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Categoria: Política

Câmara de Limeira terá Comissão para implantação de melhorias na transparência pública municipal

Projeto de Everton Ferreira foi aprovado em sessão ordinária nesta segunda-feira (3)   A Câmara Municipal de Limeira aprovou, na sessão ordinária desta segunda-feira, 3 de fevereiro, o Projeto de Resolução Nº 1/2025, de autoria do vereador Everton Ferreira (PSD), que cria a Comissão de Assuntos Relevantes para a implantação de melhorias na transparência pública municipal. A proposta visa melhorar a transparência pública municipal, especialmente o Portal da Transparência da Prefeitura, e terá objetivos tais como coletar dados e informações sobre o Portal da Transparência da Prefeitura; consolidar e atualizar a legislação e projetos de lei que tratem sobre o tema transparência; acompanhar, sugerir, discutir e elaborar propostas para o aprimoramento da transparência. Avaliar as necessidades atuais de transparência de informações e consolidar os resultados alcançados pelo colegiado em um projeto de lei também será um dos objetivos da Comissão, bem como consultar o Poder Executivo e o Observatório Social do Brasil Limeira para identificar as problemáticas do sistema e fatores para o aperfeiçoamento do mesmo. O colegiado será formado pelos vereadores Elias Barbosa (PRTB), Márcio do Estacionamento (DC), Mariana Calsa (MDB), Guilherme Guido (PL) e Estevão Nogueira (Avante) e terá seis meses de prazo de funcionamento, prorrogável por igual período. Após este período, os parlamentares deverão apresentar um parecer ao Plenário.   Foto e fonte: Câmara de Limeira

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Isenção do IR, supersalários e previdência militar: veja os focos de Haddad no Congresso

Fazenda elencou 25 propostas prioritárias para 2025 e 2026; objetivo é que projetos sejam analisados antes das eleições   Reforma da renda, limitação de salários e mudanças na previdência dos militares estão entre as prioridades do Ministério da Fazenda para aprovação no Congresso Nacional até 2026. Os temas fazem parte das 25 propostas econômicas levadas pelo titular da pasta, Fernando Haddad, ao novo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O principal destaque é voltado à ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 por mês. A proposta deve ser enviada à Câmara nas próximas semanas, com expectativa para avanço das discussões ainda no primeiro semestre. Apesar de as propostas serem voltadas para os anos de 2025 e 2026, o governo trabalha para garantir todas as aprovações ainda este ano, visto que o próximo ano será marcado pela eleição presidencial. Apesar do calendário apertado, Haddad afirmou que ministérios estarão à disposição de parlamentares para avançar com a análise dos textos. Veja os 25 pontos destacados pela equipe econômica do governo Fortalecimento do arcabouço fiscal, para assegurar expansão sustentável do PIB (Produto Interno Bruto), desemprego e inflação baixos e estabilidade da dívida: a proposta é voltada para adequar o crescimento de gastos aos limites da nova regra fiscal; Início da implementação da reforma tributária sobre o consumo: a proposta ainda pode passar por derrubada de vetos dentro do Congresso; Regulamentação da reforma tributária: Lei de Gestão e Administração do IBS, Fundos e Imposto Seletivo – o segundo projeto ainda depende de análise de parlamentares; Reforma tributária sobre a renda com isenção de IRPF para quem ganha até R$ 5.000 e tributação sobre o topo da pirâmide de renda; Reforma da previdência dos militares: altera a previdência dos militares e reduz assimetrias em relação aos regimes previdenciários civis. O projeto define idade mínima de transferência dos militares à reserva remunerada. Avanço do PL 4920/2024, em tramitação na Congresso Nacional; Projeto de lei da conformidade tributária e aduaneira, com valorização do bom contribuinte e responsabilização do devedor contumaz: entre os pontos, corrige distorções no planejamento da arrecadação, valoriza o bom contribuinte e penaliza o devedor recorrente; Aprimoramento da Lei de Falências: voltado para aprimorar a governança do processo falimentar, com designação da figura do gestor fiduciário e a criação do plano de falências; Fortalecimento da proteção a investidores no mercado de capitais: aprimora mecanismos de proteção a investidores minoritários no mercado de capitais e aperfeiçoa regras contra eventuais prejuízos causados por acionistas controladores; Consolidação legal das infraestruturas do mercado financeiro: voltado para maior eficiência nas operações realizadas entre as instituições financeiras, com menores custos e mais segurança aos consumidores finais; Resolução bancária: aprimora regimes de estabilização e liquidação de instituições do sistema financeiro, securitário e do mercado de capitais; Mercado de crédito: desjudicialização da execução civil de título executivo judicial e extrajudicial; operacionalização das operações de crédito consignado por meio de plataforma digital; uso de fluxo de pagamentos no Pix e outros recebíveis em garantia de operações de crédito, especialmente para MPEs; ecossistema único para registro e uso de ativos financeiros como garantia em operações de crédito; Regulamentação econômica das big techs: projeto para incentivar a concorrência ao dotar o poder público de ferramentas mais adequadas para coibir práticas anticoncorrenciais nos mercados digitais; Modernização do marco legal de preços de medicamentos; Novos Leilões do EcoInvest: programa de proteção cambial e mobilização de investimentos estrangeiros em projetos sustentáveis; Pé-de-Meia: permissão ao aluno investir em poupança ou títulos do Tesouro; Modernização do regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos e das parcerias público-privadas voltada para um marco legal para equilíbrio de contratos e seleção de empresas; Nova emissão de títulos sustentáveis, trazendo recursos ao Fundo Clima: títulos da dívida pública com critérios de sustentabilidade para financiar atividades da transformação ecológica com taxa de juros competitivas; Avanço na implantação do mercado de carbono (governança e decreto regulamentador): criação do mercado regulado de carbono no Brasil, com teto de emissões e mecanismo de precificação; Compra pública com conteúdo nacional e programa de desafios tecnológicos para a transformação ecológica: exigência de que parte dos equipamentos e serviços sejam produzidos no Brasil em casos de compras e financiamentos públicos e uso do poder de compra para desenvolver inovações tecnológicas; Compra pública com conteúdo nacional e programa de desafios tecnológicos para a transformação ecológica: exigência de que parte dos equipamentos e serviços sejam produzidos no Brasil em casos de compras e financiamentos públicos e uso do poder de compra para desenvolver inovações tecnológicas; Estruturação do Fundo Internacional de Florestas: criação de fundo global cujos rendimentos sejam repassados a países que preservam suas florestas tropicais; Implementação da Taxonomia Sustentável Brasileira: criação de sistema de classificação de atividades, projetos e ativos que contribuem para objetivos climáticos e sociais; Marco legal da inteligência artificial e política de atração de datacenter: conjunto de medidas para promover o desenvolvimento responsável da Inteligência Artificial e atração de datacenters sustentáveis (aproveitando o potencial de energia renovável) para impulsar a produtividade da economia nacional. Plano Safra e Renovagro: aprimoramento dos critérios de sustentabilidade, melhora das condições de crédito para práticas agrícolas sustentáveis e regularização do cadastro ambiental, além de assistência técnica; Consolidar o mapa de investimento sustentáveis na BIP (Plataforma de Investimentos para a Transformação Ecológica no Brasil): plataforma gerida pelo BNDES que conecta projetos em bioeconomia, indústria de baixo carbono e transição energética com ampla rede de financiadores. Fonte: R7 Foto: Fátima Meira/Enquadrar/Estadão Conteúdo

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TSE já prepara eleições presidenciais de 2026, diz Cármen Lúcia

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, disse nesta segunda-feira (3) que a Justiça Eleitoral já começou os preparativos para as eleições presidenciais de 2026. As declarações da ministra foram feitas durante a sessão solene de abertura dos trabalhos da Justiça Eleitoral em 2025. Durante seu discurso, Carmen Lúcia adiantou que o TSE já começou os preparativos para as eleições presidenciais de 2026 e do próximo pleito municipal, que será realizado em 2028. “Para garantia de eleições livres e democráticas no Brasil, este Tribunal Superior Eleitoral trabalha ininterruptamente. Para as eleições de 2026, as providências já começaram a ser implementadas na sequência imediata ao término das eleições. Para a eleição de 2028, uma série de providências já precisou ser iniciada, como a questão do cálculo de eleitores e quantas urnas precisam”, afirmou. A presidente do TSE também voltou a defender o regime democrático no país e disse que a liberdade e a justiça só podem ser garantidas com a democracia. “A Justiça Eleitoral continuará a atuar com rigor, serenidade, com imparcialidade e comprometida com a democracia, garantindo as liberdades de eleitoras e eleitores. Que tenhamos um ótimo período de perseverança no caminho da construção democrática”, completou. As eleições presidenciais de 2026 serão presididas pelo ministro Kassio Nunes Marques, atual vice-presidente do TSE e ministro do STF. O mandato de Cármen Lúcia terminará em agosto do ano que vem. Kassio foi indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.   Foto: Reprodução/TSE

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Alcolumbre: decisões do STF devem ser respeitadas, mas sem cerceamento

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defendeu que as determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) sejam acatadas, mas não quer “cerceamento” ao parlamento quanto à destinação de recursos do Orçamento da União. “A recente controvérsia sobre as emendas parlamentares ao orçamento ilustra a necessidade de respeito mútuo e diálogo comum. As decisões do Supremo Tribunal Federal devem sim ser respeitadas, mas é igualmente indispensável garantir que este Parlamento não seja cerceado em sua função primordial de legislar, de representar os interesses do povo brasileiro, inclusive levando recursos e investimentos a todas as regiões do Brasil”, disse Alcolumbre no discurso de abertura do ano legislativo. De acordo com o senador, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário não são adversários. “São pilares que sustentam a nossa nação. Conclamo a harmonia ao equilíbrio, pois somente assim resguardaremos os direitos e as prerrogativas constitucionais do Congresso Nacional.” Alcolumbre promete “trabalhar em harmonia com o Executivo e o Judiciário”, mas pontua que “é essencial que cada Poder respeite suas funções e seus limites.” Segundo o senador, “o Congresso tem a sua autonomia e as suas prerrogativas.” O presidente do Congresso Nacional defende um legislativo forte, autuante e, sobretudo, respeitado. “Um Congresso que fiscaliza, que propõe, que debate, que faz acontecer. Um legislativo forte é indispensável à estabilidade democrática.” Trabalho conjunto Ao marcar posição, Davi Alcolumbre não deixou de pregar diálogo, união, pacificação, negociação, mediação, cordialidade e respeito mútuo. Essa foi a tônica do discurso do presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB). “O trabalho conjunto dos Três Poderes, independentes e harmônicos entre si, está no cerne do regime político do País, está no cerne da democracia que devemos todos venerar e defender”, disse Motta. Para o presidente da Câmara, “essa independência e essa harmonia pressupõem o desvelo obstinado no cumprimento das atribuições constitucionais e o respeito às competências dos demais Poderes, norteados sempre pelo interesse público.” Em tom menos institucional do que de costume, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, disse que os Poderes têm “conversa direta, aberta e franca de pessoas que se querem bem e que se ajudam e, quando eventualmente divergirem, vamos ser capazes de sentar numa mesa e institucionalmente absorvermos a divergência.” Ele salientou que “mais do que a presença formal do presidente do Supremo aqui, na verdade está o compromisso do Poder Judiciário de sermos parceiros em tudo aquilo que, à luz da Constituição, seja bom para o Brasil.” O Supremo Tribunal Federal declarou em 2022 a inconstitucionalidade do chamado orçamento secreto – a prática do Legislativo de destinar recursos públicos da União sem explicitar o parlamentar que apresenta a emenda e sem identificar a destinação. O relator de uma ação que questiona na Suprema Corte a modalidade de emendas, o ministro Flávio Dino, já suspendeu em mais de um momento o pagamento de emendas por causa da falta de transparência. Comissões Com a retomada dos trabalhos legislativos, após a escolha da novas mesas diretoras de Câmara e Senado, o próximo passo é definição dos presidentes das comissões temáticas das duas Casas, que deve seguir a proporcionalidade do tamanho de cada bancada. No Senado, alguns líderes já indicaram o comando das comissões escolhidas. A Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante, deve ficar com PSD, com senador Otto Alencar, da Bahia. O partido também deve indicar Nelsinho Trad, do Mato Grosso do Sul, para Relações Exteriores. O MDB deve indicar o senador Renan Calheiros, de Alagoas, para a Comissão de Assuntos Econômicos, e Marcelo Castro, do Piauí, para Assuntos Sociais. O PL também deve ficar com duas comissões. A de Segurança Pública, com Flávio Bolsonaro, do Rio de Janeiro, e a de Infraestrutura, com Marcos Rogério, de Rondônia. Na Câmara dos Deputados, a divisão das comissões ainda está em discussão. A outra prioridade deste começo do ano será a votação do Orçamento. A Comissão Mista sobre o tema deve analisar a proposta do governo até o dia 10 de março, após o carnaval. De acordo com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o governo em adaptações do Orçamento para se adequar às medidas de ajuste fiscal aprovadas no fim do ano passado, como as regras de reajuste do salário mínimo.   Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

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Motta e Alcolumbre não terão problema com Planalto, diz Lula

Petista se reuniu nesta segunda-feira (3) com novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não terá problema na relação com o Legislativo. A declaração foi dada durante reunião nesta segunda-feira (3) com os novos presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB), respectivamente, no Palácio do Planalto, em Brasília. “Estarei torcendo para o sucesso de vocês, porque o sucesso de vocês é o sucesso meu e do Brasil”, disse o petista. “Estou aqui junto com Davi Alcolumbre e Hugo Motta e estou muito feliz. Primeiro porque sou amigo dos dois; tenho conhecimento do compromisso democrático que eles têm. E eles não terão problema na relação política com o Executivo”, disse Lula, acrescentando que sempre vai enviar projetos ao Congresso de interesse nacional. “Estou convencido de que, daqui a dois anos, quando estivermos fazendo o julgamento dos mandatos, vamos com muito orgulho notar que vocês da imprensa constataram que a democracia foi restabelecida na sua plenitude no nosso querido país. E eu tenho certeza que a nossa convivência será exemplo para o futuro e exemplo para aqueles que hoje fazem parte do presente e mutias vezes não querem entender”, completou. As eleições das mesas diretoras do Senado e da Câmara ocorreram no último final de semana. As candidaturas de Motta e Alcolumbre tiveram o apoio do Palácio do Planalto. A avaliação do governo é de que a relação com o Congresso Nacional não deve ser alterada com as novas conduções. Passado o pleito, Lula deve analisar agora a reforma ministerial. “A nossa democracia rege a Constituição e os Poderes devem ser independentes e harmônicos. E essa harmonia, penso eu, é que o Brasil precisa”, afirmou Motta. Em seu discurso, o novo chefe da Câmara dos Deputados argumentou que o diálogo entre Executivo e Legislativo deve continuar “porque quem ganha são os mais de 210 milhões de brasileiros”. Alcolumbre também falou na cerimônia e destacou a relação de “amizade” com o Planalto. “O Poder Legislativo não pode se furtar em ajudar o governo do Brasil a melhorar a vida dos brasileiros. E eu tenho certeza que é esse o espírito colaborativo”, disse.   Fonte: R7 Foto: Ricardo Stuckert/PR

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STF volta aos trabalhos com julgamentos sobre revista íntima, ação policial no Rio e anistia

Sessão de abertura do ano judiciário ocorre nesta segunda (3), e o presidente, ministro Luís Roberto Barroso, deve fazer um discurso   O STF (Supremo Tribunal Federal) volta do recesso nesta semana com julgamentos importantes. A sessão de abertura do ano judiciário ocorre nesta segunda-feira (3), às 14h. Na ocasião, o presidente da corte, ministro Luís Roberto Barroso, deve fazer um discurso. Também devem comparecer o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na quarta-feira (5), há três processos em pauta. O primeiro é um recurso que discute se pode haver revista íntima de visitantes que entram em presídios. O argumento contra a prática é de que há violação aos princípios da dignidade da pessoa humana e da proteção à intimidade, à honra e à imagem do cidadão. Por enquanto, há maioria para tornar a revista íntima inconstitucional. No mesmo dia, a corte volta a julgar a chamada “ADPF das Favelas”, uma ação que impôs restrições à realização de operações policiais em favelas do Rio de Janeiro e determinou medidas para reduzir a letalidade durante as ações da polícia. Há também o julgamento de uma ação contra 313 portarias do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro que anularam anistias políticas. As anistias haviam sido concedidas entre 2002 e 2005 a cabos de Aeronáutica afastados no início do regime militar. Repatriação de crianças e venda de blocos petrolíferos Na quinta (6), haverá a leitura do relatório e realização das sustentações orais de uma ação apresentada pelo PSOL para impedir que crianças que vivem em país estrangeiro e sejam trazidas ao Brasil pela mãe, sem a autorização do pai, não sejam obrigadas a retornar ao exterior quando houver fundada suspeita de violência doméstica, ainda que a criança não seja vítima direta do perigo. Em 13 de fevereiro, o tribunal analisa ação em que se discute o poder delegado à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para decidir sobre a venda de blocos petrolíferos. A ação foi apresentada pelo PSOL contra trechos da Lei do Petróleo (Lei 9.478/1997), alterada pela Lei 11.097/2005, que criou a ANP e definiu suas atribuições. O partido alega que a mudança violou os princípios da separação dos Poderes, ao ampliar a competência da ANP. No dia 19, os ministros analisam embargos de declaração, um tipo de recurso apresentado para sanar supostas obscuridades, contra decisão da corte que autoriza a responsabilização de veículos de imprensa pela publicação de entrevistas que imputem de forma falsa crimes a terceiros. No mesmo dia, os ministros vão definir se é inconstitucional a nomeação, para o exercício de cargo político, de familiares da autoridade nomeante — como cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive. No julgamento de mérito, os ministros deverão definir se a proibição ao nepotismo alcança a nomeação para cargos políticos. No dia 27, os ministros podem analisar diversas ações que questionam trechos de leis que preveem crimes de abuso de autoridade praticados por funcionários públicos. Foto: Antonio Augusto/SCO/STF

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Câmara e Senado recomeçam trabalhos com 32 medidas provisórias para votar

MPs são enviadas pelo Poder Executivo à Casa para analisar em até 120 dias, quando as medidas perdem a validade   No retorno aos trabalhos do Congresso Nacional, deputados e senadores têm 32 MPs (Medidas Provisórias) para analisar. As MPs são instrumentos com força de lei editados pelo Poder Executivo. As normas são enviadas para análise do parlamento em até 120 dias, quando perdem a validade. Na tramitação, as propostas passam por comissões mistas, instaladas especificamente para analisar os textos, e, após o colegiado aprovar um relatório, as MPs seguem para análise da Câmara. Uma vez aprovada, a proposta vai para o Senado e, depois, para a sanção presidencial. Das 32 medidas provisórias a serem analisadas, ao menos três estão próximas do vencimento: Abre crédito extraordinário de R$ 510 milhões para o Rio Grande do Sul para auxiliar no enfrentamento à situação de calamidade pública no estado em áreas de prevenção de desastres e subvenção de crédito; Abre crédito extraordinário de R$ 5 bilhões para o enfrentamento de estado de calamidade no RS na antecipação do pagamento de precatórios e compensação financeira pela perda de arrecadação do ICMS; Abre crédito extraordinário de R$ 514 milhões em ações para combate e prevenção dos danos causados pela estiagem e pelos incêndios na Amazônia. Se uma MP não for votada em até 45 dias após sua publicação, ela entra em regime de urgência na Casa onde estiver (Câmara ou Senado), e todas as outras decisões legislativas ficam suspensas até que a votação da medida provisória seja concluída. A última norma enviada pelo Palácio do Planalto foi a MP que garante o sigilo e a não incidência de tributos sobre os pagamentos feitos por Pix. A medida surgiu após fake news em torno de uma instrução normativa da Receita Federal surgirem nas redes sociais. Outras medidas provisórias pendentes Flexibilização das regras para repasse financeiro e importação de equipamentos, softwares e serviços para ações de prevenção e combate aos incêndios; Auxílio emergencial a pescadores artesanais atingidos pela estiagem na Região Norte; Crédito extraordinário no valor de R$ 80.401.340,00 para a repatriação de brasileiros residentes em regiões de conflito no Líbano; Alteração no Pronampe para atender micros e pequenas empresas afetadas pela interrupção no fornecimento de energia elétrica na região metropolitana de São Paulo; Alteração no recolhimento de tributos em remessas internacionais no âmbito do Regime de Tributação Simplificada. Dispõe sobre as remessas internacionais realizadas por intermédio de empresas de comércio eletrônico e reduz a alíquota do Imposto de Importação incidente sobre medicamentos; Autorização para União participar de fundo com a finalidade de apoio à recuperação de infraestruturas em áreas afetadas por eventos climáticos; Apoio financeiro para pessoa com deficiência decorrente de síndrome congênita associada à infecção pelo vírus Zika Eleição para as mesas do Senado e da Câmara As eleições das Presidências do Senado e da Câmara ocorreram no sábado (1°). No Senado, foi eleito o senador Davi Alcolumbre (União-AP), que conquistou apoio da maioria dos partidos, com exceção do Novo e do PSDB.Na Câmara, o novo presidente é o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). O governo aposta em uma relação amistosa com ambos os parlamentares.   Fonte: R7 Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

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Pacheco se despede e cita defesa da democracia como legado

Ao se despedir do cargo na manhã deste sábado (1º), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), conversou com jornalistas e citou a defesa da democracia como legado dos quatro anos em que esteve à frente da Casa. A declaração foi feita pouco antes de Pacheco se dirigir ao plenário para participar da sessão preparatória que vai escolher o próximo presidente do Senado. “O que mais deve nos orgulhar, sem dúvida alguma, é a defesa que o Senado fez da democracia no Brasil. A defesa da democracia foi uma tônica que fez com que o Senado se unisse num momento de negacionismo, de ataques antidemocráticos, de negação à obviedade de que a democracia deve ser garantida no país. Eu considero que esse é um legado de todos esses senadores, da mesa diretora anterior e atual”. Pacheco destacou ainda o papel da imprensa durante o período em que esteve à frente do Senado – que incluiu parte da pandemia de covid-19, além das eleições presidenciais de 2022. Momentos que, segundo ele, exigem boa informação e a apuração da verdade sobre os fatos. “Em tempos de fake news, em tempos de descompromisso de veiculação da informação pelas redes sociais, nunca foi tão importante uma imprensa livre e profissional, cujo trabalho deve ser garantido por todas as instituições.” Ao agradecer aos colegas senadores e senadoras, Pacheco destacou o trabalho desempenhado na entrega de diversos projetos transformados em leis e reformas. “Pode-se criticar o Congresso em diversos aspectos, mas não se pode criticar em relação à capacidade que tem de fazer entregas e de ter uma produtividade em termos de marcos legislativos e reformas constitucionais, que são absolutamente essenciais”. “Quero também fazer um agradecimento à nossa Casa irmã, a Câmara dos Deputados, na pessoa do nosso presidente deputado federal Arthur Lira (PP-AL). A despeito de divergências que são absolutamente normais na democracia, o trato sempre foi muito respeitoso e cordial. Conseguimos entregar, em conjunto, diversos marcos legislativos de interesse do país.” “Quero também fazer um agradecimento aos outros poderes, ao Poder Executivo, na pessoa do senhor presidente Luiz Inácio Lula da Silva e todos os ministros, e também ao Poder Judiciário, na figura do seu chefe, ministro Luiz Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal. A todas as instituições que colaboraram conosco nesses quatro anos, que foram muito marcantes, muito difíceis até, em alguns aspectos, mas conseguimos fazer importantes realizações ao longo desses anos”. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

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Congresso retoma atividades neste sábado com eleição de novos presidentes

Votação no Senado deve confirmar nome de Davi Alcolumbre, enquanto Câmara têm preferência a Hugo Motta   O Congresso Nacional retoma as atividades oficialmente neste sábado (1º), com a eleição dos novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado. A expectativa é de confirmação do novo comando de cada Casa até o fim do dia. O processo começa logo pela manhã, com a eleição no Senado. A partir das 10h, o plenário dará início à chamada reunião preparatória, que vai consultar os senadores para a definição do novo presidente. Por tabela, o eleito também responderá pelo Congresso Nacional. Para vencer em primeiro turno, o candidato precisa de pelo menos 41 votos. Caso isso não ocorra, os dois melhores votados vão ao segundo turno. Cinco senadores estão na disputa, mas um deles lidera com folga as projeções de votação: Davi Alcolumbre (União-AP), que, em tese, soma 78 votos. Ele teve o apoio oficial de praticamente todos os partidos da Casa — com exceção do Novo, que tem a candidatura própria de Eduardo Girão (CE). As projeções levam em conta as promessas das legendas, mas como o voto é secreto, há possibilidade de traição entre os parlamentares. Os demais candidatos vão concorrer mesmo com posições contrárias dos próprios partidos. O PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi uma das primeiras siglas a confirmar apoio a Alcolumbre, mas terá como candidato o senador Astronauta Marcos Pontes (SP), ex-ministro do governo Bolsonaro. O Podemos, que também confirmou voto a Alcolumbre, tem dois nomes na disputa: Marcos do Val (ES) e Soraya Thronicke (MS). Há, ainda, a possibilidade de que novas candidaturas surjam até o início da reunião deste sábado. Quem quiser concorrer deve se inscrever antes do fim do discurso do primeiro candidato no plenário. A sessão será a última sob o comando do atual presidente, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Após a nomeação do novo presidente, será iniciada uma segunda reunião, para definir os demais cargos da Mesa Diretora: dois vice-presidentes e quatro secretários, além de suplentes para cada um dos secretários. Votação na Câmara O processo para escolha do presidente e da Mesa Diretora vai ocorrer de forma semelhante na Câmara dos Deputados. A sessão começará às 16h, e será conduzida pelo atual presidente, Arthur Lira (PP-AL). Para ganhar no primeiro turno, o candidato precisa de no mínimo 257 votos. Os três candidatos também farão discursos antes do início da votação. O principal nome da disputa é o do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que pode ter quase 500 votos. Apenas dois partidos não confirmaram apoio ao republicano: PSOL e Novo, que têm candidaturas próprias. O PSOL, que conta com 13 deputados, indicou o nome do Pastor Henrique Vieira (RJ), enquanto o Novo, que tem quatro parlamentares, oficializou a candidatura de Marcel van Hattem (RS). Após a confirmação da Presidência, deputados também votam os demais cargos da Mesa Diretora: as duas vice-presidências, quatro secretarias e quatro suplentes. Resultado recorde? Motta e Alcolumbre ganharam ampla preferência desde o fim do ano passado e caminham para alcançar um patamar inédito de votos. Motta pode ter 496 votos, o que o faria superar o maior resultado já registrado, de Arthur Lira, na última eleição. No início de 2023, o alagoano reuniu 464 votos, também contra dois oponentes. Alcolumbre pode ultrapassar a marca dos 76 votos, que foram alcançados no passado por Mauro Benevides (MDB-CE), em 1971; e José Sarney (MDB-AP), em 2003. O senador conta com amplo apoio de legendas. O Podemos está em racha, com senadores que preferem votar no alagoano do que em algum dos nomes do partido, e o único senador do PSDB, Plínio Valério (AM), ainda está em dúvida. A bancada do Novo deve votar em Girão. Se tiver os votos ainda não definidos, Alcolumbre vai bater o recorde histórico em uma eleição à Presidência do Senado. Há, contudo, o risco de traições. Pelo voto secreto, congressistas podem acabar votando de forma diferente do orientado pelos partidos. Fonte: R7 Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Lula e Tarcísio terão encontro para decidir quem vai licitar Túnel Santos-Guarujá

A obra é estimada em R$ 6 bilhões em recursos públicos, o que a torna o maior empreendimento do Novo PAC Um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), está sendo organizado para os próximos dias, com o objetivo de definir quem, afinal, vai fazer a licitação do Túnel Santos-Guarujá. A obra é estimada em R$ 6 bilhões em recursos públicos, o que a torna o maior empreendimento do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Uma Comissão Mista de Licitação do projeto será instaurada nesta sexta-feira (31), com representantes dos governos federal e estadual, além de membros da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo). O plano é que, em 15 dias, essa comissão mista detalhe como será a licitação e quem será o seu principal responsável, embora, na prática, essa decisão será tomada em um acerto político entre Lula e Tarcísio. O encontro deve ter a participação do ministro do MPor (Ministério dos Portos e Aeroportos), Silvio Costa Filho, e do ministro da Casa Civil, Rui Costa. No dia 30 de dezembro, o Ministério dos Portos e Aeroportos enviou o projeto do Túnel Santos-Guarujá para o TCU (Tribunal de Contas da União). Pelo cronograma da corte de contas, a análise técnica deve demorar cerca de 90 dias. Com um mês adicional para que o relator do projeto avalie o texto, a expectativa é de que a proposta seja votada pelo plenário da corte até meados de abril. O cronograma do MPor é de que o edital da obra seja divulgado entre julho e agosto, com realização do leilão prevista para outubro. O governo de São Paulo sinalizou que poderia fazer o processo licitatório em menor tempo e com mais celeridade. Independentemente de quem realize a obra, trata-se de um projeto compartilhado entre a gestão federal e estadual. A proposta prevê que São Paulo e União saquem de seus cofres R$ 3 bilhões cada para construir um túnel que é prometido há mais de 80 anos. À Folha Silvio Costa Filho disse que vê alinhamento das gestões federal e estadual para tocar o projeto. “Estamos muito alinhados sobre a importância dessa obra para o estado e o país. Eu acredito que vamos bater o martelo juntos na B3”, comentou o ministro, que também é do Republicanos, partido de Tarcísio. O projeto está integrado ao PAC, uma das vitrines do governo Lula, e ao PPI-SP (Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo). Diferentemente de uma concessão comum, a oferta está prevista para ocorrer no modelo de uma Parceria Público-Privada, em que o poder público vai bancar a obra para uma empresa construir o túnel e, depois, fazer a operação e manutenção da estrutura. Em outubro, Tarcísio sancionou lei que autoriza o governo estadual a contratar parceria público-privada. O túnel, primeiro embaixo do mar na América Latina, deve ter cerca de 870 metros de extensão, com 21 metros de profundidade. O trecho vai ligar as regiões de Outeirinhos e Macuco, em Santos, ao bairro Vicente de Carvalho, em Guarujá, com passagem para veículos, ciclistas e pedestres. Serão seis vias, sendo três por sentido, uma adaptável para VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Além do túnel, será realizada a concessão do canal do porto de Santos, que vai incluir o aprofundamento do calado. Atualmente, o porto conta com calado de 15 metros, mas há previsão de chegar em 16 metros neste ano e atingir 17 metros com a concessão do canal.   Fonte: R7 Foto: Divulgação/ Planalto

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