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Tag: economia

Economia do país cresce 3,5% em 2024, diz FGV

A economia brasileira cresceu 3,5% em 2024, de acordo com estimativa da Fundação Getulio Vargas (FGV). O dado foi divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Monitor do PIB, estudo que traz a prévia do comportamento do PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país. Em dezembro, a expansão foi de 0,3% em relação a novembro. Já o quarto trimestre teve alta de 0,4% ante o terceiro trimestre, apontando desaceleração, já que no segundo e no terceiro trimestre as expansões tinham sido maiores (1,4% e 0,8%, respectivamente). No acumulado de 2024, houve crescimento em todos os componentes da economia, exceto a agropecuária, que foi a locomotiva de 2023. “A indústria, os serviços e o consumo das famílias apresentaram resultados ainda melhores em 2024 dos que os já elevados crescimentos registrados em 2023. Pode-se afirmar que em 2024, em termos de atividade econômica, o Brasil teve um ótimo resultado”, avalia a coordenadora da pesquisa, a economista Juliana Trece. Com este resultado, o Brasil soma quatro anos seguidos de crescimento da economia. A última queda foi de 3,3% em 2020. Em 2023, o PIB teve expansão de 3,2%. Setores O consumo das famílias apresentou alta de 5,2% no ano passado. A chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que reflete o nível de investimento, como compras de máquinas e equipamentos, cresceu 7,6%. As exportações apresentaram alta de 3,7%. As importações, que atuam como redutor do PIB, uma vez que bens e serviços importados deixam de ser produzidos no Brasil sendo fornecidos por outros países cresceram 14,3%. Em valores, o PIB brasileiro atingiu R$ 11,655 trilhões, o maior da série histórica. O PIB per capita de 2024 – divisão do total da economia pelo número de habitantes – foi de R$ 56.796, também o maior da série histórica. A produtividade da economia foi de R$ 100.699 em 2024, 0,3% abaixo do observado em 2023 e 3,3% menor que o de 2013, o ponto mais alto já atingido. A taxa de investimentos da economia foi estimada em 17,2%, acima do registrado em 2023 (16,4%). Para 2025 Apesar de 2024 com “ótimo resultado”, a economista Juliana Trece aponta que o ano de 2025 apresenta desafios internos e externos para a economia brasileira. “Pelo lado interno, os juros elevados, com efeitos negativos na atividade econômica, atingem principalmente os investimentos. Já no ambiente externo, novas imposições de tarifas podem comprometer o nível das exportações.” Desde setembro do ano passado, o Brasil enfrenta trajetória de alta da taxa básica de juros, a Selic, instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Quanto maior os juros, maior o potencial de frear a inflação, porém com o efeito colateral de desestimular investimentos e crescimento da economia, o que afeta diretamente a criação de empregos.Atualmente, a Selic está em 13,25% ao ano. Por causa do comportamento da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) já prevê mais um aumento de um ponto percentual em março. No acumulado de 12 meses até janeiro, a inflação oficial soma 4,56%, acima da meta do governo. Em dezembro, o acumulado era de 4,83%. O outro desafio citado pela economista é a guerra tarifária comercial desencadeada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A maior economia do mundo decidiu que aplicará taxas para produtos estrangeiros que entram nos Estados Unidos, como aço e alumínio. O etanol brasileiro também tem sido ameaçado de sobretaxas. Resultado oficial O Monitor do PIB, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, é um dos estudos que servem como prévia do comportamento real da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), também divulgado nesta segunda-feira. De acordo com o Banco Central, a economia fechou 2024 com expansão de 3,8%. O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado de 2024 será conhecido em 7 de março. Fonte: Agência Brasil

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Caixa começa a pagar Bolsa Família de fevereiro

A Caixa Econômica Federal começa a pagar a parcela de fevereiro do Bolsa Família. Recebem nesta segunda-feira (17) os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1. Os beneficiários do Rio Grande do Sul recebem o pagamento nesta segunda, independentemente do NIS. O pagamento unificado beneficiará cerca de 620 mil moradores do estado. Quem vive em municípios em situação de emergência ou estado de calamidade pública em outros estados também recebe o Bolsa Família nesta segunda, independentemente do NIS. O valor mínimo corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos. No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco. Além do benefício integral, cerca de 2,5 milhões de famílias estão na regra de proteção em fevereiro. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes). Fonte: Agência Brasil Foto: Lyon Santos/ MDS

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Caixa libera abono do PIS/Pasep para nascidos em janeiro

Cerca de 1,8 milhão de trabalhadores com carteira assinada nascidos em janeiro podem sacar, a partir desta segunda-feira (17), o valor do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) em 2025 (ano-base 2023). A quantia está disponível no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital e no Portal Gov.br. Ao todo, a Caixa Econômica Federal vai liberar R$ 2,1 bilhões neste mês. Aprovado no fim do ano passado, o calendário de liberações segue o mês de nascimento do trabalhador. Os pagamentos ocorrem de 17 de fevereiro a 15 de agosto. Neste ano, R$ 30,7 bilhões poderão ser sacados. Segundo o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), o abono salarial de 2025 será pago a 25,8 milhões de trabalhadores em todo o país. Desse total, cerca de 22 milhões que trabalham na iniciativa privada receberão o PIS e 3,8 milhões de servidores públicos, empregados de estatais e militares têm direito ao Pasep. O PIS é pago pela Caixa Econômica Federal e o Pasep, pelo Banco do Brasil. Como ocorre tradicionalmente, os pagamentos serão divididos em seis lotes, baseados no mês de nascimento. O saque começará nas datas de liberação dos lotes e acabará em 29 de dezembro de 2025. Após esse prazo, será necessário aguardar convocação especial do Ministério do Trabalho. Calendário de pagamento Nascidos em Recebem a partir de Janeiro 17 de fevereiro Fevereiro 17 de março Março e Abril 15 de abril Maio e Junho 15 de maio Julho e Agosto 16 de junho Setembro e Outubro 15 de julho Novembro e Dezembro 15 de agosto Quem tem direito Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base considerado para a apuração, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). O valor do abono é proporcional ao período em que o empregado trabalhou com carteira assinada em 2023. Cada mês trabalhado equivale a um benefício de R$ 126,50, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contados como mês cheio. Quem trabalhou 12 meses com carteira assinada receberá o salário mínimo cheio, de R$ 1.518. Pagamento Trabalhadores da iniciativa privada com conta corrente ou poupança na Caixa receberão o crédito automaticamente no banco, de acordo com o mês de seu nascimento. Os demais beneficiários receberão os valores por meio da poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Caso não seja possível a abertura da conta digital, o saque poderá ser feito com o Cartão do Cidadão e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, Caixa Aqui ou agências, também de acordo com o calendário de pagamento escalonado por mês de nascimento. O pagamento do abono do Pasep ocorre por meio de crédito em conta para quem é correntista ou tem poupança no Banco do Brasil. O trabalhador que não é correntista do BB pode fazer a transferência por TED para conta de sua titularidade em terminais de autoatendimento, no portal www.bb.com.br/pasep ou no guichê de caixa das agências, mediante apresentação de documento oficial de identidade. Até 2020, o abono salarial do ano anterior era pago de julho do ano corrente a junho do ano seguinte. No início de 2021, o Codefat atendeu recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU) e passou a depositar o dinheiro somente dois anos após o trabalho com carteira assinada. Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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IR 2025: a um mês do início da entrega da declaração, veja como se preparar

A entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2025 começa daqui a um mês. O período para acertar as contas com o Fisco será de 15 de março a 31 de maio, como é definido pela Receita Federal. Mas as regras para este ano ainda não foram divulgadas. Mesmo assim, a orientação é começar a organizar os documentos. Com isso, o contribuinte evita atrasos na entrega da declaração e pode receber a restituição mais rapidamente, caso tenha direito. “A temporada de declaração do Imposto de Renda está se aproximando e, para muita gente, isso pode ser uma dor de cabeça. Um pouquinho de organização e planejamento, no entanto, vai fazer com que isso seja uma obrigação que você consegue cumprir de maneira mais simples e sem nenhuma complicação”, afirma o advogado tributarista Fabrício Tonegutti, diretor da Mix Fiscal. A primeira coisa a fazer é se preparar com antecedência, orienta o advogado. “Comprovante da Receita, tudo que você recebeu, aluguel, salário, enfim, separar tudo, pegar todos os extratos e também os comprovantes de despesas, despesas dedutíveis, como educação e saúde”, orienta Tonegutti. “Separe os informes de rendimento. Organizar tudo isso primeiro vai facilitar o preenchimento da declaração.” As regras para a declaração deste ano ainda devem ser divulgadas pela Receita Federal. Por isso, o advogado destaca que é importante verificar se haverá mudanças na legislação. “Uma dica é acessar no programa da declaração o tópico de ajuda. Lá, você pode tirar suas dúvidas como declarar, como declarar dividendos ou ganhos na Bolsa de Valores, uma venda de imóveis, um empréstimo”, acrescenta o advogado. Antes de preencher, é preciso escolher o modelo de declaração mais adequado, entre o simplificado e o completo. “Significa que, no modelo simplificado, as suas deduções são presumidas. Você já tem lá valores de presunção de cordo com quantos filhos você tem, se é casado, solteiro, enfim. Então, já faz um abatimento automático. O próprio programa de Imposto de Renda já faz o cálculo, se é melhor ficar no modelo simples ou no modelo completo. Então sempre compare para saber qual é o mais econômico”, orienta. Veja a seguir quais documentos devem ser separados. Informes de Rendimentos • Bancos e instituições financeiras, inclusive corretora de valores • Salários • Pró-labore • Distribuição de Lucros • Pensão • Aposentadoria • Aluguéis móveis e imóveis recebidos • Programas fiscais (Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Paulistana, dentre outros) • Juros sobre Capital Próprio • Previdência Privada Comprovante e controles de recebimentos • Doações • Heranças • Livro Caixa e Darfs de Carnê-Leão • Resgate de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço • Seguro de vida • Indenizações • Acordos com redução de dívidas Informes de pagamentos • Assistência médica • Assistência odontológica • Seguro saúde (médico e odontológico) • Reembolso realizado por seguro saúde ou odontológico • Escolas (creche, pré-escola, ensino fundamental, ensino médio, superior, pós-graduação, mestrado, doutorado, etc.) • Previdência privada Na ausência dos informes de pagamentos acima, haverá a necessidade de se juntar todos os comprovantes de pagamentos (notas fiscais, recibos, boletos e outros) Comprovantes pagamentos e deduções efetuadas • Comprovante de pagamento de previdência social • Recibos de doações efetuadas • Recibos de pagamentos efetuados a prestadores de serviços a pessoas físicas e jurídicas ainda que não sejam dedutíveis do imposto devido • Comprovantes de pagamentos com gastos com profissionais na área da saúde, tais como: médicos de qualquer especialidade; dentistas; psicólogos; fisioterapeutas; terapeutas ocupacionais; fonoaudiólogos; exames laboratoriais; exames radiológicos aparelhos ortopédicos; próteses ortopédicas (pernas e braços mecânicos); próteses dentárias; cadeiras de rodas; andadores ortopédicos; assistência médica ou seguro saúde; assistência odontológica; palmilhas e calçados ortopédicos (e qualquer outro aparelho ortopédico destinado à correção de desvio de coluna ou defeitos dos membros ou das articulações) • Comprovante de pagamento com despesas com internação, cirurgias (ainda que forem para fins estéticos) Comprovantes de bens e direitos • Notas fiscais ou recibos de venda, compra e permuta de bens e direitos (automóveis, motocicletas, aeronaves, embarcações, imóveis, títulos associativos etc.) • Notas fiscais e recibos que comprovam a construção, reforma e ampliação de bens móveis e imóveis • Contratos de empréstimos efetuados para terceiros (controle do saldo em 31/12/2023) • Demonstrativo contemplando o saldo de ações (por ativo) em 31/12/2023 apurados a custo médio • Demonstrativo contemplando o saldo de criptoativos (por ativo) em 31/12/2023 apurados a custo médio • Demonstrativo contemplando o saldo ETFs (por ativo) em 31/12/2023 apurados a custo médio • Demonstrativo contemplando o saldo de moedas estrangeira (por moeda) em 31/12/2023 apurados a custo médio Fonte: R7

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‘Tarifaço’ de Trump: Lula diz que vai reagir comercialmente e fala em eventual denúncia na OMC

Presidente contou em entrevista que não conversou com líder americano e destacou relações comerciais entre dois países O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (14), que vai aplicar o conceito de reciprocidade com os Estados Unidos em eventual implementação de tarifa de importação contra o aço brasileiro. Em entrevista a uma rádio paraense, o petista disse não ter relacionamento com Donald Trump e falou em eventual denúncia contra a nação estadunidense na OMC (Organização Mundial do Comércio). “Enquanto os Estados Unidos tiverem uma relação civilizada e harmônica, tudo bem. Eu ouvi dizer que vai taxar o aço brasileiro. Se taxar o aço brasileiro, nós vamos reagir comercialmente ou vamos denunciar na Organização Mundial do Comércio ou vamos taxar os produtos que a gente importa deles”, disse Lula. “Eu não tenho relacionamento [com Trump]. Eu ainda não conversei com ele, ele não conversou comigo. O relacionamento é entre o Estado brasileiro e o Estado americano. Temos 200 anos de relações diplomáticas e os Estados Unidos são um país extremamente importante”, completou. De acordo com Lula, a relação comercial EUA-Brasil é igualitária, com cerca de R$ 40 bilhões para cada lado. Adicionando os itens de serviço, o país de Trump tem um superávit de pouco mais de R$ 7 bilhões. “Se o Trump cuidar dos Estados Unidos, e eu cuidar do Brasil, tudo estará maravilhosamente bem”. Recentemente, Trump anunciou aumento de 25% na tarifa de importação de aço e alumínio. Durante conversa com jornalistas no avião, o presidente americano explicou que os Estados Unidos vão cobrar o mesmo nível de taxas impostas pelos parceiros comerciais. A medida afeta o Brasil, uma vez que é exportador do produto. A ameaça de Trump não é novidade para a comunidade internacional. No primeiro mandato, ele aplicou tarifa de 25% sobre aço e 10% sobre alumínio. Depois, concedeu isenções tarifárias para diversos países, incluindo Brasil e Canadá. Diante da queda da capacidade das indústrias siderúrgicas dos EUA, Joe Biden estendeu o benefício para outros continentes. Na última quarta-feira (12), o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que o Brasil iria procurar os Estados Unidos para resolver a questão. Uma das alternativas seria a aplicação de cotas alternativas para países, assim como foi feito no primeiro mandato de Trump. Professor de relações internacionais da Universidade Federal Fluminense, Viterio Brustolin afirma que a taxação pode gerar dificuldades para o setor siderúrgico brasileiro, já que o Brasil “não tem outro parceiro para vender” os metais – países da Europa enfrentam recessão, e a China, que tem uma grande produção de aço, exporta apenas minério de ferro do país. Atualmente, os EUA produzem cerca de 90 milhões de toneladas de aço por ano, e o consumo interno varia entre 90 a 200 milhões de toneladas. Já no setor de alumínio, a produção é de 3,5 milhões de toneladas anuais, o que torna o país dependente da importação. “A expectativa é de que os Estados Unidos precisarão importar alguma quantidade ainda de aço e de alumínio porque, para a indústria siderúrgica fornecer o que eles precisam, seria necessário de três a sete anos”, pontuou Brustolin. Fonte: R7 Foto: Ricardo Stuckert/PR

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IBGE: em 14 estados, desemprego de 2024 foi o menor já registrado

Para 14 estados, o ano de 2024 terminou com o menor nível de desemprego já registrado pela série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que começou em 2012. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (14) pelo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O comportamento desses estados se assemelha ao do Brasil como um todo, que registrou a taxa média de 6,6% de desemprego, em 2024, conforme já havia sido divulgado pelo IBGE. O recorde de baixa no nível de ocupação foi atingido nas seguintes localidades: Rio Grande do Norte (8,5%) Amazonas (8,4%) Amapá (8,3%) Alagoas (7,6%) Maranhão (7,1%) Ceará (7%) Acre (6,4%) São Paulo (6,2%) Tocantins (5,5%) Minas Gerais (5%) Espírito Santo (3,9%) Mato Grosso do Sul (3,9%) Santa Catarina (2,9%) Mato Grosso (2,6%) A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. As maiores taxas médias de 2024 foram apontadas na Bahia (10,8%), Pernambuco (10,8%) e Distrito Federal (9,6%). Regiões Por regiões, o Norte (7%), Sudeste (6,4%), Sul (4,2%) e Centro-Oeste (5,4%) alcançaram os menores níveis de desocupação desde o início da série histórica. Já no Nordeste, a taxa ficou em 9%, a menor desde 2015, porém acima do recorde mínimo de 8,6%, atingido em 2014. Informalidade O IBGE revelou que ao longo do ano passado, a taxa de informalidade no país foi de 39% da população ocupada, sendo as maiores médias no Pará (58,1%), Piauí, (56,6%) e Maranhão (55,3%). As menores ficaram localizadas em Santa Catarina (26,4%), Distrito Federal (29,6%) e São Paulo (31,1%).   Fonte: Agência Brasil Foto: Wilson Dias/Arquivo/Agência Brasil

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Abono salarial 2025 começa a ser pago na segunda (17); veja os valores

A estimativa é que cerca de 25,8 milhões de trabalhadores recebam o benefício neste ano, totalizando R$ 30,7 bilhões   O abono salarial PIS/Pasep 2025, referente ao ano-base 2023, começa a partir da segunda-feira (17). O pagamento é feito de forma escalonada, de acordo com o mês de nascimento do beneficiário (veja calendário abaixo). Tem direito quem trabalhou com carteira assinada no ano de 2023 por pelo menos um mês e recebeu até dois salários mínimos. Em fevereiro, 1,8 milhão de trabalhadores de empresas privadas com direito ao PIS, por meio da Caixa Econômica Federal, e outros 163.810 servidores públicos com direito ao Pasep, pagos pelo Banco do Brasil, serão beneficiados. O valor do benefício varia entre R$ 127,00 e R$ 1.518,00, conforme o número de meses trabalhados em 2023. Valores do PIS/Pasep 1 mês trabalhado – R$ 127 2 meses trabalhados – R$ 253 3 meses trabalhados – R$ 379,5 4 meses trabalhados – R$ 506 5 meses trabalhados – R$ 632,5 6 meses trabalhados – R$ 759 7 meses trabalhados – R$ 885,5 8 meses trabalhados – R$ 1.012,00 9 meses trabalhados – R$ 1.138,50 10 meses trabalhados – R$ 1.265,00 11 meses trabalhados – R$ 1.391,50 12 meses trabalhados – R$ 1.518,00 Consulta As informações podem ser consultadas na Carteira de Trabalho Digital, no portal gov.br, na Central de Atendimento Alô Trabalho (telefone 158) e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho. A estimativa é que cerca de 25,8 milhões de trabalhadores recebam o benefício neste, totalizando R$ 30,7 bilhões. Os valores estarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário, em 29 de dezembro de 2025. Em 2024, foram liberados R$ 27 bilhões para o pagamento do benefício. Orçamento do abono nos últimos anosArte/R7 O abono salarial é pago a profissionais da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que trabalharam formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base de 2023, com uma remuneração de até dois salários mínimos (R$ 2.640,00 – valor referente ao ano de 2023). Para receber o abono salarial, o trabalhador deve ter sido informado pelo empregador na Rais até o dia 15 de maio de 2024 e no eSocial até o dia 19 de agosto de 2024. Trabalhadores cujos empregadores tenham prestado as informações após essas datas receberão o benefício no próximo exercício. Calendário Nascidos em janeiro – 17/02 Nascidos em fevereiro – 17/03 Nascidos em março e abril – 15/04 Nascidos em maio e junho – 15/05 Nascidos em julho e agosto – 16/06 Nascidos em setembro e outubro – 15/07 Nascidos em novembro e dezembro – 15/08 Quem tem direito Quem recebeu remuneração mensal média de até dois salários mínimos durante o ano-base de 2023 Está cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos Exerceu atividade remunerada para pessoa jurídica, durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração Tem os dados informados pelo empregador (pessoa jurídica) corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (Rais)/eSocial. Como consultar Para consultar o abono salarial no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital Atualizar o aplicativo Acessar a aba “Benefícios” Selecionar “Abono Salarial” Clicar em “Pagamentos” Verificar o valor, a data e o banco de recebimento Pagamento Para quem recebe o PIS, o pagamento é realizado por crédito em conta-corrente, conta poupança ou digital pelo aplicativo Caixa Tem. Para o trabalhador não correntista será realizado o pagamento em canais como agência, lotéricas e autoatendimento oferecidos pela Caixa. No caso do Pasep, o Banco do Brasil faz o pagamento por meio de crédito em conta bancária, transferência via TED, via Pix ou presencial nas agências de atendimento, por meio de PIX, transferência via TED ou, ainda, de forma presencial nas agências de atendimento.   Fonte: R7 Foto: DAVI CORREA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

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Café fica mais caro na mesa dos brasileiros: preços mais que triplicam em cinco anos

Mesmo com o aumento dos preços, o consumo de café no Brasil continuou em crescimento   O preço do café torrado e moído no varejo disparou nos últimos cinco anos no Brasil. Segundo dados da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café) coletados pelo R7, o quilo do produto custava, em média, R$ 16,78 em janeiro de 2020. Em janeiro de 2025, esse valor saltou para R$ 56,07, um aumento de aproximadamente 234%. A alta impacta diretamente os consumidores, tornando um dos itens mais tradicionais do café da manhã brasileiro um produto cada vez mais caro na cesta básica. Segundo a Abic, diversos fatores contribuíram para esse aumento expressivo. Entre os principais estão: Custos de produção elevados: o preço da matéria-prima subiu mais de 224% nos últimos quatro anos, enquanto o preço do café ao consumidor aumentou 110%; Mercado internacional instável: oscilações no valor do grão impactam diretamente o mercado interno; Mudanças climáticas: a produção sofreu com eventos climáticos extremos, como geadas e secas, reduzindo a oferta e pressionando os preços; Inflação dos insumos agrícolas: fertilizantes, combustíveis e embalagens também tiveram aumentos significativos, encarecendo o produto final. Diretor-executivo da Abic, Celírio Inácio explica que, mesmo com o forte aumento nos custos da indústria, o setor tentou minimizar os repasses para os consumidores. “Nos últimos quatro anos, a matéria-prima aumentou 224%, e o café no varejo aumentou 110%. No último ano, a variação de preço ao consumidor do café torrado e moído foi de 37,4%, um aumento maior que a média da cesta básica [2,7%]”, destacou o diretor. Ainda assim, os repasses ao longo do ano passado foram inevitáveis, e a expectativa é de que os preços sigam em alta nos próximos meses. A Abic prevê que o preço do café pode sofrer novos reajustes nos próximos três meses, variando entre 15% e 20%. Entretanto, há a expectativa de que a partir de abril os preços possam se estabilizar, caso a produção nacional tenha um bom desempenho e as condições climáticas sejam favoráveis. Consumo segue crescendo apesar dos preços altos Mesmo com o aumento dos preços, o consumo de café no Brasil continuou em crescimento. Em 2024, o consumo interno aumentou 1,11% em relação a 2023, atingindo 21,9 milhões de sacas — o equivalente a 40,4% da safra brasileira do ano. O Brasil se mantém como o segundo maior consumidor de café do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. No entanto, no consumo per capita, os brasileiros bebem mais café do que os norte-americanos: cada pessoa consome, em média, 6,26 kg de café cru por ano, ou 5,01 kg de café torrado e moído. O café continua sendo um dos produtos mais importantes da mesa dos brasileiros, mas o seu preço elevado tem gerado desafios para consumidores e para a indústria. Segundo os dados da Abic, a maior parte do consumo de café em 2024 está concentrada na região Sudeste. O café é a segunda bebida mais consumida no Brasil, ficando atrás apenas da água, e tem um papel fundamental na cultura e nos hábitos alimentares dos brasileiros. Com a alta nos preços, o impacto no consumo é evidente, levando muitas famílias a adotarem estratégias para economizar. O doutor em economia e professor da Universidade Mackenzie Hugo Garbe explica que esse aumento nos preços pode gerar um fenômeno conhecido como “efeito substituição”, em que os consumidores buscam alternativas mais baratas. “Primeiro, as pessoas tentam consumir uma marca de café um pouco mais barata, que muitas vezes tem até uma qualidade duvidosa”, afirma Garbe. Ele ressalta que, para muitas famílias, o custo elevado também resulta em uma redução no consumo da bebida. “As famílias tendem a diminuir a quantidade de café que consomem ou até colocar menos pó na mistura para render mais”, explica o economista. Segundo ele, essa mudança de comportamento reflete a relevância do café na cesta básica e o peso que seu preço tem no orçamento dos brasileiros. Faturamento da indústria cresce A indústria de café torrado faturou R$ 36,82 bilhões em 2024, um crescimento de 60,85% em relação a 2023. No entanto, esse aumento no faturamento foi impulsionado principalmente pela alta dos preços, enquanto as margens de lucro das indústrias seguem pressionadas pelos custos elevados da matéria-prima. “Apesar do desempenho positivo, a indústria teve que lidar com um aumento de mais de 116% no custo da matéria-prima. Mesmo diante da necessidade de repassar parte desse impacto ao varejo, o setor adotou uma estratégia cautelosa e conseguiu transferir apenas 37% do reajuste ao longo do ano”, explicou Celírio Inácio. Além disso, a busca por qualidade e certificação tem sido um fator essencial para manter a competitividade no setor. Em 2024, a Abic certificou 278 novos produtos, um crescimento expressivo em categorias como cafés especiais (85%) e gourmets (17%).   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Caderneta de poupança volta a render acima da inflação, com alta dos juros

O desempenho do ano passado atingiu 7,09%, um ganho real de 2,26% em relação ao IPCA, de 4,83% A caderneta de poupança voltou a registrar rendimento acima da inflação em 2024. O investimento mais popular do país teve rentabilidade de 7,09% no ano passado, enquanto a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), foi de 4,83%. Com isso, o investidor teve um gano real de 2,26%. Os dados são de levantamento da Economatica. Diferentemente de 2019 a 2021, quando a poupança registrou rendimento negativo, desde 2022, o investimento tem tido resultados que superam a taxa de inflação. “Isso é importante por várias razões, mas, em especial, por não retirar poder de compra de quem coloca seus recursos nesse tipo de aplicação, popular e simples de se fazer. Além disso, os saldos da caderneta de poupança ajudam na capitação de recursos utilizados no mercado imobiliário, sobretudo para a construção de imóveis residenciais para a classe média”, afirma Haroldo da Silva, vice-presidente do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo). No entanto, Silva pondera que a poupança não é o melhor retorno do mercado financeiro. “Mas ensina a guardar dinheiro e manter os orçamentos familiares equilibrados. O ato de poupar é essencial para uma vida financeira tranquila, longe de dívidas”, acrescenta. Um dos fatores que explicam o rendimento da poupança é a questão da taxa básica de juros elevada. Para combater a alta dos preços, o Banco Central elevou a Selic a 13,25% ao ano na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), em janeiro, com a perspectiva de chegar a 14,25% no primeiro trimestre de 2025. Por isso, a tendência da poupança é positiva. “A expectativa para 2025 é que o ganho real seja ainda maior, dado o crescente aperto monetário que estamos vendo, para ancorar a inflação no horizonte relevante. Naturalmente, quanto maior esse ganho real, maior é o incentivo para o poupador manter seu capital aplicado”, afirma Fernando Marx, trader da TC Cosmos. Atualmente, com a taxa Selic a 13,25% ao ano, a poupança é remunerada pela taxa referencial (TR), mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês. Quando a Selic está abaixo de 8,5%, a atualização é feita com TR mais 70% da taxa básica de juros. Rendimento mensal da poupança – Arte/R7 Para Mayra Saitta, advogada tributária, apesar de ser um investimento seguro e isento de Imposto de Renda, a poupança continua a perder atratividade em comparação a outros produtos de renda fixa, como CDBs e fundos DI, que oferecem retornos mais expressivos atrelados à taxa Selic. “Em 2024, a caderneta de poupança continuou a seguir a regra de rentabilidade estabelecida pelo Banco Central: quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR). Quando a Selic está igual ou abaixo desse patamar, a rentabilidade cai para 70% da Selic mais a TR”, explica a advogada. Segundo ela, ao investidor que busca segurança e liquidez diária, a poupança segue sendo uma opção viável. “No entanto, para quem deseja maior rentabilidade, alternativas como Tesouro Selic e CDBs de bancos médios podem oferecer retornos mais vantajosos”, afirma Mayra. Histórico A caderneta de poupança tem registrado recorde de retirada. O movimento ocorre em meio aos juros elevados, que reduzem a competitividade da poupança frente a outros investimentos. Além disso, reflete o grau de endividamento da população. Com a alta da taxa básica de juros, a Selic, a aplicação tem perdido recursos. Em 2024, a caderneta registrou resgate líquido de R$ 15,4 bilhões, com saques dos brasileiros do que depósitos. Mas o recorde foi em 2022, quando a poupança registrou saldo devedor de R$ 103,23 bilhões, a pior captação negativa da série histórica da aplicação. Até então, a maior perda anual da poupança, de R$ 53,6 bilhões, havia ocorrido em 2015. Em 2023, a saída líquida foi de R$ 87,8 bilhões.   Fonte: R7 Foto: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO

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