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Tag: economia

Gastos de brasileiros no exterior diminuem, mas chegam ao maior nível para fevereiro desde 2014

Os brasileiros que viajaram para o exterior gastaram US$ 1,57 bilhão (o equivalente a R$ 8,98 bilhões) em fevereiro, valor que representa o maior nível das despesas fora do país para o mês desde 2014. Os dados constam das Estatísticas do Setor Externo, divulgadas pelo Banco Central, nesta quarta-feira (26). Para efeito de comparação, em fevereiro do ano passado, os viajantes brasileiros gastaram US$ 1,36 bilhão (R$ 7,77 bilhões) em outros países. O saldo das viagens — diferença entre os gastos no exterior de viajantes brasileiros e os de estrangeiros no Brasil — ficou negativo em US$ 754 milhões (R$ 4,3 bilhões) em fevereiro. Historicamente, o volume gasto por brasileiros no exterior é maior do que o estrangeiro em solo brasileiro. Em 2024, os gastos dos brasileiros no exterior cresceram 35% em relação ao ano imediatamente anterior, totalizando US$ 19,67 bilhões, o equivalente a R$ 112,1 bilhões na cotação atual. Gastos dos estrangeiros Os estrangeiros desembolsaram US$ 823,1 milhões (R$ 4,69 bilhões) em solo nacional em fevereiro, um aumento em relação a janeiro, quando esses gastos foram de US$ 805,4 milhões (R$ 4,59 bilhões, na cotação atual). Para efeito de comparação, os estrangeiros gastaram 22,2% a mais no Brasil do que em fevereiro do ano passado, quando as despesas dos turistas no país foram de US$ 673 milhões (R$ 3,83 bilhões).   Fonte: R7 Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Greve dos auditores: entenda como paralisação pode impactar restituição do Imposto de Renda

A greve dos auditores fiscais da Receita Federal completa 121 dias nesta quarta-feira (26), colocando em risco o processo do Imposto de Renda 2025, além de causar atrasos no despacho aduaneiro. A paralisação também ameaça comprometer a meta fiscal do governo federal, ampliando os prejuízos para as contas públicas. Iniciada em 26 de novembro, a greve busca atendar três reivindicações da categoria. São elas: Reajuste do vencimento básico, que foi congelado em 2016, com exceção dos 9% concedidos em 2023; Pagamento integral do bônus de eficiência para ativos e aposentados; Destinação de recursos do Fundaf (Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização) para custear o plano de saúde da categoria. Segundo a Sindifisco Nacional, responsável pela categoria, 75 mil remessas expressas ficaram paradas nos terminais alfandegários e 500 auditores entregaram suas funções e cargos em comissão. Como forma de pressionar o governo, a categoria chegou a adotar em fevereiro, a medida “Desembaraço Zero”, suspendendo por 15 dias a liberação de mercadorias pela alfândega. A medida foi finalizada, e até o momento não houve diálogo entre as duas partes, o que continua ampliando os prejuízos para as contas públicas. Impactos no Imposto de Renda Em meio ao impasse com o governo federal, a mobilização dos auditores é responsável pelo prejuízo de R$ 3,5 bilhões no comércio exterior, devido à quebra de contratos internacionais, custos logísticos e taxas de armazenamento. Além dos atrasos nas operações aduaneiras, a greve também ameaça o prazo das restituições do Imposto de Renda. O governo federal liberou a entrega da declaração em 17 de março, mas o modelo pré-preenchida, que já tem informações preliminares dos contribuintes, será liberada apenas no dia 1º de abril. A versão simplificada é mais utilizada pelos brasileiros, pois ajuda o contribuinte a não cair na malha fina por erro de preenchimento. Com esse atraso, o sindicato alertou que as chances de preenchimento com erros, no período entre 17 de março e 1º de abril, são grandes. Como a correção dessas inconsistências exige a atuação precisa de um auditor, os prazos das restituições podem ficar comprometidos. O pagamento das restituições está previstos para começar em 30 de maio e encerrar em 30 de setembro. Em relação a um possível atraso devido à greve, o R7 entrou em contato com a Receita Federal, mas não obteve resposta. Impacto de R$ 14,6 bilhões na arrecadação federal A greve também impactou nas transações tributárias que estavam prestes a serem concluídas, mas foram suspensas e adiadas. Essa defasagem gerou um impacto direto de R$ 14,6 bilhões na arrecadação federal. Segundo o sindicato, esse montante só será recolhido aos cofres públicos após o fim da greve. Outro grande impacto da greve está na suspensão das atividades do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão responsável por julgar disputas tributárias entre empresas e a Receita Federal. De acordo com a Sindifisco, os conselheiros que participam das sessões de julgamento, deixaram de pautar processos em janeiro e fevereiro, que totalizam R$ 145 bilhões em disputas não analisadas. Meta fiscal em risco Na última sexta-feira (21), o presidente do Sindifsco e auditor fiscal, Dão Real, informou que a continuidade da greve, pode comprometer a meta fiscal e o arcabouço fiscal. “Nós sabemos que um trimestre inteiro parado tem um potencial enorme de comprometer a arrecadação e os planos de trabalho até o final do ano. Portanto, a urgência na solução do pleito é uma urgência para o governo”, pontua Dão. O anúncio foi feito um dia após o Congresso Nacional aprovar a Lei do Orçamento, que prevê a meta fiscal de déficit zero — com uma margem de tolerância de até R$ 31 bilhões, para mais ou para menos. A meta fiscal é o objetivo que o governo estabelece para controlar suas contas públicas em um determinado período. Segundo a Sindifisco, o impacto causado nos três primeiros meses do ano já se aproxima do déficit máximo permitido pela LOA.   Fonte: R7 Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

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Reforma tributária desonera investimentos e exportações crescerão 12%, diz Alckmin

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, destacou nesta terça-feira (25) o impulso da reforma tributária na economia ao abrir um seminário sobre as mudanças no sistema de recolhimento de impostos sobre o consumo na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, citou estudos que, no cenário conservador, apontam para um impulso em 15 anos de 12% da reforma no PIB (Produto Interno Bruto). Ele também frisou que, no mesmo período, a reforma deve gerar crescimento de 20% dos investimentos e de 12% das exportações. O presidente em exercício, ao lembrar que a reforma tributária simplifica cinco tributos, observou que as mudanças serão graduais. “O que é difícil exige gradualismo”, pontuou Alckmin. Ele acrescentou que, a partir da reforma, os investimentos não serão mais definidos pelos incentivos oferecidos pelos Estados, dado o fim da guerra tributária, mas sim pela maior eficiência da alocação de capital. Ele disse ainda que a reforma está “indo super bem”, sendo muito aceita pela sociedade. Em relação a novos investimentos, além do impulso da reforma, Alckmin disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em viagem oficial ao Japão para estimular uma parceria ao Mercosul. Em paralelo, a Letra de Crédito do Desenvolvimento, reafirmou hoje Alckmin, foi lançada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para reduzir as taxas de juros.   Fonte: R7 Foto: Júlio César Silva/MDIC

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Consórcio do Trem da República se reúne na Prefeitura de Itu para prestação de contas

Na última quinta-feira (20), o Citrem (Consórcio Intermunicipal do Trem da República), que conta com as cidades de Itu e Salto, realizou uma reunião para prestação de contas do Exercício de 2024, na sala do gabinete da Prefeitura de Itu. Na mesma ocasião, o prefeito Herculano Passos tomou posse como presidente do Citrem. Além do chefe do Executivo ituano, participaram o prefeito de Salto, Geraldo Garcia, vice-prefeito de Salto, Fábio Jorge, o presidente da Câmara de Itu, Neto Beluci, o vereador ituano Thiago Gonçales e os vereadores saltenses, Almir da Adega, Clayton Bispo e Henrique Balseiros.   Foto: Prefeitura de Itu

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Tarifaço de Trump: Alckmin sugere cota e diz que vai avançar nas negociações

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (24) que sugeriu ao governo dos Estados Unidos a aplicação de “adensamento de cadeia”, ou seja, um agrupamento dos produtos exportados entre os países, inclusive com cotas específicas. Durante evento, afirmou que a orientação de Luiz Inácio Lula da Silva é “avançar nas negociações” e o objetivo é “ganha-ganha”. “A relação do Brasil com os Estados Unidos tem 200 anos, é uma relação secular. O Brasil não é problema para os Estados Unidos. Os Estados Unidos têm superávit na balança comercial com o Brasil, tanto no setor de serviços como no setor de bens. Nos 10 produtos que os EUA mais exportam para nós, 8 têm tarifa zero. A tarifa final média é 2,7%. Eu tive uma conversa com o secretário [de Comércio dos EUA, Howard] Lutnick e com o embaixador, expus as questões e coloquei que deveríamos aproveitar novas oportunidades para fazer um adensamento de cadeia para fazer uma complementaridade econômica”, disse Alckmin. “No caso do aço, os EUA aumentaram em 25% não só para o Brasil, mas para o mundo todo. No caso do aço, nós somos o terceiro comprador do carvão siderúrgico americano. Fazemos o semi-elaborado e vendemos para os EUA, que fazem o elaborado. É uma complementação de cadeia. Uma hipótese é a cota. Anteriormente o tributo era 18%, mas tinha cota. Enfim, são negociações que estão ocorrendo e nós defendemos o ganha-ganha”, completou. As declarações foram dadas por Alckmin durante evento em que participou de forma remota. De acordo com o presidente em exercício, o “empenho é avançar nas negociações”. As conversas entre o Brasil e os Estados Unidos foram iniciadas recentemente a fim de debater a aplicação de uma tarifa de 25% na importação de aço e alumínio. A estimativa é que o Brasil perca o equivalente a US$ 1,5 bilhão nas exportações. O governo brasileiro decidiu não retaliar de imediato os Estados Unidos após a implementação de uma tarifa de 25% sobre importações de aço e alumínio do Brasil — tarifação que entrou em vigor último dia 13. O Brasil, que é o segundo maior fornecedor de aço para o mercado americano, teve vendas de quase R$ 19 bilhões no ano passado com os produtos. A taxação de 25% sobre importações de aço e alumínio pode gerar dificuldades para o setor siderúrgico brasileiro, já que o Brasil “não tem outro parceiro para vender” os metais — países da Europa enfrentam recessão, e a China, que tem uma grande produção de aço, exporta apenas minério de ferro do país. As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre aço e alumínio importados devem ter pouco impacto no PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, avalia o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Entretanto, a taxa de 25% sobre os metais pode impactar o setor no país, com queda de produção de 2,19%, contração de 11,27% das exportações e redução de 1,09% das importações.   Fonte: R7 Foto: Cadu Gomes/VPR

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Preço do etanol cai em 12 estados, sobe em 8 e no DF e fica estável em 6, diz ANP

Os preços médios do etanol hidratado caíram em 12 estados, subiram em 8 e no Distrito Federal e ficaram estáveis em 6 na semana de 16 a 22 de março. Os dados são da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Nos postos pesquisados pela agência em todo o país, o preço médio do etanol ficou estável na comparação com a semana anterior, a R$ 4,36 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média subiu 0,24% no período, para R$ 4,19 o litro. A maior alta percentual na semana, de 3,31%, foi registrada em Rondônia, onde o litro passou a custar R$ 5,30. A maior queda no período, em Mato Grosso, foi de 2,16%, para R$ 4,08 o litro. O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,25 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,36, foi observado em Santa Catarina. Já o menor preço médio estadual de R$ 4,08, foi registrado em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amazonas, de R$ 5,48 o litro. Competitividade O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em quatro estados na semana de 16 a 22 de março. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 68,66% ante a gasolina no período, portanto favorável em comparação com o derivado do petróleo. Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado. O etanol é mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados: Mato Grosso (64,86%) Mato Grosso do Sul (66,56%) Paraná (68,83%) São Paulo (67,80%)   Fonte: R7 Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Dilma Rousseff é reeleita para comandar o Banco dos Brics por mais cinco anos

A ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, foi reeleita para um novo mandato de cinco anos à frente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês), instituição financeira do grupo dos Brics. O anúncio foi feito neste domingo (23) durante a reunião anual do Fórum de Desenvolvimento da China, em Pequim. Segundo Dilma, a recondução ao cargo foi aprovada por unanimidade. O mandato anterior estava previsto para terminar em 6 de julho deste ano. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi um dos líderes mundiais que manifestaram apoio à permanência da ex-presidente brasileira no comando do banco. Em seu discurso no evento, Dilma destacou avanços em projetos de cooperação entre Brasil e China, incluindo a ferrovia transoceânica, que pretende reduzir os custos de exportação entre os dois países. A presidente do NDB também elogiou a política econômica da China e ressaltou a importância do desenvolvimento do “sul global”. Ela citou a empresa chinesa DeepSeek como um exemplo de competição bem-sucedida no mercado global. “Não é fácil tirar tantas pessoas da pobreza e, como sei que no meu próprio país, o Brasil, estamos tentando fazer o mesmo, sei que é um desafio enorme. Igualmente impressionante é a transformação da China, de uma fábrica do mundo para um centro de inovação, gradualmente se tornando uma liderança global em ciência, tecnologia e inovação”, afirmou Dilma. A liderança do NDB segue um sistema de rodízio entre os países fundadores do banco — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Criado formalmente em 2015, o banco tem o objetivo de financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos países-membros. A reeleição de Dilma também foi comemorada no Brasil. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, parabenizou a ex-presidente em suas redes sociais: “Parabéns, presidenta Dilma Rousseff, pela recondução à presidência do Novo Banco de Desenvolvimento. Sob sua direção, o Banco dos Brics vem cumprindo importante papel no desenvolvimento de nossos países”, escreveu.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Professores da rede estadual de SP aprovam greve a partir de 25 de abril pedindo reajuste salarial

Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram nesta sexta-feira (21) aprovar greve em 25 de abril como forma de pressionar o Governo de São Paulo por reajuste salarial. No mesmo dia, uma assembleia vai decidir se a greve se estende por tempo indeterminado. Ao R7, a Secretaria de Educação disse que mantém diálogo permanente com a categoria (leia a nota completa mais abaixo). “Em assembleia realizada na sexta-feira, 21/03, em frente à SEDUC, professores aprovaram intensificação da mobilização, rumo à greve da categoria em 25/04, por tempo indeterminado”, anunciou o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo nas redes sociais. “Professores e professoras denunciam e lutam contra o assédio moral, autoritarismo, baixos salários, plataformização, desrespeito, contra escolas cívicos militares, privatização das unidades, entre outros”, acrescentou a instituição. A principal reivindicação da categoria é a aplicação imediata do reajuste de 6,27% do piso salarial nacional no salário-base, com repercussão em toda a carreira. Veja outras exigências dos professores: Reajuste imediato de 6,27% no salário base, referente à atualização do Piso Salarial Profissional Nacional, para todos os professores, ativos e aposentados, com impacto na carreira; Descongelamento do reajuste de 10,15%, garantido por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2017, mas ainda não concedido pelo governo estadual; Atribuição de aulas justa, presencial e transparente. Plano de reposição do poder de compra dos salários dos docentes; Climatização das salas de aula em toda a rede estadual, diante das sucessivas ondas de calor que afetam alunos e professores. Reabertura de classes fechadas (sobretudo no noturno), direito dos professores se alimentarem nas escolas, contratação direta pelo Estado dos professores e demais profissionais da educação especial, sem terceirização. O que diz a Secretaria de Educação A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) mantém diálogo permanente com a categoria. Após dez anos sem concursos no estado, a atual gestão realizou um certame para a contratação de professores do Ensino Fundamental e Médio, e aprovou 15 mil novos profissionais. Os primeiros selecionados já estão atuando em diferentes regiões do estado. Todos os docentes da rede estadual que ingressaram na nova carreira contam com salário inicial de R$ 5,3 mil para uma jornada de 40 horas semanais, valor superior ao piso nacional da categoria. Em relação à climatização, a atual gestão ampliou em quase 80 vezes o número de escolas climatizadas em todo o estado. Estão sendo investidos cerca de R$ 350 milhões no projeto, que é implementado em etapas, priorizando as unidades escolares localizadas nas regiões mais quentes do território paulista. Fonte: R7 Foto: Divulgação/@apeoespimprensa

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Emendas parlamentares terão R$ 50,4 bilhões em 2025, orçamento maior que o de 32 ministérios

Após três meses de atraso, o Congresso Nacional aprovou nesta semana o Orçamento de 2025. A proposta, que ainda precisa da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevê R$ 50,4 bilhões para emendas parlamentares, verba que supera os valores reservados para 32 dos 38 ministérios do governo federal. Os recursos destinados às emendas são superiores aos orçamentos de ministérios como os dos Transportes (R$ 29 bilhões), Cidades (R$ 18 bilhões) e Justiça (R$ 22 bilhões). Recursos destinados a emendas parlamentares para 2025 – Luce Costa/Arte R7 Os valores de emendas parlamentares cresceram 425% em uma década, consolidando o poder do Legislativo sobre a destinação de recursos públicos. Veja a evolução: 2015: R$ 9,6 bilhões 2016: R$ 9 bilhões 2017: R$ 15 bilhões 2018: R$ 11,7 bilhões 2019: R$ 13,5 bilhões 2020: R$ 35,9 bilhões 2021: R$ 33,7 bilhões 2022: R$ 35,6 bilhões 2023: R$ 36,3 bilhões 2024: R$ 47,8 bilhões 2025: R$ 50,4 bilhões Falta de transparência e questionamentos no STF Do total das emendas, 77% são impositivas, ou seja, o governo é obrigado a pagá-las. Já os recursos não obrigatórios fazem parte das negociações políticas e incluem as emendas de comissão, cuja destinação tem sido questionada no STF (Supremo Tribunal Federal). O ministro Flávio Dino deu prazo de dez dias para que a Câmara dos Deputados, o Senado e a AGU (Advocacia-Geral da União) se manifestem sobre novas regras recentemente aprovadas pelo Congresso, que permitem a omissão da identidade dos autores de emendas coletivas. O relatório final, elaborado pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA), confirmou a destinação de R$ 11,5 bilhões para essas emendas, que são consideradas um instrumento de barganha política. Líder do governo no Congresso defende aprovação O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, afirmou que a aprovação do Orçamento destrava recursos que estavam bloqueados e permite que o Executivo tenha à disposição toda a peça orçamentária. “[Destrava] tudo o que estávamos com impedimento, os servidores que não estavam conseguindo ter o reajuste. O governo deixa de estar executando com 1/4 do Orçamento e passa a ter toda a peça orçamentária à sua disposição para execução”, declarou. Sobre possíveis vetos do presidente Lula, Randolfe afirmou que apenas ajustes técnicos poderão ser feitos, mas que a estrutura geral do Orçamento será mantida. “Só não será sancionada nesta semana porque deve passar pelo crivo técnico do governo, mas tão logo o presidente retorne da viagem ao Japão, o próprio presidente sancionará ou, no caso, o vice-presidente, no exercício [da Presidência]. Mas não demorará para a peça ser sancionada pelo governo”, afirmou.   Fonte: R7 Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

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Consignado CLT: Marinho recomenda cautela antes de tomar empréstimo

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou a abrangência do novo do Programa Crédito do Trabalhador na Carteira Digital de Trabalho, que entrou no ar nesta sexta-feira (21). O novo programa promete facilitar e baratear os juros do empréstimo consignado (com desconto no salário) a mais de 47 milhões de trabalhadores registrados com carteira assinada (CLT) do setor privado no país. “No início do governo, o presidente disse que é preciso democratizar o acesso ao crédito, chegar a todos os trabalhadores e trabalhadoras. Essa modalidade [agora] é para você, que é trabalhadora doméstica, assalariado com carteira assinada. Todos os trabalhadores que têm carteira assinada, o assalariado rural, mesmo que seja de pessoa física. E o assalariado do MEI”, afirmou o ministro em entrevista ao programa A Voz do Brasil, produzido pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação). Apesar da facilidade de obter ofertas mais vantajosas de empréstimo pessoal, Marinho afirmou que os trabalhadores não precisam ter pressa e busquem o máximo possível de propostas, compare todas, e só feche negócio após análise criteriosa. “Tenha paciência, só tome [empréstimo] em caso de extrema necessidade, para trocar uma dívida cara para uma mais barata ou fazer um belo investimento que você esteja precisando”, ponderou. Até as 17h45, segundo dados repassados pelo próprio ministro, foram simulados pouco mais de 15 milhões de pedidos de empréstimos, por meio do aplicativo e do site Carteira de Trabalho Digital, que tem 68 milhões de trabalhadores cadastrados. Desse total, 1,5 milhão solicitou propostas aos bancos e cerca de 1,4 mil contratos já foram fechados. Entenda Criado por medida provisória no dia 12, o Programa Crédito do Trabalhador na Carteira Digital de Trabalho abrange empregados da iniciativa privada com carteira assinada, incluindo empregados domésticos, trabalhadores rurais e contratados por MEI (Microempreendedores individuais). A nova modalidade permite que o trabalhador autorize o compartilhamento de dados do eSocial, sistema eletrônico que unifica informações trabalhistas, para contratar crédito com desconto em folha. Com o novo programa, mais de 80 bancos e instituições financeiras poderão ter acesso ao perfil de trabalhadores com carteira assinada por meio do eSocial, sistema eletrônico obrigatório que unifica informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais de empregadores e empregados de todo o país. Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), o volume de crédito consignado privado poderá triplicar, passando de R$ 39,7 bilhões em 2024 para mais de R$ 120 bilhões neste ano. Monitoramento Com a promessa de que os juros podem cair a menos da metade do que é praticado atualmente, em média, o novo consignado para CLTs não tem limite do teto de juros que os bancos podem cobrar, como ocorre no consignado de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social). Segundo Luiz Marinho, caso sejam constatados abusos nas cobranças, o governo poderá adotar medidas rígidas. “O que vai determinar [a taxa de juros] é o perfil do empregador e do trabalhador, tempo de contrato, tamanho da empresa. Vamos monitorar, se observarmos que tem abuso, é possível, no futuro, estabelecer um teto, se os bancos estiverem abusando”, observou.   Fonte: R7 Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

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