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Defesa Civil isola parte da rua após enxame de abelhas se aglomerar no asfalto em Limeira

Na tarde de ontem, segunda-feira (15), a Defesa Civil de Limeira isolou parte da Rua Carlos Gomes após receber informações sobre a presença de um enxame de abelhas da espécie Europa Africana que se encontrava aglomerado diretamente no asfalto. A medida foi necessária para garantir a segurança dos munícipes e, ao mesmo tempo, preservar a vida dos insetos. O local recebeu apoio do Departamento de Trânsito. As abelhas foram retiradas do local pelo Corpo de Bombeiros. Segundo especialistas, a situação chama atenção por ser incomum, já que os enxames costumam se instalar em árvores, telhados ou muros, e não no solo. Entre as possíveis explicações para o fenômeno estão: – Momento de transição: abelhas se agrupam temporariamente enquanto exploradoras buscam um novo local definitivo; – Ausência de pontos elevados: falta de árvores ou estruturas próximas pode levar o enxame ao solo; – Cansaço ou clima: longos voos em dias quentes ou ventosos podem forçar um descanso coletivo no chão; – Proteção da rainha: caso a rainha pouse no solo, todo o enxame a acompanha; – Parada temporária: em geral, o agrupamento no chão dura poucas horas ou até dois dias, até que as exploradoras indiquem um novo abrigo. A Defesa Civil orienta que, ao se deparar com um enxame, a população não tente afastá-lo ou atacá-lo, já que as abelhas podem se dispersar naturalmente em pouco tempo. Em situações de risco, a recomendação é acionar os órgãos competentes. Foto: Wagner Morente

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Horto Florestal recebe 25 mil pessoas no aniversário de 199 anos de Limeira

Em dois dias de festa, público assistiu a shows e aproveitou opções de esporte e lazer O Horto Florestal foi o palco das comemorações do 199 anos de Limeira, realizadas neste domingo (14) e nesta segunda-feira (15), data oficial do aniversário. Durante os dois dias de festa, o espaço recebeu cerca de 25 mil pessoas, que puderam aproveitar uma programação gratuita e diversificada, com música, esporte, lazer e gastronomia. Para receber o público, a estrutura do Horto foi reforçada com áreas cobertas, Praça de Alimentação organizada por entidades socioassistenciais e serviços de saúde. No atendimento de vacinação, por exemplo, foram aplicadas 152 doses de imunizantes. Houve também distribuição de mudas de árvores. Entre as atrações, destaque para a prainha na lagoa, quadras de beach tennis e basquete 3×3, pedalinho gratuito, exposição de carros antigos e atividades culturais para todas as idades, incluindo apresentações de teatro infantil e shows musicais variados. Durante o evento, o Fundo Social de Limeira recebeu doações de alimentos e ração para cães e gatos e promoveu sorteios de brindes. O ponto alto da programação foi a inauguração do novo palco do Horto Florestal, entregue pelo prefeito Murilo Félix, acompanhado da primeira-dama Luciana Félix e do vice-prefeito Fabiano D’Andréa. A obra oferece infraestrutura completa para eventos de diferentes formatos, com camarins, sanitários acessíveis e depósito. “Ficamos muito felizes com a presença de tantas famílias durante esses dois dias de comemoração do aniversário de Limeira. O Horto Florestal está ainda mais bonito e preparado para receber a população, e ver a alegria das crianças, dos jovens e de todos os visitantes nos mostra que estamos no caminho certo”, destacou Murilo Félix. Visitantes Moradores e visitantes elogiaram a organização e a diversidade da programação. É o caso de Tamares Bernardo, de 35 anos, que foi ao Horto com a família e se surpreendeu com o novo palco e com as atrações: “Limeira precisava de uma festa como essa, o prefeito está de parabéns”, disse. Aproveitando a sombra das árvores, Neusa Santos, de 58 anos, estendeu uma lona no gramado para acomodar o marido, os três netos e os quitutes que preparou para a ocasião — bolo, salgados, pães e bebidas. “Achei muito boas as melhorias aqui no Horto, está mais limpo e bem conservado”, observou. Além de desfrutar os momentos de lazer no feriado, Neusa foi sorteada e levará para casa uma air-fryer nova. Em outro ponto da festa, Francis Evangelista da Silva, de 41 anos, abriu mão do trabalho como funileiro para preparar o churrasco da família no que ele chamou de “melhor quiosque do Horto Florestal”, equipado com tomada para carregar celular e panela elétrica, pia, mesa e bancos. Para garantir o espaço, foi o primeiro a chegar, às 5h20. Ele elogiou a organização do evento e destacou o prazer de estar em contato com a natureza: “A área verde do Horto Florestal não tem comparação com os demais espaços de lazer da cidade”, afirmou. Sucesso de Público O secretário de Turismo e Eventos, Silvio Britto, pontuou que a festa reforça o potencial turístico do município e promove a integração entre famílias e visitantes. “O Horto Florestal recebeu melhorias importantes e se consolidou como um espaço de lazer e cultura para todas as idades”, afirmou. Ele ainda ressaltou que a programação diversificada e gratuita atraiu mais de 25 mil visitantes nos dois dias de festividade, superando as expectativas da organização.   Fotos: Prefeitura de Limeira

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Prefeito de Limeira apresenta balanço da gestão em entrevista à RFTV no dia do aniversário da cidade

Murilo Félix destaca ações na saúde, educação e economia, e anuncia a reabertura do Hospital da Criança Em comemoração aos 199 anos de Limeira, o prefeito Murilo Félix será o entrevistado do programa Painel Regional, da RFTV, nesta segunda-feira (15). Conduzida por Noemia Gomes, a entrevista contará com um balanço dos primeiros nove meses da atual gestão, com foco em avanços nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico. Um dos principais anúncios será a reabertura do antigo Centro de Saúde da Criança, conhecido como “Hospital da Criança”, fechado desde 2021. O espaço passou por uma ampla reforma promovida pelo Hospital Humanitária e voltará a funcionar na primeira quinzena de outubro, com atendimento exclusivo ao público infantil. De acordo com o prefeito, a unidade funcionará 24 horas por dia, com dois pediatras nos horários de maior demanda e uma equipe completa de profissionais da saúde. Um dos diferenciais será a instalação de um moderno aparelho de raio-X, que permitirá a realização de exames no próprio local. A expectativa é de que o novo centro contribua para desafogar a demanda dos prontos-socorros da cidade. “Em outubro, mês das crianças, vamos reabrir essa unidade para garantir atendimento de qualidade a esse público”, afirmou Murilo Félix. Além da saúde, o prefeito também deve destacar outros avanços recentes da gestão, como a Clínica PET, o Aeroporto Municipal, ampliação de vagas em creches, a construção da Escola Estadual Lagoa Nova e a criação do Banco de Limeira — que, diferentemente de uma cooperativa, oferecerá empréstimos com juros reduzidos. Outro ponto relevante será o reconhecimento de Limeira como Cadeia Produtiva Local (CPL) no setor de joias folheadas, por meio do programa SP Produz 2025, do Governo do Estado. O título garante ao município acesso a recursos, mentoria e apoio técnico para fortalecer a competitividade do setor. “Limeira agora integra um grupo seleto de municípios com polos produtivos estratégicos. É um avanço importante para nossa economia”, destacou o prefeito.

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Incêndio no Monte Branco já destruiu 50 hectares de vegetação e dura há dias em Piracicaba

Força-tarefa atua há uma semana para conter as chamas; área afetada está próxima à Estação Ecológica de Ibicatu Uma força-tarefa envolvendo órgãos municipais, estaduais e voluntários atua há uma semana no combate a um incêndio de grandes proporções na serra do Monte Branco, localizada na zona rural de Piracicaba (SP). O fogo, que começou na sexta-feira (5), já consumiu aproximadamente 50 hectares de vegetação nativa — um terço da área total, que possui cerca de 150 hectares. Os focos de incêndio estão a apenas 450 metros da Estação Ecológica de Ibicatu, unidade de conservação voltada à proteção ambiental e à pesquisa científica. A proximidade da área de preservação ambiental e de propriedades rurais tem gerado preocupação entre autoridades e moradores. A operação envolve equipes da Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, da Defesa Civil e da Patrulha Rural da Guarda Civil Municipal. Também participam o Corpo de Bombeiros, a Fundação Florestal de Rio Claro, a Fundação Florestal de Barreiro Rico e a equipe da Operação SP Sem Fogo, do Governo do Estado. O helicóptero Águia da Polícia Militar tem dado suporte aéreo com lançamentos de água. Na sexta-feira (12), o helicóptero realizou mais de dez descargas de água na tentativa de conter o avanço das chamas. Caminhões-pipa, tratores e drones também foram mobilizados. Equipes em solo realizaram aceiros — uma técnica que cria faixas sem vegetação ao redor da área atingida, dificultando a propagação do fogo. Condições climáticas dificultam combate Segundo o segundo-sargento Marcolins, do Corpo de Bombeiros, a baixa umidade relativa do ar e o terreno de difícil acesso complicam a atuação das equipes. “A maior preocupação é com as residências próximas e a Estação de Ibicatu”, afirmou. O gerente da Secretaria de Agricultura, Daniel Richard de Campos, conhecido como Dilão, acompanha os trabalhos no local. “É uma área muito extensa e estamos unindo forças para acabar com o fogo o quanto antes”, disse. O secretário da Pasta, Maurício Perissinotto, lembrou que, em abril, a Prefeitura promoveu uma oficina de prevenção a incêndios florestais na região da Estação de Ibicatu, com participação de entidades públicas, privadas e da sociedade civil. Apoio da comunidade Produtores rurais da região também colaboram com os esforços. O agricultor Noedir Granja, cuja propriedade chegou a ficar a apenas 50 metros das chamas, atua como voluntário no combate. “A preocupação maior são as propriedades que tem aqui perto e a Ibicatu. Se o fogo atingir esses locais será um prejuízo muito grande”, relatou. Prevenção e denúncias Com o período de estiagem se estendendo de junho a outubro, o Corpo de Bombeiros reforça a importância da prevenção. “A população deve colaborar com medidas preventivas, como evitar fogueiras, não jogar bitucas de cigarro em áreas de vegetação e manter terrenos limpos”, orientou o primeiro-sargento Gentile. Denúncias de queimadas podem ser feitas pelos telefones: 199 (Defesa Civil), 193 (Corpo de Bombeiros), 190 (Polícia Militar), 153 (Guarda Civil Municipal) Crime ambiental Provocar incêndios em áreas verdes é crime ambiental, conforme a Lei nº 9.605/1998, e pode resultar em pena de dois a quatro anos de reclusão, além de multa. A legislação prevê punições mais severas em caso de dolo ou destruição de grandes áreas. A partir de 2024, as multas podem chegar a R$ 10 mil por hectare em vegetação nativa e R$ 3 mil por hectare em áreas agropastoris sem autorização. Fotos: Prefeitura de Piracicaba

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Condenado pelo STF, Bolsonaro pode ficar inelegível até 2060

Diante do novo cenário, aliados de Bolsonaro no Congresso se articulam para propor uma lei de anistia  O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ficar inelegível pelos próximos 35 anos em razão da condenação na ação penal que investigou a trama golpista de 2022. A decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (11), estabeleceu pena de 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça, deterioração de patrimônio tombado.  Por 4 votos a 1, os ministros entenderam que Bolsonaro teve papel central nas articulações que culminaram nos ataques de 8 de janeiro de 2023. Ficha Limpa amplia inelegibilidade  Com base na Lei da Ficha Limpa, condenados por decisão colegiada ficam impedidos de disputar eleições por oito anos após o cumprimento da pena. Isso significa que Bolsonaro, hoje com 70 anos, só poderia voltar a concorrer em 2060, quando teria 105 anos.  Vale lembrar que o ex-presidente já estava inelegível até 2030 após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o condenou por abuso de poder político e econômico no episódio da reunião com embaixadores, em julho de 2022, no Palácio da Alvorada. O encontro, em que atacou o sistema eletrônico de votação, foi citado pelo relator no STF como um dos atos executórios da trama golpista. Possível mudança na lei  Na semana passada, o Senado aprovou o PLP 192/2023, que altera a Lei da Ficha Limpa e reduz o tempo de inelegibilidade. O texto prevê que o prazo de oito anos comece a contar a partir da data da condenação — e não após o cumprimento da pena.  Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar a proposta, Bolsonaro ficaria inelegível até 2033, já que a condenação no STF ocorreu nesta quinta-feira. Anistia entra no debate político  Diante do novo cenário, aliados de Bolsonaro no Congresso se articulam para propor uma lei de anistia. Deputados da base bolsonarista devem pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar a discussão já na próxima semana.  Sem mudanças legislativas, a perspectiva é que Bolsonaro esteja fora do jogo eleitoral por mais de três décadas. (Renan Isaltino) Fonte: Agência Brasil Foto: arquivo Portal Veloz

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Esgotados os recursos, Justiça vai definir entre prisão federal, PF e domiciliar para Bolsonaro

Ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela participação na trama golpista O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) a 27 anos e três meses de prisão pela participação na trama golpista. O regime deve ser cumprido de forma inicialmente fechada. Mesmo após a definição da pena, o réu ainda pode apresentar recursos (embargos). Dessa forma, a condenação só será executada quando o processo transitar em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso. Caso a condenação seja mantida, o local onde a pena deve ser cumprida será definido ou pelo relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, ou ficará a cargo do juiz responsável pela execução. Segundo o advogado criminalista Rafael Paiva, existem quatro possibilidades sobre o local em que Bolsonaro pode cumprir a pena: uma prisão federal de segurança máxima; um presídio comum; sala de Estado-Maior, no quartel do Exército; ou uma cela especial dentro da Polícia Federal. Para Paiva, apesar da prisão federal e do presídio comum serem uma possibilidade com amparo legal, são opções improváveis, considerando que Bolsonaro é um ex-presidente, tem 70 anos e problemas de saúde. A sala de Estado-Maior é um local dentro de uma organização militar onde oficiais podem cumprir sentenças, mas que oferecem condições melhores que em um encarceramento comum. O advogado afirma que a maior probabilidade é que o ex-presidente fique em uma cela especial na PF, como aconteceu com o presidente Lula na época da prisão dele, em 2018. Outra possibilidade é que a defesa entre com pedido de que o regime da pena seja transferido para domiciliar, como o ex-presidente já cumpre atualmente. Segundo apuração do R7, a Superintendência da PF em Brasília tem apenas duas celas de passagem, que servem para abrigar presos que aguardam transferência para o sistema penitenciário, e não tem capacidade para receber um ex-presidente. Entretanto, uma reforma começou a ser feita em agosto, e a informação dos bastidores é que a construção foi de novas celas. Perguntas e Respostas   Qual foi a condenação de Jair Bolsonaro?   O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão pela participação na trama golpista. O regime deve ser cumprido de forma inicialmente fechada.   Quando a condenação será executada?   A condenação só será executada quando o processo transitar em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso.   Quem define o local de cumprimento da pena?   O local onde a pena deve ser cumprida será definido pelo relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, ou ficará a cargo do juiz responsável pela execução.   Quais são as possibilidades de local onde Bolsonaro pode cumprir a pena?   Segundo o advogado criminalista Rafael Paiva, existem quatro possibilidades: prisão federal, presídio comum, cela especial na Polícia Federal ou um regime domiciliar.   Qual é a opção mais provável para o cumprimento da pena de Bolsonaro?   A maior probabilidade é que o ex-presidente fique em uma cela especial na Polícia Federal, similar ao que ocorreu com o ex-presidente Lula em 2018.   Há possibilidade de Bolsonaro cumprir pena em regime domiciliar?   Sim, a defesa pode solicitar que o regime da pena seja transferido para domiciliar, como o ex-presidente já cumpre atualmente.   Como está a estrutura da Superintendência da PF em Brasília para receber presos?   A Superintendência da PF em Brasília possui apenas duas celas de passagem, que servem para abrigar presos que aguardam transferência, e não tem capacidade para receber um ex-presidente. No entanto, uma reforma começou a ser feita em agosto, com a construção de novas celas.   Fonte: R7 Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Defesas preparam recursos para reverter condenação de Bolsonaro e outros réus da trama golpista

Ex-presidente e sete aliados do núcleo crucial foram condenados à prisão pelo STF, mas decisão pode ser contestada O STF (Supremo Tribunal Federal) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados pela trama golpista. Apesar disso, os condenados não passam a cumprir as penas de forma automática, pois as defesas ainda podem apresentar recursos contra a decisão. Com a publicação do acórdão, os advogados poderão apresentar os chamados embargos de declaração, recurso que visa esclarecer omissões e contradições no texto final do julgamento. No geral, esse tipo de recurso não tem poder para rever o resultado do julgamento e costuma ser rejeitado. As defesas também cogitam recorrer com embargos infringentes — o que permitiria uma reanálise do caso pelo plenário do STF —, apesar de tradicionalmente ser necessário mais de um voto contrário durante o julgamento na Primeira Turma. No caso envolvendo Bolsonaro e os demais réus, só Luiz Fux votou contra a maioria. Após o trânsito em julgado, quando não houver mais como apresentar recursos, a única saída seria a revisão criminal, caso surjam fatos novos. Sendo assim, não seria mais possível recorrer a alguma instância do Judiciário brasileiro, visto que o processo tramita na mais alta corte do país. Contudo, a defesa de Bolsonaro já admite acionar tribunais internacionais. “Juízo de exceção em cortes internacionais é interpretado como violação de direitos humanos”, disse o advogado Paulo Amador Bueno. Em nota divulgada após o fim do julgamento, a defesa do ex-presidente classificou as penas fixadas como “absurdamente excessivas e desproporcionais” e reforço que, “após analisar os termos do acórdão, ajuizará os recursos cabíveis, inclusive no âmbito internacional”. “Continuamos a entender que o ex-presidente deveria ter sido julgado pela primeira instância ou, se assim não fosse, pelo pleno do Supremo Tribunal Federal. Da mesma forma, não podemos deixar de dizer, com todo o respeito, que a falta de tempo hábil para analisar a prova impediu a defesa de forma definitiva”, afirmaram os advogados Paulo Amador Bueno e Celso Vilardi. Mauro Cid Após o reconhecimento da delação premiada e a condenação a dois anos de prisão em regime aberto, a defesa do tenente-coronel Mauro Cid vai pedir ao STF que o período que ele passou preso e também com tornozeleira eletrônica seja abatido desse tempo. O entendimento dos advogados é que Cid já cumpriu os dois anos durante as investigações e, portanto, não precisaria mais ser submetido a essa prisão em regime aberto. Com isso, a defesa pretende pedir para ele tirar a tornozeleira eletrônica. Cid ficou preso inicialmente por quatro meses, de maio a setembro de 2023. Na ocasião, fechou um acordo de delação premiada e deixou a prisão, mas continuou utilizando tornozeleira eletrônica e cumprindo recolhimento domiciliar noturno. Depois, foi preso novamente por mais dois meses, entre março e maio de 2024, e solto com tornozeleira. Confira a lista das condenações Jair Bolsonaro: ex-presidente da República, foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, sendo 24 anos e 9 meses de reclusão, e 2 anos e 6 meses de detenção. Alexandre Ramagem: ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e deputado federal (PL-RJ), foi condenado a 16 anos e 1 mês de prisão. Os ministros também decidiram pela perda de seu mandato parlamentar, a ser declarado pela mesa da Câmara dos Deputados. Paulo Sérgio Nogueira: ex-ministro da Defesa no governo Bolsonaro, foi condenado a 19 anos de prisão, sendo 16 anos e 11 meses de reclusão e 2 anos e 1 mês de detenção. Augusto Heleno: o general foi condenado a 21 anos de prisão, sendo 18 anos e 11 meses de reclusão e 2 anos e 1 mês de detenção. Almir Garnier: ex-comandante da Marinha, recebeu pena de 24 anos de prisão, sendo 6 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção. Anderson Torres: ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF, foi condenado a 24 anos de prisão, sendo 21 anos e 6 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção. Walter Braga Netto: o general foi condenado a 26 anos de prisão, sendo 23 anos e 6 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção.. Mauro Cid: tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, foi condenado a 2 anos em regime aberto. Como delator da ação penal relacionada à trama golpista, recebeu pena reduzida. Outras determinações coletivas Danos morais coletivos: a Primeira Turma fixou como valor indenizatório mínimo a quantia de R$ 30 milhões, a ser paga de forma solidária por todos os condenados (exceto Mauro Cid, por não constar no acordo). O valor será corrigido monetariamente desde a proclamação do resultado, e incidirão juros de mora legais a partir do trânsito em julgado. Inelegibilidade: foi declarada a inelegibilidade de todos os réus nos termos da Lei Complementar 135 de 2010 (Lei da Ficha Limpa), pelo prazo de 8 anos a partir da decisão colegiada. Foi determinado o ofício à presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Cármen Lúcia. O ministro Luiz Fux não votou neste ponto por ter julgado as ações improcedentes para alguns réus. Perda de cargo público: para Alexandre Ramagem e Anderson Torres, ambos delegados da Polícia Federal, foi aplicada a perda do cargo, por terem sido condenados a pena privativa de liberdade superior a um ano em crimes praticados com abuso de poder ou violação do dever com a administração pública. Ofício ao STM (Superior Tribunal Militar): Será oficiado o STM, após o trânsito em julgado, para que analise a aplicação do artigo 142, incisos 6º e 7º, da Constituição Federal, em relação a Jair Bolsonaro, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Almir Garnier. Essa medida visa determinar a perda do posto e da patente, visto que são militares da reserva e suas penas superam dois anos. O réu Mauro Cid foi excluído desta determinação, pois a pena dele foi de 2 anos, não atingindo o limite constitucional. Perguntas e Respostas Qual foi a decisão do STF em relação a Jair Bolsonaro e outros réus? O STF (Supremo Tribunal Federal) condenou o

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Por maioria, STF condena ex-presidente Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão

Esta é a primeira vez na história do país que um ex-chefe do Executivo é condenado por crimes contra a democracia O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta quinta-feira (11), por maioria de votos, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão por participação em um plano de golpe de Estado contra o resultado das eleições presidenciais de 2022. Esta é a primeira vez na história do país que um ex-chefe do Executivo é condenado por crimes contra a democracia. A pena, fixada em regime inicial fechado, resulta da soma de condenações por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, entre outros delitos denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O julgamento O relator, ministro Alexandre de Moraes, defendeu a condenação de Bolsonaro e de outros sete réus, apontando provas de que havia uma “empreitada criminosa” conduzida pelo então presidente com apoio de aliados civis e militares. Acompanharam Moraes os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, formando a maioria de 4 votos a 1. O ministro Luiz Fux divergiu parcialmente, votando por uma pena mais branda e restrita a parte dos crimes imputados. A decisão inédita No voto vencedor, Cármen Lúcia destacou que Bolsonaro não foi “arrastado” para os atos golpistas, mas atuou como líder da organização criminosa. “Ele era o causador da insurgência, e não apenas um participante eventual”, afirmou. Com a decisão, Bolsonaro se torna inelegível de forma definitiva e poderá cumprir pena em regime fechado, caso não haja reversão em instâncias posteriores. Outros condenados Além do ex-presidente, também foram condenados:   Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice em 2022, a 26 anos e 6 meses de prisão; Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, que recebeu pena superior a 20 anos; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do GSI; Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Abin; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha.   Contexto Segundo a denúncia, o grupo atuou em diferentes frentes: ataques digitais às urnas eletrônicas e à Justiça Eleitoral, tentativa de mobilizar apoio de setores militares e incentivo a atos violentos, culminando nas invasões de 8 de janeiro de 2023. Para a PGR, o movimento golpista visava impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e manter Bolsonaro no poder de forma inconstitucional. (Renan Isaltino) Foto:R7

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STF forma maioria para condenar Bolsonaro e aliados por plano de golpe de Estado

O julgamento ainda aguarda o voto do ministro Cristiano Zanin  A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), formou nesta quinta-feira (11) a maioria necessária na Primeira Turma da Corte para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus acusados de participação em um plano de golpe contra o resultado da eleição presidencial de 2022.  O julgamento ainda aguarda o voto do ministro Cristiano Zanin, mas a condenação já é considerada irreversível no colegiado. Réus condenados  Além de Bolsonaro, a maioria dos ministros da Primeira Turma votou pela condenação de: Alexandre Ramagem, deputado federal (PL-RJ) e ex-diretor-geral da Abin; Almir Garnier, almirante de esquadra e ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do GSI; Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, além de candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022.   Placar  Em relação a Bolsonaro, Ramagem, Garnier, Torres, Heleno e Paulo Sérgio, o placar está em 3 a 1 pela condenação, diante da divergência aberta pelo ministro Luiz Fux, que votou pela absolvição.  No caso de Mauro Cid e Braga Netto, a votação foi ainda mais dura: 4 a 0 para condená-los por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, e 3 a 1 pelos demais crimes. Crimes imputados  Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), os oito réus devem responder por: organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e ameaça grave (contra patrimônio da União); deterioração de patrimônio tombado. No caso de Alexandre Ramagem, a Câmara dos Deputados já havia aprovado, em maio, a suspensão parcial da ação penal. Dessa forma, ele responde apenas pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, todos supostamente praticados antes de sua diplomação como parlamentar. O voto de Cármen Lúcia  Em seu voto, a ministra afirmou que a PGR apresentou “prova cabal” da existência de uma empreitada criminosa articulada para atacar o Judiciário e o sistema eleitoral.  “Os fatos que são descritos desde a denúncia e a referência acusatória à imputação não foram negados na sua essência”, afirmou Cármen Lúcia.  Ela classificou Bolsonaro como líder da organização criminosa, destacando que ele não foi “arrastado” para os atos, mas sim o “causador” da insurgência. Segundo a ministra, há provas consistentes de planos para uma ruptura institucional e tentativa de permanência forçada no poder.  Em relação a Mauro Cid, Cármen Lúcia apontou que sua atuação foi além das urnas eletrônicas, com participação ativa em atos considerados criminosos.  A ministra também divergiu do entendimento de Luiz Fux ao defender que os crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito devem ser analisados separadamente, sem absorção de um pelo outro, o que amplia o escopo das condenações. Contexto  A denúncia da PGR associa os réus a uma “milícia digital” organizada para difundir ataques contra a Justiça Eleitoral, questionar a legitimidade das urnas eletrônicas e preparar terreno para a tentativa de golpe, que culminou nos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.  Com a formação da maioria, resta apenas a conclusão formal do julgamento com o voto de Cristiano Zanin. (Renan Isaltino) Fonte e Foto: R7

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Fux cita incompetência do STF para julgar ação contra Bolsonaro

Ao abrir seu voto no julgamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira (10), o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que não cabe à Corte fazer julgamento político, mas agir com cautela e responsabilidade ao decidir o que é legal sob o ponto de vista criminal. “Não compete ao Supremo Tribunal Federal realizar um juízo político do que é bom ou ruim, conveniente ou inconveniente, apropriado ou inapropriado. Compete a este tribunal afirmar o que é constitucional ou inconstitucional, legal ou ilegal”, disse Fux. O ministro acrescentou que “trata-se de missão que exige objetividade, rigor técnico e minimalismo interpretativo. A fim de não se confundir o papel do julgador com o do agente político”.  “Com a mesma cautela e responsabilidade que orientam a jurisdição constitucional, deve também o Poder Judiciário exercer sua atuação de igual maneira na esfera criminal”, afirmou Fux. A Primeira Turma do Supremo retoma nesta quarta, com o voto de Fux, o julgamento sobre uma trama golpista que teria atuado para manter Bolsonaro no poder mesmo com derrota nas eleições de 2022. Acompanhe ao vivo Fux é o terceiro a votar, depois que os ministros Alexandre de Moraes, relator da ação penal, e o ministro Flávio Dino votaram pela condenação de todos os oito réus pelos cinco crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Luiz Fux já indicou que vai divergir em questões preliminares e também sobre o mérito do caso. Entre as divergências está a opinião de que a competência para julgar o caso não é do Supremo, mas da primeira instância da Justiça Federal. O ministro alertou que seu voto será longo. Quem são os réus Jair Bolsonaro – ex-presidente da República; Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); Almir Garnier – ex-comandante da Marinha; Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto – ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro na chapa de 2022; Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Crimes Todos os réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. A exceção é o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes. A regra está prevista na Constituição. A suspensão vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro.   Fonte: Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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