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Tag: economia

Produção de veículos cresce 15,1% e tem melhor desempenho para janeiro em quatro anos

A produção de veículos no Brasil registrou um crescimento de 15,1% em janeiro de 2025 na comparação com o mesmo mês de 2024, atingindo 175,5 mil unidades fabricadas. O resultado marca o melhor desempenho para um mês de janeiro nos últimos quatro anos, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (10) pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Apesar do avanço anual, houve uma queda de 7,7% em relação a dezembro de 2024, mês tradicionalmente aquecido pelo aumento das vendas no fim do ano. A produção incluiu automóveis de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. No mercado interno, as vendas somaram 171,2 mil veículos em janeiro, registrando alta de 6% na comparação com o mesmo período do ano passado. No entanto, em relação a dezembro, quando as concessionárias costumam registrar forte movimento, houve uma queda expressiva de 33,5%. As exportações de veículos começaram 2025 em ritmo mais acelerado do que no ano anterior, com 28,7 mil unidades embarcadas em janeiro, um crescimento de 52,3% em relação ao mesmo mês de 2024. No entanto, comparado a dezembro, houve uma queda de 8,5% nos embarques. O balanço da Anfavea também aponta um aumento no nível de emprego no setor. Em janeiro, 1,02 mil novos postos de trabalho foram criados nas montadoras, elevando o total de trabalhadores da indústria automotiva para 108,2 mil. Fonte: R7

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Brasil se manifestará após decisões concretas, diz Haddad sobre taxação de Trump

Ministro da Fazenda evitou responder se Executivo vai impor medida sobre big techs; comunidade internacional aguarda anúncio dos EUA O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na manhã desta segunda-feira (10) que o governo brasileiro se manifestará após a efetivação da promessa de Donald Trump de taxar em 25% as importações de aço e de alumínio. Mais cedo, o R7 mostrou que o Executivo está em compasso de espera para a implementação da medida, e Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que vai aplicar o conceito da reciprocidade com o americano. “O governo tomou uma decisão de só se manifestar oportunamente com base em decisões concretas, e não em anúncios que podem ser mal interpretados ou revistos. O governo vai aguardar a decisão oficial antes de qualquer manifestação”, disse Haddad. Questionado se o Executivo vai taxar as big techs como resposta aos Estados Unidos, o ministro voltou a responder que vai aguardar a orientação presidencial “após as medidas efetivamente implementadas”. No último domingo (9), Trump indicou que detalharia nesta segunda-feira (10) a tarifa de 25% que será aplicada a todas as importações. Durante conversa com jornalistas no avião, o presidente americano explicou que os Estados Unidos vão cobrar o mesmo nível de taxas impostas pelos parceiros comerciais. “Não vai afetar todos os países, porque há alguns com os quais temos tarifas similares, mas aqueles que estão tirando vantagem dos EUA, teremos reciprocidade”, disse. O chefe da Casa Branca disse também que o Canadá não seria um país se não fosse pelo comércio com os Estados Unidos. Para ele, os canadenses pagariam metade dos impostos pagos hoje se aceitassem que o Canadá se torne 51º estado americano. A ideia de Trump é taxar as nações que, segundo ele, “tiram vantagem” dos EUA. Questionado sobre eventual taxação dos EUA ao Brasil, Lula afirmou que vai taxar de volta. “É muito simples. Se ele taxar os produtos brasileiros, haverá reciprocidade do Brasil em taxar os produtos dos brasileiros. Taxar os produtos que são exportados para os EUA, não tem nenhuma dificuldade”, disse o brasileiro em 31 de janeiro deste ano. Nesse sentido, o governo aguarda o anúncio oficial da taxação de 25% sobre aço e alumínio para tomar alguma medida. Chefiado pelo ministro Mauro Vieira, o Itamaraty tem atuação mais pragmática e cautelosa. Sendo assim, o Executivo vai se pronunciar após a efetivação do novo imposto. O brasileiro e o americano ainda não se falaram diretamente. De acordo com Lula, o fato se deve à ausência de negociações. O chefe do Executivo brasileiro também reforçou que posições de Trump devem respeitar a autonomia de outros países – com destaque à condução de outros presidentes. “Ele foi eleito para governar os Estados Unidos da América do Norte, e os outros presidentes foram eleitos para governar os seus países. É isso, civilidade”, destacou. A ameaça de Trump não é novidade para a comunidade internacional. No primeiro mandato, ele aplicou tarifa de 25% sobre aço e 10% sobre alumínio. Depois, concedeu isenções tarifárias para diversos países, incluindo Brasil e Canadá. Diante da queda da capacidade das indústrias siderúrgicas dos EUA, Joe Biden estendeu o benefício para outros continentes.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Mercado projeta inflação em 5,58% para 2025; PIB fica em 2,03%

O mercado financeiro aumentou a projeção da inflação e do crescimento da economia para este ano. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 5,58%, ante os 5,51% da semana passada. O boletim também trouxe nova redução na projeção do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma dos bens e serviços produzidos no país, para 2025. Agora, os agentes do mercado financeiro projetam o crescimento de 2,03% para 2025, ante os 2,04% da semana anterior. A pesquisa Focus é feita com economistas do mercado financeiro e divulgada semanalmente pelo BC. Para 2026, o Focus mostra projeção de crescimento do PIB de 1,7%. Já para 2027, a projeção é de 1,96% e, em 2028, expansão de 2% da economia. Em relação à inflação, o boletim projeta índice de 4,3% para 2026, ante os 4,28, da semana passada. Para 2027, o mercado financeiro tem a projeção de IPCA de 3,9% e, de 3,78% em 2028. No ano passado, o IPCA, que leva em conta a variação do custo de vida de famílias com rendimento de até 40 salários mínimos, fechou o ano passado em 4,83%, acima do teto da meta, que era de 4,5%. Taxa de juros Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o Focus manteve a projeção da semana passada, de 15%, para 2025, a mesma das últimas quatro semanas. Para 2026, a projeção do mercado financeiro é que a Selic fique em 12,5%, também a mesma projetada na semana passada. Para 2027 e 2028, as projeções são de que a taxa fique em 10,5% e 10%, respectivamente. Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). No final de janeiro, o colegiado aumentou a Selic em 1 ponto percentual, com a justificativa de que a decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta. O Copom destacou que os preços dos alimentos se elevaram de forma significativa, em função, dentre outros fatores, da estiagem observada ao longo do ano passado e da elevação de preços de carnes, também afetada pelo ciclo do boi. Com relação aos bens industrializados, o comitê apontou que movimento recente de aumento do dólar pressiona preços e margens, sugerindo maior aumento em tais componentes nos próximos mês, o que tornou o cenário inflacionário mais adverso, demandando uma política econômica contracionista. Ainda de acordo com o Copom, o cenário mais adverso para a convergência da inflação à meta para 2025, de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5% pode demandar aumento de 1 ponto percentual na Selic na próxima reunião do comitê nos dias 18 e 19 de março. Câmbio Em relação ao câmbio, a previsão de cotação do dólar ficou em R$ 6,00 para 2025. Nesta segunda-feira a cotação da moeda está em R$ 5,75. No fim de 2026, a previsão é que a moeda norte-americana também fique em R$ 6,00. Para 2027, o câmbio também deve ficar, segundo o Focus, em R$5,93 e para 2028, a projeção é de R$ 5,99.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Trump diz que anunciará hoje tarifas de 25% sobre importações de aço e alumínio

Presidente disse que vai anunciar tarifas recíprocas aos países que “tiram vantagem” dos americanos   O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou neste domingo, 9, que pretende anunciar tarifas recíprocas aos países que “tiram vantagem” dos americanos. O anúncio deve ser feito na terça ou na quarta-feira durante coletiva de imprensa, de acordo com o republicano. Trump informou ainda que anunciará nesta segunda-feira, 10, os detalhes da tarifa de 25% que será aplicada a todas as importações de aço e alumínio. Em entrevista a repórteres no avião presidencial, a caminho do Super Bowl, Trump explicou que os EUA vão cobrar o mesmo nível de taxas impostas pelos parceiros comerciais. “Não vai afetar todos os países, porque há alguns com os quais temos tarifas similares, mas aqueles que estão tirando vantagem dos EUA, teremos reciprocidade”, disse. O chefe da Casa Branca disse que o Canadá não seria um país se não fosse pelo comércio com os Estados Unidos. Para ele, os canadenses pagariam metade dos impostos pagos hoje se aceitassem tornar o território o 51º Estado americano.   Fonte: R7 Foto: Kyle Mazza/ ESTADÃO CONTEÚDO

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IPTU vence nesta segunda (10) para mais de 469 mil imóveis residenciais de Campinas

Imposto pode ser pago por pix, com QRCode já impresso nas parcelas   O Imposto Predial Territorial Urbano de Campinas (IPTU) vence nesta segunda-feira, 10 de fevereiro, para mais de 469 mil imóveis residenciais. O pagamento pode ser feito por pix, com QRCode já impresso nas parcelas. A segunda via, para quem, por algum motivo, está sem o carnê em mãos, pode ser acessada no site da Secretaria de Finanças, no https://iptu.campinas.sp.gov.br/. Os contribuintes que optarem pelo pagamento da cota única terão 5% de desconto; o imposto também pode ser pago em até 11 parcelas. O desconto pode ser maior para quem for pagar à vista e tiver aderido ao IPTU Digital. Na modalidade digital do imposto, o desconto é de 1%, limitado a R$ 100,00. As adesões podem ser feitas até 31 de outubro de cada ano, mas valem sempre para o exercício seguinte. Mais informações podem ser obtidas no link https://novo.campinas.sp.gov.br/servico/iptu-digital. É importante lembrar que após o vencimento inicial, conforme consta no carnê, não haverá mais a possibilidade do pagamento da cota única. As parcelas devem ser pagas na data de vencimento, para que não haja incidência de juros e multas. “Este é um imposto muito importante, que fica 100% para o município. Junto com outras fontes de receitas, o IPTU garante a manutenção dos serviços prestados pelo município”, disse Aurílio Caiado, secretário de Finanças de Campinas. Para o IPTU de 2025 não houve aumento, apenas a correção de 4,88% da Unidade Fiscal de Campinas (Ufic).   QR Code A novidade deste ano é que o IPTU também pode ser pago por PIX, com o QRCode disponível na cota única e nas parcelas. Os contribuintes devem ficar atentos e só concluir o pagamento se o aplicativo do banco indicar o nome da Prefeitura Municipal de Campinas. O QRCode permanecerá ativo até a data do vencimento da parcela ou até que ocorra a baixa do pagamento da mesma no sistema da Secretaria, caso seja efetuado o pagamento antes do vencimento.   Atendimento Os contribuintes que tiverem alguma dúvida podem procurar uma das unidades do Porta Aberta ou entrar em contato com Finanças pelo SAC, no 3755-6000. No Porta Aberta, os atendimentos são feitos com horário agendado pelo Portal de Serviços (https://servicos.campinas.sp.gov.br/). O chatbot (https://campinas.sp.gov.br/servico/chat-whatsapp-secretaria-de-financas), implantado em 2022, e o atendimento pelo whatsapp da Secretaria de Finanças (19 99441-4730) também são boas opções para quem tiver dúvidas.   Serviço: IPTU 2025 Vencimentos: 10 de fevereiro (imóveis residenciais) Número total de carnês: 515 mil (46 mil não residenciais e 469 mil residenciais) Informações: Serviços de atendimento da Prefeitura (SAC) pelo 3755-6000, chatbot (https://campinas.sp.gov.br/servico/chat-whatsapp-secretaria-de-financas) e whatsapp da Secretaria de Finanças (19 99441-4730)   Porta Aberta e Agiliza Campinas: o atendimento é presencial, com agendamento no Portal de Serviços (https://servicos.campinas.sp.gov.br/)   Foto: Prefeitura de Campinas  

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Famílias estão menos endividadas e mais cautelosas com gastos

Uma pesquisa conduzida a pedido da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada na última quinta-feira (6), percebeu melhoria no total de famílias endividadas no país, com diminuição para 76,1% em janeiro. O resultado representa uma queda de 0,6 ponto percentual em relação a dezembro e de 2 pontos percentuais no comparativo com o mesmo período em 2024. Uma das brasileiras que conseguiu sair da situação de endividamento foi a professora Danieli Silveira. Para isso, ela diminuiu bastante os gastos, evitou parcelas e buscou fazer compras somente à vista. “É assim que estou me policiando e conscientizando que o consumo saudável é a melhor saída”, explica a docente. Ela se percebe, hoje, como alguém que tem suas dívidas controladas, e é certeira ao afirmar: “Não quero passar por isso novamente”. O que ocasionou a situação do tipo “bola de neve” foi o desemprego da professora. “O primeiro vilão foi o cheque especial. Como não tive renda, ele estruturou o pagamento das contas. Quando voltei a ter renda, o rombo negativo nunca dava pra cobrir. Então vieram os cartões de crédito para poder suprir o consumo das necessidades básicas. Um cartão pra pagar outro”, contou à Agência Brasil. O cartão de crédito continua sendo a principal modalidade de crédito utilizada pelos consumidores, atingindo 83,9% do total de devedores, valor 3% menor do que o auferido no começo de janeiro. O técnico em logística Cesar (nome fictício) é parte destes endividados, e um dos que não conseguirá pagar suas dívidas. A família teve as contas comprometidas após o afastamento de sua companheira do trabalho para tratamento de um câncer desde o final de 2023. Ela parou de trabalhar como enfermeira no turno da noite, quando recebia um adicional Eles já tinham financiamento imobiliário e empréstimos, mas começaram a acumular dívidas no cartão de crédito, que foram aumentando. Cesar recorreu ao Procon paulista para negociar os juros, e deve conseguir condições melhores de pagamento já nas próximas semanas. “Vou ser sincero, estou mais preocupado com a saúde mental da minha esposa e da família em geral”, conta o técnico, que espera reorganizar as finanças após a renegociação. Pesquisa A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), também apurou se as pessoas conseguirão pagar suas dívidas. Em janeiro deste ano 29,1% das famílias têm dívidas em atraso e 12,7% não conseguirão pagá-las. Em dezembro eram 29,3% e 13%, respectivamente, e em janeiro de 2024 eram 28,3% e 12%. Foi o primeiro recuo na inadimplência desde julho de 2024. As dívidas comprometem, em média, 30% da renda das famílias ouvidas. Segundo o estudo este dado é subjetivo, o que indica que as pessoas podem estar menos propensas a realizar gastos,com perspectivas mais conservadoras para o consumo. As famílias mais vulneráveis, que são aquelas que recebem até 3 salários mínimos, representaram o único grupo pesquisado que teve aumento em suas dívidas,cujo percentual de endividamento aumentou, na comparação com janeiro de 2024 (79,2%) e 18,4% não terão como quitar suas dívidas. O estudo também percebeu que um quinto de todas as famílias com dívidas tem mais da metade de sua renda comprometida. Mesmo com o resultado positivo dos índices de endividamento e inadimplência a CNC estima que  o endividamento das famílias voltará a crescer durante este ano. Segundo o estudo os percentuais devem começar a subir a partir de março, fechando o ano com 77,5% das famílias brasileiras endividadas e 29,8% inadimplentes. Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Especialista indica como cuidar de finanças em cenário de juros altos

Em tempos de juros altos, é preciso ter maior atenção às finanças para não perder o controle sobre o endividamento ou para aproveitar o momento e fazer o dinheiro render. A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar mais uma vez os juros no final de janeiro. O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 1 ponto percentual, agora para 13,25% ao ano. Para ajudar neste cenário, a educadora financeira e CEO na UjamaaTech, Dina Prates, apresentou uma série de orientações para as pessoas As dicas da especialista dividem-se em três cenários: pessoas que estão endividadas; pessoas não endividadas, mas que estão precisando de recursos; pessoas que têm algum dinheiro sobrando para investir. Agência Brasil: No atual cenário de juros altos, qual seria a recomendação para as pessoas que estão endividadas, principalmente endividadas no cartão de crédito? Qual o melhor caminho para sair ou diminuir a dívida? Dina Prates: Nesse cenário de altas taxas de juros, é fundamental que as pessoas tenham cuidado ao negociar suas dívidas. Dependendo do tipo de dívida, os valores podem aumentar bastante, com parcelas altas que comprometem a capacidade de pagamento e afetando a saúde financeira no longo prazo, podendo gerar até inadimplência de outras contas. No caso das dívidas de cartão de crédito, é importante evitar o pagamento somente do mínimo mensal ou aceitar os parcelamentos automáticos da fatura. O que isso significa? Muitas vezes, a pessoa paga apenas o valor mínimo e a fatura vai aumentando consideravelmente, pois os juros do crédito rotativo são altos e impactam o novo total da fatura. A melhor alternativa é analisar bem o seu orçamento, entender qual é a sua real capacidade de pagamento nos próximos meses e buscar uma negociação que caiba no seu bolso. Para reduzir o custo com juros, você pode negociar uma entrada para o pagamento da fatura e parcelar o restante. Mas, sempre esteja atento à sua capacidade financeira. O parcelamento da fatura pode ter um custo alto, mas a entrada pode amortizar um pouco os custos. Outra estratégia para diminuir essa dívida é trocar uma dívida cara por uma mais barata. Se você tem uma dívida no cartão de crédito, pode valer a pena fazer um empréstimo pessoal para quitar a fatura. Assim, você passa a pagar parcelas com juros menores do que os do rotativo do cartão. Nem sempre essa é a melhor alternativa, mas pode ser um caminho bem interessante para pessoas que não conseguem ter muitas saídas ou acabam tendo uma fatura de cartão de crédito muito alta, porque já estão nesse histórico de pagar o valor menor do que o total da fatura. Agência Brasil: Quem não está em dívida, mas está precisando de dinheiro, qual é a melhor opção para empréstimo? Dina Prates: Para quem está precisando de dinheiro, as melhores opções de empréstimo, geralmente com taxas de juros mais baixas, são aquelas que têm alguma garantia atrelada. Por exemplo, servidores públicos, aposentados ou pensionistas têm acesso a linhas de crédito com juros menores através do crédito consignado, que é descontado direto na folha de pagamento. Outra alternativa é para quem possui um imóvel ou outro bem que possa ser usado como garantia. Esse tipo de empréstimo costuma oferecer taxas de juros mais baixas e, muitas vezes, uma liberação de crédito mais rápida ou até valores mais altos, dependendo da situação. Agora, para quem não tem garantias ou não se encaixa nos perfis anteriores, existem várias fintechs no mercado oferecendo diferentes tipos de crédito. Mas é fundamental ficar atento às taxas de juros. Se você não sabe se a taxa está justa, pode consultar o site do Banco Central para comparar a média de juros cobrados por outras instituições e ver se a opção escolhida realmente vale a pena. Sempre faça uma boa pesquisa em mais de uma instituição financeira para consultar as taxas de juros e as linhas disponíveis. Agência Brasil: Para as pessoas que estão com algum dinheiro sobrando: qual a melhor alternativa para investimento, para aproveitar melhor os juros? Dina Prates: Para quem está com algum dinheiro sobrando, uma das melhores alternativas no momento é buscar investimentos em renda fixa. Isso porque o aumento da taxa de juros impacta diretamente a rentabilidade desses investimentos, como o Tesouro Direto, CDBs e LCIs, que tendem a oferecer retornos maiores com a alta da Selic. Mas é sempre importante lembrar: antes de investir, cada pessoa deve conhecer seu perfil de investidor e entender seu nível de tolerância ao risco. Só depois disso é que vale a pena dar os primeiros passos no mundo dos investimentos. Ainda assim, a renda fixa é uma ótima opção para quem quer ver o dinheiro render mais neste cenário de juros altos. Se você está investindo pela primeira vez, nossa recomendação é começar com pouco e buscar opções que tenham um retorno financeiro estimado, como as opções da renda fixa. Fonte e foto: Agência Brasil

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Parceria com gigante chinesa traz investimentos para Limeira

Contrato assinado nesta semana na presença do prefeito Murilo Félix e do governador interino do Estado de São Paulo Felicio, Ramuth, deve trazer mais investimentos para Limeira. A empresa CP Kelco fechou uma parceria com a gigante chinesa Yili Group, do ramo de laticínios. A empresa limeirense aumentará a produção e exportação de pectina cítrica para a China. Esse produto é utilizado como agente de viscosidade e estabilizador de proteínas em produtos como iogurtes, geleias e sucos de frutas. “Além da compra e venda, a CP Kelco também fornecerá assistência técnica à Yili, buscando ampliar a aplicação da pectina cítrica em outros produtos da linha de lácteos do cliente”, explicou Carlos Contiero, gerente global de planejamento estratégico da CP Kelco. O aumento da exportação do produto a partir de Limeira deverá gerar benefícios em cadeia para a cidade. Com os investimentos na modernização dos equipamentos da empresa, o aumento na compra de matérias-primas e a maior demanda por transporte, o município deve registrar um crescimento na arrecadação de ISS, o Imposto Sobre Serviços. “Enquanto Prefeitura, nossa função é proporcionar às empresas da cidade as condições necessárias para que cresçam, gerando mais empregos e investimentos para o município”, afirmou o prefeito Murilo Félix. CP Kelco A CP Kelco Brasil é uma empresa multinacional com sede em Londres, Reino Unido, e sua unidade de Limeira opera no setor de fabricação de ingredientes naturais para a preparação de alimentos. A companhia foi fundada em 1954, adquirida pelo Grupo Huber em 2004 e, em 2024, foi adquirida pelo Grupo Tate & Lyle.   Foto: Prefeitura de Limeira

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Dólar encosta em R$ 5,80 após novas ameaças de Trump

As ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, de novas elevações de tarifas comerciais fez o mercado financeiro passar da calmaria à turbulência. O dólar, que vinha caindo, voltou a subir e encostou em R$ 5,80. A bolsa de valores, que vinha em baixa, ampliou a queda e registrou o primeiro recuo semanal em 2025. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (7) vendido a R$ 5,793, com alta de R$ 0,029 (+0,51%). A cotação caiu na maior parte do dia, chegando a R$ 5,74 por volta das 12h50, mas subiu após a divulgação de uma matéria da Reuters que citava que Trump pretendia anunciar tarifas comerciais recíprocas. Apesar da alta desta sexta, a divisa caiu 0,73% na semana. Perto do fim da tarde, a cotação teve um novo impulso quando Trump anunciou a intenção de impor tarifas recíprocas ao lado do primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, em evento na Casa Branca. Por meio desse mecanismo, os Estados Unidos cobrarão o mesmo Imposto de Importação que os parceiros comerciais cobram sobre as mercadorias norte-americanas. O mercado de ações também teve um dia tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 124.619 pontos, com queda de 1,24%. O indicador operou estável no início da sessão, mas começou a cair ainda no fim da manhã, amplificando o recuo durante a tarde. Na semana, a bolsa brasileira caiu 1,2%. Uma eventual tarifa recíproca aumenta as expectativas de inflação nos Estados Unidos, o que interfere na cotação do dólar em todo o planeta por causa da possibilidade de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) eleve os juros da maior economia do planeta. Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil. *Com informações da Reuters Fonte: Agência Brasil Foto: Agência Brasil/Arquivo

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Cesta básica sobe nas capitais e já representa ao menos 40% do salário mínimo

Levantamento de preços de itens de consumo básicos nas capitais do país identificou aumento no custo da cesta básica em janeiro deste ano em 13 das 17 cidades pesquisadas. A maior alta foi em Salvador (6,22%), seguida por Belém (4,80%) e Fortaleza (3,96%). As quatro cidades onde houve redução no valor global dos itens foram Porto Alegre (-1,67%), Vitória (-1,62%), Campo Grande (-0,79%) e Florianópolis (-0,09%). O levantamento – realizado desde 2005 – é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A cesta básica mais cara foi cotada em São Paulo, onde os alimentos que a compõem custam R$ 851,82, 60% do salário mínimo oficial (R$ 1.518). Em janeiro, segundo o levantamento do Dieese, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.156,15. Estudo divulgado em dezembro pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que a renda média do trabalhador brasileiro foi de R$ 3.279,00 em outubro de 2024, dado mais atual disponível. Valores A comparação, segundo o Dieese, é possível “com base na cesta mais cara, que, em janeiro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência”. Em janeiro de 2024, deveria ter ficado em R$ 6.723,41 ou 4,76 vezes o valor vigente. A inflação dos últimos 12 meses, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 4,8%, valor próximo ao aumento indicado. As cidades do sul e sudeste estão entre as mais caras cotadas. Em Florianópolis, o valor médio da cesta básica foi de R$ 808,75, no Rio de Janeiro R$ 802,88, e, em Porto Alegre, R$ 770,63. Custo Curitiba, com R$ 743,69, Vitória com 735,31 e Belo Horizonte com R$ 717,51 completam o setor, mas foram superadas por Campo Grande (R$ 764,24), Goiânia (R$ 756,92) e Brasília (R$ 756,03). As capitais do Norte e Nordeste pesquisadas têm custos abaixo da metade do valor do salário mínimo. Em Fortaleza a cesta básica custou em média R$ 700,44, em Belém R$ 697,81, em Natal R$ 634,11, em Salvador R$ 620,23, em João Pessoa R$ 618,64, no Recife R$ 598,72 e em Aracaju R$ 571,43. A análise do Dieese liga o aumento da cesta básica ao comportamento de três itens principais: o café em pó, que subiu em todas as cidades nos últimos 12 meses; o tomate, que aumentou em cinco cidades, mas diminuiu em outras 12 nesse período, mas teve aumento acima de 40% em Salvador, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro, por conta das chuvas; e o pão francês, que aumentou em 16 cidades pesquisadas nos últimos 12 meses, o que se atribui a uma “menor oferta de trigo nacional e necessidade maior de importação, nesse cenário de câmbio desvalorizado”. O reajuste poderia ter sido maior, porém, foi contido por itens como a batata, que diminuiu em todas as capitais no último ano, o leite integral, que, apesar do reajuste durante o ano, teve queda em 12 cidades em dezembro, e o arroz agulhinha e o feijão preto, que têm caído de preço nos últimos meses por conta de aumento na oferta. Fonte: Agência Brasil Imagem:  Tânia Rêgo/Agência Brasil  

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