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Tag: Agro

BioSummit 2025 traz o Brasil como protagonista do agro sustentável com a adoção pioneira da agricultura regenerativa e dos bioinsumos

No ano em que o Brasil sedia a COP 30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas) todos os olhos se voltam para as boas práticas agropecuárias adotadas no país, principalmente o uso pioneiro de bioinsumos em grandes culturas comerciais em campo aberto. É nesse contexto que o BioSummit 2025 reúne todos os players dessa cadeia nos dias 04 e 05 de junho, na Expo D. Pedro, em Campinas (SP). Entre os temas abordados estão números do mercado de bioinsumos, os principais desafios do produtor na adoção dos biológicos, qualidade de produção e aplicação, visão da “Faria Lima” sobre esse mercado, créditos verdes, produtos inovadores, registro e regulatório entre outros. “O BioSummit é um encontro para discutir temas relevantes relacionados aos insumos biológicos com todos os elos da cadeia, mas também um local de negócios e networking. Além das palestras com os especialistas do mercado e uma área de estandes com as principais empresas do setor, teremos várias ações que conectam os participantes gerando networking e possibilidade de negócios, afirma Daiana Bisognin Lopes, CEO da FB Group, organizadora do evento. O evento é promovido pela FB Group, com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Associação Nacional das Empresas de Produtos Fitossanitários (Aenda), Associação Brasileira de Bioinovação (Abbi), Associação Nacional de Difusão de Adubos (Anda), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Sociedade Entomológica do Brasil (SEB), Croplife Brasil, Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI), Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (Anpiibio) e Souto Correa Advogados. O comitê técnico do evento é liderado pelo Prof. Dr. Jerson Vanderlei Carus Guedes, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e composto por especialistas abrangendo conhecimentos científicos, tecnológicos e industriais, além de experiência na distribuição, comercialização e uso de insumos biológicos. Dados da última edição  O BioSummit 2024 reuniu durante dois dias um público de cinco países e 16 estados brasileiros, entre 750 participantes, 33 empresas expositoras e patrocinadoras e 55 palestrantes. Como novidade o evento trouxe espaços para reuniões de negócios com os participantes e troca de contatos através do QrCode do crachá, além da programação paralela da arena de mercado e também do Espaço BioInova, uma iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), no âmbito do Programa Nacional de Bioinsumos. O BioInova foi dedicado ao networking e parcerias estratégicas, com atividades como mesas-redondas e workshops, proporcionando um ambiente dinâmico para compartilhar conhecimentos e promover o desenvolvimento de soluções sustentáveis para os desafios do setor.   Serviço: BioSummit 2025 Data: 04 e 05 de junho de 2025 Local: Expo D. Pedro – Avenida Guilherme Campos, 500, Campinas (SP) Para mais informações acesse o site: biosummit.com.br   Foto: Divulgação

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Vinícola Vale dos Pinhais marca o início da cultura do vinho em Limeira

No coração do Bairro do Pinhal, em Limeira (SP), surge um projeto que resgata a história local e projeta um futuro promissor: a Vinícola Vale dos Pinhais. Mais do que uma simples vinícola, a Vale dos Pinhais se tornou um marco na cidade, sendo a primeira de sua natureza, e carregando consigo séculos de tradição, respeito pela terra e um compromisso com a busca incessante pela excelência. A trajetória da vinícola teve início em 2022, motivada pelo amor à viticultura e o desejo de criar um produto autêntico e de qualidade. O Bairro do Pinhal, com suas raízes profundas e histórias que atravessam gerações, foi escolhido como o local ideal para dar vida a esse sonho. Com um solo único e condições excepcionais para o cultivo de uvas especiais, a Vinícola Vale dos Pinhais combina técnicas modernas com o legado da terra para produzir vinhos que possuem uma identidade própria e qualidade incomparável. Cada garrafa produzida na vinícola é resultado de um processo cuidadoso, que respeita a natureza e valoriza a tradição. Desde a seleção das uvas até a vinificação, a vinícola segue rigorosos padrões de qualidade, garantindo que seus vinhos tragam não apenas um sabor marcante, mas também a essência do terroir de Limeira. O objetivo da Vinícola Vale dos Pinhais vai além da simples produção de vinhos. O projeto busca construir um legado para a cidade, que levará o nome de Limeira para o mundo. A cada gole, os apreciadores são convidados a se conectar com a história da região, celebrando a memória afetiva e o sentimento de pertencimento que a vinícola representa. Com a promessa de proporcionar experiências únicas, a Vinícola Vale dos Pinhais convida todos a fazer parte dessa história. Sejam para celebrar um momento especial ou para criar novas memórias, os vinhos produzidos são pensados para aqueles que valorizam não apenas o sabor, mas a jornada que cada garrafa carrega.   Serviço: Vinícola Vale dos Pinhais Chácara Saxonia Estrada Limeira-Mogi Mirim, Km 100 – Bairro Pinhal CEP: 13.480- 970 contato@valedospinhais.com.br (19) 98452-8985 Instagram: @vinicolavaledospinhais   Foto: Reprodução/Instagram @vinicolavaledospinhais

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Irmãos de Pires de Cima, bairro rural de tradição alemã, em Limeira, produzem palmito pupunha com sustentabilidade

O apito da panela de pressão avisa que está no ponto, enquanto o aroma doce de milho verde invade o ambiente. Mas não se engane: são macios toletes de palmito pupunha, uma palmeira nativa da região amazônica, que saem da água fervente, escorridos, para o prato. Eles acabaram de ser colhidos no Sítio Carradas, em Pires de Cima, bairro rural de Limeira marcado pela colonização alemã, onde os irmãos Douglas e Cassiana Carradas sonharam, pouco mais de três anos atrás, em trabalhar com um produto sustentável. Na propriedade, que pertence à família há mais de 100 anos, o terreno se divide entre uma parte arrendada para grãos e a nova cultura, que, apesar de não ser característica da área, foi a aposta dos proprietários e já dá sinais de sucesso. Ali, o palmito pupunha é produzido sob o Protocolo de Transição Agroecológica, processo gradual que prioriza o desenvolvimento de sistemas agroalimentares sustentáveis, com o apoio e acompanhamento da Casa da Agricultura de Limeira, que faz parte da Regional local da CATI, órgão de assistência técnica e extensão rural da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. “Historicamente, o cultivo em nossa propriedade sempre foi convencional, mas nós tínhamos a intenção de trabalhar algo mais voltado à questão ambiental”, diz Cassiana. A engenheira agrônoma Carla de Meo, técnica da Casa da Agricultura de Limeira, acompanha os produtores desde o início. No começo, ela elencou tudo de que precisariam para implantação da ideia. “Fizemos um plano de negócios. Estudamos a cultura”, conta. “Fizemos vários exercícios de receita possível, preparo do solo, escolha das mudas – que vieram de Registro, no Vale do Ribeira –, e sobre os investimentos necessários, como a irrigação, um dos mais altos, já que a cultura, aqui, é irrigada por gotejo”, explica Carla. E deu certo. Entre as políticas públicas acessadas na propriedade, além do acompanhamento no Protocolo de Transição Agroecológica, a produtora foi também beneficiada pela linha de crédito do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), Feap Mulher, para a construção de um poço. Douglas encantou-se com o palmito pupunha por meio de pesquisas pela internet e com produtores de outras regiões, e este encantamento se reproduz na boa aceitação de seu produto pelo mercado. A produção dos irmãos Carradas é comercializada em feiras da região e, diretamente, para restaurantes e consumidores. “Num primeiro momento, imaginei uma produção para a indústria. Como ainda temos aqui um projeto-piloto, colocamos à venda diretamente ao consumidor e tive um resultado melhor do que eu esperava”, finaliza o produtor. Até os palmitos têm coração No reino vegetal, não apenas as bananeiras e as alcachofras têm coração. Os palmitos também têm. Brincadeiras à parte, existe um crescente mercado desejoso de produtos agroecológicos e frescos, com proposta de valor de comercialização que varia de acordo com a parte mais ou menos desejada do palmito. O que se consome da planta é o “miolo” do caule. Há o momento certo do corte para obter um palmito macio, e o coração do pupunha é parte nobre, a mais cobiçada pela gastronomia. A pupunheira (Bactris gasipaes) brota por perfilhamento da planta mãe. Pela abundância de brotos, é possível repetir cortes na mesma área, sem replantio, e realizar a colheita do produto ao longo de todo o ano. Entre as vantagens estão a precocidade da planta e a qualidade do palmito, macio e saboroso, mas talvez a principal delas seja a vantagem ecológica, já que a exploração comercial do pupunha não causa prejuízo às matas nativas. Assista à reportagem aqui:    Sobre o bairro rural de Limeira Sauerkraut, ou chucrute, eisben, ou joelho de porco: as delícias da gastronomia alemã podem ser encontradas no Bairro dos Pires, em Limeira. O bairro rural mantém a tradição alemã viva, tendo sido fundado pelos primeiros imigrantes de Holstein, sul da Alemanha, e leva o nome da família Pires, antiga proprietária das terras da região, vendidas aos alemães em 1856. Agora, o palmito pupunha faz parte dessa história.   Foto: CATI

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Agronegócio paulista registra superávit apesar da queda nas exportações

O agronegócio paulista registrou um superávit de US$3 bilhões, mesmo com uma queda de quase 19% nas exportações entre janeiro e fevereiro deste ano. A redução nas exportações de açúcar, principal produto paulista, impactou o resultado, mas a diversificação com sucos, carnes, celulose e café ajudou a manter a liderança de São Paulo como o maior estado exportador do Brasil. As importações aumentaram 13% em comparação ao ano anterior. Carlos Nabil Ghobril, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, destacou a importância do setor para a economia do estado, que representa mais de 40% das exportações paulistas.   Fonte: R7

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SP fortalece compras públicas de leite por meio de mutirão em parceria com cooperativas de produtores

Com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do leite no Estado de São Paulo, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do seu plano de reestruturação da cadeia leiteira, deu início a um mutirão de emissão de Declaração de Conformidade (DCOMP). O documento é essencial para que os produtores possam participar das Chamadas Públicas do PPAIS (Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social) para venda de produtos, in natura e manufaturados, até o limite de R$104 mil anuais por família. O primeiro mutirão ocorreu na região do Vale do Paraíba, junto com a Cooperativa de Laticinios do Medio Vale do Paraíba (Comevap), com apoio da equipe técnica da Secretaria para acelerar a adesão dos produtores cooperados ao PPAIS. “Nós fizemos 91 Dcomps para os produtores locais e serão mais de 15 unidades comercializando o leite e o queijo pelo Programa”, destacou o analista de desenvolvimento agrário e gestor do PPAIS, Clóvis Etto. O Programa, que em 2024 comprou mais de R$21 milhões de agricultores familiares paulistas, fez com que o Estado se tornasse o principal comprador dos produtos da agricultura familiar permitindo a melhora da qualidade de vida dos que trabalham no campo e promovendo o desenvolvimento regional. Além da garantia de compra, os preços pagos pelo programa tendem a ser melhores que os valores pagos no mercado tradicional. “O PPAIS fomenta a comercialização e contribui para a melhora da qualidade de vida dos que trabalham no campo, trazendo dignidade ao agricultor e alimentos de qualidade às crianças das escolas do Estado”, ressaltou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai. Vale destacar que em 2024, o governo paulista publicou um decreto que dobrou o teto do PPAIS, elevando o valor anual de R$ 52 mil para R$ 104 mil por produtor, o que representou um aumento de 130% nas compras públicas Cooperativismo em números Segundo a Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp), o estado conta com 181 cooperativas agropecuárias e 165 mil produtores cooperados. Entre os benefícios do modelo estão o acesso facilitado a insumos de qualidade e tecnologias avançadas, comercialização mais eficiente dos seus produtos, assistência técnica especializada e o fortalecimento das comunidades rurais.   Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento/Governo de SP

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Alta mundial do cacau impacta custos do chocolate e vendas da Páscoa

O aumento do custo do cacau em nível mundial, de cerca de 180% em dois anos, está refletindo no valor dos produtos para a Páscoa e para a produção permanente do setor. A alta da fruta se concentrou no segundo semestre do ano passado, em decorrência da quebra de safra nos grandes produtores africanos. A instabilidade no setor deve se manter também nesta temporada, com o maior produtor, Costa do Marfim, ainda enfrentando impacto significativo de ondas de calor e da seca. “Isso vai influenciar o desenvolvimento da planta, a brotação e a formação dos frutos, e com isso uma menor oferta”, explicou Letícia Barony, assessora técnica da comissão nacional de fruticultura da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Em Gana, segundo maior produtor, Letícia avalia que há um cenário de tendência de recuperação na produção, com o governo divulgando indicadores para um cenário de colheita atrativo, que pode levar a um reequilíbrio para a oferta. No Brasil, a perspectiva é de aumento de safra, após quedas sucessivas. O país é atualmente o sexto maior produtor mundial de cacau, com mais de 90% da produção nos estados do Pará e Bahia, com uma produção anual de 300 mil toneladas por ano. A gente percebe, ainda assim, muita volatilidade e incerteza dentro do mercado, tanto em relação à oferta, quanto em relação à demanda e principalmente aos preços que esses produtos serão ofertados. Isso pega toda a cadeia de valor, não só na amêndoa de cacau, mas nas indústrias moageiras, indústrias de derivação e também na disponibilização desses produtos ao consumidor”, analisa a assessora técnica da CNA. Para a Confederação, a perspectiva é de aumento das safras neste e no próximo ano, com o resultado dos investimentos em áreas não tradicionais de cultura cacaueira, como o cerrado baiano, no oeste do estado, onde o cultivo ocorre a pleno sol, com irrigação e uso intensivo de tecnologias. São Paulo e o norte de Minas são outras possibilidades de áreas de cultivo, além da consolidação da recuperação das culturas da Bahia e do Pará. Outra tendência é o aumento do processamento do cacau no país, gerando produtos com maior valor agregado tanto para o mercado externo quanto para o interno. Retração O setor de chocolates prevê uma retração de cerca de 20% na quantidade total de ovos de Páscoa produzidos neste ano, em relação à produção do ano passado. Apesar dessa diminuição, a expectativa da Abicad (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados) é de contratação de pouco mais de 9,6 mil trabalhadores temporários, 26% a mais do que em 2024, com expectativa de 20% serem efetivados. Segundo a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), os preços dos ovos de chocolate e produtos relacionados (bombons, miniovos, coelhos e barras) tiveram aumento médio de 14%, e as colombas ficaram 5% mais caras neste ano. Para lidar com o aumento de custos, o setor usa como estratégia a diversificação de portfólio, com produtos menores e mais variados. Como o chocolate não é um produto essencial, como o arroz ou uma proteína (ovo, carne ou equivalente vegetal) seu consumo pode ser diminuído ou evitado mais facilmente. Com isso o preço tem um limite, a partir do qual a demanda começa a cair. Adaptações O aumento na matéria prima já é sentido nos produtos, tanto no atacado quanto no varejo. Enquanto redes populares já exibem ovos de Páscoa acima de R$ 70, pequenos produtores têm de pesquisar fornecedores e buscam maior variedade de produtos para aproveitar a data, tradicionalmente a melhor do ano para os chocolateiros. A chef Dayane Cristin colocou a pesquisa como um elemento estratégico de sua produção. Moradora de Osasco, na grande São Paulo, ela pesquisa em três grandes lojas da região, semanalmente, o chocolate e as outras matérias primas para sua produção de trufas e outros doces. Com barras de 2,5 kg, ela confecciona uma média de 1.250 trufas por semana, que vende no transporte público, de segunda a sábado. Com a alta dos preços, ela teve que aumentar o tempo despendido com os orçamentos. “Eu vou cotando, o preço do chocolate tem aumentado, e em alguns lugares produtos como o chocolate branco estão em falta. Eu tenho me organizado, comprado em grande quantidade e com isso consigo um valor menor”, nos conta Cristin. Mesmo com o esforço ela teve de aumentar o valor das trufas no começo deste ano, de R$ 3 para R$ 4. Além do chocolate, outros produtos que usa, como o leite condensado e o creme de leite, tiveram altas consideráveis no último ano, assim como as frutas. A incerteza sobre os preços levou a Dayane a segurar a tabela de valores para a Páscoa, que saiu apenas esta semana. “Muitos clientes já pediam, mas eu esperei pois teve um aumento significativo [nos custos]. As caixas dos ovos estão muito caras, no meu caso eu vendo muito mais em ovo de colher. Minha meta esse ano é em torno de R$ 15 a R$ 20 mil, em ovos”, conta a chef, que apesar das dificuldades está bem animada com a data. Tecnologia Letícia Barony, da CNA, avalia que o setor tem conseguido melhorias sensíveis em tecnologias ao longo da cadeia, resultando em ganhos de produtividade, seja para os grandes produtores, seja para as áreas menores. As técnicas de produção que respeitam a qualidade ambiental e a qualidade de vida para o produtor e para os trabalhadores envolvidos se destacam em processos como a quebra do cacau, a fermentação e a armazenagem. “São pontos cruciais para que a gente tenha maior eficiência no uso da mão-de-obra, maior eficiência do processo como um todo e também melhor qualidade para melhor posicionamento de mercado desse produto, na comercialização”, complementa. Estes avanços tecnológicos se refletem inclusive na política externa brasileira. A ApexBrasil (Agência de Promoção de Exportações e investimentos) participou de uma missão à África, passando pela Costa do Marfim, Gana e Nigéria, a convite do Itamaraty e com participação do Ministério da Agricultura e Pecuária, além de representantes de 40 empresas nacionais do setor.

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Com setor em alta, Festa do Cacau apresenta o melhor do chocolate de SP

O Instituto Biológico, na zona sul da capital, recebe neste sábado (29) e domingo (30) a IV Festa do Cacau, promovida pelo Governo de São Paulo. O evento vai permitir uma imersão aos visitantes para além do universo da produção, com oficinas de culinária e de fabricação e apresentação dos aspectos gastronômicos e econômicos do cacau. Segundo levantamento do Instituto de Economia Agrícola, foram plantados neste ano 34,3 mil pés novos, aumento de 37,83% em relação a 2024. As principais regiões produtivas são, por região administrativa: Registro, São José do Rio Preto e Votuporanga. A festa contará com oficinas de pintura com a artista plástica e bióloga Daniela Bená, além de exposição de produtos autorais e derivados do cacau, shows e brinquedos. No sábado e no domingo, sempre aos mesmos horários, ocorrem as oficinas “Culinária de receitas com a utilização do Cacau”, das 11h às 11h30, realizada pela Coordenadoria de Segurança Alimentar (Cosali), da SAA. Das 13h às 13h45 e das 17h às 17h45, haverá a “Fabricação de chocolate bean to bar”, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital). Já a oficina “Chocolate e Gastronomia”, oferecida pelo Senac da Aclimação, será das 15h às 15h30. Apenas no sábado, o Senac Santo Amaro promove uma conversa sobre as “Propriedades antioxidantes do cacau e seus efeitos na saúde da pele”, das 15h30 às 16h. No mesmo horário de domingo, ocorre a “Oficina de Páscoa”, oferecida pela empresa Norcau. Festa do Cacau realizada em 2024. Foto: Divulgação Além disso, o corpo técnico da Secretaria de Agricultura realiza visitas técnicas ao Cacaual, com o Instituto Biológico (IB), Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), APTA Regional e Coordenadoria de Assistência Técnica (CATI). A IV Festa do Cacau ocorre na sede do Instituto Biológico, na Av. Conselheiro Rodrigues Alves 1.252, na Vila Mariana, capital. A contribuição para a entrada é de 1kg de alimento não perecível. IV Festa do Cacau Data: 29 e 30/03/2025 Horário: 11h às 19h Local: Instituto Biológico Endereço: Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252 – Vila Mariana – São Paulo – SP   Foto de capa: Divulgação

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Suspensão do Plano Safra impulsiona o mercado de consórcios

O consórcio no Brasil movimenta mais de R$ 50 bilhões por ano, com destaque para o agronegócio. Estima-se que cerca de 20% do volume de crédito no país seja destinado a este setor, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). O levantamento também apontou que o consórcio de máquinas e equipamentos representou cerca de 25% do total no Brasil. O consórcio é uma opção segura e uma certeza para planejar aquisições. O Mundo Agro conversou com Guilherme Carrasco, vice-presidente da Ademicon, uma das empresas que atuam no setor agropecuário. Guilherme Carrasco, Vice-presidente da Ademicon – Foto cedida: Ademicon Mundo Agro: Com a suspensão do Plano Safra e a liberação de R$ 4 bilhões, a situação dos produtores segue sem boas perspectivas, sem falar na alta dos juros. Como um consórcio pode ajudar? Guilherme Carrasco: Acredito que o consórcio se apresenta como um forte aliado para o planejamento financeiro de médio a longo prazo. Embora pareça que o produtor seja imediatista, ele não é. Ele espera que o tempo esteja a seu favor. Quando se fala em busca por eficiência (custo x benefício), o consórcio acaba sendo uma escolha. A partir dessa solução, o produtor pode fazer a compra planejada de maquinários modernos e outros itens, ou ainda investir em infraestrutura, o que ajuda no aumento da produtividade e reduz as despesas com a produção, gerando aumento na lucratividade. Com o consórcio de imóveis, por exemplo, o crédito pode ser utilizado para a aquisição de propriedades rurais, construção de galpões, silos e outras instalações. Também é possível, por meio do produto, adquirir veículos pesados para escoamento das safras ou investir na aquisição de drones, equipamentos de segurança e de geração de energia. Mundo Agro: A empresa atua há quantos anos com consórcio voltado para o Agro? Tem uma boa adesão? Seria possível estimar quantos % aderem ao consórcio? Guilherme Carrasco: A Ademicon já atua com o agronegócio há alguns anos e vem fortalecendo cada vez mais essa frente. Prova disso é o projeto dedicado Ademicon pro Agro, no qual buscamos capacitar nosso time de vendas nas particularidades deste setor. Atualmente, o consórcio voltado para o agronegócio representa 17% do nosso negócio, considerando as porcentagens de marcas parceiras como New Holland e Iveco, além do consórcio de veículos e imóveis. Mundo Agro: Quais as opções de consórcio no setor? Guilherme Carrasco: No setor de agronegócio, temos consórcios que se dividem nas categorias de imóveis, veículos e serviços. Dentro dessas opções, existem inúmeras possibilidades de uso, que vão desde a aquisição de terrenos, silos, galpões, aviários e granjas; compra de veículos como tratores, colheitadeiras, máquinas e implementos, caminhões, além de reformas, placas solares e até drones. Em relação às vantagens do produto, podemos destacar principalmente a flexibilidade e versatilidade do consórcio. Em linhas gerais, é uma forma de acessar capital sem juros e sem entrada, com um custo menor. Outros pontos que podem ser levados em consideração são a oportunidade de formar ou aumentar patrimônio, a possibilidade de pagamento de parcelas reduzidas, o poder de compra à vista após a liberação do crédito e a variedade de créditos e prazos, entre outros. Quando falamos de preço, é importante frisar que as parcelas pagas são proporcionais ao crédito contratado. O valor da parcela é composto pela fração do crédito adquirido, pela taxa de administração, que remunera a administradora, e pelo fundo de reserva (quando aplicável). Mundo Agro: Houve um aumento na procura pelo serviço desde a suspensão do Plano Safra? Se sim, de quanto e qual a expectativa de aumento? Guilherme Carrasco: A suspensão de novas contratações de financiamentos do Plano Safra 2024/2025 ocorreu em fevereiro. Ainda é pouco tempo para colhermos dados concretos, mas a expectativa é de que os produtores busquem outros meios e mecanismos para investimento no setor. E é aí que entra o consórcio, como uma opção segura, versátil e aliada ao planejamento financeiro. Mundo Agro: Como está o setor de consórcios no Brasil? É bom para quem escolhe e para quem atua? Como escolher um consórcio? Como o consumidor ou produtor pode apurar se ele é seguro, está regularizado etc.? Guilherme Carrasco: O mercado de consórcios no Brasil apresenta perspectivas muito positivas para 2025, impulsionado por tendências econômicas e mudanças no comportamento do consumidor. A busca por soluções financeiras mais sustentáveis e acessíveis deve continuar a atrair novos consorciados, especialmente diante de um cenário de juros ainda elevados. Além disso, espera-se um aumento expressivo na procura por consórcios no setor agro, em razão da crescente demanda por maquinário e equipamentos agrícolas. Produtores rurais têm reconhecido o consórcio como uma ferramenta estratégica para modernizar suas operações sem comprometer o fluxo de caixa. Outro destaque é a expectativa de crescimento no segmento imobiliário, especialmente após mudanças como as anunciadas pela Caixa Econômica Federal, que tornam o consórcio ainda mais competitivo. Esses fatores influenciam tanto quem atua com o consórcio quanto quem se beneficia dele como consumidor. Quando se trata da segurança e da regularidade ao escolher um consórcio, é importante verificar se a administradora é fiscalizada pelo Banco Central. De qualquer forma, o consórcio é uma modalidade simples e segura. Desde 2008, o setor é regulado por uma lei própria (Lei 11.795), o que traz segurança para os consorciados. Além disso, as administradoras de consórcio passam por um rigoroso processo de autorização e fiscalização constante do Banco Central. Também é necessário conhecer o funcionamento da modalidade, e, para isso, a ajuda de um consultor especializado da administradora, que entenda as necessidades particulares de cada consumidor, pode fazer toda a diferença no momento de decidir por esse investimento.   Fonte: R7 Foto de capa: CNA

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Turismo paulista leva produtores rurais para feira mundial de frutas e verduras

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP), participa da Fruit Attraction, uma das maiores feiras mundiais do setor de frutas e verduras. O evento ocorre na capital paulista, de 25 a 27 de março. Pela segunda vez no Brasil, a feira promove o comércio entre a América e a Europa e destaca o papel do país no cenário mundial. Em parceria com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a Setur-SP leva à feira produtores artesanais, parte deles das rotas gastronômicas consolidadas pelo Estado, que integram o Sabor de SP, o maior programa de valorização da gastronomia paulista. Os produtores levarão chás de diversos sabores; além de apresentar banana, palmito, mandioca e outros legumes. Os itens e os produtores estarão em um estande de 192 m² do Governo de SP. No local, a equipe da Setur-SP também realizará atendimentos. “A gastronomia é um dos principais atrativos do estado de São Paulo, e com a participação dos produtores rurais na Fruit Attraction, eles têm a oportunidade de apresentar seus produtos, divulgar os destinos, e gerar novos negócios”, afirma Roberto de Lucena, secretário de Turismo e Viagens. O Brasil é o maior mercado da América Latina do setor de frutas e verduras e o terceiro produtor mundial, com 40 milhões de toneladas produzidas por ano. Líder nacional, o setor de frutas de São Paulo cresceu 13% em relação a 2023. De acordo com Instituto de Economia Agrícola (IEA -Apta), da SAA, no ano passado foram comercializados mais de US$ 250 milhões. São Paulo também lidera a produção nacional de banana, com 26% do total produzido. O maior polo está no Vale do Ribeira. Enquanto a média nacional é de 14 toneladas de bananas produzidas por hectare, a do Vale do Ribeira é de 22. “A fruticultura agrega valor, movimenta a economia, gera empregos e também preserva o meio ambiente. O estado é o líder de transição energética do Brasil, o que tem maior diversificação de culturas do país, além de ser o com melhor balança comercial. Por isso, é com muito prazer que digo que somos uma potência agroambiental e continuamos com o objetivo de crescer e gerar mais empregos, sendo exemplo para o Brasil”, disse Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento. O estado de São Paulo conta com o Circuito das Frutas, região turística formada pelos municípios de Atibaia, Indaiatuba, Itatiba, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira, Morungaba, Valinhos e Vinhedo. Nesses municípios, estão as principais culturas de uva, morango, pêssego, goiaba, ameixa, caqui, acerola, figo, lichia, jaboticaba, laranja, limão, avocado e tangerina. Na última edição da Fruits Atraction, na capital paulista, a feira recebeu 12 mil visitantes. No total, 300 marcas expositoras marcaram presença e houve mais de 1000 reuniões com compradores internacionais. Serviço Fruit Attraction Data: 25 a 27 de março Horário: das 10h às 18h Onde: São Paulo Expo – Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 Jabaquara, São Paulo Valor: Entrada gratuita. Credenciamento no site: easyexpo.com.br/v3/fruit/25/indvis Foto: Divulgação

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Projeto visa arrecadar R$ 1 bilhão em cinco anos para auxiliar produtores de cacau no Brasil

O Instituto Arapyaú e a ONG Tabôa se uniram para criar o projeto Kawá, cujo objetivo é beneficiar pequenos agricultores de cacau na Bahia e no Pará. Anunciado na quinta-feira (20), o programa pretende arrecadar R$ 1 bilhão até 2030 para investir na cadeia produtiva da fruta, o que melhora as condições de vida de pequenos produtores de baixa renda e com baixa produtividade. Na primeira fase, devem ser beneficiados 1.200 agricultores dos dois estados. O Kawá é classificado como um fundo de investimento em cadeias produtivas agroindustriais. A metodologia de concessão de crédito será mais simplificada e acessível.

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