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Jundiaí confirma morte por febre maculosa; vítima era aluno da Escola de Sargentos das Armas

Estudante de 20 anos morreu no último domingo (28); autoridades investigam onde ocorreu a infecção e reforçam orientações para prevenção da doença, que é transmitida por carrapatos infectados

A Prefeitura de Jundiaí confirmou, nesta terça-feira (30), a morte de um homem de 20 anos por febre maculosa. A vítima foi identificada como Pedro Henrique Freiman Pereira, aluno do 1º ano do Curso de Formação e Graduação de Sargentos da Escola de Sargentos das Armas (ESA).

O jovem morreu no último domingo (28). De acordo com a Secretaria Municipal de Promoção da Saúde, o diagnóstico foi confirmado por exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL). O resultado laboratorial foi comunicado ao município pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) no dia 26 de junho. A divulgação oficial do caso ocorreu após a conclusão do protocolo de confirmação do óbito.

Pedro Henrique esteve no 12º Grupo de Artilharia Antiaérea (12º GAAAe), em Jundiaí, entre os dias 8 e 11 de junho, participando de um exercício de instrução regular da ESA.

A Vigilância Epidemiológica (VE) e a Vigilância em Saúde Ambiental (VISAM) investigam o caso para identificar o Local Provável de Infecção (LPI), conforme os protocolos do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde.

Até o momento, não foi possível determinar onde o estudante foi exposto ao carrapato infectado. Segundo a Prefeitura, todas as hipóteses relacionadas aos deslocamentos e às atividades realizadas pela vítima durante o período de incubação continuam sendo analisadas.

Paralelamente à investigação, as equipes municipais já iniciaram as ações previstas para esse tipo de ocorrência, incluindo avaliações ambientais e medidas de prevenção e orientação à população.

A Secretaria de Promoção da Saúde da cidade reforçou que a febre maculosa não é transmitida de pessoa para pessoa. A infecção ocorre exclusivamente pela picada de carrapatos infectados pela bactéria Rickettsia rickettsii.

O risco é maior em áreas com vegetação, margens de rios e lagos, matas ciliares e locais com circulação de capivaras e outros animais hospedeiros dos carrapatos.

A orientação é para que pessoas que tenham frequentado esses ambientes fiquem atentas ao surgimento de sintomas como febre, dor de cabeça, dores no corpo, mal-estar e manchas avermelhadas na pele, principalmente nos 14 dias após a possível exposição.

Caso os sintomas apareçam, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente e informar ao profissional de saúde sobre a permanência em área de risco ou eventual contato com carrapatos. O diagnóstico e o início precoce do tratamento são determinantes para aumentar as chances de recuperação.

A Prefeitura de Jundiaí informou ainda que mantém ações permanentes de monitoramento e orientação sobre a febre maculosa, considerada endêmica no Estado de São Paulo. Durante o inverno e o período de seca, o manejo de áreas públicas com presença de capivaras, cavalos e bois é intensificado devido ao aumento da circulação das formas imaturas dos carrapatos.

Esses locais também recebem placas de alerta para orientar a população, enquanto equipes da Vigilância em Saúde Ambiental realizam monitoramento periódico dos níveis de infestação.

Segundo a administração municipal, novas informações serão divulgadas à medida que a investigação epidemiológica for concluída.

 

Foto: Prefeitura de Campinas

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