Operação ocorre em 11 pontos do estado para orientar praticantes, vistoriar equipamentos e intensificar a fiscalização de empresas que promovem atividades como rope jump e bungee jump
As forças de Segurança do Estado de São Paulo iniciaram neste sábado (27) uma operação de fiscalização voltada à prática de esportes radicais que envolvem saltos em altura, como o rope jump e o bungee jump. A ação acontece em 11 pontos previamente mapeados em diferentes regiões do estado e tem como objetivo reforçar a segurança dos praticantes, vistoriar equipamentos e fiscalizar empresas responsáveis pela organização dessas atividades.
A operação é realizada por equipes da Polícia Militar, com o acompanhamento de fiscais do Procon. Durante as abordagens, os agentes orientam praticantes sobre os cuidados necessários para a realização dos saltos, verificam as condições dos equipamentos utilizados e analisam se as empresas responsáveis seguem critérios mínimos de segurança.
As fiscalizações ocorrem na Pedreira do Dib, em Mairiporã; no Viaduto Sumaré, na capital paulista; no Parque Caminhos do Mar e no Caminho dos Pilões, em Cubatão; na Pedra do Maluf, em Guarujá; em parques e no Rio Jacaré Pepira, em Brotas; na Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí; no Horto Florestal, Tarundu e Zoom Bike Park, em Campos do Jordão; na Pedra Grande, em Atibaia; na Pedra do Índio, em Botucatu; e na Cachoeira Can Can, em Ibaté.
A operação foi planejada após uma reunião realizada na última quinta-feira (25), na sede da Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), que reuniu representantes da Defesa Civil e das Secretarias Estaduais de Turismo e Esportes, além das forças policiais. O encontro definiu estratégias para ampliar a prevenção de acidentes durante a prática de esportes de aventura e atividades consideradas de alto risco.
A intensificação da fiscalização ocorre poucos dias após a morte de uma jovem de 21 anos durante a prática de rope jump na conhecida Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior paulista. A vítima foi lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem equipamentos de segurança, segundo as investigações da Polícia Civil.
O caso segue sendo investigado e, até o momento, cinco homens e uma mulher permanecem presos por suspeita de envolvimento no acidente.
Atualmente, o rope jump não possui regulamentação específica no Brasil. Diante da tragédia, o Governo de São Paulo estuda a criação de uma força-tarefa para controlar a atividade, com foco na identificação e fiscalização de empresas que oferecem o serviço, além do mapeamento de locais com maior incidência de acidentes envolvendo esportes radicais. (Renan Isaltino)
Foto e Fonte: agência SP

















