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Categoria: Política

8 de janeiro: Moraes arquiva inquérito contra governador do DF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (5) arquivar o inquérito que apurava a suposta omissão do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Moraes acolheu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) favorável ao arquivamento. No documento enviado na semana passada ao Supremo, a procuradoria afirmou que não há provas de que o governador se omitiu ou favoreceu os atos. “Diante do exposto, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento deste inquérito em relação às condutas de Ibaneis Rocha Barros Júnior”, decidiu Moraes. A investigação feita pela Polícia Federal (PF) também não encontrou indícios de que o governador agiu para impedir a repressão aos golpistas.  Após os atos de 8 de janeiro, Ibaneis foi afastado do cargo por cerca de 60 dias por determinação de Alexandre de Moraes e retornou ao cargo após decisão do próprio ministro.   Fonte: Agência Brasil Foto: Renato Alves/Agência Brasília

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Comissão Mista de Orçamento terá três semanas para votar o Orçamento de 2025

A CMO (Comissão Mista de Orçamento) vai ter três semanas para discutir e votar o PLOA (Projeto de Lei Orçamentário) de 2025. Após a análise da peça no colegiado, Congresso precisa aprovar o texto em sessão conjunta da Câmara e do Senado. No dia 25 de março, a composição da CMO precisará ser trocada para a análise do Orçamento de 2026. Portanto, esse é o prazo final máximo para a votação da peça orçamentária deste ano. O presidente da CMO, deputado federal Júlio Arcoverde (PP-PI), já anunciou que o parecer do relator da proposta, Angelo Coronel (PSD-BA), será apresentado em 11 de março. Ao R7, o relator explicou que a votação, porém, deve acontecer até o dia 17. O Orçamento deste ano deveria ter sido aprovado em 2024, mas Coronel adiou a apresentação do parecer, alegando que alterações feitas no pacote de corte de gastos enviado pelo governo ao Congresso no fim do ano passado poderiam render complicações no relatório. Decisão sobre emendas e embate com o governo Na semana passada, Arcoverde disse que a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, que aprovou um plano para garantir a transparência das emendas parlamentares, vai “destravar” a votação do Orçamento de 2025. Nessa segunda-feira (3), em votação no plenário virtual, os demais ministros referendaram a decisão de Dino. As emendas seguem bloqueadas em algumas situações, como recursos destinados à saúde que não estejam em contas específicas, “emendas Pix” sem plano de trabalho aprovado e emendas de comissão e de bancada aprovadas sem identificação da autoria. O documento entregue pela AGU foi elaborado em conjunto pelo Congresso Nacional e governo federal, que prometeram dizer no que será gasto o dinheiro das emendas Pix e revelar o nome dos parlamentares beneficiados pelo orçamento secreto e pelas emendas de comissão. Segundo o plano, só depois disso o dinheiro cairia na conta dos estados e municípios beneficiados. O governo vem pressionando o Congresso pela rápida aprovação da peça orçamentária de 2025. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, inclusive, disse que acionaria o TCU (Tribunal de Contas da União) em virtude do atraso da análise da lei. Na ocasião, ele disse considerar que o Orçamento está pronto para ser votado e pediu a atenção de deputados e senadores à pauta. “Lamentavelmente o Congresso ainda não apreciou o Orçamento”, declarou. Arcoverde, contudo, respondeu que a responsabilidade pelo atraso seria do próprio governo, por, segundo ele, “confusões jurídicas com o Supremo Tribunal Federal”, em referência ao impasse com as emendas.   Fonte: R7 Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

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Câmara de Campinas vota proibição de bebidas em garrafas de vidro em eventos públicos

A Câmara Municipal de Campinas realiza nesta quarta-feira (5), a nona Reunião Ordinária de 2025. A sessão será aberta às 18 horas no Plenário do Legislativo, com entrada pela Avenida da Saudade, 1004, no bairro Ponte Preta. Quem não puder acompanhar presencialmente tem como opção assistir à reunião pela TV Câmara Campinas, em sinal digital 11.3 ou pelo canal 4 da NET Campinas ou 9 da Vivo Fibra – com retransmissão simultânea pelas fanpages da Casa e da TV no Facebook, Youtube e no streaming da página inicial do site oficial. Entre as propostas previstas para votação está, em primeira análise, o Projeto de Lei do vereador Higor Diego (Republicanos), que proíbe a comercialização e o porte de bebidas e alimentos em recipientes de vidro em eventos públicos. “As embalagens são descartadas em grande quantidade o recolhimento pelos profissionais de limpeza urbana não impede que muitas delas terminem jogadas no chão. E a presença de garrafas de vidro no solo, muitas delas já quebradas, aumenta o risco de perfurações e cortes das pessoas que estão transitando nos eventos”, diz Higor Diego. Ele alerta ainda que a presença os vasilhames de vidro podem ser utilizados como arma. “Não é incomum uma pessoa alterada, por exemplo, em um momento de ira pegue uma garrafa e arremesse contra outra pessoa, gerando  confusão e tumulto”, conclui. Para se tornar lei municipal, o Projeto de Lei precisa ser aprovado em duas votações no Plenário votado em duas sessões e sancionado pelo prefeito.   Confira abaixo a pauta dos trabalhos: PAUTA DOS TRABALHOS DA 9ª REUNIÃO ORDINÁRIA DE 2025, A SER REALIZADA NO DIA 5 DE MARÇO, QUARTA-FEIRA, ÀS 18 HORAS, NO PLENÁRIO DA CÂMARA MUNICIPAL DE CAMPINAS. PEQUENO EXPEDIENTE 1 – Leitura da correspondência recebida e das proposições apresentadas à Casa. 2 – Leitura de informações ou respostas às proposições submetidas à deliberação do Plenário. 3 – Comunicados dos senhores vereadores. ORDEM DO DIA 1) Turno único de discussão e votação do veto total ao Projeto de Lei nº 214/22, Processo nº 237.264, de autoria do senhor Luiz Cirilo, que “acresce os arts. 4º-A, 4º-B e 6º à Lei nº 15.800, de 13 de setembro de 2019, que ‘obriga os pais de crianças em idade de vacinação, ou seus responsáveis, a apresentar, no ato da matrícula em estabelecimentos de ensino público ou privado, caderneta de saúde da criança contendo o registro da aplicação das vacinas obrigatórias à sua idade e dá outras providências’”. 2) Turno único de discussão e votação do veto total ao Projeto de Lei nº 62/24, Processo nº 240.744, de autoria dos senhores Marcelo Silva e Filipe Marchesi, que “altera a Lei nº 13.954, de 24 de novembro de 2010, que proíbe a utilização de telefone celular e equipamentos eletrônicos que especifica nas salas de aulas da rede municipal de ensino e dá outras providências”. Parecer da Comissão de Constituição e Legalidade: favorável. 3) Incluído na pauta em regime de urgência, mediante Requerimento nº 315/25, devidamente aprovado: Turno único de discussão e votação do Projeto de Decreto Legislativo nº 13/25, Processo nº 242.786, de autoria da Mesa da Câmara, que “concede Diploma de Mérito Contábil ‘Dr. Ataliba Amadeu Sevá’ a Otair Marcos Danieli”. 4) Incluído na pauta em regime de urgência, mediante Requerimento nº 321/25, devidamente aprovado: Turno único de discussão e votação do Projeto de Decreto Legislativo nº 103/24, Processo nº 241.245, de autoria do senhor Nelson Hossri, que “concede Medalha de Mérito Fotográfico ‘Hércules Florence’ a Leandro Carpegeani Dias da Silva”. Parecer da Comissão Especial de Honraria: favorável. 5) Incluído na pauta em regime de urgência, mediante Requerimento nº 323/25, devidamente aprovado: 1ª discussão e votação do Projeto de Lei nº 161/24, Processo nº 241.538, de autoria do senhor Higor Diego, que “proíbe a comercialização e o porte de bebidas e alimentos em recipientes de vidro em eventos públicos”. 6) Incluído na pauta nos termos do art. 144 do Regimento Interno, mediante Requerimento nº 328/25: Turno único de discussão e votação do Projeto de Lei nº 220/24, Processo nº 242.030, de autoria do senhor Zé Carlos, que “denomina Areninha Antônio Pereira de Oliveira – Toninho um equipamento público do município de Campinas”. 7) Turno único de discussão e votação do Projeto de Lei nº 191/24, Processo nº 241.684, de autoria do senhor Cecílio Santos, que “denomina Centro de Saúde Maria Aparecida Zeferino um centro de saúde do município de Campinas”. Parecer da Comissão de Educação e Esporte: favorável. 8) Turno único de discussão e votação do Projeto de Decreto Legislativo nº 200/24, Processo nº 241.901, de autoria do senhor Jair da Farmácia, que “concede Diploma de Mérito Jurídico ‘Elvino Silva Filho’ a Luciano Estevam Rodrigues”. Parecer da Comissão Especial de Honraria: favorável. 9) Matérias adiadas de reunião anterior. 10) Discussão e votação de moção. 11) Discussão e votação de ata. 12) Matérias lidas no Expediente e sujeitas à deliberação do Plenário. GRANDE EXPEDIENTE Oradores inscritos no Grande Expediente. Campinas, 26 de fevereiro de 2025. Luiz Rossini Presidente   Foto: Câmara de Campinas

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Brasil critica decisão israelense de suspender entrada de ajuda humanitária em Gaza

O Itamaraty disse nesta segunda-feira (3) que “deplora” a decisão de Israel de suspender a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. Na nota, o Brasil lembrou que Israel tem obrigação, segundo a Corte Internacional de Justiça, de garantir a prestação de serviços básicos essenciais e assistência humanitária à população de Gaza, sem impedimentos. “A obstrução deliberada e o uso político da ajuda humanitária constituem grave violação do direito internacional humanitário”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores. Por fim, o Itamaraty reforçou a necessidade de cumprimento do acordo de cessar-fogo por ambas as partes, com a retirada das forças israelenses de Gaza, libertação de todos os reféns e estabelecimento de mecanismos para ingresso de assistência humanitária desimpedida. “O Brasil insta as partes ao estrito cumprimento dos termos do acordo de cessar-fogo e ao engajamento nas negociações a fim de garantir cessação permanente das hostilidades, retirada das forças israelenses de Gaza, libertação de todos os reféns e estabelecimento de mecanismos robustos para ingresso de assistência humanitária desimpedida, previsível e na necessária escala.” Interrupção da entrada de ajuda em Gaza No domingo (2), Israel decidiu interromper a entrada de ajuda humanitária em Gaza. A decisão foi tomada após o Hamas rejeitar a extensão da primeira fase do cessar-fogo. “Com o fim da primeira fase do acordo de reféns e diante da recusa do Hamas em aceitar o esboço do [enviado especial dos EUA, Steve] Witkoff para continuar as negociações — proposta que Israel aceitou —, o primeiro-ministro Netanyahu decidiu que, a partir desta manhã, toda a entrada de bens e suprimentos na Faixa de Gaza será interrompida”, declarou o gabinete do primeiro-ministro. A proposta de Israel era a adoção do chamado “plano Witkoff”, que previa a extensão do cessar-fogo até 19 de abril. Pela proposta, metade dos reféns restantes, vivos e mortos, seriam libertos no primeiro dia do novo acordo, e os demais seriam soltos ao fim do período, caso um cessar-fogo permanente fosse alcançado. No entanto, o Hamas rejeitou a proposta e criticou a suspensão da entrada de ajuda humanitária, classificando-a como “uma extorsão barata, um crime de guerra e uma violação flagrante do acordo de cessar-fogo”. O grupo pediu que mediadores internacionais pressionem Israel para reverter a decisão. No acordo inicial, no domingo (2) deveria ter início a segunda fase do cessar-fogo, que previa o fim definitivo da guerra e a libertação dos últimos reféns. Fonte: R7 Foto: Record News/Reprodução

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Brasil cai seis posições em ranking de democracia da ‘The Economist’

O Brasil caiu seis posições no ranking global de democracia (Democracy Index) de 2024, elaborado pela empresa de inteligência da The Economist, ficando agora no 57º lugar. No capítulo dedicado ao Brasil, intitulado ‘democracia brasileira em risco’, o estudo afirma que a polarização política aumentou na última década e gerenciar o impacto das plataformas de mídia social na democracia brasileira tem sido problemático, o que levou a Suprema Corte a “passar do limite”. O documento diz que a questão chegou ao auge em agosto de 2024, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) ordenou o bloqueio à empresa de mídia social X porque representava uma “ameaça direta à integridade do processo democrático” antes das eleições locais nacionais de outubro de 2024. ”Restringir o acesso a uma grande plataforma de mídia social dessa forma por várias semanas não tem paralelo entre países democráticos. A censura de um grupo de usuários ultrapassou os limites do que pode ser considerado restrições razoáveis à liberdade de expressão, especialmente no meio de uma campanha eleitoral”, argumenta o texto. E acrescenta: “Tornar certos discursos ilegais, com base em definições vagas, é um exemplo de politização do judiciário”. Na sequência, a The Economist cita um levantamento do Latinobarómetro de 2023 sobre liberdade de expressão que apontou que 64% dos brasileiros afirmaram que ela “é mal garantida ou não é garantida”, porcentual que estaria acima da média regional de 45%. Além disso, 62% dos brasileiros dizem que não expressam suas opiniões sobre os problemas que o País enfrenta, ficando atrás apenas de El Salvador e bem acima da média regional de 44%. A pontuação do Brasil, segundo a pesquisa, também foi afetada negativamente por novos detalhes da “suposta tentativa de golpe” em 2022 contra o então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e membros do STF, que teria sido organizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e membros do alto escalão das Forças Armadas, que negam irregularidades.” O plano de golpe também sugere que há uma tolerância perturbadora à violência política no Brasil que está ausente em democracias mais consolidadas”, afirma a pesquisa. O ranking de democracia da The Economist é liderado pela Noruega seguido pela Nova Zelândia e Suécia. Coreia do Norte, Mianmar e Afeganistão ocupam as três ultimas posições, de uma lista de 167 países.   Fonte: R7 Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Flávio Bolsonaro aciona TCU contra Lula por uso da rede nacional de rádio e TV

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao TCU (Tribunal de Contas da União) que investigue o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na representação, ele acusa Lula de usar a rede nacional de rádio e TV para autopromoção sob o pretexto de um pronunciamento oficial, o que, segundo ele, configuraria desvio de finalidade e violação aos princípios da moralidade administrativa. O documento classifica o pronunciamento de Lula, feito em 24 de fevereiro, como uma “campanha publicitária” e alega que o conteúdo veiculado desrespeita o decreto que regula o uso da rede nacional por agentes públicos. “(O presidente Lula) se valeu da rede nacional de transmissão para promover sua imagem, transformando o pronunciamento em verdadeira propaganda política, com direito ao uso de muitos recursos publicitários e, inclusive, atores”, afirma o texto. A representação sustenta ainda que o presidente adotou um discurso eleitoreiro para destacar dois programas de governo. Flávio Bolsonaro argumenta também que os atos de Lula podem configurar improbidade administrativa. Ele solicita que o TCU abra um inquérito para investigar as acusações e convoque o presidente para depor. Além disso, pede a aplicação das sanções cabíveis e a devolução aos cofres públicos dos valores gastos na produção dos vídeos. Fonte: R7 Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Por unanimidade, STF homologa liberação das emendas parlamentares

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta segunda-feira (3), por unanimidade, homologar o plano de trabalho para aumentar a transparência e a rastreabilidade das emendas parlamentares ao Orçamento da União. A medida foi elaborada em conjunto pelos poderes Legislativo e Executivo. A decisão do ministro Flávio Dino foi referendada pelo plenário da Corte, em sessão virtual de julgamento, que começou na sexta-feira (28) e, mesmo com a votação de todos os ministros, segue aberta até quarta-feira (5). O compromisso dos parlamentares foi enviado na terça-feira (25) ao ministro, que é relator dos processos que tratam das medidas de transparência determinadas pelo STF para o pagamento das emendas. Ao homologar o plano, Dino liberou o pagamento das emendas deste ano e dos anos anteriores suspensas por decisões da Corte. Pelo plano de trabalho da Câmara e do Senado, a partir do exercício financeiro deste ano, não será mais possível empenhar emendas sem a identificação do deputado ou senador que fez a indicação e da entidade que vai receber os recursos. Conforme a decisão de Dino, não entram na liberação: emendas específicas para organizações não governamentais (ONGs) e entidades do terceiro setor que foram alvo de auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU); recursos para a saúde que não estão regularizados em contas bancárias específicas e emendas de bancada; emendas de bancada e de comissão que não foram convalidadas em atas das respectivas comissões e que estejam sem identificação do parlamentar. Entenda O impasse sobre a liberação das emendas começou em dezembro de 2022, quando o STF entendeu que as emendas chamadas de RP8 e RP9 eram inconstitucionais. Após a decisão, o Congresso Nacional aprovou uma resolução que mudou as regras de distribuição de recursos por emendas de relator para cumprir a determinação da Corte. No entanto, o PSOL, partido que entrou com a ação contra as emendas, apontou que a decisão continuava em descumprimento. Após a aposentadoria da ministra Rosa Weber, relatora original do caso, Flávio Dino assumiu a condução do caso. Em agosto do ano passado, Dino determinou a suspensão das emendas e decidiu que os repasses devem seguir critérios de rastreabilidade. O ministro também determinou que a CGU auditasse os repasses dos parlamentares por meio das emendas do orçamento secreto. No mês passado, Flávio Dino suspendeu emendas parlamentares para ONG devido à falta de transparência. Em dezembro, por exemplo, ele havia bloqueado as transferências de R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão. O total previsto para emendas parlamentares no Orçamento de 2025, que ainda não foi aprovado, chega a R$ 52 bilhões, uma alta em relação a 2024, quando a cifra foi de R$ 49,2 bilhões. Há 10 anos, em 2014, esse valor era de R$ 6,1 bilhões.   Fonte: Agência Brasil Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

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Candidato à presidência ou possibilidade de prisão? O que o futuro reserva a Jair Bolsonaro

Declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral em outubro de 2023, Jair Bolsonaro (PL) foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República no último dia 18 de fevereiro. Mesmo assim, o ex-presidente insiste que será candidato novamente em 2026. Nos próximos meses, ele deve enfrentar diferentes desafios jurídicos e políticos. Na Justiça Criminal, Bolsonaro enfrentará um árduo caminho. A defesa do ex-presidente prepara as manifestações para rebater a denúncia por suposta tentativa de golpe de Estado ao lado de outras 33 pessoas. Quando vencer o prazo de 15 dias dado aos advogados e receber os argumentos da defesa, o STF vai se debruçar sobre o caso e decidir se aceita ou rejeita a denúncia. “Nessa resposta à acusação, é possível que a defesa aponte erros que indiquem que a denúncia jamais deveria ter sido recebida. Aí, é possível fazer uma segunda análise e, caso se concorde que houve o erro no recebimento da denúncia, ela pode ser rejeitada, o que a gente chama de rejeição tardia”, explica o mestre em direito constitucional e professor de direito penal Rodrigo Barbosa. Também existe a chance da absolvição sumária, recurso usado em casos em fica claramente demonstrado que o denunciado agiu em legítima defesa, o que não é o caso de Bolsonaro, segundo Barbosa. Diante disso, ele reconhece a dificuldade de uma reanálise do caso. “Pode acontecer? Pode. Mas, nesse caso, com a quantidade de olhos que há em cima da denúncia, eles não vão ter encontrado essa possibilidade de rejeição”, diz. Chance de virar réu Se o STF aceitar a denúncia, Bolsonaro passa à condição de réu. Aí começa o período de instrução, quando as provas são incluídas no processo — oitiva de testemunhas, perícias, interrogatórios etc. “Após todo esse caminho, em que todo mundo foi ouvido, a acusação vai falar uma última vez, seja oral, seja por escrito. São as chamadas alegações finais. O mesmo espaço é dado à defesa”, explica o especialista. Na sequência, o Supremo — via 1ª Turma ou plenário — vai julgar se Bolsonaro é culpado ou inocente. “Como são várias acusações, eles podem entender que ele é culpado de alguns crimes e inocente de outros, o que eu entendo que seria o cenário mais provável”, diz Barbosa. Bolsonaro ainda poderia recorrer, no próprio STF, de uma eventual decisão. “Embargos de declaração ou embargos infringentes são possibilidades, e embargos infringentes vão ser muito interessantes nesse caso, porque eles vão falar que há divergência da jurisprudência anterior e sempre se acha alguma coisa”, projeta o professor de direito penal. Caminhos para Jair Bolsonaro na esfera criminal. – Arte/R7 Bolsonaro nas urnas O ex-presidente está inelegível até 2030, após condenação por abuso de poder político em duas ações no TSE. Até lá, portanto, Bolsonaro não poderá concorrer. O ex-mandatário, porém, está sujeito a ficar inelegível também por conta de processos na Justiça criminal. “Caso seja condenado pelo STF em uma ação penal, a inelegibilidade ocorrerá automaticamente a partir do primeiro juízo condenatório, já que, no Supremo, o julgamento inicial já ocorre em órgão colegiado. A Lei da Ficha Limpa não exige condenação em segunda instância, basta essa primeira decisão de colegiada”, explica Márlon Reis, um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa. Se condenado criminalmente, Bolsonaro só poderia concorrer em duas situações: se a decisão for posteriormente reformada em embargos de declaração ou se, antes do trânsito em julgado, for concedido o benefício previsto no artigo 26-C da Lei da Ficha Limpa, que permite o registro da candidatura enquanto há recurso pendente. “Esse benefício, contudo, depende de autorização do relator ou do tribunal”, adverte Reis. Caminhos para Bolsonaro na Justiça Eleitoral. – Arte/R7 Candidato inelegível pode concorrer? O ex-juiz da Presidência do TSE explica que, “quando um candidato inelegível tenta concorrer, a Legislação permite que ele participe da eleição sob a condição de candidatura sub judice”. Isso quer dizer que, mesmo inelegível, o candidato pode realizar campanha, aparecer na urna eletrônica e até receber votos. “A lei não prevê o indeferimento automático do registro de candidatura com proibição da participação na campanha”, diz. “Isso acontece porque a impugnação ao registro de candidatura só ocorre depois que o pedido é formalizado perante a Justiça Eleitoral”, completa. “Como o período de campanha é muito curto — apenas 45 dias —, dificilmente há tempo suficiente para um julgamento definitivo antes do dia da eleição. Assim, um candidato inelegível pode disputar normalmente e chegar ao dia da votação com seu nome na urna”, afirma. E se Bolsonaro for eleito? Márlon Reis explica que há duas consequências no caso de um postulante que está inelegível ganhar a eleição. Primeiro, Bolsonaro poderia perder o diploma eleitoral e haveria convocação de nova eleição. “Se a Justiça Eleitoral confirmar sua inelegibilidade após o pleito, o diploma eleitoral será cassado. Nesse caso, a Advocacia-Geral da União pode ingressar com ação contra o candidato, responsabilizando-o pelo custo da nova eleição. Como se trata de eleição presidencial, isso envolveria a mobilização de todo o eleitorado brasileiro”, destaca. Outro resultado dessa eventual disputa seria a substituição do candidato antes da eleição. “A Legislação prevê que um candidato pode ser substituído até 20 dias antes do pleito. Se a inelegibilidade for confirmada antes desse prazo, o partido ou a coligação pode indicar um substituto”, completa. Saiba o que acontece com candidato inelegível nas eleições. – Arte/R7 Fonte: R7 Foto: RAFAEL VIEIRA/AGIF/ESTADÃO 

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Homem é encontrado morto dentro da própria residência no Jardim Boa Esperança em Limeira

Na noite deste domingo (2), um indivíduo, de 53 anos, foi localizado por vizinhos morto em sua residência, localizada na Rua Virgílio Bassi, no bairro Jardim Boa Esperança, em Limeira (SP). Segundo relatos dos vizinhos, ele não era visto desde a manhã do sábado (1º). Além disso, foi informado que o homem era alcoólatra. Achando suspeitoo sumiço dele, alguns vizinhos foram procurá-lo, mas ninguém atendia. Quando adentraram na residencia, localizaram o indivíduo já morto. Segundo informações, o corpo não apresentava sinais de violência, porém já foi localizado em rigidez cadavérica. Ao que tudo indica, ele já teria falecido entre o final da manhã e início da tarde do sábado. A USA do SAMU esteve presente na ocorrência e constatou o óbito. Além disso, uma equipe da ROMU também prestou apoio preservando o local para os trabalhos periciais.

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Bolsonaro e Braga Netto têm até esta semana para responder acusações sobre golpe de Estado

Os 34 denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) têm até esta semana para responder às acusações de envolvimento no suposto plano de golpe de Estado após as eleições de 2022. As defesas precisam ser apresentadas até os dias 6 e 7 de março, a depender de quando cada pessoa foi intimada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Alguns dos denunciados, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-ministro Walter Braga Netto, pediram ao STF para adiar a entrega da resposta, mas o ministro Alexandre de Moraes negou as solicitações. Com o recebimento das respostas, Moraes pode marcar o julgamento para analisar a denúncia na Primeira Turma. O relator deu 15 dias para os denunciados apresentarem a defesa. Próximos passos Caso a denúncia seja aceita pelo STF, os alvos se tornam réus e passam a responder penalmente pelas ações na Corte. Então, os processos seguem para a fase de instrução, composta por diversos procedimentos para investigar tudo o que aconteceu e a participação de cada um dos envolvidos no caso. Depoimentos, dados e interrogatórios serão coletados neste momento. Depois, o ministro responsável pelo caso produz um relatório. Na sequência, a Primeira Turma julga se condena as pessoas envolvidas no processo. Quem foi indiciado Ao todo, 34 pessoas foram denunciadas, acusadas de estimular e realizar atos contra os Três Poderes e contra o Estado Democrático de Direito. Segundo a PGR, as peças acusatórias baseiam-se em manuscritos, arquivos digitais, planilhas e trocas de mensagens que revelam o “esquema de ruptura da ordem democrática”. Os documentos do órgão descrevem “a trama conspiratória armada e executada contra as instituições democráticas”. Veja a lista de denunciados: Ailton Gonçalves Moraes Barros – ex-major do Exército e advogado Alexandre Rodrigues Ramagem – deputado federal e ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Almir Garnier Santos – ex-comandante da Marinha de abril de 2021 a dezembro de 2022 Anderson Gustavo Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF Ângelo Martins Denicoli – major da reserva do Exército Augusto Heleno Ribeiro Pereira – ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional Bernardo Romão Correa Netto – coronel do Exército Carlos Cesar Moretzsohn Rocha – engenheiro especialista em segurança da informação Cleverson Ney Magalhães – coronel do Exército e ex-oficial do Comando de Operações Terrestres Estevam Cals Theophilo Gaspar De Oliveira – General de Brigada do Exército Fabrício Moreira De Bastos – ex-comandante do 52º Batalhão de Infantaria de Selva em Marabá (PA) Filipe Garcia Martins Pereira – ex-assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República Fernando De Sousa Oliveira – ex-número 2 da Secretaria de Segurança Pública do DF Giancarlo Gomes Rodrigues – subtenente do Exército Guilherme Marques De Almeida – tenente-coronel de Infantaria Hélio Ferreira Lima – tenente-coronel Jair Messias Bolsonaro – ex-presidente da República Marcelo Araújo Bormevet – agente da Polícia Federal Marcelo Costa Câmara – coronel do Exército Márcio Nunes De Resende Júnior – coronel do Exército Mário Fernandes – general da reserva Marília Ferreira De Alencar – ex-subsecretária da SSP-DF Mauro César Barbosa Cid – tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro Nilton Diniz Rodrigues – general do Exército Paulo Renato De Oliveira Figueiredo Filho – neto de João Figueiredo, o último general presidente na ditadura militar Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira – general do Exército e ex-ministro da Defesa Rafael Martins de Oliveira – tenente-coronel Reginaldo Vieira de Abreu – coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo – tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior – tenente-coronel Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros – tenente-coronel Silvinei Vasques – ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Walter Souza Braga Netto – general da reserva e ex-ministro da Defesa. Também foi candidato a vice-presidente em 2022 Wladimir Matos Soares – policial federal   Fonte: R7 Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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