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Tag: internacional

‘Tarifaço’: EUA cita Rua 25 de Março como mercado de pirataria

Dois dias antes do anúncio do tarifaço do então presidente Donald Trump, o governo dos Estados Unidos divulgou um relatório que aponta o Brasil como um dos países com alto índice de pirataria e falsificação. O documento, que trata do comércio exterior, reconhece avanços na fiscalização, mas critica a persistência do mercado ilegal, tanto físico quanto online. A Rua 25 de Março, em São Paulo, foi mencionada nominalmente como um dos pontos mais notórios de comércio de produtos falsificados. A pirataria no Brasil gerou prejuízos estimados em quase R$ 500 bilhões apenas em 2024, segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria. Isso inclui perdas de vendas para empresas legalizadas e impostos não arrecadados. “Deixam de gerar empregos, de atrair novos investimentos… Está sendo fortalecida a estrutura criminosa que arrecada esse dinheiro que poderia estar circulando na economia formal”, afirmou Edson Vismona, presidente do Fórum. Ele também alertou para os riscos à saúde e segurança do consumidor e o envolvimento de organizações criminosas nesse mercado. Apesar das críticas ao Brasil, o relatório norte-americano cita também outros países e reconhece que o problema é global. “É um flagelo mundial”, disse Vismona, defendendo ações coordenadas entre nações. Nos Estados Unidos, cidades como Nova York também enfrentam problemas semelhantes com a venda de produtos falsificados nas ruas. A União dos Lojistas da 25 de Março respondeu que repudia a generalização feita no relatório e destacou que a maioria dos lojistas da região atua dentro da legalidade, com apoio do poder público para combater irregularidades pontuais.   Fonte: R7 Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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China apresenta queixa na Organização Mundial do Comércio por tarifas dos EUA

A China informou ao fim da noite de sexta-feira (4), que registrou uma queixa na OMC (Organização Mundial do Comércio) em resposta às novas tarifas dos Estados Unidos. O Ministério do Comércio da China disse, em nota, que as novas tarifas dos EUA são “típica intimidação unilateral” que violam as regras da OMC. O governo chinês pediu aos EUA que retirassem as sobretaxas. Nesta semana, os Estados Unidos anunciaram a imposição de uma tarifa adicional de 34% sobre as importações chinesas. Essa tarifa se soma a taxas anteriores que os EUA impuseram sobre as importações chinesas, elevando o total de tarifas que esses produtos enfrentarão no mercado americano para cerca de 70%, de acordo com economistas. A China respondeu na sexta-feira com a adoção de tarifas de 34% sobre produtos dos EUA. A ação da China na OMC tende a ter impacto limitado, já que o mecanismo da organização para resolver disputas comerciais está inativo desde o primeiro mandato do presidente Trump. ‘Tarifaço’ de Trump As novas tarifas fazem parte de uma estratégia que Trump tem defendido desde o início de sua campanha para retornar à Casa Branca. Ele argumenta que os Estados Unidos são tratados de forma injusta por seus parceiros comerciais, que impõem barreiras tarifárias elevadas à entrada de produtos norte-americanos. O republicano sustenta que esse cenário prejudica a indústria local, desestimula investimentos internos e favorece a saída de capital do país. Em resposta, ele assinou uma ordem executiva em 13 de fevereiro determinando que sua equipe econômica estudasse a implementação de tarifas para equilibrar as relações comerciais. Na semana passada, Trump indicou que pode adotar uma abordagem mais flexível em relação a determinados parceiros. Em uma conversa com jornalistas no Salão Oval, ele afirmou que poderia ser “gentil” e “menos agressivo do que totalmente recíproco”, pois, segundo ele, um modelo estritamente recíproco poderia ser “duro demais para algumas nações”.   Fonte: R7 Foto: Divulgação/White House

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Canhões de artilharia da Coreia do Norte são vistos na Ucrânia, diz emissora alemã

Sistemas de artilharia autopropulsada fabricados pela Coreia do Norte foram avistados pela primeira vez na Crimeia, região ucraniana ocupada pela Rússia desde 2014. A presença dos canhões pesados Koksan de 170 mm sinaliza uma possível escalada no apoio militar de Pyongyang à invasão russa. A imagem, divulgada em março pelo canal do Telegram “Crimean Wind”, mostra um trem militar em trânsito por uma estação no norte da Crimeia. Nos vagões, aparecem entre sete e oito peças de artilharia, além de outros equipamentos militares. Entre eles, um caminhão com guindaste identificado como um modelo chinês Sinotruk Howo, frequentemente usado pela Coreia do Norte em desfiles militares. Embora a função exata do caminhão ainda seja incerta, especialistas em defesa especulam que ele possa estar relacionado ao suporte logístico dos canhões Koksan ou de sistemas norte-coreanos de foguetes múltiplos, como o M1991 de 240 mm. A análise foi publicada pelo portal especializado “Militarniy”. Segundo a emissora alemã ZDF, essas mesmas armas já foram utilizadas em ataques contra posições ucranianas na região russa de Kursk. Os canhões Koksan possuem alcance de até 60 quilômetros quando utilizam projéteis assistidos por foguetes, o que os torna uma ameaça significativa. Apenas os sistemas HIMARS e GLSDB operados pelas forças ucranianas possuem capacidade para contra-atacar a esse alcance. A ZDF afirma ainda que a Coreia do Norte pode ter enviado até 200 unidades do sistema para a Rússia. Desde então, as forças ucranianas teriam destruído ao menos cinco desses canhões usando drones. O primeiro ataque confirmado ocorreu em dezembro de 2024, na região de Luhansk. Em março de 2025, outro Koksan foi destruído em Donetsk, elevando o número de baixas confirmadas para cinco em apenas um mês, de acordo com a Força de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia. Até o momento, militares norte-coreanos têm operado apenas dentro do território russo, principalmente em Kursk. Já mísseis balísticos do tipo KN-23, também de origem norte-coreana, foram usados em ataques contra cidades ucranianas, embora ainda não esteja claro se foram lançados de solo russo ou de áreas ocupadas pela Rússia na Ucrânia. A presença de artilharia Koksan na Crimeia, porém, marca uma possível mudança de patamar. Segundo a ZDF, o envio desses armamentos ao território ucraniano ocupado pode ser um passo preparatório para a entrada de tropas terrestres norte-coreanas em solo ucraniano. “Assim que os ‘Koksans’ estiverem estacionados em território ucraniano ocupado, também é altamente provável que tropas terrestres norte-coreanas apareçam lá muito em breve”, afirmou o relatório da emissora. Além do risco de escalada internacional, a localização estratégica das armas levanta preocupações imediatas. De acordo com a ZDF, posicionar os canhões Koksan na Crimeia permite à Rússia atingir cidades-chave como Zaporizhzhia e Kherson. O movimento seria parte dos preparativos para uma ofensiva de primavera (no hemisfério norte) das forças russas. Desde o início da invasão em larga escala, a Ucrânia já destruiu mais de 25 mil sistemas de artilharia russos, segundo dados militares locais. Com o esgotamento de seu próprio arsenal, a Rússia tem necessitado do fornecimento de munição e armamento da Coreia do Norte. No final de 2024, analistas estimaram que projéteis norte-coreanos respondiam por mais da metade — e em algumas áreas, mais de 70% — do volume de artilharia usado pelas forças russas no leste da Ucrânia. Imagens de novembro e dezembro mostraram comboios ferroviários transportando unidades Koksan pela Rússia. A estimativa é que Pyongyang tenha enviado, até o momento, ao menos 120 sistemas para Moscou. Em 19 de março, o 14º Regimento Separado da Ucrânia divulgou um vídeo em que drones guiavam um ataque HIMARS contra três unidades do sistema Koksan na região de Kursk.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/X – @nexta_tv

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Tarifaço de Trump marca redirecionamento do comércio internacional; veja repercussões

Os recentes anúncios tarifários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentaram o cenário de incerteza global, gerando maior tensão entre as principais potenciais mundiais. Em meio às imposições do norte-americano e de ameaças ao multilateralismo, líderes globais se viram obrigados a retaliar e avaliar as novas taxas, o que pode causar um redirecionamento do comércio internacional. Na quarta-feira (2), cumprindo mais um passo da sua agenda protecionista, Trump anunciou um novo pacote de tarifas comerciais recíprocas sobre diversas nações, incluindo o Brasil. A medida entra em vigor neste sábado (5) e estipula uma linha de base de 10% nas taxas, que vai atingir países como Brasil, Costa Rica e Turquia. Entretanto, nações como China, Vietnã, Suíça e África do Sul foram penalizados com tarifas maiores, de até 46%. A professora de relações internacionais da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Regiane Bressan explica que a imposição unilateral por parte dos EUA contraria as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio), o que acaba enfraquecendo o sistema multilateral do comércio. “Essa postura protecionista vai levar a retaliação por parte de outros países, o que desencadeia em guerras comerciais e prejudica também o comércio global”, opina. Bressan diz que as decisões de Trump contribuem para a aproximação de diferentes mercados, como o caso do Brasil e União Europeia. “Vai ser uma grande movimentação no tabuleiro do comércio internacional, e os países terão que fazer novas parcerias. A China, eu acho que está mais presente aqui. Eu acho até que tem mais chance agora de a União Europeia estar muito aqui presente, e, ao mesmo tempo, de os Estados Unidos evitarem uma polarização direta com o ocidente”, completa. Veja repercussão entre os países Brasil Ao Brasil, Trump decidiu aplicar a menor taxa, de 10%. Após o anúncio, o governo federal disse avaliar “todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral”. Na quinta-feira (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a medida e disse que o país “não bate continência para nenhuma outra bandeira”. “Tomaremos todas as medidas cabíveis para defender as nossas empresas e nossos trabalhadores brasileiros. Tendo como referência a lei da reciprocidade econômica aprovada ontem pelo Congresso Nacional e as diretrizes da Organização Mundial do Comércio”, afirmou. O economista Hugo Garbe entende que a reação brasileira deve ser “multinível e estratégica”, focando em um diálogo técnico, com propostas de exceções tarifárias baseadas em complementaridade comercial, não em competição direta. “O argumento de Trump de que ‘o mundo foi injusto com os EUA’ é politicamente retórico, mas economicamente inconsistente. Os EUA são uma das economias que mais se beneficiaram do sistema multilateral de comércio desde a Segunda Guerra Mundial”, diz Garbe. Apesar do cenário de incerteza, as medidas do líder americano podem redirecionar o fluxo de comércio do Brasil, explica Regiane Bressan. As tarifas abrem espaço para o governo brasileiro buscar outros países para trocas comerciais, o que pode favorecer acordos como o Mercosul-União Europeia. “O Brasil vai buscar outros países para exportar, e isso redireciona o fluxo de comércio para outras nações ou blocos. Aliás, a gente vai falar muito sobre o acordo do Mercosul com a União Europeia, porque a própria União Europeia mostra-se interessada em fazer esse acordo”, analisa Bressan. China Com a decisão de Trump, a China, que já vinha sendo alvo dos EUA, passará a ter tarifas de 54%, incluindo uma taxa adicional de 34%. Como resposta, o país anunciou na sexta-feira (4) que vai impor taxas de 34% sobre os produtos dos Estados Unidos. Além disso, o governo chinês vai restringir exportações de materiais raros e proibir a exportação de dupla utilização, civil e militar, para 16 empresas americanas. Antes do anúncio da retaliação, o Ministério do Comércio da China emitiu uma nota informando que o país tomaria “contramedidas resolutas para salvaguardar seus direitos e interesses legítimos”. No texto, o órgão oficial argumentou, ainda, que as medidas adotadas por Trump desconsideram o equilíbrio de interesses negociado pelos países. Além do “fato de que os EUA há muito se beneficiam substancialmente do comércio internacional”. Vale ressaltar que o desempenho e reação da China durante a pressão criada pelos EUA pode afetar o Brasil, segundo especialistas. Apesar do entendimento de que a agenda protecionista de Donald Trump pode ter um reflexo positivo no mercado brasileiro, principalmente devido a uma maior aproximação do Brasil com chineses e europeus, uma possível recessão no país norte-americano não teria o mesmo efeito. União Europeia O anúncio de Trump também gerou repercussão negativa entre os países da União Europeia. A presidente do bloco, Ursula von der Leyen, disse que as tarifas seriam um “grande golpe para a economia mundial”, afetando não só nações mais vulneráveis, mas também os consumidores. Assim como a China, a União Europeia também afirmou estar preparando contramedidas “para proteger os interesses e os negócios caso as negociações fracassem”. Apesar do apoio da direita europeia para reeleição de Trump, parlamentares ligados ao bloco econômico também vêm fazendo duras críticas ao presidente dos EUA. Alice Weidel, vice-líder do partido de ultra direita na Alemanha, criticou as tarifas e disse que o aumento prejudica o livre comércio. “A Alemanha e a Europa devem fazer tudo o que estiver ao seu alcance para evitar isso. Se são justificados, é secundário — o que é crucial é mostrar aos Estados Unidos que um acordo é o melhor caminho para ambos os lados.” A Espanha anunciou um pacote de 14,1 bilhões de euros para mitigar os efeitos negativos da guerra comercial. Segundo o primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez, as tarifas não são recíprocas, e ninguém se beneficiará com a medida. “Mas não ficaremos de braços cruzados. A UE reagirá com proporcionalidade, unidade e força”, disse. Canadá Um dos principais parceiros comerciais dos EUA, o Canadá não foi alvo do tarifaço mais recente porque já tinha recebido taxas antes disso. Em retaliação, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou uma tarifa de 25% sobre todos os veículos importados dos EUA. “Todas as receitas dessas tarifas serão usadas para apoiar nossos trabalhadores automotivos canadenses e sua

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Presidente da Coreia do Sul sofre impeachment quatro meses após declarar lei marcial

O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul aprovou o impeachment do presidente Yoon Suk Yeol por insurreição ao declarar lei marcial em dezembro. O ex-presidente não compareceu à audiência e o país tem 60 dias para escolher um novo líder. Quase 100 mil pessoas se inscreveram para a audiência transmitida ao vivo, mas apenas 20 foram selecionadas. Um forte esquema de segurança foi montado fora do tribunal devido a possíveis manifestações violentas. Este é o segundo impeachment de um presidente sul-coreano. O primeiro foi 2017.   Fonte e foto: R7

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China retalia e anuncia taxas de 34% para todos os produtos dos EUA

O Ministério das Finanças da China informou nesta sexta-feira (5) que aplicará uma tarifa adicional de 34% sobre todos os produtos importados dos Estados Unidos a partir de 10 de abril. A medida eleva para 54% o total de impostos cobrados por Pequim, considerando os 20% que já estavam em vigor. A decisão vem em resposta direta à nova rodada de tarifas “recíprocas” anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que nesta semana impôs um imposto de 25% sobre todos os automóveis estrangeiros, além de elevar outras taxas sobre parceiros comerciais dos Estados Unidos. Em comunicado citado pela agência Associated Press, o Ministério do Comércio chinês acrescentou que o país também reforçará os controles sobre a exportação de terras raras — elementos fundamentais para a fabricação de produtos de alta tecnologia, como semicondutores e baterias de veículos elétricos. A restrição pode impactar cadeias produtivas globais, já que a China é líder na produção desses materiais. As medidas chinesas ampliam a tensão na já delicada relação comercial entre as duas maiores economias do mundo. Especialistas alertam que a escalada nas tarifas pode pressionar ainda mais a inflação nos Estados Unidos e causar desequilíbrios no comércio global. O anúncio de Trump, feito na Casa Branca após o fechamento das bolsas de valores americanas na quarta-feira, ocorreu mesmo após sinais de preocupação nos mercados. Wall Street terminou o dia com alta leve, mas analistas indicam que o ambiente permanece instável diante do risco de uma guerra comercial de grandes proporções.   Fonte: R7 Foto: Reuters

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Rússia explode bomba de três toneladas próximo à fronteira da Ucrânia

A Rússia explodiu, nesta semana, uma bomba de cerca de três toneladas em uma região próxima à fronteira com a Ucrânia. Segundo o Kremlin, que divulgou as imagens do estouro, a área atingida abrigaria uma estrutura para o exército ucraniano abastecer unidades em Belgorod, região russa que vem sendo alvo de ataques. Moradores relataram que a explosão causou inundações, que danificaram áreas agrícolas. A investida do governo de Vladimir Putin ainda seria mais uma resposta às operações da Ucrânia em Kursk, no oeste do território russo. Agora, a faixa dominada pelos ucranianos na Rússia tem entre um e três quilômetros de largura.   Fonte e foto: R7  

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Itamaraty dialoga com Paraguai para reduzir crise sobre espionagem

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil vem trabalhando para reduzir as tensões com o Paraguai em meio a informação de que uma operação hacker teria sido feita pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para a obtenção de informações sigilosas de autoridades paraguaias envolvidas em negociações sobre a usina de Itaipu, de propriedade binacional. O caso levou o governo do país vizinho a convocar seu embaixador no Brasil e o embaixador brasileiro em Assunção para esclarecimentos, um gesto diplomático que formaliza o descontentamento de um país com outro. “Lamentamos profundamente o que aconteceu. A informação que dispomos, no momento, é o que está na nota [do Itamaraty]. Houve um programa iniciado no governo passado e encerrado neste governo. E, realmente, não nos passaria pela cabeça espionar um país amigo. As instituições envolvidas estão fazendo seus processos internos de averiguação, inclusive do lamentável vazamento à imprensa do ocorrido. Processos de investigação não deveriam estar na imprensa”, afirmou nesta quinta-feira (3) a embaixadora Gisela Padovan, secretária de América Latina do Ministério das Relações Exteriores (MRE), em entrevista a imprensa. O monitoramento da Abin teria ocorrido entre junho de 2022 e março de 2023. O caso foi revelado inicialmente pelo site UOL. Em nota oficial, emitida na segunda-feira (31), o Itamaraty reconheceu que a iniciativa de monitoramento partiu da gestão anterior, do ex-presidente Jair Bolsonaro, e foi cessada tão logo o novo governo tomou conhecimento. “O Itamaraty não tem absolutamente nada a ver com isso e estamos trabalhando com as nossas contrapartes paraguaias, para que isso não empane uma relação que é tão vigorosa, densa e histórica como a nossa com o Paraguai. Estamos aguardando informações dos órgãos pertinentes”, acrescentou Padovan. Decisão O Paraguai anunciou o congelamento das negociações a respeito da revisão do Anexo C do Tratado de Itaipu, usina hidrelétrica binacional construída e administrada conjuntamente por ambos os países. O documento trata dos valores da energia excedente gerada pela usina e vendida ao Brasil pelo Paraguai. Os dois países mantêm divergências sobre esses reajustes.   Fonte: Agência Brasil Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Comerciante tenta vender galo pintado de verde como papagaio no Paquistão

Um comerciante de Karachi, no Paquistão, gerou repercussão nas redes sociais ao anunciar um galo pintado de verde como se fosse um papagaio. O anúncio, publicado em uma plataforma de classificados, oferecia a ave por 6.500 rúpias paquistanesas (cerca de R$ 150) e chamava atenção para seu “hábito incomum” de cantar ao amanhecer — característica que acabou desmascarando a fraude. Compradores atentos notaram que o suposto papagaio apresentava traços típicos de um galo, o que levou à rápida identificação do engano. Fraudes desse tipo são recorrentes em mercados informais e plataformas de comércio online, onde a fiscalização é limitada. Especialistas alertam que consumidores devem redobrar a atenção ao adquirir animais, verificando detalhes como aparência, comportamento e histórico de venda do anunciante. A legislação paquistanesa prevê penalidades para práticas comerciais enganosas, mas a aplicação das regras pode ser dificultada pela falta de fiscalização em ambientes digitais.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Tarifaço dos EUA pode pressionar inflação brasileira e gerar ambiente de incerteza global

Em mais um passo da sua agenda protecionista, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nessa quarta-feira (2) um novo pacote de tarifas comerciais recíprocas sobre diversas nações, incluindo o Brasil. A medida entra em vigor no próximo sábado (5), mas especialistas entendem que, caso as políticas de Trump falhem, os EUA podem sofrer uma desaceleração do crescimento econômico e pressionar a inflação das demais nações, o que poderia causar um desequilíbrio na economia global. Como efeito imediato, analistas avaliam que o aumento das tarifas podem gerar um encarecimento de determinados produtos vendidos no Brasil. O economista Hugo Garbe explica que a inflação brasileira é sensível a choques externos, especialmente em questões relacionadas ao câmbio, canal de insumos e expectativas inflacionárias. “Se as tarifas dos EUA causarem aumento global nos preços de produtos intermediários, como fertilizantes, semicondutores, maquinário, esses custos se transmitem para a cadeia produtiva doméstica, sobretudo na agroindústria e no setor manufatureiro. O retorno a um modelo protecionista pelos EUA pode levar a retaliações tarifárias cruzadas e à erosão das instituições multilaterais de comércio, como a OMC, criando um ambiente de incerteza que penaliza países emergentes como o Brasil, mais dependentes de previsibilidade no comércio internacional”, analisa. Apoiado por alguns setores da indústria americana, o “dia da libertação nacional” vinha sendo um dos pontos mais defendidos por Trump durante o segundo mandato. Com o temor de uma recessão nos Estados Unidos, mercados e potencias globais tentam ignorar ruídos e procuram se adaptar às novas políticas da administração do republicano. O novo pacote estipula uma linha de base de 10% nas taxas, que vai atingir países como Brasil, Costa Rica e Turquia. Entretanto, nações como China, Vietnã, Suíça e África do Sul foram penalizados com tarifas maiores, de até 46%. Veja: Tabela com tarifas a outros países anunciadas por Trump – Divulgação/White House Tabela com tarifas a outros países anunciadas por Trump – Divulgação/White House Tabela com tarifas a outros países anunciadas por Trump – Divulgação/White House Tabela com tarifas a outros países anunciadas por Trump – Divulgação/White House Desde o início do atual mandato, Trump tem aplicado tarifas sobre as importações de diferentes produtos, gerando tensão diplomática com os principais aliados do país e desencadeando uma guerra comercial, por exemplo, com Canadá e União Europeia. Uma das maiores preocupações relacionadas ao tarifaço de Trump são as demissões em massa, que podem gerar consequências negativas na economia americana. Consequências de uma possível recessão Devido a problemas no mercado interno, uma queda na atividade econômica nos EUA poderia prejudicar a balança comercial e economia do Brasil, aponta o economista e doutor em relações internacionais Igor Lucena. O especialista entende que, apesar de possíveis favorecimentos ao Brasil com o afastamento dos EUA de aliados, principalmente no setor do agronegócio, uma desaceleração econômica no país não geraria ganhos ao governo brasileiro. “O grande problema é que os Estados Unidos elevam toda a economia mundial. Então, se a gente tiver uma recessão americana, ela vai impactar o Brasil. Não tem como o Brasil não ser afetado por uma recessão nos Estados Unidos, e, obviamente, não acho que o Brasil consiga se sobressair em relação a isso, porque estamos com um problema muito grande no mercado interno. Há um endividamento muito alto, e o consumo interno brasileiro não é capaz de suprir essa demanda”, afirma Lucena. Apesar do entendimento de que a agenda protecionista de Donald Trump pode ter um reflexo positivo no mercado brasileiro, principalmente devido a uma maior aproximação do Brasil com chineses e europeus, uma possível recessão no país norte-americano não teria o mesmo efeito. Além disso, segundo a doutora em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro Lia Valls, eventuais crises no Brasil não dependem apenas dos EUA, mas também da reação da China. “Não é só o que acontece com os Estados Unidos, mas também o que pode acontecer com a China para ter um impacto maior ou menor, porque o efeito no Brasil disso é sempre via demanda. A China agora também está menos dependente dos Estados Unidos, e vice-versa. A pergunta é se a China, que também não está crescendo muito, teria capacidade, como foi no passado, de compensar uma desaceleração do crescimento econômico americano”, analisa Lia. Lucena alerta para o risco que outros países correm com as medidas de Trump. “Uma recessão nos Estados Unidos é provável se as políticas do presidente falharem. É como se houvesse um jogo de “all-in”, que pode levar o planeta inteiro a uma grande recessão”, comenta. “O presidente Trump sabe que a manutenção de tarifas no longo prazo encarece produtos, leva à inflação e faz com que, na prática, as pessoas paguem mais caro, e isso, sim, derruba a atividade econômica”, conclui Lucena. Por outro lado, Lia ressalta que as recentes decisões do Federal Reserve — Banco Central americano — levam a acreditar que o risco de recessão não é imediato. Desde que assumiu o mandato, Trump vem pressionando o Fed para reduzir as taxas de juros, mas o banco segue sem alterar o indicador. “O Federal Bank não tem aumentado a taxa de juros. Então, o Banco Central não está achando que você está em um momento de tanta pressão inflacionária assim.”   Fonte: R7 Foto: Daniel Torok/White House

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