo e gás, representando cerca de 22% das reservas não descobertas do mundo. Esse potencial energético, aliado à viabilidade crescente da Rota do Ártico como alternativa comercial entre a Ásia e a Europa, coloca a região no centro das disputas geopolíticas. Para abrir espaço e navegar sem grandes dificuldades, a Rússia possui a maior frota de quebra-gelos do mundo, com 41 embarcações, incluindo sete movidas a energia nuclear. O país também anunciou a construção do Lider, um superquebra-gelo nuclear do Projeto 10510, que será o mais potente do mundo, com 120 MW de capacidade. Essa frota dá à Rússia não apenas uma vantagem comercial, mas também um recurso estratégico para sustentar operações militares na região. Ao controlar o corredor comercial do Ártico, Moscou encontra formas de contornar sanções ocidentais. A Rota do Ártico permite à Rússia continuar exportando recursos para a Ásia, minimizando o impacto das restrições econômicas impostas pelos EUA e União Europeia. Ambições territoriais Moscou também busca expandir suas fronteiras na região. Atualmente, acordos internacionais estabelecem que as águas territoriais de um país se estendem por 12 milhas náuticas (22 km) da costa, e suas zonas econômicas exclusivas, por 200 milhas náuticas (370 km). No entanto, a Rússia reivindica mais 1,2 milhão de km², alegando que as dorsais de Lomonosov e Mendeleev são extensões de sua plataforma continental. Essa área inclui o Pólo Norte e, se reconhecida, garantiria ao Kremlin acesso exclusivo a vastas reservas de recursos energéticos. Campo de conflito? Para a Rússia, o Ártico não representa apenas uma fonte de recursos. Sua posição estratégica permite a Moscou projetar força contra a Europa e os Estados Unidos, principais opositores à invasão da Ucrânia. A crescente militarização da região sugere que, assim como na Ucrânia, o Kremlin pode estar preparando o terreno para futuras disputas territoriais. O Ocidente observa com preocupação, mas a questão permanece: o Ártico será o próximo palco de confronto global? Fonte: R7 Foto: Reprodução/ Russian Transport Ministry

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