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Operação integrada combate fraudes com falsos roubos e desvios via PIX no interior de SP

Ação conjunta cumpre mais de 40 mandados em sete cidades e investiga esquema que inflava índices criminais com registros fictícios

Uma operação integrada das forças de segurança do Estado de São Paulo está em andamento nesta quinta-feira (16) para desarticular um esquema criminoso que utilizava registros falsos de roubos como base para fraudes financeiras. Ao todo, estão sendo cumpridos mais de 40 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça em Piracicaba. A ação foi batizada de Operação Fictus.

A ação ocorre simultaneamente nas cidades de Limeira, Araras e Campinas. Participam da operação a Polícia Militar, por meio do Comando de Policiamento do Interior 9 (CPI-9), a Polícia Civil, via Departamento de Polícia Judiciária do Interior – 9 (Deinter-9), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Piracicaba.

A PM informou que 42 mandados estão sendo cumpridos em Limeira, 1 em Araras e 1 na cidade de Campinas. O BAEP disse que também esteve presente nas cidades de Rio Claro, Leme, Pirassununga e Americana. 

Segundo as investigações, os alvos integram uma associação criminosa especializada em fraudes bancárias. O grupo registrava boletins de ocorrência simulando roubos que nunca aconteceram. Com esses registros, os suspeitos contestavam transferências via PIX, alegando terem sido vítimas de crime, para obter o estorno indevido dos valores.

Além de estelionato, os investigados podem responder por falsa comunicação de crime. As autoridades destacam que esse tipo de prática provoca impactos diretos na segurança pública, ao inflar artificialmente os índices de criminalidade.

Com dados distorcidos, o planejamento operacional da Polícia Militar é prejudicado, já que o policiamento pode ser direcionado para áreas onde os crimes não ocorreram, deixando regiões realmente vulneráveis com menor cobertura.

Até o momento, não há confirmação sobre o número de presos ou materiais apreendidos. A operação segue em andamento e os trabalhos estão sendo centralizados na Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Limeira.

As forças de segurança reforçaram que o registro de ocorrências falsas é crime e traz prejuízos não apenas às instituições financeiras, mas também à eficiência do serviço público e à correta aplicação dos recursos policiais.

 

Foto: Divulgação/Polícia Militar

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