internacional Archives - Página 12 de 26 - Portal Veloz Pular para o conteúdo principal

Portal Veloz

Últimas Notícias

Laudo descarta suicídio e diz que policial Gisele foi assassinada

Brasil tem 2 milhões de pessoas que trabalham por meio de aplicativos

Comércio de Limeira terá horários especiais em setembro; confira

Homem é preso com mais de 400 porções de drogas durante abordagem em Piracicaba

Desfile de 7 de Setembro terá exposição de carros antigos e praça de alimentação em Limeira

Câmara de Limeira discute ações para melhorar fiscalização de perturbação do sossego com autoridades

Tag: internacional

Mais de 150 chineses lutam pela Rússia na Ucrânia, aponta relatório de Kiev

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os serviços de inteligência do país identificaram pelo menos 155 cidadãos chineses combatendo ao lado das forças russas no leste ucraniano. A informação veio à tona após a captura de dois chineses por unidades ucranianas em áreas onde as tropas russas avançam. Segundo Zelensky, a Rússia tem recrutado cidadãos chineses por meio de redes sociais, com pleno conhecimento das autoridades de Pequim. O governo ucraniano diz ter reunido nomes, datas de nascimento e as unidades militares russas às quais os combatentes foram designados. Ainda não está claro, segundo ele, se esses indivíduos estão atuando sob ordens diretas do governo chinês. “A questão chinesa é séria. Temos os nomes e dados de passaporte de 155 cidadãos chineses que estão lutando contra ucranianos no território ucraniano. Estamos coletando informações e acreditamos que esse número seja ainda maior”, afirmou o presidente. Zelensky sugeriu que os Estados Unidos deveriam pressionar Moscou em relação à presença de cidadãos chineses no campo de batalha. Também sinalizou a possibilidade de trocar os capturados por prisioneiros de guerra ucranianos. Em resposta, o governo chinês classificou as declarações como “infundadas”. O Ministério das Relações Exteriores da China reiterou que o país sempre orientou seus cidadãos a evitar zonas de conflito e a não se envolver em operações militares estrangeiras. Pequim afirmou ainda estar em contato com Kiev para esclarecer a situação, mas criticou o que chamou de “comentários irresponsáveis”. Desde o início da guerra, a China manteve uma posição ambígua: evitou condenar a invasão russa e declarou uma “parceria sem limites” com Moscou, enquanto tenta se apresentar como mediadora de um possível acordo de paz. Zelensky também associou o envio de cidadãos chineses ao que chamou de “segundo erro estratégico” da Rússia na guerra, após o que ele e países ocidentais descreveram como o envio de mais de 11 mil soldados norte-coreanos à região de Kursk, oeste da Rússia. “Os EUA estão vendo claramente as ações da Rússia, mas não reagem com a força necessária”, disse o presidente ucraniano. “Não há qualquer tipo de declaração mais contundente, tampouco iniciativa diplomática à altura do que está ocorrendo”, completou. Embora Moscou não tenha feito declarações públicas sobre o tema, o almirante Samuel Paparo, comandante das forças americanas no Indo-Pacífico, confirmou em audiência no Congresso dos EUA a captura de dois chineses na Ucrânia. Segundo ele, qualquer sucesso militar da Rússia pode encorajar Pequim em suas próprias ambições. Zelensky também comentou que o presidente dos EUA, Donald Trump, estaria frustrado com o não cumprimento, por parte do Kremlin, de promessas feitas nos bastidores, como a rejeição russa a uma proposta americana de cessar-fogo total. “Acredito que Trump esteja irritado porque Putin não está entregando o que prometeu. Não sabemos tudo o que eles conversaram, mas sabemos bastante. E realmente esperamos uma reação”, disse Zelensky.   Fonte: R7 Foto: Divulgação/Serviço de Segurança da Ucrânia

Leia Mais

Aliados da Ucrânia enviam mais drones, radares, minas e mísseis para batalhas de curta distância

A assistência militar europeia à Ucrânia está se intensificando e passando a priorizar armas eficazes no combate de curta distância, como drones, minas antitanque, radares e veículos de combate, fabricadas preferencialmente dentro do território ucraniano. O secretário de Defesa do Reino Unido, John Healy, afirmou na quinta-feira (10) que o novo pacote de ajuda militar, desenvolvido em parceria com a Noruega, tem como objetivo tornar as brigadas e formações da linha de frente ucraniana mais letais no “combate corpo a corpo”. “Nosso trabalho como ministros da Defesa é colocar nas mãos dos combatentes ucranianos o que eles precisam”, declarou Healy. O pacote anunciado destinará US$ 580 milhões à Ucrânia, sendo US$ 456 milhões do Reino Unido e o restante da Noruega, por meio do Fundo Internacional para a Ucrânia. Desse total, US$ 326 milhões vão financiar o envio de centenas de milhares de drones, minas antitanque e sistemas de radar. Desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, as Forças Armadas da Ucrânia (AFU) têm usado drones baratos de observação e ataque como principal arma no campo de batalha. Estimativas do Exército ucraniano indicam que cerca de 75% dos soldados russos mortos ou feridos, ou veículos destruídos, foram atingidos por drones ucranianos. Nas trincheiras, as unidades ucranianas têm aperfeiçoado a tática de interromper colunas blindadas russas em campos minados, para então atacar os veículos com enxames de drones. Soldados sobreviventes são caçados por drones FPV (com visão em primeira pessoa) ou atingidos por morteiros. Em março, o Ministério da Defesa da Ucrânia anunciou planos de entregar 4,5 milhões de drones às tropas em 2025. O financiamento vem de uma combinação de verbas estatais, doações civis e iniciativas internacionais, como o Fundo Internacional. Também em março, a Holanda anunciou um repasse de US$ 568 milhões para fortalecer a frota de drones ucraniana. O total do apoio militar holandês a Kiev até o fim de 2025 chega a US$ 2,27 bilhões. A Alemanha, segunda maior fornecedora de armamentos à Ucrânia (atrás apenas dos Estados Unidos), afirmou que vai entregar mais quatro sistemas Iris-T de defesa aérea em 2025. O sistema, que opera em curto e médio alcance, tem sido um dos mais eficazes na proteção do espaço aéreo ucraniano. A Alemanha também anunciou o envio de pelo menos 300 mísseis para esses sistemas. Outros equipamentos alemães a caminho incluem 300 drones de reconhecimento, 120 lançadores de mísseis antiaéreos portáteis, 14 sistemas de artilharia, cerca de 100 mil projéteis de 155 mm, 100 radares de vigilância terrestre, 25 veículos de combate Marder 1A3 e 15 tanques Leopard 1A5. A Bundeswehr (Forças Armadas da Alemanha) também planeja contratar a entrega de 1.100 radares adicionais. Embora considerados obsoletos pelos padrões da OTAN, os veículos Marder e os Leopard 1A5 são valorizados pelas tropas ucranianas por sua confiabilidade e mobilidade. Em fevereiro, Berlim já havia anunciado o envio de ao menos 500 mil projéteis de 155 mm para 2025. A Ucrânia estima precisar de 1,5 a 2 milhões por ano (o dobro) caso lance uma grande ofensiva no front. A ajuda internacional na área de artilharia é coordenada por um grupo chamado Coalizão de Artilharia, liderado por França e Estados Unidos, com participação de países como Alemanha, Reino Unido, Suécia e Dinamarca. Um dos resultados mais expressivos do grupo é a fabricação de obuses Bohdana (peça de artilharia que dispara projéteis explosivos em trajetórias curvas) em território ucraniano, iniciativa lançada pela Dinamarca no fim de 2023. Segundo o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, 154 sistemas foram produzidos em 2025. A Dinamarca também anunciou neste mês um pacote de US$ 970 milhões para defesa aérea, produção de drones, desenvolvimento de tecnologia militar, aeronaves F-16 e peças de reposição. No fim de março, a Suécia divulgou o maior pacote de ajuda militar à Ucrânia de sua história: US$ 950 milhões em armas fabricadas ou estocadas no país, além de US$ 550 milhões para a produção local de armamentos. O apoio sueco inclui veículos CV90, tanques Leopard 2, mais de mil mísseis AT4 e obuses Archer. No total, a ajuda militar sueca à Ucrânia já soma US$ 8,2 bilhões. Mais de 30 países já enviaram cerca de US$ 130 bilhões em ajuda militar a Kiev, incluindo desde capacetes e kits médicos até mísseis balísticos guiados e caças modernos. A Alemanha responde por cerca de US$ 30 bilhões, enquanto os Estados Unidos lideram com US$ 61 bilhões. Mas o apoio norte-americano entrou em colapso após o retorno de Donald Trump à Casa Branca. O republicano defende um cessar-fogo imediato que incluiria a aceitação pela Ucrânia da ocupação russa de cerca de 20% de seu território. Como reflexo dessa posição, o envio de armas pelos EUA caiu drasticamente. Zelensky classificou o corte no fornecimento de mísseis Patriot como a maior ameaça atual à defesa aérea da Ucrânia. Sem o sistema americano, o país não tem como proteger cidades de mísseis balísticos russos. Até o momento, Alemanha, Holanda, Romênia e Estados Unidos doaram seis sistemas Patriot à Ucrânia. Com estoques de mísseis em baixa, a Alemanha anunciou o envio emergencial de 30 unidades adicionais. “Nosso apoio inabalável continua”, declarou o Ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Record News

Leia Mais

Daniel Noboa é reeleito presidente do Equador

Daniel Noboa foi reeleito presidente do Equador no segundo turno das eleições no país, que aconteceu neste domingo (13). Segundo informações de agências internacionais, o resultado foi confirmado pela presidente do CNE (Conselho Nacional Eleitoral), Diana Atamaint. Em coletiva de imprensa, ela afirmou que com 90% dos votos apurados, o resultado é irreversível e ele é considerado eleito. Noboa derrotou a candidata Luisa González, ligada à esquerda. A oposição, inclusive, declarou que não reconheceria o resultado das eleições de hoje. Durante a campanha, o presidente reeleito enfatizou que esta próxima gestão estará dedicada a “fortalecer nossas alianças com as nações desenvolvidas do Ocidente, como os Estados Unidos, principalmente para erradicar de vez o problema do narcotráfico do nosso país”. A votação foi encerrada às 17h, no horário local (19h, no horário de Brasília), deste domingo (13).  Mais de 13,7 milhões de cidadãos habilitados foram convocados para ir às urnas. Deles, 83,7% compareceram aos centros de votação, de acordo com o CNE (Conselho Nacional Eleitoral). O primeiro turno, realizado no dia 10 de fevereiro, foi um dos mais acirrados da história do país, com Noboa liderando o pleito por apenas 16.746 votos à frente de González.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/X @ danielnoboaok

Leia Mais

Milei comemora acordo com o FMI e fim dos controles cambiais

Na noite de ontem, o presidente da Argentina, Javier Milei, reuniu seu gabinete na Casa Rosada para anunciar o novo acordo do país com o FMI e o fim dos controles cambiais. Segundo o jornal Ámbito, Milei fez um discurso nacional e enfatizou que “tudo está indo conforme o planejado”. Em mensagem gravada com membros de seu gabinete e líderes libertários, ele enfatizou que “o Ministério da Economia e o Banco Central da República Argentina (BCRA) finalmente romperam o último elo da corrente que mantém a economia nacional estagnada há 15 anos”. “A partir deste momento, eliminamos para sempre os controles cambiais sobre a economia argentina”, enfatizou Milei no discurso. Embora tenha afirmado que “a inflação entrará em colapso porque não haverá emissão de pesos sem lastro”, ele ressaltou que este mês, os argentinos assistiram a uma interrupção no processo de desinflação. “Estes são os efeitos da aberração da Lei Guzmán, que nos obrigou a ir ao Congresso solicitar autorização para este acordo com o FMI”, disse Milei. O presidente argentino observou que “nunca, jamais, nos últimos 120 anos, houve ordem fiscal, ordem monetária e ordem cambial ao mesmo tempo” no país.   Fonte: R7 Foto: Luis Robayo / AFP

Leia Mais

Irã não pode ter arma nuclear, diz Trump antes de negociações com Teerã

O Irã não pode ter uma arma nuclear, declarou nesta sexta-feira (11) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um dia antes do início das negociações mediadas por Omã entre os dois países inimigos. As conversas em Omã têm como objetivo negociar um novo acordo sobre o programa nuclear iraniano, apesar da crescente pressão de Trump, que ameaça recorrer à via militar caso o diálogo fracasse. Em declarações a jornalistas a bordo do avião presidencial Air Force One, o magnata republicano afirmou querer que “o Irã seja um país maravilhoso, incrível, feliz”. “Mas eles não podem ter a arma nuclear”, acrescentou. De Teerã, Ali Shamjani, um conselheiro do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, havia declarado horas antes que a República Islâmica quer um acordo “real e justo” com os Estados Unidos sobre o programa nuclear iraniano.”Longe de montar um espetáculo e se limitar a falar diante das câmeras, Teerã busca um acordo real e justo; as propostas importantes e aplicáveis estão prontas”, declarou Shamjani. O acordo anterior, firmado em 2015 entre o Irã e grandes potências, comprometeu Teerã a limitar seu programa nuclear a fins civis, em troca do levantamento das sanções financeiras. Os Estados Unidos anunciaram em 2018 sua retirada unilateral do acordo internacional, durante o primeiro governo de Trump, e voltaram a impor duras sanções contra o Irã. Em resposta, Teerã começou a se desvincular de seus compromissos. Shamjani confirmou que o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, viajará a Omã para “as negociações indiretas com os Estados Unidos” e acrescentou que, se Washington demonstrar boa vontade, o processo será “fácil”. O representante de Washington será o enviado da Casa Branca para o Oriente Médio, Steve Witkoff. Em entrevista ao jornal The Wall Street Journal, ele afirmou que a posição americana “começa pelo desmantelamento” do programa nuclear iraniano. “Isso não quer dizer, é claro, que não iremos encontrar também outras formas de chegar a um compromisso entre os dois países”, acrescentou. Negociações sob ameaças Não há clareza sobre o formato das conversas, já que o Irã rejeita um diálogo direto e os Estados Unidos insistem nesse ponto. “Essas serão conversas diretas com os iranianos, e quero deixar isso muito claro”, declarou à imprensa Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca. “O presidente acredita na diplomacia, em conversas diretas, falando diretamente na mesma sala. “Mas segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, as delegações chegarão a Omã no sábado e iniciarão as negociações indiretas à tarde, com a mediação do chefe da diplomacia omanita, Badr al Busaidi. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqai, afirmou nesta sexta-feira que seu país está “dando uma verdadeira chance à diplomacia, de boa fé e com total vigilância”. “Os Estados Unidos deveriam valorizar essa decisão, que foi tomada apesar de sua retórica hostil”, declarou Baqai. Essas negociações ocorrem após semanas de enfrentamentos verbais entre os dois países, que não mantêm relações diplomáticas há 45 anos. Trump reiterou na quarta-feira que uma ação militar contra o Irã é possível, caso não haja um acordo sobre o programa nuclear. O Irã advertiu na quinta-feira que as “ameaças persistentes” podem levar a medidas dissuasivas, como a expulsão dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que supervisiona o programa nuclear. O Departamento de Estado respondeu alertando que expulsar os inspetores da agência da ONU “seria uma escalada” e “um erro de cálculo”. O Irã sofreu, nos últimos meses, vários reveses, pelos golpes sucessivos desferidos por Israel contra seus aliados, o Hamas na Faixa de Gaza e o Hezbollah no Líbano. Isso levou a ataques militares recíprocos entre Israel e Irã, uma escalada após anos de enfrentamento indireto por meio de terceiros. As potências ocidentais, lideradas pelos Estados Unidos, suspeitam há décadas que o Irã deseja se dotar de armas nucleares. Teerã nega as acusações e afirma que seu programa se limita a fins civis.   Fonte: R7 Foto: ATTA KENARE / AFP

Leia Mais

China anuncia retaliação e aumenta taxas de produtos dos EUA para 125%

Nesta sexta-feira (11), a China anunciou que vai aumentar as tarifas de produtos dos Estados Unidos de 84% para 125%, de acordo com a agência de notícias Reuters. Segundo o Ministério das Finanças do país asiático, a nova taxação sobre produtos americanos é mais uma reposta às medidas impostas pelo presidente Donald Trump. Nesta quinta-feira (10), o governo Trump explicou que as tarifas impostas ao país asiático somam 145%. “A imposição pelos EUA de tarifas anormalmente altas à China viola gravemente as regras do comércio internacional e econômico, as leis econômicas básicas e o bom senso, sendo um ato completamente unilateral de intimidação e coerção”, informou o governo da China, em comunicado. Vale lembrar que os Estados Unidos aumentaram as taxas de 20% para 84%, depois de 84% para 104% e de 104% para 125%, sendo que a Casa Branca apontou que as sobretaxas chegariam a 145% no total, com combinação de quatro tarifas. “As ações dos Estados Unidos não têm o apoio do povo e terminarão em fracasso”, disse o Ministério das Finanças da China. O país asiático também voltou a dizer que não vai recuar diante das provocações de Donald Trump. “Nunca aceitaremos pressão extrema ou intimidação por parte dos Estados Unidos”.   Fonte: R7 Foto: POOL New/Reuters

Leia Mais

China defende diálogo com EUA; Bolsas disparam com pausa tarifária de Trump

A China pediu nesta quinta-feira (10) aos Estados Unidos que os países alcancem um acordo de “meio-termo” para encerrar a guerra comercial, em um dia de euforia nos mercados depois que Donald Trump anunciou a suspensão temporária das novas tarifas para dezenas de países. As ações em Wall Street e nas Bolsas da Ásia dispararam após o anúncio do presidente americano sobre a suspensão por 90 dias da aplicação das novas tarifas para várias nações. Mas Trump excluiu a China da pausa e aumentou as tarifas contra os produtos do país asiático para 125%, em um novo capítulo da disputa entre as duas maiores economias do planeta. A China havia respondido previamente com tarifas de retaliação de 84% às importações americanas, que entraram em vigor nesta quinta-feira. Pequim advertiu Washington que as tarifas “impactarão severamente” a estabilidade econômica mundial e pediu para que os países alcancem um compromisso de “meio-termo”. “A porta para o diálogo está aberta, mas este deve ser baseado no respeito mútuo e ser conduzido de maneira igualitária”, afirmou a porta-voz do Ministério do Comércio, He Yongqian, antes de alertar que, em caso contrário, a China promete “lutar até o fim”. Ao anunciar a interrupção temporária das tarifas, Trump negou, no entanto, ter recuado em sua estratégia tarifária. “É preciso ser flexível”, justificou o republicano a jornalistas na Casa Branca. Ele reconheceu que seu anúncio de uma ofensiva tarifária generalizada na semana passada “assustou um pouco” os investidores e os deixou “febris”. Trump admitiu estar acompanhando de perto o mercado de títulos do Tesouro dos EUA, considerado um valor-refúgio, que vem sofrendo nos últimos dias. “Estamos em uma posição magnífica para os próximos 90 dias para buscar acordos comerciais”, declarou ao canal ABC News, acrescentando que mais de 75 países tentam negociar com Washington. Apesar de ter autorizado a “pausa” de 90 dias para as novas tarifas, Trump confirmou os 10% universais que entraram em vigor no sábado, nos quais já estavam incluídos a maioria dos países latino-americanos, e dos quais ficam excluídos Belarus, Cuba, Coreia do Norte e Rússia. Alívio nas Bolsas Os mercados responderam com alívio à surpreendente mudança de rumo de Trump, após dias de colapso. As Bolsas asiáticas registraram altas expressivas nesta quinta-feira e as europeias abriram com a mesma tendência. Nas primeiras operações na Europa, a Bolsa de Madri avançava 8,5%, Paris 6,43%, Frankfurt 7,81%, Londres 5,99% e Milão 7,81%. Na Ásia, o índice seletivo Nikkei de Tóquio fechou com uma alta expressiva de 9,12%, a 34.609 pontos, e o índice amplo Topix subiu 8,09%, a 2.539,40 pontos. Em Seul, o índice Kospi ganhou 6,6%. A Bolsa de Sydney registrou alta de 4,5% e a de Taipei subiu 9,25%. Após registrar quedas expressivas na quarta-feira, os mercados asiáticos seguiram a espetacular mudança em Wall Street na véspera, onde o índice Nasdaq disparou 12% após o anúncio inesperado de Trump. Os parceiros comerciais de Washington também celebraram a decisão do republicano. Para a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a pausa na imposição de tarifas recíprocas é um “passo importante para estabilizar a economia mundial”. A UE “permanece comprometida com negociações construtivas com os Estados Unidos”, com a aspiração de construir “um comércio sem atritos e mutuamente benéfico”, acrescentou. O Japão, que enfrentaria tarifas de 24%, celebrou a notícia, mas exigiu que Washington reconsidere outras taxas sobre suas exportações de aço e automóveis. A guerra comercial global gera temores de aumento da inflação e de queda no consumo e no crescimento. As medidas podem reduzir o comércio de produtos entre as duas maiores economias do mundo “em até 80%” e eliminar “quase 7%” do PIB mundial a longo prazo, advertiu na quarta-feira a diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Ngozi Okonjo-Iweala. Além disso, não se descarta uma escalada diplomática entre China e Estados Unidos, que já vivem uma relação tensa. Pequim pediu a seus cidadãos que aumentem a cautela ao viajar para os Estados Unidos.   Fonte: R7 Foto: Hector Retamal / AFP

Leia Mais

UE decide suspender retaliação às tarifas dos EUA

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta quinta-feira (10) uma pausa de 90 dias nas possíveis contramedidas da União Europeia às tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. A medida tem como objetivo abrir espaço para negociações entre os dois blocos, em meio à escalada da guerra comercial iniciada pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump. “Queremos dar uma oportunidade às negociações”, escreveu von der Leyen em sua conta na rede social X (antigo Twitter). “Enquanto finalizamos a adoção das contramedidas da UE, que receberam forte apoio dos nossos Estados-membros, vamos suspendê-las por 90 dias”, completou. A decisão da União Europeia ocorre um dia após o presidente Donald Trump anunciar a suspensão temporária, também por 90 dias, de parte das tarifas impostas a países que não retaliaram os Estados Unidos. A China, no entanto, ficou de fora da medida, após reagir com um aumento das tarifas sobre produtos norte-americanos de 34% para 84%, em resposta ao tarifaço anunciado por Washington.   Fonte: R7 Foto: Getty Images

Leia Mais

Trump diz que EUA devem firmar acordo com a China e com países afetados por tarifas

Os Estados Unidos devem firmar um acordo com a China e com os demais países afetados pelas tarifas recíprocas anunciadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, na semana passada. A sinalização foi feita pelo próprio republicano durante coletiva de imprensa na Casa Branca nesta quarta-feira (9). Segundo ele, o governo chinês está disposto a negociar as sobretaxas, mas “ainda não sabem como começar” as conversas. “Quero acordos justos para todos. Nada está terminado ainda”, declarou Trump. Ele afirmou que “as pessoas estavam saindo da linha, por isso pausei as tarifas”, mas destacou que a suspensão das taxas será temporária. “Reverti as taxas só por um curto período de tempo”, disse, defendendo que é preciso certa “flexibilidade” nas decisões. O presidente voltou a afirmar que a economia dos EUA não seria “sustentável” sem a imposição de tarifas a produtos importados. “Eu apenas apertei o gatilho. Joe Biden já deveria ter feito isso há muito tempo”, provocou. Trump avaliou ainda que os efeitos da medida estão sendo mais rápidos do que o previsto. “Acho que tudo está funcionando mais rápido do que eu imaginava. Nós estamos em uma transição para virarmos um país ainda melhor”, disse. De acordo com ele, após a aplicação das tarifas, montadoras e fabricantes de semicondutores têm se deslocado “de maneira muito rápida” para os Estados Unidos. O republicano também mencionou, de forma breve, que considera “insustentável” para a Apple continuar fabricando grande parte de seus iPhones na China. Ele insinuou que a produção deveria ser transferida para o território americano. Além disso, afirmou que pretende “analisar isenção de algumas empresas americanas com o tempo”, para mitigar eventuais impactos das tarifas. Antes da coletiva, Trump conversava com aliados e demonstrava aparente satisfação com a recuperação do mercado acionário dos EUA. Na fala à imprensa, destacou que “o mercado de títulos está lindo agora”, em referência à reação positiva após o anúncio de flexibilização tarifária.   Fonte: R7 Foto: Daniel Torok/Official White House Photo

Leia Mais

Guerra na Ucrânia tem mais de 48 mil desaparecidos, diz Cruz Vermelha

 A Guerra entre Rússia e Ucrânia deixou dezenas de milhares de mortos e feridos, além de centenas de milhares de refugiados. Mas há outro dado do conflito que mostra os efeitos humanitários devastadores da guerra entre os dois países: segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), há pelo menos 48.700 pessoas desaparecidas, desde fevereiro de 2022, quando a atual fase da guerra começou. O dado inclui civis e militares de ambos os lados. “Esse número vem de pessoas que nos procuram em busca de alguém. Pode ser um marido procurando sua esposa, uma irmã buscando por um irmão, um pai sobre o filho. Eles não sabem onde a pessoa está. Pode ser um civil ou soldado lutando nas linhas de frente, mas seu paradeiro é desconhecido”, afirmou o porta-voz do CICV na Ucrânia, Patrick Griffiths, em entrevista à Agência Brasil. Os desaparecidos, segundo o CICV, têm crescido desde o início do conflito. Em dezembro de 2024, por exemplo, os desaparecidos somavam 43 mil pessoas. O organismo humanitário internacional, apesar disso, descobriu o paradeiro de pelo menos 12.500 pessoas. “Através do nosso trabalho e da nossa possibilidade de conversar com pessoas na Rússia e na Ucrânia, conseguimos fornecer alguma resposta para as famílias. Não é sempre a resposta que eles esperavam, ou seja, o ente querido foi confirmado como prisioneiro de guerra em um dos dois países ou foi tragicamente morto. Então não é sempre o que as famílias esperavam, mas, mesmo assim, é uma conclusão [para a busca]”, informou Griffiths. De acordo com ele, às vezes são necessários anos para saber o que aconteceu com os desaparecidos, mesmo depois do fim de um conflito. Conflito hoje O porta-voz do CICV disse que não há sinal de arrefecimento do conflito e que diariamente seus colaboradores recebem informações de bombardeios e sobre mortos. “Estou em Kiev, longe das frentes de batalha, mas sábado [dia 5], eu e meus colegas fomos acordados por volta das 5h da manhã, pelo som de uma série de explosões. Estou aqui desde junho do ano passado e eu não lembro de ter ouvido tantas explosões”, afirmou Griffiths. Ele explica que, mesmo hoje, quatro anos depois da invasão russa a novos territórios ucranianos, o que os funcionários da CICV presenciam é comovente. “Quase todos os dias, vejo informes e ouço dos meus colegas sobre ataques que tiram as vidas de civis. Vemos casas sendo destruídas todos os dias, vemos crianças morrendo e sendo feridas. Civis não deveriam estar pagando o preço por esse conflito”. “Apesar de toda conversa sobre paz e negociações, o que é uma coisa positiva, nosso foco, como uma organização humanitária, são as necessidades humanitárias agora, do dia-a-dia, e ainda há pessoas que estão sendo mortas ou feridas, que tiveram suas casas destruídas, que perderam seu sustento, que perderam suas famílias. Há pessoas que tiveram suas vidas destroçadas e mudadas para sempre”, lamentou.  Prisioneiros Uma das tarefas da CICV no conflito da Ucrânia é checar a situação dos prisioneiros de guerra e a situação em que eles estão sendo mantidos em prisões russas e ucranianas. Mas mesmo a situação de neutralidade da organização não garante que ela tenha acesso a todas as instalações onde essas pessoas estão aprisionadas. “Nós conseguimos visitar milhares de prisioneiros de guerra em ambos os lados. O acesso não é simétrico. Conseguimos fazer muito mais visitas aos prisioneiros russos mantidas na Ucrânia do que no outro lado. Mas vamos continuar defendendo uma melhoria do acesso e estamos sempre em conversa com as autoridades de ambos os lados para tentar melhorar nosso acesso humanitário”, disse. Fonte: Agência Brasil Foto: Comitê Internacional da Cruz Vermelha/Divulgação via REUTERS

Leia Mais
Nenhuma postagem a exibir

Confira o canal do Portal Veloz No Youtube

×

Buscar no Portal Veloz