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Tag: economia

TCU encontra mais de um milhão de pagamentos irregulares de benefícios do INSS

O TCU (Tribunal de Contas da União) identificou indícios de pagamento indevido em mais de um milhão de benefícios pagos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) na folha de dezembro de 2023. Além disso, o ministro relator do processo, Bruno Dantas, informou que a investigação revelou 11.821 benefícios pagos a pessoas com CPF nulo ou cancelado, além de 3.902 pagamentos feitos a titulares com indícios de falecimento. Diante dos indícios de irregularidades, o TCU determinou que o INSS adote, no prazo de até 180 dias, providências para mitigar os riscos apontados. Entre as medidas, estão a avaliação do custo-benefício da revisão dos benefícios em desacordo com a legislação e a atualização da matriz de acumulação de benefícios. O R7 entrou em contato com a autarquia e aguarda resposta. O espaço permanece aberto. O documento, divulgado nesta quarta-feira (9), afirma que, embora o objetivo do acompanhamento não tenha sido identificar as causas dos pagamentos indevidos, a equipe técnica aponta possíveis fatores, como “falhas de digitação, defasagens cadastrais e ausência de integração entre sistemas, até hipóteses mais graves, como fraudes documentais e subnotificação de óbitos”. “A ausência de um programa sistemático e contínuo de revisão de benefícios concedidos há muitos anos permite que irregularidades, originadas em um momento de controles mais frágeis, se perpetuem no tempo, gerando um prejuízo contínuo aos cofres públicos”, alertou o ministro. Outro ponto destacado no relatório é que, em 763 casos de pensão por morte, os pagamentos ultrapassavam o teto permitido. A Corte também defende que essas ações são essenciais para a recuperação de valores que deveriam ser “destinados a outras políticas públicas ou, ainda, para garantir a correta aplicação dos recursos previdenciários”. “As evidências apresentadas reforçam a necessidade premente de aprimorar os controles internos do INSS e de sanar as inconsistências identificadas, que geram um volume considerável de pagamentos indevidos”, conclui o documento.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/Agência Brasil/Arquivo

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Inflação oficial desacelera em junho, mas preço da conta de luz segue em alta, aponta IBGE

A inflação oficial do país desacelerou pelo quarto mês seguido e chegou a 0,24% em junho. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) teve uma queda de 0,02 ponto percentual em relação a maio, quando variou 0,26%. No ano, o IPCA acumula alta de 2,99% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 5,35%, acima dos 5,32% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2024, a variação havia sido de 0,21%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, apenas o grupo alimentação e bebidas apresentou variação negativa (-0,18%), enquanto os demais ficaram entre o 0,99% de habitação e o 0,00% de educação. Conta de luz segue alta Com a vigência da bandeira tarifaria vermelha patamar 1 no mês de junho, adicionando R$4,46 na conta de luz a cada 100 KWh consumidos, a energia elétrica residencial (2,96%) foi o subitem com o maior impacto individual no índice do mês. No ano, a conta de luz do brasileiro acumula uma alta de 6,93%, destacando-se como o principal impacto individual no resultado acumulado do IPCA (2,99%). Esta variação (6,93%) é a maior para um primeiro semestre desde 2018 quando o acumulado foi de 8,02%. Ainda em habitação, a taxa de água e esgoto (0,59%) contemplou os seguintes reajustes: 9,88% em Brasília (9,27%) a partir de 1º de junho; 4,76% em Rio Branco (2,19%) desde 1º de maio; 3,83% em Curitiba (2,07%) a partir de 17 de maio 6,58% em Porto Alegre (0,32%) vigente desde 4 de maio. Transporte mais caro O grupo dos transportes, após o recuo de 0,37% em maio, variou 0,27% em junho. Mesmo com a queda dos combustíveis (-0,42%), as variações no transporte por aplicativo (13,77%) e no conserto de automóvel (1,03%) impulsionaram a alta. O táxi (0,64%) reflete o reajuste médio de 8,71% nas tarifas em Belo Horizonte (6,54%) a partir de 7 de junho. Preço dos alimentos caem O grupo alimentação e bebidas, que possui o maior peso no índice, foi o único dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados a apresentar variação negativa em junho (-0,18%) após a alta de 0,17% em maio. Após nove meses consecutivos de altas, a queda em junho foi impulsionada pela alimentação no domicílio que saiu de 0,02% em maio para -0,43% em junho, com as quedas do ovo de galinha (-6,58%), do arroz (-3,23%) e das frutas (-2,22%). No lado das altas destaca-se o tomate (3,25%). Já a alimentação fora do domicílio registrou variação de 0,46% em junho, frente ao 0,58% de maio. O subitem lanche acelerou de 0,51% em maio para 0,58% em junho, e a refeição, por sua vez, saiu de 0,64% em maio para 0,41% em junho. Por região Quanto aos índices regionais, a maior variação (0,64%) ocorreu em Rio Branco por conta do cinema, teatro e concertos (77,22%), devido ao encerramento da promoção de meia entrada, e da energia elétrica residencial (3,99%). A menor variação ocorreu em Campo Grande (-0,08%) em razão da queda nas frutas (-5,15%) e na gasolina (-1,38%). Moradores de Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Salvador, São Paulo e Vitória também sentiram impacto mais forte dos preços em junho, já que tiveram reajustes acima da média brasileira.   Fonte: R7 Foto: DANIEL CYMBALISTA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

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Brasil recebe a maior tarifa entre os 22 países notificados por Trump

O Brasil foi o país mais atingido pelas novas tarifas comerciais anunciadas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Com a taxa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os EUA, revelada na última quarta-feira (9), é a mais alta entre as 22 nações notificadas até o momento e deverá entrar em vigor a partir de 1º de agosto. As notificações começaram a ser enviadas na segunda-feira (7) e continuaram na quarta. Nessa segunda leva, foram informados países como Argélia, Brunei, Filipinas, Iraque, Líbia, Moldávia, Sri Lanka e o próprio Brasil. As tarifas variam de 20% a 50%, com o Brasil sendo o único a atingir o teto da política tarifária anunciada por Trump. As Filipinas receberam a menor tarifa até agora, de 20%. Na carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Trump justificou a taxação como resposta ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem disse respeitar “profundamente”. O republicano também acusou o governo brasileiro de manter uma relação comercial “injusta” com os Estados Unidos, impondo barreiras tarifárias e não tarifárias que, segundo ele, prejudicam as exportações americanas. Ainda segundo Trump, as tarifas atualmente praticadas são “muito inferiores” ao necessário para equilibrar as relações comerciais. Ele também determinou a abertura de uma investigação formal contra o Brasil por práticas comerciais consideradas desleais, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Apesar da retórica de Trump, os dados mostram que o Brasil tem registrado déficit na balança comercial com os EUA há 16 anos – ou seja, os norte-americanos vendem mais para o Brasil do que compram. O último superávit brasileiro no comércio com os EUA foi em 2009. A nova tarifa é adicional a outras já existentes e foi adotada de forma unilateral, sem acordo prévio entre os países. Algumas das tarifas anunciadas: Brasil: 50% Laos e Myanmar: 40% Bangladesh e Sérvia: 35% Camboja e Tailândia: 36% África do Sul, Argélia, Iraque e Líbia: 30% Japão, Malásia e Coreia do Sul: 25% Filipinas: 20% Reações no Brasil A decisão de Trump provocou preocupação generalizada entre representantes da indústria, do agronegócio e do comércio exterior no Brasil, que alertaram para impactos na competitividade, no emprego e na imagem internacional do país. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) afirmou que não há justificativa econômica para a nova tarifa. A CNI defende o fortalecimento do diálogo bilateral para reverter a medida. A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) alertou que o aumento tornará o custo da carne brasileira inviável para o mercado norte-americano, afetando diretamente as exportações do setor. A FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), que reúne a bancada ruralista no Congresso, também se posicionou, afirmando que a tarifa tem efeitos diretos sobre o agronegócio, encarecendo insumos importados, pressionando o câmbio e comprometendo a competitividade internacional dos produtos brasileiros. A frente defende uma resposta “firme e estratégica”, com foco na diplomacia. Já a AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil) classificou a tarifa como um ataque sem precedentes ao Brasil. O presidente-executivo da entidade, José Augusto de Castro, afirmou que a medida é de natureza política e pode afetar a imagem do Brasil no comércio global. “É uma das maiores taxações já aplicadas a um país, algo normalmente reservado a inimigos estratégicos – o que nunca foi o caso do Brasil”, disse. Apesar do cenário desfavorável, a AEB acredita que o bom senso pode prevalecer e aposta em uma saída negociada para evitar prejuízos maiores à economia brasileira.   Fonte: R7 Foto: Daniel Torok/Official White House Photo

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Entenda crise entre Lula e Trump, que levou EUA a taxar produtos brasileiros em 50%

O confronto entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump levou o norte-americano a anunciar uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos, com início previsto para 1º de agosto. Adversários ideológicos, os dois chefes de Estado reacenderam a tensão após recentes episódios envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e a cúpula do Brics, realizada no Brasil. Na quarta-feira (9), Trump enviou uma carta a Lula informando a medida. Segundo o presidente norte-americano, trata-se de resposta a supostos ataques do Brasil à liberdade de expressão de empresas dos Estados Unidos e ao tratamento dado a Bolsonaro. Ainda na quarta, o governo avisou que vai devolver a carta. A embaixadora Maria Luisa Escorel, secretária de Europa e América do Norte, comunicou ao encarregado de negócios Gabriel Escobar, chefe da embaixada dos Estados Unidos em Brasília, que Lula não receberia a carta, divulgada informalmente por Trump na rede Truth Social. De todo modo, antes disso, Lula publicou em uma rede social que “qualquer elevação de tarifas de forma unilateral será enfrentada conforme estabelece a Lei da Reciprocidade Econômica”. ”Soberania, respeito e defesa dos interesses do povo brasileiro orientam nossa política externa”, afirmou o presidente. Menção a Bolsonaro Antes do envio da carta, Trump já havia se posicionado em defesa de Bolsonaro nas redes sociais. No documento divulgado nessa quarta, ele reforçou que “a forma como o Brasil tratou Bolsonaro é uma vergonha internacional”. O ex-presidente brasileiro, inelegível até 2030, responde a processos no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado e ameaça ao regime democrático. Segundo Trump, o andamento desses processos representaria uma “caça às bruxas” e deveria ser interrompido imediatamente. Lula também rebateu os argumentos relacionados a Bolsonaro. “O Brasil é um país soberano, com instituições independentes, e não aceitará tutelas externas. Processos judiciais relacionados à tentativa de golpe estão sob responsabilidade da Justiça, sem espaço para interferências estrangeiras.” Brasil rebate que EUA tenham déficit com o Brasil Outro ponto contestado da carta do presidente dos EUA refere-se ao comércio bilateral. Trump sugeriu que os Estados Unidos estariam acumulando prejuízos comerciais na relação com o Brasil. Lula negou. “As estatísticas do próprio governo americano mostram superávit de US$ 410 bilhões em bens e serviços acumulado nos últimos 15 anos. A alegação de déficit não procede”, afirmou. A embaixadora Maria Luisa Escorel, ao informar que o Brasil devolveria a carta, afirmou que o documento era “ofensivo” e apontou que havia “afirmações inverídicas” sobre o país e “erros factuais” a respeito da relação comercial bilateral. Trump citou um déficit na balança, quando, na verdade, os EUA têm superávit com o Brasil. Cúpula do Brics e novas críticas Durante a cúpula do Brics no último fim de semana, Trump havia ameaçado impor tarifas a países alinhados ao grupo, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de seis novos membros convidados. Sem especificar quais nações estariam sob avaliação, tampouco esclarecer o significado de “políticas antiamericanas”, ele usou redes sociais para alertar sobre possíveis sanções. Na segunda-feira (7), ao encerrar a reunião do bloco, Lula respondeu. “Não tenho tempo a perder com comentários de Trump e Bolsonaro. O Brasil tem leis, regras e um povo soberano. Cada país cuida do seu destino”, afirmou o presidente. Em outro trecho, criticou o uso das redes por Trump: “É irresponsável ameaçar o mundo por rede social. Não aceitamos imperadores. Queremos cooperação entre iguais.” Lula também defendeu a aplicação da Lei da Reciprocidade. “Se impuserem tarifas, outros países poderão responder na mesma proporção. Soberania se respeita.” Leia a íntegra da carta enviada por Trump a Lula Conheci e lidei com o ex-presidente Jair Bolsonaro e o respeitava profundamente, assim como a maioria dos outros líderes de países. A forma como o Brasil tratou o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Este julgamento não deveria estar acontecendo. É uma caça às bruxas que deve terminar IMEDIATAMENTE! Devido, em parte, aos ataques insidiosos do Brasil às eleições livres e aos direitos fundamentais à liberdade de expressão dos americanos (como recentemente ilustrado pelo Supremo Tribunal Federal, que emitiu centenas de ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS a plataformas de mídia social dos EUA, ameaçando-as com milhões de dólares em multas e expulsão do mercado brasileiro de mídia social), a partir de 1º de agosto de 2025, cobraremos do Brasil uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros enviados aos Estados Unidos, separadamente de todas as tarifas setoriais. As mercadorias transbordadas para contornar essa tarifa de 50% estarão sujeitas a essa tarifa mais alta. Além disso, tivemos anos para discutir nossa relação comercial com o Brasil e concluímos que precisamos nos afastar da relação comercial de longa data e muito injusta gerada pelas políticas tarifárias e não tarifárias e barreiras comerciais do Brasil. Nossa relação tem estado, infelizmente, longe de ser recíproca. Por favor, entenda que o número de 50% é muito menor do que o necessário para garantir a igualdade de condições que precisamos com o seu país. E é necessário para corrigir as graves injustiças do regime atual. Como você sabe, não haverá Tarifa se o Brasil, ou empresas do seu país, decidirem fabricar ou fabricar produtos nos Estados Unidos e, de fato, faremos todo o possível para obter aprovações de forma rápida, profissional e rotineira, ou seja, em questão de semanas. Se, por qualquer motivo, você decidir aumentar suas Tarifas, qualquer que seja o valor que você escolher, será adicionado aos 50% que cobramos. Por favor, entenda que essas Tarifas são necessárias para corrigir os muitos anos de Políticas Tarifárias e Não Tarifárias e Barreiras Comerciais do Brasil, que causam esses Déficits Comerciais insustentáveis ​​contra os Estados Unidos. Esse Déficit é uma grande ameaça à nossa Economia e, de fato, à nossa Segurança Nacional! Além disso, devido aos ataques contínuos do Brasil às atividades de Comércio Digital de Empresas Americanas, bem como outras Práticas Comerciais desleais, estou instruindo o Representante Comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, a iniciar imediatamente

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Trump anuncia tarifa extra para ‘qualquer país que se alinhar às políticas do Brics’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma rede social que o país vai impor uma tarifa de 10% a qualquer nação que se alinhar a “políticas antiamericanas do Brics”. Apesar do anúncio, o chefe de Estado americano não detalhou quais países seriam afetados nem especificou quais políticas seriam consideradas contrárias aos interesses dos EUA. As declarações foram feitas na noite deste domingo (6), durante o primeiro dia da reunião de cúpula do bloco econômico, no Rio de Janeiro (RJ). Já em outra publicação, Trump anunciou que os acordos e cartas tarifárias com países começarão a ser entregues a partir das 12h desta segunda-feira (7), 13h no horário de Brasília. Brics Ainda no domingo, o Brics divulgou a “Declaração do Rio de Janeiro”, que, em parte do documento, defendeu o multilateralismo — sem citar nominalmente os Estados Unidos. O documento conta com 126 pontos, divididos em cinco tópicos: Fortalecimento do multilateralismo e reforma da governança global; Promoção da paz, da segurança e da estabilidade internacionais; Aprofundamento da cooperação internacional em economia, comércio e finanças; Combate às mudanças climáticas e promoção do desenvolvimento sustentável, justo e inclusivo; Parcerias para a promoção do desenvolvimento humano, social e cultural. Em relação à cooperação financeira, o documento afirma que os países buscarão, entre outros objetivos, promover um sistema tributário internacional mais justo, inclusivo, estável e eficiente. “Reiteramos nosso compromisso com a transparência fiscal e com a promoção do diálogo global sobre tributação eficaz e justa, aumentando a progressividade e contribuindo para os esforços de redução da desigualdade. Temos como meta aprofundar a coordenação global entre as autoridades tributárias, melhorar a mobilização de receitas domésticas, assegurar uma alocação justa dos direitos de tributação e combater a evasão fiscal e os fluxos financeiros ilícitos relacionados a impostos.” Segurança global Sobre os conflitos internacionais, os países expressaram preocupação com “os conflitos em curso” e com o aumento dos gastos militares globais. “Manifestamos apreensão diante da tendência atual de aumento crítico dos gastos militares globais, em detrimento do financiamento adequado ao desenvolvimento dos países em desenvolvimento. Defendemos uma abordagem multilateral que respeite as diversas perspectivas e posições nacionais sobre questões globais cruciais, incluindo o desenvolvimento sustentável, a erradicação da fome e da pobreza e o enfrentamento global das mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que expressamos profunda preocupação com tentativas de vincular segurança à agenda climática.”   Fonte: R7 Foto: Divulgação/The White House

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Nova tarifa social de energia elétrica já está em vigor; entenda

Começou a valer neste sábado (5) a nova Tarifa Social de Energia Elétrica, que prevê gratuidade para famílias beneficiárias do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham consumo mensal de até 80 kWh. Segundo governo federal, o benefício concederá a gratuidade total da conta de luz a 4,5 milhões de famílias. Outras 17,1 milhões de famílias que também têm direito à tarifa social não precisarão pagar pelos primeiros 80 quilowatts-hora (kWh) consumidos em cada mês. Pelas regras da tarifa, aprovadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), tem direito à gratuidade os consumidores beneficiados pela Tarifa Social que possuem instalações trifásicas e usam até 80 kWh por mês. Nesse caso, poderá ser cobrado na fatura apenas os custos não associados à energia consumida, como a contribuição de iluminação pública ou o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de acordo com legislação específica do estado ou município onde a família reside. Já para os consumidores que possuem instalações trifásicas e usam mais de 80 kWh por mês, o custo de disponibilidade da rede continua sendo de 100 kWh. Nesse caso, o consumidor precisará pagar uma diferença caso use entre 80 kWh e 100 kWh. O custo de disponibilidade é o valor mínimo cobrado pela distribuidora para remunerar os gastos com a rede elétrica necessários para transportar a energia até o consumidor. Quem tem direito à Tarifa Social Para ser beneficiário da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) é preciso se enquadrar em um dos requisitos abaixo: Família inscrita no Cadastro Único, com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário-mínimo nacional; Idosos com 65 anos ou mais ou pessoas com deficiência, que recebam o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) e estão no Cadastro Único; Família inscrita no Cadastro Único com renda mensal de até três salários-mínimos, que tenha pessoa com doença ou deficiência (física, motora, auditiva, visual, intelectual e múltipla) cujo tratamento, procedimento médico ou terapêutico requeira o uso continuado de aparelhos, equipamentos ou instrumentos que, para o seu funcionamento, demandem consumo de energia elétrica. Também têm direito ao benefício as famílias indígenas e quilombolas inscritas no CadÚnico, cujo consumo mensal seja de até 80 kWh/mês. Não é necessário solicitar o benefício A Tarifa Social é concedida automaticamente às famílias que têm direito. Para receber, basta que a pessoa responsável pelo contrato de fornecimento de energia elétrica (aquela cujo nome está na fatura) esteja entre os beneficiados pelos programas de governo descritos acima. Portanto, não é mais necessário solicitar à distribuidora. A nova tarifa social faz parte da Medida Provisória (MP) 1300/2025, publicada em maio. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal têm até 120 dias para aprovar a medida ou ela perderá a validade.   Fonte: Agência Brasil Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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BC suspende três instituições do Pix após ataque cibernético

O Banco Central (BC) suspendeu cautelarmente do Pix três instituições financeiras suspeitas de ter recebido recursos desviados no ataque cibernético contra a provedora de serviços tecnológicos C&M Software. Foram desconectadas do sistema a Transfeera, a Soffy e a Nuoro Pay. O BC vai apurar se as três empresas têm relação com o ataque, que desviou recursos de contas que os bancos mantêm como reserva na autoridade monetária. A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) confirmou que pelo menos R$ 400 milhões foram desviados. Com duração máxima de 60 dias, a suspensão é prevista pelo Artigo 95-A da Resolução 30 do Banco Central, de outubro de 2020, que regulamentou o Pix. Pela resolução, o BC pode “suspender cautelarmente, a qualquer tempo, a participação no Pix do participante cuja conduta esteja colocando em risco o regular funcionamento do arranjo de pagamentos”. Sociedade de capital fechado autorizada pelo Banco Central, a Transfeera confirmou que a funcionalidade do Pix foi suspensa. No entanto, a companhia, que atua na gestão financeira de empresas, ressaltou que os demais serviços oferecidos continuam a funcionar normalmente. “Nossa instituição, tampouco nossos clientes, foram afetados pelo incidente noticiado no início da semana e estamos colaborando com as autoridades para liberação da funcionalidade de pagamento instantâneo”, destacou a companhia em nota. As outras duas instituições suspensas do Pix são as fintechs (empresas financeiras digitais) Soffy e Nuoro Pay. As companhias não são autorizadas pelo BC a fazer parte do Pix, mas participam do sistema instantâneo de transferências em parcerias com outras instituições financeiras. Nenhuma das duas empresas se manifestou até o fechamento da reportagem. Justificativa Segundo o Banco Central, a suspensão das instituições do Pix tem como objetivo proteger a integridade do sistema de pagamentos e garantir a segurança do arranjo, até que as investigações sobre o desvio de recursos do sistema financeiro sejam concluídas. Entenda o ataque Na noite de terça-feira (1º), um ataque cibernético nos sistemas da empresa C&M Software, que presta serviços tecnológicos a instituições financeiras, resultou no desvio de recursos de contas reservas que os bancos mantêm no BC para cumprirem exigências legais. O dinheiro foi transferido por Pix e convertido em criptomoedas. Embora não opere transações financeiras, a C&M conecta várias instituições financeiras ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), operado pelo Banco Central. Na quinta-feira (3), o BC autorizou a empresa alvo do ataque a retomar as operações Pix. A Polícia Federal, a Polícia Civil de São Paulo e o Banco Central investigam o caso. Em comunicado na página da companhia na internet, a C&M informou que nenhum dado de cliente foi vazado. Nesta sexta-feira (3), a Polícia Civil de São Paulo prendeu um funcionário da C&M que recebeu R$ 15 mil para dar aos criminosos acesso aos sistemas da empresa. O suspeito confessou ter fornecido a senha de acesso R$ 5 mil e ter recebido mais R$ 10 mil para criar um sistema de acesso aos hackers.   Fonte: Agência Brasil Foto: Reuters/Kacper Pempel

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Confira como deve funcionar o plano para devolução de descontos indevidos no INSS

A Advocacia-Geral da União apresentou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um plano operacional para devolver valores descontados irregularmente de aposentadorias e pensões a título de mensalidades associativas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A medida atende a um acordo interinstitucional com o Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU) e outras entidades, após a identificação de fraudes sistemáticas em operações investigadas pela Polícia Federal. O governo deve divulgar na próxima semana o calendário de ressarcimento, confirmou o secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo Cunha: “Talvez, na próxima semana, já tenhamos o anúncio do calendário de pagamentos. Assim que o acordo for assinado no STF”. Cunha garantiu que o Estado vai antecipar todos os pagamentos, como forma de acelerar o ressarcimento. “O aposentado não pode esperar. Não pode aguardar uma decisão judicial que vai levar um ano, dois, três anos”, disse. A seguir, veja como funciona o processo de contestação, reembolso e prevenção de novos casos: Quem pode contestar os descontos? Todos os segurados que tiveram valores subtraídos de seus benefícios, entre março de 2020 e março de 2025, a título de mensalidade associativa, têm direito a verificar, confirmar ou contestar a cobrança. Como fazer a contestação: canais disponíveis Os beneficiários podem iniciar o processo de contestação e solicitar devolução por meio de: Aplicativo Meu INSS Central de Atendimento 135 (opção: “Consultar descontos de entidades associativas”) Atendimento presencial nas agências dos Correios Ações de busca ativa em zonas rurais ou de difícil acesso Esses canais estão ativos desde 14 de maio de 2025 e funcionarão por, no mínimo, seis meses. Comunicação aos segurados O INSS notificou, em 13 de maio, todos os beneficiários com histórico de descontos. A contestação pode ser feita sem necessidade imediata de documentação. Reprodução/Meu INSS Casos com contestação automática Em situações específicas, o INSS fará a contestação de ofício, ou seja, automaticamente: Pessoas indígenas e quilombolas, conforme o CadÚnico Idosos com 80 anos ou mais, com desconto iniciado após 15 de março de 2024 Procedimento após a contestação Se o beneficiário não reconhecer o desconto, a entidade responsável será notificada e terá 15 dias úteis para reembolsar o valor. Caso a devolução não ocorra, o valor poderá ser incluído diretamente na folha de pagamento do segurado. A ausência de comprovação por parte da associação levará à obrigatoriedade de devolução via GRU (Guia de Recolhimento da União). Entidades que não responderem poderão ter o caso comunicado ao MPF para responsabilização criminal. Quais documentos as associações precisam apresentar As entidades envolvidas devem comprovar a legalidade do desconto com: Documento de identidade do beneficiário Termo de filiação sindical ou associativa Autorização assinada (física, biométrica ou eletrônica qualificada) Transparência e acompanhamento O INSS manterá um Painel de Transparência com: Número total de solicitações por estado Lista das entidades envolvidas Valores devolvidos Resultados anonimizados das contestações Medidas para evitar novas fraudes Descontos só com autorização expressa e documentada Sistema automatizado de monitoramento Auditorias nos Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) Veto a novos ACTs com entidades inadimplentes Suspensão imediata de cobranças contestadas Campanhas de educação financeira em até 180 dias Prazos e revisões As entidades terão até 60 dias para responder às contestações Antes do encerramento, será avaliada a possibilidade de ampliação dos critérios de reembolso automático Assistência jurídica gratuita A DPU, Defensorias Estaduais e a OAB oferecerão apoio jurídico gratuito aos beneficiários durante o processo.   Fonte: R7 Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil/Arquivo

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Quem é Larry Ellison, empresário que ultrapassou Zuckerberg e Bezos na lista dos mais ricos

Aos 80 anos, Larry Ellison ultrapassou Mark Zuckerberg e Jeff Bezos e se tornou a segunda pessoa mais rica do planeta, de acordo com a lista da revista Forbes, com fortuna estimada em cerca de US$ 262,2 bilhões (cerca de R$ 1,4 trilhão). Cofundador da Oracle em 1977, ele transformou uma start-up modesta em um gigante global de software, cuja valorização recente o levou ao topo do ranking de bilionários, atrás apenas de Elon Musk. A impressionante alta das ações da Oracle adicionou mais de US$ 40 bilhões à fortuna de Ellison em apenas dois dias. O bilionário é o maior acionista individual da empresa, com cerca de 41% das ações. Nascido no Bronx, em Nova York, Ellison enfrentou uma infância marcada por mudanças: foi criado pelos tios adotivos em Chicago após ser entregue pela mãe biológica ainda bebê. Ele abandonou a faculdade duas vezes antes de migrar para a Califórnia, onde encontrou no nascente universo tecnológico a oportunidade de se reinventar. Após experiências em empresas como Wells Fargo e Amdahl, ele fundou a Software Development Laboratories, embrião da Oracle, ao lado de Bob Miner e Ed Oates. A empresa foi pioneira na criação de bancos de dados relacionais comerciais, rapidamente se tornando referência no setor. O sucesso, porém, veio acompanhado de desafios. Em 1990, a Oracle enfrentou uma crise grave por erros contábeis e quase foi à falência, tendo de demitir 10% da força de trabalho. A reviravolta veio dois anos depois, com o lançamento do Oracle 7, que consolidou a liderança da empresa no segmento e transformou Ellison em bilionário aos 49 anos. Desde então, ele conduziu uma série de aquisições estratégicas, como as compras da Sun Microsystems e NetSuite, ampliando o alcance da Oracle para áreas como computação em nuvem e infraestrutura corporativa. Com uma trajetória marcada por ousadia, Ellison sempre esteve à frente das tendências tecnológicas, apostando no impacto da internet nos negócios ainda nos anos 1990 e, mais recentemente, tornando a Oracle protagonista na corrida da inteligência artificial. Em janeiro de 2025, ele esteve ao lado de Donald Trump no anúncio do Projeto Stargate, uma iniciativa bilionária que reúne Oracle, OpenAI, SoftBank e MGX dos Emirados Árabes para investir US$ 500 bilhões em infraestrutura de IA nos EUA, com a construção de data centers de ponta. A proximidade com Trump não é casual. Ellison mantém relações estreitas com políticos e figuras de peso do setor, como Elon Musk, a quem já defendeu publicamente e com quem integrou o conselho da Tesla. A Oracle, inclusive, mudou sua sede para o Texas em 2020, em um movimento visto como alinhamento à retórica pró-negócios e anti-regulatória que vem ganhando espaço entre os bilionários do Vale do Silício. Ellison também se destacou como doador nas campanhas republicanas, com pelo menos US$ 20 milhões destinados ao partido em 2022. Fora dos negócios, Ellison é conhecido pelo estilo de vida luxuoso e por investimentos excêntricos. Ele possui mansões em diversas cidades dos Estados Unidos, uma impressionante coleção de relógios e foi responsável pela compra de 98% da ilha de Lanai, no Havaí, por US$ 300 milhões. Lá, ele administra um resort de luxo e investe em projetos de agricultura sustentável. O empresário também é entusiasta de esportes, tendo financiado equipes campeãs de vela e adquirido o torneio de tênis de Indian Wells. Ellison é pai de dois filhos, ambos ativos na indústria do entretenimento. Sua filha, Megan Ellison, fundou a produtora Annapurna Pictures, indicada ao Oscar por filmes como “Trapaça” e “A Hora Mais Escura”. Seu filho David comanda a Skydance Media e está prestes a assumir o controle da Paramount após a fusão das empresas, consolidando o império familiar também em Hollywood. Recentemente, Ellison defendeu publicamente a centralização de dados nacionais para potencializar o uso de IA em políticas públicas e saúde, chegando a sugerir que informações como o DNA dos cidadãos deveriam integrar grandes sistemas unificados. Segundo ele, a Oracle está pronta para criar a infraestrutura necessária para esse salto tecnológico, ressaltando a importância de data centers dentro das fronteiras nacionais para garantir segurança e privacidade. Apesar de já ter deixado o posto de CEO em 2014, Ellison segue como presidente do conselho e diretor de tecnologia da Oracle, supervisionando pessoalmente projetos estratégicos e mantendo-se no centro das decisões. O bilionário prometeu doar 95% de sua fortuna, e já contribuiu com centenas de milhões de dólares para pesquisas médicas e instituições de ensino.   Fonte: R7 Foto: Divulgação/Oracle

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Produção industrial brasileira diminui em maio, mas acumula alta de 1,8% no ano, diz IBGE

A produção industrial brasileira registrou variação negativa de 0,5% na passagem de abril para maio, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal, divulgados nesta quarta-feira (2) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No acumulado do ano, o setor apresenta crescimento de 1,8% e, em 12 meses, de 2,8%. A média móvel trimestral, encerrada em maio, ficou em 0,2%. Na comparação entre abril e maio de 2025, foram registradas quedas em três das quatro grandes categorias econômicas e em 13 dos 25 ramos industriais pesquisados. Entre as atividades, as influências negativas mais importantes vieram de: Veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,9%) Produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,8%) Vale destacar também as contribuições negativas registradas pelos setores de produtos alimentícios (-0,8%), de produtos de metal (-2,0%), de bebidas (-1,8%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-1,7%) e de móveis (-2,6%). Altas Por outro lado, entre as onze atividades que avançaram, a de indústrias extrativas (0,8%) exerceu o principal impacto positivo, com a quarta alta consecutiva, período em que acumulou expansão de 9,4%. Outras influências positivas relevantes vieram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (3,0%), de produtos de borracha e de material plástico (1,6%), de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (3,2%) e de produtos químicos (0,6%). Categorias econômicas Entre as grandes categorias econômicas, ainda frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, bens de consumo duráveis (-2,9%) e bens de capital (-2,1%) mostraram os resultados negativos mais acentuados em maio de 2025. O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis (-1,0%) também assinalou recuo, sua segunda taxa negativa seguida, com perda acumulada de 4,3% nesse período. O único resultado positivo veio do segmento de bens intermediários (0,1%), seu quarto mês consecutivo de crescimento na produção, período em que acumulou avanço de 2,4%. Maio 2024 x Maio 2025 Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial assinalou expansão de 3,3% em maio de 2025, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, 19 dos 25 ramos, 55 dos 80 grupos e 60,1% dos 789 produtos pesquisados. Maio de 2025 (21 dias) teve o mesmo número de dias úteis do que igual mês do ano anterior (21).   Fonte: R7 Foto: José Paulo Lacerda/CNI/Usina de Cana Estivas/Arquivo

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