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Categoria: Política

Governo Lula é reprovado por 44% dos brasileiros, diz pesquisa CNT de Opinião

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é avaliado como ruim ou péssimo por 44% dos brasileiros, de acordo com pesquisa de opinião divulgada nesta terça-feira (25) pela CNT (Confederação Nacional do Transporte). Esse é o maior número para o atual mandato dele, de acordo com o levantamento, e houve uma alta de 13,2 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior. Segundo a pesquisa, 28,7% acham o governo de Lula ótimo ou bom. Além disso, 26,3% têm uma avaliação regular da gestão do presidente. Para a pesquisa, a CNT coletou 2.002 entrevistas em 137 municípios de 25 unidades da Federação. Os dados foram levantados entre os dias 19 e 23 de fevereiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Confira os números da avaliação do governo Lula: Ótimo: 9,3% Bom: 19,4% Regular: 26,3% Ruim: 12% Péssimo: 32% Não sabe/Não respondeu: 1% Pesquisas anteriores A CNT fez outras cinco pesquisas de opinião desde que Lula assumiu o mandato, em 2023. Na pesquisa anterior, de novembro de 2024, o governo do presidente era reprovado por 30,8%, 13,2 pontos percentuais a menos que no levantamento divulgado nesta quinta. Além disso, a avaliação positiva da atual gestão de Lula era de 35,5%. Naquele levantamento, 32,1% dos entrevistados tinham uma avaliação regular.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Defesa de Braga Netto aciona STF para Moraes não julgar denúncia de suposto plano de golpe

A defesa do ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice-presidente Walter Souza Braga Netto apresentou uma ação ao STF (Supremo Tribunal Federal) na qual pede que o ministro Alexandre de Moraes seja impedido de julgar a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) de um suposto plano de golpe de Estado após as eleições de 2022. Na lista dos 34 denunciados, estão Braga Netto e o ex-presidente Jair Bolsonaro. No pedido, que está sob sigilo, a defesa diz que embora Moraes não seja a vítima dos crimes apresentados, o próprio órgão acusatório atrelou as circunstâncias do cometimento dos delitos a atos contra o ministro, o que pode levar à quebra da imparcialidade. Na semana passada, Braga Netto solicitou ao STF acesso integral à delação de Mauro Cid, incluindo depoimentos, documentos e tratativas do acordo. A defesa alegava que o material era essencial para garantir o direito à ampla defesa e ao contraditório. O pedido foi negado por Alexandre de Moraes, que justificou a decisão com base na jurisprudência do STF, afirmando que o acesso à delação só é permitido quando há imputação direta de responsabilidade criminal ao requerente e quando não há diligências em andamento. Defesa de Bolsonaro O advogado Celso Vilardi, que faz parte da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, deve pedir nos próximos dias ao STF que os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin se declarem impedidos para julgar a denúncia da PGR sobre suposta tentativa de golpe. Os dois foram indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na segunda-feira (24), Vilardi esteve com o presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, que garantiu ao advogado que todos os pedidos que forem apresentados contra a denúncia da PGR serão analisados pelo STF. Segundo a defesa de Bolsonaro, ele “jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do Estado Democrático de Direito ou as instituições que o pavimentam”. Fonte: R7 Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Bolsonaro volta a pedir prazo de 83 dias para apresentar defesa

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) prazo de 83 dias para apresentar defesa contra a denúncia apresentada no Inquérito do Golpe. Em documento enviado à Corte nesta segunda-feira (24), os advogados recorreram da decisão do ministro Alexandre de Moraes, que rejeitou a alteração do prazo para defesa, que é de 15 dias. Os advogados de Bolsonaro também afirmam que necessitam de acesso total às provas obtidas pela Polícia Federal (PF) e querem se manifestar somente após a defesa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator nas investigações. “Uma primeira leitura da denúncia agora oferecida contra o agravante é suficiente para demonstrar que a acusação utiliza elementos retirados de apreensões e mídias que em muito ultrapassam os poucos celulares fornecidos à defesa como cópia integral e completa”, sustenta a defesa. Para a defesa, o prazo de 83 dias é para compensar o mesmo período em que o processo ficou na Procuradoria-Geral da República (PGR) para elaboração da denúncia. Caso o prazo não seja concedido, os advogados requereram prazo dobrado de 30 dias para se manifestarem. Mais cedo, o advogado Celso Vilardi, um dos representantes de Jair Bolsonaro, disse que também vai pedir a anulação da delação premiada de Mauro Cid.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Defesa de Bolsonaro se encontra com Barroso após denúncia sobre suposto plano de golpe

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro vai se encontrar com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luís Roberto Barroso, nesta segunda-feira (24), às 15h. O encontro ocorrerá na presidência da Corte e o assunto não foi divulgado. Entretanto, o R7 apurou que o advogado Celso Vilardi deve pedir a Barroso que a denúncia contra o ex-presidente seja julgada pelo plenário do STF, e não pela Primeira Turma. A reunião acontece uma semana após a PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciar o ex-presidente e outros 34 por suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Em 18 de fevereiro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou ao STF denúncia contra o ex-presidente . Agora, o ministro Alexandre de Moraes vai analisar a denúncia. Segundo a defesa de Bolsonaro, ele “jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do Estado Democrático de Direito ou as instituições que o pavimentam”. Bolsonaro foi denunciado pelos seguintes crimes: Liderar organização criminosa armada; Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; Golpe de Estado; Dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima; e Deterioração de patrimônio tombado. O ministro Alexandre de Moraes tem afirmado a outros ministros nos bastidores da Corte que vai manter na Primeira Turma o julgamento da denúncia. Uma ala do STF defende que a denúncia seja levada ao plenário para ser analisada pelos 11 membros da corte. Um ministro ouvido pela reportagem afirmou que o mais correto seria o caso ser julgado por todos os ministros do Supremo. “Mais de 1.450 casos do ‘golpe’ foram julgados pelo plenário. Por que esse não seria?”, indagou. Entretanto, Moraes tem sido firme em sua posição. O regimento interno prevê que o recebimento ou rejeição de denúncias pode ser feito tanto pelo plenário quanto pelas turmas, a depender de cada caso. Crimes comuns cometidos por presidentes e ministros, no entanto, devem ser julgados pelo plenário. Contudo, Bolsonaro não está mais no exercício da Presidência. O colegiado responsável pelo caso de Bolsonaro é composto por cinco ministros e tem um histórico recente de alinhamento com Alexandre de Moraes. Internamente, a avaliação na Corte é que a Primeira Turma é “muito rigorosa” no julgamento de ações penais. Fonte: R7    

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Congresso resiste à pressão do governo e só vai votar Orçamento depois do Carnaval

A pressão do governo federal não impactou o calendário previsto para votação do Orçamento de 2025 no Congresso Nacional. Após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmar que acionaria o TCU (Tribunal de Contas da União) pelo atraso da análise da lei orçamentária e pedir urgência na votação, o senador responsável pela proposta manteve a previsão com que trabalha desde o ano passado: apresentação do relatório apenas após o Carnaval. Angelo Coronel (PSD-BA) ainda não finalizou a proposta que detalha os gastos do governo para este ano. A peça orçamentária deveria ter sido avaliada entre deputados e senadores ainda em 2024, mas acabou de fora das votações. O atraso foi atribuído às adequações de gastos enviadas pelo governo ao Congresso no fim do ano passado. O senador afirmou ao R7 que não vai mudar o cronograma, em resposta às declarações recentes de Haddad. Na sexta-feira (21), o titular da área econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a suspensão de linhas de crédito do Plano Safra foi causada pela falta da aprovação do Orçamento, o que levou o governo a anunciar uma MP (Medida Provisória) para liberar recursos de forma extraordinária e não comprometer o programa. Segundo Coronel, “cada um é livre para falar o que quiser”. “Orçamento só após o Carnaval”, garantiu. A apresentação do texto do senador Angelo Coronel à CMO (Comissão Mista de Orçamento) é a primeira das etapas de avaliação, e será feito a curto prazo. Deputados e senadores do colegiado precisam avaliar o texto até 10 de março — quando a composição da CMO será trocada. Após análise, o Orçamento precisa ainda ser aprovado no plenário do Congresso. O presidente da CMO (Comissão Mista de Orçamento), deputado Julio Arcoverde (PP-PI), rebateu as afirmações de Haddad de que o Congresso tem culpa pelo atraso na votação do Orçamento. O parlamentar atribuiu a responsabilidade ao próprio governo, por, segundo ele, “confusões jurídicas com o Supremo Tribunal Federal”. “O colegiado sempre demonstrou interesse em discutir e votar a LOA 2025. Inclusive, várias sessões deliberativas foram suspensas durante meses para garantir o quórum necessário para dar início à votação da peça orçamentária. O presidente da CMO afirma que, se houve desinteresse em votar o Orçamento no ano passado, foi do próprio Palácio do Planalto, em face das confusões jurídicas provocadas pelo STF.” O que disse Haddad O ministro da Fazenda disse considerar que o Orçamento está pronto para ser votado e pediu a atenção de deputados e senadores à pauta. “Lamentavelmente o Congresso ainda não apreciou o Orçamento. A informação que eu tenho que sequer o relatório foi apresentado, ou será apresentado no curto prazo, e o presidente da República disse que em virtude do ritmo em que as coisas estão, nós não podemos aguardar o Orçamento ser aprovado”, afirmou Haddad a jornalistas, ao anunciar a MP do Plano Safra. Na mesma conversa, o ministro alertou para os impactos às contas públicas pela demora da votação do Orçamento deste ano. “É a terceira vez em 20 anos que o Orçamento não é aprovado no prazo constitucional. Então, é importante, também, levar à consideração dos parlamentares, sobretudo do presidente do Congresso, que é importante aprovar o Orçamento para que não haja nenhum outro tipo de problema em outros programas do governo”, disse Haddad. “O Congresso aprovou uma série de medidas importantes antes, no final do ano, mas agora é hora de incorporá-las ao orçamento e aprovar”, completou.   Fonte: R7 Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

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Influenciador Pablo Marçal é condenado a oito anos de inelegibilidade

O influenciador digital, empresário e ex-candidato a prefeito da capital paulista Pablo Marçal foi condenado a oito anos de inelegibilidade por abuso de poder político, econômico, uso indevido de meios de comunicação social e captação ilícita de recursos. A decisão, da primeira instância da Justiça Eleitoral de São Paulo, foi publicada nesta sexta-feira (21). Cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Segundo decisão do juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, houve clara participação do influenciador nas ações ilegais de sua candidatura. “Não há dúvidas de sua decisiva atuação em razão do engajamento direto e pessoal por condutas ilícitas praticadas em benefício de sua candidatura”, disse na decisão. O juiz considerou que o ex-candidato emprestava apoio público em redes sociais em troca de dinheiro, prometendo enviar vídeos de apoio a candidatos que efetuassem pagamentos na conta de sua campanha eleitoral. “Ficou demonstrado que o réu Pablo Marçal ofereceu apoio político por meio de vídeo para impulsionar campanha eleitoral de candidatos a vereador (que não estivessem em partidos de esquerda) em troca de doação do valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para sua campanha eleitoral. Referido fato ficou incontroverso considerando-se que não foi refutado pelos réus além de ter confirmado o recebimento de doações decorrentes do referido vídeo, bem como violou as normas que regem as eleições brasileiras, pois sua conduta configura fraude à lei que caracteriza abuso de poder”, diz o texto da decisão. A ação de investigação foi ajuizada por Guilherme Boulos, ex-candidato ao cargo de prefeito do município de São Paulo pela Coligação Amor por São Paulo. Em nota, Pablo Marçal disse que está em paz e não fez vídeos em troca de apoio financeiro. “Gravei milhares de vídeos de apoio político para candidatos a prefeito e vereadores em todo o país e estou em paz por não ter feito nenhum vídeo em troca de apoio financeiro, conforme demonstrado na prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral. Continuo acreditando na Justiça e tenho certeza de que tudo será esclarecido durante o processo de recurso” acrescentou. Fonte: Agência Brasil

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Bolsonaro diz que ‘exagerou’ ao falar que não ligava para prisão por denúncia da PGR

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (21) que “exagerou” ao citar, nessa quinta (20), não estar preocupado com eventual prisão devido à denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre suposta participação dele em uma tentativa de golpe de Estado. “Ontem, eu exagerei aqui um pouquinho, falando que estava assim, uma possível prisão. Exagerei um pouco. Mas você, de vez em quando, dá uns coices por aí, para mostrar que somos de carne e osso. E a verdade vem nesses momentos”, declarou, no 1º seminário nacional de comunicação do PL, que ocorre até esta sexta, em Brasília (DF). Na fala “exagerada”, o ex-presidente declarou que lida “o tempo todo com ”vão prender Bolsonaro” e que não liga para a eventual prisão. No mesmo discurso, Bolsonaro disse que a denúncia da PGR apenas apresenta narrativas. “Não tenho obsessão pelo poder. Tenho paixão pelo nosso Brasil. Ao contrário de alguns poucos aqui, em Brasília, que no momento mandam muito, eu estou com a consciência tranquila”, destacou. “[A denúncia] nada mais têm contra nós do que narrativas. Todas foram por água abaixo. Investiram pesadamente agora nessa última: golpe”, emendou. Na terça (18), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou ao STF (Supremo Tribunal Federal) denúncia contra Bolsonaro por suposto envolvimento em um plano de golpe de Estado após as eleições de 2022. Ele foi denunciado pelos seguintes crimes: Liderar organização criminosa armada; Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; Golpe de Estado; Dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima; e Deterioração de patrimônio tombado. Agora, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, vai analisar a denúncia. Segundo a defesa de Bolsonaro, ele “jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do Estado democrático de direito ou as instituições que o pavimentam”. O que vem depois da denúncia Agora, os argumentos da PGR serão analisados pela Primeira Turma do STF. Primeiro, o ministro relator, Alexandre de Moraes, dará 15 dias para que os denunciados enviem uma resposta escrita. Depois, Moraes libera a ação para a Primeira Turma julgar, de forma colegiada, o recebimento da denúncia. O colegiado será responsável por analisar o documento e apresentar uma decisão. Ainda caberá recurso. A Primeira Turma do STF é formada, além de Moraes, pelos ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Flávio Dino. A apresentação da denúncia significa que a PGR encontrou indícios suficientes para formalmente acusar uma pessoa de ter cometido um crime. Ainda não há condenação para os envolvidos. Caso a denúncia seja aceita pelo STF, os denunciados se tornam réus e passam a responder penalmente pelas ações na Corte. Então, os processos seguem para a fase de instrução, composta por diversos procedimentos para investigar tudo o que aconteceu e a participação de cada um dos envolvidos no caso. Depoimentos, dados e interrogatórios serão coletados neste momento. Fonte: R7

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Moraes vai manter na 1ª Turma julgamento contra Bolsonaro por suposta tentativa de golpe

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes tem afirmado a outros ministros nos bastidores da corte que vai manter na Primeira Turma o julgamento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros 33 por suposta tentativa de golpe de Estado. A informação foi confirmada pelo R7. Uma ala do STF defende que a denúncia seja levada ao plenário para ser analisada pelos 11 membros da corte. Um ministro ouvido pela reportagem afirmou que o mais correto seria o caso ser julgado por todos os ministros do Supremo. “Mais de 1.450 casos do ‘golpe’ foram julgados pelo plenário. Por que esse não seria?”, indagou. Entretanto, Moraes tem sido firme em não mudar de ideia. O regimento interno prevê que o recebimento ou rejeição de denúncias pode ser feito tanto pelo plenário quanto pelas turmas, a depender de cada caso. Crimes comuns cometidos por presidentes e ministros, no entanto, devem ser julgados pelo plenário. Contudo, Bolsonaro não está mais no exercício da Presidência. O colegiado responsável pelo caso de Bolsonaro é composto por cinco ministros e tem um histórico recente de alinhamento com Alexandre de Moraes. Internamente, a avaliação na corte é que a Primeira Turma é “muito rigorosa” no julgamento de ações penais. O colegiado é composto, além de Moraes, pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin, atual presidente. A Primeira Turma julgou temas sensíveis e importantes recentemente, como o caso dos réus do caso do assassinato de Marielle Franco e o bloqueio da rede social X no país. Esses dois temas, com relatoria do ministro Alexandre de Moraes, foram unânimes. Em novembro do ano passado, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que o inquérito sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado deve ser analisado pela Primeira Turma da Corte. Segundo ele, apenas em “caso excepcional” o plenário do Supremo deve atuar no caso. A denúncia da PGR Na terça-feira (18), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou ao STF denúncia contra Bolsonaro por suposto envolvimento em um plano de golpe de Estado após as eleições de 2022. Segundo a defesa do ex-presidente, ele “jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do Estado Democrático de Direito ou as instituições que o pavimentam”. A apresentação da denúncia significa que a PGR encontrou indícios suficientes para formalmente acusar uma pessoa de ter cometido um crime. Ainda não há condenação para os envolvidos. Ao todo, 34 pessoas foram denunciadas acusadas de estimular e realizar atos contra os Três Poderes e contra o Estado Democrático de Direito. Os fatos foram divididos em cinco peças acusatórias. Primeiro, o ministro relator, Alexandre de Moraes, deu 15 dias para que os denunciados enviem uma resposta escrita. Depois, Moraes vai liberar a ação para a Primeira Turma julgar de forma colegiada o recebimento da denúncia. O colegiado será responsável por analisar o documento e dar uma decisão. Ainda caberá recurso. Caso a denúncia seja aceita pelo STF, os denunciados se tornam réus e passam a responder penalmente pelas ações na Corte. Então, os processos seguem para a instrução processual, composta por diversos procedimentos para investigar tudo o que aconteceu e a participação de cada um dos envolvidos no caso. Depoimentos, dados e interrogatórios serão coletados neste momento. Fonte: R7

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Falas de Mauro Cid em depoimentos que destoavam da denúncia da PGR foram retiradas

Desde que firmou o acordo, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro apresentou várias versões   A delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid embasa, em parte, a denúncia sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas. Porém, com a liberação dos vídeos pelo ministro Alexandre de Moraes, é possível perceber que determinadas falas de Cid, que contrastam com as acusações, não foram incluídas na peça final. Um exemplo disso é o momento em que o ex-ajudante de ordens afirmou que não saberia dizer se Bolsonaro tinha ou não conhecimento do plano “Punhal Verde e Amarelo”, que supostamente planejava a morte de Moraes, Lula e Geraldo Alckmin. O possível autor do documento seria o general Mário Fernandes, e a PGR usa uma troca de mensagens entre ele e Cid para sustentar que o então presidente tinha conhecimento e autorizou o plano. “Eu não tenho ciência se o presidente sabia ou não do plano que foi tratado, do Punhal Verde e Amarelo, e se o general Mário levou esse plano para ele ter ciência ou não”, disse Cid em depoimento, trecho que não aparece na peça final. Outro ponto de questionamento surge no âmbito do suposto monitoramento do ministro Alexandre de Moraes. A denúncia afirma que o pedido foi feito por Bolsonaro. Porém, em um trecho da delação, Cid afirma que o monitoramento não ocorreu no contexto do plano de assassinato, mas sim por conta de supostos encontros do ministro com o então vice-presidente Hamilton Mourão. Há ainda divergências sobre os acontecimentos do dia 15 de dezembro de 2022, quando a operação do plano teria sido colocada em prática e abortada. Assim como em outros trechos, a denúncia usa uma troca de mensagens entre Cid e um dos militares para sustentar que as supostas tentativas de assassinato estavam em curso. No entanto, em um dos depoimentos, o ex-ajudante de Bolsonaro afirmou que estava em um local com sinal de internet precário e que não teria se comunicado com os militares. “Naquele momento, ninguém botou um plano de ação. É esse ponto que eu quero deixar claro: ninguém chegou com um plano, colocou na mesa e disse ‘nós vamos prender o Lula, nós vamos matar, nós vamos espionar’”, declarou Cid em depoimento à Polícia Federal em 19 de novembro. Denúncia A peça foi elaborada com base nas investigações da Polícia Federal, sendo a delação premiada parte do material. No entanto, a denúncia também conta com outros elementos de prova, quebras de sigilo e depoimentos adicionais. Em novembro, a Polícia Federal indiciou 37 pessoas, das quais nove não foram denunciadas. Outras seis, indiciadas em momentos diferentes, foram incluídas na denúncia da PGR. Agora, a ação segue para o STF (Supremo Tribunal Federal), que decidirá se aceita ou não a denúncia. Entre os denunciados está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apontado como líder de uma organização criminosa que teria a intenção de mantê-lo no poder, mesmo sem vencer as eleições de 2022. Segundo a defesa de Bolsonaro, ele “jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do Estado Democrático de Direito ou das instituições que o pavimentam”. Veja quem é quem Ailton Gonçalves Moraes Barros – ex-major do Exército e advogado Alexandre Rodrigues Ramagem – deputado federal e ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Almir Garnier Santos – ex-comandante da Marinha (abril/2021 a dezembro/2022) Anderson Gustavo Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF Ângelo Martins Denicoli – major da reserva do Exército Augusto Heleno Ribeiro Pereira – ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional Bernardo Romão Correa Netto – coronel do Exército Carlos Cesar Moretzsohn Rocha – engenheiro especialista em segurança da informação Cleverson Ney Magalhães – coronel do Exército e ex-oficial do Comando de Operações Terrestres Estevam Cals Theophilo Gaspar De Oliveira – general de brigada do Exército Fabrício Moreira De Bastos – ex-comandante do 52º Batalhão de Infantaria de Selva (Marabá-PA) Filipe Garcia Martins Pereira – ex-assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República Fernando De Sousa Oliveira – ex-número 2 da Secretaria de Segurança Pública do DF Giancarlo Gomes Rodrigues – subtenente do Exército Guilherme Marques De Almeida – tenente-coronel de Infantaria Hélio Ferreira Lima – tenente-coronel Jair Messias Bolsonaro – ex-presidente da República Marcelo Araújo Bormevet – agente da Polícia Federal Marcelo Costa Câmara – coronel do Exército Márcio Nunes De Resende Júnior – coronel do Exército Mário Fernandes – general da reserva Marília Ferreira De Alencar – ex-subsecretária da SSP-DF Mauro César Barbosa Cid – tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro Nilton Diniz Rodrigues – general do Exército Paulo Renato De Oliveira Figueiredo Filho – neto de João Figueiredo, último general-presidente na ditadura militar Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira – general do Exército e ex-ministro da Defesa Rafael Martins de Oliveira – tenente-coronel Reginaldo Vieira de Abreu – coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo – tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior – tenente-coronel Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros – tenente-coronel Silvinei Vasques – ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Walter Souza Braga Netto – general da reserva, ex-ministro da Defesa e candidato a vice-presidente em 2022 Wladimir Matos Soares – policial federal Fonte: R7 Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

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General estava com raiva e pressionava Bolsonaro por golpe, diz Cid

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, disse que o general da reserva Mário Fernandes (foto em destaque), um dos denunciados pela tentativa de golpe de Estado, estava entre os que mais pressionavam o ex-presidente Jair Bolsonaro a tomar alguma medida de intervenção contra a democracia nos dois meses entre o fim das eleições de 2022 até a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023. Os detalhes constam em material de áudio e vídeo de delação premiada do militar liberado nesta quinta-feira (20) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que detalha um plano de ruptura institucional movido pelo ex-presidente e aliados. A delação de Cid, que trabalhou ao lado de Bolsonaro durante todo mandato presidencial, serviu de base para a denúncia apresentada na terça-feira (18) em que o procurador-geral da Republica, Paulo Gonet, acusou o ex-presidente e o próprio Cid, além de outras 32 pessoas, pelos crimes de tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Fernandes, que é general do Exército e, no fim do mandato de Bolsonaro, foi secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, já foi comandante dos kids pretos, força de elite do Exército. De acordo com a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR), ele ficou responsável por coordenar as ações de monitoramento e assassinato de autoridades públicas, incluindo do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do próprio ministro Alexandre de Moraes, que presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse plano de atentado, descoberto pelos investigadores, era chamado de Punhal Verde e Amarelo. “Ele [Fernandes] era um general que estava muito ostensivo, inclusive nas redes sociais. Estava com os manifestantes o tempo todo, estava indo lá. Inclusive, o general Freire Gomes [então comandante do Exército] até cogitou punir ele, porque ele estava muito ostensivo na pressão para que os generais para que pudessem fazer alguma coisa. Ele estava bem, digamos, raivoso. Era o que mais impulsionava o presidente [Bolsonaro] a fazer alguma coisa”, citou Mauro Cid na delação. Fernandes foi preso no fim de novembro do ano passado, em operação da Polícia Federal (PF) que descobriu os planos para assassinar autoridades e instalar o caos no país. A investigação apontou que ele seria um dos militares “mais radicais” da trama golpista e que teria atuado como elo entre os manifestantes acampados em quarteis generais pelo país após as eleições de 2022, o governo federal e militares de diferentes patentes. Segundo Mauro Cid, além de Mário Fernandes, outro envolvido nos planos golpistas é o general Walter Braga Netto, que também está preso em unidade do Exército no Rio de Janeiro. “Braga Netto conversava todo dia com Bolsonaro, de manhã e no final da tarde, durante o período, após a derrota eleitoral, em que Bolsonaro ficou recluso no Alvorada”, afirmou Cid. O delator contou que foi ele mesmo quem agendou uma reunião, na casa de Braga Netto, no dia 12 de novembro de 2022, da qual também participaram dois coronéis do Exército: Rafael Oliveira e Ferreira Lima. Foi este o encontro que iniciou o planejamento dos atentados contra Lula, Alckmin e Moraes. No entanto, Cid disse que saiu da reunião antes que o plano fosse discutido, por orientação de Braga Netto, para evitar conexão direta com o então presidente Jair Bolsonaro. Apesar disso, de acordo com a PGR, Jair Bolsonaro estava ciente e concordou com o planejamento e a execução de ações para os atentados contra a vida das três autoridades. “Eu não participei do planejamento, não sabia qual era o objetivo, até pelo princípio da compartimentação, que é clássico na inteligência, nas Forças Especiais, só sabe e só pergunta o que você precisa saber. Só me ative a ajudar com o que eles demandavam. Não tinha noção que pudesse ser algo grave assim, de sequestro, assassinato, até que ponto eles podiam chegar”, disse Cid no depoimento a Alexandre de Moraes. R$ 100 mil em sacola de vinho Em uma dessas demandas, o coronel Rafael Oliveira pediu a Cid que buscasse recursos para viabilizar o plano. Cid então teria procurado inicialmente um tesoureiro do Partido Liberal (PL), o partido de Bolsonaro, mas, diante da negativa, recebeu, no início de dezembro, no Palácio do Planalto, o valor em espécie de R$ 100 mil. O dinheiro foi entregue em mãos pelo próprio general Braga Netto, que disse ter obtido a quantia com o “pessoal do agronegócio”. Na delação premiada, Cid revelou que Braga Netto, juntamente com os coronéis Oliveira e Ferreira Lima, concordavam com a necessidade de ações que gerassem uma grande instabilidade e permitissem uma medida excepcional pelo presidente da República que impedisse a posse de Lula, então presidente eleito. Apesar de Mário Fernandes ser do alto escalão da Secretaria-Geral da Presidência da República, na época ocupada pelo general Luiz Eduardo Ramos, a delação de Mauro Cid exime Ramos de envolvimento direto na trama, por causa de seu afastamento de Bolsonaro no período. Ramos não consta na lista de denunciados pela PGR. “O general Ramos foi completamente alijado do processo. Ele teve alguns problemas com o presidente. Ele até achava que seria o ministro da Defesa, o presidente não nomeou. O presidente foi, devagarzinho, escanteando ele. Tanto que, no final do ano, ele não apareceu. O senhor pode perceber que não tem nenhuma mensagem dele. Ele queria ser o ministro da Defesa e o presidente não quis colocar ele”.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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