internacional Archives - Página 19 de 26 - Portal Veloz Pular para o conteúdo principal

Portal Veloz

Últimas Notícias

Tático Comando do Tenente Pasqualotto prende suspeito e localiza drogas escondidas no Profilurb, em Limeira

Discussão por imóvel termina em ameaça com simulacro de arma no Jardim Olga Veroni, em Limeira

Receita Federal apreende 1.150 ampolas de medicamentos emagrecedores em ônibus na fronteira com o Paraguai

Motorista é preso com cerca de três toneladas de maconha escondidas em carga de aveia em Pirapozinho

Laudo descarta suicídio e diz que policial Gisele foi assassinada

Brasil tem 2 milhões de pessoas que trabalham por meio de aplicativos

Tag: internacional

UE anuncia retaliação contra tarifas dos EUA sobre aço e alumínio

A União Europeia (UE) anunciou nesta segunda-feira (10) que adotará contramedidas a partir de 1º de abril em resposta às tarifas alfandegárias de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre importações de aço e alumínio. “Como os Estados Unidos estão aplicando tarifas no valor de 28 bilhões de dólares (R$ 162,7 bilhões), estamos respondendo com contramedidas no valor de 26 bilhões de euros (R$ 163,8 bilhões)”, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em comunicado. Na nota oficial, a Comissão Europeia enfatizou que continua aberta ao diálogo. “Acreditamos firmemente que, em um mundo repleto de incertezas geopolíticas e econômicas, não é do nosso interesse comum sobrecarregar nossas economias com tarifas”, acrescentou von der Leyen. As taxas de 25% impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o aço e o alumínio entraram em vigor nesta quarta-feira às 00h01 (21h de terça-feira no horário de Brasília), marcando uma nova escalada na guerra comercial entre os Estados Unidos e seus principais parceiros econômicos. As novas tarifas afetam não apenas a União Europeia, mas também países como Canadá, China, Japão e Austrália. O governo norte-americano justifica a medida como uma forma de proteger a indústria siderúrgica dos EUA, que enfrenta uma concorrência crescente, especialmente da Ásia. Atualmente, os Estados Unidos importam cerca de metade do aço e do alumínio que consomem, abastecendo setores essenciais como a indústria automotiva, aeronáutica, petroquímica e até mesmo a produção de bens de consumo básicos, como enlatados. “As duas indústrias que mais utilizam aço nos Estados Unidos são o setor automotivo e a construção civil, tanto residencial quanto comercial”, explicou Clarke Packard, pesquisador do think tank Cato Institute, à agência France-Presse. Desde que assumiu o cargo, Donald Trump tem utilizado tarifas alfandegárias como ferramenta de negociação com parceiros comerciais, visando incentivar a produção industrial dentro dos EUA e aumentar a arrecadação federal.   Fonte: R7 Foto: Lusa

Leia Mais

Entenda quais são os pontos do cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia

Os Estados Unidos apresentaram uma proposta de trinta dias de cessar-fogo imediato na guerra entre Ucrânia e Rússia, com possibilidade de prorrogação mediante acordo bilateral. O governo ucraniano aceitou a proposta nesta terça-feira (11) durante uma reunião na Arábia Saudita, enquanto a adesão russa à trégua segue incerta. Além de termos para pacificar o conflito, o plano também envolve a retomada de cerca de US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,8 bilhões) em apoio militar e inteligência por parte de Washington. O acordo também inclui discussões sobre o desenvolvimento dos recursos minerais da Ucrânia para impulsionar a economia do país e a amortização dos custos da assistência norte-americana. O acordo proposto requer que ambas as partes cessem as hostilidades simultaneamente, o que significa que sua efetivação depende da resposta russa. Ataques às capitais na terça-feira (11) Horas após o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, concordar com o acordo de cessar-fogo, a Rússia lançou um ataque aéreo em Kiev. A medida parece ter sido uma resposta aos ataques ucranianos na capital russa na madrugada de segunda para terça, deixando pelo menos dois mortos, provocando incêndios e fechando aeroportos. A ofensiva foi considerada o maior ataque de drones já realizado contra a capital russa, com pelo menos 91 artefatos direcionados a Moscou. Pontos do cessar-fogo Kiev, que anteriormente sugeria restringir a trégua ao espaço aéreo e marítimo, aceitou um cessar-fogo completo, enquanto aguarda garantias de aliados para evitar novos avanços russos. O presidente ucraniano expressou apoio ao plano, destacando que a decisão final cabe ao Kremlin. “A Ucrânia está disposta a aderir e considera a proposta positiva. Agora os EUA devem persuadir a Rússia a aceitar”, declarou nas redes sociais. Apesar da aceitação formal, Zelensky alertou sobre os riscos de uma pausa temporária nos combates, que poderia permitir a reestruturação das tropas russas. Outro ponto-chave da trégua é a retomada do apoio militar e da cooperação em inteligência pelos EUA, que foram suspensos após desentendimentos entre Zelensky e Donald Trump na Casa Branca. O documento também menciona a necessidade de iniciar negociações para garantir uma solução duradoura para a segurança ucraniana. No plano econômico, a discussão girou em torno da exploração de minérios estratégicos para garantir a recuperação do país e justificar os investimentos americanos. Um acordo entre Zelensky e Trump sobre o tema, previsto para ser assinado em fevereiro, foi adiado por divergências entre os dois. Repercussão nos EUA O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Mike Waltz, e o secretário de Estado, Marco Rubio, consideraram o encontro na Arábia Saudita um avanço importante. Rubio afirmou que a proposta será apresentada ao Kremlin. “A Ucrânia se mostrou aberta à negociação, resta saber qual será a resposta russa”, declarou. Waltz deve se reunir com autoridades russas nos próximos dias, enquanto Rubio levará a questão ao G7, que ocorre em junho no Canadá. Posicionamento de Moscou A Rússia segue resistente a um cessar-fogo provisório e insiste em “compromissos concretos para um acordo final”. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que ainda aguarda informações detalhadas sobre o que foi discutido em Jeddah, mas a porta-voz da Chancelaria russa, Maria Zakharova, indicou que conversas com Washington podem ocorrer nos próximos dias. Um dos pontos de maior tensão no debate é a questão territorial. Cerca de 20% do território ucraniano, dentro das fronteiras de 1991, está sob ocupação russa. Moscou pressiona para que Kiev ceda parte dessas áreas em uma eventual negociação, enquanto a delegação diplomática dos EUA avalia até que ponto a Ucrânia deve manter uma posição intransigente. Na segunda-feira (10), Marco Rubio reconheceu a dificuldade de uma retomada territorial completa por Kiev. “A Rússia não tem capacidade de conquistar toda a Ucrânia, mas é igualmente difícil imaginar que Kiev consiga, em um prazo razoável, empurrar os russos de volta às fronteiras de 2014”, disse. Agora, o Ocidente deve aguardar a decisão do Kremlin, que definirá os próximos passos diplomáticos para o desfecho do conflito.   Fonte: R7 Foto: Divulgação/Presidência da Ucrânia

Leia Mais

Ex-presidente filipino Rodrigo Duterte é preso em Manila por ordem do TPI

O ex-presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, foi detido nesta terça-feira (11) no Aeroporto Internacional de Manila, em cumprimento a um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). Duterte é acusado de crimes contra a humanidade devido à sua campanha antidrogas, que resultou em milhares de mortes durante seu governo. De acordo com um comunicado oficial da Presidência das Filipinas, a Interpol de Manila recebeu a cópia oficial do mandado de captura nesta manhã. “Ele se encontra atualmente sob custódia”, afirmou o governo. Duterte, que governou o país entre 2016 e 2022, foi preso ao desembarcar de uma viagem a Hong Kong. A polícia o levou sob custódia a mando do TPI, que investiga os assassinatos em massa ocorridos durante sua repressão ao tráfico de drogas. O tribunal internacional iniciou as investigações sobre os crimes cometidos entre 1º de novembro de 2011, quando Duterte ainda era prefeito da cidade de Davao, e 16 de março de 2019, já no cargo de presidente. Os assassinatos são tratados como possíveis crimes contra a humanidade. Diante da possibilidade de ser investigado pelo tribunal, Duterte retirou as Filipinas do Estatuto de Roma em 2019, medida que foi vista por ativistas de direitos humanos como uma tentativa de escapar da responsabilização pelos crimes cometidos. O governo de Duterte tentou suspender a investigação do TPI em 2021, alegando que as autoridades filipinas já estavam apurando os mesmos fatos, tornando a ação do tribunal internacional desnecessária. No entanto, em julho de 2023, os juízes do TPI rejeitaram essa objeção e autorizaram a retomada das investigações. Com sede em Haia, nos Países Baixos, o Tribunal Penal Internacional tem jurisdição para processar crimes graves, como genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade, especialmente quando os países envolvidos não tomam medidas adequadas para punir os responsáveis. O atual presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., que assumiu o cargo em 2022, optou por não reintegrar o país ao Estatuto de Roma. Apesar disso, seu governo afirmou que cooperaria caso o TPI solicitasse à polícia internacional a detenção de Duterte por meio de um “alerta vermelho”, mecanismo usado para localizar e prender temporariamente suspeitos de crimes internacionais.   Fonte: R7 Foto: Lusa

Leia Mais

Itamaraty diz que não há vítimas brasileiras na Síria e pede para nacionais não irem ao país

O Itamaraty afirmou, nesta segunda-feira (10), que não há brasileiros entre as vítimas da escalada do conflito na Síria. O comunicado também reforça o pedido para os cidadãos do Brasil que estão no país saírem de lá. “O Itamaraty, por meio do portal consular, atualizou o alerta recomendando aos nacionais não viajar à Síria e, caso estejam no país, a adotar as indicações de segurança das autoridades locais”, disse. Mais de 1.000 pessoas morreram nas províncias de Lataquia e Tartus. Essa está sendo considerado o pior momento do conflito desde que o regime de Bashar al-Assad foi derrubado em dezembro do ano passado. Os combates ocorrem entre aliados do regime deposto de Assad e as forças de segurança do novo governo, liderado pelo grupo radical islâmico Hayat Tahrir al-Sham (HTS). “Ao expressar repúdio ao recurso à violência, sobretudo contra civis, o Brasil transmite condolências aos familiares das vítimas e insta as partes envolvidas ao exercício da contenção. Reitera, ainda, sua posição em favor de transição política pacífica e inclusiva, com respeito da independência, unidade, soberania e integridade territorial da Síria”, disse o comunicado do Brasil. Confira as orientações do Ministério das Relações Exteriores: Caso não esteja na Síria, não viaje ao país; Recomenda-se aos nacionais residentes ou de passagem pela Síria que se ausentem do país, por meios próprios, até o retorno à normalidade. Aos nacionais que decidam manter estadia na Síria, recomenda-se adotar as indicações de segurança das autoridades locais e não permanecer em áreas de reconhecido risco; Não participe de aglomerações e protestos; Verifique se seu passaporte e dos demais membros de sua família possui ao menos seis (6) meses de validade; Certifique-se de que possui documento de nacionalidade brasileiro (como certidão de nascimento) e/ou carteira de identidade válida brasileira ou síria; ⁠Evite repassar informações não comprovadas ou compartilhar notícias antigas. Procure estar informado da situação atual do país e acompanhar canais de comunicação confiáveis; Segundo o Itamaraty, a Embaixada do Brasil em Damasco permanece em contato com representantes da comunidade brasileira na Síria. O contato do plantão consular é o número + 963 933 21 34 38 e o endereço eletrônico “consular.damasco@itamaraty.gov.br”. O plantão consular do Itamaraty (24h) também pode ser contatado em caso de emergência pelo número: +55 61 98260-0610 (WhatsApp). Fonte: R7 Foto: Record/Reprodução

Leia Mais

Golfinho morre após ser retirado da água para tirar fotos com turista

Um golfinho morreu em uma praia de Mar de Tuyú, na Argentina. O animal estava próximo da costa, quando um jovem o retirou da água, juntando uma grande quantidade de pessoas em torno da cena para tirar fotos e gravar vídeos. A morte do golfinho ocorreu em minutos. O caso aconteceu no fim de janeiro, mas voltou a viralizar esta semana, com o fim do verão se aproximando. Uma testemunha que estava na praia, Lorena Cervetto, compartilhou imagens do caso nas redes sociais, lamentando a morte do golfinho. “O golfinho morreu em seus braços, cercado por muitos curiosos. Não sei se estamos preparados para saber o que fazer nesses casos. Que pena”, escreveu Lorena em um grupo no Facebook. A Defesa Civil argentina não soube precisar o que trouxe o golfinho para tão perto da praia, mas a principal hipótese é que o animal tenha sido carregado pela correnteza, um fato comum na costa argentina. A espécie identificada no vídeo é uma toninha, também conhecida como golfinho franciscano ou golfinho-da-prata, que está ameaçada de extinção, com a estimativa que menos de 30 mil indivíduos estejam em circulação no oceano. A Toninha possui uma pele muito grossa e oleosa que o mantém protegido, mas desidrata rapidamente. Essas condições não permitem que o animal sobreviva muito tempo fora da água. A ONG Activistas Animalistas de La Costa, que luta pelos direitos dos animais marinhos na Argentina, lamentou o ocorrido e relembrou casos semelhantes em anos anteriores, como quando um homem capturou um golfinho e o levou para casa enrolado em um cobertor em 2022. “Nos verões anteriores, a costa argentina foi notícia porque golfinhos apareceram nas praias e foram capturados por curiosos tirando fotos. Em todos os casos, o animal foi deixado sem vida na praia. Hoje, a história se repetiu em Mar del Tuyú, quando um golfinho apareceu na praia e foi levado nos braços de um turista”, declarou a ONG. Assista ao momento em que o golfinho é retirado da água As imagens voltaram a viralizar nas redes sociais esta semana na Argentina. (Imagens: Reprodução/Milenio) Fonte: R7 Foto: Reprodução/Redes Sociais

Leia Mais

Prefeito de Moscou reporta ‘ataque maciço’ de drones ucranianos

Um “ataque maciço” de dezenas de drones ucranianos teve Moscou como alvo na madrugada desta terça-feira (11), anunciou o prefeito da capital russa, Sergei Sobyanin, horas antes de negociações na Arábia Saudita entre representantes ucranianos e americanos. “A defesa aérea do Ministério da Defesa continua repelindo um ataque maciço de drones inimigos em Moscou”, publicou o prefeito no aplicativo Telegram, acrescentando que 58 drones foram interceptados rumo à capital russa, poucas vezes atacada pela Ucrânia no atual conflito. “Especialistas dos serviços de emergência trabalham no local onde os destroços caíram”, informou o prefeito. Veículos de comunicação russos divulgaram em redes sociais imagens de prédios residenciais atingidos pela queda de drones, com janelas quebradas e buracos em telhados.   Fonte: R7 Foto: AFP

Leia Mais

Israel corta energia em Gaza para pressionar Hamas a liberar reféns

O governo de Israel suspendeu o fornecimento de energia elétrica para Gaza para pressionar o Hamas a liberar reféns. Atualmente, 24 reféns estão vivos em território palestino e os corpos de outros 35 foram identificados. Uma nova rodada de negociações pelo cessar-fogo começou nesta segunda-feira (10).   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Record

Leia Mais

Coreia do Norte lança mísseis durante exercícios militares de Seul e EUA

A Coreia do Norte lançou vários mísseis balísticos nesta segunda-feira (11), segundo o Estado-Maior da Coreia do Sul, enquanto Seul e Washington realizam os exercícios militares anuais ‘Freedom Shield’. De acordo com o comunicado oficial, os projéteis foram disparados da província de Hwanghae em direção ao mar Amarelo por volta das 13h50 (horário local). O governo norte-coreano classificou as manobras militares conjuntas como um “ato de provocação perigoso” que eleva o risco de conflito na região. A ação ocorre poucas horas após o início dos exercícios militares conjuntos entre Coreia do Sul e Estados Unidos, que se estenderão até 20 de março. Pyongyang frequentemente critica essas atividades, alegando que são um ensaio para uma invasão do país. Treinamento suspenso após erro de bombardeio Embora as manobras tenham começado conforme o planejado, a Coreia do Sul decidiu interromper temporariamente os exercícios de fogo real. A decisão foi tomada após um incidente ocorrido na semana passada, quando dois caças KF-16 sul-coreanos dispararam erroneamente oito bombas MK-82 sobre uma área civil em Pocheon, próxima à fronteira com a Coreia do Norte. O erro deixou cerca de 30 feridos, sendo dois em estado grave. De acordo com a investigação preliminar, um dos pilotos introduziu coordenadas erradas para o alvo do bombardeio, falha que não foi identificada na checagem prévia ao voo. Já o segundo piloto, que possuía as coordenadas corretas, acabou seguindo as instruções erradas de seu colega e realizou o disparo sem verificar visualmente o local. O chefe do Estado-Maior da Força Aérea da Coreia do Sul, general Lee Youngsu, pediu desculpas pelo incidente e garantiu que medidas serão tomadas para evitar novos erros. Os treinos com fogo real serão retomados assim que a investigação for concluída. O ‘Freedom Shield’ marca o primeiro grande exercício militar conjunto desde o início do segundo mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O treinamento ocorre em meio a um cenário de crescente tensão com a Coreia do Norte, que tem avançado em suas ambições nucleares e fortalecido sua parceria com a Rússia na guerra contra a Ucrânia.   Fonte: R7 Foto: Lusa

Leia Mais

Soldado norte-coreano diz que usou armas russas antidrone na guerra da Ucrânia

Um soldado norte-coreano capturado pelas forças ucranianas disse que utilizava armas de interferência fornecidas pela Rússia para neutralizar drones na guerra contra a Ucrânia. A revelação, feita em entrevista a um legislador sul-coreano, sugere que o exército de Kim Jong-un, até então inexperiente no uso de drones, está adquirindo conhecimento sobre a tecnologia no conflito. O deputado Yu Yong-weon, do Partido do Poder Popular da Coreia do Sul, trouxe o caso à tona após uma visita à Ucrânia entre 23 e 26 de fevereiro. Ele divulgou trechos da conversa gravada com o soldado, identificado apenas como Ri, à agência de notícias Yonhap na sexta-feira (7). O soldado é um dos dois norte-coreanos capturados em janeiro na região fronteiriça de Kursk, na Rússia, durante combates contra as tropas de Vladimir Putin. “Os prisioneiros pertencem ao Bureau Geral de Reconhecimento, e os russos lhes forneceram armas de forças especiais”, afirmou Yu, segundo a Yonhap. Ri revelou que sua companhia possuía seis armas de interferência de drones. “No início, os drones caíam facilmente, mas parecia que as tropas ucranianas mudaram a frequência, porque depois não desciam tão bem”, disse ele ao parlamentar. A informação, relatada também pela Radio Free Asia, contradiz avaliações iniciais da agência de espionagem sul-coreana, que em janeiro acreditava que as tropas norte-coreanas não tinham expertise em drones. Experiência de combate e ameaça futura Yu Yong-weon destacou o custo humano e estratégico da participação norte-coreana. “Eles estão sendo mobilizados, derramando sangue e ganhando experiência real de combate”, disse à Yonhap. “Se muitos retornarem vivos à Coreia do Norte, podem representar uma ameaça direta a nós [sul-coreanos] no futuro”. Estima-se que mais de 12 mil soldados norte-coreanos foram enviados a Kursk, área parcialmente ocupada pela Ucrânia desde agosto do ano passado. Os relatos de Ri também expõem a dinâmica entre as tropas russas e norte-coreanas. Ele contou que sete soldados russos foram destacados para sua companhia, atuando como elo com as autoridades de Moscou. “Eles coordenavam apoio de artilharia, forneciam suporte logístico, faziam reconhecimento com drones e compartilhavam dados conosco”, disse. Filmagem de drone russo durante ataque a soldado norte-coreanoReprodução/Forças de Operações Especiais da Ucrânia No entanto, Ri afirmou que os disparos de artilharia russos eram imprecisos, caindo em locais aleatórios. “Isso mostra que os norte-coreanos estavam sendo usados como bucha de canhão”, criticou Yu, apontando que o suporte “ineficaz” de Moscou provavelmente ampliou as baixas. As inteligências dos Estados Unidos, da Ucrânia e da Coreia do Sul sugerem que as tropas norte-coreanas em Kursk enfrentam perdas massivas devido a ataques precisos de drones ucranianos. Na última quarta-feira (5), o Serviço Nacional de Inteligência (NIS) da Coreia do Sul disse que monitora a possibilidade de transferência de tecnologia de drones entre o vizinho do Norte e a Rússia. Nem Moscou nem Pyongyang reconhecem oficialmente a presença de tropas norte-coreanas na guerra. Condições de cativeiro e desejo de desertar Yu descreveu o encontro com Ri e outro soldado capturado, identificado como Paek, em um prédio usado como prisão de guerra na Ucrânia. Originalmente uma penitenciária, o local não tinha aquecimento, água quente ou ventilação adequada. Os dois estavam em celas separadas, sem saber da presença um do outro. Em um momento surpreendente, Ri perguntou ao parlamentar se poderia ir para a Coreia do Sul e viver como desejava. “Eu o tranquilizei, dizendo que ele viveria bem no Sul”, contou Yu. Fonte: R7 Foto de capa: Reprodução/X/@ZelenskyyUa

Leia Mais

Após veto de Putin, estrangeiros deixam de adotar crianças russas pela primeira vez na história

Pela primeira vez em pelo menos 15 anos, nenhum cidadão estrangeiro adotou uma criança russa em 2024, segundo dados do Ministério da Educação da Rússia. O episódio marca o fim de uma prática que, ao longo de três décadas, levou mais de 100 mil órfãos russos a famílias no exterior. A interrupção total das adoções internacionais, noticiada pelo site russo de notícias investigativas IStories, reflete uma série de restrições impostas pelo governo de Vladimir Putin nos últimos anos, intensificadas por tensões geopolíticas com o Ocidente. A decisão foi antecipada no verão de 2023 pela Comissária dos Direitos da Criança, Maria Lvova-Belova, que apontou a “situação internacional” e as “mudanças nas relações bilaterais com países ocidentais” como justificativas para o fim das adoções estrangeiras. Desde então, todos os escritórios de organizações sem fins lucrativos estrangeiras voltadas à adoção foram fechados no país, segundo o IStories. Em novembro de 2024, as autoridades russas deram um passo além, proibindo cidadãos de países onde a mudança de gênero é permitida de adotar crianças russas — medida que se somou a restrições anteriores, como a proibição de adoções por casais do mesmo sexo em 2013 e por pais solteiros de nações que reconhecem o casamento homoafetivo, em 2014. Restrições históricas O marco inicial dessa política restritiva veio em 2012, com a chamada “Lei Dima Yakovlev”, que baniu cidadãos americanos de adotar crianças russas. A legislação, segundo o IStories, foi uma retaliação à “Lei Magnitsky” dos EUA, que impôs sanções a autoridades russas envolvidas na morte do advogado Sergei Magnitsky em 2009 e no desvio de bilhões de rublos do orçamento russo. Antes da proibição, os americanos respondiam por cerca de 25% das adoções internacionais, acolhendo entre 600 e 1.400 crianças por ano. O impacto foi especialmente duro para crianças com deficiência: em 2012, 42% delas adotadas por estrangeiros iam para famílias americanas, segundo o IStories. Enquanto as portas se fecham para o exterior, a adoção dentro da Rússia enfrenta seus próprios desafios. Em 2024, apenas 76 de cada 100 crianças colocadas em orfanatos encontraram uma família — o menor índice em 12 anos, excluindo o período da pandemia em 2021, segundo o IStories. O site também destaca que o número de famílias russas dispostas a adotar caiu drasticamente: apenas 40 mil novas famílias entraram no banco de dados de potenciais pais adotivos em 2024, o menor número desde pelo menos 2010. Outro dado alarmante é o aumento no número de crianças devolvidas aos orfanatos por pais adotivos russos. Se entre 2013 e 2014 a taxa era de 9 retornos para cada 100 crianças acolhidas, em 2024 esse número quase dobrou, chegando a 16 por 100, com 72% dos casos sendo iniciativa dos próprios pais. O jornal Novaya Gazeta ponta que, apesar do aumento nos pagamentos a tutores após a “Lei Dima Yakovlev” — uma tentativa de compensar a saída dos estrangeiros –, o incentivo financeiro perdeu efeito. Desde 2016, a proporção de crianças acolhidas por russos vem caindo ano a ano. Paralelamente, a Rússia tem intensificado a remoção de crianças ucranianas de territórios ocupados desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, oferecendo-as para adoção a famílias russas com cidadania e, em alguns casos, novas identidades. Fonte: R7 Foto: Divulgação/Kremlin

Leia Mais
Nenhuma postagem a exibir

Confira o canal do Portal Veloz No Youtube

×

Buscar no Portal Veloz