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Tag: economia

Navio da BYD chega ao Brasil com novos modelos e mais de 5 mil carros importados

Um imenso navio da BYD chegou ao porto de Aracruz, no Espírito Santo, trazendo uma carga de aproximadamente 5.500 carros da marca chinesa. Com 38 metros de largura e 200 metros de comprimento, o navio tem capacidade para transportar até 7 mil veículos. Esses carros foram importados devido ao fato de que a fábrica da BYD, localizada em Camaçari, na Bahia, ainda não iniciou suas operações. Entre os modelos trazidos, além dos mais conhecidos pelos brasileiros, destaca-se o BYD Denza B5, um veículo de luxo com estilo de jipe, motor de 686 cavalos de potência (CV) e autonomia de 1.200 quilômetros, que promete chamar a atenção no mercado nacional.

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Indústria paulista dobra investimentos com destaque para o setor automotivo

Os investimentos na indústria paulista dobraram nos últimos três anos, atingindo R$ 82,7 bilhões no período de 2022 a 2024, mostra a Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo (Piesp), da Fundação Seade. O principal responsável por esse crescimento foi o setor automotivo, com investimentos que mais que triplicaram nesse período. “A indústria automotiva tem investido fortemente na ampliação e modernização de suas fábricas, especialmente para o desenvolvimento de veículos híbridos e elétricos, acompanhando as tendências mundiais de sustentabilidade e inovação”, afirma Margarida Kalemkarian, pesquisadora da Fundação Seade. Entre os destaques estão as montadoras como Volkswagen, Toyota e Great Wall Motors (GWM), que juntas somam mais de R$ 34 bilhões em novos aportes. As empresas têm apostado principalmente na modernização de fábricas e no lançamento de veículos mais eficientes e sustentáveis. Investimentos em expansão Além do setor automotivo, outras áreas da indústria também registraram aportes expressivos. O segmento de celulose e papel recebeu ao todo R$ 8,3 bilhões, com destaque para a Bracell. Já o setor de bebidas contou com R$ 2,5 bilhões, impulsionado em grande parte pela ampliação e modernização das unidades da Heineken em Jacareí, Araraquara, Itu e Campos de Jordão. No período analisado, a Região Administrativa de Campinas foi a que mais recebeu investimentos industriais (R$ 26,7 bilhões), seguida pela RA de Sorocaba (R$ 14,8 bilhões), RA de Bauru (R$ 9 bilhões) e Região Metropolitana de São Paulo (R$ 6,7 bilhões). Já os investimentos inter-regionais (sem especificação de valor para cada região) totalizaram R$ 21,2 bilhões. Esses investimentos reforçam a importância do Estado de São Paulo como um dos principais polos industriais do Brasil, promovendo inovação, geração de empregos e fortalecimento econômico. Mais informações no link: https://investimentos.seade.gov.br/integra/?analise=automotiva-impulsiona-investimentos-na-industria-paulista Sobre o Seade Há mais de 40 anos, o Sistema Estadual de Análise de Dados é referência nacional na produção e disseminação de análises e estatísticas socioeconômicas e demográficas do Estado de São Paulo.   Foto: Governo de SP

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Alta mundial do cacau impacta custos do chocolate e vendas da Páscoa

O aumento do custo do cacau em nível mundial, de cerca de 180% em dois anos, está refletindo no valor dos produtos para a Páscoa e para a produção permanente do setor. A alta da fruta se concentrou no segundo semestre do ano passado, em decorrência da quebra de safra nos grandes produtores africanos. A instabilidade no setor deve se manter também nesta temporada, com o maior produtor, Costa do Marfim, ainda enfrentando impacto significativo de ondas de calor e da seca. “Isso vai influenciar o desenvolvimento da planta, a brotação e a formação dos frutos, e com isso uma menor oferta”, explicou Letícia Barony, assessora técnica da comissão nacional de fruticultura da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Em Gana, segundo maior produtor, Letícia avalia que há um cenário de tendência de recuperação na produção, com o governo divulgando indicadores para um cenário de colheita atrativo, que pode levar a um reequilíbrio para a oferta. No Brasil, a perspectiva é de aumento de safra, após quedas sucessivas. O país é atualmente o sexto maior produtor mundial de cacau, com mais de 90% da produção nos estados do Pará e Bahia, com uma produção anual de 300 mil toneladas por ano. A gente percebe, ainda assim, muita volatilidade e incerteza dentro do mercado, tanto em relação à oferta, quanto em relação à demanda e principalmente aos preços que esses produtos serão ofertados. Isso pega toda a cadeia de valor, não só na amêndoa de cacau, mas nas indústrias moageiras, indústrias de derivação e também na disponibilização desses produtos ao consumidor”, analisa a assessora técnica da CNA. Para a Confederação, a perspectiva é de aumento das safras neste e no próximo ano, com o resultado dos investimentos em áreas não tradicionais de cultura cacaueira, como o cerrado baiano, no oeste do estado, onde o cultivo ocorre a pleno sol, com irrigação e uso intensivo de tecnologias. São Paulo e o norte de Minas são outras possibilidades de áreas de cultivo, além da consolidação da recuperação das culturas da Bahia e do Pará. Outra tendência é o aumento do processamento do cacau no país, gerando produtos com maior valor agregado tanto para o mercado externo quanto para o interno. Retração O setor de chocolates prevê uma retração de cerca de 20% na quantidade total de ovos de Páscoa produzidos neste ano, em relação à produção do ano passado. Apesar dessa diminuição, a expectativa da Abicad (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados) é de contratação de pouco mais de 9,6 mil trabalhadores temporários, 26% a mais do que em 2024, com expectativa de 20% serem efetivados. Segundo a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), os preços dos ovos de chocolate e produtos relacionados (bombons, miniovos, coelhos e barras) tiveram aumento médio de 14%, e as colombas ficaram 5% mais caras neste ano. Para lidar com o aumento de custos, o setor usa como estratégia a diversificação de portfólio, com produtos menores e mais variados. Como o chocolate não é um produto essencial, como o arroz ou uma proteína (ovo, carne ou equivalente vegetal) seu consumo pode ser diminuído ou evitado mais facilmente. Com isso o preço tem um limite, a partir do qual a demanda começa a cair. Adaptações O aumento na matéria prima já é sentido nos produtos, tanto no atacado quanto no varejo. Enquanto redes populares já exibem ovos de Páscoa acima de R$ 70, pequenos produtores têm de pesquisar fornecedores e buscam maior variedade de produtos para aproveitar a data, tradicionalmente a melhor do ano para os chocolateiros. A chef Dayane Cristin colocou a pesquisa como um elemento estratégico de sua produção. Moradora de Osasco, na grande São Paulo, ela pesquisa em três grandes lojas da região, semanalmente, o chocolate e as outras matérias primas para sua produção de trufas e outros doces. Com barras de 2,5 kg, ela confecciona uma média de 1.250 trufas por semana, que vende no transporte público, de segunda a sábado. Com a alta dos preços, ela teve que aumentar o tempo despendido com os orçamentos. “Eu vou cotando, o preço do chocolate tem aumentado, e em alguns lugares produtos como o chocolate branco estão em falta. Eu tenho me organizado, comprado em grande quantidade e com isso consigo um valor menor”, nos conta Cristin. Mesmo com o esforço ela teve de aumentar o valor das trufas no começo deste ano, de R$ 3 para R$ 4. Além do chocolate, outros produtos que usa, como o leite condensado e o creme de leite, tiveram altas consideráveis no último ano, assim como as frutas. A incerteza sobre os preços levou a Dayane a segurar a tabela de valores para a Páscoa, que saiu apenas esta semana. “Muitos clientes já pediam, mas eu esperei pois teve um aumento significativo [nos custos]. As caixas dos ovos estão muito caras, no meu caso eu vendo muito mais em ovo de colher. Minha meta esse ano é em torno de R$ 15 a R$ 20 mil, em ovos”, conta a chef, que apesar das dificuldades está bem animada com a data. Tecnologia Letícia Barony, da CNA, avalia que o setor tem conseguido melhorias sensíveis em tecnologias ao longo da cadeia, resultando em ganhos de produtividade, seja para os grandes produtores, seja para as áreas menores. As técnicas de produção que respeitam a qualidade ambiental e a qualidade de vida para o produtor e para os trabalhadores envolvidos se destacam em processos como a quebra do cacau, a fermentação e a armazenagem. “São pontos cruciais para que a gente tenha maior eficiência no uso da mão-de-obra, maior eficiência do processo como um todo e também melhor qualidade para melhor posicionamento de mercado desse produto, na comercialização”, complementa. Estes avanços tecnológicos se refletem inclusive na política externa brasileira. A ApexBrasil (Agência de Promoção de Exportações e investimentos) participou de uma missão à África, passando pela Costa do Marfim, Gana e Nigéria, a convite do Itamaraty e com participação do Ministério da Agricultura e Pecuária, além de representantes de 40 empresas nacionais do setor.

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Prévia da carga tributária sobe para 32,32% do PIB em 2024

A prévia da carga tributária (peso dos impostos e demais tributos sobre a economia) subiu para 32,32% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2024, divulgou nesta sexta-feira (28) o Tesouro Nacional. Em 2023, o mesmo indicador tinha atingido 30,26%, diferença de 2,06 pontos percentuais. Segundo o Tesouro, vários fatores pesaram para o aumento da carga tributária. O principal foi o crescimento da economia, que aumentou a arrecadação dos tributos sobre bens e serviços em 0,81 ponto percentual do PIB em nível federal no ano passado. Somente a arrecadação da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), tributo diretamente ligado às vendas, subiu 0,42 ponto. No caso da alta do dólar, os preços mais caros das mercadorias importadas ajudaram a reforçar a arrecadação do PIS (Programa de Integração Social), da Cofins e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). O fim da isenção de PIS/Cofins sobre o diesel e o gás de cozinha, que voltaram às alíquotas normais em janeiro de 2024, também influenciaram a comparação. Outro fator que ajudou a elevar a carga tributária foi o aumento de 0,5 ponto percentual do PIB na arrecadação de tributos relacionados à renda, ao lucro e a ganhos de capital. A principal medida foi a tributação dos fundos exclusivos e das offshores, empresas de investimento no exterior, que entrou em vigor no fim de 2023.. Em 2024, a arrecadação da IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) subiu 0,38 ponto percentual do PIB. As receitas com a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) avançaram 0,06 ponto percentual. Em âmbito estadual, a receita do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), tributo que mais arrecada no país, aumentou 0,46 ponto percentual do PIB em 2024. Segundo o Tesouro Nacional, isso se deve ao fim da desoneração sobre combustíveis e à recuperação da economia, que impulsionou as vendas. Na esfera municipal, a receita do ISS (Imposto sobre Serviços) subiu 0,09 ponto percentual do PIB, impulsionada pelo crescimento de 3,1% no volume de serviços em 2024. Esferas de governo A carga tributária do governo federal subiu 1,5 ponto percentual em 2024, de 19,93% para 21,43% do PIB. O peso dos impostos estaduais avançou 0,45 ponto, de 7,58% para 8,03% do PIB. Nos governos municipais, a arrecadação de impostos subiu 0,11 ponto percentual, de 2,28% para 2,39% do PIB, puxada por aumentos no IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). Classificação econômica Ao somar os três níveis de governo (federal, estadual e municipal), os impostos sobre bens e serviços subiram 1,37 ponto percentual do PIB em relação a 2023, passando de 12,54% para 13,91%. Em seguida estão os impostos sobre renda, lucros e ganhos de capital, com 9,09% do PIB, alta de 0,5 ponto em relação ao ano anterior. A arrecadação dos impostos sobre a propriedade subiu 0,01 ponto, de 1,7% para 1,71% do PIB. A receita dos impostos sobre a folha de pagamento e a mão de obra caiu 0,01 ponto, de 0,31% para 0,3% do PIB. Por causa da alta do dólar, os impostos sobre o comércio externo e as transações internacionais avançaram 0,13 ponto, de 0,53% para 0,66% do PIB. O peso das contribuições sociais sobre o PIB subiu de 6,59% para 6,65% do PIB. A alta de 0,06 ponto percentual foi motivada principalmente pela arrecadação da contribuição para a Previdência Social, que subiu de 5,23% para 5,29% do PIB, puxada pela recuperação do mercado de trabalho. Todo mês de março, o Tesouro divulga uma estimativa própria da carga tributária do ano anterior. Segundo o Ministério da Fazenda, a elaboração de uma prévia da carga tributária é necessária porque os dados são incluídos na prestação de contas da Presidência da República. O número oficial, divulgado pela Receita Federal, só sai ao longo do segundo semestre.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Haddad diz que governo não pretende mudar regras do arcabouço fiscal

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta-sexta-feira (28), em São Paulo, que o governo não pretende mudar as regras estabelecidas pelo arcabouço fiscal, que define um teto e um controle de gastos. “Nós não pretendemos mudar o desenho da política [econômica]. Na minha opinião, essa é uma combinação virtuosa entre uma meta de déficit primário combinada com uma regra de gastos”, disse o ministro durante a Arko Conference, realizada na sede da Galapagos Capital, em São Paulo. “Nós estamos falando de uma economia que reage e que vem reagindo muito às políticas públicas que estão sendo retomadas e o tudo que a gente quer demonstrar é que o Brasil tem condição de crescer a taxas próximas à média mundial, sem grandes pressões internacionais”, afirmou Haddad. “Nós estamos crescendo bem, em uma média de 3,3%”, destacou. “A gente entendeu que, em virtude das pressões, a gente moderou um pouco o ritmo do crescimento, mas nada que lembre o que acontece mundo afora, quando você faz um ajuste super-ortodoxo e recessivo, que acaba prejudicando a trajetória da própria dívida em função do buraco que se abre nas contas públicas. Nós entendemos que o caminho mais correto de reconstruir o superávit primário é o caminho da moderação”, completou. De acordo com Haddad, essa política econômica será mantida pelo governo sem “medidas exóticas” e com finalidade eleitoral. “Não vamos inventar nada. Não é do feitio do presidente Lula inventar nada exótico por razões eleitorais. Ele vai fazer o que está convicto que tem que fazer”, afirmou.. O ministro da Fazenda reforçou que o governo segue comprometido em perseguir as metas fiscais e afirmou que a taxa de juros do país, que está em sua visão “ultra restritiva”, vai cumprir o papel de controlar a inflação e esfriar a economia. “Não vejo nenhuma razão para surpresa. Nós vamos manter o curso da nossa política, cumprindo as metas, buscando as metas e entendendo que esse é o caminho”. Caged Durante o evento, o ministro comentou os dados referentes ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, e que revelaram a abertura de mais de 431 mil vagas formais de trabalho em fevereiro. De acordo com ele, esse resultado não demonstra aquecimento na economia, como vem sendo especulado e temido pelo mercado, mas seria um reflexo da expectativa de se obter uma super safra neste ano. “As pessoas precisam se lembrar que quando você tem super safra, em fevereiro ou março, você contrata todo mundo. Você vai ter uma safra para transportar em poucos meses, então você terá uma super contratação de transporte e de mão de obra, funciona assim no Brasil”, explicou. Desvalorização do dólar Ao falar a investidores, o ministro comentou também sobre sua expectativa de que ocorra uma desvalorização global do dólar neste ano, em meio às reformas que estão sendo colocadas em práticas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Eu posso errar no timing, mas dificilmente na peça. Não consigo enxergar equilíbrio ali na economia americana sem alguma desvalorização do dólar. Eu não consigo ver por onde o equilíbrio vai acontecer sem o dólar passar por algum processo de desvalorização. Não acho que tarifa vai resolver. Não acredito que tarifa resolva ali. Pelo contrário, acredito que a tarifa possa agravar a situação”, afirmou. Se isso vier a ocorrer, ressaltou Haddad, o trabalho do Banco Central para conter a inflação pode se tornar mais fácil. “Talvez a gente consiga ver, já neste ano, uma desvalorização do dólar, mesmo que o juro não caia tanto quanto previsto. Se isso for verdade, vai aliviar para o Banco Central. A pressão sob o Banco Central vai diminuir e nós podemos ter uma reacomodação”, disse. Tarcísio Haddad também comentou sobre o julgamento do ex-presidente da República Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). Pela manhã, no mesmo evento do qual participou, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, havia afirmado que o julgamento corria o risco de virar uma “anarquia institucional” e que isso poderia ocupar o espaço de outras agendas importantes, dificultando o desenvolvimento do país. Em resposta, o ministro da Fazenda falou que ele e o governador de São Paulo têm posições bastante divergentes sobre o assunto. “Tem uma diferença de cultura. Para mim, esse debate é relevante. Não acredito que não seja um tema correto julgar um presidente que tenha tido o comportamento que o Bolsonaro teve. Talvez para o Tarcísio não seja relevante o ambiente ser democrático ou não ser democrático, até porque eu não sei qual a opinião dele sobre a ditadura militar até hoje”, afirmou. “Acredito que ele deva ser favorável pela formação e proximidade que ele tem com Bolsonaro. Mas para mim, que sou professor de ciência política, a coisa mais relevante do mundo é minha liberdade. Nada é mais relevante do que a liberdade de cada cidadão brasileiro. Nada. Viver sob a ditadura é uma coisa séria”, completou. Para o ministro da Fazenda, o julgamento de Bolsonaro pelo crime de tentativa de golpe no Brasil é fundamental para o país e não vai desviar a atenção do governo de sua agenda econômica. “Para mim, desviar atenção é o que eles fazem nas redes sociais, falando besteira o tempo todo, inventando fake news, inventando coisa. Para mim, o relevante é discutir a atitude das pessoas, sobretudo investidas do cargo de ministro, de presidente, de governador. Me parece muito equivocado querer varrer para baixo do tapete o que aconteceu no Brasil. Isso é muito grave e eu não considero que isso seja para desviar a atenção coisa nenhuma”, destacou. Crédito consignado Em conversa com jornalistas após participar do evento na capital paulista, Haddad comentou ainda sobre o consignado privado. Para o ministro, a grande procura pelo consignado privado que vem sendo observado nos últimos dias não significa que o endividamento esteja aumentando, mas que as pessoas têm buscado essa proposta para trocar a dívida que já possuem por uma taxa mais baixa. “Obviamente que o trabalhador que não tem dívida, depois vai também

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Inflação do aluguel desacelera, mas contratos com vencimento em abril terão alta de quase 9%

O IGP-M (Índice Nacional de Preços – Mercado), indicador responsável pelo reajuste da maior parte dos contratos de aluguel no Brasil, desacelerou em março, registrando uma variação de 0,34% em relação a fevereiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas). Com a variação, o índice acumula alta de 0,99% no ano e de 8,58% nos últimos 12 meses. O resultado mostra que os contratos atrelados ao indicador com vencimento em abril de 2025 sofrerão reajustes. Na prática, os inquilinos que pagam mensalmente um aluguel de R$ 1.500 passarão a ter que desembolsar R$ 1.628,70 (+R$ 128,70) todos os meses para seguir morando no mesmo imóvel. Para evitar o reajuste significativo, a dica é renegociar o aumento diretamente com o proprietário do imóvel. Índice de reajuste do aluguel O inquilino deve estar atento ao indicador de reajuste que está no contrato de locação, porque, depois da pandemia da Covid-19, muitas negociações passaram a usar o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país, como indexador nos novos contratos. O cálculo do IGP-M leva em conta a variação de preços de bens e serviços, bem como de matérias-primas utilizadas na produção agrícola e industrial e na construção civil. Por isso, a variação é diferente daquela apresentada pela inflação oficial, que calcula os preços com base em uma cesta de bens determinada para famílias com renda de até 40 salários mínimos. Brasileiro precisa trabalhar 1 mês e meio para pagar aluguel No início do mês, o R7 mostrou que os brasileiros que recebem um salário mínimo precisam trabalhar em média 44 dias para pagar o aluguel. O levantamento foi feito com base nos dados do Índice FipeZAP, que monitora o preço cobrado na locação em 36 cidades. Segundo o estudo, um imóvel de 45m², semelhante ao do Minha Casa, Minha Vida, custava em média R$ 2.062,35 em 2024. Em contrapartida, o salário mínimo recebido pelo trabalhador era de R$ 1.412. Os dados levantados pela reportagem demonstraram uma redução no impacto do aluguel na renda do trabalhador desde 2015. Naquele ano, o valor médio de um imóvel de 45m² era R$ 1.498,95, o equivalente a 57 dias de trabalho. Segundo dados do Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2022, um em cada cinco brasileiros (20,9%) moram em residências alugadas.   Fonte: R7 Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Marcos Pereira comenta entrega da 30ª Agenda Legislativa da Indústria ao Congresso Nacional

Na noite desta quarta-feira (26), o deputado federal e presidente do Republicanos, Marcos Pereira participou do programa RFNews, da RFTV, e comentou sobre a entrega da 30ª Agenda Legislativa da Indústria ao Congresso Nacional, que aconteceu em Brasília. Elaborada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a agenda apresenta ao parlamento as pautas legislativas prioritárias para o setor industrial. De acordo com o deputado, o foco principal é a desburocratização, com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios no Brasil, uma demanda que o setor produtivo como um todo já possui, especialmente em relação à reforma tributária, que atualmente está em fase de regulamentação no país. Marcos Pereira recordou de sua época como Ministro de Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil, destacando que esse pedido é antigo. O setor reivindicava a desburocratização do sistema tributário e da burocracia em geral, o que, segundo ele, poderia contribuir para o aumento da competitividade. “Gerando mais competitividade, as indústrias têm condições de gerar mais empregos e renda. Os governos são apenas indutores e não podem atrapalhar esse processo”, afirmou o deputado. Por fim, ele ressaltou que continuará atento às pautas desta agenda, com o objetivo de promover mais empregos, renda e um ambiente mais competitivo no país.  

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Dinheiro esquecido do fundo PIS/Pasep tem 25 mil solicitações que serão pagas nesta sexta (28)

A Caixa começa nesta sexta-feira (28) o pagamento do ressarcimento das cotas do extinto fundo do PIS/Pasep. Cerca de 25 mil beneficiários já efetuaram a solicitação ao banco e, caso tenham direito, irão receber neste primeiro lote. O ressarcimento pode ser pedido pelas pessoas que trabalharam com carteira assinada ou como servidor público entre 1971 e 1988 e ainda não realizaram o saque. Em caso de falecimento do titular das cotas, os beneficiários legais podem fazer a solicitação. Esses valores não têm nada a ver com o abono salarial PIS/Pasep. As cotas do fundo do PIS/Pasep foram extintas em 2020 e transferidas ao Tesouro Nacional, em 2023. O total a ser resgatado varia de acordo com o tempo que a pessoa trabalhou, nesse período, e do salário que recebia. O Ministério da Fazenda calcula que o valor médio será de R$ 2,8 mil. Cerca de 10,5 milhões de trabalhadores e aposentados não haviam sacado R$ 26,3 bilhões, quando o dinheiro foi transferido para o Tesouro Nacional, em agosto de 2023. Consulta A consulta sobre a existência de valores e a solicitação de ressarcimento podem ser feitas pelo aplicativo FGTS, disponível para download gratuito nas lojas de aplicativos para dispositivos Android e iOS ou nas agências da Caixa. O Ministério da Fazenda também lançou a plataforma do REPIS Cidadão. Para a consultar, basta acessar o site http://repiscidadao.fazenda.gov.br/, e verificar se há ou não valores a serem sacados e como proceder para retirar o dinheiro, incluindo orientações específicas para herdeiros. As informações podem ser acessadas pelo trabalhador ou seu beneficiário legal, em caso de falecimento Calendário de pagamento Solicitações realizadas até Recebem em 28/02/2025 28/03/2025 (sexta-feira) 31/03/2025 25/04/2025 (sexta-feira) 30/04/2025 26/05/2025 (segunda-feira) 31/05/2025 25/06/2025 (quarta-feira) 30/06/2025 25/07/2025 (sexta-feira) 31/07/2025 25/08/2025 (segunda-feira) 31/08/2025 25/09/2025 (quinta-feira) 30/09/2025 27/10/2025 (segunda-feira) 31/10/2025 25/11/2025 (terça-feira) 30/11/2025 26/12/2025 (sexta-feira) 31/12/2025 26/01/2026 (segunda-feira) Histórico As cotas do PIS/PASEP correspondem aos valores depositados em nome de trabalhadores do setor público e privado entre 1971 e 04/10/1988, período em que o Programa de Integração Social (PIS) e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) destinavam recursos para contas individuais vinculadas aos empregados. Esses depósitos deixaram de ser realizados em 05/10/1988 com a unificação no fundo PIS/PASEP. Posteriormente, com a extinção desse fundo em 2020, os saldos remanescentes foram transferidos para o FGTS e, em 2023, ao Tesouro Nacional. Como solicitar os recursos A Caixa disponibilizou o Aplicativo FGTS como mais um canal para o registro da solicitação de ressarcimento. Após efetuar o login no aplicativo, o trabalhador deverá fazer a solicitação acessando a opção “Mais”, “Ressarcimento PIS/Pasep” e seguir as orientações para anexar os documentos diretamente no app, sem necessidade de ir a uma agência. Também será possível acompanhar o andamento da solicitação pelo aplicativo. Para solicitar o ressarcimento, é necessário apresentar um documento oficial de identificação. No caso de beneficiários de titulares falecidos, deverão ser apresentados documentos adicionais, como certidão de dependentes habilitados à pensão por morte ou autorização judicial. Como consultar Pela plataforma do REPIS Cidadão, basta acessar o site http://repiscidadao.fazenda.gov.br/, e verificar se há ou não valores a serem sacados e como proceder para retirar o dinheiro, incluindo orientações específicas para herdeiros. O sistema exige conta dos níveis prata ou ouro na plataforma Gov.br, para segurança aos usuários e respeito aos requisitos estabelecidos pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). A consulta sobre a existência de valores e a solicitação de ressarcimento podem ser feitas pelo aplicativo FGTS Pagamento Após a solicitação do ressarcimento, a Caixa realizará a análise e enviará ao Ministério da Fazenda as solicitações deferidas. Os valores aprovados serão corrigidos com base no IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), prévia da inflação oficial do país. O pagamento será realizado diretamente em conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital.   Fonte e foto: R7

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Banco Central revisa projeção de crescimento do PIB de 2025, de 2,1% para 1,9%

O Banco Central revisou a projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2025, de 2,1% para 1,9%. Os números constam do Relatório de Política Monetária de março, publicado nesta quinta-feira (27) pela autarquia. A previsão está abaixo da mediana do último relatório Focus, que indicava crescimento de 1,98% para a economia este ano. A mudança incorpora novas projeções para o PIB agropecuário (4% para 6,5%), de serviços (1,9% para 1,5%) e industrial (2,4% para 2,2%). Pelo lado da demanda, a autarquia ajustou as previsões para o consumo das famílias (2,4% para 1,5%), formação bruta de capital fixo (2,9% para 2%), além das importações e exportações (2,5% para 4% em ambos os casos). A projeção para o consumo do governo foi mantida em 1,9%. “Dadas as projeções atualizadas, as contribuições da demanda interna e do setor externo para a evolução do PIB em 2025 são estimadas em 1,9 ponto porcentual e zero ponto, ante 5,2 ponto e -1,8 ponto em 2024″, informou o BC. Inflação No documento, o BC informou que não vê convergência do IPCA, a inflação oficial do país, para o centro da meta de 3% até pelo menos o terceiro trimestre de 2027. “Nas projeções do cenário de referência, a inflação continua acima do limite do intervalo de tolerância ao longo de 2025, começando a cair a partir do quarto trimestre, mas ainda permanecendo acima da meta”, considerou a autoridade monetária. Nesse cenário, a inflação acumulada em quatro trimestres fica na faixa de 5,5% a 5,6% nos três primeiros trimestres de 2025, cai para 5,1% no final do ano 3,7% em 2026 e 3,1% no último período considerado, referente ao terceiro trimestre de 2027. No horizonte relevante de política monetária, considerado como sendo o terceiro trimestre de 2026, a inflação projetada é 3,9%. A projeção para a inflação cheia de 2025, de 5,1%, já havia sido divulgada no comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária) da semana passada. Considerando as projeções mensais, o BC destacou que a inflação acumulada em 12 meses fica acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta por seis meses consecutivos em junho deste ano. “No caso de concretização desse cenário, se caracterizará descumprimento da meta para a inflação e será necessária a publicação das razões desse descumprimento por meio de nota neste Relatório e de carta aberta ao Ministro da Fazenda”, lembrou a autoridade monetária. O detalhamento das projeções do BC é a seguinte, sempre considerando o IPCA em 12 meses: 5,6% no fim do primeiro trimestre de 2025; 5,5% no segundo e 5,6% no terceiro. No primeiro trimestre do ano que vem a estimativa é de 4,3% e, do segundo, de 4,2%. Para o terceiro, a taxa esperada é de 3,9% e, para o fim do ano, de 3,7%. No primeiro trimestre de 2027, o IPCA deve ficar em 3,4%, cedendo para 3,3% no segundo e atingindo 3,1% no terceiro, que é o último número da série. Estouro do teto da meta O Banco Central aumentou a estimativa da probabilidade de a inflação ficar acima do teto da meta, de 4,5%, em 2025, de 50% para 70%. A probabilidade de o IPCA ficar abaixo do piso, de 1,5%, passou de 1% para nula. A partir deste ano, a meta de inflação passou a ser contínua, apurada com base no IPCA acumulado em 12 meses. Se ele ficar acima ou abaixo do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. O centro da meta continua em 3%, com uma margem de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. A chance de a inflação de 2026 superar o teto da meta foi revista de 26% para 28%, enquanto a probabilidade de ficar abaixo do piso foi mantida em 6%. Fonte: R7 Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo

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Prévia da inflação desacelera em março, mas preços dos alimentos têm alta, mostra IBGE

A prévia da inflação, medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15), desacelerou na passagem de fevereiro para março e marcou 0,64%, 0,59 ponto percentual abaixo da taxa registrada em fevereiro (1,23%), informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (27). O IPCA-15 acumula alta de 1,99% no ano e de 5,26% nos últimos 12 meses, acima dos 4,96% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Esse índice se diferencia da inflação oficial, calculada pelo IPCA, pelo período de coleta das informações. Em março de 2024, o IPCA-15 foi de 0,36%. Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram variação positiva em março, com destaque para o grupo Alimentação e bebidas, com a maior variação (1,09%) e impacto, seguido dos transportes (0,92%). Juntos os dois grupos respondem por cerca de 2/3 do índice. As demais variações ficaram entre o 0,03% de artigos de residência e o 0,81% de despesas pessoais. IPCA-15 – Luce Costa/Arte R7 No grupo alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio acelerou de 0,63% em fevereiro para 1,25% em março. Contribuíram para esse resultado as altas do ovo de galinha (19,44%), do tomate (12,57%), do café moído (8,53%) e das frutas (1,96%). A alimentação fora do domicílio (0,66%) também acelerou em relação ao mês de fevereiro (0,56%), em virtude da alta da refeição (0,43% em fevereiro para 0,62% em março). Já o lanche (0,68%) registrou variação inferior à registrada no mês anterior (0,77%). No grupo transportes (0,92%), o destaque são os combustíveis (1,88%), com alta nos preços do óleo diesel (2,77%), do etanol (2,17%), da gasolina (1,83%) e do gás veicular (0,08%). O subitem trem apresentou alta de 1,9% devido ao reajuste de 7,04% nas tarifas no Rio de Janeiro (4,25%), a partir de 2 de fevereiro. Lazer mais caro Segundo o IBGE, as despesas pessoais subiram 0,81%, resultado influenciado pela alta dos preços do cinema, teatro e concertos (7,42%), com o fim da semana do cinema em fevereiro. Já o grupo habitação desacelerou de 4,34% em fevereiro para 0,37% em março. Lula e a alta dos alimentos No início de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou a possibilidade de o governo federal tomar medidas “mais drásticas” para tentar conter a alta do preço dos alimentos, sem dar mais detalhes do que poderia se feito. A fala ocorreu um dia após o Executivo apresentar seis iniciativas para frear os custos — entre elas, zerar a taxa de importação de alimentos como café, carnes e azeite. “O preço do café está caro, o ovo, o preço do milho está caro, e nós estamos tentando encontrar uma solução. A gente não quer brigar com ninguém, a gente quer solução pacífica sem nada, mas se a gente não encontrar, a gente vai ter que tomar uma atitude mais drástica, porque o que interessa é levar comida barata para a mesa do brasileiro”, completou Lula. Nesta semana, o vice-presidente Geraldo Alckmin sugeriu que o Banco Central altere a forma de calcular a Selic, a taxa básica de juros. Na avaliação dele, o índice elevado encarece o custo de capital, o que interfere na economia. “Alimento é muito clima. Se eu tenho uma seca muito forte, uma alteração climática muito grande, vai subir o preço de alimento. E não adianta eu aumentar os juros que não vai fazer chover. Então, eu só vou prejudicar a economia”, declarou, ao citar os Estados Unidos. Por região Em relação aos índices regionais, todas as áreas tiveram alta em março. A maior variação foi registrada em Curitiba (1,12%), por conta das altas da gasolina (7,06%) e do etanol (6,16%). Já o menor resultado ocorreu em Fortaleza (0,34%), que apresentou queda nos preços da energia elétrica residencial (-1,69%) e da gasolina (-0,9%). Moradores de Brasília e Porto Alegre também sentiram impacto dos preços em março, já que tiveram reajustes acima da média brasileira. Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 13 de fevereiro a 17 de março de 2025 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 15 de janeiro a 12 de fevereiro de 2025 (base).   Fonte: R7 Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo

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