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Tag: internacional

Trump conversa com Zelensky e afirma que negociações de paz com a Rússia estão evoluindo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou por telefone com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmando que as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia estão no caminho certo. Zelensky classificou o diálogo como “franco e positivo”, expressando esperança de que, sob a liderança americana, uma paz duradoura possa ser alcançada ainda este ano. No entanto, Rússia e Ucrânia trocaram acusações de violação do acordo de trégua parcial de 30 dias, com ofensivas russas atingindo hospitais e deixando cidades ucranianas sem energia. Enquanto isso, a Rússia exige o fim do fornecimento de armas e inteligência ocidental à Ucrânia, mas países europeus já garantiram que manterão o apoio militar. Uma nova rodada de negociações está marcada para domingo, na Arábia Saudita. Em um gesto de distensão, Rússia e Ucrânia trocaram 175 prisioneiros de guerra de cada lado.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Record

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Rússia reforça frota de submarinos que levam bombas nucleares para dominar o Ártico

A Rússia tem ampliado a sua presença no Ártico, tanto com construções de infraestrutura de defesa quanto pela exploração econômica da região, que abriga reservas de petróleo e gás natural. Mas é sob a água que está a sua maior aposta estratégica. O governo de Vladimir Putin tem planos ambiciosos para ter mais submarinos de última geração, inclusive que transportam bombas nucleares, circulando no extremo norte do planeta. Um dos principais pontos fortes da Rússia no Ártico é sua Marinha. Nesta parte do mundo, Moscou opera a chamada Frota do Norte, uma de suas cinco frotas principais. A frota compreende quase cem embarcações militares de várias classes. Um terço da frota é composta por submarinos, incluindo aqueles capazes de transportar armas nucleares. Nos próximos quatro anos, a frota receberá três submarinos nucleares da classe Borei, cada um capaz de transportar 16 mísseis balísticos Bulava, que podem lançar ogivas nucleares a distâncias de quase 9.300 km, colocando a Europa e o continente americano sob ameaça. Além disso, três projetos futuros incluem submarinos nucleares da classe Yasen, capazes de transportar mísseis Onyx, Kalibr e Zircon. Sua missão principal é a destruição de frotas de superfície inimigas, embora esses mísseis também possam ser equipados com ogivas nucleares para operações mais letais, se necessário. Por fim, há dois submarinos da classe Lada planejados, projetados para patrulhas territoriais, proteção de bases navais e destruição de submarinos e navios de superfície inimigos. O que se sabe sobre os submarinos atuais No começo do ano, a Rússia contava com 31 submarinos em atividade ou em manutenção. A metade deles foi lançada após o colapso da União Soviética. Um em cada três submarinos foram comissionados (ou seja, aprovados para entrar em serviço) nas décadas de 2000 e de 2010. Além disso, a Rússia está continuamente adicionando novos submarinos à Frota do Norte: três foram comissionados nos últimos cinco anos, e outro tem menos de uma década. Isso indica que a Rússia continua a reforçar sua frota submarina nesta região, apesar dos acordos para manter o Ártico desmilitarizado. Controle comercial e energético Estima-se que o Ártico abrigue 412 bilhões de barris de petróleo e gás, representando cerca de 22% das reservas não descobertas do mundo. Esse potencial energético, aliado à viabilidade crescente da Rota do Ártico como alternativa comercial entre a Ásia e a Europa, coloca a região no centro das disputas geopolíticas. Para abrir espaço e navegar sem grandes dificuldades, a Rússia possui a maior frota de quebra-gelos do mundo, com 41 embarcações, incluindo sete movidas a energia nuclear. O país também anunciou a construção do Lider, um superquebra-gelo nuclear do Projeto 10510, que será o mais potente do mundo, com 120 MW de capacidade. Essa frota dá à Rússia não apenas uma vantagem comercial, mas também um recurso estratégico para sustentar operações militares na região. Ao controlar o corredor comercial do Ártico, Moscou encontra formas de contornar sanções ocidentais. A Rota do Ártico permite à Rússia continuar exportando recursos para a Ásia, minimizando o impacto das restrições econômicas impostas pelos EUA e União Europeia. Ambições territoriais Moscou também busca expandir suas fronteiras na região. Atualmente, acordos internacionais estabelecem que as águas territoriais de um país se estendem por 12 milhas náuticas (22 km) da costa, e suas zonas econômicas exclusivas, por 200 milhas náuticas (370 km). No entanto, a Rússia reivindica mais 1,2 milhão de km², alegando que as dorsais de Lomonosov e Mendeleev são extensões de sua plataforma continental. Essa área inclui o Pólo Norte e, se reconhecida, garantiria ao Kremlin acesso exclusivo a vastas reservas de recursos energéticos.   Fonte: R7 Foto: Ministério da Defesa Russo

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China condena engenheiro à morte por espionagem

Um engenheiro chinês identificado apenas pelo sobrenome Liu foi condenado à morte por vazar segredos de Estado a uma agência estrangeira de espionagem, anunciou o governo de Pequim nesta quarta-feira (19). A sentença foi divulgada pelo Ministério de Segurança do Estado da China, que detalhou o caso em um comunicado oficial publicado em sua conta no WeChat, aplicativo de mensagens chinês. Liu trabalhava como engenheiro assistente em um instituto de pesquisa, cujo nome não foi revelado, e pediu demissão após se sentir injustiçado no ambiente de trabalho. Antes de deixar o cargo, ele “copiou e conservou em segredo uma grande quantidade de material confidencial que havia administrado, com a intenção de utilizá-lo posteriormente para se vingar ou chantagear seus superiores”, disse o ministério. Depois de sair do instituto, Liu se envolveu em uma empresa de investimentos, mas acabou acumulando dívidas com negócios fracassados. Foi então que, segundo o governo chinês, ele decidiu vender os segredos de Estado em seu poder. O plano de Liu foi “cuidadosamente elaborado”, segundo o governo chinês. O engenheiro entrou em contato com uma agência estrangeira de inteligência e entregou o material confidencial por “um preço muito baixo”. Após receber a informação, a agência cortou contato com ele, o que levou Liu a tentar vender os dados no exterior. “Em meio ano, ele viajou secretamente para muitos países e vazou seriamente os segredos do nosso país”, diz o comunicado. Após ser preso, ele confessou os crimes e foi condenado à morte, além de ter seus direitos políticos cassados permanentemente. A data da execução não foi informada. O caso ocorre em um momento de crescente alerta na China contra a espionagem. O governo de Pequim tem intensificado os avisos sobre cidadãos sendo recrutados por entidades estrangeiras. Em novembro passado, um ex-funcionário de uma agência estatal foi condenado à morte após ter um pen drive de trabalho apreendido por espiões estrangeiros, tornando-se, segundo autoridades, um “fantoche” a serviço deles, segundo a BBC. Em fevereiro do mesmo ano, o escritor australiano Yang Hengjun recebeu uma sentença de morte, mais tarde suspensa, por acusações de espionagem. Ele permanece preso apesar de apelos da Austrália por sua libertação.   Fonte: R7 Foto: Divulgação/Xinhua

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Rússia anuncia suspensão dos ataques contra infraestrutura de energia da Ucrânia por 30 dias

A Rússia anunciou, nesta terça-feira (18), a suspensão dos ataques contra a infraestrutura de energia da Ucrânia por 30 dias, após uma conversa entre os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump. A Casa Branca destacou que o cessar-fogo parcial é o primeiro passo para uma paz duradoura, com ambos os países concordando em iniciar negociações para o fim do conflito. Além disso, foi acordada a troca de 350 prisioneiros russos e ucranianos, enquanto as próximas etapas para um cessar-fogo total serão discutidas no Oriente Médio. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apoiou a medida, mas aguarda mais detalhes sobre o acordo.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Record  

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Israel mata chefes dos terroristas Hamas; Netanyahu: negociações, agora, só sob fogo pesado

Israel matou líderes do Hamas nos maiores ataques desde o início do cessar-fogo na Faixa de Gaza e sinalizou a retomada da guerra. O governo israelense afirmou que manterá a ofensiva nos próximos dias, enquanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que esse é só o começo. E que as negociações para liberação dos reféns, agora, serão conduzidas apenas sob fogo. “Voltamos a lutar. Voltamos a lutar com força”, declarou Benjamin Netanyahu em discurso televisionado. “De agora em diante, as negociações só serão conduzidas sob fogo”, seguiu o primeiro-ministro, acrescentando que “é apenas o começo”. Nas palavras do primeiro-ministro, “Israel vai lutar e vai vencer. Vamos trazer as nossas pessoas de volta para casa e vamos destruir o Hamas. Não vamos recuar”. Ele acusou o grupo terrorista de rejeitar as ofertas para manutenção do acordo de cessar-fogo. Antes do pronunciamento de Netanyahu, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, declarou que a ofensiva continua. “Nós atingimos alvos do Hamas e outros alvos terroristas em Gaza. Não foi um ataque de um dia só. Continuaremos a operação militar nos próximos dias”, disse. Israel anunciou ainda ter matado quatro chefes do Hamas nos bombardeios em larga escala que atingiram a Faixa de Gaza nesta terça-feira, 18. A lista inclui Essam al-Da’alis, descrito pelo Exército israelense com “responsável pelo funcionamento do regime terrorista do Hamas em Gaza”. Os outros três, ainda de acordo com Israel, seriam integrantes do Ministério do Interior, do Ministério da Justiça e do serviço de segurança interna. O Hamas, por outro lado, disse que seis lideranças foram mortas nos ataques. O grupo terrorista acusa Israel de “anular o acordo de cessar-fogo” e expor os reféns mantidos em Gaza a um “destino desconhecido”. “Reacenderam o inferno em Gaza” No enclave palestino, a intensidade da ofensiva lembrou os primeiros dias da guerra, quando Israel lançou implacáveis bombardeios em resposta ao ataque terrorista do Hamas, em 7 de outubro de 2023. “Toda Gaza tremeu”, disse Ramez Souri, morador da Cidade de Gaza. O Ministério da Saúde informou que os ataques deixaram pelo menos 413 mortos. E o Serviço de Emergência Civil do enclave palestino disse que 170 crianças e 80 mulheres estavam entre as vítimas. Tanya-Haj Hassan, uma voluntária canadense do grupo Medical Aid for Palestinians que atua em Khan Younis, disse que a grande maioria de seus pacientes eram mulheres e crianças. “Havia três homens no pronto-socorro no total”, disse ela, que contou pelo menos 30 mulheres e crianças na área de reanimação durante seu turno. Há relatos de corpos espalhados pelas ruas e hospitais sem capacidade para atender as vítimas. “Os feridos não encontram um médico que os atenda”, disse Ramiz al Amarin, um deslocado palestino, no hospital al Ahli, na Cidade de Gaza. “Reacenderam o fogo do inferno”. O palestino, de 25 anos, relata que acordou de sobressalto com as explosões. “Transportei vários filhos dos meus vizinhos que estavam feridos”, segue o relato, “mas não há leitos para recebê-los”. Em seu discurso, Netanyahu disse que os civis palestinos não são o alvo de Israel e deveriam se mover para áreas seguras. “Nós miramos nos terroristas do Hamas. E quando esses terroristas se infiltram em áreas civis, quando usam civis como escudos humanos, eles são os responsáveis por todas as vítimas” O Exército de Israel emitiu ordens para que os civis deixem várias áreas da Faixa de Gaza ao longo da fronteira, sugerindo que a ofensiva surpresa poderia se tornar uma campanha prolongada no momento em que aumentam os temores de nova invasão terrestre no enclave palestino. Numa publicação em árabe, o porta-voz das forças armadas, Avichay Adraee, ordenou que as pessoas se deslocassem em direção ao centro de Gaza, dizimado pela guerra. Impasse sobre o cessar-fogo O cessar-fogo que interrompeu 15 meses de conflito entrou em vigor em janeiro e seria dividido em três etapas. A primeira, encerrada no começo do mês, previa a pausa nos combates e a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos. Na segunda fase, era esperada a liberação de mais reféns e a retirada de tropas israelenses da Faixa de Gaza. Mas os dois lados nunca chegaram a um consenso sobre como avançar para manter o acordo. Mesmo assim, o frágil cessar-fogo se manteve — até esta terça-feira. Os mediadores buscavam uma saída para o impasse, mas os líderes israelenses não estavam dispostos a encerrar a guerra enquanto o grupo terrorista mantivesse o domínio sobre o território palestino. O Hamas sinalizou que poderia se comprometer com o controle civil, mas também mostrou pouca disposição em dissolver os batalhões militares. Israel sugeriu que o Hamas liberasse metade dos reféns restantes em troca da promessa de negociar uma trégua duradoura. Em vez disso, o Hamas insistiu em manter a versão inicial do acordo e avançar para a segunda etapa, que agora parece cada vez mais distante. “A insistência do Hamas em manter os reféns como vantagem e a recusa política de Netanyahu em prosseguir com a fase dois do cessar-fogo, que exigia o fim da guerra e a libertação de todos os reféns vivos, levaram a essa escalada”, disse Daniel Shapiro, ex-embaixador dos EUA em Israel. Em seu discurso, Netanyahu rebateu os críticos e culpou o Hamas. “O Hamas recusou oferta após oferta para libertar os nossos reféns. Nas últimas duas semanas, Israel não iniciou nenhuma ação militar na esperança de que o Hamas mudaria o curso. Isso não aconteceu”, disse. “Enquanto Israel aceitou a oferta do enviado americano Steve Witkoff, o Hamas recusou categoricamente. Foi por isso que eu autorizei a retomada da ação militar contra o Hamas”. Reféns e familiares criticam ataques Em Israel, a retomada dos combates foi criticada por líderes da oposição, ex-reféns e familiares daqueles que permanecem em cativeiro na Faixa de Gaza. Acredita-se que o Hamas tenha 24 reféns vivos e os corpos de outros 35. “Meu coração está partido, despedaçado e decepcionado”, escreveu Emily Damari, refém libertada durante o cessar-fogo no início deste ano. “Continuaremos a lutar sem parar e faremos tudo o que pudermos para trazê-los de volta”,

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Com ação de hackers, Coreia do Norte já possui a terceira maior reserva de bitcoin do mundo

A Coreia do Norte já teria acumulado bitcoin suficiente para o país se tornar a terceira maior reserva da criptomoeda no mundo, só atrás dos EUA e Reino Unido. A ditadura de Kim Jong-un já teria acumulado 13.562 BTC, avaliados em US$ 1,14 bilhão. Se confirmado, a reserva de bitcoin da Coreia do Norte ficará atrás apenas dos 198.109 BTC dos EUA e dos 61.245 BTC do Reino Unido, de acordo com as estimativas de uma tradicional corretora de criptomoedas. Esse volume de criptoativos acumulado seria fruto de ação de grupos de hackers atuando a mando do governo norte-coreano. A informação é da Arkham Intelligence, uma empresa sediada na República Dominicana que fornece dados sobre transações de blockchain para ajudar a identificar lavagem de dinheiro e outras atividades suspeitas. Grupos de hackers afiliados à Coreia do Norte, incluindo o Lazarus, foram apontados como culpados por uma série de ataques cibernéticos em 2024 que roubaram US$ 659 milhões em criptomoedas, de acordo com uma declaração conjunta da Coreia do Sul, EUA e Japão feita em janeiro. O FBI, a polícia federal dos EUA, divulgou no mês passado uma declaração pública de que a Coreia do Norte é responsável pelo roubo de aproximadamente US$ 1,5 bilhão em ativos virtuais, a maior ação criminosa de hacking até agora, em fevereiro. Muitos dos ativos virtuais roubados eram moedas Ethereum, uma parte substancial das quais acredita-se que tenham sido convertidas em bitcoins. Na semana passada, o grupo de hackers Lazarus teria convertido pelo menos US$ 300 milhões de suas criptomoedas roubadas em fundos irrecuperáveis. O Lazarus e outros grupos de hackers são supostamente controlados pelo governo norte-coreano e são considerados uma importante fonte de renda para a ditadura de Kim Jong-un. A Coreia do Norte está atualmente sob múltiplas sanções impostas pela comunidade internacional, como ações punitivas pelo desenvolvimento de seu programa de armas nucleares. Acredita-se que uma parcela significativa dos lucros das atividades ilegais da Coreia do Norte seja usada para financiar seus programas de mísseis balísticos e testes nucleares.   Fonte: R7 Foto: KCNA

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Forças militares de Israel lançam ataque contra alvos do Hamas na Faixa de Gaza

Nesta terça-feira (18), as forças militares de Israel lançaram um ataque contra alvos do grupo terrorista Hamas na faixa de Gaza, marcando o primeiro ataque desde o cessar-fogo acordado em janeiro. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, pelo menos 400 palestinos morreram nos bombardeios. A ordem foi emitida pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, visando líderes do Hamas, após a recusa do grupo em libertar os últimos reféns.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Record

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Soldados norte-coreanos vendem equipamentos militares para comprar comida

Soldados norte-coreanos famintos estão vendendo parte de seus equipamentos militares para obter dinheiro e comprar comida, segundo moradores do país entrevistados pela Radio Free Asia (RFA). O governo determinou inspeções rigorosas nos quartéis e acampamentos, após autoridades flagrarem militares sem parte de seus equipamentos obrigatórios. Embora as Forças Armadas da Coreia do Norte enfrentem escassez de suprimentos, os equipamentos militares ainda são considerados de melhor qualidade do que os produtos disponíveis para a população civil. A disparidade entre suprimentos cívicos e militares torna os itens do exército mais valiosos no mercado paralelo. Entre os objetos mais vendidos estão barracas, lancheiras, cantis e recipientes impermeáveis para armazenar arroz. Como esses itens são utilizados com menos frequência no treinamento diário, muitos soldados acreditam que a ausência passará despercebida. Fome frequente O fenômeno da fome entre os militares norte-coreanos não é novo. Relatos de moradores a veículos sul-coreanos indicam que soldados da Coreia do Norte convivem há décadas com a escassez de alimentos, chegando a roubar comida de moradores locais diversas vezes no ano. As recentes inspeções para encontrar os militares que estariam vendendo os equipamentos começaram no início do mês e se tornaram regulares, segundo um residente da província de Hamgyong do Norte, no nordeste do país, que falou sob anonimato à RFA. “As autoridades descobriram que soldados estão vendendo ou doando seus equipamentos porque não têm comida suficiente e precisam de dinheiro. Muitos foram flagrados sem os itens obrigatórios”, disse ele. Segundo o morador, aqueles que forem pegos sem os equipamentos poderão enfrentar punições severas. “Eles terão que explicar como se desfizeram dos itens. As medidas podem incluir a devolução dos objetos ou o pagamento por eles.” Inspeções e punições Uma unidade militar na província de Pyongan do Norte, no noroeste do país, realizou uma inspeção surpresa durante um exercício de combate em campo aberto. Um morador da região relatou à RFA que muitos soldados foram encontrados sem seus recipientes de arroz e tendas pessoais. “O recipiente de arroz é essencial para o dia a dia, e as tendas podem ser utilizadas para cobrir buracos em telhados de casas e outros edifícios”, disse ele. Na Coreia do Norte, o serviço militar é obrigatório. Homens fisicamente aptos devem servir por 10 anos após o ensino médio, a partir dos 18 anos, enquanto as mulheres devem permanecer sete anos nas Forças Armadas. Apesar da longa duração do serviço, as rações oferecidas aos soldados são insuficientes, levando muitos a recorrer ao mercado negro ou a pedir ajuda às famílias. “Alguns soldados recém-alistados passam tanta fome que acabam vendendo seus suprimentos militares em segredo”, explicou um morador. “Esse problema dificilmente será erradicado sem uma solução para a crise alimentar crônica do país.” Atualmente, soldados da Coreia do Norte estão lutando ao lado dos combatentes russos na guerra da Ucrânia, segundo relatórios de inteligência da Coreia do Sul. O governo da Rússia e da Coreia do Norte negam as acusações. Contudo, documentos ucranianos mostram que os militares norte-coreanos enfrentam pesadas baixas no conflito. Estima-se que cerca de 12.000 soldados da ditadura de Kim Jong-un foram enviados para a região de Kursk, onde o exército russo enfrenta resistência para avançar.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Agência Central de Notícias da Coreia

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Neve cobre Espanha e gera alertas com imagens encantadoras; veja

As intensas tempestades que atingiram a Espanha neste fim de semana deixaram as serras cobertas por um manto branco, com imagens impressionantes, especialmente na estação de esqui de Sierra Nevada. Com 67 quilômetros de terreno esquiável, 86 pistas abertas e 15 teleféricos em operação, a estação tem sido um destino popular para esquiadores e turistas, aproveitando as ótimas condições de neve. A Agência Estatal de Meteorologia da Espanha (Aemet) emitiu alertas para seis comunidades autônomas devido à previsão de mais neve e temperaturas baixas, afetando regiões como Castela e Leão. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram a intensidade da nevasca, com a Sierra Nevada se destacando pela sua cobertura de neve, algo raro de se ver nos últimos anos. Em locais como Miraflores de la Sierra, a neve chegou a acumular cerca de 10 cm. Além disso, a neve tem impactado a mobilidade, com atrasos nos comboios de alta velocidade entre Madrid e Barcelona devido ao acúmulo nos trilhos. O tráfego rodoviário também foi afetado, com várias estradas de Castela e Leão interditadas, incluindo a AV-110 e AV-922, além da A-2 em Benamira. Caminhões e veículos pesados não podem circular em várias rotas. Com as belas paisagens cobertas de neve, o cenário tem encantado visitantes e moradores, sendo registrado em diversas fotos que estão circulando nas redes sociais.             Além disso, a neve tem impactado a mobilidade, com atrasos nos comboios de alta velocidade entre Madrid e Barcelona devido ao acúmulo nos trilhos. O tráfego rodoviário também foi afetado, com várias estradas de Castela e Leão interditadas, incluindo a AV-110 e AV-922, além da A-2 em Benamira. Caminhões e veículos pesados não podem circular em várias rotas.   Fonte: R7 Foto de capa: Ignacio Pozo/X

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Trump desafia ordem legal e deporta venezuelanos com base em lei de 1798

Os EUA enviaram centenas de venezuelanos, acusados de integrar a gangue Tren de Aragua, para a prisão em El Salvador, um dia após um juiz federal ter suspendido o uso de uma lei do século 18 para acelerar as deportações. O caso levanta a questão sobre o fato de o governo ter ignorado uma ordem judicial. Neste domingo (16), o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, publicou um vídeo que mostra homens algemados sendo retirados de um avião durante a noite e levados para prisão, todos com as cabeças raspadas. “Os primeiros 238 membros da organização criminosa venezuelana Tren de Aragua chegaram ao nosso país”, escreveu Bukele, que se ofereceu para receber presos dos EUA. Três países da América Central – Guatemala, Panamá e Costa Rica – concordaram em servir de “ponte” para os imigrantes deportados pelos EUA, mas El Salvador é o único que aceitou prisioneiros. “Os EUA pagarão uma tarifa muito baixa para eles, mas alta para nós”, disse Bukele. Lei de 1789 Trump espera que o acordo de transferência de presos seja o início da estratégia de usar a Lei de Inimigos Estrangeiros, de 1798, para prender e deportar rapidamente membros de gangues sem passar pelos caminhos legais da imigração. A Lei de Inimigos Estrangeiros permite deportações sumárias de pessoas de países em guerra com os EUA. Conhecida por seu papel no confinamento de japoneses durante a 2.ª Guerra, a lei foi usada três vezes na história dos EUA: na Guerra Anglo-Americana, de 1812, e nas duas guerras mundiais. Em audiência marcada às pressas e solicitada pela American Civil Liberties Union (Aclu), o juiz James Boasberg disse que a lei não permitia a ação do presidente e ordenou que todos os voos que tivessem partido com imigrantes venezuelanos retornassem aos EUA – mesmo que já estivessem no ar. Ilegalidade O horário exato dos voos para El Salvador passou a ser importante, porque Boasberg emitiu a ordem pouco antes das 19 horas em Washington, mas o vídeo postado por Bukele mostra o desembarque à noite. El Salvador está dois fusos horários atrás da capital americana, o que levantou questões sobre o fato de o governo ter ignorado uma decisão judicial. Ontem, Bukele publicou uma captura de tela nas redes sociais sobre a ordem do juiz e escreveu: “Ops. Tarde demais.” A secretária de Justiça dos EUA, Pam Bondi, criticou Boasberg, afirmando que ele estaria do “lado dos terroristas em detrimento da segurança dos americanos”. Ela alegou que a decisão judicial “ignorou a autoridade do presidente”. Para especialistas, o problema de usar a Lei de Inimigos Estrangeiros é que os EUA não estão em guerra. Juristas afirmam que invocar o dispositivo é uma forma de acelerar as deportações privando os imigrantes de direitos. “É ilegal usar essa lei em tempos de paz, na ausência de uma invasão por uma potência estrangeira, o que não temos”, disse Ilya Somin, professor de direito da Universidade George Mason.   Fonte: R7 Foto: Brendan Smialowski / AFP  

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